Banco de Sementes de Plantas Daninhas no Agrossistema do Arroz Irrigado no Município de Igreja Nova – AL

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - CECA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS

SAYMON ACCHILE SANTOS

BANCO DE SEMENTES DE PLANTAS DANINHAS NO AGROSSISTEMA DO
ARROZ IRRIGADO NO MUNICÍPIO DE IGREJA NOVA – AL.

Rio Largo – AL
2017

SAYMON ACCHILE SANTOS

BANCO DE SEMENTES DE PLANTAS DANINHAS NO AGROSSISTEMA DO
ARROZ IRRIGADO NO MUNICÍPIO DE IGREJA NOVA – AL.

Dissertação de mestrado apresentada ao curso de PósGraduação em Proteção de Plantas do Centro de
Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas
(CECA/UFAL), como requisito parcial para obtenção
do grau de Mestre em Proteção de Plantas.

Orientador: Prof. Dr. Renan Cantalice de Souza

Rio Largo – AL
2017

Folha de Aprovação

AUTOR: SAYMON ACCHILE SANTOS

Dissertação submetida ao corpo docente do
Programa de Pós-Graduação em Pós-Graduação em
Proteção de Plantas do Centro de Ciências Agrárias
da Universidade Federal de Alagoas (CECA/UFAL)
e aprovada em 21 de setembro de 2017.

TÍTULO: BANCO DE SEMENTES DE PLANTAS DANINHAS NO AGROSSISTEMA
DO ARROZ IRRIGADO NO MUNICÍPIO DE IGREJA NOVA – AL.

AGRADECIMENTOS
A Deus, por estar presente em cada momento da minha vida.
A toda minha família, que além de todos os suportes imagináveis, contribuem na minha
formação de caráter e determinação.
A todos os meus amigos que estão na torcida por mim e que me ajudaram, direta e
indiretamente, na realização dessa pesquisa.
Ao professor e orientador Renan Cantalice de Souza pela orientação para a realização
deste trabalho.
Aos pesquisadores do Instituto no Meio Ambiente do Estado de Alagoas - IMA/AL
pelas contribuições.
Aos colegas do Laboratório de Biologia e Manejo de Plantas Daninhas Welton, Alan,
Carlos, Renato, Cristiano, Luiz, Mateus, por terem contribuído efetivamente em grande parte
dos processos de desenvolvimento da pesquisa.
Aos amigos do programa de Pós-graduação em proteção de Plantas, em especial aos da
turma de 2015.2.
Aos membros da banca de avaliação pelas sugestões e contribuições.
Ao Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas – CECA/UFAL,
ao Programa de Pós-graduação em Proteção de plantas – PPGPP. À Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES pela concessão de bolsa de estudo.
Enfim, a todos que, direta ou indiretamente, colaboraram para a realização deste
trabalho.

RESUMO
Sob ambientes tropicais, o banco de sementes do solo garante diversidade florística e aumenta
a capacidade de plantas daninhas infestarem a área consistentemente e de maneira repetida.
Dessa forma, estudos que visam o monitoramento ao longo do tempo, como os estudos de
fitossociologia e de banco de sementes, permitem o emprego de técnicas de manejo mais
adequadas e que poderão resultar em maior rentabilidade ao agricultor e menor agressão ao
meio ambiente. A pesquisa teve como objetivo comparar composição e diversidade do banco
de sementes de infestantes em diferentes momentos de manejo do solo no cultivo arroz. As
coletas de solo foram realizadas em dois momentos distintos. A determinação da flora infestante
foi baseada na emergência das plântulas a partir dos momentos de coletas e dos fluxos de
emergência. Calculou-se os índices fitossociológicos (frequência, densidade, abundância e
índice de importância); além do índice de agregação e o coeficiente de similaridade pelo índice
de Jaccard (Sj). As famílias Cyperaceae e Poaceae foram as de maiores frequência e importância
na cultura do arroz irrigado. Entre as principais espécies destacaram-se: Cyperus esculentus,
Echinochloa pyramidalis, e Ludwigia hyssopifolia. Na análise de agrupamentos, a maior
similaridade foi entre as espécies encontradas nos 60 e 30 dias do meio do ciclo da cultura do
arroz. Para os trabalhos avaliados, diversas espécies mostraram ampla distribuição geográfica.
Houve formação de grupos específicos, que podem ser caracterizados pelas práticas de manejo
agrícola.

Palavras-chave: Flora emergente, fitossociologia e Oryza sativa L.

ABSTRACT
Under tropical environments, the soil seedbank ensures floristic diversity and increases the
ability of weeds to infest the area consistently and repeatedly. Thus, studies that aim at
monitoring over time, such as phytosociology and seed bank studies, allow the use of more
appropriate management techniques that may result in greater profitability to the farmer and
less aggression to the environment. The research had as objective to compare composition and
diversity of the weed seed bank at different moments of soil management in rice cultivation.
Soil samples were collected at two different times. The determination of the weed flora was
based on the emergence of the seedlings from the collection moments and the emergency flows.
The phytosociological indexes (frequency, density, abundance and importance index) were
calculated; Besides the aggregation index and the coefficient of similarity by the Jaccard index
(Sj). The families Cyperaceae and Poaceae were the ones with the highest frequency and
importance in the irrigated rice crop. Among the main species were: Cyperus esculentus,
Echinochloa pyramidalis, and Ludwigia hyssopifolia. In the cluster analysis, the greatest
similarity was found among the species found in the 60 and 30 days of the middle of the rice
crop cycle. For the evaluated works, several species showed broad geographic distribution.
Specific groups were formed, which can be characterized by agricultural management practices.

Keywords: Emerging flora, phytosociology and Oryza sativa L.

LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Croqui da área de coleta de solo da área de cultivo de arroz irrigado no município de
Igreja Nova - AL. ......................................................................................................................21
Figura 2: Estrutura de madeira e rede de nylon para proteger as amostras de fontes de
contaminações externa. .............................................................................................................21
Figura 3: Fotos de algumas espécies encontradas no banco de semente do solo de sistema de
arroz irrigado, no município de Igreja Nova – AL. Figura A: Echinochloa colona; B:
Hymenachne amplexicaulis; C: Cyperus esculentus; D: Fimbristylis milaceae. ......................22
Figura 4: Dendrograma de similaridade florística entre os períodos de fluxo de emergência,
utilizando como coeficiente o índice de Jaccard (Sj), em banco de sementes de arroz irrigado no
município de Igreja Nova – AL. ...............................................................................................34
Figura 5: Análise multivariada de agrupamento (cluster analysis) gerado a partir do índice de
similaridade de Jaccard (Sj) entre a flora de daninhas do município de Igreja Nova e os trabalhos
considerados. Em que: Mesquita et al., (2016) [A]; Erasmo el al., (2004) - sem rotação [B];
Erasmo el al., (2004) – com rotação arroz/soja [C]; Erasmo el al., (2004) com rotação
arroz/melancia [D]; Mesquita et al., (2013) [E]; na metade do ciclo do cultivo de arroz aos 30
dias [F]; metade do ciclo do cultivo de arroz aos 60 dias [G]; após a colheita do arroz aos 30
dias [H]; após a colheita do arroz aos 60 dias [I]. * presente trabalho. ....................................35

LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Plantas daninhas identificadas através do banco de semente, em área de arroz
irrigado, em diferentes momentos de manejo do solo, no município de Igreja Nova-AL. .......25
Tabela 2: Valores de frequência (F), frequência relativa (Fr); densidade (D), densidade relativa
(Dr); abundância (A), abundância relativa (Ar); índice de valor de importância (IVI), índice de
valor de importância relativo (IVIr) e índice de Payandeh (Pi) do banco de semente em sistema
de arroz irrigado, coletado na metade do ciclo do cultivo, aos 30 dias, no município de Igreja
Nova – AL.................................................................................................................................27
Tabela 3: Valores de frequência (F), frequência relativa (Fr); densidade (D), densidade relativa
(Dr); abundância (A), abundância relativa (Ar); índice de valor de importância (IVI), índice de
valor de importância relativo (IVIr) e índice de Payandeh (Pi) do banco de semente em sistema
de arroz irrigado, coletado na metade do ciclo do cultivo, aos 60 dias, no município de Igreja
Nova – AL.................................................................................................................................29
Tabela 4: Valores de frequência (F), frequência relativa (Fr); densidade (D), densidade relativa
(Dr); abundância (A), abundância relativa (Ar); índice de valor de importância (IVI), índice de
valor de importância relativo (IVIr) e índice de Payandeh (Pi) do banco de semente em sistema
de arroz irrigado, coletado após o momento da colheita, aos 30 dias, no município de Igreja
Nova – AL.................................................................................................................................30
Tabela 5: Valores de frequência (F), frequência relativa (Fr); densidade (D), densidade relativa
(Dr); abundância (A), abundância relativa (Ar); índice de valor de importância (IVI), índice de
valor de importância relativo (IVIr) e índice de Payandeh (Pi) do banco de semente em sistema
de arroz irrigado, coletado após o momento da colheita, aos 60 dias, no município de Igreja
Nova – AL.................................................................................................................................31
Tabela 6: Índice de diversidade de Shannon–Wiener H’ dos diferentes momentos de coleta de
solo e fluxos de emergência de plântulas do banco de semente de arroz irrigado em de Igreja
Nova – AL.................................................................................................................................32

