Controle Químico de Capim-Gengibre (Paspalum maritimum Trin.) no Estado de Alagoas
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS
ANTÔNIO JOSÉ PLÁCIDO DE MELLO
CONTROLE QUÍMICO DE CAPIM-GENGIBRE (Paspalum maritimum Trin.) NO
ESTADO DE ALAGOAS
RIO LARGO - AL
2014
1
ANTÕNIO JOSÉ PLÁCIDO DE MELLO
CONTROLE QUÍMICO DE CAPIM-GENGIBRE (Paspalum maritimum Trin.) NO
ESTADO DE ALAGOAS
Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pósgraduação em Proteção de Plantas da Universidade
Federal de Alagoas, como requisito parcial para a
obtenção do título de Mestre em Proteção de Plantas.
Orientador: Prof. Dr. Renan Cantalice de Souza
RIO LARGO -AL
2014
2
Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecária Responsável: Maria Auxiliadora G. da Cunha
M527c
Mello, Antônio José Plácido de.
Controle químico de capim-gengibre (Paspalum maritimum Trin.) no estado de
Alagoas / Antônio José Plácido de Mello. – 2014.
65 f. : il., tabs., gráfs. e tabs.
Orientador: Renan Cantalice de Souza.
Dissertação (Mestrado em Agrônomia: Proteção de plantas) – Universidade
Federal de Alagoas. Centro de Ciências Agrárias. Rio Largo, 2014.
Bibliografia: f. 55-65.
1. Competição. 2. Pré-emergência. 3. Pós-emergência. I. Título.
CDU: 632.954:633.2
3D
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4
“Nos momentos de crise, só a inspiração é
mais importante que o conhecimento!”
“Albert Einstein”
5D
Aos meus pais Enéas Fernandes de Mello e Maria José Plácido de Mello pelo
apoio, incentivo, dedicação e amor em minha vida...
A minha irmã Rita de Cássia Plácido de Mello e o seu esposo José Soares Silva
Junior pelo companheirismo...
A minha companheira, Fernanda, pelo incentivo, por entender, aceitar e ajudar
nas minhas decisões, por participar de cada minuto da minha vida e por me
amar...
A meu filho Antônio José Plácido de Mello Júnior pela dedicação do dia-adia...
OFEREÇO.
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6 D
AGRADECIMENTOS
À Universidade Federal de Alagoas (UFAL) pela oportunidade da realização do curso de
pós-graduação.
Ao Instituto Federal de Alagoas (IFAL) pela minha liberação na realização do curso.
Ao Prof. Dr. Renan Cantalice de Souza pela orientação, confiança, dedicação, ensinamento
e amizade.
Ao Prof. Dr. Siumar Pedro Tironi pela dedicação, ensinamento e amizade.
Aos Coordenadores, Professores e Funcionários do Curso de Pós-graduação da UFAL.
Aos colegas Discentes do programa de pós-graduação.
À Usina Santa Clotilde pela concessão da área e apoio nos experimentos.
A todos que de alguma forma acrescentaram para minha formação.
...Meus sinceros agradecimentos por tudo...
D
7
RESUMO
Objetivou-se avaliar a eficiência de herbicidas no controle em pré e pós-emergência do capim
gengibre e verificar o comportamento reprodutivo via vegetativa e sementes do capim-gengibre
no controle químico no município de Rio Largo, Estado de Alagoas. Foram conduzidos três
experimentos em casa-de-vegetação. No primeiro ensaio foi conduzido um experimento em
campo na Fazenda Cuia Velha, no município de Rio Largo- AL instalado em blocos
casualizados com quatro repetições, cada unidade experimental foi composta de 3 m de largura
por 6 m de comprimento. Os tratamentos foram compostos por herbicidas, aplicados
isoladamente ou em associações, utilizados em pós-emergência tardia. Os herbicidas utilizados
nos tratamentos foram: T1 – metribuzin (200 g ha-1); T2 – metsulfuron-methyl (22 g ha-1); T3
– glyphosate (1800 g ha-1); T4 – paraquat + diuron (400 g ha-1 + 100 g ha-1); T5 – imazapic
(123 g ha-1); T6 – MSMA + diuron (200 g ha-1 + 100 g ha-1); T7 – Testemunha (sem aplicação
de herbicida). A aplicação dos herbicidas foi realizada sobre a espécie daninha e palhada da
cultura, aos sete dias após o corte mecanizado da cana-de-açúcar. As variáveis observadas
foram percentual de controle visual do capim-gengibre aos 07 até 63 dias após a aplicação dos
herbicidas e massa seca aos 30 dias. No segundo ensaio foram realizados três experimentos
diferentes em casa de vegetação. Foi avaliado o controle químico de plantas de capim-gengibre
propagado por de sementes. Plantas vindas de transplantio dos rizomas após plantio dos rizomas
aos 30 dias e as plantas vindas de transplantio dos rizomas aos 45 dias. Os tratamentos foram
dispostos pelos herbicidas: T1- diuron + hexazinona (936 + 264 g ha-1); T2 - isoxaflutole (132
g ha-1); T3- metsulfuron-metil (18 g ha-1); T4 - imazapic (123 g ha-1) e T5- testemunha sem
aplicação de herbicida. O delineamento utilizado foi blocos ao acaso com parcelas subdividida
no tempo com cinco repetições. As unidades experimentais utilizadas foram vasos com
capacidade para 1,0 dm3, com área superficial de 227,5 cm-2. As variáveis observadas foram
percentual de controle do capim-gengibre aos 07 e 98 dias após a aplicação, determinação de
massa seca no último dia de avaliação e número de perfilhos do capim-gengibre 90 dias após a
aplicação. Os resultados permitiram concluir que existe diferença no controle de acordo com
os métodos de propagação do capim-gengibre ao longo do tempo. Para o primeiro ensaio o com
MSMA + diuron, paraquat + diuron, metsulfuron methyl e glyphosate. Para o segundo ensaio
a associação diuron + hexazinona e metsulfuron foram os melhores para os diferentes métodos
de propagação.
PALAVRA-CHAVE: Competição, pré-emergência e pós-emergência.
8D
ABSTRACT
This study aimed to evaluate the efficiency of herbicide to control pre and post-emergence grass
ginger and check the reproductive behavior vegetatively and seed the grass ginger in chemical
control in Rio Largo, Alagoas State. Three experiments were conducted in a greenhouse house.
In the first trial experiment was carried out in the field in Cuia Velha Farm in the municipality
of Rio Largo AL - installed in randomized blocks with four replicates, each replicate consisted
of 3 m wide by 6 m long. The herbicide treatments were applied alone or in association, used
in late post-emergence. The herbicides used in the treatments were: T1 - metribuzin (200 g ha 1
); T2 - metsulfuron-methyl (22 g ha- 1); T3 - glyphosate (1800 g ha - 1 ); T4 - paraquat + diuron
(400 g ha - 1 + 100 g ha - 1); T5 - imazapic (123 g ha - 1 ); T6 - MSMA + diuron (200 g ha -1 +
100 g ha- 1); T7 - Witness ( without herbicide ) . Herbicide application was made on the weed
species and crop straw, seven days after the mechanization of cane sugar. The variables were
percentage of visual control of grass -ginger until 07 to 63 days after herbicide application and
dry mass at 30 days. In the second trial three different experiments were conducted in a
greenhouse. Chemical control of weeds grass -ginger propagated by seed has been reported.
Transplanting plants from rhizomes after planting the rhizomes at 30 days and transplanting
plants from rhizomes at 45 days. Treatments were arranged by herbicides: T1 - diuron +
hexazinone ( 936 + 264 g ha - 1 ); T2 - isoxaflutole (132 g ha- 1); T3- metsulfuron -methyl (18
g ha- 1); T4 - imazapic ( 123 g ha - 1 ) and T5 - control without herbicide. The experimental
design was randomized blocks with split plots in time with five replicates. The experimental
units were used vessels with a capacity of 1.0 dm3, with a surface area of 227.5 cm2. The
variables were percentage of control grass ginger at 07 and 98 days after application,
determination of dry mass on the last day of evaluation and number of tillers-ginger 90 days
after application. The results showed a significant difference in the control according to the
methods of spread of grass-ginger over time . For the first test with MSMA + diuron , paraquat
+ diuron , glyphosate and metsulfuron methyl . For the second test the association diuron +
hexazinone and metsulfuron were the best for the different propagation methods.
KEYWORD: Race, pre-emergence and post-emergence.
D
LISTAS DE SIGLA
ACCase – Enzima acetil coezima-A carboxilase.
ALS – Enzima aceto-lactato-sintase.
ATP - Trifosfato de adenosina.
CECA – Centro de Ciências Agrárias.
CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento.
CO2 – Gás carbônico.
C4 – Planta C4.
DAA – Dias Após Aplicação.
DAP – Dias Após Plantio.
EPSPs – Enzima EPSP sintase (5 enolpiruvilchiquimato-3- fosfato sintase).
H2SO4 – Ácido sulfúrico.
IAA – Instituto do Açúcar e Álcool.
MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
MOA – Modo de ação.
NADPH2 - Nicotinamida-adenina-dinucleótido.
PASMA – Código Bayer para Capim-gengibre.
PCPI – Período crítico de prevenção de interferência.
PLANALSUCAR - Programa Nacional de Melhoramento da Cana-de-Açúcar.
PROTOX – Enzima protoporfirinogênio oxidase.
SISVAR - Programa de análises estatísticas e planejamento de experimentos.
UFAL – Universidade Federal de Alagoas.
9
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10
LISTA DE FIGURAS
Figura 01
Figura 02
Experimento de Controle químico do capim-gengibre no campo. Rio
Largo – AL, 2013....................................................................................
Semeio de sementes de capim-gengibre em experimento de casa de
vegetação.................................................................................................
Figura 03
Material vegetativo retirado do campo para transplantio nos vasos........
Figura 04
Disposição dos métodos de multiplicação e suas repetições durante a
aplicação...................................................................................................
Figura 05
Figura 06
Figura 07
Figura 08
Figura 09
Ensaios de controle químico com capim–gengibre em casa de
vegetação..................................................................................................
Percentual de controle visual do capim-gengibre com herbicidas ao
longo do tempo em ensaio de campo, Rio Largo – AL, 2013.................
Percentual de controle visual do capim-gengibre propagado por
sementes com herbicidas ao longo do tempo. Rio Largo – AL, 2013......
27
30
31
32
32
37
41
Percentual de controle visual do capim-gengibre após o transplantio por
rizomas aos 30 dias com herbicidas ao longo do tempo, Rio Largo – AL,
2013.
46
Percentual de controle visual do capim-gengibre após o transplantio por
rizomas aos 45 dias com herbicidas ao longo do tempo, Rio Largo – AL,
2013.
51
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11
LISTAS DE TABELA
Tabela 01
Tabela 02
Tabela 03
Tabela 04
Tabela 05
Tabela 06
Tabela 07
Tabela 08
Análise química do solo utilizado no experimento controle químico do
capim-gengibre. Rio Largo - AL, 2013..........................................................
Análise química do substrato utilizado no experimento controle
químico do capim-gengibre. Rio Largo, 2013................................................
28
30
Resumo do quadro da análise de variância para a porcentagem do controle
visual do capim-gengibre submetido ao controle químico, ensaio de campo,
Rio Largo - AL 2013.......................................................................................
34
Média percentual de controle visual do capim-gengibre em função dos
herbicidas e a época de avaliação (dias após a aplicação – DAA), Rio Largo
– AL, 2013.......................................................................................................
35
Massa seca (g m-2) da parte aérea do capim-gengibre em tratamentos com
herbicidas no campo, aos 30 dias após aplicação dos herbicidas. Rio Largo –
AL, 2013......................................................................................................
38
Resumo do quadro da análise de variância para o percentual de controle
visual do capim-gengibre submetido ao controle químico (pré-emergente),
ensaio em casa de vegetação, propagado por semente em Rio Largo - AL,
2013..................................................................................................................
