Morfometria e Germinação de Diásporos de Passovia piryfolia (KUNTH) Tiegh, Struthanthus marginatus Desr. Blume e Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS

JOSÉ MANOEL LOURENÇO DE AZEVEDO

MORFOMETRIA E GERMINAÇÃO DE DIÁSPOROS DE Passovia piryfolia
(KUNTH) TIEGH, Struthanthus marginatus DESR. BLUME E Phoradendron
mucronatum (DC.) KRUG & URBAN.

Rio Largo - AL
2016
1

JOSÉ MANOEL LOURENÇO DE AZEVEDO

MORFOMETRIA E GERMINAÇÃO DE DIÁSPOROS DE Passovia piryfolia
(KUNTH) TIEGH, Struthanthus marginatus DESR. BLUME E Phoradendron
mucronatum (DC.) KRUG & URBAN.

Dissertação apresentada à Universidade
Federal de Alagoas como parte das
exigências do programa de Pós
Graduação em Proteção de Plantas para
obtenção do título de Mestre em Proteção
de Plantas
Orientador: Prof. Dr. Renan Cantalice de
Souza

Rio largo
2016
2

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AGRADECIMENTOS

À Deus, por permitir que eu chegasse até aqui.

Á minha família, minha mãe Damiana, meu pai Venâncio, minhas irmãs Janekele e
Janaína, pilares da minha formação, que mesmo distantes sempre influenciaram a
buscar o melhor.
A minha noiva Tatyana Simões minha noiva que me deu sempre motivação para
continuar em frente. pelo amor, carinho e dedicação à mim.
Ao meu amigo Fernando Alcântara pela amizade e companheirismo no dia-a-dia
desta jornada.
Ao colega de Mestrado Cícero Geraldo que teve papel relevante na construção
desta caminhada com coletas em campo
Ao Prof. Dr. Renan Cantalice de Souza pelos ensinamentos e pela contínua
disponibilidade em contribuir de forma significativa na realização dessa caminhada.
Á Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes, pela
concessão da bolsa de estudo.
Ao professor Dr. João Correia de Araújo Neto e Dr.ª Vilma Marques Ferreira por
meio do laboratório de Propagação de Plantas do CECA/UFAL, pela grande
contribuição.
Á Universidade Federal de Alagoas- UFAL, Centro de Ciências Agrárias - CECA
através do corpo docente do Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas
pelos ensinamentos.
Ao Herbário MAC - Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas -IMA e ao
Dr. Claudenir Simões Caires do Departamento de Ciências Naturais, Universidade
Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) pela enorme contribuição na identificação das
espécies de erva-de-passarinho estudadas.

5

RESUMO

O objetivo do trabalho foi caracterizar morfometricamente diásporos de três espécies de
erva-de-passarinho (Passovia pyrifolia (Kunth) Tiegh; Struthanthus marginatus Desr. e
Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban), bem como estudar comportamento
germinativo em função de diferentes temperatura e luminosidades. Os diásporos de cada
espécies foram obtidos em áreas de pomares no Estado de Alagoas com infestação de
erva-de-passarinho, no período de outubro de 2014 a julho de 2015. Logo após a
colheita foi determinado para cada espécie o grau de umidade, peso de mil diásporos o
comprimento e espessura. Para determinação da umidade dos diásporos foram utilizadas
10 repetições de 100 frutos submetidos a temperatura de 105 ± 3 ºC por um período de
24 horas, bem como a massa de mil diásporos. O delineamento em esquema fatorial 4x2
com 4 repetições foi utilizado para avaliar diferentes temperaturas (20, 25 e 30ºC
constantes, além de 20 a 30ºC alternadas a cada 12h) na germinação. Cada tratamento
continha dois tipos de diásporos, os que foram submetidos à retirada do epicarpo e os
que permaneceram intactos. Para a avaliação da luminosidade, os diásporos das espécies
estudadas foram submetidos a diferentes qualidades de luzes (branco, vermelho,
vermelho-distante e escuro) na germinação. Para estes tratamentos foram testados dois
tipos de diásporos (intacto e sem o epicarpo). As variáveis analisadas foram:
germinação G (%), índice de velocidade de germinação (IVG), tempo médio de
germinação (TMG) e massa seca (MS). Os dados foram submetidos a análise de
variância, sendo as médias comparadas pelo teste de tukey a 5% de probabilidade. Os
diásporos de erva-de-passarinho apresentam formato ovóide (elíptico) com camada de
viscina , característica essa essencial na dispersão da espécie. Espécies representantes da
família Loranthaceae apresentam menor teor de úmidade em relação à espécie da
família Viscaceae. A germinação é maximimazada na temperatura alternada de 20 a
30ºC para Passovia piryfolia e Phoradendron mucronatum e 20ºC para Struthanthus
marginatus. A luminosidade não interferiu na germinação de Passovia piryfolia, no
entanto interferiu para Phoradendron mucronatum e Struthanthus marginatus. O tipo de
diásporo influênciou à germinação das três espécies em estudo, onde a remoção do
epicarpo proporcionou incremento significativo na germinação.

Palavras-chave: Loranthaceae, Viscaceae, temperatura, luminosidade.

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ABSTRACT

The objective was to characterize morphometrically diasporas of three species of
mistletoe (Passovia pyrifolia (Kunth) Tiegh;.. Struthanthus marginatus DESR and
Phoradendron mucronatum (DC) Krug & Urban), as well as studying germination
behavior for different temperature and luminosity. The diasporas of each species were
obtained in areas of orchards in the state of Alagoas with infestation of weed-of-finch,
from October 2014 to July 2015. Soon after the harvest was determined for each species
moisture content, weight thousand diaspore length and thickness. To determine the
moisture of the seeds used were 10 replicates of 100 fruits subjected to a temperature of
105 ± 3 ° C for a period of 24 hours and the weight of a thousand diaspore. The design
was tory 4x2 with 4 replications in which subsequently evaluates different temperatures
(20, 25 and 30 ° C contained in addition 20 to 30 ° C alternating every 12 hours) in
germination. Each treatment contained two types of diasporas, those who underwent
removal of epicarp and those who remained intact. For the evaluation of brightness, the
diasporas of the species studied were submitted to different qualities of light (white, red,
far-red and dark) in germination. For these treatments were tested two types of
diasporas (intact and without epicarp). The variables analyzed were: germination G (%),
germination speed index (IVG), mean germination time (TMG) and dry matter (MS).
Data were subjected to analysis of variance and the averages were compared by Tukey
test at 5% probability. The mistletoe diasporas have ovoid shape (elliptical) with viscina
layer, this essential feature in the dispersion of the species. Species Loranthaceae
Family representatives have a lower moisture content in relation to the kind of
Viscaceae family. Germination is maximimazada the alternating temperature of 20 to 30
° C for Passovia piryfolia and Phoradendron mucronatum and 20 ° C for Struthanthus
marginatus. The light did not affect the germination Passovia piryfolia nevertheless
interfered to Phoradendron mucronatum and Struthanthus marginatus. The type of
diásporoas influenced the germination of three species under study, where the removal
of epicarp provided significant increase in germination.

Keywords: Loranthaceae; Viscaceae; temperature; light.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Mapa com localização dos pontos de coletas das espécies estudadas nas cidades de
Rio Largo, Murici e Palmeira dos Índios, AL. ...................................................................................... 22

Figura 2 - Coleta do material vegetal (A). Prenssagem e secagem do material vegetal (B).
Exscicata de erva-de-passarinho P. pyrifolia (C) e S. marginatus (D). ................................................ 23

Figura 3 - Diásporos selecionados de Passovia pyrifolia (A). Struthanthus marginatus (B) e
Phoradendron mucronatum (C). ........................................................................................................... 24

Figura 4 - Separação de plântulas para pesagem (A) - determinação da massa seca (B). ..................... 28

Figura 5 - Visão externa de fruto de erva de passarinho (A) - Estrutura interna de P. piryfolia
(B). ZN - zona de viscina; EN - endosperma; EM- embrião; HT- hautório. Cordões (C e D). ........... 29

Figura 6 - Fruto de erva de passarinho (A) - Estrutura interna de S. marginatus (B). ZN - zona
de viscina; EN - endosperma; EM- embrião; HT- hautório. ................................................................. 31

Figura 7 - Vista superior do fruto P.mucronatum (A). Vista lateral de P.mucronatum
(B).Estrutura interna de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban (C). EN endosperma clorofiláceo; EM- embrião; HT- hautório. EM -Embrião entumescido (D). ................... 32

Figura 8 - Figura 8. Distribuição das frequências relativas do comprimento (A) e espessura (B)
de diásporos de Passovia pyrifolia (Kunth) Tiegh. ............................................................................... 35

Figura 9 - Plântula de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh. oriunda de dásporos submetido à
retirada do epicarpo (A). Plântula de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh. originada de diásporos
intactos. ................................................................................................................................................. 37

Figura 10 - Distribuição das frequências relativas do comprimento (A) e espessura (B) de
diásporos de Struthanthus marginatus Desr. Blume. ............................................................................ 43

Figura 11 - Distribuição das frequências relativas do comprimento (A) e espessura (B) de
diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban. .......................................................... 51

Figura 12-Liberação de exudados de frutos de Struthanthus marginatus (A) e Passovia piryfolia
(B) e (C). Plântula de Passovia piryfolia apresentando três folhas cotiledonares (tricotiledonar)........ 57

8

Figura 13 - Comparação de sementes não verdadeiras de Phoradendron mucronatum
apresentando ausência (A) e presença de clorofila (B). Diferença de coloração entre plântulas de
Struthanthus marginatus com ausência (C) e presença da clorofila (D). .............................................. 58

Figura 14 - Fruto de Struthanthus marginatus contaminado por fungo apresentando
desenvolvimento normal de plântula..................................................................................................... 58

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Estatística descritiva da massa de 1000 diásporos obtidos para cálculo da
massa de mil sementes (diásporos) de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh; Struthanthus
marginatus Desr. e Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban.................................... 33

Tabela 2 - Estatística descritiva do teor de umidade (%) (10 repetições) de diásporos de
Passovia piryfolia; Struthanthus marginatus Desr. Blume. e Phoradendron mucronatum
(DC.) Krug & Urban. ................................................................................................................ 33

Tabela 3 - Estatística descritiva do comprimento e espessura de diásporos de Passovia
pyrifolia (Kunth) Tiegh. ........................................................................................................... 34

Tabela 4 - Germinação (%) e Massa seca de Plântulas de diásporos de Passovia
piryfolia (Kunth) Tiegh. submetidas a diferentes temperaturas para diásporos intactos e
sem epicarpo. ............................................................................................................................ 37

Tabela 5 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação de
diásporos de Passovia piryfolia submetidos a diferentes temperaturas. .................................. 38

Tabela 6 - Tabela de Análise de Variância de Temperatura da Passovia piryfolia
(Kunth) Tiegh. .......................................................................................................................... 38

Tabela 7 - Germinação (%) e Massa seca de plâtulas de diásporos de Passovia piryfolia
submetidos a diferentes qualidades de luzes. ........................................................................... 40

Tabela 8 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação
(TMG) de diásporos de Passovia piryfolia submetidos a diferentes qualidades de luz. .......... 41

Tabela 9 - Tabela de Análise de Variância de Luminosidade da Passovia piryfolia
(Kunth) Tiegh. .......................................................................................................................... 41

Tabela 10 - Estatística descritiva do comprimento e espessura de diásporos de
Struthanthus marginatus Desr. Blume. .................................................................................... 42

Tabela 11 - Germinação (%) e Massa seca de plântulas de Struthanthus marginatus
Desr. Blume submetidas a diferentes temperaturas. ................................................................. 45

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Tabela 12 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação de
plântulas de Struthanthus marginatus Desr. Blume submetidas a diferentes
temperaturas.............................................................................................................................. 46

Tabela 13 - Tabela de Análise de Variância de Temperatura da Struthanthus marginatus
Desr. Blume. ............................................................................................................................. 46