SUMÁRIO

1.0 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11
2.0 REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................. 13
2.1 Arroz (Oryza sativa L.) ..................................................................................................13
2.2 Plantas daninhas............................................................................................................14
2.3 Fitossociologia ................................................................................................................15
2.4 Banco de sementes ..........................................................................................................17
3.0 MATERIAL E MÉTODOS ................................................................................... 20
3.1 Área de coleta ..................................................................................................................20
3.2 Caracterização do banco de sementes e análises fitossociológicas .................................20
4.0 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 25
4.1 Banco de sementes do solo..............................................................................................25
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 39
5.0 ANEXOS .................................................................................................................. 47

11

1.0 INTRODUÇÃO
A produção de arroz desempenha um papel importante na economia agrícola e no
abastecimento alimentar para diversas nações. Atualmente a produção extensiva e a
fragmentação de terras promovem à persistência de espécies daninhas nesse agroecossistema,
em detrimento à sustentabilidade de produção (NOWAK; NOWAK; NOBIS, 2016).
As plantas daninhas são majoritariamente importantes para os agroecosistema do arroz
irrigado. O principal problema causado pelas ervas daninhas é a competição por água, luz e
nutrientes, além de serem hospedeiros secundários de insetos e patógenos (CARDOSO et al.,
2016). O conhecimento do tempo e da extensão dos períodos de coexistência erva daninha é
crucial para o manejo (SILVA et al., 2015). De modo geral, tem-se observado que a presença
de plantas daninhas em arrozais resulta em reduções no rendimento anual de 75%
(MANANDHAR et al., 2007), 85% (FLECK et al., 2004) ou até 96% (CHAUHAN;
JOHNSON, 2011). Ademais, Lacerda et al. (2005) apontam que a utilização de um mesmo
sistema de cultivo e manejo do solo por anos sucessivos pode modificar a comunidade de
daninhas na superfície do solo e/ou alterar a composição e tamanho do banco de sementes do
solo.
O banco de sementes inclui todas as sementes viáveis e propágulos vegetativos
presentes no solo, os quais podem ser originados de recentes chuvas de sementes ou de anos
anteriores (SHRESTHA et al., 2002). O banco de sementes do solo pode ser visualizado como
um reservatório (HARPER, 1977) que, dentre outras funções, pode refletir o histórico de
populações de infestantes numa área. Sua estrutura relaciona-se com a diversidade, abundância
e dinâmica dessas espécies no solo (CONCENÇO et al., 2015) e é fortemente influenciada pelo
manejo utilizado e/ou histórico de cultivo da área. (CARDOSO et al., 2017). Além disso, as
práticas de plantio podem alterar a profundidade do banco de sementes no solo e consequente
o seu dinamismo, promovendo mudanças nas espécies de daninhas que aparecem acima do solo
e na eficácia das práticas de controle (ADERETI; TAKIM; ABAYOMI, 2014.).
A obtenção de informações sobre o reconhecimento, similaridade e dinâmica dos bancos
de sementes, no espaço e no tempo, é fundamental para entender a interferência da daninha na
cultura e as estratégias de manejo a serem adotadas (LIMA et al., 2009; CORREA et al., 2011).
Segundo Fleck et al. (2008), o conhecimento das espécies e a utilização de práticas de manejo
sustentáveis colaboram no aumento do lucro para o produtor e na diminuição de impactos
negativos do manejo no ambiente.

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Um dos métodos mais utilizados no reconhecimento florístico é o denominado estudo
fitossociológico. Pesquisas fitossociológicas são ferramentas muito úteis na compreensão da
dinâmica e nas inter-relações das espécies de daninhas em terras aráveis (CONÇENÇO et al.,
2013). A fitossociologia pode ser caracterizada como uma importante ferramenta de manejo de
plantas daninhas. Podendo ser utilizada desde estudos de comunidades até sob perspectiva
estrutural e florística, comparando a população de daninhas através do tempo e do espaço
(BRAUN-BLANQUET, 1979). Estudos desse tipo, quando realizados através de repetições
programadas podem indicar tendências de variação da importância de uma ou mais populações
de infestantes (SARMENTO, 2015). Por isso, investigações a cerca de levantamentos de
daninhas assumem papel primordial nos sistemas produtivos, visto que funciona como uma
ferramenta que melhor define o método de controle a ser adotado - cultural, mecânico, físico,
biológico, químico ou integrado.
No Brasil, estudos fitossociológicos das comunidades de campos de arroz são raros,
entretanto, vêm sendo realizados pontualmente no oeste da região nordeste (MESQUITA;
ANDRADE; PEREIRA, 2013; MESQUITA et al., 2015; SILVA et al., 2014), na região sudeste
(CASTRO et al., 2011), na região sul (CONCENÇO et al., 2017) e na região norte do país
(ERASMO el al., 2004; CRUZ, et al., 2009). Até à data, nenhuma pesquisa detalhada sobre as
comunidades de plantas foi realizada nas áreas de Produção de Arroz Irrigado do Baixo São
Francisco Alagoano. Assim, o objetivo da pesquisa foi avaliar composição e diversidade do
banco de sementes do solo em diferentes momentos do ciclo em cultivo arroz irrigado em Igreja
Nova - AL.

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2.0 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Arroz (Oryza sativa L.)
O arroz (Oryza sativa L.) pertence à Divisão Magnoliophyta, Classe Liliopsida, tribo
Oryzeae, família Poaceae, subfamília Oryzoideae e ao gênero Oryza (NPGS Taxonomy, 2015).
Dentre as 24 espécies do gênero, apenas duas são cultivadas: O. glaberrima Steud. no Oeste da
África e na Ásia e O. sativa L., cultivada em todo mundo (KHUSH, 1997).
O arroz normalmente cultivado para consumo na maioria dos países, inclusive no Brasil,
é aquele com pericarpo marrom-claro (arroz branco), mas também há grãos com pericarpo
vermelho, o arroz vermelho ou arroz da terra. Botanicamente, o arroz vermelho (Oryza sativa)
pertence à mesma espécie do arroz cultivado, no entanto possui porte mais alto, ciclo mais
longo, maior rusticidade e alta capacidade de perfilhamento (KWON et al., 1991; FISHER,
1992).
A forma mais conhecida desses grãos é como planta infestante, considerada uma daninha
de bastante importância na cultura do arroz devido aos prejuízos à lavoura ocasionados pela
competição por água, luz e nutrientes, afetando o desenvolvimento da cultivar e pela
depreciação do produto final (WALTER, 2009).
O arroz é um dos cereais mais produzidos e consumidos no mundo, é o alimento básico
para grande parte da população mundial. Sua produção global em 2015/16 foi projetada em
475,8 milhões de toneladas (beneficiado), que equaliza cerca de 22% da produção de grãos no
cenário mundial (USDA 2015). O Brasil participa com 12.43 milhões de ton. (2,17% da
produção mundial) e destaca-se como único país não-asiático entre os 10 maiores produtores,
sendo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso os maiores estados produtores
(CONAB, 2016).
Entre os produtos destinados à alimentação humana, é o segundo em importância, ficando
atrás, apenas, do trigo. Sua importância é destacada, principalmente em países em
desenvolvimento, tais como o Brasil, desempenhando papel estratégico em níveis econômico e
social. Além disso, na indústria do arroz há como subproduto mais volumoso, as cascas, que
podem ser aproveitadas na indústria em composição de substrato para produção de muda,
melhorando as propriedade físico-hídricas do mesmo (VIEIRA e PAULETTO, 2009;
SAIDELLES et al., 2009) e pela indústria energética, na conversão da biomassa em energia
através da sua queima (FOLETTO et al., 2005; MAFFIOLETTI e NETO, 2013; PRETZ, 2001).
A região Nordeste, também se destaca na produção total de arroz (910,3 mil ton.), sendo
a terceira maior região produtora no Brasil, impulsionada pelos estados do Maranhão e Piauí,

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que possuem as maiores extensões de áreas cultivadas da região, e totalizam uma produção de
572,6 e 201,8 mil ton., respectivamente (CONAB, 2016). Entretanto, Alagoas mesmo não tendo
expressividade territorial, ocupa o 4° lugar dentre os estados com maior produção do grão na
região. Em relatório, a CONAB (2016) estima sua produtividade em 5.987 kg/ha, ficando
apenas, atrás de estado de Pernambuco neste aspecto (CONAB, 2016). Em Alagoas, os
municípios de Igreja Nova e Porto Real do Colégio contribuem em cerca de 80% da produção
do estado (CONAB, 2016).
2.2 Plantas daninhas
Dentre os fatores bióticos capazes de proporcionar redução no rendimento das culturas,
encontram-se as plantas daninhas. Essas plantas possuem características intrínsecas que
permitem o sucesso de sua sobrevivência e instalação nos mais diversos agroecossistemas. De
acordo com Pitelli (1987), as plantas daninhas, via de regra, possuem características pioneiras,
rápido crescimento vegetativo; grande agressividade caracterizada por elevada e prolongada
capacidade de produção de diásporos dotadas de altas viabilidades e longevidades e que são
capazes de germinar, de maneira descontínua, em muitos ambientes. As estruturas de
propagação das plantas daninhas são, sem dúvida, um dos mais importantes fatores de
agressividade destas espécies (BRIGHENTI e OLIVEIRA, 2011). Ainda possuem adaptações
especiais para disseminação desses propágulos a curta e longa distância, além de, desenvolvem
mecanismos especiais que as dotam de maior capacidade de competição pela sobrevivência,
como alelopatia (Artemisia absinthium e Digitalia sanguinalis), hábito trepador (Ipomoea
acuminata), entre outros.
Dessa maneira, todas essas características só comprovam o nível de importância que as
plantas daninhas atribuem aos sistemas agrícolas, afetando-os, principalmente, através da
competição pelos recursos essenciais, como nutrientes, água e luz, além da interferência pelos
efeitos bioquímicos (CASTRO et al., 2011). Silva (2013) afirma que, em média 20-30% do
custo de produção de uma lavoura é devido ao custo do controle de plantas daninhas. Podem
ainda causar efeitos indiretos por serem hospedeiras alternativas de organismos nocivos (pragas
e agentes causadores de doenças); podem ainda exercer efeitos alelopáticos, serem tóxicas a
animais, reduzir o valor da terra, reduzir a biodiversidade, propagar incêndios, dificultar a
operação de colheita ou mesmo depreciar a qualidade final do produto colhido, causando, ainda
mais, aumentos significativos nos custos de produção (PITELLI, 1987; VASCONCELOS et al,
2012; SILVA 2013).