39
Média percentual de controle visual do capim-gengibre propagado por
sementes em função a herbicidas e época de avaliação (dias após aplicação DAA). Rio Largo – AL, 2013..........................................................................
40
Determinação de massa seca (g vaso-1) da parte aérea do capim-gengibre em
tratamentos com herbicidas em casa de vegetação propagado por semente,
aos 63 dias após a aplicação. Rio Largo – AL, 2013......................................
42
Tabela 09
Resumo do quadro da análise de variância para a porcentagem de controle
visual do capim-gengibre submetido ao controle químico, ensaio em casa de
vegetação, após o transplantio do rizoma aos 30 dias, Rio Largo - AL,
2013................................................................................................................... 43
Tabela 10
Média de percentagem de controle visual do capim-gengibre submetido ao
controle químico, ensaio em casa de vegetação, após o transplantio do
rizoma aos 30 dias e época de avaliação (dias após aplicação – DAA). Rio
Largo - AL, 2013.............................................................................................
Tabela 11
Tabela 12
Massa seca (g vaso-1) em parte aérea (a), subterrânea (s), total (a + s) e relação
subterrânea por aérea (s/a) em tratamentos submetidos ao controle químico de
capim-gengibre, no ensaio de casa de vegetação após o transplantio por
rizomas por 30 dias, com 98 dias após aplicação dos herbicidas, Rio Largo –
AL, 2013............................................................................................................
Número de perfilhos por vaso de capim-gengibre, aos 90 dias após aplicação
de herbicidas, no controle químico em ensaio de casa de vegetação após o
transplantio por rizoma aos 30 dias, Rio Largo – AL, 2013.............................
44
47
48
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Tabela 13
Resumo do quadro da análise de variância para o percentual de controle visual
do capim-gengibre submetido ao controle químico, ensaio em casa de
vegetação, após o transplantio por rizoma aos 45 dias, Rio Largo - AL,
2013.................................................................................................................... 49
Tabela 14
Média de percentagem de controle visual do capim-gengibre submetido ao
controle químico, ensaio em casa de vegetação, após o transplantio do rizoma
aos 45 dias e época de avaliação (dias após aplicação – DAA). Rio Largo AL, 2013............................................................................................................ 50
Tabela 15
Massa seca (g vaso-1) em parte aérea (a), subterrânea (s), total (a + s) e relação
subterrânea por aérea (s/a) em tratamentos submetidos ao controle químico de
capim-gengibre, no ensaio de casa de vegetação após o transplantio por
rizomas por 45 dias, com 98 dias após aplicação dos herbicidas, Rio Largo –
AL, 2013............................................................................................................ 52
Tabela 16
Número de perfilhos por vaso de capim-gengibre, aos 90 dias após aplicação
de herbicidas, no controle químico em ensaio de casa de vegetação após o
transplantio por rizoma aos 45 dias, Rio Largo – AL, 2013..............................
53
D
13
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO........................................................................................
13
2
REVISÃO DE LITERATURA...............................................................
15
2.1
Importância do cultivo da cana-de-açúcar............................................
15
2.2
Interferência da Plantas daninha em cana-de-açúcar..........................
15
2.3
Gênero Paspalum ....................................................................................
18
2.4
Controle
químico
de
plantas
daninhas
em
cana-de-
açúcar........................................................................................................
2.5
21
Principais mecanismos de ação das principais moléculas utilizadas
na cultura da cana-de-açúcar.................................................................
22
3
MATERIAL E MÉTODOS....................................................................
27
3.1
Ensaio 1 - Controle Químico de pós-emergência tardia de capimgengibre.....................................................................................................
3.2
27
Ensaio 2- Controle Químico em pré e pós-emergência inicial de capimgengibre..........................................................................................
29
4
RESULTADOS E DISCUSSÃO..............................................................
34
5
CONCLUSÕES.........................................................................................
54
6
REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS.....................................................
55
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13
1. INTRODUÇÃO:
A cultura da cana-de-açúcar (Sacharum spp) tem exercido importante papel na
economia brasileira, principalmente por consequência da grande produção alcançada nos
últimos anos e pela inserção da mesma no contexto energético do país com a possibilidade da
cogeração de energia elétrica (Cortez et al., 2013). Para Tasso Jr et al.(2013), atualmente, além
da importância econômica, social e ambiental da cultura, a geração de energia de renovável é
um fator relevante na sustentabilidade, estabelecendo a preocupação de produzir cana-deaçúcar com alta produtividade. De acordo com a CONAB (2013), a área cultivada com canade-açúcar estimada para safra 2013/14 foi 8,81 milhões de hectares. O Estado de São Paulo é o
maior produtor do país com 51,66 % e na sexta posição encontra-se Alagoas com 5,02 % em
área cultivada. A produtividade média obtida na atual temporada da safra 2013/14 é de 74,9 t
ha-1, 7, 9 % a mais que na safra anterior. A safra de cana-de-açúcar produzida no Brasil deve
alcançar 659,85 milhões de toneladas, com aumento de 12 % comparando a anterior (MAPA,
2013).
Para
melhorar
a
produtividade
tornam-se
necessários
cuidados
especiais,
principalmente com relação às pragas, doenças e plantas daninhas, além do uso eficiente de
macro, micronutrientes e corretivos (Penatti, 2013). Dessa maneira, a ocorrência de plantas
daninhas na cultura de cana-de-açúcar provoca perdas sérias na produtividade, quando não
controladas adequadamente (Fageria et al., 1999). Diversos trabalhos de pesquisa mostram
esses danos, atribuindo ao manejo adequado, dentre eles: Rolim & Christoffoleti (1982),
Graciano & Barbosa (1986), Graciano (1989) e Constantin (1993). A cana-de-açúcar apesar de
usar eficientemente os recursos disponíveis para o seu crescimento é afetada pelas plantas
daninhas nas fases iniciais de crescimento. Um dos pontos básicos para o manejo adequado das
plantas daninhas, na cultura da cana-de-açúcar é o conhecimento das mesmas, com informações
sobre a sua biologia, dinâmica das populações e danos provocados à cultura quando não
controladas (Victoria Filho & Christoffoleti, 2004).
O capim-gengibre (Paspalum maritimum Trin.) é uma planta daninha de atuação
regional, abrangendo os canaviais dos Estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
Quando não controlada forma reboleiras extensas, especialmente em solos de baixa fertilidade
e/ou arenosos. Devido à sua biologia de reprodução, através de semente, estolão e rizomas são
de difícil controle, aliado a sua alta capacidade de produção, capacidade de adaptar aos
14
ambientes e a outra característica refere-se o efeito alelopático em relação à cana-de-açúcar e
com outras plantas daninhas. Estas situações citadas dificultam o controle do capim-gengibre
nos canaviais nordestino. Recomenda-se em cana-de-açúcar no controle de Paspalum o asulam
na Europa e América (Asulox, 2007). No Brasil, tentativas foram feitas no passado o uso deste
princípio ativo, entretanto, não houve sucesso em função do fator custo/benefício e as altas dose
necessária. Trabalhos de pesquisas e literaturas sobre o assunto são inexistentes colaborando
para a falta de conhecimento sobre o controle da planta daninha em estudo.
Diante do exposto o presente trabalho tem como objetivo avaliar a eficiência de
herbicidas no controle em pré e pós-emergência do capim gengibre e avaliar o controle químico
em função do seu tipo de propagação no município de Rio Largo, Estado de Alagoas.
15
2. REVISÃO DE LITERATURA:
2.1 Importância do cultivo da Cana-de-açúcar:
O Brasil não é apenas o maior produtor de cana-de-açúcar, mas também, o primeiro do
mundo na produção de açúcar e etanol, conquistando, cada vez mais, o mercado externo com o
uso do biocombustível como alternativa energética. O país é responsável por mais da metade
do açúcar comercializado no mundo (MAPA, 2014). Entretanto, existe uma preocupação
marcante para aferir ganho de produtividade, principalmente no controle de planta daninha na
cultura.
2.2 Interferência da planta daninha em cana-de-açúcar:
Azania et al. (2006a) relatam que as plantas daninhas são pioneiras, ou seja, as primeiras
plantas que se estabelecem em uma área. Para Azevedo et al. (2007) as plantas daninhas é
qualquer planta, cultivada ou não, que se desenvolve onde não é desejada. Assim, uma planta
de milho em uma lavoura de mamona é considerada uma planta daninha. Enquanto, para
Azevedo et al (2008), uma planta qualquer, cultivada ou não, considera-se daninha quando
estiver influindo negativamente em determinada atitude humana. No conceito de planta
daninha infestante ou daninha está implícito o princípio da indesejabilidade e a interferência
nos objetivos do ser humano. Fischer et al. (1994) relatam duas definições para plantas
daninhas como plantas cujas vantagens ainda não foram descobertas e plantas que interferem
com os objetivos do homem em determinada situação negativamente.
As principais características das plantas daninhas que dificultam manejo são: facilidade
de germinação, desenvolvimento e crescimento rápido, grande superfície fotossintética, grande
número de estômatos, sistema radicular abundante e presente nas diversas camadas do solo,
ciclo de vida semelhante ao das culturas, plasticidade populacional, germinação desuniforme,
produção de substâncias inibidoras e produção de grande número de sementes (Cardenas et al.,
1972).
As plantas daninhas interferem em vários setores da atividade humana. Elas não apenas
reduzem a produtividade e elevam os custos de produção, mas também causam problemas de
16
ordem sanitária, pois infestam as áreas, hospedeira alternativas de pragas e doenças, reduz a
eficiência do uso do solo, elevados custos de controle de pragas e doenças, no produto de
inferior qualidade, nas dificuldades com o manejo da água e baixa eficiência humana (Ashton
& Monaco, 1991).
Para Silva (1983), a presença de planta daninha na cultura pode reduzir os lucros dos
produtores, através do gastos com herbicidas, intensificação do número de operações de preparo
solo, redução da produção devido a competição pelos fatores de produção, perdas na colheita e
na qualidade fisiológica é significativamente reduzida quando não realizados o controle de
plantas daninhas.
Procópio et al. (2010); Procópio et al. (2013) citam que a interferência das plantas
daninhas pode ocasionar prejuízos à cultura da cana-de-açúcar, destacando-se: a) redução de
produtividade de colmos e de açúcar – a interferência das plantas daninhas pode promover
perdas na produtividade da lavoura em níveis que variam de 10 a 80 % (Procópio et al, 2003);
b) decréscimo na longevidade do canavial – altas infestações de plantas daninhas associadas à
deficiência no controle dessas invasoras, podem acelerar a necessidade de reforma dos
canaviais; c) dificuldade e aumento no custo da colheita – a presença de plantas daninhas nas
operações de colheita da cana-de-açúcar, seja manual ou mecânica, ocasionam transtornos
operacionais e no aumento de custos; d) queda na qualidade industrial da matéria-prima –
quando se colhe um canavial infestado com plantas daninhas é inevitável que partes da
composição dessas espécies, como folhas, caules e órgãos reprodutivos sejam transportados
juntos com os colmos da cultura para unidade industrial. Estas impurezas dificultam o processo
industrial e diminuem a remuneração do produtor rural; e) servem de abrigo para pragas e
doenças da cana-de-açúcar; f) contribuem para depreciação do valor da terra – na presença de
determinadas espécies, principalmente em altas densidades populacionais.
Por esses motivos, torna-se necessário manter a lavoura de cana-de-açúcar livre de
plantas daninhas. Segundo Kuva et al. (2001), a cultura da cana-de-açúcar pode conviver com
a comunidade infestante até 89 dias após o plantio (DAP), sem sofrer redução significativa na
produtividade. O período mínimo de controle, para assegurar a máxima produtividade, foi de
138 DAP. Dessa forma, o controle das plantas daninhas foi crítico no período compreendido
entre 89 e 138 DAP.