Tabela 14 - Germinação (%) e Massa seca de plântulas de Struthanthus marginatus
Desr. Blume. submetidas a diferentes qualidades de luz em temperatura constante de
20ºC. ......................................................................................................................................... 48

Tabela 15 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação
(TMG) de diásporos de Struthanthus marginatus Desr. Blume submetidos a diferentes
qualidades de luz em temperatura constante de 20°C. ............................................................. 49

Tabela 16 - Tabela de Análise de Variância da Qualidade de Luz de Struthanthus
marginatus Desr. Blume. .......................................................................................................... 49

Tabela 17 - Estatísticas descritiva do Comprimento e Espessura de diásporos de
Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban. .................................................................. 50

Tabela 18 - Germinação (%) de diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug &
Urban submetidos a diferentes temperaturas. ........................................................................... 52

Tabela 19 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação de
diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban submetidos a diferentes
temperaturas.............................................................................................................................. 53

Tabela 20 - Tabela de Análise de Variância de Temperatura da Phoradendron
mucronatum (DC.) Krug & Urban. .......................................................................................... 53

Tabela 21 - Germinação (%) e Massa seca de diásporos de Phoradendron mucronatum
(DC.) Krug & Urban submetidos a diferentes qualidades de luzes em temperatura
alternada de 20 a 30°C. ............................................................................................................. 55

11

Tabela 22 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação
(TMG) de diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban submetidos a
diferentes qualidades de luz em temperatura alternada de 20 a 30°C. .................................... 55

Tabela 23 - Tabela de Análise de Variância de Qulidade de luz da Phoradendron
mucronatum (DC.) Krug & Urban. .......................................................................................... 55

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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................... 14
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ....................................................................................................... 16

2.1 Aspectos Botânicos de erva-de-passarinho ........................................................................ 16
2.2 ECOLOGIA DA GERMINAÇÃO ..................................................................................... 18
2.3 Temperatura ........................................................................................................................ 20
2.4 Luminosidade ..................................................................................................................... 20
3. MATERIAL E MÉTODOS ............................................................................................................ 21

3.2 Limpeza dos diásporos ....................................................................................................... 24
3.3 Delineamento experimental............................................................................................................. 22

3.4 Caracterização morfológica ................................................................................................ 24
3.6 Caracterização biométrica .................................................................................................. 25
3.7 Ensaio de diferentes temperaturas ...................................................................................... 26
3.8 Ensaio de diferentes Luminosidades .................................................................................. 26
3.9 VARIÁVEIS ANALISADAS ........................................................................................... 27
3.9.1 Porcentagem, Ìndice de germinação e Tempo médio de germinação .......................................... 27
3.9.2 Massa seca total............................................................................................................................ 28
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................................... 29

5.1 Morfologia de diásporos da Loranthaceae e Viscaceae...................................................... 29
5.2 Caracterização biométrica dos diásporos de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh. ............... 34
5.3 Avaliação da Temperatura em Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh. ..................................... 35
5.4 Avaliação da Luminosidade em Passovia piryfolia ........................................................... 39
5.5 Caracterização biométrica dos diásporos de Struthanthus marginatus Desr. Blume. ........ 42
5.6 Avaliação da Temperatura em Struthanthus marginatus Desr. Blume ............................. 44
5.7 Avaliação de Luminosidade em Struthanthus marginatus Desr. Blume............................ 47
5.8 Caracterização biométrica dos diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug
& Urban .................................................................................................................................... 50
5.9 Avaliação de Temperatura em Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban. .......... 52
6. Avaliação de Luminosidade em Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban. .......... 54
7. CONCLUSÕES ............................................................................................................................... 58
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................. 60

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1. INTRODUÇÃO
As ervas-de-passarinho são plantas hemiparasitas que crescem em galhos de ávores
ou arbustos de hospedeiros, estabelecendo uma conexão com o xilema deste para retirar
água e nutrientes (KUIJT 1969). É assim chamada, devido ao seu hábito de dispersão,
onde os passáros atuam tanto como agentes disseminadores quanto facilitadores da
germinação de diásporos e plântulas de erva-de-passarinho (BARCIK et al, 2002) . São
consideradas hemiparasitas porque também realizam a fotossíntese, o que permite
metabolizar substãncias orgânicas para o seu desenvolvimento. Devido a essas
características são independentes de um contato com o solo, sendo na marioria dos
casos encontradas em galhos de árvores (TATTAR, 1978; ROTTA, 2001; TAINTER,
2002).
Aproximadamente 4.500 espécies são parasitas, isso representa mais de 1% de
todas as angiospérmas (KUIJT, 1969). Uma pequena porcentagem dessas espécies
parasitas infestam culturas agrícolas e causam sérios problemas para os agricultores em
muitas partes do mundo (PARKER E RICHES, 1993;. MUSSELMAN et al, 2001).
Poucas práticas e métodos economicamente viáveis estão disponíveis para o controle de
espécies de plantas parasitas (GRESSEL et al., 2004; RISPAIL et al., 2007), em parte
devido a sua ligação fisiológica com a planta hospedeira que pode limitar a utilidade da
maior parte dos herbicidas. De maneira geral a maioria das hemiparasitas aéreas são
generalistas, ou seja, não tem especificidade com o hospedeiro, e portanto cresce em um
grande número de espécies vasculares (MATHIASEN et al., 2008; ARRUDA et al.,
2012).
Algumas espécies de ervas-de-passarinho têm importância econômica, devido
aos prejuízos que causam às plantações (CAZETTA; GALLETTI, 2003). Elas podem
afetar negativamente processos fisiológicos, reprodutivos e ecológicos de suas
hospedeiras (PRESS et al. 1999, LEI 1999, 2001) interferindo no balanço de água e
nutrientes, reduzindo as taxas de fotossíntese e respiração e, em algumas situações,
podendo levá-las à morte (AUKEMA 2003). A sua presença danifica árvores e arbustos
de florestas, pomares e jardins. Alguns dos efeitos causados por esses hemiparasitas nas
árvores hospedeiras são: redução do vigor e da produção de frutos e sementes, mau
funcionamento dos tecidos lenhosos, produção de galhas, folhagem esparsa, morte do
ápice, predisposição ao ataque de insetos e doenças e, até mesmo, morte prematura
(HARRIS, 1992).

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Árvores com alto grau de infestação por erva-de-passarinho são mais
predispostas ao ataque por insetos e mais susceptíveis à seca ou algum outro estresse
ambiental adverso do que indivíduos saudáveis da mesma espécie. Elas podem ser
atacadas e mortas por qualquer agente biótico, devido à perda de seu vigor. Até mesmo
as árvores moderadamente infestadas têm com freqüência sua taxa de crescimento
reduzida, o que pode levá-las a um estado de declínio (TATTAR, 1978; CAZETTA;
GALLETTI, 2003). Apesar do conhecimento dos danos causados, de sua infestação,
pouco se sabe acerca da ecologia de germinação de diásporos de erva-de-passarinho.
Dentro deste contexto, o objetivo deste trabalho foi caracterizar morfometricamente as
espécies de erva-de-passarinho, bem como observar suas respostas acerca da
germinação quando submetidas a variações de temperaturas e qualidades de luz.

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2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Parasitismo em plantas
A familia Loranthaceae é composta por 75 gêneros (CALVIN & WILSON
2006), distribuídas em todos os continentes, com exceção dos polos (CALDER &
BERNARDT 1983). No Brasil a família é representa por 12 gêneros e
aproximadamente 131 espécies espalhadas por todas as regiões do Brasil (arruda et al.
2012), tendo como gêneros mais importantes Passovia, Psittacanthus e Struthanthus.
São consideradas plantas epiparasitas pelo fato de infectar os ramos aéreos de seus
hospedeiros e a presença de raízes epicorticais que crescem ao longo dos ramos do
hospedeiro formando os haustórios de maneira espaçada com potencial de crescimento
clonal (EHLERINGER et al. 1985, CALVIN & WILSON 2006). Existem plantas que
são parasitas em uma fase de seu desenvolvimento - parasitas facultativas: outras
mantêm sua capacidade fotossintética, mas dependem totalmente do hospedeiro para
aquisição de água e sais minerais - hemiparasitas; e ainda as aclorofiladas que
necessitam tanto de absorção de água como de fotoassimilados de uma planta
hospedeira – holoparasitas (HEIDE-JORSENSEN, 2008).
Plantas da família Viscaceae possuem representantes hemiparasitas de ramos
(ARRUDA et al. 2012) é uma das famílias mais recentes da ordem Santales, possuindo
distribuição cosmopolita e com cerca de 520 espécies (NICKRENT et al. 2010).
Atualmente existem sete gêneros reconhecidos. Destes, dois são exclusivos do
continente americano: Dendrophthora e Phoradendron (DETTKE & WAECHTER,
2014). No Brasil, Phoradendron apresenta maior diversidade, com aproximadamente 60
espécies distribuídas em todos os domínios fitogeográficos (Floresta ombrófila)
(CAIRES & DETTKE 2010; ARRUDA et al. 2012). De acordo com AGRIOS (1991)
poucas espécies de erva-de-passarinho causam danos importantes em plantas em áreas
florestais e agrícolas. Phoradendron está entre os gêneros mais comuns e prejudiciais,
podendo parasitar epécies econômicamente relevantes incluindo frutíferas e plantas
utilizadas na indústria de madeira (SAUERBORN, 2012 MÜLLER-STÖVER &
HERSHENHORN, 2007). Os danos ocasionados em plantas podem ser devido à
diminuição da taxa fotossintética, e também ocorrência de déficit hídrico
(HOLLINGER, 1983; STRONG, BANNISTER & BURRITT, 2000), diminuição no
vigor, redução do número de folhas (CODY & PRIGGE, 1989; MARSHALL &
EHLERINGER, 1990) da formação de frutos e sementes do hospedeiro, morte dos
16

ramos, enfraquecimento da planta, podendo levá-la á morte (RADI, 2007;
MATHIASEN, et al. 2008).

Os pássaros usam os diásporos para alimentação e após regurgitação ou
defecação, os diásporos são liberados e aderidos às plantas hospedeiras. Assim, atuam
tanto como agentes disseminadores quanto facilitadores da germinação dos diásporos e
plântulas respectivamente de erva-de-passarinho (BARCIK et al, 2002). Estes diásporos
têm na sua superfície uma camada de uma substância mucilaginosa que favorece a sua
aderência nos hospedeiros (HARRIS, 1992). Em erva-de-passarinho para que o seu
estabelecimento ocorra, é necessário que os diásporos germinem no galho, e que o
haustório penetre no ramo do hospedeiro desenvolvendo uma união complexa com o
tecido vascular deste (KUIJT 1969, TENNAKOON & PATÊ 1996). Sendo assim, a
dispersão de diásporos é um evento crítico, uma vez que os diásporos necessitam ser
depositadas em galhos dos hospedeiros suscetíveis para que haja alguma chance de
estabelecimento (MONTEIRO et al. 1992, SARGENT 1995).
A germinação dos diásporos de ervas-de-passarinho é pouco influenciada pelo
substrato ao qual o diásporo está aderido (RADOMILJAC 1998). No entanto, o
diâmetro do galho exerce um forte efeito na persistência e no estabelecimento das
sementes (REID 1989, SARGENT 1995, YAN & REID 1995, LADLEY & KELLY
1996, NORTON & LADLEY 1998). Outras características dos hospedeiros também são
importantes, sendo a idade e o tamanho destes importantes para o prevalecimento das
ervas-de-passarinho (MARTÍNEZ-DEL-RIO et al. 1995, BANNISTER & STRONG
2001).

