Purpureocillium lilacinum (Lilacel® ) e extratos aquosos de Azadirachta indica e de Annona spp. no tratamento de mudas de bananeira infectadas por nematoides

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS

ERASMO RIBEIRO DA PAZ FILHO

Purpureocillium lilacinum (Lilacel®) e extratos aquosos de Azadirachta indica e de
Annona spp. no tratamento de mudas de bananeira infectadas por nematoides

RIO LARGO – AL
2019

ERASMO RIBEIRO DA PAZ FILHO

Purpureocillium lilacinum (Lilacel®) e extratos aquosos de Azadirachta indica e de
Annona spp. no tratamento de mudas de bananeira infectadas por nematoides

Dissertação de Mestrado apresentado ao
programa de Pós-Graduação em Proteção
de Plantas da Universidade Federal de
Alagoas como requisito parcial para a
obtenção do grau de Mestre em Proteção de
Plantas.
Orientadora: Profa. Dra. Maria de Fátima
Silva Muniz

RIO LARGO – AL
2019

Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Agrárias
Bibliotecário: Erisson Rodrigues de Santana

P348p Paz Filho, Erasmo Ribeiro da
Purpureocillium lilacinum (Lilacel®) e extratos aquosos de
Azadirachta indica e de Annona spp. no tratamento de mudas de
bananeira infectadas por nematoides. Rio Largo-AL – 2019.
58 f.; il; 33 cm
Dissertação (Mestrado em Proteção de Plantas) - Universidade
Federal de Alagoas, Centro de Ciências Agrárias. Rio Largo, 2019.
Orientador(a): Profª. Drª. Maria de Fátima Silva Muniz.
1. Musa spp. 2. Bionematicida. 3. Pratylenchus spp. I. Título.
CDU: 631.523: 634.773

Dedico:
Aos meus pais, Erasmo Ribeiro da Paz
Neto e Maria de Livramento da Rocha
Silva pelo amor dedicado a mim e pelo
apoio durante esta caminhada para a
realização deste sonho.

AGRADECIMENTO
Nesta jornada que se finaliza hoje, o sentimento é gratidão e solidariedade, e só me resta
agradecer por todas as vitórias e derrotas, pelos amigos que conquistei, pela minha família.
Primeiramente agradeço a Deus pelo dom da vida, por me fortalecer nos momentos
difíceis.
Aos meus pais Erasmo Ribeiro da Paz Neto e Maria do Livramento da Rocha Silva pelo
carinho, amor, incentivo. Todo amor do mundo para eles.
Aos meus irmãos, Carlos Augusto da Rocha Silva, Erimar Ribeiro da Rocha e João Neto
Ribeiro da Rocha, pelo carinho, amor, incentivo e compreensão.
Aos meus primos, cunhadas, tios e tias, avós, amigos do Ensino Médio, da graduação em
especial, a Maria dos Remédios Oliveira, Antônio Francisco Carvalho, Paulo Gomes da
Silva, Aline Lira, Aline Gomes, Larisse Raquel Carvalho, pelo incentivo, companheirismo
e afeto.
Agradeço em especial, à minha orientadora Profa Dra. Maria de Fatima Silva Muniz por
ter me acolhido no Laboratório de Nematologia, por toda a dedicação, todos os
ensinamentos diários, paciência e pela disponibilidade em me ajudar na elaboração e
execução desse projeto. Agradeço imensamente por ter me mostrado como ser um bom
pesquisador, como conduzir um trabalho científico com organização, principalmente pelos
ensinamentos de bancada e na escrita. Meu muito obrigado.
Ao Professor Dr. Gilson Moura Filho, pelo auxílio nas análises estatísticas do trabalho.
Aos amigos que conquistei durante essa caminhada acadêmica: Karen Oliveira de
Menezes, Leonara Evangelista Figueiroa, Elmadã Pereira, Valdeir Nunes, David Jossue
Espinosa, Emanuel Junior Pereira, Renato de Almeida, Glauber Santos, Vanessa Soares
por estarem sempre presentes na minha vida nesta caminhada. Feliz por ter encontrado
pessoas como vocês em minha vida.
Aos colegas do dia-a-dia do Laboratório de Fitopatologia e Nematologia, Alison, Sara,
Luiz, Isabelle, Natalia, Samario, Marylia e Valdeir, por fazer os meus dias no laboratório
não tão solitários.

Aos professores do programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas pelos
conhecimentos compartilhados, amizade e incentivo em fazer o melhor trabalho possível.
À aluna de graduação Natalia Malta, por todo ajuda prestada, pelo auxilio nos
experimentos, pelas conversas. Espero ter contribuído para sua formação profissional.
Agradeço a minha banca examinadora composta pela Profa. Dra. Iraildes Pereira e Dra
Marylia Costa, pela leitura atenciosa e pelas grandiosas contribuições para a melhoria do
meu trabalho.
À Universidade Federal de Alagoas e ao Centro de Ciências Agrarias-CECA, pela
infraestrutura oferecida, pelos serviços prestados, meus agradecimentos.
À CAPES, pela bolsa de estudo oferecida durante o curso.
Aos professores Beatriz Meireles, Cicero Nicolini e Dr. Candido Athayde pelos
ensinamentos transmitidos.

RESUMO
Entre os problemas fitossanitários que afetam a cultura da bananeira resultando em perda
de produção, destaca-se a presença de nematoides, tais como, Radopholus similis,
Helicotylenchus multicinctus, Pratylenchus coffeae e Meloidogyne spp. A dispersão desses
patógenos se processa principalmente por meio do material propagativo. Diante do
exposto, os objetivos do presente estudo foram avaliar o efeito do produto biológico
Lilacel® (Purpureocillium lilacinum) e extratos aquosos de folhas de nim (Azadirachta
indica), de pinheira (Annona squamosa) e de gravioleira (A. muricata) no tratamento de
mudas convencionais de bananeira naturalmente infectadas por nematoides. Foram
instalados dois experimentos, em casa de vegetação do CECA/UFAL, com mudas de
bananeira do tipo chifre cv. Comprida. No primeiro experimento foram testadas cinco
dosagens do bionematicida (0,2; 0,4; 0,6; 0,8 e 1,0%), além das testemunhas (Carbofurano
e água). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com oito repetições.
Decorridos quatro meses de cultivo, realizaram-se as avaliações das populações dos
nematoides no solo, nas raízes e rizomas e o fator de reprodução. No segundo experimento
foram testadas quatro dosagens (0,5; 1,0; 1,5 e 2%) dos três extratos (nim, pinheira e
gravioleira), além das testemunhas (Carbofurano e água) e um período de imersão das
mudas de 60 minutos. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em
esquema fatorial (3x4) com oito repetições. A avaliação do experimento foi realizada três
meses após a aplicação dos tratamentos, observando-se o percentual de brotação das
mudas, a população de nematoides no solo, rizoma e raízes, e o fator de reprodução. No
final do período experimental observou-se 100% de brotação das mudas, nos dois
experimentos. Em todos os tratamentos com o bionematicida ou com os extratos vegetais
houve redução das populações finais de nematoides quando comparadas à testemunha
negativa (água).
Palavras-chaves: Bionematicida. Musa spp. Pratylenchus spp.

ABSTRACT
Among the phytosanitary problems that affect the banana crop, resulting in loss of
production, are the presence of nematodes such as Radopholus similis, Helicotylenchus
multicinctus, Pratylenchus coffeae and Meloidogyne spp. The dispersion of these
pathogens is mainly through the propagation material. The objective of the present study
was to evaluate the effect of the biological product Lilacel ® (Purpureocillium lilacinum)
and aqueous extracts of neem (Azadirachta indica), sugar apple (Annona squamosa) and
soursop (A. muricata) in the treatment of conventional banana plantlets naturally infected
with nematodes. Two experiments were installed in a greenhouse of the CECA / UFAL
with banana plantlets cv. Comprida. In the first experiment, five doses of bio-nematicide
(0.2, 0.4, 0.6, 0.8, 1.0%) were tested in addition to the controls (Carbofuran and water).
The experimental design was completely randomized with eight replicates. After four
months of cultivation, nematode populations were evaluated in the soil, roots and
rhizomes, and the reproduction factor. In the second experiment, four dosages (0.5, 1.0, 1.5
and 2%) of the three extracts were tested in addition to the controls (Carbofuran and water)
and a 60-minute immersion period. The experimental design was completely randomized
in a factorial scheme (3x4) with eight replications. The evaluation of the experiment was
carried out three months after the application of the treatments, observing the sprouting
percentage of the seedlings, the nematode population in the soil, rhizome and roots, and the
reproduction factor. The sprouting percentage of the seedlings was 100% in the two
experiments installed. In all treatments with bio-nematicide or plant extracts there was a
reduction of nematode final populations when compared to the negative control (water).
Key-words: Bio-nematicide. Musa spp. Pratylenchus spp.