O período crítico de prevenção da interferência (PCPI) em trabalhos de cana-planta,
indicam, em média entre 30 e 100 dias após a deposição dos rebolos. Em condição de soqueira
17
localiza-se de 30 a 100 dias na soca seca e de 30 a 60 dias em soca úmida após a emergência
da cultura (Christoffoleti et al., 2013).
O grau de interferência das plantas daninhas nas culturas depende da comunidade vegetal
infestante (espécie, densidade e distribuição), da cultura (cultivar, espaçamento e densidade),
do ambiente (solo, clima e manejo) e do período de convivência (Pitelli, 1985). Destaca-se o
sistema de produção e a região também podem ser importantes na interferência. Considerando
a cana-de-açúcar ser eficiente na utilização dos recursos disponíveis para o seu crescimento e
apresentar fisiologia do tipo C4, a cultura é muito afetada pela competição com as plantas
daninhas, por apresentar, na maioria das situações, brotação e crescimento iniciais lentos
(Procópio et al., 2003). As plantas infestantes podem interferir no processo produtivo da canade-açúcar através da competição por recursos do meio, como água, luz e nutrientes, da liberação
de substâncias alelopáticas, da atuação como hospedeiro de pragas e doenças comuns à cultura
e da interferência nas práticas de colheita tanto manual como mecanizada (Pitelli, 1985). A
ocorrência de um ou mais desses componentes de interferência poderá causar reduções na
quantidade e qualidade da cana-de-açúcar colhida, além de diminuir o número de cortes
economicamente viáveis (Lorenzi, 1988). Por outro lado o uso dos herbicidas podem causar
efeitos diretos e indiretos no crescimento, no desenvolvimento das plantas cultivadas (Dias et
al., 2005; Rizzardi et al., 2003), efeitos estes dependentes das interações entre os herbicidas e o
ambiente, podendo ser observadas alterações na absorção de nutrientes, sintomas de intoxicação
e alteração nos mecanismos de defesa da planta a fatores abióticos e bióticos, que não são
perceptíveis e nem amplamente considerados (Rizzardi et al., 2003). E influenciar também as
características fisiológicas da cana-de-açúcar.
Trivelin et al. (1996) citam que a colheita mecanizada da cana-de-açúcar está cada vez
mais presente nos sistemas de produção no Brasil. Nesse sistema, não ocorre a queima, das
folhas, bainhas, ponteiros, além de quantidade variável de pedaços de colmo são cortados,
triturados e lançados sobre a superfície do solo, formando uma cobertura de resíduo vegetal
(mulch) denominada palha ou palhada. A quantidade de palhada em canaviais colhidos sem
queima é variável de 10 a 30 t ha-1, dependendo da cultivar colhida.
Negrisoli et al. (2007) relatam que os impactos ambientais e sociais levaram à proibição
da queimada em canaviais no Estado de São Paulo, seguindo restrições legais progressivas até
o ano de 2021, em áreas com possibilidade de mecanização total da colheita, e até 2031 para as
demais áreas (Decreto no 47.700 de 11/3/2003, que regulamenta a lei no 11.241 de 19/9/2002).
Esta situação aconteceu em praticamente todos os Estados produtores de cana-de-açúcar, pela
18
dificuldade de mão-de-obra e custo de produção a colheita mecanizada avançou pelo Brasil
trazendo alterações no sistema de produção. A cobertura morta ocasiona mudanças químicas,
físicas e biológicas do solo, acarretando seleção da comunidade infestante e suprimindo a
infestação de plantas daninhas que normalmente são consideradas importantes nos canaviais.
A colheita mecanizada tem influenciado alterações na flora infestante dos canaviais,
como a seleção de espécies com sementes grandes e capacidade de germinar sob a camada de
palha. O sistema de cana-crua trouxe algumas modificações importantes no que se refere às
plantas daninhas: reduziu a movimentação do solo; introduziu a colhedora como agente
disseminador; eliminou o distúrbio pela queimada; e proporcionou a manutenção de uma
camada de palha sobre o solo (Monquero et al., 2011).
A manutenção da palhada sobre a superfície do solo pode, simultaneamente, reduzir o
potencial de infestação das plantas daninhas, bem como dificultar o desempenho dos herbicidas
pré-emergente, uma vez que a água de chuva se torna a principal responsável pelo transporte
do herbicida até a superfície do solo (Maciel & Velini, 2005; Simoni et al., 2006). A palhada
constitui-se em uma das barreiras para o uso de herbicidas com ação exclusiva ou preferencial
no solo. O acréscimo do teor superficial de matéria orgânica no solo, menos evidente em canacrua do que em plantio direto, em razão da movimentação mínima no momento da colheita
mecanizada associada ao preparo e o sulcamento quando da reimplantação da cultura, propicia
a adsorção dos herbicidas, limitando a sua eficiência (Negrisoli, 2005). A manutenção de uma
camada de palhada altera a dinâmica dos principais herbicidas utilizados na cultura da cana-deaçúcar (Hernandez et al., 2001), funciona como barreira física à emergência e modifica
importantes elementos microclimáticos, a composição microbiológica e o meio químico
(Pitelli, 1998).
2.3 Gênero Paspalum:
Estima-se que cerca de 1000 espécies de plantas habitam o agroecossistema da cana-deaçúcar nas distintas regiões produtoras do mundo (Arévalo, 1978). Devido às dimensões
territoriais do Brasil e ao fato de a cana-de-açúcar está presente em praticamente todas as
regiões brasileiras, a biodiversidade de espécies daninhas presentes nesta cultura é muito grande
(Procópio et al., 2013). Segundo publicação realizada pelo PLANALSUCAR – IAA (1986), as
mais freqüentes espécies de plantas daninhas que ocorriam em canaviais brasileiros eram:
gramíneas anuais; capim-colchão (Digitaria spp.), capim-marmelada (Brachiaria plantaginea),
19
capim-carrapicho (Cenchrus echinatus) e capim-pé-de-galinha (Eleusine indica); gramíneas
perenes; grama-seda (Cynodon dactylon capim-massambará (Sorghum halepense), capimcolonião (Panicum maximum) e capim-braquiária (Brachiaria decumbens); folhas largas
anuais; beldroega (Portulaca oleracea), picão-preto (Bidens pilosa) e carrapicho-carneiro
(Acanthospermum hispidum); folhas largas perenes; guanxumas (Sida spp), trapoeraba
(Commelina benghalensis) e ciperáceas; tiririca (Cyperus rotundus) e tiriricão (Cyperus
esculentus). Mais recentemente, Procópio et al. (2003) citam as principais espécies de plantas
daninhas infestantes da cana-de-açúcar na região centro-sul como sendo: capim-braquiária
(Brachiaria decumbens), capim-colonião (Panicum maximum), capim-colchão (Digitaria
spp.), capim-marmelada (Brachiaria plantaginea), capim-carrapicho (Cenchrus echinatus),
capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), grama-seda (Cynodon dactylon), capim-massambará
(Sorghum halepense), capim-falso-massambará (Sorghum arundinaceum), tiririca (Cyperus
rotundus), corda-de-viola (Ipomoea spp), caruru (Amaranthus spp), beldroega (Portulaca
oleracea), trapoeraba (Commelina benghalensis), falsa-serralha (Emilia sonchifolia), serralha
(Sonchus oleraceus), mentrasto (Ageratum conyzoides), leiteiro (Euphorbia heterophylla),
nabiça (Raphanus raphanistrum), poaia-branca (Richardia brasiliensis), carrapicho-decarneiro (Acanthospermum hispidum), picão-preto (Bidens pilosa) e guanxuma (Sida spp).
Procópio et al. (2003) relatam que na região Nordeste podem ser destacadas, além das
espécies citadas, outras de grande importância, como: capim-fino (Brachiaria mutica), capimgengibre (Paspalum maritimum), erva-de-rola (Croton lobatos) e burra-leiteira (Chamaesyce
hirta).
O Paspalum foi descrito inicialmente por Linnaeus, que em 1759 reconheceu quatro
espécies para este gênero. Pertence a familia dentre as Poaceae, sub-familia Panicoideae, tribo
Panicae (Maciel, 2008). A grande diversidade de Paspalum é refletida no seu amplo espectro
de preferências ecológicas. Suas espécies ocorrem desde o nível do mar até altitudes superiores
a 4.500 m (Maciel et al., 2010). Segundo Oliveira (2004) o gênero Paspalum tem interessado
a muitos estudiosos, não só pela importância ecológica, forrageira (Allem & Valis, 1987) e
ornamental de suas espécies; como pela heterogeneidade. Sales & Sampaio (1984) em avaliação
da capacidade forrageira de oito gramíneas em Pernambuco sugeriram o capim-gengibre para
região Zona da Mata considerando 32 parâmetros morfológicos e fisiológicos de crescimentos.
A prática da manutenção da vegetação natural em algumas culturas através da roçagem
mecânica favorece o aumento da incidência de capim-gengibre em detrimento de outras
espécies (Fontes, 2014). Considera-se o Brasil como o país que hospeda o maior número de
espécies. Supõe-se que cerca de 220 espécies. Para Lorenzi (2008) trata-se de uma das plantas
20
daninhas mais importantes da Região Nordeste, infestando principalmente lavouras perenes
como a cana-de-açúcar, culturas anuais e beiras de estradas. Vegeta com extraordinário vigor
em solos secos e pobres, propagando-se com grande facilidade e intensidade. Conhecido por
capim-gengibre, capim-pernambuco, grama-pernambuco, capim-gengibrão, capim-jacaré e
gengibre. Seu código de classificação Bayer corresponde PASMA.
O Paspalum maritimum Trin.é uma espécie nativa da América Tropical, ocorre na
América Central e Caribe, norte do Brasil e na zona litorânea, do Nordeste ao Sul. No Brasil as
maiores concentrações ocorrem do Pará até a Bahia (Kissmann, 1991). Espécie perene,
reproduzida por sementes e alastrada a partir de rizomas, formando densas coberturas que
impedem o desenvolvimento de outras espécies na área. Preferem os terrenos com solos
arenosos, muito resistente a períodos de seca e ao fogo, rebrotando com rapidez.
Kissmann (1991) cita as principais características morfológicas do capim-gengibre
como plantas estoloníferas e rizomatosas, de porte ereto ou semi-ereto. Variáveis na
apresentação, havendo plantas com colmos eretos ou decumbentes e folhas de lâminas planas
e macias, e plantas com colmos eretos e folhas de lâminas mais rígidas, dobradas e pungentes.
Os colmos simples, subcomprimidos, estriados, glabros. Nós de coloração escura, glabros ou
poucos pilosos, radicantes na parte interior das plantas. Estolões longos, de superfície glabra,
desenvolvendo-se sobre o solo. Apresenta também sistema subterrâneo com rizomas longos e
rígidos, revestidos por curtas escamas, desenvolvendo-se horizontalmente logo abaixo da
superfície do solo. Na parte basal dos colmos ocorrem bainhas sem lâminas foliares; a última
folha também tem lamina reduzida ou suprimida. Bainhas estriadas e fortemente carenadas,
com lâmina mediana proeminente; abertas na parte superior, com um turfo de pelos no ápice.
Lígulas membranáceas, laceradas. Lâminas estreitamente lanceoladas, de margens escariosas e
ciladas, planas ou dobradas; macias e de ápice agudo ou mais rígidas e de ciliadas; planas ou
dobradas; macias e de ápice agudo ou mais rígidas e de ápice pungente; coloração verdeintensa; glabras ou intensamente pilosas. Sua inflorescência de bainha superior emergem um
ou geralmente dois pendúnculos de comprimento diferentes. Raque sinuosa, glabra, de
coloração amarronada. As espiguetas obovadas são de coloração castanha-clara, com fina
pilosidade. A primeira é geralmente ausente e a segunda gluma obovada, convexa. Suas
cariopses são obovadas e coloração castanha.
Oliveira et al., (2013) relatam que as inflorescências parciais racemiformes com
espiguetas plano-convexas distribuídas unilateralmente sobre o raquis, com dorso do lema
superior em posição adaxial e salvo algumas exceções, pela ausência de gluma inferior.