17

2.2 ECOLOGIA DA GERMINAÇÃO DE SEMENTES

A germinação é uma sequência de eventos fisiológicos influênciada por fatores
externos (ambientais) e internos (dormência, inibidores e promotores de germinação) às
sementes: cada fator pode atuar por si ou em interação com os demais (IPEF, 1998).
A germinação é um fenômeno biológico que pode ser considerado
botanicamente como a retomada do crescimento do eixo embrionário, com o
conseqüente rompimento do tegumento pela radícula. Entretanto, para os tecnólogos de
sementes, a germinação é reconhecida como tal, desde que as plântulas apresentem
tamanho suficiente para que se possam avaliar a normalidade de suas partes e a sua
possibilidade de sobrevivência (LABOURIAU, 1983)
Segundo BEWLEY e BLACK, (1994), germinação pode ser conceituada de
duas maneiras distintas. Do ponto de vista da fisiologia vegetal, restringe-se à protrusão
da raiz primária e indica o final da germinação, e o desenvolvimento subseqüente é
considerado pós-germinativo. Dentro do conceito de tecnologia de sementes, o critério
para definir a germinação baseia-se no desenvolvimento da plântula. Nesse caso, é
levada em consideração a presença de todas as estruturas essenciais do embrião
(BRASIL, 1992; MARCOS FILHO, 2005).
BEWLEY e BLACK, (1994) ainda enfatiza a germinação como resultado de
uma sequência de reações bioquímicas (eventos), observa-se a existência de estreita
relação dependente da temperatura. Como em qualquer reação química, existe uma
temperatura ótima na qual o processo se realiza mais rápida e eficientemente, e as
temperaturas máxima e mínima ultrapassada as quais, a germinação é zero. Esta faixa
de temperatura é variável entre as diferentes espécies. Acima e abaixo dos limites
máximo e mínimo, respectivamente, pode ocorrer a morte das sementes ou termo
dormência. A faixa de 20 a 30ºC mostra-se adequada para a germinação de grande
número de espécies subtropicais e tropicais. À medida que a semente deteriora ela fica
mais exigente quanto à temperatura, passando a ter necessidades específicas para que a
germinação aconteça.

Em geral, os fatores luz e temperatura não tem ação independente sobre a
germinação de sementes. Assim, a temperatura exerce um importante papel na
18

germinação de sementes fotossensíveis. Desta forma, a temperatura pode afetar as
reações bioquímicas que determinam todo o processo germinativo (IPEF, 1998).
As sementes apresentam capacidade germinativa em limites bem definidos de
temperatura, variável de espécie para espécie, que caracterizam sua distribuição
geográfica. Assim, a germinação de uma semente depende da tempratura. No estudo
dessa dependência é de grande interesse ecofisiológico a determinação das temperaturas
mínima, ótima e máxima. A temperatura ótima pode ser aquela em que a maior
germinação é alcançada no menor tempo. As temperaturas extremas que se caracterizam
por serem abaixo e acima da temperatura ótima, são aquelas onde as sementes não
conseguem germinar mais (IPEF, 1998).
Há espécies que respondem bem tanto à temperaturas constantes como à
alternada. Desta forma, a alternãncia de temperatura corresponde, provavelmente, à uma
adaptação às flutuações naturais do ambiente. Entre os fatores do ambiente, a água é o
fator que mais influência o processo de germinação. Com a abrsoção de água, por
embebição, ocorre a reidratação dos tecidos e, consequentemente, a intensificação da
respiração e de todas as outras atividades metabólicas, que resultam com o fornecimento
de energia e nutrientes necessários para a retomada do crescimento por parte do eixo
embrionário (IPEF, 1998).
Por outro lado, o execesso de umidade, em geral provoca o decréscimo na
germinação, visto que impede a penetração do oxigênio e reduz todo o processo
metabólico resultante. A velocidade de absorção de água varia com a espécie, com o
número de poros distribuídos sobre a superfície do tegumento, disponibilidade de água,
temperatura,

pressão

hidrostática,

área

de

contato

semente/água,

forças

intermoleculares, composição química e qualidade fisiológica da semente. O
movimento de água para o interior da semente é devido tanto ao processo de
capilaridade quanto difusão e ocorre do sentido do maior para o menor potencial
hídrico. Assim sendo, a embebição é essencialmente um processo físico relacionado às
características de permeabilidade do tegumento e das propriedades dos colóides que
constituem as sementes, cuja hidratação é uma das suas primeiras consequências (IPEF,
1998).
Pouco se sabe a respeito das carcterísticas referente ecologia, de germinação de
erva-de-passarinho, sendo estas consideradas importantes no estabelecimento das
espécies devendo ser estudadas como forma de avaliar quais são as condições
19

ecológicas mais favoráveis ao processo germinativo das espécies (DALLING et al.,
1998; GODOI e TAKAKI, 2005).

2.3 Temperatura
Consideravelmente importante no processo germinativo das espécies a temperatura
pode regular a germinação por três maneiras: determinando a capacidade e taxa de
germinação; removendo a dormência primária ou secundária; e induzindo dormência
secundária (Bewley & Black 1994). Em Cuscuta spp., importante parasita de plantas, as
sementes geradas podem permanecer num estado dormente durante 10 a 30 anos até
germinarem, sua germinação ocorre em temperaturas ótimas de 30 ºC, mas pode
também ocorrer entre 15 e 38 ºC, sendo insigificante a germinação em temperatura de
10 ºC e é necessário a semente estar localizada nos 1,5 cm mais superficiais do solo
(BENVENUTI, DINELL, BONETTI & CATIZONE, 2005). Para Striga spp.,
temperaturas constantes de 30 - 35ºC foram ótimas à germinação (Patterson et al, 1982)
Para a maioria das espécies tropicais a temperatura ótima de germinação encontra-se
entre 15 e 30ºC. Geralmente as temperaturas abaixo da faixa considerada ótima
reduzem a velocidade de germinação, resultando na desuniformidade possivelmente
devido ao ataque de patógenos. Ao passo que temperaturas acima da ótima aumentam a
velocidade de germinação (IPEF, 1998). Garcia & Diniz (2003) verificaram que as
sementes de espécies de Vellozia apresentam alto poder germinativo em altas
temperaturas, enquanto que Ferreira et al. (2001) verificaram que para várias espécies
de Asteraceae o percentual de germinação foi maior a 20ºC do que 25 ou 30ºC. Ranieri
et al.(2003) observaram que a temperatura ótima para agerminação das sementes de
Lavoisiera cordata da Serra do Cipó é 20ºC. A germinação ocorre em limites de
temperaturas, existindo uma temperatura ótima, definida como a de máxima germinação
em curto período de tempo, assim como faixas (MARCOS FILHO, 2005), sendo, de
maneira geral, a faixa de temperatura mais adequada para a germinação de sementes da
maior parte das espécies florestais situada entre 20 e 30°C (BORGES, RENA, 1993).
2.4 Luminosidade
A luz é necessária para germinação das sementes de várias espécies. A ativação
das sementes pela luz está ligada a um sistema de pigmentos denominado fitocromo.
Esse pigmento se encontra em todas as plantas superiores, que ao absorver luz num
20

determinado comprimento de onda, muda de estrutura bioquímica e permite, ou não, a
resposta fotomorfogenética (BORGES & RENO, 1993). Aparentemente, o fitocromo
está sempre associado ao funcionamento das membranas biológicas, regulando,
provavelmente, sua permeabilidade e controlando dessa maneira, o fluxo de inúmeras
substâncias dentro das células e entre elas (TAIZ & ZEIGER, 2006). Na germinação de
sementes, espécies que possuem sementes contendo muitas reservas geralmente são
capazes de germinar no escuro. Ao passo que sementes sem reservas geralmende são
mais exigentes em relação a luz para germinar, sendo necessário a sua presença, esse
requerimento garante que elas só germinem em condições que possa fazer a fotossíntese
e compensar a falta de reservas (CARVALHO & PERES). Por sua vez, a luz regula a
germinação através da molécula de fitocromo. A sensibilidade da semente ao efeito da
luz varia de acordo com a qualidade, a intensidade luminosa e tempo de irradiação, bem
como com o período e temperatura de embebição (TOOLE, 1973; LABOURIAU,
1983). As bases do fotoblastismo foram desenvolvidas com sementes de alface cv.
"Grand Rapid" e os estudos mostraram que o comprimento de onda no espectro
vermelho estimula a germinação, ao passo que a do espectro do vermelho distante causa
inibição da germinação desta espécie (CARVALHO & NAKAGAWA, 2000). Segundo,
THOMAS (1974) na luz vermelha existe efeito semelhante desta com a luz branca no
que se refere à composição espectral e características de absorção do fitocromo.
Sementes de Cuscuta spp. não foram influenciadas pela luz na sua germinação
(BENVENUTI, DINELL, BONETTI & CATIZONE, 2005). Desta forma as sementes
que germinam na presença de luz são chamadas fotoblásticas positivas, enquanto
aquelas nas quais a germinação é inibida pela luz são chamadas fotoblásticas negativas
(VÁSQUES-YANES & OROZCO-SEGOVIA 1993; BEWLEY & BLACK 1994).
O conhecimento acerca das estruturas morfológicas de órgãos vegetais e
plântulas é de suma importância para análises em laboratório, identificação,
diferenciação de espécies, taxonomia e silvicultura (AMORIM, 1996). Da mesma
forma, auxiliam na compreensão da dinâmica de populações vegetais (OLIVEIRA,
1993; DONADIO; DEMATÊ, 2000) (Figura 1). Pesquisas anteriores têm estudado
consideravelmente as variações das sementes de Cuscuta spp. tanto do ponto de vista
morfológico (COSTEA et al., 2005, 2006 a,b) quanto do ponto de vista de sua anatomia
(LYSHEDE, 1984, 1992; RODRIGUEZ-PONTES, 2009; JAYASURIYA et al., 2008).

3. MATERIAL E MÉTODOS

21

3.1 Coleta e identificação do Material Vegetal
A coleta foi realizada em pomares de lima (Citrus sp) e pinha (Annona scamosa)
localizados no estado de Alagoas, no período de outubro de 2014 a junho de 2015
através da identificação visual e coleta das espécies hemiparasitas juntamente com os
seus respectivos hospedeiros, para posteriormente identifica-las botanicamente. As
coletas do material vegetal foram realizadas com tesoura de poda e podão na retirada de
no mínimo três ramos (fértil e não fértil) de cada hemiparasita (Figura 2). Após a
obtenção do material vegetal as plantas foram etiquetadas e georeferenciadas utilizando
o GPS (Global Positioning System) (Figura 1).
Figura 1 - Mapa com localização dos pontos de coletas das espécies estudadas nas cidades
de Rio Largo, Murici e Palmeira dos Índios, AL.

Fonte: Google earth.

22
A

B

Figura 2 - Coleta do material vegetal (A). Prenssagem e secagem do material vegetal (B).
Exscicata de erva-de-passarinho P. pyrifolia (C) e S. marginatus (D).

A

B

C

D

Fonte: Autor, 2016.

O processo de identificação teve inicio em campo, no entanto, por serem
espécies ainda desconhecidas recorreu-se ao Herbário MAC, do Instituto do Meio
Ambiente - IMA do estado de Alagoas e a um especialista das espécies, da
Universidade Estadual da Bahia, pelo Dr. Claudenir Simões Caires. A confecção das
exscicatas permanentes consistiu na limpeza do material botânico com a eliminação das
estruturas danificas e com o excesso de folhas e ramos secundários, seguida da
catalogação, prensagem em prensa de madeira, secagem e fixação em cartolina ou
similar (GROTH,1980).

23

3.2 Limpeza dos diásporos
Após a colheita, os diásporos foram encaminhados para o laboratório de plantas
daninhas para a retirada de impurezas, sendo retirados os diásporos contaminados por
patógenos, insetos e apresentando injúrias. Além disso, por ocasião de cada
experimento, foram selecionados os diásporos com relação à sua maturação para
homogeneização da amostra (Figura 3).

Figura 3 - Diásporos selecionados de Passovia pyrifolia (A). Struthanthus marginatus (B) e
Phoradendron mucronatum (C).

B

A

C
Fonte: Autor, 2016.

