Períodos de absorção de glifosato em associação com herbicidas inibidores da protox para o controle do Paspalum maritimumTrind.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS
LUIZ CARLOS JATOBÁ TENÓRIO FILHO
Períodos de absorção de glifosato em associação com
herbicidas inibidores da protox para o controle do Paspalum
maritimumTrind.
Rio Largo, AL
2019
LUIZ CARLOS JATOBÁ TENÓRIO FILHO
Períodos de absorção de glifosato em associação com
herbicidas inibidores da protox para o controle do Paspalum
maritimumTrind.
Dissertação de Mestrado apresentada ao
Programa de Pós Graduação em Proteção de
plantas do Centro de Ciências Agrárias da
Universidade Federal de Alagoas como parte do
requisito para obtenção do grau de Mestre em
Agronomia (Proteção de plantas).
Orientador: Prof. Dr. Renan Cantalice de Souza
Coorientador: Prof. Jorge Luiz Xavier Lins Cunha
Rio Largo, AL
2019
Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Bibliotecário: Marcelino de Carvalho
T312p
Tenório Filho, Luiz Carlos Jatobá.
Períodos de absorção de glifosato em associação com herbicidas inibidores da
protox para o controle do Paspalum maritimumTrind / Luiz Carlos Jatobá Tenório
Filho. – 2019.
49 f. : il.
Orientador: Renan Cantalice de Souza.
Co-orientador: Jorge Luiz Xavier Lins Cunha.
Dissertação (mestrado em Agronomia - Proteção de Plantas) – Universidade
Federal de Alagoas.Centro de Ciências Agrárias. Rio Largo, 2019.
Inclui bibliografias.
1. Pragas - controle. 2. Plantas - Efeito dos herbicidas. 3. Paspalum
maritimumTrind. 4. Glifosato (Herbicida). I. Título.
CDU: 632.934
FOLHA DE APROVAÇÃO
LUIZ CARLOS JATOBÁ TENORIO FILHO
Períodos de absorção de glifosato em associação com herbicidas
inibidores da protox para o controle do Paspalum
maritimumTrind.
Dissertação de Mestrado apresentada ao
Programa de Pós Graduação em Proteção de
Plantas do Centro de Ciências Agrárias da
Universidade Federal de Alagoas e aprovada em
30 de maio de 2018.
Em primeiro lugar a Deus por me dar forças em todos os momentos da minha vida;
A virgem Maria por sempre interceder por mim;
À minha mãe Valéria Lopes Jatobá Tenório por ter sido a minha maior incentivadora, ao
meu pai Luiz Carlos Jatobá Tenório, por ser o maior exemplo na minha vida pessoal e
profissional, aos meus irmãos Yago Lopes Jatobá Tenório, Rodolpho Lopes Jatobá
Tenório e Leonardo Lopes Jatobá Tenório, por estarem sempre ao meu lado.
Á minha noiva, Joellen Taveiros da Guia, por todo o apoio e incentivo.
DEDICO
AGRADECIMENOS
À Universidade Federal de Alagoas (UFAL) pela oportunidade da realização do curso
de mestrado.
Ao Grupo Luiz Jatobá pela minha liberação na realização do curso.
Ao Centro de Ciências Agrárias por todo o suporte desde a graduação.
Ao Prof. Dr. Renan Cantalice de Souza pela orientação, suporte, ensinamentos e
amizade.
Ao Prof. Jorge Luiz Cunha Xavier co-orientação, suporte, ensinamentos e amizade.
Aos colegas de curso pela oportunidade de trocar experiências acadêmicas,
profissionais e pessoais.
Aos colegas de graduação Lucas Oliveira e Luiz António na montagem do experimento.
A colega Isabella Cardoso Pereira da Silva por todo o suporte prestado na montagem e
desenvolvimento do experimento.
A todos aqueles que, de alguma forma contribuíram para a realização deste sonho.
MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS!
RESUMO
As plantas daninhas podem causar imensas perdas produtivas em diversas culturas,
dentre
as
plantas
daninhas
mais
agressivas
destaca-se
o
capim
gengibre
(PaspalummaritimumTrind.), típica do norte e nordeste brasileiro, causa sérios danos a
cultivos de cana-de-açúcar. Dentre as modalidades de controle do capim gengibre,
destaca-se o controle químico, utilizando o glifosato em pós emergência, porém, a
associação entre glifosato e herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio IX
oxidase, podem ser uma alternativa mais eficiente e com menores possibilidades de
indução de resistência propiciadas pelo controle não satisfatório devido a chuvas ou
demais fatores edafoclimáticos que podem ocorrer no momento da aplicação. O
experimento foi conduzido em casa de vegetação do Centro de Ciências Agrária. O
delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC), com quatro repetições e
com fatorial tratamento (herbicidas) e tempo de lavagem (simulação de chuva). Foram
submetidos a teste de tukey a 5% de probabilidade. Os tratamentos foram: T1 –
testemunha sem aplicação; T2 – glifosato (Trop® 6 L.Ha-1, Adama, Brasil); T3 –
flumioxazina (Flumyzin®0,350 Kg.Ha-1, Iharabras, Brasil); T4 – sulfentrazona (Boral®
1,6 L.Ha-1, FMC, Brasil); T5 – oxyfluorfen (Goal® 5 L. Ha-1, DOW, Brasil); T6 –
gliphosato + flumioxazina (Trop® 6 L.Ha-1 + Flumyzin® 0,350 Kg.Ha-1); T7 –
gliphosato + sulfentrazona (Trop® 6 L.Ha-1 + Boral® 1,6 L. Ha-1); T8 – gliphosato +
oxyfluorfen (Trop® 6 L.Ha-1+Goal®5 L.Ha-1); O objetivo deste trabalho foi avaliar
períodos de absorção de glifosato (Trop®) isoladamente e em associações com
herbicidas inibidores da protox, sendo eles a flumioxazina (Flumyzin®), sulfentrazone
(Boral®) e oxifluorfen (Goal®) sob simulação de chuva de 20 mm, com intervalos
fatoriais de 0 – 2 – 4 – 8 – 16 – 32 – 64 horas após aplicação dos herbicidas. O capim
gengibre mostrou-se altamente susceptível à associação entre glifosato (Trop®) e
flumioxazina (Flumyzin®) proporcionando aumento da eficiência de controle do capim
gengibre em pós emergência, onde, com simulação de chuva 2 – 4 – 8 – 16 h após a
aplicação dos herbicidas, o capim gengibre foi altamente susceptível (>90%), diferindo
estatisticamente dos demais tratamentos. Na avaliação da rebrota do capim gengibre, o
tratamento com glifosato isolado, proporcionou a morte da planta, evitando assim,
rebrota do capim gengibre.
Palavras-chave: Controle químico, Associação de herbicidas e Capim gengibre.
ABSTRACT
Weeds can cause immense productive losses in several crops. Among the most
aggressive weeds, ginger grass (PaspalummaritimumTrind.), Typical of northern and
northeastern Brazil, causes serious damage to sugarcane crops. Among the modalities of
ginger grass control, chemical control is emphasized, using glyphosate in the postemergence
period.
However,
the
association
between
glyphosate
and
protoporphyrinogen IX oxidase inhibitor herbicides may be a more efficient alternative
and with less possibilities of induction of resistance caused by unsatisfactory control
due to rainfall or other edaphoclimatic factors that may occur at the time of application.