21
2.4 Controle químico de plantas daninhas em cana-de-açúcar:
Segundo Emygdio & Teixeira (2006), a importância em se prevenir infestações de plantas
daninhas está na premissa de se evitar a introdução, o estabelecimento e a disseminação de
novas espécies daninhas, uma vez que a erradicação torna-se economicamente inviável em
grandes áreas. Atualmente, o principal método de controle das plantas daninhas é o químico,
por meio da aplicação de herbicidas em pré e pós-emergência das espécies. Segundo Freitas et
al. (2004) é prática difundida em todo o País. Consiste no método mais utilizado na cultura da
cana-de-açúcar, por ser mais eficiente no controle; apresentar alto rendimento, rapidez na
aplicação, praticidade, baixo custo em relação a outros métodos e por haver no mercado
herbicidas eficientes registrados para cultura. Segundo Camargo (1972), os herbicidas são
substâncias químicas que, quando aplicadas às plantas daninhas, em concentrações
convenientes, provocam a morte das plantas ou eliminam a parte aérea, livrando à cultura de
competição pelo substrato ecológico. A preocupação no controle de plantas daninhas faz-se
necessário a obtenção de máxima eficácia de controle de plantas daninhas, com alta seletividade
para cultura, de forma econômica e com minimização dos efeitos ambientais.
Segundo Balbinot Junior & Fleck (2005) o método químico pode apresentar alguns
problemas como a possibilidade de contaminação ambiental, o risco de intoxicação, o
aparecimento de biótipos de plantas daninhas resistentes aos herbicidas e a necessidade de mão
de obra qualificada.
Os herbicidas podem ser aplicados em pré-emergência, pós-emergência, na reforma do
canavial e como maturador conforme a necessidade da cultura ao controle de plantas daninhas.
Muitos herbicidas com diferentes ingredientes ativos e formulações estão registrados para o uso
no Brasil (Martinelli et al., 2011). Azania et al. (2006b); Azania et al. (2008) relatam o manejo
para cana-planta e a cana soca.
Cuidados precisam ser tomados quanto à escolha dos produtos, equipamentos,
calibração, doses, textura do solo e das condições climáticas por ocasião da aplicação dos
produtos (Azevedo et al., 2007).
Barbosa et al. (2006) recomendam que a adoção de diferentes métodos de controle,
aquisição de equipamentos e a da formação de equipes, seja precedida e fundamentada em uma
estratégia definida e de longo prazo. Entre os principais componentes das estratégias de controle
22
de plantas daninhas: a priorização do controle de plantas daninhas dentro das operações de
tratos; consideração do período crítico de prevenção da interferência; acessibilidade ao local da
infestação com crescimento da cana; compatibilização do calendário de aplicação com o
dimensionamento da estrutura; disponibilidade de herbicidas adequados às condições edafoclimáticas e economia.
É interessante ressaltar que no Brasil, a instrução normativa n° 46, de 24 de julho de
2002 do MAPA, proíbe às empresas titulares de registros de agrotóxicos de indicarem nos
rótulos e nas bula de seus produtos, recomendações técnicas sobre mistura de agrotóxicos no
tanque de pulverização.
2.5 Principais mecanismos de ação de herbicidas utilizados na cultura da cana-de-açúcar:
Herbicidas controlam ervas daninhas, interferindo com a forma como elas crescem.
Através de vários “modos de ação” (MOA), que bloqueiam a germinação das sementes ou o
estabelecimento de mudas; impedem a produção de carboidratos essenciais, proteínas ou
lipídios (óleos e gorduras) pelas plantas; ou desidratam folhas e caules entre outros. Conhecer
o MOA de um herbicida é importante para entender como usar esse herbicida da maneira mais
eficaz. Também, para identificar herbicidas torna-se útil agrupá-los de acordo com o seu
mecanismos de atuação e sua estrutura química básica. Em função da similaridade dos
sintomas. Segundo Silva et al. (2007) modo de ação refere-se a sequência completa de todas as
reações que ocorrem desde o contato do produto com a planta até a sua morte ou ação final do
produto, enquanto que mecanismo de ação, consiste na primeira lesão bioquímica ou biofísica
que resulta na morte ou ação final do produto.
Na cultura da cana-de-açúcar em seu ciclo de produção existe a possibilidade da
utilização do largo espectro de herbicidas em função das condições socioeconômicas, edafoclimáticas, topografia, custos de produção, incidência de plantas daninhas e a remuneração
econômica.
Segundo Freitas et al. (2004), em áreas cultivadas com cana-de-açúcar o controle das
plantas daninhas é realizado, principalmente, com herbicidas. Entre as diversas opções de
herbicidas registrados para a cultura da cana-de-açúcar, têm-se os herbicidas inibidores da
acetolactato sintase (ALS) como o imazapic, imazapyr, trifloxysulfuron-sodium (em mistura
com ametryn), halosulfuron e flazasulfuron e os herbicidas inibidores da fotossíntese como o
diuron isoladamente ou em mistura com hexazinone, ametryn, metribuzin e tebutiuron, os
23
inibidores da síntese de carotenóides, como o isoxaflutole, dentre outros. A ação da maioria
destes herbicidas é em pré e pós-emergência inicial, sendo recomendada no controle de
gramíneas, folhas largas e perenes de difícil controle; pode ocorrer efeito residual nos solos
superior a cem dias (Procópio et al., 2004).
De acordo com as informações de Silva et al. (2007); Oliveira Jr et al. (2011); Silva et
al. (2014) em função dos efeitos da plantas daninhas com relação ao modo de ação dos
principais herbicidas empregados na cultura da cana-de-açúcar que agrupa-se em: a)
Mimetizadores de Auxinas: Efeitos hormonais no crescimento e desenvolvimento das plantas,
os caules torcidos e folhas enroladas em poucas horas, amarelecimento, coloração marrom e o
controle em pós-emergência de plantas daninhas de folhas largas. Ex: 2,4 – D e picloran.
b) Inibidores do Fotossistema II: A fotossíntese é afetada levando à destruição das
membranas celulares, porém, mais lentamente do que por outros desidratantes, amarela e
resseca as folhas a partir das pontas, bordas e entre os vasos, aplicação em pré e pós-emergência
com efeitos residuais no solo; o espectro de ervas daninhas e a seletividade variam. Ex:
amicarbazone, ametrine, atrazine, hexazinona, metribuzin, diuron e tebuthiuron.
Segundo Rodrigues & Almeida (2011), o mecanismo de ação principal do amicarbazone
é pela inibição da fotossíntese das plantas daninhas, atuando na Reação de Hill (Fotossistema
II), inibindo o transporte de elétrons e paralisando a fixação de CO2 e a produção de ATP e
NADPH, os quais são elementos essenciais para o crescimento das plantas. A morte de plantas,
entretanto, pode ocorrer devido a outros processos, como a peroxidação de lipídeos e proteínas,
promovendo a destruição das membranas e perda de clorofila. O amicarbazone é um herbicida
recomendado para aplicações em pré e pós- emergência inicial para o controle de um amplo
espectro de plantas daninhas que competem com a lavoura canavieira nas doses de 1,50 a 2,0
kg ha-1. Quando aplicado em pré-emergência, o amicarbazone é absorvido pelo sistema
radicular e translocado via xilema, pelo fluxo de transpiração.
O diuron é um herbicida do grupo químico dos derivados da uréia, que promove a
inibição da fotossíntese, interrompendo o fluxo de elétrons entre o fotossistema II e I, causando
sintomas aparentes, como a clorose foliar, seguido de necrose e a morte da planta (Pires &
Oliveira, 2001). Dias et al. citado por Mendes et., (2012) relatam que o diuron apresenta efeito
residual de 40 a 70 dias variando de acordo com as características físico-químicas do solo,
condições climáticas e a dose aplicada.
24
A hexazinone sua ação é no Fotossistema II, inibindo o processo de transporte de
elétrons da quinona Qa para Qb paralisando a fotossíntese. A associação da hexazinone +
diuron consiste em inibir o fotossistema II controlando folhas largas e gramíneas (Inoue et al.,
2012).
O metribuzin é absorvido pelas plantas via radicular e foliar, recomendado para
aplicaçãções em pré e pós-emergencial inicial em cana-planta e em soca para o controle de
plantas daninhas mono e dicotiledôneas. O principal sintoma nas plantas daninhas susceptíveis,
após emergência do solo, é clorose e necrose (Santi Rossi, 2007).
c) Inibidores do Fotossistema I: A fotossíntese é afetada levando à destruição das
membranas celulares, o efeito específico é muito mais rápido do que outros desidratantes, as
folhas amarelam e ressecam especialmente rápido na presença da luz solar, o espectro muito
amplo de ervas daninhas controladas; somente em aplicação foliar (contato); inativados e
imobilizados em contato com o solo, Ex: paraquat.
O paraquat (1,1´-dimetil-4,4´-bipiridilo), um herbicida de contato não-seletivo, é
amplamente utilizado em mais de cem países em culturas de fumo, algodão, arroz, café, canade-açúcar, feijão, maçã, soja e uva, entre outras. Atua como falso aceptor de elétrons no
fotossistema I que em plantas expostas a luz leva a sérios prejuízos fisiológicos, com depleção
de NADPH e inibição da fixação de CO2, com consequente produção de superóxidos, os quais
promovem a destruição de membranas (Martins, 2013).
d) Inibidores do Crescimento inicial: As células não conseguem se dividir e atrofiam
as mudas emergentes, sua aplicação em pré-emergência para controle de plantas daninhas, as
Poaceas. Ex: pendimenthalin.
e) Inibidores do Protox: Ressecamento rápido de todo o tecido verde em contato com
pulverizações, sistêmica com ação mais lenta quando entra pelas raízes. Ex: oxyfluorfen,
flumioxazin, carfentrazone-ethyl, sulfentrazone, saflufenocil.
f) Inibidores da Biossintese de Carotenóides: Os pigmentos da folha não podem ser
sintetizados ou protegidos e, portanto, se degradam, os brotos ficam brancos, aplicação em pré
e pós-emergência para plantas daninhas-alvo e a culturas, dependendo do produto. Ex:
isoxaflutole, mesatriona e clomazone.
25
O isoxaflutole pode ser aplicado em períodos secos; segundo Lovell et al. (2000), ele se
torna reativo somente na presença de chuva ou irrigação, controlando as plantas daninhas que
emergirem.
g) Inibidores de Acetilcoenzima A carboxilase (ACCase): Impede que as plantas
produzam os ácidos graxos importantes nas membranas celulares, o crescimento cessa em
poucas horas, as folhas ficam amarelas, depois roxas, marrons e morrem; as raízes e rizomas
podem também morrer, controle em pós-emergência de plantas daninhas Poaceas em culturas
de folhas largas. Ex: fluazifep-p butyl.
h) Inibidores da Acetolactato sintase (ALS): Impede as plantas de sintetizarem os
aminoácidos leucina, isoleucina e valina, portanto, as proteínas não podem ser produzidas, o
crescimento cessa em algumas horas, causando nanismo de brotos e raízes; as folhas amarelam
e morrem por um período de um dia a semanas, controla amplo espectro de plantas daninhas
em pós-emergência ou pré-emergência. Ex: imazapyr, flazasulfuron, halosulfuron-methyl e
metsulfuron-methyl.
O imazapyr apresenta amplo espectro de controle de plantas daninhas anuais e perenes,
podendo ser aplicado em pré e em pós-emergência. A sua atividade biológica e movimentação
no perfil influenciada pelas características do solo e condições climáticas (Firmino et al., 2008).
O metsulfuron-methyl sistêmico, com translocação pelo xilema e floema, podem ser
aplicados em pré ou pós-emergência com vias de absorção radicular e foliar. Acumulam-se nos
meristemas onde causam os primeiros sintomas de fitotoxicidade (Bianchi, 2009).
i) Inibidores da EPSPs: As plantas param de sintetizar os aminoácidos fenilalanina,
triptofano e tirosina, portanto têm deficiência de muitas proteínas. Os pontos vegetativos nos
brotos e raízes morrem, a clorofila das folhas se degrada, o amarelecimento e exposição de
pigmentos roxos, nanismo; lento em climas frios e sua atuação é por contato. Ex: Glyphosate.