3.3 Caracterização morfológica
A caracterização morfológica foi realizada utilizando 20 diásporos de cada
espécie, e posteriormente realizados cortes longitudinais para a visualização de suas

24

estruturas em estéreo-microscópio ótico. Para tanto foram analisadas diferenciação dos
tecidos dos frutos, coloração e localização (posição) do embrião (CÓRNER, 1976).
3.4 Determinação da Massa e Umidade
Determinou-se ainda a massa de 1000 diásporos através da pesagem de dez
repetições de 100 unidades além do grau de umidade dos diásporos em estufa a 105 ± 3
ºC durante 24 horas de acordo com a determinação das Regras Para Análises de
Sementes (BRASIL, 2009), em 5 amostras de 10 frutos (BRASIL, 2009).
PMS = PAx100

N
Em que PMS - peso de mil sementes (diásporos) (g); PA- peso da amostra; N - número
total de sementes (diásporos).

% de Umidade (U) = 100 ( P-p)

P-t
Onde:
P = peso inicial, peso do recipiente e sua tampa mais o peso do diásporo umido;
p = peso final, peso do recipiente sua tampa mais o peso da diásporo seco;
t= tara, peso do recipiente com sua tampa.
3.5 Caracterização biométrica

Para realização da biometria foram utlizadas oito repetições de 100 frutos, sendo
determinado o comprimento (mm) e espessura (mm) dos diásporos utilizando o
paquímetro digital, sendo a espessura medida da linha mediana e o compriento da base
para o ápice dos diásporos. Para cada variável foram calculados a média, moda,
mediana, desvio padrão, variância, coeficiente de variação e amplitude total
(LABORIOU; VALADARES, 1976). Para indicar o grau de distorção foi realizado o
calculo de coeficiente de assimetria de Person (AS). Desta forma, AS = 3 × (médiamediana) ÷ desvio padrão, sendo o resultado classificado de acordo com a escala:
|AS| < 0,15 = assimetria pequena
25

0,15 < |AS| < 1 = assimetria moderada
|AS| > 1 = assimetria elevada

3.6 Ensaios de diferentes temperaturas
3.6.1 Delineamento experimental
Para efeito da análise de variância, os dados de porcentagem de germinação
foram submetidos a transformação em arcsen√% 100 (BANZATTO & KRONKA1992).

3.6.2 Preparação das Amostras
Antes da montagem dos experimentos de temperatura e luminosidade foi
realizada a assepsia dos diásporos que consistiu mediante imersão em soluções de
álcool 70% (v/v) por um minuto e hipoclorito de sódio 2% (v/v) por 2 minutos. Após
cada tratamento os diásporos foram lavados em água destilada. Estes depois de colhidos
foram submetidos aos testes de germinação por no máximo 24 h após a colheita, para
eliminar o efeito da degradação devido ao alto teor de umidade que apresentam. Para o
experimento de luminosidade, a assepsia foi relaizada sob luz verde de segurança para
evitar o efeito da luminosidade.
Para o ensaio foi realizado sob o delineamento interiamente em esquema fatorial
2x4, sendo o primeiro fator a condição do diásporo (intacto ou com remoção do
epicarpo) e o segundo fator, a temperatura de 20, 25, 30°C e aleternada de 20-30°C com
4 repetições de 15 diásporos cada. Os diásporos foram mantidos hidratados por adição
de água destilada na quantidade de 2,5 em relação ao peso inicial do papel de filtro para
evitar o efeito da umidade (BRASIL, 2009).

3.7 Ensaio de diferentes Luminosidades

26

No segundo experimento os diásporos foram incubados sob luz de diferentes
qualidades espectrais, sendo o fotoperíodo de 12 h para todos os tratamentos em
temperatura com variação de 20 a 30 °C para Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh e
Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban e temperatura constante de 20 °C para
a espécie Struthanthus marginatus Desr., estas escolhidas de acordo com as maiores
médias de porcentagem de germinação, demonstrados através dos experimentos de
temperaturas realizados anteriormente. Os tratamentos testados foram: (L1) Luz Branca
em caixas plásticas (gerbox) transparentes: (L2) luz vermelha; (L3) luz vermelhodistante; (L4) e escuro. Assim como no experimento de temperatura, neste último foram
testados dois tipos de frutos : frutos inteiros (intacto) e frutos sem o epicarpo. A
observação da germinação foi realizada sob luz verde de segurança. Foi utilizado para
produzir a coloração vermelho - distante e vermelho papel celofane vermelho com azul
e vermelho com folhas duplas respectivamente.

3.8 VARIÁVEIS ANALISADAS
3.8.1 Porcentagem, Ìndice de germinação e Tempo médio de germinação

A contagem da germinação realizada diariamente, durante 15 dias até a
estabilização da germinação, sendo consideradas plântulas normais aquelas com as
estruturas formadas para aquela ocasião. O critério para se considerar a germinação dos
diásporos foi a ocorrência da protrusão embrionária com a emissão do haustório
(LIEBERG & JOLY 1993). Para a espécie Phoradendron mucronatum (DC.) Krug &
Urban

a contagem realizada durante o período de 30 dias até a estabilização da

germinação. No final de cada teste foram calculadas a porcentagem de germinação,
índice de velocidade de germinação (protrusão) do haustório (IVG), e tempo médio de
germinação (TMG) de acordo com Labouriau (1983) e SOUZA & VARELA (1998).

G (%) = N ÷ A × 100, onde N é o número de diásporos germinados e A é o número total
de diásporos germinados

IVG = N1÷/D1 + N2 ÷ D2 + ... + Nn ÷ Dn
onde:
N1 = número de diásporos germinadas no primeiro dia de contagem; N2 = número de
diásporos germinadas no segundo dia de contagem; Nn = número de diásporos
27

germinadas no enésimo dia de contagem ; D1 = primeiro dia de contagem; D2 =
segundo dia de contagem; Dn = enésimo dia de contagem
Tempo médio de germinação: t = (Σniti) ÷ Σni
onde: t = tempo médio de incubação; ni = número de diásporos germinadas por dia; ti =
tempo de incubação (dias).
3.8.2 Massa seca total

Na coleta do experimento as plâtulas de cada parcela foram colocadas em sacos
de papel "kraft" (Figura 5) e posteriormente levadas à estufa previamente regulada a 60
°C por 72 horas. Após o período de secagem as amostras foram pesadas em balança de
precisão para determinação de sua massa. A massa expressa foi em mg de plântulas por
parcela

Figura 4 - Separação de plântulas para pesagem (A) - determinação da massa seca (B).

A

B

Fonte: Autor, 2016.

28

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Morfologia de diásporos da Loranthaceae e Viscaceae
Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh (Loranthaceae) o amadurecimento do fruto
ocorreu da ponta em direção ao centro e posteriormente a base do fruto apresentando
coloração amarelada e ao final do amadurecimento apresenta uma tonalidade alaranjada
tanto na ponto como na base do fruto. No interior do fruto apresenta entre o epicarpo e
endocarpo a zona de viscina (ZN) (Figura 5), o endosperma (EN), e o embrião (EM)
bem destacado pelo seu contraste com o diásporo representado por folhas cotiledonares
na posição axial do tipo contínuo e por fim o haustório clorofiláceos (Figura 5.B). Os
diásporos de erva-de-passarinho pertencentes à família Loranthaceae caracterizam-se
por apresentar formato ovóide tipo baga de tamanho variado dependendo do gênero a
que se refere. Os óvulos não apresentam integumento diferenciados; estes são
constituídos pelo saco embrionário, daí as sementes serem sempre nuas, ou seja, não
possuem testa (Kuijt 1968). A camada externa (epicarpo) é mais ou menos carnosa; a
mediana (mesocarpo) representada pelos frutos desenvolvidos pelo visgo, que é
responsável pela fixação do diásporo ao substrato na qual germina; e o visgo que
corresponde ao sarcocarpo viscoso, formado por substância pegajoso-mucilaginosa,
denominada viscina. A camada interna (endocarpo) envolve a semente e está
intimamente aderida ao visgo, de modo que é dificil individualizá-la. De acordo com
(Kuijt, 1968) (VASCONCELOS, 2011) os diásporos representantes da família
Loranthaceae apresentam formato ovóide tipo baga (monospérmicas) originado do
receptáculo.
Figura 5 - Visão externa de fruto de Passovia. piryfolia (A) - Estrutura interna de P.
piryfolia (B). ZN - zona de viscina; MI –Cicatriz do estilete; EN - endosperma; EMembrião; HT- hautório. Cordões (C e D).

A

B
A

29

C

D

A

A

Fonte: Autor, 2016.

Struthanthus marginatus Desr. Blume. apresenta diásporos do tipo baga elíptica
contendo endosperma. O amadurecimento ocorre do ápice em direção à base do fruto
que inicialmente tem coloração amarronzada progredindo para coloração negra
chegando ao total amadurescimento, observado quando pressionado entre os dedos
retirando facilmente o epicarpo, internamente apresenta camada de viscina, endosperma
e finalmente embrião clorofiláceo (Figura 6). No interior do diásporo apresenta no
mesocarpo, a zona de viscina (ZN), o endosperma (EN) envolto pelo epicarpo é
evidende, além do embrião na posição axial contínua (EM) e o haustório clorofiláceo
destacado no interior do diásporo. De acordo com VENTURELLI, (1980) os diásporos
representantes da família apresentam nas células da zona da viscina açúcares,
compostos oleaginosos, gomas, resinas, e outras substâncias. Este autor afirma que além
de fixar a semente ao hospedeiro, a viscina tem a função de absorver a água da chuva,
orvalho ou vapor, sendo essa a única fonte de água de que a plântula dispõe até que o
haustório tenha atingido o xilema do hospedeiro. São observados em Passovia e
Strutanthus até seis cordões que ocorrem longitudinalmente, correspondentes aos feixes
vasculares que supriam o perigônio e os estames na flor, antes da formação do fruto
(Figura 5.C e D) (ROTH, 1977).

30

Figura 6 - Fruto de erva de passarinho (A) - Estrutura interna de S. marginatus (B). MI
Cicatriz do estilete; ZN - zona de viscina; EN - endosperma; EM- embrião; HThaustório.

A

B

Fonte: Autor, 2016.

Os diásporos de Phoradendron mucronatum pertecentes a família viscaceae
caracterizam-se por apresentar formato elíptico (ovóide) tipo baga, com superficie
rugosa, com uma única semente (monospérmicas) envolta por tecido viscoso com
epicarpo de fácil remoção quando pressionado quando está maduro. Apresenta
coloração alaranjada bem evidente que durante o processo de amadurecimento progride
doápice em direção à base do diásporo. Internamente, a falsa semente é constituída por
o endosperma (EM), embrião (EN) na posição axial em formato contínuo e haustório
(HT) clorofiláceo Para VASCONCELOS, (2011). o fruto verrucoso (Internamente
apresenta semente não verdadeira), constituída por endosperma e embrião clorofiláceos
(Figura 7). De acordo com BASKIN & BASKIN, (1998), não há formação de óvulos e
a semente não possuem tegumentos, desta forma, estas plantas não possuem sementes
verdadeiras. A ausência deste tegumento faz suas sementes sobreviverem por pouco
tempo, sendo propensas ao ressecamento e ao ataque de fungos. Segundo CODER,
(2008) os diásporos são capazes de sobreviver apenas um dia após serem removidos da
planta mãe. Estes por sua vez possuem um envoltório viscoso composto por xilose,
arabinose, aminoácidos glicina e ácidos urônicos (HEIDE-JORSENSEN, 2008) que
auxiliam na dispersão na adesão dos ramos do hospedeiro (MATHIASEN et al. 2008).

31

Figura 7 - Vista superior do fruto P.mucronatum (A). Vista lateral de P.mucronatum
(B).Estrutura interna de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban (C). EN endosperma clorofiláceo; EM- embrião; HT- hautório. EM -Embrião entumescido (D).

B

A

C

D

Fonte: Autor, 2016.

O conhecimento acerca da massa de mil diásporos (MMD) é importante para
obter informações sobre o tamanho destes, além de proporcionar a identificação do
estado de maturidade e sanidade dos diásporos (BRASIL, 2009). A massa de mil
diásporos, dentre as espécies pertencentes à família Loranthaceae, S. marginatus
apresentou maior massa, ao passo que P. mucronatum pertencente à família Viscaceae,
apresentou menor valor entre as três espécies estudadas. Os valores de massa de mil
diásporos de P. Piryfolia, S. Marginatus e P. Mucronatum, quando convertigos em kg,
correspondem a 18, 21,376 e 297.619 sementes por kg respectivamente. As três
espécies avaliadas apresentaram coeficiente de variação abaixo do exigido pelas Regras
de Análise de Sementes (BRASIL, 2009) que é no máximo de 4% (Tabela 1).