SUMÁRIO
1

INTRODUÇÃO GERAL...........................................................................

11

2

REVISÃO DE LITERATURA..................................................................

13

2.1

A cultura da banana: Aspectos gerais............................................................

13

2.2

Principais espécies de fitonematoides que infectam a bananeira..................

13

2.2.1

O nematoide cavernícola (Radopholus similis)............................................

14

2.2.2

O nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus spp.)..............................

14

2.2.3

O nematoide das galhas (Meloidogyne spp.).................................................

15

2.2.4

O nematoide espiralado (Helicotylenchus multicinctus)...............................

16

2.3

Manejo de fitonematoides na cultura da bananeira.......................................

17

2.3.1

Uso de extratos vegetais no manejo de fitonematoides.................................

17

2.3.1.1 Azadirachta indica.........................................................................................

18

2.3.1.2 Annona spp.....................................................................................................

18

2.3.2

19

2.4
3

Purpureocillium lilacinum no manejo de fitonematoides..............................
REFERÊNCIAS.............................................................................................

21

®

CAPITULO 1- Purpureocillium lilacinum (Lilacel ) in the treatment of
banana plantlets infected by plant-parasitic nematodes………………...

31

REFERÊNCIAS............................................................................................
CAPITULO 2- Extratos aquosos de Azadirachta indica e de Annona spp.

36

no tratamento de mudas de bananeira infectadas por nematoides……...

43

4.1

INTRODUÇÃO ............................................................................................

45

4.2

MATERIAL E MÉTODOS.........................................................................

47

4.3

RESULTADOS E DISCUSSÃO.................................................................

49

4.4

CONCLUSÕES.............................................................................................

54

4.5

REFERÊNCIAS............................................................................................

55

3.1
4

11

1 INTRODUÇÃO GERAL

A banana (Musa spp.) é uma das frutas mais consumidas no mundo, sendo
produzida na maioria dos países tropicais (GUIMARÃES, 2011). A cultura é a segunda
fruta mais produzida no Brasil, perdendo apenas para a laranja. Consumida pelas mais
diversas camadas da população, essa fruta tem um consumo per capita em torno de 25
kg/ano (FRANCELLI, 2003). De acordo com Barbosa (2017) a banana, juntamente com o
arroz, trigo e o milho são considerados as principais fontes de alimento no mundo. No
entanto, a cultura tem sua produtividade considerada baixa nos países tropicais afetada por
fatores abióticos e bióticos.
A baixa produtividade da bananeira está relacionada a fatores como o sistema de
cultivo utilizado e o ataque de fitopatógenos, dentre os quais, os nematoides, destacando-se
Radopholus similis (Cobb, 1893) Thorne, Pratylenchus coffeae (Zimmerman) Filipjev &
Schuurmans Stekhoven, Helicotylenchus multicinctus (Cobb) Golden e Meloidogyne spp.
Goeldi (BRIDGE; STARR, 2007; SIKORA; COYNE; QUÉNÉHERVE, 2018).
No Estado de Alagoas, existem informações sobre as espécies de nematoides que
ocorrem na bananeira. No levantamento das doenças da cultura realizado por Andrade et
al. (2009) as fitonematoses causadas por R. similis, H. multicinctus e Pratylenchus sp.
foram detectadas em baixos índices de frequência. Entretanto, em estudo posterior,
envolvendo 42 amostras de raízes e de solo, foram encontrados Helicotylenchus spp.,
Meloidogyne spp., Pratylenchus spp. e R. similis, com frequências que variam de 36 a 95%
e 21 a 98% para as amostras de raízes e solo respectivamente, além da elevada densidade
populacional desses patógenos (LIMA et al., 2013).
Dependendo das espécies de fitonematoides no bananal, sintomas podem variar
como mais severos, que podem causar o tombamento da planta, como os menos severos,
que causam o prolongamento do ciclo vegetativo da cultura. Em condição de tombamento
de plantas é comum a perda da colheita, porque a fruta imatura em uma planta tombada
geralmente não tem valor comercial, causando perdas qualitativa e quantitativa dos frutos
produzidos (SIKORA; COYNE; QUÉNÉHERVE, 2018).

Algumas espécies de

fitonematoides chegam a causar 100% de perdas, dependendo das condições ambientais,
da densidade populacional e da cultivar de banana utilizada (RITZINGER et al., 2007).

12

No Brasil, os métodos recomendados para o manejo dos nematoides da bananeira
são baseados no uso de plantas micro-propagadas, rotação de culturas e nematicidas
(SALOMÃO; SIQUEIRA, 2015; CORDEIRO et al., 2016). Porém, existem apenas três
nematicidas registrados para a cultura da bananeira contra R. similis (AGROFIT, 2019).
Métodos alternativos tais como, o uso de agentes de biocontrole com o fungo
Purpureocillium lilacinum (Thom) Samson, (sin. Paecilomyces lilacinus) aplicado ao solo
tem sido relatado (MENDOZA; SIKORA; KIEWNICK, 2007; SILVA et al., 2017), assim
como, a utilização de extratos vegetais, incluindo nim (Azadirachta indica A. Juss) e
Annona spp., vem apresentando resultados promissores (GARDIANO et al., 2011;
CAMPOS et al., 2012; DOURADO; LIMA; MURAISHI, 2013; MATEUS et al., 2014).
Entretanto, ainda são escassas as publicações sobre o potencial de extratos de
plantas e de agentes de biocontrole no tratamento de material propagativo. Diante do
exposto, os objetivos do presente estudo foram avaliar o efeito do produto biológico
Lilacel® (P. lilacinum) e extratos aquosos de folhas de nim, de pinheira (A. squamosa L.) e
de gravioleira (A. muricata L.) no tratamento de mudas convencionais de bananeira
naturalmente infectadas por nematoides.

13

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 A cultura da banana: aspectos gerais
As bananeiras pertencem botanicamente à classe das monocotiledôneas, ordem
Scitalaminales, família Musaceae, subfamília Musoidea e gênero Musa (GASPORATTO
et al., 2006). A cultura da bananeira é responsável pela geração de grande número de
empregos diretos no Brasil. Isso se deve ao fato de que muitas operações de manejo da
cultura, como desfolha, desbrota, despitilagem, retirada do coração, desbaste de pencas,
ensacamento de cachos, colheita e manejo pós-colheita da fruta, não podem ser
mecanizadas, envolvendo trabalho manual (SALOMÃO; SIQUEIRA, 2015).
É a fruta de maior consumo per capita in natura no Brasil, sendo consumida por
pessoas de todas as classes sociais. Do ponto de vista nutricional, a banana destaca-se pelo
elevado teor de carboidratos, que varia, na polpa, de 20 a 25%. Em relação às vitaminas,
100 g de polpa de banana fornecem 29% das necessidades diárias de vitaminas B6 e 15%
de vitamina C. O fruto é matéria-prima para a fabricação de sorvetes, alimentos infantis,
sucos, iogurtes, doces em massa, geleias, passas, bolos, aguardentes, chips, além de poder
ser fritos, cozido e assado, entre outros. As partes vegetativas das plantas podem ser
utilizadas como silagem para alimentação animal, em artesanato, na fabricação de tecidos,
como substrato para o cultivo de cogumelos, na fabricação de tijolos, dentre outros
(SALOMÃO; SIQUEIRA, 2015).
De acordo com dados da FAO (2017) o país que se destaca no cenário mundial na
produção de bananas é a Indonésia com uma produtividade média em torno de 60,2 t/ha.
No Brasil é a segunda frutífera mais cultivada, com aproximadamente 7,2 milhões de
toneladas, entretanto, a produtividade média brasileira ainda é baixa, apenas 14,3 t/ha. No
País, a região Nordeste é a principal produtora, encarregada de aproximadamente 36% da
produção nacional. Em Alagoas, a bananicultura constitui-se em uma importante atividade
agrícola, pelo papel social que exerce na fixação do homem no campo e na geração de
emprego. Em 2016, foram colhidas no estado cerca de 47,448 toneladas de banana, em
uma área de 3,821 ha, com produtividade média de 12,42 t/ha, bem inferior à média
nacional (AGRIANUAL, 2017; IBGE, 2016).
2.2 Principais espécies de fitonematoides que infectam a bananeira

14

De acordo com Cordeiro; Matos; Kimati (2016) são várias as espécies de
fitonematoides

associadas

à

bananeira.