O glyphosate representa um herbicida eficaz para o controle de plantas daninhas, quando
aplicado em pós-emergência. Em função da sua eficácia e seu baixo preço, tornou-se um dos
herbicidas mais utilizados (Rodrigues & Almeida, 2011). Os herbicidas pós-emergentes,
aplicados diretamente na parte aérea das plantas, têm os caules e as folhas como vias de
absorção (Silva et al., 2002), mas são as folhas os principais órgãos de absorção, segundo
Ferreira et al. citado por Hoffmann et al., (2011). A folha é uma estrutura complexa que impõe
26
diversas barreiras para o herbicida ser absorvido (Vidal, 2002) e se movimentar (Hartzler,
2001). O estádio de desenvolvimento e a morfologia da planta influenciam a quantidade de
herbicida interceptada e retida. Entre os aspectos relacionados à morfologia da planta destacamse a forma e a área do limbo foliar, e também o ângulo ou a orientação das folhas em relação
ao jato de pulverização (Silva et al., 2007). Porém, são as características anatômicas das folhas,
como a presença e a quantidade de tricomas, estômatos e a espessura e composição da camada
cuticular, que determinam a facilidade com que esses produtos serão absorvidos (Hess & Falk,
1990; Silva et al., 2014). A eficiência de herbicidas é influenciada por diversos fatores, que
afetam a absorção e a translocação desses compostos na planta. A absorção, por exemplo, é
influenciada pela temperatura e pela umidade relativa do ar (Roman, 2002). A interceptação da
gota pela folha depende do efeito do ambiente sobre a gota, da população de plantas daninhas,
da disposição das folhas e de qual superfície da folha será atingida pela gota (Hess, 2000; Vidal
& Merotto Junior, 2001; Vidal, 2002). Os tricomas presentes na superfície das folhas podem
interceptar gotas; nestes, quando são simples e ocorrem em baixa população, verifica-se maior
aderência de gotas (Ricotta & Masiunas, 1990).
j) Outros: Destruição da membrana celular, largo espectro sobre as Poaceas e folhas
largas, usado em pós-emergência, porque sua absorção é foliar. Ex: MSMA.
São poucos os herbicidas recomendados para aplicação em pós-emergência da cana-deaçúcar, destacando-se o MSMA, geralmente utilizado em associação com outros produtos de
efeito residual no solo, para proporcionar o controle das plantas daninhas por período
prolongado (Galon et al., 2012).
27
3. MATERIAL E MÉTODOS
3.1. Ensaio 1 – Controle Químico de pós-emergência tardia de capim gengibre.
O ensaio foi conduzido no município de Rio Largo/AL (Latitude de 9° 27' S; Longitude
de 35° 27' W e Altitude de 127 m), no período de abril a junho de 2013, na Fazenda Cuia Velha
pertencente à Usina Santa Clotilde, em área de produção de cana-de-açúcar, com colheita
mecanizada e irrigada com água. A área experimental com a cultivar RB 92579 em
espaçamento de 1, 4 m entre linhas na condição de cana-soca, 6° folha. Com a densidade de 15
t ha-1 de palha, na determinação da densidade foi retirada a palhada em 5 pontos ao acaso com
o quadrado de 0,5 X 0,5 m e pesado em laboratório. Em uma reboleira de infestação de capimgengibre conforme demonstrado na Figura 1. Foi instalado em blocos casualizados com quatro
repetições, cada unidade experimental foi composta de 3 metros largura por 6 metros de
comprimento. Desse modo, a área total de cada parcela foi de 18 m2. Desconsiderando 0,5 m
das bordaduras nas laterais e extremidades. Os tratos culturais foram realizados conforme
recomendação para cultura e as condições de solo, conforme as características na Tabela 1.
Figura 1. Experimento de Controle químico do capim-gengibre no campo. Rio Largo –
AL, 2013.
Fonte: Mello (2013).
28
Tabela 1 - Análise química do solo utilizado no experimento controle químico do capimgengibre em campo. Rio Largo - AL, 2013.
ANÁLISE QUÍMICA
pH (em água)
Na (mg/dm-3)
P (mg/dm-3)
K (mg/dm-3)
Ca + Mg (cmolc/dm-3)
Ca (cmolc/dm-3)
Mg (cmolc/dm-3)
Al (cmolc/dm-3)
H + Al (cmolc/dm-3)
S (Soma de bases)
C.T.C. efetiva
C.T.C. pH 7,0
V (Ind. de Sat. de Bases)
M (Ind. Sat. de Al)
Na (PST)
Mat.Org. Total (%)
Ferro (mg/dm-3)
Cobre (mg/dm-3)
Zinco (mg/dm-3)
Manganês (mg/dm-3)
5,1
17
8
22
21,0
12,0
8,0
0,23
39,0
2,12
2,35
6,22
35,2
9,8
1,1
2,16
199,0
0,36
0,39
3,16
A aplicação foi utilizando-se um pulverizador costal pressurizado a CO2, munido de
bicos tipo leque (Teejet TTI 110 02-VS), mantido à pressão constante, proporcionando volume
de calda de 200 L ha-1, mantendo-se 0,5 m de altura entre o alvo e a barra de aplicação (Figura
3). As condições de aplicação foram temperatura do ar 27,7 °C, umidade relativa do ar 67 %,
velocidade do vento 3,4 m s-1 e temperatura do solo a 10 cm de profundidade 32,9 °C.
Os tratamentos foram compostos por herbicidas, aplicados isoladamente ou em
associações, utilizados em pós-emergência tardia. Os herbicidas utilizados nos tratamentos
foram: T1 – metribuzin (200 g ha-1); T2 – metsulfuron-methyl (22 g ha-1); T3 – glyphosate
(1800 g ha-1); T4 – paraquat + diuron (400 g ha-1 + 100 g ha-1); T5 – imazapic (123 g ha-1); T6
– MSMA + diuron (200 g ha-1 + 100 g ha-1); T7 – testemunha (sem aplicação de herbicida). A
29
aplicação dos herbicidas foi realizada sobre a espécie daninha e palhada da cultura, aos trinta
dias após o corte mecanizado da cana-de-açúcar.
As variáveis observadas foram percentual de controle visual do capim-gengibre (%) e
massa seca (g m -2). Após a aplicação dos herbicidas foram realizadas avaliação visual de
controle aos 07, 14, 21, 28, 35, 42, 49, 56, 63 dias após a aplicação (DAA), em que 0 representa
ausência total de sintomas, todas as plantas vivas e 100% morte da planta (VELINI, 1995). Aos
30 dias após a aplicação dos herbicidas foi realizada a coleta da parte aérea das plantas para
quantificação da massa seca. Para isso foram coletadas todas as plantas não controladas em
uma área de 0,25 m2 (quadrado com lados de 0,5 X 0,5 m) na parte central das parcelas, levando
em consideração ao capim-gengibre e sua determinação pelo método de GANDINI et al.
(2010). O material coletado foi alocado em sacos de papel e levados para estufa de circulação
forçada de ar, com temperatura de 75 ºC por 72 horas, até massa constante. Após a secagem
realizou-se a pesagem em balança analítica, o peso foi convertido em g m2.
Os dados foram submetidos a análise de variância pelo SISVAR e quando constatada a
diferença significativa, foram comparados pelo teste de Tukey à 5% de probabilidade de erro,
a percentagem de controle visual do capim-gengibre foi submetido a determinação do modelo
da equação de regressão escolhendo a equação pelo maior valor do coeficiente de determinação
- R2 , seguindo a recomendação de Gomes (1987) e Ferreira (1996).
3.2. Ensaio 2 – Controle Químico em pré e pós-emergência inicial de capim-gengibre.
Este ensaio foi constituído através de três experimentos conduzidos em casa-devegetação do CECA (Centro de Ciências Agrárias) da UFAL – Universidade Federal de
Alagoas, em Rio Largo - AL, no período de 01 de julho a 31 de dezembro de 2013. No primeiro
experimento foi avaliada o controle químico de plantas de capim-gengibre oriundas da
germinação de sementes. O segundo avaliou-se o controle de plantas estabelecidas de brotação
dos rizomas após transplantio dos rizomas, aos 30 dias. O terceiro controle de plantas
estabelecidas da brotação dos rizomas aos 45 dias após ao transplantio de rizomas. Os
tratamentos foram constituídos pelos herbicidas: T1- diuron + hexazinona (936 + 264 g ha-1);
T2 - isoxaflutole (132 g ha-1); T3- metsulfuron-metil (18 g ha-1); T4 - imazapic (123 g ha-1) e
T5- testemunha sem aplicação de herbicida.
O delineamento utilizado foi blocos ao acaso em esquema de parcelas subdividida no
tempo com cinco repetições; As unidades experimentais utilizadas foram vasos com capacidade
30
para 1,0 dm3, com área superficial de 227,5 cm2, contendo como substrato solo peneirado,
corrigido e adubado conforme a Figura 2. As características químicas do solo utilizado estão
apresentadas na Tabela 2.
Figura 2. Semeio de sementes de capim-gengibre em experimento de casa de vegetação.
Fonte: Mello (2013).
Tabela 2 - Análise química do substrato utilizado no experimento controle químico
do capim-gengibre. Rio Largo - AL, 2013.
ANÁLISE QUÍMICA
pH (em água)
Na (mg/dm-3)
P (mg/dm-3)
K (mg/dm-3)
Ca + Mg (cmolc/dm-3)
Ca (cmolc/dm-3)
Mg (cmolc/dm-3)
Al (cmolc/dm-3)
H + Al (cmolc/dm-3)
S (Soma de bases)
C.T.C. efetiva
C.T.C. pH 7,0
V (Ind. de Sat. de Bases)
M (Ind. Sat. de Al)
Na (PST)
Mat.Org. Total (%)
Ferro (mg/dm-3)
Cobre (mg/dm-3)
Zinco (mg/dm-3)
Manganês (mg/dm-3)
5,4
16
6
22
20,0
12,0
8,0
0,23
39,0
2,12
2,35
6,02
35,2
9,8
1,1
1,96
187,0
0,39
0,38
3,16
31
A propagação do capim-gengibre foi realizada utilizando sementes ou rizomas coletados
no campo. No caso da propagação sexuada foram utilizadas cinquenta sementes distribuídas a
lanço uniformemente sobre a superfície do substrato nos vasos e posteriormente cobertas com
uma fina camada do próprio substrato (Figura 2). As sementes foram colhidas manualmente
quando maduras no campo, em área de cana-de-açúcar com alta infestação da espécie daninha
da Usina Santa Clotilde, no município de Rio Largo - AL. A dormência das sementes foi
superada com Ácido Sulfúrico concentrado (H2SO4) durante 10 minutos empregando-se a
metodologia de determinação no tempo de Fanke & Nabinger (1996).
A propagação vegetativa 30 dias foi realizada utilizando-se rizomas da espécie daninha
(Figura 3), coletados em touceiras em lavouras de cana-de-açúcar. Após proceder o arranquio
das touceiras foi realizada o fracionamento, cortando-se segmentos de estolão com
aproximadamente três gemas. A épocas de semeadura ou plantio dos rizomas foi realizado
conforme tratamento, para que a aplicação dos herbicidas fosse realizado aos 30 e 45 dias após
o tranplantio das plantas de capim-gengibre.
Figura 3. Material vegetativo retirado do campo para transplantio nos vasos.
Fonte: Mello (2013).