32

Tabela 1 - Estatística descritiva da massa de 1000 diásporos obtidos para cálculo da massa
de mil sementes (diásporos) de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh; Struthanthus marginatus
Desr. e Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban.

Medidas Estatísticas

Massa de mil diásporos (g)
P. pyrifolia

S. marginatus

P. mucronatum

Média (g)

46,78

53,67

3,36

Variância (s2)

1,93

2,64

0,01

Desvio Padrão (S)

1,38

1,62

0,10

CV(%)

2,99

3,02

3,08

Fonte: Autor, 2016.

As espécies representantes da família Loranthaceae apresentaram valores muito
proxímos de teor de umidade nos diásporos onde, P. pyrifolia com 62,97% e S.
marginatus com 63,82. Em P. mucronatum (Viscaceae) obteve 71,34 % de água na
constituição do diásporo (Tabela 2). O alto teor de umidade é uma característica comum
e importante nas ervas-de-passarinho, uma vez que está ligado diretamente à ecologia
de dispersão dos diásporos através da camada de viscina presente nos diásporos, que
contribuem para fixação inicial nos ramos.
Tabela 2 - Estatística descritiva do teor de umidade (%) (10 repetições) de diásporos de
Passovia piryfolia; Struthanthus marginatus Desr. Blume. e Phoradendron mucronatum
(DC.) Krug & Urban.

Medidas Estatísticas

Teor de Umidade (%)
P. pyrifolia

S. marginatus

P. mucronatum

Média (%)

62,97

63,82

71,34

2

Variância (s )

0,87

5,04

0,24

Desvio Padrão (S)

0,92

2,24

0,49

CV (%)

1,4

3,51

0,68

Fonte: Autor, 2016.

33

Análises biométricas de sementes e frutos fazem-se necessárias devido à
importância dessas estruturas na identificação botânica e na propagação da espécie
(AQUINO et al.,2009). Para BRAGA et al, 2013, a biometria é de fundamental
importância para conhecer as características referentes a biometria como subsídio à
diferenciação de espécies no gênero e na relação desta variabilidade com fatores do
ambiente.
4.2 Caracterização biométrica dos diásporos de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh.
Os diásporos maduros através dos valores de tedência central apresentam baixa
variação de comprimento e largura, e de acordo com cálculo de coeficiente de
assimetria de Person (ΔS) apresenta assimetria pequena negativa (m0>md>m) para
comprimento e simetria para espessura (m0<md=m) dos diásporos (tabela 3).
Tabela 3 - Estatística descritiva do comprimento e espessura de diásporos de Passovia
pyrifolia (Kunth) Tiegh.

Medidas Estatísticas
Média
Moda
Mediana
Variância (s2)
Desvio Padrão (S)
Amplitude
CV(%)

Comprimento (mm)
4,31
4,38
4,36
0,10
0,32
1,65
7,40

Espessura (mm)
2,92
2,91
2,92
0,048
0,216
1,22
7,45

Fonte: Autor, 2016.

Nos histogramas de frequência correspondentes aos dados de comprimento e espessura
dos diásporos de Passovia pyrifolia

(Kunth)

Tiegh, observa-se que 64,5% do

comprimento está distribuído entre 4,1 e 4,7 mm, e que para espessura 63,8% está
distribuída entre 2,69 e 3,09 mm. Houve um comportamento assímetrico da curva para
comprimento e simétrico para espessura (Figura 8).

34

Figura 8 - Figura 8. Distribuição das frequências relativas do comprimento (A) e
espessura (B) de diásporos de Passovia pyrifolia (Kunth) Tiegh.
Legenda :AS = Coeficiente de assimetria, m = média (mm), me = mediana (mm).

70

A

Frequência (%)

60
ΔS =-0,47

50

m= 4,31

40

me = 4,36

30
20
10
0

2,2; 2,8

2,8; 3,4 3,4; 4,1 4,1; 4,7
Comprimento (mm)

4,7; 5,3

Frequeência (%)

70
60
50
40

AS= 0,00

B

m= 2,92
me = 2,92

30
20
10
0

1,8; 2,2

2,2; 2,6

2,6;3,1

3,1; 3,4

3,4; 3,8

Espessura (mm)
Fonte: Autor, 2016.

35

4.3 Avaliação da Temperatura em Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh.

Houve efeito significativo da condição de diásporo (intacto e sem o epicarpo)
sobre a % G, o índice de velocidade de germinação (IVG), o tempo médio de
germinação (TMG) e massa seca (MS) de plântulas de Passovia piryfolia de acordo
com o teste "F". Também houve efeito da temperatuta sobre a % G, o índice de
velocidade de germinação (IVG), o tempo médio de germinação (TMG) e massa seca
(MS) de plântulas de Passovia piryfolia de acordo com o teste "F". Houve efeito da
interação dos fatores Temperatura (T) com condições do Diásporos (D) sobre as
variáveis analisadas, a exeção do índice de velocidade de germinação, que apresentou
esta relação como não significativa a 5% de probabilidade.
Para a determinação da germinação em diferentes temperaturas dentro de
diásporos intactos houve diferença significativa entre as temperaturas, sendo a
temperatura alternada de 20 - 30ºC que apresentou maior germinação 48,88% (tabela 4).
Nos diásporos em que foram submetidos à retirada doo epicarpo (Figura 10) que é uma
de suas formas de dispersão no ambiente, sendo os passáros que também atuam como
agentes de dispersão (zoocoria) a temperatura não influenciou na germinação. De
acordo com Barcik et al, 2002, os passáros atuam tanto como agentes disseminadores
quanto facilitadores da germinação de diásporos de erva-de-passarinho. Em todas as
temperaturas estudadas a germinação foi 100% para os diásporos sem o epicarpo. Sendo
superior quando comparada ao maior valor de germinação de diásporos intactos. Desta
forma, sabendo a forma de dispersão da espécie estudada, a faixa de temperatura
estudada não influencia na germinação destas quando retirado o epicarpo. Com relação
ao acúmulo de massa seca, ve a retirada do epicarpo, em todas as temperatuas
estudadas. Sendo as plãntulas que apresentaram maior acúmulo de massa seca, na
temperatura com alternada de 20 - 30ºC (com 35 mg e 80 mg) para condição de
diásporos intactos e sem o epicarpo respectivamente. Da mesma forma quando
comparada as condições de diásporos, as plântulas originadas de diásporos sem
epicarpo foram superiores em relação ao acúmulo de massa seca aos que permaneceram
intactos em todas as temperaturas avaliadas (Tabela 4).
Uma explicação para isso é que de acordo com Garcia & Diniz (2003) a maioria
das espécies tropicais apresentam uma faixa ótima de germinação entre 15ºC e 30ºC. É
possível também que a necessidade fisiológica das hemiparasitas seja proxíma da de
seus hospedeiros. Consequência disto seria uma ampla faixa de temperatura para seu
desenvolvimento no caso da P. piryfolia encontrada parasitando Citrus sinensis. Com
36

relação ao acúmulo de massa seca tanto os diásporos intactos como os diásporos sem
epicarpo apresentam maior acúmulo de massa seca na temperatura alternada de 20 a
30ºC. Desta forma quando exposta em condições ótimas de temperaturas há um rápido
acúmulo de massa seca em plântulas de Passovia piryfolia.
De acordo com Marija et al. (2013) plântulas de Cuscuta campestris mostraram
maior

crescimento

em

temperatura

de

30ºC

considerada

ótima

para

seu

desenvolvimento.
Figura 9 - Plântula de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh. oriunda de dásporos submetido à
retirada do epicarpo (A). Plântula de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh. originada de
diásporos intactos.

A

B

Fonte: Autor, 2016.

Tabela 4 - Germinação (%) e Massa seca de Plântulas de diásporos de Passovia piryfolia
(Kunth) Tiegh. submetidas a diferentes temperaturas para diásporos intactos e sem
epicarpo.

Temperatura
20ºC
25ºC
30ºC
20-30ºC
CV(%)

G (%)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
31,11cB
100 aA
2,22 aB
100 aA
22,22 bB
100 aA
48,88 dB
100 aA
9,08

MS (mg)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
30,00 bA
38,00 aA
0,00 aA
37,00 aB
0,00 aA
61,00 bB
35,00 bA
80,00 cB
13,74

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016.

O índice de velocidade germinação apresentou diferença significativa para
diferentes temepraturas quando os diásporos foram intactos, ao passo que quando estes
foram submetidos à retirada do epicarpo, o índice demonstou não exisitir diferença entre
as temperaturas avaliadas. Quando comparado os dois tipos de diásporos, o submetido a
retirada do epicarpo mostrou superioridade em relação ao outro tipo de diásporo
demonstrando diferença significativa entre os tipos de diásporos em que os maiores
37

índices foram 2,11 e 15,00 para os diásporos intacto e sem o epicarpo, respectivamente
em temperatura 20 a 30ºC (Tabela 5). O tempo médio de germinação apresentou
resposta semelhante à observada anteriormente, onde a temperatura influenciou quando
o diásporo que estava intacto, ao passo que quando houve a retirada do epicarpo as
temperaturas não influenciaram no tempo médio de germinação. A temperatura
alternada de 20 – 30 ºC apresentou o maior tempo de germinação 4,4 dias e 1,03 dias
em diásporos intactos e sem o epicarpo, respecitivamente.
Tabela 5 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação de
diásporos de Passovia piryfolia submetidos a diferentes temperaturas.

Temperatura
20
25
30
20-30
CV(%)

IVG
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
1,34 bB
14,14aA
0,06 aB
14,82aA
1,53 bB
15,00aA
2,11 bB
15,00aA
5,02

TMG (dias)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
3,66 cB
1,00 aA
0,00 aB
1,00 aA
2,00 bB
1,00 aA
4,4 dB
1,03 aA
13,42

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016.

Tabela 6 -Tabela de Análise de Variância de Temperatura da Passovia piryfolia (Kunth)
Tiegh.

Porcentagem G (%) de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh
FV
GL
SQ
QM
Fc
Temperatura
3
1415,767765
471,922588
15,313
Frutos
1
28046,184671 28046,184671 910,024
Temp. x BFrutos
3
2180.650393
726,883464
23,585
erro
19
585,564333
30,819175
Total corrigido
26
32228,167163
CV
9,08
Média Geral
61,173
Número de observações
27
IVG de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh
FV
GL
SQ
QM
Fc
Temperatura
3
11,801465
3,933822
20,300
Frutos
1
1219,113476 1219,113476 6291,202
Temp. x Frutos
3
-3,536566217 -1,17885541
-6,083
erro
19
0,193781
Total corrigido
26
CV
5,02
Média Geral
8,7718519
Número de observações
27
TMG de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh
FV
GL
SQ
QM
Fc
Temperatura
3
13,339451
4,446484
82,222
Frutos
1
19,685571
19,685571
364,016
Tempe. x Frutos
3
13,552981
4,517660
83,538

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000

Pr>Fc
0,0000
0,0000
1,0000

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000
38

erro
Total corrigido
CV
Média Geral
FV
Temperatura
Frutos
Temp. x Frutos
erro
Total corrigido
CV
Média Geral

17
0,919342
0,054079
24
47,497344
13.42
1,7332000
Número de observações
25
MS de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh
GL
SQ
QM
Fc
3
0,007394
0,002465
101,571
1
0,012171
0,012171
501,563
3
0,001252
0,000417
17,204
20
0,000485
0,000024
27
0,021303
13,74
0,0358571
Número de observações
28

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000

Fonte: Autor, 2016.