The experiment was conducted in a greenhouse of the Agrarian Sciences Center. The
experimental design was completely randomized (DIC), with four replications and with
factorial treatments (herbicides) and washing time (rainfall simulation). They were
submitted to a tukey test at 5% probability. The treatments were: T1 - control without
application; T2-gliphosate (Trop® 6 L.Ha-1, Adama, Brazil); T3-Flumioxazin
(Flumyzin® 0.350 Kg.Ha-1, Iharabras, Brazil); T4 - sulfentrazone (Boral® 1,6 L.Ha-1,
FMC, Brazil); T5-oxyfluorfen (Goal® 5 L.Ha-1, DOW, Brazil); T6-gliphosate +
flumioxazine (Trop® 6 L.Ha-1 + Flumyzin® 0.350 kg.Ha-1); T7-gliphosate +
sulfentrazone (Trop® 6 L.Ha-1 + Boral® 1.6 L.Ha-1); T8-gliphosate + oxyfluorfen
(Trop® 6 L.Ha-1 + Goal®5 L.Ha-1); The objective of this work was to evaluate periods
of glyphosate absorption (Trop®) alone and in association with protox inhibition
herbicides, such as flumioxazine (Flumyzin®), sulfentrazone (Boral®) and oxyfluorfen
(Goal®) under rainfall simulation. 20 mm, with factorial intervals of 0 - 2 - 4 - 8 - 16 32 - 64 hours after application of the herbicides. Ginger grass was highly susceptible to
the association between glyphosate (Trop®) and flumioxazine (Flumyzin®), increasing
the control efficiency of ginger grass in emergency emergence, where, with rain
simulation 2 - 4 - 8 - 16 h after herbicide application, gingergrass was highly susceptible
(> 90%), differing statistically from other treatments. In the evaluation of ginger grass
regrowth, the treatment of glyphosate isolated, provided the death of the plant, thus
avoiding regrowth of ginger grass.
Key-words: Chemical control, Association of herbicides and Period of absorption.
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Análise química do substrato utilizado no experimento com capim gengibre. .......... 23
Tabela 2. Esquema fatorial tratamentos (8) x Hora após aplicação dos herbicidas para lavagem
(7). Tratamentos, doses e intervalos de lavagem após aplicação dos herbicidas. ..................... 27
Tabela 3. Resumo do quadro de analise de variância para porcentagem de controle visual do
capim gengibre submetido ao controle químico sob intervalo de lavagem das folhas após
aplicação................................................................................................................................. 32
Tabela 4. Média percentual relativa de controle visual do capim gengibre em função dos
herbicidas e horas de lavagem após aplicação. ........................................................................ 33
Tabela 5. Resumo do quadro de analise de variância para massa seca do capim gengibre
submetida ao controle químico sob intervalo de lavagem das folhas após aplicação. .............. 34
Tabela 6. Média percentual relativa da massa seca do capim gengibre em função dos
herbicidas e horas de lavagem após aplicação. ........................................................................ 35
Tabela 7. Resumo do quadro de analise de variância para perfilho rebrotado do capim gengibre
submetido ao controle químico sob intervalo de lavagem das folhas após aplicação. .............. 35
Tabela 8. Média percentual relativa do perfilhamento rebrotado do capim gengibre em função
dos herbicidas e horas de lavagem após aplicação. ................................................................. 37
Tabela 9. Resumo do quadro de analise de variância para massa seca da rebrota do capim
gengibre submetido ao controle químico sob intervalo de lavagem das folhas após aplicação.38
Tabela 10. Média percentual relativa da massa seca do capim gengibre rebrotado em função
dos herbicidas e horas de lavagem após aplicação. ................................................................. 39
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Vaso de 1L utilizado no experimento. ....................................................................... 22
Figura 2. Vaso de 1L com 1 Kg de substrato peneirado e em sua capacidade de campo. .......... 23
Figura 3. Pesagem do rizoma do capim gengibre em balança de precisão................................ 24
Figura 4. Profundidade de semeadura dos rizomas do capim gengibre em vasos. .................... 24
Figura 5. Folhas de Paspalum maritimum Trind. coletadas para medição do índice de área foliar.
............................................................................................................................................... 25
Figura 6. Equipamento AreaMeter, (Li-cor®) realizando a medição do índice de área foliar. ... 25
Figura 7. Aplicação dos herbicidas utilizando micropipeta, volume de calda 18 mmol.folha-1 . .. 25
Figura 8. Micropipeta calibrada para aplicação de 18 mmol.folha-1 . ......................................... 26
Figura 9. Pulverizador lavando as folhas do Paspalum maritimum Trind. ................................. 26
Figura 10. A). Ausência de fitointoxicação (0%). B). Morte da planta (100%)............................ 28
Figura 11. Poda da parte aérea do capim gengibre. ................................................................. 28
Figura 12. Parte aérea em saco plástico para secar em estufa de circulação força de ar, a
aproximadamente por 72 horas a 75ºC ................................................................................... 29
Figura 13. Perfilhamento da rebrota do capim gengibre (Paspalum maritimum Trind.). .......... 29
Figura 14. Material indo para estufa para posterior determinação de massa seca da rebrota. . 30
Figura 15. Pesagem da massa seca da rebrota em balança analítica. ....................................... 30
Figura 16. Fitotoxicides causado pelo Sulfentrazone no capim gengibre aos 14 DAA. .............. 34
Figura 17. Fitotoxicides causado pela associação entre Glifosato e Flumioxazina no capim
gengibre aos 14 DAA. .............................................................................................................. 34
Figura 18. Perfilhamento da rebrota do capim gengibre no tratamento Glifosato associado a
Flumioxazina, rebrota há 2, 4, e 8 horas após aplicação dos herbicidas para lavagem das folhas.
............................................................................................................................................... 38
SUMÁRIO
1.
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 11
2.
REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................ 13
2.1. Controle químico em pós-emergência da cana-de-açúcar .............................................. 13
a)
Mimetizadores de auxina ......................................................................................... 14
b)
Inibodores do fotossistema:...................................................................................... 14
c)
Inibidores da mitose ou do crescimento inicial ......................................................... 15
a.
Inibidores da enzima ALS .................................................................................... 15
b.
Inibidores da enzima EPSPS ................................................................................ 15
e)
Inibidores de pigmentos ........................................................................................... 16
f)
Inibidores da respiração ........................................................................................... 16
g)
Destruidores de membranas ..................................................................................... 17
2.2. Associação de moléculas para controle químico de espécies de difícil controle ............. 19
2.3. Manejo do capim gengibre ........................................................................................... 20
3. MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................................... 22
3.1. Fitotoxicidade visual do capim gengibre (Paspalum maritimum Trind.). ....................... 27
3.2. Peso matéria seca do capim gengibre (Paspalum maritimum Trind.). ............................ 28
3.3. Perfilho da rebrota do capim gengibre (Paspalum maritimum Trind.). ........................... 29
3.5. Análises estatísticas ...................................................................................................... 31
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ......................................................................................... 32
5. CONCLUSÕES: ................................................................................................................. 40
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 41
1. INTRODUÇÃO
A principal característica das plantas daninhas é a capacidade de interferir no
crescimento e desenvolvimento das plantas cultivadas (LAMEGO et al. 2015). Esta
interferência é um dos principais fatores bióticos que limitam a produção de alimentos
no mundo. Quando há limitação de recursos no meio, tais como nutrientes, luz, água e
espaço ocorre à competição interespecífica entre as plantas daninhas e as culturas
agrícolas (VARGAS & ROMAN 2008). De acordo com SHAW (1956) planta daninha é
toda e qualquer planta que ocorre onde não é desejada.
As plantas daninhas evoluíram ao ponto de adaptarem às perturbações
ambientais naturais ou provocadas pelo homem através da agricultura, sendo assim
difícil de controlar. (CHRISTOFFOLETI, FILHO e SILVA,1994). O controle químico
com o uso de herbicidas é uma das alternativas de maior eficiência no controle de
plantas daninhas (ALVES, 1999).
Diversos fatores podem influenciar a eficiência de herbicidas pós-emergentes:
espécies e tamanho de plantas daninhas, condições ambientais, momento da aplicação,
dose de aplicação, interação com outros herbicidas e uso de adjuvantes (BRIDGES,
1989; YORK et al., 1990). Utilizado no controle de plantas daninhas anuais ou perenes
em diversos sistemas de produção, o glifosato é um dos herbicidas de maior importância
mundial (BLACKSHAW e HARKER, 2002). Resultados de pesquisas têm demonstrado
que
aplicando-se
glifosato
combinado
a
outros
herbicidas
pós-emergentes
convencionalmente ocorre um aumento no espectro e na eficácia de controle de plantas
consideradas mais tolerantes à ação do glifosato isolado (NORSWORTHY E GREY,
2004).