A aplicação dos herbicidas, isolados ou em associação, sobre os vasos foi realizada
utilizando um pulverizador costal pressurizado a CO2, munido de bicos tipo leque (Teejet XR
110 02-VS), mantido à pressão constante proporcionando a aplicação de 150 L ha-1 de volume
de calda. A aplicação foi realizada mantendo a barra de aplicação a 0,5 m acima do alvo. A
aplicação ocorreu simultaneamente quando no primeiro experimento completou 7 dias após ao
semeio, no segundo experimento trinta após ao transplantio dos rizomas e no terceiro
experimento aos 45 dias após ao transplantio do rizomas. Os tratamentos herbicidas foram
32
aplicados com temperatura do ar 25,7 °C, umidade relativa do ar 64,4 % e velocidade do vento
2,2 m s-1. A disposição de aplicação de cada tratamento conforme a Figura 4. No decorrer do
ensaio, as plantas foram irrigadas mantendo-se o substrato úmido mantida em casa de vegetação
Figura 5.
Figura 4. Disposição dos métodos de multiplicação e suas repetições durante a aplicação.
Fonte: Mello (2013).
Figura 5. Ensaios de controle químico com capim–gengibre em casa de vegetação.
Fonte: Mello (2013).
33
As variáveis observadas foram percentual de controle visual do capim-gengibre (%),
massa seca (g vaso-1) e número de perfilhos por vaso do capim-gengibre após 90 dias da
aplicação.O percentual de controle foi realizado com a avaliação visual do controle do capimgengibre aos 07, 14, 21, 28, 35, 42, 49, 56, 63, 70, 77, 84, 91 e 98 dias após a aplicação (DAA),
em que 0 representa ausência total de sintomas e 100% morte da planta (VELINI, 1995).
No final do experimento foi realizada a coleta da parte aérea e subterrânea (raiz) das
plantas para quantificação da massa da matéria seca, para isso as plantas foram coletadas a parte
aérea de todas plantas de capim-gengibre em cada vaso, colocadas em sacos de papel e levadas
para estufa de circulação força de ar, a aproximadamente por 72 horas a 75ºC até obter massa
constante pelo método de GANDINI et al. (2010). Procedeu-se à mensuração da massa seca da
parte área (MSPA) e subterrânea (MSS), obtendo-se também sua relação (RPAS) parte
subterrânea / aérea. Em propagação por sementes as avaliações foram feitas aos 63 dias período
que ocorreu a totalidade de mortalidade, com exceção da testemunha e as avaliações para
propagação via rizomas aos 30 e 45 dias aos 98 dias após a aplicação dos herbicidas. A
quantificação de brotação de capim-gengibre aos 90 dias de após a aplicação (DAA).
Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância pelo SISVAR e quando
constatada a diferença significativa, foram comparados pelo teste de Tukey à 5% de
probabilidade de erro. A determinação de massa seca e brotação foram submetidas ao teste de
Tukey e a percentagem de controle visual do capim-gengibre foi submetido a determinação do
modelo da equação de regressão escolhendo a equação pelo maior valor do coeficiente de
determinação - R2 , seguindo a recomendação de Gomes (1987) e Ferreira (1996).
34
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1. Ensaio 1 – Controle Químico de pós-emergência tardia de capim gengibre.
De acordo com a Tabela 1 o ensaio foi conduzido nesta área experimental em função
das condições química do solo, baixa saturação de base, teor de cálcio e alumínio que favorece
ao desenvolvimento do capim-gengibre.
Na Tabela 3 observou-se que houve diferença significativa pelo teste F à 1 % de
probabilidade para Época de avaliação (A), Herbicidas (B) e para interação entre os fatores (A
X B). Na Tabela 4 observou-se que o tratamento paraquat + diuron apresentou melhor
performance e diferença significativa aos 07 até 21 dias após aplicação; isso deve-se ao paraquat
produto inibidor de fotossistema I com rápida absorção foliar, agindo em contato, a morte das
plantas ocorre pelas perdas de fotossintense dos tecidos afetados pela destruição dos ácidos
graxos nos tilacóides e outras membranas celulares próximo ao locais de produção de radicais
livres (Silva et al., 2007). Associado ao diuron inibidor da síntese de Hill, inibindo a evolução
do oxigênio a partir da água na presença de cloroplastos e de um aceptor adequado de elétrons
(Balke, 1985).
Tabela 3. Resumo do quadro da análise de variância para a porcentagem de controle visual do
capim-gengibre submetido ao controle químico, ensaio de campo, Rio Largo - AL, 2013.
Causa de Variação
GL
SQ
QM
F
Blocos
3
2310,3
770,1
10,0**
Época de Avaliação (A)
8
27189, 0
3398,6
44,3**
Resíduo (a)
24
1840, 2
76,7
Herbicidas (B)
6
85348, 3
14224, 7
33, 6**
Interação A X B
48
73432, 3
1529, 8
3,6**
Resíduo (b)
162
68486, 9
422,7
Total
251
258607, 1
CV (a)
25, 78 %
CV (b)
60, 53 %
GL – Graus de liberdade; SQ – Soma de quadrados; QM – Quadrado médio e F – valor calculado do teste F
** Diferença significativa a 1 %
35
Tabela 4. Média percentual de controle visual do capim-gengibre em função dos herbicidas e a época de avaliação (dias após a aplicação –
DAA), Rio Largo – AL, 2013.
Tratamentos
07
14
21
28
metribuzin
25,9 b
28,1 b
28,1 b
32
metsulfuron methyl
46,5
52,1 c
52,2 c
64,6
glyphosate
48,1
c
49,4 c
49,4 c
70
paraquat + diuron
85,8
d
86,3
imazapic
38,8 bc
MSMA + diuron
80,8
testemunha
0
a
c
d
40,6 bc
d
88,8
0 a
d
42
30,7 b
30
49
56
30
c
68,8 c
65
c
61,3
62,5 c
58,8 c
55
c
42,5
6,3a
6,5a
6,3a
6,3a
6,3a
6,3a
40,6 bc
12,5a
12,5a
12,5ab
11,3a
11,3a
11,3a
d
18,8ab
18,8ab
16,3ab
16,3ab
15 a
16,5ab
2,5a
1,3a
1,3a
1,3a
1,3a
1,3a
d
88,8
0
a
c
c
70
b
63
b
86
b
35
30
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
b
30
d
c
bc
61,3 d
42,5
c
36
O tratamento glyphosate aos 28 aos 49 dias e 63 dias, também apresentando diferença
significativa, herbicida inibidor de EPSP sintase (5 enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase).
Segundo Kruse et al (2002); Fedtke & Duke (2005) herbicida que atua em pós-emergência,
considerado não seletivo, amplo espectro de controle e bloqueia a enzina EPSP ocorrendo
também o bloqueio de três aminoácidos aromáticos: triptofano, a fenilalamina e a tirosina.
Moraes (1980) realizou dois experimentos realizados em Belém do Pará observou que
o melhor resultado do ponto de vista da eficiência de tratamentos em diferentes doses e modo
de aplicação do controle de capim-gengibre em competição com a seringueira foi obtido com
uma só aplicação de glyphosate a 3 l ha-1 (ingrediente ativo 1500 g ha-1 ) conseguindo-se a
erradicação total quando verificado aos 60 dias e ausência de rebrotações aos 120 dias.
Entretanto, precisa-se observar a seletividade do produto em questão quanto a cultura em
estudo.
A associação MSMA + diuron aos 7 até 21 dias com diferença significativa, o MSMA
o sitio de atuação não é totalmente conhecido, mas absorvido essencialmente foliar, por isso
usado em pós-emergência. Moraes (1980), comenta sobre a rapidez do MSMA em matar a área
foliar do capim-gengibre com 7 dias, o mesmo acontece com o Paraquat, ambos de ação de
contato.
Dos 28 aos 63 dias destacou-se como mais eficiente metsulfuron methyl. Scholon
(1990); Durner et al. (1991) relatam o mecanismo de inibição da ALS (enzima aceto-lactatosintese), enzima chave na rota de biossíntese de aminoácidos: valina, leucina e isoleucina.
Bianchi (2014) cita que plantas sensíveis aos herbicidas inibidores da enzima ALS tem seu
crescimento retardado ou inibido rapidamente (poucas horas), porém os sintomas físicos podem
levar alguns dias para aparecer e a morte das plantas levar algumas semanas.
Cunha (1971), cita a importância de obter um herbicida sistêmico no controle do capimgengibre em seu estudo. A dificuldade nesse tipo de manejo na cultura canavieira consta na
necessidade de herbicida em ação sistêmica em pós-emergência e seletivos a cultura (Terra,
2003). Moraes (1980) observa não ser interessante a associação de herbicida de contato com
sistêmico, pois o herbicida de contato anula a atuação do outro.
37
O comportamento explicado na Tabela anterior também foi visto nos modelos
apresentados na figura 6. Os modelos correspondem estimativas, ao modo útil para indicar a
tendência dos dados. Os modelos obtidos são explicados pela equação polinomial quadrática
com bons coeficiente de determinação (R2). O R2 corresponde medida de qualidade dos
modelos de regressão à sua habilidade de estimar corretamente os valores da variável resposta,
quanto mais próximo de 100, implica excelente respostas.
Figura 6. Percentual de controle visual do capim-gengibre com herbicidas ao longo do tempo
em ensaio de campo, Rio Largo – AL, 2013.
120
metribuzin
metsulfuron
methyl
glyphosate
100
Controle(%)
80
paraquat +
diuron
imazapic
60
40
MSMA +
diuron
20
0
7
14
21
28
35
42
49
Dias Após Aplicação (DAA)
R² = 73,76 %
y = -0,9579x2 + 11,427x + 33,979 R² = 80,52 %
y = -1,0817x2 + 10,189x + 35,824 R² = 72,75 %
y = 2,3265x2 - 35,24x + 135,4 R² = 80,49 %
y = 0,7285x2 - 11,567x + 56,015 R² = 79,6 %
y = 1,7698x2 - 28,152x + 124,67 R² = 77,99 %
y = -0,174x2 + 2,1323x + 24,287
56
63
38
Na Tabela 5 não observou-se diferença significativa para o Teste de Tukey a 5% entre
os tratamentos para determinação de massa seca (g m-2) aos 30 dias após aplicação dos
herbicidas. Não havendo interferência dos tratamento no acúmulo de massa seca da parte aérea
do capim-gengibre durante o período observado. Quando observam-se as informações da
Figura 2 e Tabela 4 entre 28 e 35 dias após a aplicação (DAA) verificam-se dois grupos de
performance do controle metsulfuron methyl e glyphosate em grupo com resultados
semelhantes e metribuzin, paraquat + diuron, imazapic e MSMA + diuron em outro grupo.
Tabela 5. Massa seca (g m-2) da parte aérea do capim-gengibre em tratamentos com herbicidas
no campo, aos 30 dias após a aplicação dos herbicidas, Rio Largo – AL, 2013.
Tratamentos
Dose
metribuzin
200 g ha-1
110,39a
metsulfuron-methyl
22 g ha-1
91,35a
glyphosate
1800 g ha-1
73,20a
400 + 100 g ha-1
110,28a
123 g ha-1
99,44a
200 + 100 g ha-1
108,82a
paraquat +diuron
imazapic
MSMA + diuron
Massa seca parte aérea (g m)
testemunha
106,14a
Ŷ
99,59
CV (%)
38,59
DMS
90,13
Erro padrão
± 19,28
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
39
4.2. Ensaio 2 – Controle Químico em pré e pós-emergência inicial de capim gengibre.
Para o controle em pré-emergência de capim-gengibre (Tabela 6) observou-se que
houve diferença significativa pelo teste F à 1 % de probabilidade para Época de avaliação (A),
Herbicidas (B) e interação (A X B) para o percentual de controle visual do capim-gengibre em
ensaio em casa de vegetação, propagado sementes.
Tabela 6. Resumo do quadro da análise de variância para o percentual de controle visual do
capim-gengibre submetido ao controle químico (pré-emergente), ensaio em casa de vegetação,
propagado por semente em Rio Largo - AL, 2013.