4.4 Avaliação da Qualidade da Luz em Passovia piryfolia

De acordo com o teste "F", não houve efeito significativo a 5% de probabilidade
para diferentes qualidades de luz sobre a germinação, índice de velocidade de
germinação, tempo médio de germinação e massa seca. Para diásporos (D) houve
diferença significativa a 1% de probabilidade para todas as variáveis analisadas. Para a
interação Lminosidade (L) x Diásporos (D) não houve diferença signficativa a 5% de
probabilidade para as variáveis de germinação, índice de velocidade de germinação e
massa seca, no entanto esta interação mostrou-se significativa a 1% de probabilidade
para tempo médio de germinação.
Quando submetidas a diferentes qualidades de luz, erva-de-passarinho não
apresentou diferença na germinação, no entanto os tipos de diásporos demonstraram
diferença significativa (Tabela 7). Nos diásporos intactos o tratamento de ausência de
luz proporcionou o menor percentual germinativo em comparação com os outros
tratamentos avaliados. Sendo o maior percentual em luz vermelho. Com relação aos
diásporos sem epicarpo a germinação apresentou percentual maxímo de 100% em todos
os tratamentos, confirmando a não significância da luz no processo germinativo da
espécie. A massa seca não apresentou diferença significativa para diásporos intactos que
demonstrou maior produção de massa seca em vermelho e vermelho-distante com 43mg
para os dois tratamentos. Sendo a menor produção na qualidade de luz branca com 26
mg (tabela 7). Em diásporos submetidos à retirada do epicarpo as diferentes qualidades
de luz ifluenciaram no acúmulo da massa seca, onde a maior produção foi em luz
vermelho, ao passo que a menor foi a luz branca (Tabela 7).

39

De acordo com BENVENUTI et al. (2005), a luz não influenciou na germinação
de Cuscuta spp. Corroborando com os resultados encontrados neste estudo.
Tabela 7 - Germinação (%) e Massa seca de plâtulas de diásporos de Passovia piryfolia
submetidos a diferentes qualidades de luzes.

Qualidade de Luz

G (%)
Diásporo
Sem
epicarpo
100 aA
100 aA
100 aA
100 aA

Intacto
Luz
Vermelho
Vermelho-distante
Escuro
CV(%)

59,98 aB
68,87 aB
64,97 aB
54,95 aB
13,10

MS (mg)
Diásporo
Sem
epicarpo
26,00aB
61,00aA
43,00aB
92,00bA
43,00aB
75,00abA
39,00aB
76,00abA
14,86
Intacto

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p < 0,05.
Fonte: Autor, 2016.

Houve diferença significativa entre os tratamentos para o diásporo intacto para
índice de velocidade de germinação, sendo as plântulas submetidasao tratamento de luz
vermelha que apresentaram o maior índice: 4,48 e o menor índice para luz branca. Para
diásporos sem epicarpo não houve diferença entre os tratamentos avaliados, desta forma
a luminosidade não afeta a velocidade de germinação da erva-de-passarinho (P.
piryfolia) uma vez que o menor índice foi em luz vermelho-distante, comparado com os
outros tratamentos que alcançaram o índice máximo de velocidade de germinação
(Ttabela 8). Para a variável tempo médio de germinação a luminosidade apresentou
diferença para diásporos intactos com 3,00 dias com o menor tempo médio de
germinação em luz vermelha e não significativo para diásporos quando submetidos à
retirada do epicarpo em que plântulas oriundas de diásporos submetidas ao tratamento
luz vermelho-distante apresentou tempo médio de germinação mais lento de 1,01 dias .
Ficou evidente que os diásporos sem o epicarpo não foram influenciados pela
luminosidade dentro das variáveis analisadas.

40

Tabela 8 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação
(TMG) de diásporos de Passovia piryfolia submetidos a diferentes qualidades de luz.

Qualidade de Luz

IVG
Diásporo
Sem
epicarpo
15,00aA
15,00aA
14,87aA
15,00aA

Intacto
Branco
Vermelho
Vermelho-distante
Escuro
CV(%)

2,12aB
4,48bcB
3,72cB
2,31abB
8,74

TMG (dias)
Diásporo
Sem
Intacto
epicarpo
4,61 cB
1,00 aA
3,00 aB
1,00 aA
3,16a bB
1,01 aA
3,68 bB
1,00 aA
13,88

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey (p<0,05).
Fonte: Autor, 2016.

Tabela 9 - Tabela de Análise de Variância de Luminosidade da Passovia piryfolia (Kunth)
Tiegh.

Porcentagem G (%) de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh
FV
GL
SQ
QM
Fc
Luminosidade
3
180,870698
60.290233
0,682
Frutos
1
10942,910059 10942.910059 123,750
Luz xFrutos
3
-3,823070459 -1.27435682
-0,144
erro
23
2033,830767
88,427425
Total corrigido
30
13119,380819
CV
13,10
Média Geral
71,8083871
Número de observações
31
IVG de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh
FV
GL
SQ
QM
Fc
Luminosidade
3
7,469875
2.489958
3,968
Frutos
1
1115,808800 1115.808800 1778,116
Luz xFrutos
3
8,036125
2.678708
4.269
erro
24
15,060550
0.627523
Total corrigido
31
1146,375350
CV
8,74
Média Geral
9,0637500
Número de observações
32
TMG de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh
FV
GL
SQ
QM
Fc
Luminosidade
3
1,727478
0,575826
6,418
Frutos
1
47,490127
47,490127
529,318
Luz xFrutos
3
3,190466
1,063489
11,853
erro
21
1,884108
0,089719
Total corrigido
28
54,292179
CV
13,88
Média Geral
2,1572414
Número de observações
29
MS de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh
FV
GL
SQ
QM
Fc
Luminosidade
3
0,001764
0,000588
8,205
Frutos
1
0,008855
0,008855
123,559
Luz xFrutos
3
0,000267
0,000089
1,242
erro
16
0,001147
0,000072

Pr>Fc
0,5722
123,750
1,0000

Pr>Fc
0,0198
0,0000
0,0150

Pr>Fc
0,0029
0,0000
0,0001

Pr>Fc
0,0015
0,0000
0,3272

41

Total corrigido
CV
Média Geral

23
14,86
0,0569583

0,012033
Número de observações

24

Fonte: Autor, 2016

4.5 Caracterização biométrica dos diásporos de Struthanthus marginatus Desr.
Blume.
O comprimento de diásporos de Struthanthus marginatus Desr. Blume.
apresenta assimetria moderada de acordo com o grau de distorção do coeficiente de
assimetria de Pearson (ΔS). A espessura apresentou resposta assimetrica moderada
(m0<md=m) de acordo com a escala (Tabela 10).
Tabela 10 - Estatística descritiva do comprimento e espessura de diásporos de
Struthanthus marginatus Desr. Blume.

Medidas Estatísticas
Média
Moda
Mediana
Variância
Desvio Padrão
Amplitude
CV(%)

Comprimento (mm)
7,57
6,40
7,52
0,46
0,66
3,94
8,81

Espessura (mm)
5,05
5,01
5,01
0,18
0,42
2,36
8,38

Fonte: Autor, 2016.

42

No histograma de frequência correpondente aos valores de comprimento e
espessura de diásporos de Struthanthus marginatus Desr. Blume., observa-se que 41 %
do comprimento está distribuído entre 7,37 e 7,98 mm, e 46% da espessura está entre
4,71 e 5,17 mm. Houve um comportamento assimétrico para comprimento e espessura
dos diásporos (Figura 10).
Figura 10 - Distribuição das frequências relativas do comprimento (A) e espessura (B) de
diásporos de Struthanthus marginatus Desr. Blume.
Legenda :AS = Coeficiente de assimetria, m = média (mm), me = mediana (mm).

Frequeência (%)

50

AS= 0,23

A

m = 7,57

40

me = 7,52

30
20
10
0
6,1; 6,7 6,7; 7,3 7,3; 7,9 7,9; 8,6 8,6; 9,2
Comprimento (mm)

Frequeência (%)

50

AS= 0,42
m= 5,05

40

B

me = 5,01

30
20

10
0
3,7; 4,2

4,2; 4,7

4,7; 5,1

5,1; 5,6

5,6; 6,1

Espessura (mm)
Fonte: Autor, 2016.

43

4.6 Avaliação da Temperatura em Struthanthus marginatus Desr. Blume
Houve efeito significativo da condição do diásporo e da luminosidade sobre a
porcentagem de germinação, índice de velocidade de germinação e tempo médio de
germinaçã. Houve efeito significativo da interação entre a condição do diásporo e a
luminosidade sobre a germinação.
Houve diferença signficativa para diásporos intactos e sem o epicarpo na
geminação para diferentes temeperaturas avaliadas. Em que na temperatura de 20ºC
apresentou 10% e na temperatura variável de 20 a 30ºC 15% em frutos intactos, ao
passo que as plãtulas oriundas das outras temperaturas avaliadas não apresentaram
germinação. Para frutos sem o epicarpo a germinação teve percentual maior em
temperatura de 20ºC com 90% de germinação, seguida da temperatura variável 20 30ºC com 77,5%. Houve diferença siginificativa entre os tipos de diásporos avaliados.
Desta forma o fruto que foi submetdo à retirada do pericarpo foi superior em todas as
temperaturas ao diásporo ntacto (Tabela 11).
As temperaturas avaliadas não influenciaram na produção de massa seca das
plãntulas de diásporos intactos, produzindo 0,00 g para todas as temperaturas. No
entanto, para diásporos sem o epicarpo a temperatura influenciou na produção de massa
seca com a maior produção em 25ºC e 30ºC de 40 mg e 42 mg respectivamente em
comparação com as temperaturas 20 e 20 a 30ºC com 25 mg cada. A produção de massa
seca em plântulas originadas de diásporos sem o epicarpo para as temperaturas
avaliadas foi inversa quando comparada a porcentagem de germinação do mesmo tipo
de diásporos nas mesmas temperaturas. Isto indica que o maior percentual de
germinação não determina a produção proporcional de massa seca.
A espécie Struthanthus marginatus Desr. Blume foi encontrado em ambientes
diversificados, em matas, área agrícola (pomar de laranja) e em áreas urbanas em que a
espécie demosntrou está bem estabelecida em todos eles em que há variações de
temperaturas diferentes para cada ambiente, deste modo a resposta da espécie está
relacionado com o seu hospedeiro ao ambiente no qual se encontra. Para GLATZEL,
(1983) há uma estreita relação entre hemiparasitas e hospedeiros Segundo MARCOS
FILHO (2005), para espécies florestais a germinação ocorre em limites de temperatura,
existindo uma temperatura ótima com maxíma germinação em curto período de tempo,
sendo de maneira geral, a temperatura mais adequada para a germinação entre 20 e
30ºC.

44

Tabela 11 - Germinação (%) e Massa seca de plântulas de Struthanthus marginatus Desr.
Blume submetidas a diferentes temperaturas.

Temperatura
20ºC
25ºC
30ºC
20-30ºC
CV(%)

G(%)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
10,00aB
90,00 aA
0,00 bB
66,67 bA
0,00 bB
65,00 bA
15,00 aB
77,5 abA
16,52

MS (mg)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,00 aB
25,00 bA
0,00 aB
40,00 aA
0,00 aB
42,00 aA
0,00 aB
24,00 bA
8,11

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016.

Não houve diferença no índice de velocidade de germinação com relação às
temperaturas para diásporo intacto, apresentando valores baixos em comparação ao
diásporo sem o epicarpo no qual apresentou diferença entre os tratamentos sendo a
germinação mais rápida (maior IVG) na temperatura de 20ºC seguida da temperatura
alternada de 20 - 30ºC com 8,04 e 7,32 respectivamente. O tempo médio de germinação
para diásporo intacto apresentou diferença entre os tratamentos sendo a temperatura
alternada de 20 - 30ºC com germinação no primeiro dia de avaliação. Os diásporos sem
o epicarpo germinaram rapidamente. Um dia após a semeadura já houve a germinação
dos diásporos submetidos a temperaturas de 30ºC e 20. Nas temperaturas de 20ºC e
25ºC a germinação foi de 1,35 e 1,22 dias respectivamente (Tabela 12).
Na temperatura de 20ºC para diásporo sem o epicarpo além de ter apresentado a
maior germinação, também apresentou maior velocidade na germinação, no entanto, foi
a mais lenta em dias de germinação. Na temperatura alternada de 20 - 30ºC a velocidade
de germinação foi proxíma da temperatura de 20ºC não havendo diferença estatística
entre elas e mais rápida com relação aos dias tendo todos os diásporos germinados no
primeiro dia de avaliação (Tabela 12).
Para o sucesso no estabelecimento da erva-de-passarinho no ambiente devido ao
alto teor de água em sua estrutura de dispersão há a necessidade de um rápido
estabelecimento nas áreas em que estão inseridas, do contrário, após a retirada do
epicarpo a alta exposição facilitará a contaminação por organismos fitopatogênicos.