COLBY (1967) relata que quando a resposta da mistura de herbicidas é maior
que a esperada, a mistura é sinergística; quando é menor que a esperada, é antagonística
e quando igual, aditiva. Despertam particular interesse as misturas que apresentam
sinergismo, pois permitem o uso de doses menores e controlam plantas daninhas
resistentes (GRESSEL 1990).
Portanto, a prática de misturar princípios ativos em tanque pode provocar efeitos
adversos sobre as plantas daninhas e a cultura, sendo assim, tornan-se indispensáveis
11
pesquisas a respeito das prováveis interações entre os princípios ativos dos herbicidas e
sua eficácia, podem assim apontar o uso mais adequado desses.
O capim gengibre (PaspalummaritimumTrind.), é uma das plantas daninhas mais
agressivas e de mais difícil erradicação (MORAES, 1979), em razão de seu hábito de
crescimento fortemente rizomatoso e estolonífero e de sua grande capacidade de
produção de sementes (CARVALHO FILHO, 2004). São típicas do norte e nordeste
brasileiro.
O objetivo deste trabalho foi encontrar o melhor manejo para controle do capim
gengibre (PaspalummaritimumTrind.), utilizando glifosato de forma isolada e em
mistura com herbicidas inibidores da protox, afim de analisar qual o tratamento
proporciona um controle efetivo do capim gengibre de forma mais rápida e eficaz.
12
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1. Controle químico em pós-emergência da cana-de-açúcar
Atualmente a cultura da cana-de-açúcar é a melhor alternativa para a produção
do etanol do ponto de vista econômico, energético e ambiental (Andreoli & Souza,
2006). Contudo, o aumento da produtividade de colmos é fortemente influenciado por
alguns fatores, como: clones a serem cultivados, características físicas e químicas do
solo, clima e competição das plantas daninhas. Entre esses fatores, as espécies daninhas,
quando não controladas de modo adequado, podem limitar o desenvolvimento e a
produtividade da cultura, dificultar a colheita e reduzir a longevidade do canavial
(Procópio et al., 2004). Essas perdas podem ser evitadas com o emprego do controle
químico, que é o método mais utilizado, uma vez que, além de ser uma lavoura
tecnificada e mecanizada, as áreas de cultivo são muito extensas (Pitelli, 1985).
Segundo Kuva et. al. (2000) é importante lembrar que a interferência é um fenômeno
recíproco, ou seja, a própria cultura tem uma certa capacidade de limitar o
desenvolvimento das plantas daninhas.
As principais características das plantas daninhas que dificultam manejo são:
facilidade de germinação, desenvolvimento e crescimento rápido, grande superfície
fotossintética, grande número de estômatos, sistema radicular abundante e presente nas
diversas camadas do solo, ciclo de vida semelhante ao das culturas, plasticidade
populacional, germinação desuniforme, produção de substâncias inibidoras e produção
de grande número de sementes (Cardenas et al., 1972). O uso de herbicidas no controle
químico deve ser baseada em critérios rígidos, considerando seus custos, eficiência e
segurança ao meio ambiente e ao homem, devendo ser parte de um programa integrado
de controle de plantas daninhas (Bianchi et al., 2014).
As condições ambientais, a espécie daninha e as próprias características do
herbicida limitam a quantidade desse produto que atravessa a cutícula da folha no
processo de absorção quando aplicados na pós-emergência (Roman et al., 2007). Os
herbicidas podem ser aplicados em pré-emergência, pós-emergência, na reforma do
canavial e como maturador conforme a necessidade da cultura ao controle de plantas
daninhas. Muitos herbicidas com diferentes ingredientes ativos e formulações estão
13
registrados para o uso no Brasil (Martinelli et al., 2011). Azania et al. (2006b); Azania
et al. (2008) relatam o manejo para cana-planta e a cana soca. Além disso, a aplicação
em pós-emergência é vantajosa, pois permite a identificação das espécies daninhas na
área, assim aplicados onde houver real presença do mato (Devlin et al., 1991).
Segundo Mello (2014) herbicidas controlam ervas daninhas, interferindo na forma
como elas crescem. Através de vários “modos de ação” (MOA), que bloqueiam a
germinação das sementes ou o estabelecimento de mudas; impedem a produção de
carboidratos essenciais, proteínas ou lipídios (óleos e gorduras) pelas plantas; ou
desidratam folhas e caules entre outros. Conhecer o MOA de um herbicida é importante
para entender como usar esse herbicida da maneira mais eficaz. Também, para
identificar herbicidas torna-se útil agrupá-los de acordo com o seu mecanismo de
atuação e sua estrutura química básica. Em função da similaridade dos sintomas.
Conforme Victoria Filho, R.; Christoffoleti, P. J. (2001) o mecanismo de ação dos
herbicidas é definido como a primeira reação química ou física que é afetada no interior
da célula e que resulta na alteração de crescimento da planta. Os principais mecanismos
de ação de herbicidas utilizados na cultura da cana-de-açúcar são os seguintes:
a) Mimetizadores de auxina: Apresentam maior ação sobre plantas daninhas
dicotiledôneas; provocam uma desorganização no crescimento das plantas,
agindo
nos
tecidos
meristemá-
ticos;
apresentam
translocação
predominantemente pelo simplasto; geralmente são aplicados em pósemergência. O principal herbicida deste grupo é o 2,4-D, que pode ser
utilizado isoladamente ou em mistura com diversos outros do grupo das
triazinas e uréias substituídas. Outros herbicidas deste grupo são MCPA,
picloram e dicamba.
b) Inibodores do fotossistema: Nesse grupo, estão as triazinas, as triazinonas,
as uréias substituídas e as uracilas. As principais características das triazinas
são: normalmente, são usados em pré-emergência ou pós-emergência inicial;
são eficazes para as plantas daninhas dicotoledôneas e algumas gramí- neas;
são de translocação apoplástica; a seletividade depende de fatores, como
posicionamento no solo e degradação pela planta; a persistência varia de 5 a
12 meses; a degradação microbiana é um fator importante na dissipação no
solo. Os principais herbicidas desse grupo são: triazinas – atrazina,
simazina, ametrina, cyanazina; triazinonas: hexazinona, metribuzin. As
principais características das uréias substituídas são: geralmente são de
14
baixa solubilidade; controlam mais dicotiledôneas; são usadas em préemergência ou pós-inicial; normalmente não controlam plantas perenes; são
de translocação apoplástica; a seletividade é mais devida ao posicionamento
no solo; efeito residual de meses a mais de um ano; o principal fator de
degradação no solo é a população microbiana. Os principais herbicidas
desse grupo são: diuron, isouron, tebuthiuron
c) Inibidores da mitose ou do crescimento inicial: O grupo das
dinitroanilinas apresenta as seguintes características: controlam mais
gramíneas; não tem atividade em pósemergência; é absorvido por caulículos
e radículas; não tem translocação; não controla plantas daninhas perenes;
atua inibindo a divisão celular. Os principais herbicidas desse grupo são:
trifluralina e pendimethalin. O grupo das acetanilidas apresenta as seguintes
características: normalmente é aplicado em pré-emergência; é absorvido por
caulículos e radículas; não controla plantas perenes; persistência de um a
três meses; translocação apoplástica; é mais eficaz sobre gramíneas; o
mecanismo de ação está mais relacionado à inibição de síntese de proteínas
e à divisão celular. Os principais herbicidas desse grupo são: alachlor,
metolachlor, acetochlor.
d) Inibidores da síntese de aminoácidos:
a. Inibidores da enzima ALS: Principais características: não utilizados
em pré ou pós-emergência inicial; persistência moderada a longa no
solo; controlam mais dicotiledôneas e algumas gramíneas, como
também algumas ciperáceas; translocação apo-simplástica. Os
principais herbicidas desse grupo são: halosulfuron, flazasulfuron,
trifloxysulfuron sodium, imazapyr, imazapic.
b. Inibidores da enzima EPSPS: Principais características: inibem a
síntese dos aminoácidos fenilalanina, tirosina e triptofano; não são
seletivos; controlam dicotiledôneas e gramíneas; translocação
simplástica; são fortemente adsorvidos pelo solo. Os principais
herbicidas desse grupo são: glifosate e sulfosate.