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São várias as investigações que mostram os níveis de interferência negativa das plantas
daninhas nos mais diversos agroecossistemas: em cana de açúcar (KUVA et al., 2000), em
cultivos consorciados de milho e forragem (SEVERINO et al., 2006), bem como de milheto e
soja (CASTRO et al., 2011), em sistemas integrados de lavoura-pecuária (MACEDO, 2009),
feijão carioca (SALGADO, 2007) e em cultivos de arroz essa realidade não é diferente, essa
competição com plantas daninhas pode acarretar perdas na produção de aproximadamente 85%
(FLECK et al., 2004).
O rendimento da lavoura de arroz irrigado pode ser reduzido pela presença de plantas
invasoras uma vez que são responsáveis pelo aumento da umidade dos grãos na colheita e pela
redução no rendimento classificatório destes. Mesmo havendo grande capacidade competitiva
de cultivares de arroz com plantas daninhas, por conta de atributos intrínsecos àquelas e ligados
a fatores como: antecipação da época de emergência, maior vigor de plântulas, taxas de
expansões foliares maiores, denso desenvolvimento do dossel, maior estatura de planta, ciclo
de desenvolvimento precoce e aumento do tamanho de raízes (SANDERSON e ELWINGER,
2002), ainda sim as daninhas interferem significativamente no rendimento final da planta,
chegando a níveis de 11,5% e 41,3% para as cultivares IR 841 e Bluebelle, respectivamente
em função apenas da densidade do capim-arroz (Echinochloa crus-galli).

(BALBINOT

JUNIOR et al., 2003); ou também perdas entre 5 e 22%, a depender da cultivar (GALON et al.,
2007). Em sua revisão, Lallana (2005) apresentou uma lista ordenada de 178 espécies de ervas
daninhas que afetam o cultivo de arroz em todo o mundo, baseando-se em estimativas, da
América do Sul e aquelas encontradas na região central da Argentina. Dessa maneira, as plantas
daninhas são consideradas importantes fatores que afetam significativamente a economia
agrícola em caráter permanente.
2.3 Fitossociologia
Por definição, a fitossociologia é o estudo das comunidades vegetais do ponto de vista
florístico e estrutural (BRAUN-BLANQUET, 1979). Distingue-se de um simples estudo
florístico pelo fato de fornecer informações que envolvem inter-relações entre espécies vegetais
dentro da comunidade vegetal no espaço e no tempo, referindo-se ao estudo quantitativo da
composição, estrutura, funcionamento, dinâmica, história, distribuição e relações ambientais da
comunidade vegetal (MARTINS, 1989).
Para inferir o impacto dos sistemas de manejo e das práticas agrícolas sobre a dinâmica
de crescimento e ocupação de comunidades infestantes em uma lavoura, é importante a
aplicação de técnicas que consigam mensurar e oferecer parâmetros que possam ser utilizados

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como subsídios para as tomadas de decisão. Neste aspecto, a Fitossociologia, em seus
levantamentos fitossociológicos, reúne atribuições que funcionam como a base para a
formulação de uma eficiente proposta de controle de daninha em áreas de cultivo (ADEGAS et
al., 2010).
O levantamento fitossociológico integra a ciência da Fitossociologia que através de seus
índices fitossociológicos permite inferir quais plantas daninhas são mais importantes dentro da
comunidade; permitindo identificar e caracterizar aquelas de maiores importância,
predominância, abundância e nocividade e dessa forma, pode determinar alternativas de manejo
ou mesmo mudanças no sistema, a fim de viabilizar seu controle (KUVA et al., 2007;
MARQUES, 2011).
Os estudos fitossociológicos além de fornecerem essas informações, conseguem
relacionar a dinâmica de uma espécie no espaço, podendo comparar populações de daninhas
em determinados períodos. Isso é possível, por conta da comparação entre diferentes amostras,
através de análises multivariadas que permitem a utilização simultânea de todas as variáveis na
interpretação teórica do conjunto de dados obtidos, sempre utilizando descritores sintéticos e
de forma interdependente (CONCENÇO, et al, 2013a; FERREIRA et al., 2008). Um importante
instrumento da ecologia de comunidades é a análise multivariada, que trata todas as variáveis
simultaneamente, sumarizando os dados e revelando a estrutura com a menor perda de
informações possível (OKSANEN, 2015).
Esse tipo de investigação, reúne um grupo de parâmetros, cujo objetivo é, além de
fornecer uma visão abrangente da composição e distribuição de espécies de daninhas, pode
ainda inferir o impacto dos sistemas de manejo e das práticas agrícolas sobre a dinâmica de
crescimento e ocupação de comunidades infestantes em agroecossistemas (CONCENÇO et al.,
2013a; MARQUES, 2011).
Assim, os índices fitossociológicos podem ser determinados pelos valores de frequência
relativa (Fr), que se refere à porcentagem que representa a frequência de uma população em
relação à soma das frequências das espécies dentro de uma comunidade; densidade relativa
(Dr), que reflete a participação numérica de indivíduos de uma determinada espécie na
comunidade; pela abundância relativa (Ar) que informa a concentração das espécies na área; e
pelo índice de valor de importância (IVI), que é uma avaliação ponderada desses índices e
indica as espécies mais importantes em termos de infestação das culturas (PITELLI, 2000).
Existe também o Índice de Payandeh que determina o grau de agregação da espécie, ou seja, a
sua tendência de arranjo espacial.

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Outro parâmetro importante são os índices de similaridade. Estes índices são expressões
matemáticas utilizadas para comparar a flora de duas ou mais comunidades vegetais, indicando
o grau de semelhança entre elas (MUELLER-DOMBOIS e ELLENBERG, 1974). Dentre os
índices mais utilizados nos levantamentos fitossociológicos, está o índice de Jaccard (Sj); que
por sua vez corresponde a um indicador qualitativo, uma vez que não considera as quantidades
presentes das populações componentes, ou seja, não leva em consideração a abundância das
espécies e sim sua presença ou ausência.
Os dados provenientes deste coeficiente podem determinar a distância entre dois pontos,
indicando que quanto maior este valor, maior será a similaridade. O resultado gerado deste
processamento é representado em um tipo especial de gráfico, que caracteriza de maneira clara
as distâncias, o dendograma; este consegue, de maneira útil e sintética, classificar e comparar
de forma agrupada as espécies encontradas.
Visto isso, e ainda, pelo fato das condições de infestação serem altamente variadas e as
possibilidades de manejo diversos, esta ferramenta se torna indiscutível, já que a partir dela
consegue-se definir o que será implementado, como e quando no que se refere ao manejo das
plantas daninhas (OLIVEIRA e FREITAS, 2008), constituindo, desse modo, um instrumento
relevante, por funcionar como um aporte poderoso no embasamento técnico de recomendações
de tratos culturais e manejo de daninhas.
2.4 Banco de sementes
Na literatura encontra-se diversos autores que conceituam e descrevem o que é o banco
de sementes do solo (BSS). De uma forma sucinta Wilson et al., (1985) descreveram BSS como
reserva de sementes viáveis e de propágulos vegetativos, presentes na superfície ou enterradas
no solo, principalmente na camada arável. Ao passo que Harper (1977) visualizou o solo como
um reservatório no qual são realizados diversos processos que resultam em depósitos e
retiradas. Uma população de sementes no solo, num dado momento, é o resultado desses
depósitos e retiradas, sendo os depósitos a produção de novas sementes, enquanto as retiradas
correspondem a perdas por germinação, deterioração, parasitismo, predação e transporte por
vários agentes biológicos, em que a magnitude e as composições botânicas desses bancos
variam em função dos distintos habitats (CARMONA, 1992).
Para DeBerry e Perry (2000) a distribuição vertical de sementes é variável entre habitats.
Em zonas úmidas (Ex.: solos de ambientes lacustre e pantanais de água doce) 80% de todas as
sementes viáveis ocorrem nas camadas mais superficiais do solo - entre 4 e 5cm; já a