45

Tabela 12 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação de
plântulas de Struthanthus marginatus Desr. Blume submetidas a diferentes temperaturas.

Temperatura
20ºC
25ºC
30ºC
20-30ºC
CV(%)

IVG
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,22 aB
8,04 aA
0,00 aB
5,37 bA
0,00 aB
4,75 bA
0,16 aB
7,32 aA
21,73

TMG (dias)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
5,00 aB
1,35 aA
0,00 bB
1,22 aA
0,00 bB
1,00 aA
1,00 bB
1,00 aA
52,17

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey a p<0,05.
Fonte: Autor, 2016.

.
Tabela 13 - Tabela de Análise de Variância de Temperatura da Struthanthus marginatus
Desr. Blume.

Porcentagem G (%) de Struthanthus marginatus Desr. Blume
FV
GL
SQ
QM
Fc
Temperatura
3
2488,258283
829,419428
22,972
Frutos
1
17475,840211 17475,840211 484,013
Temp. x Frutos
3
-6,902855568 -2,30095186
-6,373
erro
18
649,910417
36,106134
Total corrigido
25
19923,723354
CV
16.52
Média Geral
36,3630769
Número de observações
26
IVG de Struthanthus marginatus Desr. Blume
FV
GL
SQ
QM
Fc
Temperatura
3
37,176058
12,392019
21,833
Frutos
1
286,054349
286,054349
503,993
Temp. x Frutos
3
-1,383558613 -4,61186204
-8,126
erro
19
10,783942
0,567576
Total corrigido
26
CV (%)
21.73
Média Geral
3,4670370
Número de observações
27
TMG de Struthanthus marginatus Desr. Blume
FV
GL
SQ
QM
Fc
Temperatura
3
17,604009
5,868003
17,257
Frutos
1
0,043215
0,043215
0,127
Temp. x Frutos
3
21,630495
7,210165
21,204
erro
18
6,120742
0,340041
Total corrigido
25
45,398462
CV
52,17
Média Geral
1,1176923
Número de observações
26
MS de Struthanthus marginatus Desr. Blume
FV
GL
SQ
QM
Fc
Temperatura
3
0,000289
0,000096
90,543
Frutos
1
0,006742
0,006742
6331,820
Temp. x Frutos
3
0,000342
0,000114
107,217
erro
18
0,000019
0,000001

Pr>Fc
0,0000
0,0000
1,0000

Pr>Fc
0,0000
0,0000
1,0000

Pr>Fc
0,0000
0,7256
0,0000

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000

46

Total corrigido
CV
Média Geral

25
8,11
0,0127308

0,007393
Número de observações

26

Fonte: Autor, 2016.

4.7 Avaliação da Qualidade de Luz em Struthanthus marginatus Desr. Blume

De acordo com o teste "F" houve efeito significativo para a condição de
diásporos para germinação, índice de velocidade de germinação, tempo médio de
germinação e massa seca. Para diferentes qualidades de luz houve diferença
significativa a 5% de probabilidade para germinação de acordo com o teste "F", sendo
as demais variáveis como índive de velocidade de germinação, tempo médio de
germinação e massa seca apresentaram diferença significativa a 1% de acordo com o
teste "F". Para a interação luminosidade (L) com diásporos (D), houve efeito
significativo para todas variáveis analisadas a 1% de probabilidade de acordo com o
teste "F".
O diásporo intacto apresentou germinação apenas na qualidade de luz branca,
sendo nas outras inibidas não apresentando, portanto germinação, Dessa forma, quando
não há a retirada do epicarpo a luz influência a germinação. Para diásporo sem o
epicarpo houve diferença entre os tratamentos avaliados em que os diásporos em luz
branca apresentou menor valor de germinação com 46,66%, sendo o maior percentual
para luz vermelha com 80% de germinação. No entanto, plântulas do tratamento luz
branca apresentou maior produção de massa seca entre todos os tratamentos com 105
mg. Isto sugere que a luminosidade não é um limitante na germinação de diásporos em
que foram retirados o epicarpo e que sob condições normais de luminosidade há uma
maior produção de massa seca de plântulas. Ademais, luminosidade interfere no
acúmulo de massa seca das plântulas oriundas de diásporos sem o epicarpo (Tabela 14).

47

Tabela 14 - Germinação (%) e Massa seca de plântulas de Struthanthus marginatus Desr.
Blume. submetidas a diferentes qualidades de luz em temperatura constante de 20ºC.
Qualidade de Luz

Luz
Vermelho
Vermelho-distante
Escuro
CV(%)

G(%)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
10,00 aB
46,66 cA
0,00 bB
80,00 aA
0,00 bB
63,33 bA
0,00 bB
55,00 bcB
15,03

MS (mg)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,00aB
105,0aA
0,00aB
39,00bA
0,00aB
39,00bA
0,00aB
30,00cA
17,88

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016

Não houve efeito significativo para diásporos intactos, uma vez que apenas
diásporos submetidos à luz branca apresentou o índice de velocidade de germinação, ao
passo que os demais tratamentos não houve germinação. Quando submetido á retirada
do epicarpo os diásporos de todos os tratamentos apresentam índices, sendo o maior na
luz vermelha com 7,33 e menor valor para luz branca. Havendo, portanto, diferença
estatística entre os tratamentos avaliados.
Na variável TMG (tempo médio de germinação) como no IVG houve resposta
apenas em diásporos submetidos à luz branca, devido não haver germinação nos outros
tratamentos para diásporos intactos em que a germinação ocorreu com 1 dia de
incubação em que houve diferença significativa entre os demais tratamentos. Houve
diferença entre os tratamentos de qualidade de luzes em diásporo sem o epicarpo com a
germinação mais lenta para luz branca com 1,40 dias e mais rápida para vermelho diastante com 1,2 dias. Para as variáveis IVG e TMG a luz branca demonstrou
germinação mais lenta em um tempo (dias) maior em comparação aos tratamentos
restantes em diásporo sem o erpicarpo. Ao que segue, a maior velocidade e o tempo de
germinação de Struthanthus marginatus não está relacionado a luminosidade podendo
por exemplo está relacionado com temperaturas constantes e temperaturas variáveis.
Uma vez que a espécie apresentou alto IVG e TMG em temperaturas alternadas 20 30ºC (Tabela15).

48

Tabela 15 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação
(TMG) de diásporos de Struthanthus marginatus Desr. Blume submetidos a diferentes
qualidades de luz em temperatura constante de 20°C.
Qualidade de Luz

Luz
Vermelho
Vermelho-distante
Escuro
CV(%)

IVG
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,50aB
3,83dA
0,00aB
7,33aA
0,00aB
6,12bA
0,00aB
4,75cA
13,19

TMG (dias)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
1,00 aB
1,40 aA
0,00 bB
1,30 abA
0,00 bB
1,20 bA
0,00 bB
1,25 abA
11,69

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016

Tabela 16 - Tabela de Análise de Variância de Qualidade de Luz de Struthanthus
marginatus Desr. Blume.
Porcentagem G (%) de Struthanthus marginatus Desr. Blume

FV
Luminosidade
Frutos
Luz xFrutos
erro
Total corrigido
CV
Média Geral
FV
Luminosidade
Frutos
Luz xFrutos
erro
Total corrigido
CV
Média Geral
FV
Luminosidade
Frutos
Luz xFrutos
erro
Total corrigido
CV
Média Geral
FV
Luminosidade
Frutos
Luz xFrutos
erro
Total corrigido

GL
SQ
QM
Fc
3
182,301415
60,767138
2,971
1
16739,594980 16739,594980 818,560
3
1820,276347
606,758782
29,670
19
388,550933
20,450049
26
19130.723674
15,03
30,0948148
Número de observações
27
IVG de Struthanthus marginatus Desr. Blume
GL
SQ
QM
Fc
3
10,412202
3,470734
25,052
1
200,892857
200,892857
1450,054
3
12,531250
4,177083
30,150
20
2,770833
0,138542
27
226,607143
13,19
2,8214286
Número de observações
28
TMG de Struthanthus marginatus Desr. Blume
GL
SQ
QM
Fc
3
1,356360
0,452120
53,689
1
8,263407
8,263407
981,280
3
0,384307
0,128102
15,212
19
0,160000
0,008421
26
10,164074
11,69
0,7851852
Número de observações
27
MS de Struthanthus marginatus Desr. Blume
GL
SQ
QM
Fc
3
0,001771
0,000590
43,952
1
0,015689
0,015689
1167,940
3
0,006248
0,002083
155,030
20
0,000269
0,000013
27

Pr>Fc
0,0578
0,0000
0,0000

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000

49

CV
Média Geral

17,88
0,0205000

Número de observações

28

Fonte: Autor, 2016.

4.8 Caracterização biométrica dos diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.)
Krug & Urban.
Para comprimento de diásporos de acordo com o grau de distorção o coeficiente
de assimetria de Pearson (ΔS) os diásporos apresentam assimetria pequena negativa
(m0<md>m). Para espessura de diásporos o coeficiente mostrou assimetria pequena
negativa (m0<md>m).
Tabela 17 - Estatísticas descritiva do Comprimento e Espessura de diásporos de
Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban.

Medidas Estatísticas
Média
Moda
Mediana
Variância
Desvio Padrão
Amplitude
CV(%)

Comprimento (mm)
4,08
4,09
4,1
0,18
0,43
2,00
10,53

Espessura (mm)
2,76
2,78
2,82
0,093
0,26
1,41
10,88

Fonte: Autor, 2016.

No histograma de frequência correspondente aos valores de comprimento e espessura de
diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban., observa-se que 51,11 %

do comprimento está distribuído entre 3,81 e 4,83 mm, e que a espessura com 55,05 %
está distribuída entre 2,39 e 2,92 mm. Houve um comportamento assimétrico para
comprimento e espessura dos diásporos (Figura 11).

50

Frequência (%)

Figura 11 - Distribuição das frequências relativas do comprimento (A) e espessura (B) de
diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban. (AS = Coeficiente de
assimetria, m = média (mm), me = mediana (mm).

60

AS= -0,69

50

m = 2,76

A

me = 2,82

40
30
20
10
0
2,4; 3,1

3,1; 3,8
3,8; 4,4
4,4; 5,1
Comprimento (mm)

Frequência (%)

60

5,1; 5,8

B

50
40

AS= -0,14

30

m = 4,08
me = 4,1

20
10
0
1,8 ; 2,3

2,3; 2,9 2,9; 3,4 3,4; 3,9
Espessura (mm)

3,9; 4,5

Fonte: Autor, 2016.

51

4.9 Avaliação de Temperatura em Phoradendron mucronatum (DC.) Krug &
Urban.

Houve efeito significativo da condição do diásporo e da temperatura sobre
germinação, índice de velocidade de germinação e tempo médio de germinação. Houve
efeito significativo da interação entre a condição do diásporo (D) e da temperatura (T)
sobre a germinação, índice de velocidade de germinação e tempo médio de germinação.
O diásporo intacto de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban quando
submetido a avaliação de germinação em diferentes temperaturas apresentou percentual
de germinação 0,00 (%) para todos os tratamentos em que logo após o quinto dia de
avaliação apresentou ressecamento e escurecimento do diásporo chegando à morte por
volta dos 15 dias de avaliação. Quando submetidos à retirada do epicarpo houve
germinação para todas as temperaturas avaliadas, tendo como destaque a temperatura
alternada 20 - 30ºC com maior percentual de germinação de 82,22% seguida da
temperatura de 20ºC com 68,86% (Tabela 18).
Tabela 18 - Germinação (%) de diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug &
Urban submetidos a diferentes temperaturas.