O glifosato é um herbicida de pós-emergência e largo espectro, não seletivo,
capaz de controlar efetivamente as plantas invasoras mais agressivas (Franz, 1985;
Gruys; Sikorski, 1999). Tornou-se o herbicida mais utilizado no mundo por ser
15
considerado ameno em efeitos ambientais e apresentar baixa toxicidade (Cerdeira;
Duke, 2006). Atualmente é utilizado nas mais diferentes culturas geneticamente
modificadas resistentes ao glyphosate (Blackshaw; Harker, 2002; Duke; Powles, 2009).
O modo de ação do glifosato consiste na alteração de diferentes processos bioquímicos
vitais nas plantas, como a biosíntese de aminoácidos, proteínas e ácidos nucléicos
(Glass, 1984). O herbicida é absorvido pelo tecido vivo e translocado, via floema,
através da planta para raízes e rizomas (Hoagland; Duke, 1982; Pline-Srnic, 2006;
Caseley; Coupland, 1985; Ruitner; Meinen, 1998) sendo que a duração desse processo é
variável de acordo com a espécie e idade da planta, condições ambientais e
concentração (Caseley; Coupland, 1985; Ruitner; Meinen, 1998). Sua ação inibe
enzimas
específicas
como
a
enolpiruvil
shikimato-3-fosfato
sintase
(EPSP)
suspendendo a síntese de aminoácidos aromáticos (Hoagland; Duke, 1982; Pline-Srnic,
2006).
As plantas tratadas com glifosato morrem lentamente, em poucos dias ou
semanas, e devido ao transporte por todo o sistema, nenhuma parte da planta sobrevive
(Coutinho; Mazo, 2005). Os primeiro sintomas que ocorrem nas plantas não resistentes
incluem inibição do crescimento, amarelecimento dos meristemas e das folhas jovens
que progride para necrose generalizada. As folhas das plantas ficam estriadas e ou
avermelhadas e apresentam um alongamento do limbo foliar. O período da aplicação até
a morte da planta é de 4 a 20 dias (Vargas, 2003).
e) Inibidores de pigmentos: Principais características: atuam na biossíntese
de carotenóides, produzindo tecidos albinos; a perda da clorofila se deve à
oxidação pela luz (fotoxidação), consequência da falta dos carotenóides que
a protegem; a translocação é apoplástica; são usados em pré-emergência,
controlando mais gramíneas; a degradação por microorganismos é muito
importante. Os principais herbicidas desse grupo são: isoxafrutole e
clomazone.
f) Inibidores
da
respiração:
Principais
características:
apresentam
translocação restrita pelo simplasto; são usados em pós-emergência;
controlam mais gramíneas; temperaturas altas e luminosidade aumentam sua
eficácia; a absorção é lenta, necessitando de oito horas sem chuva. O
principal herbicida do grupo é o MSMA.
16
g) Destruidores de membranas: Principais características: inibem a enzima
protoporfirinogênio oxidase (protox); os sintomas são manchas verdes
escuras nas folhas, que evoluem para necroses; são de pouca translocação
apoplástica. Herbicidas desse grupo são sulfentrazone, flumioxazina,
oxifluorfen.
Os herbicidas inibidores da protoporfirinogênio oxidase (PROTOX) são
classificados em quatro grupos químicos: difeniléteres (acifluorfen, fomesafen, lactofen
e oxyfluorfen), ftalimidas (flumiclorac e flumioxazin), oxadiazoles (oxadiazon) e
triazolinonas (carfentrazone e sulfentrazone). A PROTOX está presente na rota de
síntese da clorofila e citocromos, também chamada rota metabólica da síntese de
porfirinas ou de tetrapirroles. Essa enzima converte o protoporfirinogênio-IX em
protoporfirina-IX. Com a presença do herbicida, ocorre a inibição da PROTOX,
resultando em acúmulo de protoporfirinogênio IX no cloroplasto. (Camadro el al., 1991;
Devine et al., 1993; Retzinger & Mallory-Smith, 1997; Merotto Júnior & Vidal, 2001).
As partes das plantas atingidas morrem entre dois e três dias, os primeiros sintomas
aparecem como manchas verde-escuras nas folhas, que rapidamente evoluem para
necrose. Quando aplicados em pré-emergência, os sintomas aparecem por ocasião da
emergência das plântulas (Rizzardi et al., 2004).
Sulfentrazone é um herbicida registrado no Brasil para as culturas de soja, canade-açúcar,
cafée
citrus.
Pertence
ao
grupo
das
aril-triazolinonas,
solubilidade de 780 mg L-1 (pH 7), pressão de vapor1.10-9 mmHg (25 ºC), constante de
dissociação (pK) 6,56 e coeficiente de partição (KowpH7) 9,8 (Hess, 1993; Tomlin,
1994).
É um produto sistêmico e de contato e sua absorção ocorre pelo sistema
radicular. A translocação ocorre por pequena movimentação pelo floema. O herbicida
sulfentrazone age nas plantas por um processo de ruptura da membrana celular,
provocando rápida dessecação foliar nas plantas que emergem. Trata-se de um herbicida
formulado como SC (suspensão concentrada contendo 500 g.L-1 do i.a.), não corrosivo,
pertencente à classe toxicológica IV, com DL50 oral e dérmica superior a 4000 mg.kg -1
(Rodrigues; Almeida, 1998).
17
O flumioxazin é um herbicida já consagrado na cultura da soja, para o uso em
pré-emergência no controle de plantas daninhas (Guimarães & Valente, 1995; Barros et
aI., 1995; Laca-Buendia, 1997). Trabalhos recentes de Costa et aI.(1997), Melhorança
& Souza Júnior (1997) e Rangel et aI. (1997) confirmam também a eficiência deste
herbicida no controle de plantas daninhas, principalmente latifoliadas, em pósemergência. Com isto, estudos estão sendo realizados para se demonstrar que a mistura
do flumioxazin ao glyphosate e/ou sulfosate aumenta a eficiência e o espectro destes
herbicidas sistêmicos (Pereira & Souza Júnior, 1997; Pereira & Fukushima, 1998;
Melhorança & Souza Junior, 1998; Pereira & Cannona, 2000). O flumioxazin quando
utilizado em pós-emergência atua por contato, tornando possível seu uso em mistura
com glyphosate, sendo mais uma opção de manejo de plantas daninhas (Maciel e
Constantin, 2002).
O oxyfluorfen é um herbicida bastante utilizado na cultura da cana-de-açúcar,
com ótima ação pré-emergente e baixa solubilidade, que garante maior persistência sob
condições de chuvas intensas.
O principal mecanismo de ação do oxyfluorfen consiste na deterioração das
membranas dos tecidos atingidos, sendo preferencialmente absorvido pelas folhas. Não
atua sobre as raízes das plantas. O oxyfluorfen é praticamente imóvel no solo. A
decomposição ocorre essencialmente por fotólise, sendo desprezível a ação de
microorganismos. Contribui Para a grande importância do processo fotolítico, o
posicionamento superficial do herbicida no solo, em razão de sua pequena lixiviação
(Almeida e Rodrigues, 1998). O sintoma característico de intoxicação da cana-de-açúcar
com oxyfluorfen corresponde a manchas de cor marrom-avermelhadas, localizadas nos
pontos em que as folhas da cultura entram em contato com o herbicida. Tais manchas
podem ou não evoluir para necroses. Os sintomas são restritos aos pontos de contato, na
medida em que o oxyfluorfen não sofre redistribuição nas plantas. Esta ausência de
mobilidade resulta de sua baixa solubilidade (<0,1ppm), condicionando ao mesmo,
elevado coeficiente de partição (Kow) (Velini et. al., 2000).