Causa de Variação
GL
SQ
QM
F
Blocos
4
322,9
80,7
1,3ns
Época de Avaliação (A)
8
31846,9
3980,9
63,9**
Resíduo (a)
32
1993,1
62,3
Herbicidas (B)
4
293966, 2
73491,6
2408,5**
Interação A X B
32
18449,8
576,6
18,9**
Resíduo (b)
144
4394,0
30,5
Total
224
350972,9
CV (a)
11,06 %
CV (b)
7,74 %
GL – Graus de liberdade; SQ – Soma de quadrados; QM – Quadrado médio e F – valor calculado do teste F.
ns Diferença não significativa.
** Diferença significativa a 1 %.
Na Tabela 7 verificou-se que para o controle de capim-gengibre propagado por semente
foi a associação diuron + hexazinona que obteve melhor performance de 07 a 28 dias após
aplicação, evidenciando a Cruz & Gurgel (1883) e Scholten & Alves (2014), o metsulfuron
methyl de 21 a 28 dias e não houve diferença significativa entre os tratamentos de 35 a 63 dias,
mas diferindo estatisticamente da testemunha. No entanto, para diuron + hexazinona e
metsulfuron methyl a eficácia do controle foi aos 28 dias após a aplicação dos tratamentos.
40
Tabela 7. Média percentual de controle visual do capim-gengibre propagado por sementes em
função a herbicidas e época de avaliação (dias após aplicação - DAA). Rio Largo – AL, 2013.
Tratamentos
07
14
diuron + hexazinona 78 d
96
21
d
41 b
d
98
64 b
28
35
42
49
56
63
100 c
100 b
100 b
100 b
100 b
100 b
87 b
96 b
96 b
100 b
100 b
100 b
isoxaflutole
28 b
metsulfuron
60 c 72
c
88
cd
97 bc
99 b
100 b
100 b
100 b
100 b
imazapic
60 c
75
c
85
c
92 b
100 b
100 b
100 b
100 b
100 b
testemunha
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
Verificam-se os efeitos dos herbicidas até aos 42 dias de DAA, posteriormente a esse
período os tratamentos não apresentam diferenças. Nos resultados observam-se que o controle
do capim-gengibre oriundos por sementes pode ser controlados com os tratamentos utilizado
chegando até 100 % de controle. Observou-se o controle do capim- gengibre com os herbicidas
empregados em associação ou não. Também, observou-se não ocorrência de brotação
(perfilhos) nas condições estabelecidas. Por isso, não foi realizada a contagem de perfilhos por
vasos. Deve-se ao fato do sistema radicular das plantas daninhas estarem fragilizados e não
presença de rizomas no material observado.
Na figura 7 observou-se que os modelos de regressão para os tratamentos obtidos foram
polinomial quadrático para todos os tratamentos com herbicidas, entretanto os melhores
resultados para R2 foram apresentados para os tratamentos: isoxaflutole, metsulfuron methyl e
imazapic aproximando de 100 %.
41
Figura 7. Percentual de controle visual do capim-gengibre propagado por sementes com herbicidas ao
longo do tempo, Rio Largo – AL, 2013.
120
100
diuron +
hexazinona
80
isoxaflutole
Controle (%)
60
40
metsulfuron
methyl
20
imazapic
0
7
14
21
28
35
42
49
Dias Após Aplicação (DAA)
56
y = -67,97x2 + 852,99x + 7576,19
R² = 77,37%
y = -1,9177x2 + 28,277x - 1,5476
R² = 97,86 %
y = -1,2435x2 + 16,952x + 45,286
R² = 96,94%
y = -1,1245x2 + 15,795x + 46,857
R² = 98,67 %
63
Na Tabela 8 a massa seca da parte aérea, aos 63 dias após a aplicação do herbicidas,
apresentou–se resultado similar nos tratamentos com aplicação de herbicida, diferindo da
testemunha. Observou-se que os tratamentos com herbicidas diferem da testemunha pelo teste
de Tukey a 5 % de probabilidade na determinação de massa seca, entretanto, não difere
estatisticamente dentre os tratamentos com aplicação de produto. Demonstrando que ocorreu a
interferência dos tratamentos com herbicida no acumulo final de massa seca da parte aérea do
capim-gengibre não permitindo o seu desenvolvimento quando comparado com o resultado
obtido pela testemunha.
42
Tabela 8. Determinação de massa seca (g vaso-1) da parte aérea do capim-gengibre em
tratamentos com herbicidas em casa de vegetação propagado por semente, aos 63 dias após a
aplicação. Rio Largo – AL, 2013.
Tratamentos
Dose
Massa seca (g vaso-1)
936 + 264 g ha-1
0,06a
isoxaflutole
132 g ha-1
0,06a
metsulfuron-methyl
18 g ha-1
0,09a
imazapic
123 g ha-1
0,04a
diuron + hexazinona
testemunha
0,63 b
Ŷ
0,18
CV (%)
86,77
DMS
0,03
Erro padrão
± 0,07
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
Na Tabela 9 observou-se que houve diferença significativa pelo teste F à 1 % de
probabilidade para Época de avaliação (A), Herbicidas (B) e interação (A X B) para o controle
visual do capim-gengibre em ensaio em casa de vegetação, propagado após o transplantio por
rizoma aos 30 dias.
43
Tabela 9. Resumo do quadro da análise de variância para a porcentagem de controle visual do
capim-gengibre submetido ao controle químico, ensaio em casa de vegetação, após o
transplantio do rizoma aos 30 dias, Rio Largo - AL, 2013.
Causa de Variação
GL
SQ
QM
F
Blocos
4
736,4
184,1
2,5+
Época de avaliação (A)
13
82092,9
6314,8
86,4 **
Resíduo (a)
52
3799,6
73,1
Herbicidas (B)
4
371096,4
92774,1
440,1**
Interação A X B
52
35559,6
683,8
3,2**
Resíduo (b)
224
47224,0
210,8
Total
349
540508,9
CV (a)
13,52 %
CV (b)
22,97%
GL – Graus de liberdade; SQ – Soma de quadrados; QM – Quadrado médio e F – valor calculado do teste F.
+ Diferença não significativa.
** Diferença significativa a 1 %.
Na Tabela 10 encontra-se a média de percentagem de controle visual do capim-gengibre
submetido ao controle químico, ensaio em casa de vegetação, após o transplantio do rizoma aos
30 dias e a época de avaliação. Observou que a associação diuron + hexazinona apresenta
melhores resultados dos 49 aos 70 dias após a aplicação, enquanto que o tratamento metsulfuron
methyl apresenta melhores resultados dos 49 aos 77 dias após a aplicação, imazapir foi melhor
aos 7 dias após a aplicação, não havendo diferenças estatísticas pelo teste de Tukey a 5 % de
probabilidade entre os tratamentos aplicados com herbicidas no período de 14 a 42 dias e 84 a
98 dias após a aplicação. A eficácia do tratamento metsulfuron methyl foi obtida aos 42 dias
após a aplicação e imazapic aos 91 dias após a aplicação colaborando os resultados com Bianchi
(2014). Entretanto, em todos dias observados os tratamentos aplicados com herbicidas diferiram
da testemunha comprovando a eficácia dos tratamentos com relação ao controle do capimgengibre nesta condição.
44
Tabela 10. Média de percentagem de controle visual do capim-gengibre submetido ao controle químico, ensaio em casa de vegetação, após o
transplantio do rizoma aos 30 dias e época de avaliação (dias após aplicação – DAA). Rio Largo - AL, 2013.
Tratamentos
07
14
21
28
35
42
49
56
diuron + hexazinona
19a
66 b
88 b
90 b
94 b
90 b
86 c
88
isoxaflutole
20a
38 b
60 b
72 b
82 b
72 b
56 b
metsulfuron
16a
53 b
76 b
92 b
96 b
100 b
100
imazapic
33 b
50 b
67 b
84 b
88 b
83 b
testemunha
0a
0a
0a
0a
0a
0a
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
63
70
77
84
91
98
90 bc
88 c
90 b
92 b
84 b
96 b
57 b
60 b
48 b
62 b
84 b
96 b
96 b
100 c
100 c
100
c
100
c
100 b
100 b
100 b
82 b
81 bc
85 bc
88
c
95
c
96 b
100 b
100 b
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
c
c
0a
45
Cruz & Gurgel (1983) relatam que os melhores resultados de controle de Poaceae aos
15 dias de aplicação foram obtidos com a mistura de hexazinona e diuron. Scholten & Alves
(2014) citam os efeitos da associação de hexazinona e diuron no controle de capim amargoso
espécie daninha de difícil controle em campo. Os tratamentos metsulfuron methyl a partir de
21 dias e imazapic 28 dias observados. Este fato pode ser explicado devido ao herbicida
imazapic ser pertencente ao grupo das imidazolinonas, que são potente inibidores do
crescimento vegetal, sendo que as plantas tratadas tem seu crescimento paralisado após a
aplicação (Rizzardi et al., 2004). No caso do metsulfuron methyl, uma sulfonilureias que apesar
de quimicamente diferentes com relação a imidazolinonas tem o mesmo mecanismo de ação e
atua em doses extremamente baixas (Silva et al., 2007)
Para todos os tratamentos utilizando herbicidas observou-se elevação do controle do
capim-gengibre propagado vegetativamente com o passar do tempo (Figura 8). Os modelos de
regressão para os tratamentos obtidos foram potência para herbicida isoxaflutole e os demais
logarítmica com excelente R2 para herbicidas diuron + hexazinona e metsulfuron methyl. Na
estimativa dos dados quando o modelo representa uma potência indica que se o ponto x for
positivo mais rápido cresce a função, enquanto, modelo logarítmico a grande variação no valor
x implica em menor variação inferior e y (Hoffman & Vieira, 1998).
46
Figura 8. Percentagem de controle visual de capim-gengibre após o transplantio por rizomas aos 30 dias
com aplicação de herbicidas ao longo do tempo, Rio Largo – AL, 2013.
120,00
100,00
Controle(%)
80,00
diuron +
hexazinona
60,00
isoxaflutole
40,00
metsulfuron
methyl
20,00
imazapic
0,00
7
14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98
Dias Após Aplicação (DAA)
y = 19,847ln(x) + 47,216
y = 28,091x0,418
R² = 60,92%
R² = 63,04%
y = 28,761ln(x) + 36,033 R² = 82,11 %
y = 23,403ln(x) + 38,746 R² = 90,17%
Na Tabela 11 observou-se que os tratamentos com herbicidas diferem da testemunha
pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade na determinação de massa seca parte subterrânea,
total e relação raiz por aérea demonstrando interferência dos herbicidas no acumulo de massa
seca da raiz, total e a relação raiz por aérea, entretanto, não difere estatisticamente dentre os
tratamentos com herbicidas. Segundo Cooper (1983) fato conhecido que a matéria-seca é
influenciada pela época e duração dos estádios da espécie. Carvalho Filho & Fontes (2004)
estudando a curva de crescimento do capim-gengibre em Itaporanga/SE através do acumulo de
matéria-seca verificaram uma fase de rápido crescimento linear até 70 dias seguida de uma fase
de acumulação a taxas decrescentes, com ínicio do estádio reprodutivo. Barea et al., (2006)
verificaram em Paspalum paniculatum, que se caracteriza pela expressiva alocação de matériaseca nas estruturas subterrâneas (rizomas e raízes) conferindo resistência as condições
climáticas. Com os resultados obtidos na Tabela 11 verificou-se que a relação parte subterrânea
por parte área é alta em todos os tratamentos, principalmente, para testemunha comprovando
47
que o acumulo de massa seca na parte subterrânea estabelecendo a resistência ao controle da
planta daninha.
Tabela 11. Massa seca (g vaso-1) em parte aérea (a), subterrânea (s), total (a + s) e relação
subterrânea por aérea (s/a) em tratamentos submetidos ao controle químico de capim-gengibre,
no ensaio de casa de vegetação após o transplantio por rizomas por 30 dias, com 98 dias após
aplicação dos herbicidas, Rio Largo – AL, 2013.