Entretanto,

apenas

Radopholus

similis,

Helicotylenchus multicinctus, Pratylenchus coffeae e Meloidogyne spp. são tidas como de
importância para a cultura.
2.2.1 O nematoide cavernícola (Radopholus similis)
Radopholus similis pertence à família Pratylenchidae, representa a espécie mais
importante e encontra-se amplamente distribuído na maioria dos países tropicais e
subtropicais produtores de banana (SANTOS; CARES, 2016). A maioria das espécies de
Radopholus é nativa da região que congrega a Austrália e países vizinhos; umas poucas
foram descritas de países africanos.
A designação de nematoide cavernícola é devida ao sintoma causado no córtex das
raízes e rizomas de bananeiras provocadas pela ação do endoparasitismo migratório, o que
ocasiona a desintegração dos tecidos e a formação de cavidades. Em consequência do
ataque do nematoide, as raízes se tornam necrosadas, reduzindo a sua capacidade de
absorção de água e nutrientes, o que leva ao enfraquecimento do sistema de sustentação da
planta, ocasionando o tombamento das mesmas pela ação de vento ou pelo peso do cacho
(COSTA, 2000; GASPORATTO; PEREIRA, 2016). Os danos causados nas raízes e no
rizoma são atribuídos aos juvenis e fêmeas que se alimentam do citoplasma e, às vezes, do
núcleo das células corticais (FERRAZ; BROWN, 2016).
Radopholus similis causa severos danos à bananeira, especialmente em solos
arenosos. Nesses solos, e quando associado a altas temperaturas, é provável que seja
favorecida a rápida multiplicação do nematoide (FERRAZ; BROWN, 2016),
intensificando os danos causados. Entre as bananeiras do subgrupo Cavendish, as perdas
causadas por esse nematoide podem chegar a 100% (COSTA et al., 1998).
A dispersão do nematoide cavernícola ocorre principalmente por meio de material
propagativo infectado. Entretanto, o uso de implementos agrícolas contaminados, o tráfego
de trabalhadores e animais, o escoamento de águas de chuva em áreas de declives e a
movimentação de solo infestado com a água de irrigação também favorecem a
disseminação do nematoide (SANTOS; CARES, 2016).

2.2.2 O nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus spp.)

15

Também pertencente à família Pratylenchidae, o gênero Pratylenchus é considerado
o segundo grupo de fitonematoides mais importante para a agricultura mundial. Possui
diversas espécies, de ampla distribuição geográfica, capazes de causarem perdas de
importância econômica em várias culturas, tanto em condições de clima tropical como
temperado (CASTILLO; VOVLAS, 2007).
Associadas a Musa spp., cerca de oito espécies de Pratylenchus já foram descritas.
Dentre elas, P. coffeae e P. goodeyi Sher & Allen são as mais disseminadas e reconhecidas
como prejudiciais à bananeira (BRIDGE; STARR, 2007). Segundo Gasparotto; Pereira
(2016), P. coffeae é a única espécie do gênero considerada problema para a cultura no
Brasil.
Pratylenchus coffeae é um endoparasito migrador que se alimenta e se multiplica
do córtex das raízes e rizomas da bananeira. Todos os estádios de vida e ambos os sexos de
P. coffeae e P. goodeyi invadem e se alimentam do citoplasma das células dos tecidos de
raízes e rizomas onde os ovos são depositados (PEREIRA, 2006).
Esse nematoide provoca sintomas similares aos ocasionados por R. similis. Assim,
em plantas atacadas, lesões necróticas negras ou púrpuras no córtex das raízes e no rizoma
e menor número de raízes são os sintomas comumente observados. Consequentemente,
pode ocorrer o tombamento do pseudocaule, aumento do ciclo vegetativo, redução da
produtividade do bananal, enfezamento da planta e diminuição do tamanho das folhas e do
cacho, resultando em expressiva perda de produção (SANTOS; CARES, 2016).

2.2.3 O nematoide das galhas (Meloidogyne spp.)

O gênero Meloidogyne pertence à família Meloidogynidae foi criado por Göeldi
(1887) para designar espécimes de nematoides encontrados em raízes de cafeeiros
infestados no Brasil, na Província do Rio de Janeiro. Meloidogyne spp. possui uma enorme
gama de hospedeiros e causa grandes prejuízos à cultura da bananeira (FREITAS et al.,
2001). Segundo Costa (2000), as espécies mais importantes em todas as regiões do País
onde se cultiva bananeiras são M. arenaria (Neal) Chitwood, M. hapla Chitwood, M.
incognita (Kofoid & White) Chitwood e M. javanica (Treub) Chitwood. Dentre essas
espécies de Meloidogyne, relatadas em associação às raízes de bananeiras, em diferentes
partes do mundo, apenas M. incognita e M. javanica são as de maior ocorrência e estão
mais amplamente distribuídas, podendo ocorrer infestações pelas duas espécies

16

concomitantemente (DIAS-ARIEIRA et al., 2008). Conforme Cofcewicz et al. (2004), nas
principais regiões produtoras de banana no Brasil, M. javanica, M. incognita e M. arenaria
já foram detectadas em 61,7%, 32,2% e 4,3%, das amostras analisadas, respectivamente.
O sintoma característico do ataque por Meloidogyne spp. é o engrossamento
localizado nas radicelas e raízes, formando galhas. O desenvolvimento das galhas
radiculares se dá pela hipertrofia e hiperplasia de células do parênquima vascular da raiz.
As células hipertrofiadas multinucleadas funcionam como verdadeiros armazéns no
suprimento alimentar dos nematoides sedentários (CARNEIRO; MONTEIRO; SANTOS,
2016).
Em consequência do ataque de Meloidogyne spp., quando a infestação é severa, o
sistema radicular apodrece facilmente e as plantas não absorvem água e nutrientes do solo
de forma adequada, reduzindo o seu tempo de vida; crescem menos, mostrando-se
amareladas, com menor produção e frutos pequenos (CARNEIRO; MONTEIRO;
SANTOS, 2016).

2.2.4 O nematoide espiralado (Helicotylenchus multicinctus)

O gênero Helicotylenchus, pertence ao grupo dos nematoides espiralados, família
Hoplolaimidae. Helicotylenchus multicinctus encontra-se amplamente distribuído em
plantios de banana no mundo e é considerado o nematoide mais abundante em número,
depois de R. similis (GASPOROTTO; PEREIRA, 2016).
Juvenis e adultos se alimentam de citoplasma no parênquima cortical das raízes de
bananeira. Os sintomas do ataque por H. multicinctus consistem em pequenas lesões
acastanhadas sob a forma de minipontuações superficiais, localizadas principalmente nas
raízes mais grossas. Quando o ataque é muito severo as lesões podem coalescer, dando às
raízes um aspecto necrosado, semelhante ao produzido pelo parasitismo por R. similis
(COSTA, 2000).
Geralmente, H. multicinctus, ocorre associado ao R. similis em regiões nas quais as
condições climáticas são consideradas ótimas para a produção da cultura. Em regiões onde
R. similis é raro, H. multicinctus pode ocorrer em associação com M. javanica ou M.
incognita (CARNEIRO et al., 2016).

17

2.3 Manejo de fitonematoides na cultura da bananeira
Quando os nematoides já se encontram estabelecidos nos cultivos, torna-se
indispensável a adoção de medidas de controle visando a redução da densidade
populacional desses organismos. O alqueive por um período mínimo de seis meses, por
ocasião da renovação dos bananais e a rotação de culturas com plantas antagônicas como
Tagetes spp. (cravo-de-defunto), são práticas que têm mostrado eficiência na redução de
R. similis, Pratylenchus sp., M. incognita e H. multicinctus (COSTA; SANTOS, 2009).
Esses autores citaram, ainda, que a destruição de restos culturais durante a renovação das
plantações de bananeiras, o uso de matéria orgânica e aplicações de nematicidas são
práticas que podem complementar o manejo das nematoses na cultura.
Em diversos sistemas de produção agrícola, espécies de Crotalaria e de guandu
(Cajanus cajan (L) Millsp.) são recomendadas para o manejo de fitonematoides (WANG
et al., 2002; FERRAZ et al., 2010). Naganathan et al. (1988) verificaram que populações
de R. similis e P. coffeae foram reduzidas nas raízes de bananeira quando o cultivo foi
consorciado, por quatro meses, com Tagetes sp., C. juncea L., alfafa (Medicago sativa L.)
ou coentro (Coriandrum sativum L.). Em outro estudo, Chitamba et al., (2013) observaram
redução na densidade populacional de R. similis com a utilização de C. juncea em
consórcio com bananeira.
Estudos recentes vêm demostrando que a solarização de mudas de bananeira é uma
técnica eficiente na redução da população de fitonematoides evitando assim a
disseminação desse nematoide parasita para área isenta (WANG; HOOKS, 2009,
ARAUJO et al., 2018). Araújo et al. (2018) constataram que houve redução da população
final de P. coffeae quando o material propagativo, envolto em plástico transparente foi
exposto a luz solar por 6 a 8 h.
Com relação à resistência genética, Santos et al. (2013) avaliando em condição de
casa de vegetação a reação de clones de bananeira em relação a uma população de R.
similis, observaram que os genótipos 4249-05, 0337-02, 0323-03 e 4279-06 comportaramse como resistentes, demostrando potencial para serem utilizados em programas de
melhoramento. Em outro estudo, plantas transgênicas de bananeira aos fitonematoides R.
similis e H. multicinctus foram testadas em condição de campo na África e apresentaram
melhor rendimento, em relação com plantas às não-transgênicas (TRIPATHI et al., 2015).
2.3.1 Uso de extratos vegetais no manejo de fitonematoides