18
2.2. Associação de moléculas para controle químico de espécies de difícil controle
Despertam particular interesse as misturas que apresentam sinergismo, pois
permitem o uso de doses menores e controlam plantas daninhas resistentes (Gressel
1990 apud Agostineto, M. C., et. al 2016). Esse sinergismo, muitas vezes, ocorre
quando são misturados dois herbicidas que apresentam diferentes mecanismos de ação,
nos quais pode haver uma ação de complementaridade entre os mesmos, com um
facilitando a ação física e ou bioquímica do outro (Matthews, 1994, apud Agostineto,
M. C., et. al 2016).
Ateh e Harvey (1999) afirmam que além de doses mais elevadas ou aplicação
sequencial, algumas espécies podem requerer a adição de outros herbicidas para um
controle eficaz. De acordo com Kruse et al. (2006), a associação de dois ou mais
herbicidas para o controle de plantas daninhas em uma mesma cultura é prática bastante
usual nas últimas décadas. O tipo de interação decorrente da associação é matéria de
constante preocupação e investigação. Por esse motivo, além de muito utilizado, essas
combinações são benéficas, pois requer menor tempo de aplicação e custam menos
quando comparados a aplicações de herbicidas individualmente, além de aumentarem o
espectro de plantas daninhas controladas. Entretanto, pode causar fitointoxicação nas
culturas, mesmo que estes isoladamente apresentem seletividade para a cultura (Norris
et al., 2001). Maciel et al. (2009) também ressaltaram que para um manejo mais
eficiente de espécies de plantas daninhas consideradas de difícil controle existe a
necessidade da associação de herbicidas ao glifosato.
Alves (2012), fez avaliação do comportamento dos herbicidas ametrina e glifosato
aplicados em associação no solo Argissolo Vermelho (PV) de cultivo de cana-deaçúcar. Através dos resultados obtidos, conclui-se que a associação dos herbicidas
ametrina e glifosato influenciam o comportamento individual das moléculas no solo,
porém de forma positiva para a ametrina e pouco significativa para o glifosato.
Na cultura da soja, Neves et al. (2010) estudaram alternativas de manejo de plantas
daninhas tolerantes ao glifosato e avaliaram a seletividade das associações à cultura da
soja e o seu impacto no rendimento de grãos, concluíram que dentre os pós-emergentes
testados em associação com o glifosato, o herbicida cloransulam foi o mais seletivo à
cultura da soja, seguido por flumetsulam echlorimuron. Aos 14 dias após a aplicação os
19
tratamentos de glifosato com carfentrazone e flumioxazin, ainda apresentaram
fitotoxicidade inaceitável (> 20%). A maioria dos tratamentos apresentaram excelente
controle das plantas daninhas infestantes, notaram que as diferenças de produtividade
pode ser relacionada com a seletividade dos tratamentos a cultura da soja, ainda mais
que a testemunha capinada obteve o maior rendimento de grãos.
Silva (2016) avaliou a associação de glifosato + lactofen e de outros herbicidas com
ácido salicílico na supressão vegetativa da soja e ocorrência de oídio na região de
Guarapuava - PR. Foi constatado que Lactofen isolado e as associações de glifosato +
lactofen + ácido salicílico e os tratamentos envolvendo os herbicidas glifosato
associados com chlorimuron, cloransulam e bentazon, na presença ou ausência do ácido
salicílico reduziram o teor de clorofila inicial das plantas de soja, assim como
promoveram supressão vegetativa na cultura, com melhor desempenho para a cutivar
BMX Apolo RR. Lactofen (120 g i.a.ha-1) e RR + lactofen + AS (960 + 120 + 320 g i.a.
ha-1) reduziram significativamente as características número de vagens por planta, grãos
por vagens, peso de 100 sementes e produtividade, não apresentando viabilidade para
utilização para as cultivares de soja estudada. Todos os tratamentos estudados reduziram
significativamente a incidência e severidade do oídio da soja, sendo uma opção
complementar do manejo de doenças.
A mistura de herbicidas, além dos benefícios supracitados, pode ainda reduzir custo
de pulverização e possibilidade de redução da dose recomendada, consequentemente a
redução de resíduos no solo e da toxicidade à cultura de interesse (Machado et al. 2006,
Queiroz et al. 2014).
2.3. Manejo do capim gengibre
O Paspalum maritimum Trin.é uma espécie nativa da América Tropical, ocorre
na América Central e Caribe, norte do Brasil e na zona litorânea, do Nordeste ao Sul.
No Brasil as maiores concentrações ocorrem do Pará até a Bahia (Mello, 2014 apud
Kissmann, 1991). Espécie perene, reproduzida por sementes e alastrada a partir de
rizomas, formando densas coberturas que impedem o desenvolvimento de outras
espécies na área. Preferem os terrenos com solos arenosos, muito resistente a períodos
de seca e ao fogo, rebrotando com rapidez. É uma das espécies pertencentes à família
20
Poaceae e ao gênero Paspalum, com mais de 400 espécies distribuídas em áreas
tropicais e temperadas em todo o mundo (Burson; Bennett, 1971).
Para Lorenzi (2008) trata-se de uma das plantas 20 daninhas mais importantes da
Região Nordeste, infestando principalmente lavouras perenes como a cana-de-açúcar,
culturas anuais e beiras de estradas. Vegeta com extraordinário vigor em solos secos e
pobres, propagando-se com grande facilidade e intensidade. Conhecido por capimgengibre, capim-pernambuco, grama-pernambuco, capim-gengibrão, capim-jacaré e
gengibre.
Esta planta daninha forma verdadeiras colônias puras, dominando a pastagem e
outras áreas cultivadas em poucos anos. Por este motivo se destaca pela alta capacidade
de invadir grandes áreas produtoras. Onde essa espécie predomina até mesmo outras
plantas daninhas tendem a desaparecer (Souza Filho, 2006). Compostos químicos
sintetizados pelo capim-gengibre são extravasados para o ambiente, causando
interferência, limitando assim à germinação e desenvolvimento de outras espécies.
Procópio et al. (2003) relatam que na região Nordeste podem ser destacadas,
além das espécies citadas, outras de grande importância, como: capim-fino (Brachiaria
mutica), capim-gengibre (Paspalum maritimum), erva-de-rola (Croton lobatos) e burraleiteira (Chamaesyce hirta).
Trabalhos com Paspalum têm mostrado que as espécies deste gênero apresentam
baixa capacidade de produção de sementes viáveis. Este efeito advém de vários fatores,
como não-passagem do estádio vegetativo para o reprodutivo conforme cita Batista, et
al (1989 apud Humphreys, 1979 e Ting, 1982).
21
3. MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi desenvolvido no município de Rio Largo no Centro de
Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas, em casa de vegetação com
precipitação controlada, latitude: 9º 27’ 56.857”S e longitude: 35º 49’ 36.341” W, no
período de Setembro de 2017 a Março de 2018.
O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC), com quatro
repetições e em esquema fatorial (8x7) em que o fatorial foi herbicidas (8) x tempo de
lavagem (7), para isso foram utilizados vasos de 1L como unidade experimental.
Figura 1. Vaso de 1L utilizado no experimento.
Foi utilizado 1 Kg de substrato por vaso, coletado no município de São Miguel
dos Campos, Alagoas. Fazenda Coité 3, talhão 6. O substrato foi devidamente peneirado
e analisado. As características químicas do substrato utilizado no experimento estão
apresentadas na (Tabela 1). Os vasos foram pesados e padronizados para que tivessem
massa constante (1 Kg.vaso-1). Irrigações periódicas foram realizadas para que os vasos
permanecessem com aproximadamente 80 % da capacidade de campo durante todo o
período experimental.