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característica de ambientes de pântano e pradaria, é que 20-50% de suas sementes viáveis
ocorram em camadas superiores a 5 cm do solo.
Ao passo que a composição e a densidade das sementes de espécies de invasoras no solo
apresentam uma grande variação e estão intimamente relacionadas ao histórico das
propriedades agrícolas e das práticas de manejo adotadas; o armazenamento desse banco é
resultado da distribuição vertical das sementes no perfil do solo. De maneira geral, em solos
agricultáveis, a maior parte das sementes das infestantes concentra-se superficialmente ou em
pequena profundidade (BRACCINI, 2011). Favreto e Medeiros (2004) explicam que o
tamanho, a constituição e a longevidade das sementes num reservatório, podem ser variáveis
em função de características da espécie e do ambiente edafoclimático. No entanto, pode também
está ligada a condição fisiológica das sementes, dormência, profundidade de enterrio e,
especialmente, ao manejo do solo e da cultura (VOLL, 1995; BRACCINI, 2011).
A frequência de distúrbios aplicados ao ambiente (tratos culturais) está diretamente
ligada a densidade de um banco de sementes. Em agroecossistemas constantemente
perturbados, como em lavouras de culturas anuais, as plantas daninhas conseguem permanecer
e perpetuar em razão de vantagens competitivas, que, entre outras, estão diretamente
relacionadas às grandes reservas de sementes viáveis no solo (ISAAC e GUIMARÃES, 2008).
Carmona (1995) realizou estimativas das magnitudes dos bancos de sementes para área
de rotação de culturas anuais (6.768 sementes/m²), várzea (22.313 sementes/m²), pomar de
citros (3.595 sementes/m²) e para área de pastagem (529 sementes/m²). Lacerda et al., (2005)
determinaram a quantidade de sementes viáveis em ambiente de manejo convencional e de
pousio em área irrigada de milho, verificaram um número médio de sementes viáveis de 15,5 e
9,7 milhões ha-1 na área com sistemas convencional e pousio, respectivamente. Os mesmos
autores atribuem os maiores valores do sistema convencional, às constantes perturbações do
solo pela utilização de implementos agrícolas no preparo de solo para plantio da cultura.
Mulugeta e Stoltenberg (1997) constataram que a distribuição vertical das sementes daninhas
no solo foi influenciada pelo manejo de solo, ocorrendo 74, 59 e 43% do total de sementes
viáveis das espécies em profundidades inferiores a 10 cm em semeadura direta, escarificação e
arado convencional, respectivamente.
Outro fator que interfere na composição do BS do solo é o manejo de planta daninhas.
Métodos de controle de plantas daninhas também podem exercer ação selecionadora como os
meios mecânicos de controle que podem selecionar espécies de propagação vegetativa. O
manejo químico, por ser a principal ferramenta de controle e possuir utilização vasta e intensiva,
pode também provocar pressão de seleção e, por conseguinte, seleção de biótipos resistentes.

19

De acordo com Monquero e Christoffoleti (2005) herbicidas, quando utilizados por
vários anos sucessivos, podem permitir que certas espécies ou biótipos sejam selecionados e
adaptem-se ao sistema de cultivo. O uso de herbicidas influencia diretamente as espécies que
compõem o banco de sementes do solo, podendo aumentá-lo ou diminuí-lo, dependendo dos
produtos utilizados (BALL, 1992). Monquero e Silva (2005) afirmaram que o uso repetitivo de
herbicidas com o mesmo espectro de ação na cultura do arroz por quatro anos permitiu a
predominância de Eleocharis kuroguwae, Cyperus serotinus e Scirpus juncoides em supressão
de plantas daninhas dicotiledôneas.
Populações de plantas daninhas anuais são estabelecidas a cada ano em função do
bancos de sementes persistentes no solo. Como a maioria das espécies de plantas daninhas em
sistemas de culturas arvenses são anuais, algum conhecimento sobre o banco de sementes pode
ser um bom ponto de partida para um programa integrado de manejo de plantas daninhas.
Nesse contexto, os levantamentos de espécies daninhas, por amostragens do banco de
sementes do solo, permitem identificar e quantificar de maneira mais precisa a flora infestante,
bem como a determinar sua evolução (VOLL et al. 1995). Braccini (2011) afirma que a
compreensão da dinâmica de curto prazo destas sementes e das populações de plantas daninhas,
pode fornecer uma estimativa do potencial de perdas produtivas das culturas e dos custos de
controle. Para Voll et al. (1995), informações como estas podem ser utilizadas na predição da
necessidade de controle, adequando e integrando diferentes manejos de solo, da cultura e de
herbicidas, com a racionalização de uso desses últimos, baseado em considerações de
custo/benefício na produção. Ademais, o conhecimento do tamanho e das espécies que
compõem um banco de sementes num sistema agrícola, poderá ser proficiente na previsão de
infestações futuras, na construção de modelos de estabelecimentos populacionais no tempo e
consequentemente na definição de programas de manejo de solo e culturais, visando
racionalizar a utilização de herbicidas (CHRISTOFFOLETI e CAETRE, 1998).
O método empírico, de identificação de infestantes, é baseado em observações visuais,
pouco precisas e estão sujeitos a maiores chances de subestimativas, uma vez que leva em
consideração, apenas a flora já emergida; ao passo que, técnicas de levantamento por
amostragens de solo, apresentam maior precisão em função da acurácia das informações sobre
a emergência e a sobrevivência das infestantes (BRACCINI, 2011).
Para Voll (1996) ao passo que, há o conhecimento sobre a emergência e a sobrevivência
de determinada espécie, o método de controle pode ser escolhido de forma mais eficiente num
sistema agrícola e o sucesso na busca da menor interferência das daninhas na cultura, é mais

20

provável. Além disso, técnicas de amostragens estabelecidas numa sequência de anos (cinco
anos, por ex.), permitem avaliar a eficiência do controle utilizado (VOLL, et al., 1995).
Assim, a utilização de técnicas que possibilitem um controle mais racional das plantas
daninhas resultará em maior rentabilidade para o agricultor e menor agressão ao meio ambiente.
O conhecimento do banco de sementes mostrou ser uma técnica importante, com potencial a
ser utilizada no Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MONQUERO e CHRISTOFFOLETI,
2005; GOMES e CHRISTOFFOLETI, 2008).
Tradicionalmente, a rizicultura do Baixo São Francisco utiliza o sistema de plantio com
sementes pré-germinadas, e ainda, o manejo tradicional da água e solo a partir de
implementações como arações e gradagens. Há a necessidade de avaliar mudanças na
composição e diversidade de daninhas, especialmente aqueles do banco de sementes, que
resultam de ambientes extremamente antropizados (VOLL et al, (1996); SILVA e DURIGAN,
(2009); VASCONCELOS et al., (2012).
3.0 MATERIAL E MÉTODOS
3.1 Área de coleta
As coletas das amostras de solo para a realização do experimento foram realizadas numa
área de arroz branco irrigado no município de Igreja Nova – AL (10º 07' 31" S, 36º 39' 43" W
e 14m), pertencente ao APL-Rizicultura do Baixo São Francisco Alagoano. O clima é
classificado como As de acordo com a Köppen e Geiger. A temperatura anual média é de 25.6
°C, sendo as médias, máxima de 30.1 °C e mínima de 21.1 °C, com precipitação anual média
de 1048 mm (CPTEC/INPE, 2017).
Todo o material coletado foi encaminhado ao Laboratório de Biologia e Manejo de
Plantas Daninhas, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas –
CECA/UFAL, para posteriores análises/estudos.
3.2 Caracterização do banco de sementes e análises fitossociológicas
A caracterização do banco de sementes das espécies de plantas daninhas foi baseada no
fluxo de emergência de plântulas. A amostragem de solo foi realizada em dois momentos
distintos: em metade do ciclo da cultura e logo após a colheita.
Assim, as amostragens de solo para avaliação do banco de sementes ocorreram em
março e julho do ano agrícola de 2016/2017, correspondendo às fases da metade do ciclo (MC)
e após a colheita (PC) da cultura do arroz, respectivamente. Essas duas fases são primordiais,
pois, na fase intermediária a competição das plantas daninhas interfere diretamente pela

21

competição dos recursos do ambiente; enquanto que após o ciclo da cultura seria mais
diretamente ligado ao status quantitativo do banco de sementes do solo.
Para isto, a amostragem foi realizada em uma área de plantio de arroz irrigado com 0.25
ha, onde foram retiradas 40 amostras dos primeiros 10 cm do solo, ordenadas de forma
equidistantes a cada 11 metros, com auxílio de um quadrado de 0.25 m² (FIGURA 1). Cada
amostra foi georeferenciada com auxílio de um GPS Garmin eTrex 10. Após a coleta do solo,
cada amostra foi homogeneizada em baldes e logo em seguida acondicionada em sacos
plásticos, identificados e encaminhados ao laboratório.
Imagem: (SANTOS, 2017)

Figura 1: Croqui da área de coleta de solo da área de cultivo de arroz irrigado no município de Igreja
Nova - AL. Fonte: Elaborada pelo autor, 2017

Em seguida, todas as amostras foram secas à sombra, logo após, retiradas uma alíquota
de 1 kg por amostra composta sendo estas identificadas e dispostas em recipientes fabricados
em polipropileno com capacidade de 1 dm³. Logo depois, todas as bandejas foram dispostas
aleatoriamente em bancadas de casa de vegetação. Além disso, todas as bandejas foram cobertas
por uma estrutura feita de madeira e rede de nylon a fim de evitar contaminação de outras
sementes de daninhas por fontes externas (FIGURA 2). Todas as bandejas foram irrigadas
periodicamente para manter o nível de umidade do solo o mais adequado possível à germinação
das sementes (SRIVASTAVA e SINGH, 2014).