Temperatura
20 Cº
25 Cº
30 Cº
20-30 Cº
CV(%)

G(%)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,00 aB
68,86 abA
0,00 aB
42,22 cA
0,00 aB
55,55 bcA
0,00 aB
82,22aA
18,14

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016

Como dito anteriormente, os diásporos intactos germinaram independentemente
da temperatura avaliada, não apresentando, portanto valores de IVG e TMG. Para
diásporo sem o epicarpo houve diferença significativa para temperatura, em que os
diásporos submetidos à temperatura alternada 20 - 30ºC apresentaram maior velocidade
de germinação, seguida da temperatura constante de 30ºC. (Tabela 19).

Esses resultados vão de encontro à afirmação de ( BASKIN & BASKIN, 1998)
quando se refere a diásporos sem o epicarpo e, confirmados quando se refere a diásporo
completo, em que como estes diásporos não apresentam tegumentos, a sua ausência faz
52

suas sementes sobreviverem por pouco tempo, sendo propensas a ressecamento e ao
ataque de fungos. De acordo (CODER, 2008), a maioria das "sementes" são capazes de
sobreviver apenas um dia após serem removidas do diásporo para Phoradendron
serotinum var. serotinum. Esta afirmação é corroborada quando é considerada apenas a
germinação de diásporos intactos em que não houve germinação. Ademais os diásporos
ressecaram e morreram rapidamente. Para diásporos sem o epicarpo essa afirmação não
se aplica, uma vez que foi observado que a germinação ocorre por volta dos 15 dias
dando origem a plântulas viáveis (Tabela 19).
Tabela 19 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação de
diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban submetidos a diferentes
temperaturas.

Temperatura
20ºC
25ºC
30ºC
20-30ºC
CV(%)

IVG
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,00 aB
0,53 cA
0,00 aB
0,44 cA
0,00 aB
0,73 bA
0,00 aB
1,13 aA
21,70

TMG (dias)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,00 aB
19,44 aA
0,00 aB
14,82 aB
0,00 aB
13,82 aB
0,00 aB
14,81 aB
8,04

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016

Tabela 20 - Tabela de Análise de Variância de Temperatura da Phoradendron
mucronatum (DC.) Krug & Urban.

Porcentagem G (%) de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban
FV
GL
SQ
QM
Fc
Pr>Fc
Temperatura
3
503,284954
167,761651
7,964
0,0016
Frutos
1
17345,639237 17345,639237 823,384
0,0000
Temp.x Frutos
3
527,604446
175,868149
8,348
0,0012
erro
17
358,126867
21,066286
Total corrigido
24
18734.655504
CV
18.14
Média Geral
25,3072000
Número de observações
25
IVG de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban
FV
GL
SQ
QM
Fc
Pr>Fc
Temperatura
3
0,231292
0,077097
21,095
0,0000
Frutos
1
2,467170
2,467170
675,056
0,0000
Temp. xFrutos
3
0,389830
0,129943
35,555
0,0000
erro
14
0,051167
0,003655
Total corrigido
21
3,139459
CV (%)
21,70
Média Geral
0,2786364
Número de observações
22
TMG de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban
FV
GL
SQ
QM
Fc
Pr>Fc
Temperatura
3
16,588495
5,529498
13,786
0,0000
53

Frutos
Temp. xFrutos
erro
Total corrigido
CV
Média Geral

1
3
19
26
8,04
7,8777778

1555,917381
28,154490
7,620900
1608,281267

1555,917381
9,384830
0,401100

Número de observações

3879,126
23,398

0,0000
0,0000

27

Fonte: Autor, 2016.

5. Avaliação da Qualidade de Luz em Phoradendron mucronatum (DC.) Krug &
Urban.
Houve efeito significativo da condiçaõ de diásporo e da luminosidade sobre a
germinação, índice de velocidade de germinação e tempo médio de germinação. Houve
efeito significativo Para a interação entre Luminosidade (L) e Diásporos (D) sobre a
germinação, índice de velocidade de germinação e tempo médio de germinação.
Não houve germinação para diásporos intactos nos tratamentos avaliados.
Quando os diásporos sem o epicarpo foram submetidos a diferentes qualidade de luz,
estes mostraram diferença significativa entre a luz branca e vermelha, não havendo
germinação nos outros tratamentos avaliados. Sendo portanto a luz branca que
apresentou maior percentual; 40,00% e vermelho com 6,66% de germinação (Tabela
21). A luminosidade influencia a germinação de Phoradendron mucronatum,
contrastanto com a de seu hospedeiro Annona squamosa em que Zucareli 2007 afirma
que apresentam-se com indiferença à condições de luzes. Portanto, a espécie em estudo
não apresenta exigência similiar no que se refere à luminodade para com seu
hospedeiro.

54

Tabela 21 - Germinação (%) e Massa seca de diásporos de Phoradendron mucronatum
(DC.) Krug & Urban submetidos a diferentes qualidades de luzes em temperatura
alternada de 20 a 30°C.
G(%)
Diásporo
Intacto Sem epicarpo

Qualidade de Luz

Luz
Vermelho
Vermelho-distante
Escuro
CV(%)

0,00aB
0,00aB
0,00aA
0,00aA

40,00 aA
6,66 bA
0,00 cA
0,00 cA
0,00

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016.

Houve efeito significativo para condição do diásporo sem o epicarpo em luz
branca e vermelha para IVG e TMG, sendo o maior índice para luz branca com 0,25
seguida de 0,05 para luz vermelha demonstrando valores muito lentos na velocidade de
germinação. Para TMG a luz branca apresentou germinação mais lenta em comparação
com a luz vermelha; 18 e 11,75 dias respectivamente (Tabela 22). Os diasporos
submetidos a luz branca em comparação com luz vermelha apresentou germinação mais
rápida, no entanto, foi mais lenta em número de dias para germinação.
Tabela 22 - Índice de velocidade de germinação (IVG) e tempo médio de germinação
(TMG) de diásporos de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban submetidos a
diferentes qualidades de luz em temperatura alternada de 20 a 30°C.
Qualidade de Luz

Luz
Vermelho
Vermelho-distante
Escuro
CV(%)

IVG
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,00aB
0,25aA
0,00aB
0,05bA
0,00aA
0,00cA
0,00aA
0,00cA
29,51

TMG (dias)
Diásporo
Intacto
Sem epicarpo
0,00 aB
18,00 aA
0,00 aB
11,75 bA
0,00 aB
0,00 cA
0,00 aB
0,00 cA
12,78

Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente
entre si de acordo com o teste de Tukey p<0,05.
Fonte: Autor, 2016.

Tabela 23 - Tabela de Análise de Variância de Qulidade de luz da Phoradendron
mucronatum (DC.) Krug & Urban.

Porcentagem G (%) de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban
FV
GL
SQ
QM
Fc
Pr>Fc
Luminosidade
3
1376,602848
458,867616
2,20019 0,0000
Frutos
1
922,966616
922,966616
4,40019 0,0000
Luz xFrutos
3
2010,923060
670,307687
3,20019 0,0000
erro
21
4,4408920990016 2,114710520017
Total
28
corrigido
55

CV
Média Geral

0,00
5,0851724
Número de observações
29
IVG de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban
FV
GL
SQ
QM
Fc
Luminosidade
3
0,030476
0,010159
253,968
Frutos
1
0,017143
0,017143
428,571
Luz xFrutos
3
0,069524
0,023175
579,365
erro
20
0,000800
0,000040
Total
27
0,117943
corrigido
CV
29,51
Média Geral 0,0214286
Número de observações
28
TMG de Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban
FV
GL
SQ
QM
Fc
Luminosidade
3
262,491667
87,497222
699,978
Frutos
1
262,438095
262,438095
2099,505
Luz xFrutos
3
445,686905
148,562302
1188,498
erro
22
2,750000
0,125000
Total
29
973,366667
corrigido
CV
12.78
Média Geral 2,7666667
Número de observações
30

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000

Pr>Fc
0,0000
0,0000
0,0000

Fonte: Autor, 2016.

As espécies de erva-de-passarinho Struthanthus marginatus Desr. Blume e
Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh. apresentaram em alguns diásporos a liberação de
compostos representados com um halo amarelado em volta do diásporo (Figura 12 C).
Vieira et al., (2005) identificaram nas folhas de Struthanthus vulgaris grupos químicos
como flavonóides, taninos e saponinas em que apresentaram atividade antimicrobiana.
Algumas plântulas de Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh apresentaram anormalidade
após a protusão. Em que o embrião continha três folhas cotiledonáres (Figura 12. D)
Essa anomalia foi observada em três plântulas quando submetidas a temperatura
alternada de 20 - 30ºC.

56

Figura 12 - Liberação de exudados de frutos de Struthanthus marginatus (A) e Passovia
piryfolia (B) e (C). Plântula de Passovia piryfolia apresentando três folhas cotiledonares
(tricotiledonar).

A

B

C

D

Fonte: Autor, 2015.

Quando submetidas ao tratamento de ausência de luz (escuro) as espécies

Phoradendron mucronatum (DC.) Krug & Urban, Struthanthus marginatus Desr.
Blume e Passovia piryfolia (Kunth) Tiegh. apresentaram ausência do clorofila (Figura
13. A). De acordo com Taiz & Zeiger 2006 se as sementes são germinadas no escuro,
proplastídeos se diferenciam em estiloplastos. Em vez da clorofila, os estiloplastos
contêm o pigmento precursor, de cor verde-amarelada, o protoclorofilida.

57

Figura 13 - Comparação de sementes não verdadeiras de Phoradendron mucronatum
apresentando ausência (A) e presença de clorofila (B). Diferença de coloração entre
plântulas de Struthanthus marginatus com ausência (C) e presença da clorofila (D).

A

B

C

D

Fonte: Autor, 2016.

B

Mesmo com o tratamento de desinsfestação, algus frutos apresentaram
contaminação. Sendo observado com maior intensidade em temperatura constante de
30ºC, e quando submetidas a ausência de luz (Figura 14). Contudo, a maior infestação
não afetou negativamente a germinação das espécies estudadas.
Figura 14 - Fruto de Struthanthus marginatus contaminado por fungo apresentando
desenvolvimento normal de plântula.

Fonte: Autor, 2016.

58

6. CONCLUSÕES

Passovia pyrifolia (Kunth) Tiegh. e Phoradendron mucronatum apresentam
assimetria pequena negativa para comprimento de diásporos. Para espessura apenas a
primeira espécie apresenta assimetria pequena negativa sendo que a segunda apresentase como simetrica.
Struthanthus marginatus Desr. Blume. apresenta tanto para comprimento
quanto para espessura os diásporos assimetria moderada.
Os diásporos da espécie representante da família Viscaceae apresentaram maior
teor de umidade em relação aos pertencentes à família Loranthaceae.
A temperatura de maior percentual germinativo foi a alternada 20 - 30ºC para
Passovia piryfolia e Phoradendron mucronatum enquanto que para Struthanthus
marginatus foi de 20ºC.
A temperatura influencia apenas em diásporos intactos, em Passovia piryfolia,
não influenciando quando há a retirada do epicarpo.
Em Struthanthus marginatus a temperatura influenciou na germinação das duas
condições de diásporos avaliados.
Em Phoradendron mucronatum a temperatura influenciou na germinação de
diásporo submetido à retirada do epicarpo e não houve germinação em diásporos
intactos.
A qualidade de luz não influenciou a germinação de Passovia piryfolia sendo
contrária a resposta de Struthanthus marginatus e Phoradendron mucronatum, cuja
germinação foi influencida pela luminosidade.
A qualidade de luz não influenciou a velocidade e tempo médio de germinação
de P. piryfolia, ao passo otratamento com a presença de luz comum influenciou a
germinação de P. mucronatum e S. marginatus.

59

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