22
Figura 2. Vaso de 1L com 1 Kg de substrato peneirado e em sua capacidade de campo.
Tabela 1. Análise química do substrato utilizado no experimento com capim gengibre.
Análise química
5,3
pH (em água)
-3
Na (mg dm )
5,0
P (mg dm-3)
37,0
-3
25,00
K (mg dm )
-3
Ca + Mg(cmolc dm )
2,85
Ca (cmolc dm-3)
1,75
-3
1,10
-3
Al (cmolc dm )
0,25
H + Al (cmolc dm-3)
5,75
C.T.C. Efetiva
3,18
C.T.C. ( pH 7,0)
8,68
%V
34,00
%M
8,0
Sat. em K (%)
0,7
Mat. Org. Total (g/Kg)
22,0
Mg(cmolc dm )
Os rizomas do capim gengibre foram coletados no Centro de Ciências Agrárias,
lavados e pesados. Foi padronizado em 5g de rizoma por vaso.
23
Figura 3. Pesagem do rizoma do capim gengibre em balança de precisão.
Após a pesagem foi feito a semeadura dos vasos, ficando os rizomas a uma
profundidade média de 5 cm de profundidade nos vasos.
Figura 4. Profundidade de semeadura dos rizomas do capim gengibre em vasos.
Para a aplicação dos herbicidas, de acordo com Souza et. al (2007), a folha
suporta 0,5 uL.cm-1, calculamos o índice de área foliar do capim gengibre. O índice de
área foliar do Paspalum maritimum Trind. foi determinado através de medição
utilizando o equipamento AreaMeter, (Li-cor®). O volume de calda inicial adotado foi
de 250 L.Ha-1, o volume aplicado por folha foi de 18mmol.
24
Figura 5. Folhas de Paspalum maritimum Trind. coletadas para medição da área foliar.
Figura 6. Equipamento AreaMeter, (Li-cor®) realizando a medição da área foliar.
A aplicação dos herbicidas foi realizada 120 dias após a semeadura do Paspalum
maritimum Trind. nos vasos. Utilizou-se uma micropipeta com ponta adequada para
aplicação de 18 mmol.folha-1 .
Figura 7. Aplicação dos herbicidas utilizando micropipeta, volume de calda 18 mmol.folha-1 .
25
Figura 8. Micropipeta calibrada para aplicação de 18 mmol.folha-1 .
Para lavagem das folhas após aplicação dos herbicidas, utilizamos um
pulverizador, simulando chuva de 20 mm por planta de Paspalum maritimum Trind.
Figura 9. Pulverizador lavando as folhas do Paspalum maritimum Trind.
Os tratamentos foram: T1 – testemunha; T2 – gliphosato (Trop® 6 L.Ha-1,
Adama, Brasil); T3 – flumioxazina (Flumyzin® 0,350 Kg.Ha-1, Iharabras, Brasil); T4 –
sulfentrazona (Boral® 1,6 L.Ha-1, FMC, Brasil); T5 – oxyfluorfen (Goal® 5 L.Ha-1,
DOW, Brasil); T6 – gliphosato + flumioxazina (Trop® 6 L.Ha-1 + Flumyzin® 0,350
Kg.Ha-1); T7 – gliphosato + sulfentrazona (Trop® 6 L.Ha-1 + Boral® 1,6 L.Ha-1); T8 –
gliphosato + oxyfluorfen (Trop® 6 L.Ha-1 +Goal®5 L.Ha-1); Foram utilizadas doses
medias recomendadas pelos determinados fabricantes das marcas comerciais para a
cultura da cana-de-açúcar (MAPA, 2015). Os resultados foram submetidos a teste de
tukey a 5% de probabilidade.
As lavagens foram em intervalos definidos de 0 há 64 horas após aplicação dos
herbicidas, da seguinte forma: 0h, 2h, 4, 8h, 16h, 32h e 64h.
26
Tabela 2. Esquema fatorial tratamentos (8) x Hora após aplicação dos herbicidas para lavagem (7).
Tratamentos, doses e intervalos de lavagem após aplicação dos herbicidas.
Tratamentos
g.Ha-1 ou
Horas após aplicação dos
l.Ha-1
herbicidas para a lavagem
(HAA)
Testemunha sem aplicação
s/a
sem aplicação
Gliphosato
6 L.Ha-1
0; 2; 4; 8; 16; 32 e 64
Flumioxazina
350g.Ha-1
0; 2; 4; 8; 16; 32 e 64
Sulfentrazona
1,6 L.Ha-1
0; 2; 4; 8; 16; 32 e 64
Oxyfluorfen
5 L.Ha-1
0; 2; 4; 8; 16; 32 e 64
Gliphosato + Flumioxazina
6 L.Ha-1 + 350g.Ha-1
-1
-1
0; 2; 4; 8; 16; 32 e 64
Gliphosato + Sulfentrazona
6 L.Ha + 1,6 L.Ha
0; 2; 4; 8; 16; 32 e 64
Gliphosato + Oxyfluorfen
6 L.Ha-1 + 5 L.Ha-1
0; 2; 4; 8; 16; 32 e 64
*s/a – Sem Aplicação
As avaliações foram aos 7, 14, 21 e 28 dias após aplicação. As variáveis
analisadas foram: Fitotoxicidade visual, peso da matéria seca do capim gengibre,
perfilho da rebrota do capim gengibre e o peso da matéria seca da rebrota do capim
gengibre.
3.1. Fitotoxicidade visual do capim gengibre (Paspalum maritimum Trind.).
A fitointoxicação nada mais é que a expressão visual do efeito que determinada
substância ou ação provocada na planta, sendo aqui considerada como efeito herbicida
sobre a planta em questão (Galvan et al., 2009).
O percentual de controle foi realizado com a avaliação visual do controle do
capim-gengibre aos 07, 14, 21 e 28 dias após a aplicação (DAA), em que 0 representa
ausência total de sintomas e 100% morte da planta (Velini, 1995).
27
Figura 10. A). Ausência de fitointoxicação (0%). B). Morte da planta (100%).
3.2. Massa seca do capim gengibre
Aos 30 DAA foi realizada a coleta da parte aérea das plantas para quantificação
da massa da matéria seca, para isso as plantas foram coletadas com o auxílio de uma
tesoura, apenas a parte aérea de todas as plantas de capim-gengibre em cada vaso,
colocadas em sacos de papel e levadas para estufa de circulação força de ar, a
aproximadamente por 72 horas a 75ºC até obter massa constante pelo método de
Gandini et al. (2010).
Figura 11. Poda da parte aérea do capim gengibre.
-+
28
Figura 12. Parte aérea em saco plástico para secar em estufa de circulação força de ar, a
aproximadamente por 72 horas a 75ºC.
3.3. Perfilho da rebrota do capim gengibre
Após a realização da poda, avaliou-se a rebrota do capim gengibre, onde se
contou o número de perfilhos que estavam brotados.
Figura 13. Perfilhamento da rebrota do capim gengibre.
29
3.4. Massa seca da rebrota do capim gengibre.
Aos 30 DAP foi realizada uma nova coleta da parte aérea das plantas para
quantificação da massa da matéria seca da rebrota, para isso as plantas foram coletadas
com o auxílio de uma tesoura de poda, apenas a parte aérea de todas as plantas de
capim-gengibre em cada vaso que rebrotaram, colocadas em sacos de papel e levadas
para estufa de circulação força de ar, a aproximadamente por 72 horas a 75ºC até obter
massa constante pelo método de Gandini et al. (2010).
Figura 14. Material indo para estufa para posterior determinação de massa seca da rebrota.
Figura 15. Pesagem da massa seca da rebrota em balança analítica.
30
3.5. Análises estatísticas
Os dados obtidos foram submetidos a analise de variância utilizando-se o
software SISVAR (Sistema de Análise da Variância) versão 5.6., quando constatada
diferença significativa foram comparados pelo teste de tukey a 5% de probabilidade de
erro.