Figura 2: Estrutura de madeira e rede de nylon para proteger as amostras de fontes de contaminações
externa. Fonte: Elaborada pelo autor, 2017

22

As plantas daninhas emergidas foram identificadas e contabilizadas assim que as
mesmas apresentaram estruturas morfológicas aptas à sua identificação. Na dúvida quanto a
espécie, no momento da avaliação, algumas plântulas foram transplantadas para recipientes
com capacidade máxima de 1 dm³ contendo substrato (areia lavada), onde foram deixadas até
atingir um determinado tamanho e florescimento adequados para a identificação.
Foram realizados 2 momentos de contagem de espécie emergidas (fluxos de
emergência); em cada momento de análise o solo dos recipientes era revolvido, de modo que o
banco de sementes pudesse expressar todo seu potencial. As coletas de exemplarem de espécies
in situ ocorreram em 5 momentos, onde foram utilizadas técnicas descritas por Fidalgo e Bononi
(1989). Quando possível, as espécies eram identificadas de acordo com suas características
morfológicas conforme literaturas especializadas. Para cada espécie encontrada foi
confeccionada uma exsicata a qual foi enviada para confirmação e depósito no acervo do
Herbário MAC pertencente ao IMA-AL (FIGURA 3).

A

C

B

D

Figura 3: Fotos de algumas espécies encontradas no banco de semente do solo de sistema de arroz
irrigado, no município de Igreja Nova – AL. Figura A: Echinochloa colona; B: Hymenachne
amplexicaulis; C: Cyperus esculentus; D: Fimbristylis milaceae. Fonte: Elaborada pelo autor,

2017

23

O número total de indivíduos por espécie, foi usado para calcular todos os parâmetros
fitossociológicos. Dessa forma calculou-se: frequência (F) e frequência relativa (Fr) conforme
a fórmula proposta por Martins (1978); densidade (D) e densidade relativa (Dr) segundo a
fórmula proposta por Curtis e Mcintosh (1950); além de abundância (A) abundância relativa
(Ar) de acordo com a fórmula proposta por Mueller-Dombois e Ellenberg (1974). Ainda foi
estimado um parâmetro altamente relevante e que tem como maior objetivo descrever quais são
as espécies mais importantes dentro da área estudada e que é calculado em função dos valores
relativos dos índices supracitados – o chamado índice de valor de importância (IVI), e ainda
seu respectivo índice de valor de importância (IVIr), conforme as equações abaixo:
F=

nº de parcelas que contém a espécie
nº total de parcelas utilizadas

Fr=

frequência da espécie x 100
frequência total de todas as espécies

A=

D=

nº de índivíduos por espécie
área total amostrada

Dr=

densidade da espécie x 100
densidade total das espécies

nº total de indiíduos por espécie
nº total de parcelas que contém a espécie

Ar=

abundância da espécie x 100
abundancia total de todas as espécies
IVI= Fr+ Dr+ Ar

IVIr =

IVI da espécie N x 100
IVI total de todas as espécies

Foi realizada também a estimativa dos padrões de distribuição espacial das espécies
foi dada através do Índice de Payandeh (Pi):

24

Pi=

Si²
Mi

Em que:
Pi = Índice de Payandeh para i-éssima espécie;
Si² = variância do número de indivíduos da i- ésima espécie por parcela;
Mi = média do número de indivíduos da i-ésima espécie.
O índice de Payandeh é utilizado para determinar o grau de agregação da espécie, por
meio da relação existente entre a variância do número de indivíduos, por parcela, e a média do
número de indivíduos. Quando Pi < 1,0, ocorre o não agrupamento ou aleatório; quando 1,0 ≤
Pi < 1,5 indica tendência ao agrupamento e, quando Pi > 1,5 indica agrupamento
(NASCIMENTO et al., 2001).
Com o auxílio do software PAST 2.17 C (HAMMER et al., 2001) foi calculada a
matriz de similaridade entre os momentos de coleta e os fluxos de emergência onde a
semelhança botânica entre as populações encontradas, foi baseada no índice de Jaccard (Sj), que
leva em consideração a relação existente entre o número de espécies comuns e o número total
de espécies encontradas entre as amostras. Na análise de agrupamento, com as informações da
matriz de similaridade e utilizando programa supracitado, foi elaborado um diagrama de
similaridade (dendograma) utilizando o método de ligação simples.
Com os dados obtidos em Igreja Nova-AL, e mais 3 trabalhos da literatura sendo eles:
Mesquita et al., (2016); Erasmo el al., (2004); Mesquita et al., (2013); foi verificado e
comparado a similaridade florística de plantas daninhas encontradas. Para essa finalidade,
calculou-se a matriz de similaridade e foi confeccionado dendograma, utilizando o método de
ligação simples e levando em consideração a ausência/presença e o número total de espécies
encontradas para cada família.

25

4.0 RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 Banco de sementes do solo
A composição da comunidade infestante de plantas daninhas na área foi relativamente
homogênea. Apesar do número elevado de sementes germinadas, um total de 12424 indivíduos,
observou-se apenas cinco famílias botânicas, distribuídas em sete gêneros, num total de 8
espécies. Dentre as espécies encontradas 6 eram anuais e 2 perenes. As famílias com maior
riqueza de espécies em ambos os fluxos de emergência e momentos de coleta foram Poaceae e
Cyperaceae, com duas e três espécies, respectivamente (Tabela 1).
Tabela 1: Plantas daninhas identificadas através do banco de semente, em área de arroz irrigado, em
diferentes momentos de manejo do solo, no município de Igreja Nova-AL.

Família

Nome científico
Echinochloa pyramidalis
(Lam.) Hitchc. & Chase

Poaceae

Echinochloa colona (L.) Link

Meio do
Pós
ciclo
colheita N° de
N° do
30 60 30 60 indivíduos Voucher
dias dias dias dias
●

●

●

●

840

63541

●

●

●

●

90

63543

●

●

23

63548

●

●

8786

63545

●

674

63540

6

s/n

1936

s/n

91

s/n

Hymenachne amplexicaulis
(Rudge) Nees
Cyperus esculentus L.
Cyperaceae

●

Fimbristylis miliacea (L.)

●

Vahl
Euphorbiaceae
Onagraceae
Malvaceae

●

Euphorbia prostrata Aiton
Ludwigia hyssopifolia
(G.Don) Exell
Sida sp.

●
●
●

●

●
●

●

Fonte: Elaborada pelo autor, 2017
Silva et al., (2014), avaliando banco de sementes de arroz de terras altas na PréAmazônia Maranhense, observaram que o maior predomínio de espécies pertencia as famílias
Poaceae e Cyperaceae, correspondendo a 15 e 30% do total de indivíduos, respectivamente.
Erasmo et al., (2004) ao estudarem fitossociologia de plantas daninhas em áreas agrícolas de
várzea manejadas em diferentes sistemas, verificaram que tanto em área de arroz irrigado onde
não ocorreu rotação de cultura por um período superior a 5 anos, quanto na área de arroz
rotacionada com soja há mais de cinco anos, a família Poaceae - 6 espécies - destacou-se como

26

sendo a de maior riqueza espécies. Espécies pertencentes a família das Cyperaceae, em especial
do gênero Cyperus, destacam-se entre as principais infestantes em lavouras de arroz irrigado e
são responsáveis por perdas significativas de produtividade e altos custos de controle. Islam et
al., (2005) verificaram que o controle de Cyperus rotundus em campos de arroz irrigado em
sistema de rotação, compromete até 20% dos custos total de produção.
Nestes casos, altos níveis de competitividade estão relacionados ao desenvolvimento de
capacidades adaptativas que conferem tolerância a ambientes com déficit de oxigênio. Para
Peña-Fronteras (2009) a tolerância da espécie C. rotundus a inundações pode ser atribuída a
elevados teores de carboidratos e a capacidade de manter níveis elevados de açúcares solúveis
nos tubérculos durante a germinação e crescimento inicial. Dessa forma os tubérculos se tornam
órgãos de armazenamento de carboidratos, chegando a armazenar de duas a três vezes mais,
quando comparados a indivíduos de terras altas.
Adaptações a ambientes alagados em espécies da família Poaceae são muito comuns,
uma vez que há, por várias espécies, níveis de adaptações que possibilitam a rápida colonização
em diferentes tipos de ambientes. Rocha e Lins (2009) apresentaram uma lista das Poaceae de
áreas inundáveis e inundadas do nordeste do estado do Pará, a qual foram registrados 31
gêneros, compreendendo 83 espécies, sendo os gêneros Paspalum e Panicum, e a tribo Paniceae
os mais bem representados no estudo. De acordo com Mollard et al. (2008) a ocorrência de
adaptações entre subespécies de Paspalum dilatatum além de estarem ligados a fatores
genéticos, pode está intimamente relacionada com a origem das subespécies.
As famílias Cyperaceae e Poaceae apresentaram os maiores números de espécies,
totalizando aproximadamente 83% das sementes germinadas. Em sistema de arroz irrigado, no
Camboja, Kamoshita et al. (2010) observaram resultados semelhantes onde cerca de 75% das
sementes germinadas pertenciam a espécies dessas mesmas famílias. Para Moqueiro e Silva
(2005) mesmo o banco sementes sendo espacialmente muito heterogêneos, a sua composição,
normalmente, compreendem de 70% a 90% do total de espécies dominantes.
Para os fluxos de emergência de plântulas, os maiores fluxos se deram nas avaliações
de 30 e 60 dias após o momento da colheita, quando os valores alcançaram 249,6 e 146,5
plântulas/m–2, respectivamente. De acordo com Silva et al., (2014), casos como este de valores
do fluxo de emergência elevados, relacionam-se com entrada de novas sementes durante o
“pousio”, período em que o agricultor local deixa a comunidade infestante se estabelecer na
área durante a entressafra.
O manejo das daninhas durante a entressafra garante menor nível de emergência quando
do próximo plantio, e com isto a interferência será menor e o controle posterior facilitado