18

A possibilidade de controle de fitonematoides por meio da utilização de extratos
vegetais tem estimulado vários pesquisadores no Brasil e no mundo, envolvendo diversos
patossistemas (GARDIANO et al., 2011; VAN DESSEL et al., 2011; MATEUS et al.,
2014; KUHN et al., 2015; MARTINS; SANTOS, 2016; FONSECA et al., 2017). Dentre as
espécies de plantas que vêm sendo estudadas como matérias-primas para o preparo de
extratos, estão incluídas Azadirachta indica e Annona spp.
2.3.1.1 Azadirachta indica
Azadirachta indica, planta conhecida como nim é uma espécie da família
Meliaceae, de origem Indiana. Vários trabalhos envolvendo o tratamento de raízes por
imersão em extratos foliares dessa planta já foram avaliados em tomateiro (Lycopersicon
esculentum Mill.), berinjela (Solanum melongena L.), repolho (Brassica oleracea var.
capitata), couve-flor (Brassica oleracea var. botrytis L.), pimenta (Capsicum spp.) e
cenoura (Daucus carota L.) visando a redução de populações de Meloidogyne spp. e
Rotylenchulus reniformis Linford & Oliveira, dentre outros fitonematoides (AKHTAR,
2000, JOHN; HEBSY, 2000; GARDIANO et al., 2006; BARBOSA et al., 2010; BALDIN
et al., 2012; BORGES et al. 2013, ALMEIDA et al., 2016). Dentre os ingredientes ativos
isolados do nim, foram identificados azadiractina, cuercetina, limonoides, nimbidina, ácido
nimbídico e thionimone (SINGH; PRASAD, 2014).
Na cultura da bananeira são poucas as pesquisas envolvendo o uso de extratos
vegetais no manejo de nematoides. A exemplo, pode-se citar os trabalhos de Kosma et al.
(2011), que testaram formulações à base de sementes de nim; Bartholomew et al. (2014)
que empregaram extratos de nim e de alho (Allium sativum L.) e Jesus et al. (2014) que
avaliaram extrato de sisal (Agave sisalana Perrine ex Engelm). Porém, todos esses
trabalhos visaram o controle de R. similis, por meio da aplicação dos produtos via solo,
sendo escassos os estudos relacionados à aplicação de extratos botânicos no tratamento de
fitonematoses em material propagativo.

3.3.1.2 Annona spp.
As anonáceas têm sido amplamente pesquisadas devido à detecção de diversas
classes de substâncias com atividades químicas, farmacológicas, medicinais, inseticidas e

19

acaricidas, principalmente no que diz respeito aos principais compostos bioativos que são
as acetogeninas (LEBOEUF et al., 1982; LIMA; PIMENTA; BOAVENTURA., 2010;
TRINDADE et al., 2011; MACIEL et al., 2015). Espécies de Annona também vêm sendo
estudadas visando a redução de populações de fitonematoides.
Dang et al. (2011) testaram extrato metanólico de sementes de A. squamosa contra
vários fitopatógenos, incluindo M. incognita com resultados positivos. Dentre as
substâncias isoladas, a squamocina G, da classe das acetogeninas de anonáceas mostrou
potente atividade nematicida contra a referida espécie de nematoide. Em um estudo
realizado por Lima (2016) com o objetivo de avaliar a atividade nematicida in vitro de
extratos aquosos, dentre os quais, soncoya (Annona purpurea Moc. & Sesse), araticum-dobrejo (A. glabra L.), pinha (A. squamosa L.) e de biribá (A. mucosa Jacq.) sobre
Scutellonema bradys, constatou-se efeito nematostático e nematicida dos extratos testados
sobre o nematoide, evidenciando o potencial das anonáceas no manejo de fitonematoides.
Em outro estudo foi realizada uma investigação sobre a atividade nematicida in vitro do
extrato hidroalcóolico e de suas frações (diclorometano, acetato de etila, metanol e água)
de A. crassiflora Mart. sobre o nematoide de vida livre Caenorhabditis elegans Maupas.
Os resultados indicaram que o extrato e suas frações de A. crassiflora possuem uma
potente atividade nematicida contra o nematoide (MACHADO et al., 2015).
As acetogeninas presentes exclusivamente na família Annonaceae são substâncias
naturalmente bioativas, caracterizadas por apresentar ação citotóxica, antitumoral,
inseticida, vermicida, antimicrobiana, imunossupressora e antimalárica (BERMEJO et al.,
2005; LIMA et al., 2012). O modo de ação das acetogeninas com propriedades inseticidas
é devido a esses compostos bioativos atuarem na inibição do complexo proteico
nicotinamida adenina dinucleotídeo - NADH-ubiquinona oxido-redutase, impedindo o
transporte de elétrons no complexo I mitocondrial, causando a morte do inseto (ALALI;
LIU; McLAUGHLIN,1999). Com relação a C. elegans foi testada a asimicina, acetogenina
obtida da espécie Asimina triloba L. (Annonaceae) que demostrou uma ação citotóxica
contra o referido nematoide (VIEIRA; MAFEZOLI; BIAVATTI, 2007). No entanto, não
foi encontrado na literatura científica o modo de ação das acetogeninas das anonáceas
sobre fitonematoides.
2.3.2 Purpureocillium lilacinum no manejo de fitonematoides

20

Dentre os organismos com potencial para o controle biológico de nematoides
parasitas de plantas, destaca-se o fungo nematófago Purpureocillium lilacinum (SILVA,
2015). Purpureocillium é um fungo antes pertencente ao gênero Paecilomyces (Thom.)
Samson (1974) e constitui uma pequena parte do filo Ascomycota (SILVA, 2015). De
acordo com Luangsa-ard et al., (2011) foi feita uma reclassificação da espécie
Paecilomyces lilacinum que passou a ser P. lilacinum. O primeiro estudo de P. lilacinum
associado a nematoides fitoparasitas foi realizado em 1979 quando foi isolado de ovos de
Meloidogyne incognita no Peru (JATALA; KALTENBACH; BOCANGEL, 1979).
O fungo P. lilacinum, é altamente adaptável quanto a sua estratégia de
sobrevivência,

dependendo

da

disponibilidade

de

nutrientes,

pode

ter

ação

entomopatogênica, micoparasita, saprófita ou nematófaga (MEDEIROS et al., 2018;
SILVA, 2015). Purpureocillium lilacinum é um parasita facultativo de ovos e fêmeas
(SILVA, 2015).
Pesquisas vêm sendo executadas visando demostrar o potencial e a eficiência de P.
lilacinum no manejo de fitonematoides em diversas culturas de importância agrícola.
Estudo realizado por Santiago et al. (2006) no qual avaliaram a atividade de P. lilacinum
no manejo de M. paranaensis em tomateiro, constataram diferença variando entre 54,98 e
99,93% na redução do número de ovos em comparação com a testemunha. Estudo
posterior realizado por Sabet et al. (2013) os autores avaliaram P. lilacinum sobre ovos de
M. javanica e observaram um controle de até 65%.
Silva (2015) avaliando a ação de linhagens de Pochonia chlamydosporia e P.
lilacinum no controle de M. enterolobii em bananeira cv. Terra e tomateiro cv. Santa Clara,
concluiu que as linhagens utilizadas no estudo reduziram o número de ovos do nematoide
testado. Na cultura do tabaco, pesquisa realizada por Redolfi (2014) avaliando a eficiência
de nematicidas biológicos à base de P. chlamydosporia e P. lilacinum sobre M. javanica e
M. incognita constatou que os nematicidas biológicos reduziram a quantidade de massas e
o número de ovos comparando com a testemunha.