O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC), com quatro
repetições e com fatoriais tratamentos (herbicidas) e tempo de lavagem (simulação de
chuva).
Todas as respostas fisiológicas ocasionadas pela aplicação dos herbicidas foram
comparadas com uma condição de referência (Testemunha sem aplicação) (SILVA et
al., 2010). Os valores das notas atribuídas para fitotoxicidade visual, massa seca, massa
seca da rebrota e número de perfilhos rebrotados, foram transformados em √x+1.
31
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para a variável porcentagem de controle visual do capim gengibre, de acordo
com a tabela 3, houve forte interferência entre o fatorial analisado, herbicidas, tempo de
lavagem e a interação entre eles, indicando que a eficácia de aplicação dos herbicidas é
afetada pelo tempo de lavagem em diferentes horas após aplicação dos herbicidas. Na
tabela 4 observamos que todos os tratamentos com glifosato, isolado ou associado a um
herbicida inibidor da protox, houve controle acima de 99% aos 28 DAA, considerado
satisfatório. Os tratamentos sem a associação com glifosato ficaram abaixo de 10% de
porcentagem de controle visual, sendo o herbicida Sulfentrazone o que causou mais
fitotoxicides segundo escala proposta por Velini (1995), 9,85%.
Moraes (1980) observou que o melhor resultado do ponto de vista da eficiência
de tratamentos em diferentes doses e modo de aplicação do controle de capim-gengibre
em competição com a seringueira foi obtido com uma só aplicação de glyphosate a 3 l
ha-1 (ingrediente ativo 1500 g ha-1 ) conseguindo-se a erradicação total quando
verificado aos 60 dias e ausência de brotações aos 120 dias. Entretanto, precisa-se
observar a seletividade do produto em questão quanto a cultura em estudo.
Com a lavagem das folhas as 2 horas e 4 horas após a aplicação dos herbicidas, a
porcentagem de controle visual do capim gengibre apresentou melhor performance e
diferença significativa para os tratamentos Glifosato isolado e em associação com a
Flumioxazina, estando ambos na escala utilizada com porcentagem de controle 89%.
Tabela 3. Quadro de analise de variância para porcentagem de controle visual do capim
gengibre submetido ao controle químico sob intervalo de lavagem das folhas
após aplicação.
Fonte de Variação
Tratamento
Tempo de Lavagem
Tratamento *Tempo de
Lavagem
CV% = 0,68%
GL
6
6
36
SQ
349867.648605
4981.652305
9406.434038
QM
58311.274768
830.275384
261.289834
Fc
422436.143
6014.932
1892.915
Pr>Fc
0.0000
0.0000
0.0000
GL – Grau de liberdade; SQ – Soma dos quadrados; QM – Quadrado médio; F – Valor teste F.
32
Tabela 4. Média percentual relativa de controle visual do capim gengibre em função dos
herbicidas e horas de lavagem após aplicação.
Horas
após
aplicação
dos
Glifosato +
Glifosato
Flumioxazina Sulfentrazone Oxifluorfen
herbicidas
Flumioxazina
para a
lavagem
das folhas
0
99,96 a A
5,425 c A
9,85 b C 2,9725 d A
99,975 a A
2
89,7725 a C
5,75 e A
9,96 d C
1,955 f B
89,89 a B
4
89,9125 a C
5,6 e A
9,945 d C
2,215 f B
89,8475 a B
8
89,6975 c C
5,45 f A
9,8875 e C
1,945 g B
99,98 a A
16
89,7525 c C
5,525 e A
9,94 d C 1,9525 f B
99,9425 a A
32
94,8675 b B
5,365 d A
13,64 c B
1,95 e B
99,85 a A
64
99,925 a A
5,88 d A
14,945 c A
1,965 e B
99,925 a A
DMS=0,11%
CV%=0,82%
Glifosato +
Sulftrazone
Glifosato +
Oxifluorfen
99,885 a A
39,8575 c E
69,93 c D
79,935 d C
94,885 b B
94,955 b B
99,9725 a A
99,9475 a A
79,935 b C
79,945 b C
94,98 b B
94,945 b B
94,7725 b B
94,855 b B
* Letras minúsculas para analise das linhas.
* Letras maiúsculas para analise das colunas.
* Médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a
5% de probabilidade de erro.
Com a lavagem das folhas as 8 horas, 16 horas e 32 horas após a aplicação dos
herbicidas, a porcentagem de controle visual do capim gengibre apresentou melhor
performance e diferença significativa para o tratamento Glifosato em associação com a
Flumioxazina, estando ambos na escala utilizada com porcentagem de controle 99%. O
que demonstra que a associação entre o Glifosato e a Flumioxazina foi sinérgica,
conforme cita Agostineto et. al. (2016) apud Colby (1967). Aumentando a velocidade
de controle.
A associação de Glifosato com Oxifluorfen mostrou-se sinérgica, diferindo
estatisticamente dos herbicidas isolados, quando as folhas foram lavadas 8 horas e 16
horas após a aplicação dos herbicidas, o que corrobora com Agostineto et. al. (2016)
apud Pereira e Crabtree (1986) que afirma que a mistura de oxyfluorfen com glyphosate
melhorou o controle de Cyperus esculentus L., pois promoveu maior absorção de 14Cglyphosate por esta espécie.
33
Figura 16. Fitotoxicides causado pelo Sulfentrazone no capim gengibre aos 14 DAA.
Figura 17. Fitotoxicides causado pela associação entre Glifosato e Flumioxazina no
capim gengibre aos 14 DAA.
Tabela 5. Quadro de analise de variância para massa seca do capim gengibre submetida
ao controle químico sob intervalo de lavagem das folhas após aplicação.
Fonte de Variação
Tratamento
Tempo de Lavagem
Tratamento *Tempo de
Lavagem
CV% = 20,46%
GL
6
6
36
SQ
84.282705
27.867995
194.851464
QM
14.047118
4.644666
5.412541
Fc
3.280
1.084
1.264
Pr>Fc
0.0048
0.3747
0.1698
GL – Grau de liberdade; SQ – Soma dos quadrados; QM – Quadrado médio; F – Valor teste F.
Observando a tabela 5 para a variável massa seca do capim gengibre, houve
interferência entre os herbicidas analisados e a interação entre eles, indicando que a
massa seca do capim gengibre é afetada em função do tratamento adotado, seja ele o
glifosato isolado ou em associação com herbicidas inibidores da protox.
34
A tabela 6 (abaixo) nos indica que não houve diferença estatística para a variável
massa seca do capim gengibre, o resultado estatístico corroborou com o que
diagnosticou Mello et. al. (2014) no artigo controle químico do capim gengibre
(Paspalum maritimum Trind.). no estado de Alagoas, onde para a variável massa seca,
não observou-se diferença significativa para o Teste de Tukey a 5% entre os tratamentos
para determinação de massa seca (g.m-2) aos 30 dias após aplicação dos herbicidas. Não
havendo interferência dos tratamentos no acúmulo de massa seca da parte aérea do
capim-gengibre durante o período observado.
Aplicação em pós-emergência não se observa diferença de massa seca.
Tabela 6. Média percentual relativa da massa seca do capim gengibre em
função dos herbicidas e horas de lavagem após aplicação.
Tratamentos
Massa Seca
DMS = 4,49%
CV% = 20,46%
Glifosato
Flumioxazina
90,49 a
91,91 a
Sulfentrazone Oxifluorfen
121,02 a
155,78 a
Glifosato +
Flumioxazina
76,44 a
Glifosato +
Sulftrazone
75,21 a
Glifosato +
Oxifluorfen
86,39 a
* Médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a
5% de probabilidade de erro.
Para o número de perfilhos da rebrota do capim gengibre (Tabela 7) observou-se
que houve diferença significativa para herbicidas, tempo de lavagem das folhas e a
interação entre eles.
Tabela 7. Quadro de analise de variância para perfilho rebrotado do capim gengibre
submetido ao controle químico sob intervalo de lavagem das folhas após
aplicação.