27

(CONSTANTIN, 2011). Os valores encontrados indicam a prioridade de realizar o manejo das
plantas daninhas durante o período de entressafra, que, geralmente decorre entre os meses de
setembro e dezembro.
O efeito dos tratos culturais - manejo de água e de solo - implementados em momentos
anteriores a instalação da lavoura, afetou o número de espécies presentes na área. Para algumas
espécies, o efeito dos tratos mostrou ser um aspecto positivo, como foi o caso das espécies
Euphorbia prostrata e Hymenachne amplexicaulis; já para outras espécies pareceu ser
indiferente - Cyperus esculentus, Echinochloa pyramidalis, Oryza sativa L. e Ludwigia
hyssopifolia (Tabela 1). Para Constantin (2011) a movimentação do solo, pode forçar a
emergência das plantas daninhas, porquanto, qualquer alteração no ecossistema, incluindo
rotações de culturas, distúrbios do solo e níveis de fertilização, altera as populações dos bancos
de sementes de ervas daninhas.
Na área de produção de arroz irrigado, nas amostras coletadas na metade do ciclo do
cultivo e avaliadas aos 30 dias (Tabelas 2), foram identificadas 4 famílias e 5 espécies,
destacando-se a família Poaceae com duas espécies. A riqueza de espécies da família das
Poaceae está relacionada à forma como a maioria das suas espécies crescem com grupos densos
ou a presença de indivíduos rizomatosos e estononiformes amplamente espalhados na
comunidade de ervas daninhas que é uma característica importante do domínio dessa família
(MUNHOZ; FELFILI, 2006).
As espécies C. esculentus, e E. pyramidalis apresentaram maiores frequências relativas,
com valores na ordem de 30,30% seguidas por L. hyssopifolia com 25,0%; estas mesmas
espécies também apresentaram os maiores valores de frequência relativa (Tabela 2).
Tabela 2: Valores de frequência (F), frequência relativa (Fr); densidade (D), densidade relativa (Dr);
abundância (A), abundância relativa (Ar); índice de valor de importância (IVI), índice de valor de
importância relativo (IVIr) e índice de Payandeh (Pi) do banco de semente em sistema de arroz irrigado,
coletado na metade do ciclo do cultivo, aos 30 dias, no município de Igreja Nova – AL.

1

Fr
(%)
30,3

100,8

Dr
(%)
79,8

50,4

Ar
(%)
76,4

Echinochloa colona

0,2

8,3

0,8

0,6

1,5

Echinochloa pyramidalis

1

30,3

15,9

12,5

Ludwigia hyssopifolia

0,82

25,0

8,3

Sida sp.

0,2

6,0

TOTAL

3,3

100

Espécies

F

Cyperus esculentus

186,5

IVIr
(%)
62,1

6,8

2,3

11,3

3,7

1,0

7,9

12,0

54,9

18,3

6,7

6,6

5,0

7,6

39,2

13,0

3,2

0,4

0,3

1,0

1,5

7,8

2,6

476,5

126,35

100

65,98 100
300
100
Fonte: Elaborada pelo autor, 2017

D

A

IVI

Pi

28

O predomínio de espécies da família Cyperaceae nesse tipo de ambiente pode refletir a
vantagem competitiva, isto é, a capacidade de propagação vegetativa de muitas de suas espécies
através de um sistema subterrâneo complexo constituído por rizomas e tubérculos com muitas
espécies com estolões subterrâneos (MUNHOZ; FELFILI, 2006). Pesquisas conduzidas por
Silva et al., (2014) estudando banco de sementes de plantas daninhas em áreas de cultivo de
arroz de sequeiro, também verificaram a maior incidência da família Cyperaceae e Poaceae.
Enquanto em estudos realizados em área com preparo de solo usando fogo, Leal et al. (2006)
observaram que a família Cyperaceae foi dominante em número de indivíduos. As espécies com
maior densidade relativa (Dr) foram C. esculentus e E. pyramidalis com 76,42% e 12,58,
respectivamente. C. esculentus (76,42%), E. pyramidalis (12,05%) e L. hyssopifolia (7,67%) e
foram as espécies que apresentaram os maiores valores de abundância relativa, bem como os
maiores índices de importância relativa, com valores de 62,18, 18,31 e 13,09, respectivamente.
Mesquita et al. (2013) também observaram na cultura do arroz em sistema itinerante no
Maranhão como sendo as de maior riqueza florística as famílias Cyperaceae e Poaceae.
Aos 30 dias das amostras da metade do ciclo da cultura, a distribuição espacial das
espécies apresentou-se, em grande maioria, de maneira agrupada – Índice de Payandeh (Pi) >
1,5. Apenas a espécie Echinochloa colona apresentou valores que indicam tendência ao
agrupamento (Tabela 2). O índice de Payandeh determina o grau de agregação da espécie, por
meio da relação existente entre a variância do número de indivíduos, por parcela, e a média do
número de indivíduos (SOUZA, 1999; CALEGÁRIO et.al., 1993). Estudos relacionados à
distribuição espacial das plantas daninhas são relevantes por permitirem o seu mapeamento
(CARDINA; SPARROW; McCOY, 1996). Conforme Balastreire e Baio (2001) esse tipo de
investigação contribui na definição de estratégias de manejo como a aplicação de herbicidas em
taxas variáveis, de acordo com a necessidade específica para cada local, reduzindo a quantidade
de herbicidas aplicados ao solo.
Para as amostras coletadas na metade do ciclo do cultivo e avaliadas aos 60 dias (Tabelas
3), foram identificadas 3 famílias e 5 espécies, destacando-se as famílias Poaceae e Cyperaceae,
com o maior número de espécies. O domínio das famílias Poaceae e Cyperaceae também foi
observado em pesquisas de fitossociologia em arroz no Estado de Tocantins (ERASMO et al.,
2004). Marques et al., (2010) observaram que em ambientes de sucessivos cultivos com a
aração, as plantas de capoeira são eliminadas e a composição especifica de daninhas é
modificada, sendo selecionada espécies da família Cyperaceae.

29

Tabela 3: Valores de frequência (F), frequência relativa (Fr); densidade (D), densidade relativa (Dr);
abundância (A), abundância relativa (Ar); índice de valor de importância (IVI), índice de valor de
importância relativo (IVIr) e índice de Payandeh (Pi) do banco de semente em sistema de arroz irrigado,
coletado na metade do ciclo do cultivo, aos 60 dias, no município de Igreja Nova – AL.

Espécies

F

Fr
(%)

D

Dr
(%)

A

Ar
(%)

Cyperus esculentus

1

35,1

74,2

75,1

37,1

66,7 176,8 58,9 6,0

Echinochloa colona

0,05

1,7

0,1

0,1

1,0

1,8

3,6

1,2

0,9

Echinochloa pyramidalis

0,2

7,8

0,8

0,8

1,7

3,2

11,9

3,9

2,0

Fimbristylis milaceae

0,7

24,5

15

15,1

10,7

19,2

59,0

19,6 8,5

Ludwigia hyssopifolia

0,8

30,7

8,7

8,8

5,0

8,9

48,5

16,1 4,7

TOTAL

2,85

100

98,85

100

55,59 100 300 100
Fonte: Elaborada pelo autor, 2017

IVI

IVIr
(%)

Pi

As espécies que apresentaram as maiores frequências relativas foram C. esculentus e L.
hyssopifolia, com valores na ordem de 35,09 e 30,70%, respectivamente. Esses resultados
assemelham-se dos encontrados por Kuva et al., (2007) ao estudarem fitossociologia em
agroecossistema de cana-crua, bem como os observados em áreas de arroz irrigadas por
aspersão (GOULART et al., 2015) e em áreas de bananicultura do norte de Minas Gerais
(SARMENTO et al., 2015). No entanto, as espécies que apresentaram densidades relativas
superiores as demais foram as da família Cyperaceae - Cyperus esculentus (75,06 %), seguida
por F. milaceae (15,17%). Trabalho realizado por Mesquita et al., (2016), estudando
fitossociologia do banco de sementes em áreas de arroz consorciado com milho, perceberam
que a família Cyperaceae também teve a maior riqueza florística com 12 espécies. Resultados
relatados por Kamoshita et al. (2010), verificaram que 86% das espécies frequentes no banco
de sementes de 22 campos de arroz de pequenos produtores de arroz no Camboja eram da
família Cyperaceae. As espécies da família Cyperaceae encontradas somaram cerca de 79% do
IVIr dentre todas as espécies. Esses resultados foram semelhantes tanto aos encontrados em
áreas de milho em plantio convencional no cerrado de Roraima (ALBUQUERQUE et al., 2013)
quanto aos verificados em cultivo de banana irrigada (MOURA FILHO; MACEDO; SILVA,
2015).
A composição de infestantes do banco de sementes, para as coletas após o momento da
colheita aos 30 dias, foi razoavelmente heterogênea quando levado em consideração o
ambiente, apresentando 7 espécies, 4 famílias botânicas, sendo Poaceae a família com maior
ocorrência, com 3 espécies (Tabela 4).

30

Tabela 4: Valores de frequência (F), frequência relativa (Fr); densidade (D), densidade relativa (Dr);
abundância (A), abundância relativa (Ar); índice de valor de importância (IVI), índice de valor de
importância relativo (IVIr) e índice de Payandeh (Pi) do banco de semente em sistema de arroz irrigado,
coletado após o momento da colheita, aos 30 dias, no município de Igreja Nova – AL.