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30

3- Capítulo 1- PURPUREOCILLIUM LILACINUM (LILACEL®) IN THE
TREATMENT OF BANANA PLANTLETS INFECTED BY PLANT-PARASITIC
(Comunicação científica redigida conforme normas da Revista Nematropica)

31

PURPUREOCILLIUM LILACINUM (LILACEL®) IN THE TREATMENT OF
BANANA PLANTLETS INFECTED BY PLANT-PARASITIC NEMATODES
E. R. Paz Filho1, M. F. S. Muniz1*, A.V. D. L. Almeida1, N. H. M. Soares1, G.
Moura Filho,1 and F. S. Rocha2

1

Universidade Federal de Alagoas, Centro de Ciências Agrárias, CEP 57100-000 Rio

Largo, AL, Brazil; 2Universidade Federal de Minas Gerais, CEP 39404-547 Montes Claros,
MG, Brazil. *Corresponding author: mf.muniz@uol.com.br
Running Head: Purpureocillium lilacinum in the treatment of banana. Paz Filho et al.

ABSTRACT

Paz Filho, E. R., M. F. S. Muniz, A.V. D. L. Almeida, N. H. M. Soares, G. Moura Filho,
and F. S. Rocha. 2019. Purpureocillium lilacinum (Lilacel®) in the treatment of banana
plantlets infected by plant-parasitic nematodes. Nematropica 49:00-00.

Among pests and diseases affecting banana crops which ultimate lead to yield
losses the presence of plant-parasitic nematodes, such as Radopholus similis,
Helicotylenchus multicinctus, Pratylenchus coffeae and Meloidogyne spp., are to be
considered. The dispersion of these pathogens in the field occurs mainly via propagative
material. The objective of the present study was to evaluate banana suckers cv. Comprida,
naturally infected by a mixed population of R. similis (3.21%), Helicotylenchus sp.
(7.91%), Meloidogyne sp. (1.37%) and Pratylenchus sp. (87.51%), under greenhouse
conditions, treated with Purpureocillium lilacinum (Lilacel® 1x108 CFU/mL). Five doses of
the bionematicide were tested (0.2; 0.4; 0.6; 0.8 and 1.0%), plus the controls (Carbofuran

32

and water). Banana suckers were dipped in the treatment solutions for 60 minutes and
planted in pots filled with sterilized soil. The experiment was performed in a completely
randomized design with eight replicates. The percentage of emergence and the nematode
population in the soil, rhizome and roots as well as the reproduction factor were evaluated
after four months. The regression analyses between the variables were better represented
by the linear, quadratic or square root models. Final nematode populations were reduced
for all treatment, when compared to the negative control (water).

Key words: biological nematicide, Musa spp., nematophagous fungus, Pratylenchus spp.

RESUMO

Paz Filho, E. R., M. F. S. Muniz, A.V. D. L. Almeida, N. H. M. Soares, G. Moura Filho e
F. S. Rocha. 2019. Purpureocillium lilacinum (Lilacel®) no tratamento de mudas de
bananeira infectadas por fitonematoides. Nematropica 49:00-00.

Entre os problemas fitossanitários que afetam a cultura da bananeira resultando
em perda de produção, destaca-se a presença de nematoides, tais como, Radopholus
similis, Helicotylenchus multicinctus, Pratylenchus coffeae e Meloidogyne spp. A
dispersão desses patógenos se processa principalmente por meio do material propagativo.
O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de Purpureocillium
lilacinum (Lilacel® 1x108 UFC/mL) no tratamento de mudas de bananeira cv. Comprida
naturalmente infectadas por uma população mista constituída por R. similis (3,21%),
Helicotylenchus sp. (7,91%), Meloidogyne sp. (1,37%) e Pratylenchus sp. (87,51%), em
condição de casa de vegetação. Foram testadas cinco dosagens do bionematicida (0,2; 0,4;

33

0,6; 0,8; 1,0%), além das testemunhas (Carbofurano e água). As mudas foram imersas em
cada um dos tratamentos por 60 minutos e plantadas em vasos contendo solo esterilizado.
O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com oito repetições. Decorridos
quatro meses de cultivo realizaram-se as avaliações das populações dos nematoides no
solo, nas raízes e rizomas e o fator de reprodução. As análises de regressão entre as
variáveis foram melhores representadas pelos modelos linear, quadrático ou raizquadrático. Em todos os tratamentos com o bionematicida houve redução das populações
finais de nematoides quando comparadas à testemunha negativa (água).

Palavras-chave: fungo nematófago, Musa spp., nematicida biológico, Pratylenchus spp.

Plant parasitic nematodes are amongst the constraints to banana (Musa spp.)
production in Brazil. Many nematode species are associated to the crop, however, only
Radopholus similis, (Cobb) Thorne, Helicotylenchus multicinctus (Cobb) Golden,
Pratylenchus coffeae (Zimmermann) Filipjev and Schuurmans Stekhoven and
Meloidogyne spp. are considered economically important pests (Cordeiro et al., 2016).
These phytonematodes are involved in the destruction of the primary roots, disrupting the
anchorage system and resulting in toppling of the plants (Sikora et al., 2018). According
to Ritzinger et al. (2007) some species may cause crop yield losses up to 100%, depending
on the environmental conditions, level of nematode inoculum, and the banana cultivar.
In Brazil, the methods recommended for the management of plant-parasitic
nematodes on banana are based on the use of micro-propagation plants, crop rotation, and
chemical nematicides (Salomão and Siqueira, 2015; Cordeiro et al., 2016). Alternative
management approaches, for instance the use of biological control agents such as the
fungus Purpureocillium lilacinum (Thom) Samson, (formerly Paecilomyces lilacinus)

34

applied to the soil, have been reported (Kiewnick et al., 2004; Mendoza and Sikora, 2009;
Silva et al., 2017). However, information about the application of this fungus to treat
planting material has not been recorded. In view of this, the objective of the present study
was to evaluate doses of the biological product Lilacel® containing P. lilacinum in the
treatment of banana suckers naturally infected by phytonematodes.
The experiment was performed at the Center for Agricultural Sciences/Federal
University of Alagoas, Rio Largo, state of Alagoas, Brazil, from July to November 2017,
with an average monthly temperature ranging from 20 to 31ºC. Planting material consisted
of suckers of banana cv. Comprida (cooking banana), obtained from a field with a history
of infection by phytonematodes. Before the application of the treatments, the initial
population (Pi) of nematodes was estimated in each individual sucker by extraction of
nematodes from 10 g of rhizome tissues, by maceration and centrifugal-flotation method
(Coolen and D’Herde, 1972).
The experiment was conducted in a completely randomized design, with seven
treatments and eight replicates, where each experimental unit was considered one plant per
pot. The treatments consisted of five doses of the biological product Lilacel® (1x108 colony
forming units – CFU/mL): 0.2%; 0.4%; 0.6%; 0.8% and 1.0% plus water (negative control)
and the chemical nematicide Carbofuran (Furadan® 350 SC; 400 mL of the commercial
product per 100 L water) as positive control. After the immersion period of 60 minutes, the
plantlets were transferred to 8 L plastic pots, containing sterilized soil and keep up under
greenhouse conditions.
After 4 months the percentage of emergence of suckers and the nematode population
in the soil, rhizome and roots were evaluated. The nematodes were extracted from 100 cm³
of soil and 10 g of plant tissue (roots and rhizome) according to Jenkins (1964) and Coolen
and D’Herde (1972), respectively. After the extraction, nematodes were fixed in a 4%

35

formaldehyde heated solution. The identification and quantification of the nematodes were
carried out based on the counting of 1 ml suspension in a Peters’ slide, under an inverted
light microscope, according to Mai and Mullin (1996) and Mekete et al. (2012). Nematode
reproduction factor (Rf) [Rf = final population (root+rhizome+soil)/initial population from
the rhizome] for each sample was calculated according to Oostenbrink (1966).
The Lilliefors-test of homogeneity of variances and normality on the data was applied
and only log (x+1) achieved normal distributed data. Then, the results were subjected to
analysis of variance (F-test) and the averages were grouped by Scott-Knott test at 5%
significance. In addition, regression analyses between nematode population densities in
soil, roots and rhizome, total nematode populations and Rf versus the doses of Lilacel®
were done with log (x+1) transformed data. The statistical models were chosen based on
the significance of the regression coefficient by F-test, considering the values of t-test and
the mean square error of regression and also the analysis of variance of the data set. When
more than one model was significant, the model with the highest determination coefficient
(R2 adjusted) was used. The statistical analyses were performed using the softwares SAEG
5.0 and Fcalc 1.2 (Moura Filho and Cruz, 2000).
The estimation of the initial population (Pi) of nematodes showed a mixed population
formed by R. similis (3.21%), Helicotylenchus sp. (7.91%), Meloidogyne sp. (1.37%) and
Pratylenchus sp. (87.51%). There was no significant difference (P≤0.05) by the ScottKnott test to initial population (Pi), showing a uniform infection level of plant parasitic
nematodes among treatments (Table 1). The percentage of suckers emergence in all
treatments was 100%.
Nematode population densities and reproduction factor were reduced by the doses of
Lilacel®, and also by the use of the chemical nematicide, compared to the untreated control
(Table 1, Fig. 1). Similar effect was reported by Mendoza and Sikora (2009) who

36

demonstrated that P. lilacinum was an effective biocontrol agent against R. similis in
banana, when applied into the soil. Another commercial formulation Nemout® based on P.
lilacinum was also effective against Pratylenchus spp. on sugarcane (Oliveira et al., 2011).