Fonte de Variação
Tratamento
Tempo de Lavagem
Tratamento *Tempo de
Lavagem
CV% = 44,18%
GL
6
6
36
SQ
1070.741061
343.926147
493.311639
QM
178.456843
57.321025
13.703101
Fc
39.133
12.570
3.005
Pr>Fc
0.0000
0.0000
0.0000
GL – Grau de liberdade; SQ – Soma dos quadrados; QM – Quadrado médio; F – Valor teste F.
35
A densidade populacional de perfilhos é dependente de diversos fatores
abióticos e bióticos. O perfilhamento em Poaceae (gramíneas perenes) se dá de forma
continua, ao longo do ciclo da planta, porém, variável quanto a intensidade de
aparecimento dos perfilhos em função das estações de crescimento (Mello et. al. 2014).
Mello (2014) apud Singhi & Chatlerzee (1965) cita que em Paspalum notatum há um
maior perfilhamento por ocasião da estação verão, reduzindo drasticamente no inverno,
possivelmente em decorrência de baixas temperaturas. No presente trabalho,
observamos o perfilhamento da rebrota após aplicação dos herbicidas e após a
simulação da chuva.
Analisando a tabela 8, as médias percentuais relativas do perfilhamento da
rebrota do capim gengibre, observamos que quando não há lavagem das folhas após
aplicação dos herbicidas, os tratamentos com Glifosato isolado ou em mistura com
Sulfentrazona, Flumioxazina e Oxifluorfen não rebrotaram, diferindo estatisticamente
dos tratamentos com Sulfentrazona, Flumioxazina e Oxifluorfen isolados, o que indica
que houve um controle efetivo do capim gengibre, impedindo até sua rebrota.
A análise de porcentagem de controle com lavagem das folhas 8 horas após
aplicação dos herbicidas (Tabela 4), não havia sido diagnosticado diferença significativa
entre os tratamento Glifosato isolado e Glifosato associado a flumioxazina, porém, para
análise de perfilho (Tabela 8) observamos que houve diferença para o número de
perfilhos rebrotados, sendo o tratamento com Glifosato isolado, mais eficiente, evitando
a rebrota.
36
Tabela 8. Média percentual relativa do perfilhamento rebrotado do capim gengibre em
função dos herbicidas e horas de lavagem após aplicação.
Horas
após
aplicação
dos
Glifosato
herbicidas
para a
lavagem
das folhas
0
0bA
2
0cA
4
0bA
8
0bA
16
0bA
32
0cA
64
0bA
DMS = 4,51%
CV% = 44,18%
Flumioxazina
Sulfentrazone
Oxifluorfen
Glifosato +
Flumioxazina
Glifosato +
Sulftrazone
Glifosato +
Oxifluorfen
64,21 a A
77,06 a A
70,63 b A
77,06 c A
77,06 a A
44,95 ab A
64,21 a A
25,68 ab AB
19,26 bc B
77,06 a A
44,95 a AB
77,06 a A
6,42 bc B
38,53 ab AB
89,90 a A
57,79 ab A
77,06 a A
51,37 ab A
70,63 a A
51,37 a A
51,37 a A
0bB
77,06 a A
44,95 a A
51,37 ab A
0cB
0cB
0bB
0bC
57,79 ab A
44,95 a AB
44,95 ab AB
19,26 c BC
0cC
0bC
0bC
70,63 ab A
44,95 a AB
25,68 bc ABC
19,26 c BC
0cC
25,68 ab ABC
* Letras minúsculas para analise das linhas.
* Letras maiúsculas para analise das colunas.
* Médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a
5% de probabilidade de erro.
Mello et. al. (2014) apud Cunha (1971) cita a importância de obter um herbicida
sistêmico no controle do capim-gengibre em seu estudo. A dificuldade nesse tipo de
manejo na cultura canavieira consta na necessidade de herbicida em ação sistêmica em
pós-emergência e seletivos a cultura (Terra, 2003). Essa necessidade mostrou-se
evidente quando analisamos a porcentagem de controle e a rebrota do capim gengibre,
onde observamos que o glifosato, que é um herbicida sistêmico, controla efetivamente o
capim gengibre e quando associado com um herbicida inibidor da protox como a
flumioxazina, que é um herbicida de contato, obtivemos um controle mais efetivo com
uma maior velocidade de dessecação, porém, rebrotando quando se tem incidência de
chuva 2, 4 e 8 horas após aplicação dos herbicidas, sendo assim, o glifosato se mostra
mais eficiente, porém, não seletivo para a cana-de-açúcar dificultando sua aplicação.
37
Figura 18. Perfilhamento da rebrota do capim gengibre no tratamento Glifosato
associado a Flumioxazina, rebrota há 2, 4, e 8 horas após aplicação dos
herbicidas para lavagem das folhas.
Para análise da massa seca da rebrota (Tabela 9), observou-se que houve
diferença significativa para a variável de tratamentos (herbicidas), não havendo
diferença na interação entre os herbicidas e a lavagem das folhas horas após a aplicação
dos herbicidas.
Tabela 9. Quadro de analise de variância para massa seca da rebrota do capim gengibre
submetido ao controle químico sob intervalo de lavagem das folhas após
aplicação.
Fonte de Variação
Tratamento
Tempo de Lavagem
Tratamento *Tempo de
Lavagem
CV% = 23,26%
GL
5
6
20
SQ
144.299992
62.007692
109.274557
QM
28.859998
10.334615
5.463728
Fc
5.851
2.095
1.108
Pr>Fc
0.0001
0.0636
0.3604
GL – Grau de liberdade; SQ – Soma dos quadrados; QM – Quadrado médio; F – Valor teste F.
38
Analisando a tabela 10, bem como na analise de perfilho da rebrota (Tabela 8),
os tratamentos com Glifosato isolado, ou em associação com Sulfentrazone,
Flumioxazina e Oxifluorfen, não apresentaram valores, indicando que o tratamento com
Glifosato (isolado ou em associação) controla o capim gengibre, causando a morte da
planta. Porém, quando se lavou as folhas às 2 horas, 4 horas e 8 horas após aplicação
dos herbicidas, houve rebrota nos tratamentos de glifosato associado com os herbicidas
inibidores da protox analisados.
Tabela 10. Média percentual relativa da massa seca do capim gengibre rebrotado em
função dos herbicidas e horas de lavagem após aplicação.
Horas
após
aplicação
dos
Glifosato
herbicidas
para a
lavagem
das folhas
0
2
4
8
16
32
64
DMS = 5,06%
CV% = 23,26%
Flumioxazina
Sulfentrazone
Oxifluorfen
97,25 ab A
118,47 a A
104,17 ab A
78,39a A
106,65 a A
132,57 a A
108,97 a A
27,02 b A
83,15 a A
74,05 ab A
69,58 a A
73,23 a A
45,16 a A
54,91 a A
155,18 a A
130,93 a A
109,72 ab A
88,42 a A
87,07 a A
70,10 a A
64,49 a A
Glifosato +
Flumioxazina
Glifosato +
Sulftrazone
118,04 a A
155,28 a A
102,74 a A
135,60 a A
113,79 ab A
71,93 a A
Glifosato +
Oxifluorfen
* Letras minúsculas para analise das linhas.
* Letras maiúsculas para analise das colunas.
* Médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey a
5% de probabilidade de erro.
Moraes (1980) observa não ser interessante a associação de herbicida de contato
com sistêmico, pois o herbicida de contato anula a atuação do sistêmico, porém,
observamos uma maior velocidade de controle com esta associação, discordando da
afirmação.
39
5. CONCLUSÕES:
Diante dos dados abordados, observamos que o tratamento com o herbicida
Glifosato, isolado, proporcionou o controle efetivo do capim gengibre, evitando também
sua rebrota.
O tratamento com Glifosato associado ao herbicida Flumioxazina proporcionou
uma maior velocidade de dessecação, sendo assim uma alternativa para o controle do
capim gengibre de forma rápida e eficiente.
40
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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