Euphorbia prostrata

Fr
(%)
0,1 2,7

Cyperus esculentus

1

Echinochloa colona

0,8 15,3

3,3

1,3

2,0

1,5

18,2

6,0

Echinochloa pyramidalis

0,9 17,2

24,2

9,7

13,0

10,2

37,1

12,3 11,2

Hymenachne amplexicaulis

0,6 12,5

0,6

0,2

0,4

0,3

13,2

4,4

1

18,6

59

23,6

29,5

23,1

65,3

21,7 28,3

Sida sp.

0,8 14,8

3,9

1,5

2,4

1,9

18,4

6,1

TOTAL

5,3

249,5

100

127,6 100 300
100
Fonte: Elaborada pelo autor, 2017

Espécies

Ludwigia hyssopifolia

Dr
(%)
0,1

1,0

Ar
(%)
0,7

18,6 158,1 63,3

79,0

61,9 143,9

47,9 13,8

F

100

D
0,3

A

IVI
3,6

IVIr
(%)
1,2

Pi
0,8
1,4

0,4
2,7

Na Tabela 4, verifica-se também que as espécies com maiores frequências relativas
foram das espécies C. esculentus e L. hyssopifolia, ambas com 18,60 % de ocorrência. Esses
resultados assemelham-se com estudo realizados em áreas de produção de arroz irrigado, que
verificou maior frequência relativa (Fr) de espécies dos gêneros Cyperus e Ludwigia com
índices de 11,9% (ERASMO et al. 2004). As espécies que apresentaram maiores densidades
relativa (Dr) dentre todas as espécies, foram C. esculentus (63,35 %) e L. hyssopifolia (23,64%)
seguidas da espécie E. pyramidalis com 9,70% do total. Contudo, C. esculentus e L. hyssopifolia
apresentaram os maiores índices de importância relativa (IVIr), com níveis de 47,97 % e 21,79
%, respectivamente. Os índices encontrados para espécie C. esculentus assemelham-se com os
encontrados por Ulguim et al., (2015) que descreveram a espécie como sendo a de maior
importância em levantamento fitossociológico em área de arroz irrigado em monocultivo. Silva
et al., (2014) citam as espécies dos gêneros Cyperus e Ludwigia como as principais infestantes
do banco de sementes da cultura do arroz de terras altas no Maranhão.
Para o índice de Payandeh (Pi) a maior parte das espécies apresentaram índices maiores
que 1,5 indicando agrupamento na sua distribuição espacial, no entanto as espécies H.
amplexicaulis e E. prostrata mostraram distribuição espacial aleatória. De acordo com
Schaffrath et al., (2007) tal resultado deve-se a maneira na qual os indivíduos se distribuem em
cada subunidade das parcelas, o que está diretamente relacionado com o manejo do solo.

31

Com relação às espécies encontradas nas amostras coletadas após o momento da
colheita, aos 60 dias, C. esculentus e L. hyssopifolia mais uma vez destacaram-se como as de
maiores frequências relativas, com 33,06% ambas as espécies (Tabela 5).
Tabela 5: Valores de frequência (F), frequência relativa (Fr); densidade (D), densidade relativa (Dr);
abundância (A), abundância relativa (Ar); índice de valor de importância (IVI), índice de valor de
importância relativo (IVIr) e índice de Payandeh (Pi) do banco de semente em sistema de arroz irrigado,
coletado após o momento da colheita, aos 60 dias, no município de Igreja Nova – AL.

1

Fr
(%)
33,0

103,7

Dr
(%)
70,8

51,8

Ar
(%)
61,0

Echinochloa colona

0,07

2,4

0,2

0,1

1,3

Echinochloa pyramidalis

0,2

8,2

1,1

0,7

Fimbristylis milaceae

0,6

19,8

19,4

Hymenachne amplexicaulis

0,1

3,3

Ludwigia hyssopifolia

1

TOTAL

3,025

Espécies

F

Cyperus esculentus

164,9

IVIr
(%)
54,9

11,7

1,5

4,1

1,4

1,4

2,3

2,7

11,7

3,9

2,5

13,2

16,1

19,0

52,1

17,3

32,0

0,5

0,3

2,5

2,9

6,5

2,2

5,0

33,0

21,5

14,6

10,7

12,6

60,4

20,1

6,3

100

146,45

100

84,9 100
300
100
Fonte: Elaborada pelo autor, 2017

D

A

IVI

Pi

Os índices de densidades relativas, também apresentados por C. esculentus e
L.hyssopifolia chegaram a ordem de 70,81 e 14,68%, respectivamente. No entanto, a espécie
que apresentou, de maneira absoluta, o maior índice de importância relativo foi C. esculentus
aproximando-se de 55% do total, seguida pelas espécies L. hyssopifolia (20,13%) e F. milaceae
(17,37%). No caso das espécies da família Cyperaceae, a abundância relativa (Ar) foi o
principal parâmetro que contribuiu para elevar o IVIr aos 60 dias, após a colheita. Pesquisas
conduzidas por Erasmo et al. (2004) em área de arroz sem rotação também observaram que
Fimbristylis miliacea foi a espécie de maior índice de importância relativa (IVIr) com 84,46%.
Para amostras coletadas após o momento da colheita, aos 60 dias, utilizando-se o índice
de Payandeh (Pi), verificou-se que o padrão de distribuição da maior parte das espécies foi do
tipo agrupado; apenas a espécie Echinochloa colona mostrou ter um padrão de distribuição
espacial tendendo ao agrupamento (Tabela 5). Neste sentido, estudos que levam em
consideração a distribuição espacial das infestantes possibilita também o manejo mecânicocultural de forma localizada, além disso, pode-se buscar o estabelecimento de correlações entre
as plantas daninhas e variáveis de solo, com vistas aos efeitos dos sistemas de manejo de solo
e de culturas sobre as plantas daninhas (MAIA et al., 2004; WALTER et al., 2002).
Os níveis reduzidos de diversidade encontrados aos 30 dias da metade do ciclo podem
também ser consequência do favorecimento da competição interespecífica com maior
aproveitamento dos recursos do meio pelo arroz. De acordo com Marques et al., (2011), ao

32

avaliarem a composição florística e de daninhas no sistema de corte e queima, explicam que a
redução da diversidade de espécies em sistemas com alto nível de perturbação do solo pode ser
consequência da competição entre cultura e plantas daninhas, em que espécies mais
competitivas sempre tendem a predominar na área em detrimento das menos competitivas.
Qualquer mudança nos ambientes agropecuários, incluindo revolvimento do solo e/ou
fertilização, pode provocar mudanças no banco de sementes de plantas daninhas. A riqueza de
espécies, abundância e diversidade são altamente dependentes dos níveis de perturbação nesses
ambientes.
Para o momento da metade do ciclo foi constatado um ligeiro aumento da diversidade
de plantas daninhas ao longo dos fluxos de emergência aos 60 dias (H’ = 0,76), entretanto, após
o momento da colheita, observa-se uma redução na diversidade aos 60 dias (H’ = 0,86) (Tabela
6). O aumento da diversidade aos 60 dias da metade do ciclo ocorreu provavelmente devido as
práticas de preparo do solo com o uso do arado e grade de disco - em que o revolvimento e
destorroamento do solo espalharam sementes e outros propágulos presentes nas camadas mais
profundas, trazendo-os para a camada mais superficial, aumentando assim o número de espécies
presentes na área.
Tabela 6: Índice de diversidade de Shannon–Wiener H’ dos diferentes momentos de coleta de solo e
fluxos de emergência de plântulas do banco de semente de arroz irrigado em de Igreja Nova – AL.

Amostragem do solo
Metade do ciclo
Pós - colheita

Índice de Shannon H’
Fluxo de emergência de plântulas
30 dias
60 dias
0,672
0,762
1,00
0,860
Fonte: Elaborada pelo autor, 2017.

De modo geral, as comunidades infestantes podem variar sua diversidade florística em
função da competição por recursos do meio, do tipo e da intensidade de tratos culturais imposto
(SRIVASTAVA e SINGH, 2014). Além disso, fatores relacionados a física do solo – tal como
umidade do solo - também ganha destaque no status florístico num ambiente de arroz irrigado.
Maia et al., (2004), estudando bancos de sementes de plantas daninhas em campos naturais
observaram que o teor de umidade do solo era o fator abiótico mais importante que afeta os
padrões de variação do banco de sementes e consequentemente, o seu reflexo acima do solo.
No entanto, essa umidade excessiva pode servir como ferramenta de manejo e controle das
próprias infestas. Odero e Rainbolt (2014), ao estudarem sobre o manejo de daninhas em áreas
de arroz irrigado, evidenciaram que o manejo da água para o controle de daninhas é um método
complementar bastante efetivo. Os autores explicaram que as maiorias das espécies de plantas