Insert Fig. 1
Purpureocillium lilacinum is known for its parasitic behavior on exposed eggs and
females of sedentary nematodes (Ferraz et al., 2010). The P. lilacinum protease and
chitinase enzymes, either individually or in combination, reduced hatching of M. javanica
juveniles (Khan et al., 2004). Moreover, it was also observed that occasionally, this fungus
penetrated the mobile stages (juveniles and adults) of the migratory nematode R. similis
(Khan et al., 2006).
Despite the positive findings obtained in the present study, which provides another
tool for the treatment of planting material infected with plant-parasitic nematodes, field
experiments are needed in order to determine the efficiency of the commercial formulation
Lilacel® in banana production, and to confirm greenhouse results.

ACKNOWLEDGEMENTS

This study was financed in part by the Coordination for the Improvement of Higher
Education Personnel - Brazil (CAPES) - Finance Code 001. To Empresa Caxiense de
Controle Biológico Ltda (ECCB), for providing the biological product.

LITERATURE CITED

37

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39

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Nematology 49:77.

40

Table 1. Initial population (Pi) in 10 g rhizome; nematode population densities in 100 cm3
soil (NPS), 10 g roots (NPR) or rhizome (NPRH), total number of nematodes (TNN) and
reproduction factor (Rf) assessed four months after the application of Lilacel® on banana
plantlets. CECA/UFAL, Rio Largo, AL. 2017.
Treatments

Pi

NPS

NPR

NPRH

TNN

Rf

Water

91.3 a

815.0 a

1252.5 a

635.0 a

2702.5 a

38.82 a

0.2 %

70.0 a

457.5 b

386.0 b

352.5 b

1196.0 b

17.5 b

0.4 %

75.0 a

337.5 c

352.5 b

357.5 b

1047.5 b

15.2 b

0.6 %

62.5 a

310.0 c

417.5 b

212.5 c

940.0 c

17.3 b

0.8 %

63.8 a

307.5 c

295.0 b

242.5 c

845.0 c

13.8 b

1.0 %

58.8 a

252.5 c

190.0 c

250.0 c

692.5 d

14.0 b

Carbofurano

68.8 a

257.5 c

172.5 c

123.8 d

553.8 d

8.4 b

MSR

0.0298ns

0.0188**

0.0299**

0.0243**

0.0075**

0.0388**

DF

49

49

49

49

49

49

Mean

70.00

391.07

438.00

310.54

1139.61

17.83

CV (%)
9.5
5.4
6.9
6.5
2.9
16.4
Analysis of variance with the data converted into log (x+1). Means followed by the same
letter within a column do not significantly differ by the Scott-Knott test (P<0.05). MSR:
Mean-square residue. DF: Degrees of Freedom. nsNot significant at 5% probability by FTest. **Significant at 1% probability by F-Test. CV: coefficient of variation.

41

LIST OF FIGURES
Fig 1. Nematode population densities and reproduction factor in log (x+1) scale in banana
plantlets cv. Comprida in response to different concentrations of Purpureocillium
lilacinum (Lilacel®) and chemical nematicide ( ). A) Soil, B) Root, C) Rhizome, D) Total
population and E) Reproduction factor. Numbers in parentheses represent the average of
the treatments with untransformed data.

42

3

A

ŷ = 2.86 - 1.0523x - 0.5975x2
R² = 0.941 (P < 0.01)

(1253)

(458)
(338)
(310)

(308)
(253)

(258)

Population density / 10 g
root

(815)

Population density / 100 cc soil

3

ŷ = 2.92 - 0.7039x
R² = 0.767 (P < 0.01)

B

(418)

(386)
(353)

(295)

(190)

(173)

2

2
0

0.2

0.4

0.6

0.8

1.0

0

0.2

Lilacel® concentration (%)

0.4

0.6

0.8

1

Lilacel® concentration (%)

3

4

Population density / 10 g
rhizome

(353)

D

(358)

(213)

(250)

(243)

Total population density

ŷ = 2.78 - 1.1699x + 0.6898x2
R² = 0.935 (P < 0.01)

(635)

C
ŷ = 3.42 - 0.8196√𝑥 + 0.2529x
R² = 0.982 (P < 0.05)

(2703)
(1196)
(1048)

3

(940)

(845)
(693)

(554)

(124)

2
0.2

0.4

0.6

0.8

1

2
0

0.2

Lilacel® concentration (%)

0.4
0.6
0.8
Lilacel® concentration (%)

3
E
ŷ = 1.50 - 0.9557x + 0.6137x2
R² = 0.835 (P < 0.05)

Reproduction factor

0

2
(38.8)
(17.5)

1

(15.2)

(17.3)

0.4

0.6

(13.8)

(13.9)

0.8

1

(8.4)

0
0

0.2

Lilacel® concentration (%)

1

43

4 Extratos aquosos de Azadirachta indica e de Annona spp. no tratamento de mudas de
bananeira infectadas por nematoides

RESUMO
A bananeira (Musa spp.) é a segunda frutífera mais produzida e a primeira mais consumida no
Brasil. Entre os problemas que afetam a cultura resultando em perda de produção destaca-se a
presença de nematoides. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da utilização de
extratos foliares aquosos de Azadirachta indica (nim), Annona muricata (gravioleira) e A.
squamosa (pinheira) no tratamento de mudas de bananeira cv. Comprida naturalmente
infectadas por fitonematoides, em condição de casa de vegetação. Foram testadas quatro
dosagens (0,5; 1,0; 1,5 e 2%) dos três extratos, além das testemunhas (Carbofurano e água) e
um período de imersão das mudas de 60 minutos. O delineamento experimental foi
inteiramente casualizado em esquema fatorial (3x4) com oito repetições. A avaliação do
experimento foi realizada três meses após a aplicação dos tratamentos, observando-se as
seguintes variáveis: percentual de brotação das mudas, a população de nematoides no solo,
rizoma e raízes, e o fator de reprodução. Houve interação significativa entre extratos x doses
para a variável população final de nematoides na raiz, no rizoma e a população final total.
Observou-se redução da população final no solo, na raiz e no rizoma e no fator de reprodução
nas mudas tratadas com extratos foliares de nim, gravioleira e pinheira comparada com a
testemunha negativa (água).

Palavras-chave: Musa spp.; Controle alternativo; Pratylenchus spp.

44

ABSTRACT
The banana tree (Musa spp.) is the second most produced fruit and the first one most
consumed in Brazil. Among the problems that affect the crop resulting in loss of production
stands out the presence of nematodes. The dispersion of these pathogens occurs mainly
through the propagation material. The objective of the present work was to evaluate the effect
of the use of aqueous leaf extracts of Azadirachta indica (neem), Annona muricata (soursop)
and A. squamosa (sugar apple) in the treatment of banana plantlets cv. Comprida naturally
infected by phytonematodes, in greenhouse conditions. Four doses (0.5; 1.0; 1.5 and 2%) of
the three extracts were tested in addition to the controls (Carbofuran and water) and a 60minute immersion period. The experimental design was completely randomized in a factorial
scheme (3x4) with eight replications. The evaluation of the experiment was carried out three
months after the application of the treatments, observing the sprouting percentage of the
seedlings, the nematode population in the soil, rhizome and roots, and the reproduction factor.
There was a significant interaction between extracts and doses for the final population of
nematodes in the root, in the rhizome and in the total final population. It was observed a
reduction of the final population in the soil, root and rhizome and reproduction factor in the
seedlings treated with neem, soursop and sugar apple extracts compared to the negative
control (water).

Keywords: Musa spp. Alternative control. Pratylenchus spp.