Tratamento
Dose
aérea (g) subterrânea (g) total (g)
relação (s/a)
diuron + hexazinona 936 + 264 g ha-1
5,46a 15,61 a
21,07 a
2,49 a
isoxaflutole
132 g ha-1
6,15a 23,33 a
29,5 a
3,71 a
metsulfuron-methyl
18 g ha-1
4,51a
5,04 a
9,55 a
1,13 a
imazapic
123 g ha-1
6,16a 18,57 a
24,72 a
2,91 a
testemunha
6,07a 64,38
b
70,45
b
10,63
Ŷ
5,67
33,67
31,05
4,18
CV (%)
18,53
51,72
44,6
44,24
DMS
2,04
25,45
26,85
3,58
Erro padrão
± 0,47
± 5,87
± 6,19
± 0,83
b
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
Observou-se na Tabela 12 o número de perfilhos por vaso de capim-gengibre, aos 90
dias após aplicação de herbicidas, no controle químico em ensaio de casa de vegetação após o
transplantio por rizoma aos 30 dias. A associação diuron + hexazinona, o tratamento
metsulfuron methyl e testemunha não difere entre si pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade,
entretanto, difere estatisticamente de isoxaflutole e imazapic que não diferem entre si. A
densidade populacional de perfilhos é dependente de diversos fatores abióticos e bióticos. O
afilhamento em Poaceae (gramíneas perenes) se dá de forma continua, ao longo do ciclo da
planta, porém, variável quanto a intensidade de aparecimento dos afilhos em função das
estações de crescimento. Singhi & Chatlerzee (1965) observaram em Paspalum notatum um
maior afilhamento por ocasião da estação verão, reduzindo drasticamente no inverno,
possivelmente em decorrência de baixas temperaturas. Lopes (2009), também observou com
dois ecótipos de Paspalum notatum o mesmo resultado. Elevadas taxas de natalidade de
Cynodon spp (Carvalho et al., 2001) e em Brachiaria brizantha cv Marandu (Sbrissia, 2004).
48
Uebele (2002) observou em Panicum maximum cv Monbaça maiores taxas de aparecimento de
perfilhos no verão e primavera. Tossi (1999) trabalhando com Panicum maximum cv Tanzania
observou maior taxa de aparecimento de perfilhos no verão.
Tabela 12. Número de perfilhos por vaso de capim-gengibre, aos 90 dias após aplicação de
herbicidas, no controle químico em ensaio de casa de vegetação após o transplantio por rizoma
aos 30 dias, Rio Largo – AL, 2013.
Tratamentos
Dose
Média
936 + 264 g ha-1
2,6ab
isoxaflutole
132 g ha-1
5,8 b
metsulfuron-methyl
18 g ha-1
0,0a
imazapic
123 g ha-1
6,0 b
diuron + hexazinona
testemunha
2,0ab
Ŷ
1,88
CV (%)
38,98
DMS
5,57
Erro padrão
± 0,33
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
Na Tabela 13 observou-se que houve diferença significativa pelo teste F à 1 % de
probabilidade para Época de avaliação (A), Herbicidas (B) e interação (A X B) para percentual
de controle visual do capim-gengibre em ensaio em casa de vegetação, propagado após o
transplantio por rizoma aos 45 dias.
49
Tabela 13. Resumo do quadro da análise de variância para o percentual de controle visual do
capim-gengibre submetido ao controle químico, ensaio em casa de vegetação, após o
transplantio por rizoma aos 45 dias, Rio Largo - AL, 2013.
Causa de Variação
GL
SQ
QM
F
Blocos
4
4956,9
1239,2
21,7**
Época de avaliação (A)
13
52213,5
4016,4
70,3 **
Resíduo (a)
52
2971,1
57,2
Herbicidas (B)
4
372053,3
92013,3
706,7**
Interação A X B
52
19824,7
380,9
2,9**
Resíduo (b)
224
29482,0
131,6
Total
349
481481,5
CV (a)
12,02 %
CV (b)
18,24%
GL – Graus de liberdade; SQ – Soma de quadrados; QM – Quadrado médio e F – valor calculado do teste F.
** Diferença significativa a 1 %
Na Tabela 14 encontra-se a média de percentagem de controle visual do capim-gengibre
submetido ao controle químico, ensaio em casa de vegetação, após o transplantio do rizoma aos
45 dias e época de avaliação. Observou-se que a melhor performance foi para associação diuron
+ hexazinona e metsulfuron methyl aos 07 a 28 dias e 42 a 63 dias após aplicação não diferindo
entre si pelo teste de Tukey a 5 % e aos 56 e 63 dias apresentou-se também imazapic não
diferindo dos tratamentos anteriores. Aos 35 e 70 a 98 dias após aplicação não apresentou
diferença significativa entre os tratamentos, mas diferindo da testemunha. A eficácia do
metsulfuron methyl foi obtida aos 70 dias após a aplicação, enquanto da associação diuron +
hexazinona foi aos 91 dias após a aplicação. Demonstrando que houve interferência dos
tratamentos no controle do capim-gengibre nas condições estabelecidas.
50
Tabela 14. Média de percentagem de controle visual do capim-gengibre submetido ao controle químico, ensaio em casa de vegetação, após o
transplantio do rizoma aos 45 dias e época de avaliação (dias após aplicação – DAA). Rio Largo - AL, 2013.
Tratamentos
07
14
21
28
35
42
49
56
63
70
77
84
91
98
diuron + hexazinona
32 bc
53 bc
70 bc
79 bc 86 b
80 c
80 bc
92 bc
93 bc
98 b
96 b
98 b
100 b
100 b
isoxaflutole
28 b
37 b
48 b
60 b
71 b
52 b
60 b
66 b
70 b
85 b
72 b
85 b
94 b
94 b
metsulfuron
70
77 c
84
91 c
92 b
88 c
88 c
95 c
98 c
100 b
100
c
100 b
100 b
100 b
imazapic
40 b
52 b
60 b
69 b
75 b
69 b
77 b
79 bc
83 bc
90 b
83
c
88 b
92 b
92 b
testemunha
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
0a
c
c
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
51
Na figura 9 encontram-se os modelos de regressão para os tratamentos observados. Os
modelos encontrados que melhor representam os tratamentos foram para diuron + hexazinona
a equação logaritmica e para os demais tratamentos foram potência com excelente resultados
para R2.
Figura 9. Percentual de controle do capim-gengibre após o transplantio por rizomas aos 45 dias com
herbicidas ao longo do tempo, Rio Largo – AL, 2013.
120,00
Controle (%)
100,00
diuron +
hexazinona
isoxaflutole
80,00
60,00
metsulfuron
methyl
imazapic
40,00
20,00
0,00
7
14 21 28 35 42 49 56 63 70 77 84 91 98
Dias Após Aplicação (DAA)
y = 24,533ln(x) + 38,071 R² = 94,94 %
y = 28,873x0,4262 R² = 91,01 %
y = 71,228x0,1371 R² = 93,04 %
y = 42,075x0,3095
R² = 97,16 %
Na Tabela 15 observou-se que houve diferença significativa pelo teste de Tukey a 5 %
de probabilidade entre massa seca total para os tratamentos diuron + hexazinona, isoxaflutole
e metsulfuron methyl comparado com a testemunha e imazapic. Observou-se também redução
de acumulo de massa seca evidenciando o efeito dos herbicidas diuron + hexazinona;
isoxaflutole e metsulfuron methyl. Não houve diferença significativa entre os tratamentos para
parte aérea e relação parte subterrânea por parte aérea. Entretanto, os valores são altos para
relação parte subterrânea pela aérea comprovando que os rinzomas correspondem as principais
estruturas de resistência para o capim-gengibre na sobrevivência ao meio.
52
Tabela 15. Massa seca (g vaso-1) em parte aérea (a), subterrânea (s), total (a + s) e relação
subterrânea por aérea (s/a) em tratamentos submetidos ao controle químico de capim-gengibre,
no ensaio de casa de vegetação após o transplantio por rizomas por 45 dias, com 98 dias após
aplicação dos herbicidas, Rio Largo – AL, 2013.
Tratamento
Dose
aérea (g) subterrânea (g)
total (g) relação (s/a)
diuron + hexazinona 936 + 264 g ha-1
6,01a
16,64a
22,05 a
2,45 a
isoxaflutole
132 g ha-1
6,82a
24,33ab
31,64 a
3,59 a
metsulfuron-methy
18 g ha-1
6,09a
23,84ab
29,93 a
4,04 a
imazapic
123 g ha-1
8,60a
55,9
b
64,5
b
6,44 a
testemunha
7,14a
47,77 ab
69,17
b
6,95 a
Ŷ
6,94
33,67
43,46
4,18
CV (%)
20,45
58,66
33,79
59,32
DMS
2,79
38,29
28,46
5,4
Erro padrão
± 0,64
± 8,84
± 6,57
± 1,25
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
Na Tabela 16 observou-se que com relação ao número de perfilhos por vaso de capimgengibre, aos 90 dias após aplicação de herbicidas, após o transplantio de rizomas ao 45 dias,
os tratamentos diuron + hexazinona, isoxaflutole, metsulfuron methyl e testemunha não
diferiram estatisticamente entre si no teste de Tukey a 5 % de probabilidade e diuron +
hexazinona, isoxaflutole, imazapic e testemunha não diferiram entre si pelo teste de Tukey a
5% probabilidade. Este efeito também foi observado no ensaio com material propagado
vegetativamente após o transplantio de rizomas aos 30 dias nas mesmas condições e
contribuindo também com os resultados discutidos por Singhi & Chatlerzee (1965); Tossi
(1999); Carvalho et al.,(2001); Uebele (2002); Sbrissia (2004); Lopes (2009).
53
Tabela n° 16. Número de perfilhos por vaso de capim-gengibre, aos 90 dias após aplicação de
herbicidas, no controle químico em ensaio de casa de vegetação após o transplantio por rizoma
aos 45 dias, Rio Largo – AL, 2013.
Tratamentos
Dose
Média
936 + 264 g ha-1
4,2ab
isoxaflutole
132 g ha-1
3,3ab
metsulfuron-methy
18 g ha-1
2,4a
123 g ha-1
7,2 b
diuron + hexazinona
imazapic
testemunha
4,4ab
Ŷ
4,4
CV (%)
53,99
DMS
4,6
Erro padrão
± 1,06
Médias seguidas da mesma letra na mesma coluna, não diferem pelo teste de Tukey a 5 % de probabilidade.
54
5. CONCLUSÕES:
Nas aplicações em pós-emergência tardia ocorreu o controle de capim-gengibre
diferenciado pelo tempo. Aos 7 a 21 dias após aplicação para associações MSMA + diuron e
Paraquat + diuron. Aos 28 a 63 dias após aplicação para metsulfuron methyl e aos 28 a 49 e 63
dias após aplicação para glyphosate.
Nas aplicações de pré-emergência ocorreu o controle significativo de capim-gengibre
propagado por semente para associação diuron + hexazinona até 28 dias após aplicação,
metsulfuron methyl de 21 a 28 dias após aplicação. A partir de 35 dias após aplicação não houve
dirença significativa entre tratamentos.
Nas aplicações de pós-emergência ocorreu o controle significativo de capim-gengibre
propagado pelo transplantio de rizomas aos 30 dias para associação diuron + hexazinona aos
49 a 70 dias após aplicação e metsulfuron methyl aos 49 aos 77 dias após aplicação. No período
de 14 a 42 dias e 84 a 98 dias após a aplicação não houve diferença significativa entre os
tratamentos.
Nas aplicações de pós-emergência ocorreu o controle significativo de capim-gengibre
propagado pelo transplantio de rizomas aos 45 dias para associação diuron + hexazinona e
metsulfuron methyl aos 07 a 28 dias e 42 a 63 dias após aplicação e aos 56 e 63 dias apresentouse também imazapic não diferindo dos tratamentos anteriores. Aos 35 e 70 a 98 dias após
aplicação não apresentou diferença significativa entre os tratamentos,
Para todas as situações supracitadas ocorreu resposta significativa para os tratamentos
quando comparado com a testemunha.
55
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