33

daninhas em campos de arroz irrigado são apenas daninhas semiaquáticas e seu crescimento
pode ser impedido e, em última instância, controlado com a água. Normalmente, ambientes
mais diversificados exigem que as daninhas sejam manejadas com combinações de herbicidas
ou alguma complementação.
A análise de agrupamento por similaridade entre os fluxos de emergência das daninhas
com base no índice de Jaccard (Sj) indicou a existência três grupos principais. Um grupo
formado pelas espécies que emergiram aos 60 dias após a colheita (grupo 1), as espécies que
emergiram aos 30 dias da colheita (grupo 2) e um terceiro grupo formado pelas espécies dos 60
e 30 dias do meio do ciclo da cultura (grupo 3).
Com base nas informações apresentadas, é possível ressaltar que ocorreu maior
similaridade entre os períodos de fluxo de emergência aos 30 dias e 60 dias do meio do ciclo
da cultura do arroz (0,83) (FIGURA 4). Isto significa que as espécies que formaram a
comunidade infestante continuaram mesmo após 60 dias. Esses resultados indicam que essas
espécies encontradas devem receber prioridade máxima na ordem de controle com plantas
daninhas. Sabendo disso, esse prévio conhecimento permite antecipar a organização de
estratégias preventivas para adoção de medidas de controle mais sustentáveis (MACIEL et al.,
2010).
Entre o grupo 2 e 3 observou-se menor grau de similaridade, chegando a níveis na ordem
de Sj = 0,67 (FIGURA 4). Logo, verifica-se uma mudança da composição florística com base
no índice de similaridade de Jaccard, o que por sua vez pode refletir no método de controle a
ser utilizado. Para Adegas, et al (2010) ao realizarem levantamento fitossociológico de daninhas
na cultura do girassol afirmam que índices próximos a 0,5 podem traduzir uma similaridade
mediana entre a flora daninha e ainda evidenciar ainda mais a importância de conhecer as
espécies daninhas e suas populações durante todo o ciclo da cultura.

34

Colheita
60 Dias

Colheita
30 Dias

Meio
60 Dias

Meio
30 Dias

Figura 4: Dendrograma de similaridade florística entre os períodos de fluxo de emergência,
utilizando como coeficiente o índice de Jaccard (Sj), em banco de sementes de arroz irrigado no
município de Igreja Nova – AL. Fonte: Elaborada pelo autor, 2017.
O valor do índice de Jaccard (Sj) obtido para os fluxos de emergência aos 60 dias após
o momento da colheita (Sj = 0,64) condizem com estudos realizados por Silva et al. (2014)
quando estudaram a similaridade florística entre a fase vegetativa e a reprodutiva em arroz de
terras altas, observaram níveis de similaridade de Sj = 0,64 entre as fases. Concenço et al.,
(2013b) observaram níveis baixos de similaridade na cultura da soja em rotação com diferentes
cultivos. Essa ausência de similaridade entre as espécies da comunidade infestante evidencia a
importância e a necessidade do estudo do banco de semente das plantas daninhas em cada um
dos momentos para planejar o controle mais adequado.
Em termos gerais, os níveis de similaridade não foram tão baixos dentro do estudo de
plantas daninhas, isso indica uma homogeneidade das espécies encontradas. Trabalhos como
esses apontam a dominância de algumas espécies de daninhas dentro do agroecossistema.
Diversos fatores podem alavancar esse tipo de domínio, dentre eles o emprego intensivo de

35

herbicidas com mecanismos de ação similares pode selecionar espécies tolerantes, como
relatado por Monquero e Christffoleti (2005).
No que se refere à análise de agrupamento, a partir da comparação florística dos diversos
agroecossistemas da cultura do arroz, foi possível indicar a formação de três grupos principais
(FIGURA 5).

E

C

B

A

*
F

*

G

*

H

*
I

D

Figura 5: Análise multivariada de agrupamento (cluster analysis) gerado a partir do índice de
similaridade de Jaccard (Sj) entre a flora de daninhas do município de Igreja Nova e os trabalhos
considerados. Em que: Mesquita et al., (2016) [A]; Erasmo el al., (2004) - sem rotação [B];
Erasmo el al., (2004) – com rotação arroz/soja [C]; Erasmo el al., (2004) com rotação
arroz/melancia [D]; Mesquita et al., (2013) [E]; na metade do ciclo do cultivo de arroz aos 30
dias [F]; metade do ciclo do cultivo de arroz aos 60 dias [G]; após a colheita do arroz aos 30
dias [H]; após a colheita do arroz aos 60 dias [I]. * presente trabalho. Fonte: Elaborada pelo
autor, 2017.

36

O primeiro grupo foi formado pelos trabalhos de Mesquita et al., (2013) [E]; Erasmo el
al., (2004) – com rotação arroz/soja [C]; Erasmo el al., (2004) - sem rotação [B]; Mesquita et
al., (2016) [A]. A similaridade entre as famílias encontradas nesse grupo é caracterizada, em
sua grande maioria, por serem levantamentos realizados em ambientes com altos níveis de
manejo do solo. Entre as espécies de daninhas compartilhadas por esse grupo, podem ser
encontradas: Ageratum conyzoides, Fimbristylis miliaceae, Eleusine indica, Cyperus spp.,
Ludwigia sp, Digitaria spp., Echinochloa pyramidalis, Chamaesyce hyssopifoli e Sida sp.
Verificou-se grande diversidade de espécies nas literaturas listadas, o que pode está
diretamente relacionado aos tipos e manejo dos solos, ou ainda, os tipos de cultura e rotações
utilizadas. Marques et al., (2011) em levantamento fitossociológico em sistema de queima e
corte, verificaram redução da diversidade a partir do segundo ano agrícola e evidenciaram que
as práticas de manejo, aração e rotação de cultura, interferem no desenvolvimento de espécies
da família Malvaceae. Contudo, Cardoso et al., (2017) em seu levantamento fitossociológico
identificaram diferenças significativas entre as infestantes emergentes em áreas de silvipastoril
com e sem forragem, de cana de açúcar e de cultivo convencional de plantio direto. Os autores
explicam que as diferenças relacionadas a composição florística da comunidade daninha mudou
em decorrência dos ciclos produtivos em razão das alterações das culturas e práticas de manejo.
Segundo Cardoso et al., (2016) diferenças de similaridade podem estão relacionadas ao método
de controle da cultura, manejo do solo e controle de ervas daninhas, que é crucial para a
composição da comunidade de ervas daninhas.
O primeiro grupo pode ainda ser dividido em um subgrupo, formado por Mesquita et al.,
(2013) [E]o qual apresenta maiores semelhanças entre as famílias observadas. Para Kuva et al.

(2007) índices de similaridade podem apresentar bastante elevados, pelo fato de considerar
apenas a ausência ou a presença da espécie, neste caso, de determinadas famílias, não
considerando informações sobre densidade, biomassa e padrão de distribuição das espécies.
O segundo grupo foi formado pelas espécies encontradas no presente trabalho, onde o
grupo foi composto pelas espécies presentes na metade do ciclo do cultivo de arroz aos 30 dias [F];
metade do ciclo do cultivo de arroz aos 60 dias [G]; após a colheita do arroz aos 30 dias [H]; após a
colheita do arroz aos 60 dias [I] apresentando níveis de similaridade de Sj = 0,66. Nesse

agrupamento, observa-se relações pelo fato de serem levantamentos realizados em ambientes
amtropizados típicos de monocultivo - com excessivas as práticas manejo de solo e água. De
acordo com Erasmo et al., (2004) a utilização de um mesmo sistema de cultivo em uma
determinada área por vários anos consecutivos pôde aumentar a pressão de seleção sob as
comunidades de plantas daninhas, selecionando as espécies mais adaptadas ao sistema de

37

cultivo. Ainda, Castro et al., (2011) complementam apontando que o controle de plantas
daninhas, predominantemente, pelo método químico, com a aplicação de herbicidas, a medida
que é utilizado isoladamente, não é suficiente para eliminar toda a interferência das plantas
daninhas sobre as culturas.
Por fim, o terceiro grupo foi formado apenas pelo trabalho Erasmo el al., (2004) com
rotação arroz/melancia [D], que se caracteriza por ser um levantamento realizado em ambiente de
rotação de cultura com espécies de aspectos fisiológicos e exploração dos recursos de solo e água
diferenciados; além disso, as práticas de manejo aração e rotação de cultura interferem no
desenvolvimento dessas espécies o que pode ter auxiliado na diferenciação das espécies de daninhas
encontradas (ULGUIM et al., 2015; CARDOSO et al., 2017)

Visto isso, estudos que exploram o banco de semente do solo de plantas daninhas em
área cultivada com arroz irrigado foram pioneiros na região. A continuidade de pesquisas
relacionadas à composição e dinâmica populacional das plantas daninhas é indispensável para
realização do manejo integrado de plantas daninhas nas áreas de Arroz Irrigado do Baixo São
Francisco Alagoano.

38

CONCLUSÕES
1. As famílias Cyperaceae e Poaceae são as mais importantes famílias de plantas daninhas na
cultura do arroz irrigado no município de Igreja Nova - AL;
2. As principais espécies foram Cyperus esculentus, Echinochloa pyramidalis, e Ludwigia
hyssopifolia;
3. No cultivo do arroz no município de Igreja Nova os valores da diversidade (H’) foram mais
elevados para as espécies encontradas aos 30 e 60 dias após a colheita;
4. Existe maior similaridade entre as espécies da comunidade daninha foi encontrada entre
espécies encontradas nos 60 e 30 dias do meio do ciclo da cultura do arroz em Igreja Nova
– AL;
5. Houve formação de grupos específicos com os dados levantados da literatura, que
provavelmente são caracterizados pelas práticas de manejo agrícola.

39

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5.0 ANEXOS

Figura 05: Matriz de similaridade. Fonte: Elaborada pelo autor, 2017

Figura 06: Matriz de similariadade. Fonte: Elaborada pelo autor, 2017