45

4.1 INTRODUÇÃO
A bananeira (Musa spp.) é a segunda frutífera mais cultivada no Brasil, com
aproximadamente 7,2 milhões de toneladas, entretanto, a produtividade média brasileira
ainda é baixa, apenas 14,3 t/ha (FAO, 2017). No Brasil, a região Nordeste é a principal
produtora, encarregada de aproximadamente 36% da produção nacional (AGRIANUAL,
2017), com um papel socioeconômico bastante importante, na geração de emprego e renda
no campo, devido à necessidade de manejo da cultura.
A baixa produtividade da bananeira está relacionada a fatores como o sistema de
cultivo e o ataque de fitopatógenos, dos quais destacam-se: os nematoides Radopholus
similis (Cobb, 1893) Thorne, Pratylenchus coffeae (Zimmerman) Filipjev & Schuurmans
Stekhoven, Helicotylenchus multicinctus (Cobb) Golden e Meloidogyne spp. Goeldi
(BRIDGE; STARR, 2007).
Quando os nematoides já se encontram estabelecidos nos cultivos, torna-se
indispensável a adoção de medidas de controle. O alqueive por um período mínimo de seis
meses, por ocasião da renovação dos bananais e a rotação de culturas com plantas
antagônicas como Tagetes spp. (cravo-de-defunto) e Crotalaria spp., são práticas que têm
mostrado eficiência na redução de R. similis, Pratylenchus sp., M. incognita e H.
multicinctus (RITZINGER; FANCELLI, 2006; COSTA; SANTOS, 2009). Segundo Costa;
Santos, (2009) a eliminação de restos culturais durante a renovação das plantações de
bananeiras, o uso de matéria orgânica e aplicações de nematicidas podem complementar o
manejo dos fitonematoides na cultura.
A possibilidade de manejo de fitonematoides por meio da utilização de extratos
vegetais tem estimulado vários pesquisadores no Brasil e no mundo, envolvendo diversos
patossistemas (MATEUS et al., 2014; KUHN et al., 2015). Dentre as espécies de plantas
que vêm sendo estudadas para a preparação de extratos, estão incluídas Azadirachta indica
A. Juss. e Annona spp.
Trabalhos envolvendo o tratamento de raízes por imersão em extratos foliares dessa
planta já foram avaliados em tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill.), berinjela
(Solanum melongena L.), repolho (Brassica oleracea var. capitata), couve-flor (Brassica
oleracea var. botrytis L.), pimenta (Capsicum spp.) e cenoura (Daucus carota L.), visando
a redução de populações de Meloidogyne spp. e Rotylenchulus reniformis Linford &
Oliveira e outros fitonematoides (AKHTAR, 2000, JOHN; HEBSY, 2000).

46

Extratos obtidos de espécies de Annona também vêm sendo estudados visando a
redução de populações de fitonematoides. Dang et al. (2011) testaram extrato metanólico
de sementes de A. squamosa contra vários fitopatógenos, incluindo M. incognita, com
resultados promissores.
Na cultura da bananeira são escassas as pesquisas envolvendo o uso de extratos
vegetais no manejo de nematoides. A exemplo, podem-se citar os trabalhos de
Bartholomew et al. (2014) no qual foram empregados extratos de nim e alho (Allium
sativum L.) e Jesus et al. (2014) que testaram extrato de sisal (Agave sisalana Perrine ex
Engelm), ambas as pesquisas visando o controle de R. similis, por meio da aplicação dos
produtos via solo, no entanto, são escassos os trabalhos que visam a utilização de extratos
vegetais no tratamento de mudas de bananeiras.
Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de
extratos aquosos de folhas de nim, gravioleira e de pinheira na redução de populações de
fitonematoides em mudas de bananeira naturalmente infectadas.

47

4.2 MATERIAL E MÉTODOS
O trabalho foi conduzido em laboratório e casa de vegetação, localizados no Centro
de Ciências Agrárias - CECA/UFAL (09°05'16"S, 35°49'43"W:127m) em Rio Largo/ AL.
As mudas de bananeira foram obtidas em Alagoas, em área com histórico de ocorrência de
fitonematoides, no município de Japaratinga.
A população inicial (Pi) dos nematoides foi estimada pela técnica de Coolen;
D´Herde (1972), em alíquotas de 10 g de rizoma por muda. A estimativa populacional por
amostra foi realizada em duas alíquotas de 1 mL em lâmina de Peters, sob microscópio de
luz com objetivas invertidas, adotando-se o valor médio. A identificação dos nematoides a
nível de gênero foi realizada conforme as descrições de Ferraz (2016).
A coleta do material vegetal (folhas de nim, gravioleira e pinheira) foi efetuada no
CECA-UFAL e os extratos foram obtidos de acordo com o método de Ferris; Zheng (1999).
Neste método, as folhas coletadas foram acondicionadas em sacos de papel tipo Kraft e
colocadas para secar em estufa, com circulação de ar, por 72 horas, a uma temperatura de
60º C. Após a secagem, as folhas foram trituradas em moinho elétrico “de facas” para a
obtenção de um pó fino, identificadas e armazenadas em recipientes escuros,
hermeticamente fechados. Posteriormente foi adicionado para cada grama do material
vegetal 10 mL de água destilada. Os extratos foram acondicionados em copos béquer,
cobertos com papel alumínio e mantidos em repouso por 24 horas. Após este período, foi
efetuada a filtragem dos extratos em tecido voil, para posterior utilização.
O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado em esquema
fatorial com 12 tratamentos, constituídos por três extratos vegetais (nim, pinheira e
gravioleira) e quatro concentrações (0,5; 1,0; 1,5, e 2%), além de água (testemunha
negativa) e o nematicida Carbofurano (Furadan® 350 SC) a 400 mL do produto
comercial/100 L de água (testemunha positiva), em oito repetições, sendo cada uma,
constituída por uma muda, as quais foram imersas por um período de 60 minutos em cada
tratamento e, posteriormente, plantadas em vasos com 8 L de capacidade contendo solo
esterilizado em estufa (100 ºC/24 h).
Três meses após a aplicação dos tratamentos foram avaliados o percentual de
brotação das mudas e a população de nematoides no solo, rizomas e raízes. Os nematoides
foram extraídos de 100 cm3 de solo e de 10 g de cada tecido vegetal (raiz e rizoma), por
meio dos métodos de Jenkins (1964) e Coolen; D´Herde (1972), respectivamente. Após a

48

extração, os nematoides foram mortos e fixados em formaldeído a 4% aquecido. A
identificação e quantificação dos nematoides foram realizadas em lâmina de Peters,
conforme citado anteriormente. O cálculo do fator de reprodução [FR = população final
(raiz+rizoma+solo)/população inicial] foi realizado conforme Oostenbrink (1966).
Os resultados obtidos foram submetidos ao teste de Lilliefors de homogeneidade de
variâncias e normalidade. Apenas as transformações √𝑥 + 1 e log x+1 forneceram a
distribuição normal dos dados para as variáveis população final de nematoides no solo e
fator de reprodução, respectivamente. Para as variáveis Pi, população final na raiz e rizoma
e população total foram utilizados os dados originais. Os dados foram submetidos à análise
de variância usando o teste F, e as médias foram comparadas pelo Teste de Scott-Knott a
5% de probabilidade. Efetuaram-se ainda, análises de regressão entre número de
nematoides em rizoma, raízes e solo, população total e fator de reprodução como variáveis
dependentes das concentrações dos extratos, adotando-se como critérios para a escolha do
modelo, o maior coeficiente de determinação ajustado e a significância dos coeficientes da
regressão testados pelo teste F a 1% de probabilidade. As análises estatísticas foram
realizadas pelos programas SAEG 5.2 e por Fcalc 1.2 (MOURA FILHO; CRUZ, 2000).

49

4.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A estimativa da população inicial (Pi) mostrou a presença de uma população mista
constituída por Radopholus similis (5,07%), Helicotylenchus sp. (19,53%), Meloidogyne sp.
(2,50%) e Pratylenchus sp. (72,90%). Não houve diferença estatística na determinação da
Pi, evidenciando a uniformidade das populações de nematoides nos tratamentos (Tabela 1).
A percentagem de brotação das mudas foi de 100%.
Em todos os tratamentos com os extratos aquosos foliares testados, houve redução
das populações finais de nematoides, quando comparadas com a testemunha negativa
(água). Foram observadas as menores densidades populacionais nos tratamentos oriundos
de extratos foliares de pinheira, que se igualaram às do Carbofurano (Tabela 1),
demostrando que esse extrato afetou de forma negativa as densidades finais dos
nematoides. Vale ressaltar que o extrato das folhas de nim a 1,5 e 2% e o extrato das folhas
de pinheira a 2% se destacaram na redução das populações de nematoides na raiz, rizoma e
população total (Tabela 1). Verificaram-se, também, interações significativas na análise de
variância para as variáveis avaliadas, efetuando-se, em seguida, os desdobramentos
significativos (Tabela 2). As análises de regressões efetuadas para as variáveis que
obtiveram interações significativas foram representadas pelos modelos linear, quadrático
ou raiz-quadrático (Figura 1).
Kosma et al. (2011) e Bartholomew et al. (2014) constataram redução das
populações de R. similis em raízes de bananeiras com a utilização de extrato de nim
aplicado via solo. De acordo com Ferraz et al. (2010) o efeito dos extratos de nim contra
nematoides, provavelmente, é devido à presença de várias substâncias químicas, como por
exemplo, a azadiractina que tem comprovada atividade biológica. Os resultados obtidos
por Rehma et al. (2009) sugerem que o referido composto bioativo tem ação antialimentar, indicando a capacidade inibitória do nematoide de penetrar nas plantas. Os
resultados do presente trabalho corroboram com os estudos de Seenivasan et al. (2013),
que concluiram que o óleo de nim a 1,5% causou efeito negativo a R. similis e H.
multicinctus em mudas de banana cv. Grand Naine, indicando a atividade nematicida dos
metabólitos secundários do nim.

50

Tabela 1. População inicial de nematoides (Pi) em 10 g de rizoma; densidade populacional em100 cm 3 de
solo (DPNS), 10 g de raiz (DPNRA) e de rizoma (DPNRI), População total de nematoides (PTN) e fator de
reprodução (FR) avaliada três meses após a aplicação de extratos vegetais em mudas de bananeira.
CECA/UFAL, Rio Largo, AL. 2018.
Tratamentos

Pia

DPNSb

DPNRAa

DPNRIa

PTNa

FRc

Água

110,0 a

280,0 a

510,0 a

517,5 a

1307,5 a

14,6 a

Nim 0,5%

114,0 a

215,0 b

417,5 b

427,5 b

1060,0 b

10,4 a

Nim 1,0%

102,5 a

200,0 b

352,5 b

372,5 b

925,0 c

9,7 a

Nim 1,5%

98,8 a

175,0 c

270,0 d

310,0 c

755,0 c

7,9 b

Nim 2,0%

93,8 a

157,5 c

272,5 d

255,0 c

685,0 c

8,3 b

Gravioleira 0,5%

100,0 a

157,5 c

340,0 b

350,0 b

847,0 b

11,0 a

Gravioleira 1,0%

98,2 a

145,0 c

362,5 b

405,0 b

912,5 b

10,7 a

Gravioleira 1,5%

89,4 a

187,0 c

357,5 b

437,5 b

982,5 b

13,1 a

Gravioleira 2,0%

112.5 a

150,0 c

332,5 b

372,5 b

855,0 b

8,0 b

Pinheira 0,5%

121,2 a

155,0 c

225,0 d

295,5 c

677,5 c

5,7 b

Pinheira 1,0%

102,5 a

155,0 c

305,0 b

297,5 c

757,5 c

7,9 b

Pinheira 1,5%

101,2 a

162,5 c

225,0 d

260,0 c

647,5 c

6,6 b

Pinheira 2,0%

110,0 a

142,5 c

157,0 e

190,0 d

490,0 d

4,5 b

Carbofurano

92,5 a

157,7 c

195,0 e

210,0 d

562,5 d

6,9 b

QMR

665,1ns

10987,9**

69982,7**

69173,8**

366051,7**

63,1**

GL

49

49

49

49

49

49

Média

103,3

174,2

308,7

335,8

818,9

9,0

CV (%)

31,4

37,7

23,2

25,1

18,7

50,4

Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem significativamente pelo teste de Scott-Knott (P<0,05). QMR: Quadrado médio
do resíduo. GL: Grau de liberdade. nsNão significativo a 5% de probabilidade pelo teste F. **Significativo a 1% probabilidade pelo teste
a

b

F. CV: coeficiente de variação. : Análise de variância realizado com dados originais. : Análise de variância realizado com dados
c

transformados para √x+1. : Análise de variância realizado com dados transformados para log (x+1).

Fonte: E.R.PAZ FILHO, 2019.

51

Tabela 2. Análise de variância dos desdobramentos das variáveis População inicial (Pi) em 10 g de rizoma;
densidade populacional em100 cm3 de solo (DPNS), 10 g de raiz (DPNRA) e de rizoma (DPNRI), População
total de nematoides (PTN) e fator de reprodução (FR) avaliada três meses após a aplicação de extratos
vegetais em mudas de bananeira. CECA/UFAL, Rio Largo, AL. 2018.
Extratos

Pia

DPNSb

DPNRAa

DPNRIa

PTNa

FRc

Nim

102,3 a

186,8 a

328,1 a

341,2 a

856,2 a

9,1 a

Gravioleira

100,0 a

160,0 a

348,1 a

391,2 b

899,3 a

10,7 a

Pinheira

109,7 a

153,7 a

228,1 b

261,2 c

643,1 b

6,2 b

Concentrações

Pi

DPNS

DPNRA

DPNRI

PTN

FR

0,5%

111,8 a

175,8 a

327,5 a

358,3 a

861,6 a

9,0 a

1,0%

101,0 a

166,6 a

340,0 a

358,3 a

865,0 a

9,4 a

1,5%

96,4 a

175,0 a

284,1 b

335,8 a

795,0 a

9,2 a

2,0%

104,4 a

150,0 a

254,1 b

272,5 b

676,6 b

6,9 a

Valores do QM

Pi

DPNS

DPNRA

DPNRI

PTN

FR

Concentração (C)

1027,0ns

3448,6ns

37593,0**

39516,6**

186105,6** 31,7ns

Extrato (E)

654,1ns

9912,5ns

13266,7**

137600,0** 602379,2** 170,6**

CxE

491,6ns

2623,6ns

16638,8**

18800,0**

87334,7**

14,9ns

Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem significativamente pelo teste de Scott-Knott (P<0,05). QM: Quadrado médio.
GL: Grau de liberdade. nsNão significativo a 5% de probabilidade pelo teste F. **Significativo a 1% probabilidade pelo teste F. CV:
a

coeficiente de variação. : Análise de variância realizado com dados originais.
c

b

: Análise de variância realizado com dados

transformados para √x+1. : Análise de variância realizado com dados transformados para log (x+1).

Fonte: E.R.PAZ FILHO, 2019.

52

Figura 1: Populações de nematoides, em tratamento de mudas de bananeira com diferentes
concentrações de extratos aquosos foliares e do nematicida químico ( ). A) Raiz, B) Rizoma, C)
População final. ( ) Extrato aquoso foliar de nim (Azadirachta indica A. Juss). ( ) Extrato aquoso
foliar de gravioleira (Annona muricata L.). ( ) Extrato aquoso foliar de pinheira (Annona
squamosa L.).

B
A

A
A

C
A

Fonte: E.R.PAZ FILHO, 2019.

53

Com relação ao extrato aquoso das folhas da gravioleira, os resultados encontrados
no presente trabalho demostraram que essa espécie de anonácea possui atividade
nematicida, no entanto, com uma menor atividade comparada com o extrato aquoso das
folhas de pinheira. Esses resultados corroboram com o estudo realizado por Wiratno et al.
(2009), no qual avaliando a atividade nematicida in vitro e em casa de vegetação de várias
espécies vegetais, incluindo sementes de

gravioleira no controle de Meloidogyne

incognita, constataram que o índice de mortalidade in vitro foi de apenas 4%, evidenciando
a baixa atividade nematicida.
Os resultados obtidos no presente trabalho com relação à atividade nematicida de
extrato de A. squamosa estão em conformidade com aqueles obtidos por Dang et al.
(2011), em estudos realizados in vitro, que utilizaram o extrato metanólico de sementes da
pinheira, o qual foi efetivo contra os fitonematoides Bursaphelenchus xylophilus e M.
incognita, enfatizando a atividade nematicida dessa anonácea. As atividades nematicida e
nematostática de pinheira também foram evidenciadas com o estudo de Lima (2016) que
obteve índice de imobilidade e mortalidade in vitro de 79,80% e 40,68%, respectivamente
sobre Scutellonema bradys. Em um estudo conduzido por Fernandes et al. (2009) com o
objetivo de avaliar a atividade anti-helmíntica in vitro e in vivo das folhas de A. squamosa
sobre o nematoide de aves Ascaridia galli, concluiu que o extrato aquoso das folhas de
pinheira apresentou atividade anti-helmíntica, causando 100% de mortalidade sobre o
nematoide testado.
Os resultados obtidos no presente trabalho evidenciam uma alternativa da utilização
de extratos aquosos de folhas de nim, gravioleira e de pinheira como uma tática na redução
de populações de fitonematoides em mudas de bananeira naturalmente infectadas.
Entretanto, apesar da redução das populações dos nematoides observada no presente
trabalho, novos estudos precisam ser conduzidos, testando outras doses e/ou períodos de
imersão do material propagativo. Vale ressaltar que não foram encontrados na literatura
científica, resultados envolvendo o uso de extrato de nim ou de anonáceas no tratamento de
material propagativo naturalmente infectado por nematoides.

54

4.4 CONCLUSÕES
Extratos aquosos foliares de Azadirachta indica, Annona muricata e A. squamosa em
diferentes concentrações, reduz as populações de fitonematoides em mudas de bananeira
cv. Comprida em condição de casa de vegetação.
O extrato aquoso de folhas de A. squamosa mostra-se mais efetivo que o extrato de
Azadirachta indica e A.muricata na redução das populações dos nematoides.

55

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