Identificação de Fusarium spp. associadas à mancha marrom da palma forrageira miúda no Nordeste do Brasil.

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS

MARIA JUSSARA DOS SANTOS DA SILVA

IDENTIFICAÇÃO DE Fusarium spp. ASSOCIADAS À MANCHA MARROM DA
PALMA FORRAGEIRA MIÚDA NO NORDESTE DO BRASIL

RIO LARGO – AL
2019

MARIA JUSSARA DOS SANTOS DA SILVA

IDENTIFICAÇÃO DE Fusarium spp. ASSOCIADAS À MANCHA MARROM DA
PALMA FORRAGEIRA MIÚDA NO NORDESTE DO BRASIL

Dissertação de mestrado apresentada ao
Programa de Pós-Graduação em Proteção
de Plantas do Centro de Ciências Agrárias
da Universidade Federal de Alagoas como
requisito para obtenção do grau de Mestre
em Proteção de Plantas.
Orientador: Prof. Dr. Gaus Silvestre de
Andrade Lima

RIO LARGO – AL
2019

AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus, acima de tudo, por sempre me guiar em todos os momentos da
minha trajetória e por dar-me coragem para enfrentar todos os desafios;
Aos meus pais Jilvan Sebastião e Maria Quitéria pelo amor incondicional, incentivo e
apoio em todas as horas;
Ao meu esposo Alex Emanuel por todo incentivo e carinho durante toda essa jornada;
Ao meu orientador Prof. Dr. Gaus Silvestre de Andrade Lima, pela oportunidade,
confiança, orientação e ensinamentos que foram fundamentais para minha formação.
Serei eternamente grata;
Ao Dr. Frederico Monteiro Feijó pela amizade, ensinamentos, orientação e apoio
durante toda minha trajetória no mestrado;
A todos do Laboratório de Fitopatologia Molecular pela ajuda mútua e ensinamentos.
Em especial a Jackeline Laurentino pela amizade construída durante todos esses anos;
A todos os professores do Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas CECAUFAL pelos conhecimentos passados, que contribuíram para a minha formação;
A todos os meus colegas do Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas do
CECA-UFAL;
A CAPES pela bolsa de mestrado concedida, o que me permitiu adquirir inúmeros
conhecimentos incluindo os fundamentais para a realização desse trabalho;
A todos aqueles que de alguma forma contribuíram para realização deste trabalho.

Obrigada!

RESUMO
A palma forrageira miúda (Nopalea cochenillifera) é uma cultura de grande importância
para muitos países. No Brasil é mais cultivada na região Nordeste, com maior exploração
nos estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e
Ceará, onde é utilizada principalmente como fonte de alimento para os animais,
fornecendo nutrientes e suprindo suas necessidades hídricas. Com a expansão dessa
cultura, muitas doenças passaram a ser observadas, como a mancha marrom que é
considerada a mais importante para a cultura. O gênero Fusarium é um dos agentes
causais, mas até o presente momento nenhuma espécie do gênero foi identificada
associadas à doença. Para a correta identificação das espécies pertencentes a esse gênero
faz-se necessário o uso de técnicas moleculares, devido à alta taxa de variabilidade
genética. Diante do exposto, este estudo teve como objetivo identificar e caracterizar
espécies de Fusarium associadas à mancha marrom da palma forrageira miúda no
Nordeste do Brasil. Para tanto, 26 isolados provenientes dos estados de Alagoas e
Pernambuco foram obtidos da Coleção de Cultura de Fitopatógenos da UFAL
(COUFAL). Para o correto posicionamento taxonômico dos isolados, foram realizadas
análises morfoculturais e moleculares (filogenias baseadas em sequências nucleotídicas
parciais dos genes EF1-α e RPB2). De acordo com as análises morfoculturais e
moleculares foram identificadas seis espécies de Fusarium pertencentes a quatro
complexos distintos: F. proliferatum, F. verticillioides, F. pseudocircinatum (C.
fujikuroi); F. oxysporum (C. oxysporum); Fusarium sp. (C. incarnatum-equiseti) e F.
lunatum (C. dimerum). As espécies F. verticillioides e F. lunatum foram as mais
agressivas. Este é o primeiro relato dessas espécies associadas a mancha marrom na palma
forrageira miúda no mundo.
Palavras-chaves: Nopalea cochenillifera. Doenças da Palma. Nectriaceae. Inferência
Bayesiana.

ABSTRACT
The small forage palm (Nopalea cochenillifera) is a crop of great importance for many
countries. In Brazil, it is more widely cultivated in the Northeast region, with greater
exploitation in the states of Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Rio Grande
do Norte and Ceará, where it is mainly used as a food source for animals, providing
nutrients and supplying their needs water resources. With the expansion of this culture,
many diseases began to be observed, such as the brown spot that is considered the most
important for culture. The genus Fusarium is one of the causative agents, but to date no
species of the genus has been identified associated with the disease. For the correct
identification of the species belonging to this genus it is necessary to use molecular
techniques, due to the high rate of genetic variability. In view of the above, this study
aimed to identify and characterize Fusarium species associated with the brown spot of
the small forage palm in Northeast Brazil. For this, 26 isolates from the states of Alagoas
and Pernambuco were obtained from the Collection of Culture of Phytopathogens of
UFAL (COUFAL). For the correct taxonomic positioning of the isolates, morphobacterial
and molecular analyzes (phylogenies based on partial nucleotide sequences of the EF1-α
and RPB2 genes) were performed. According to morphological and molecular analyzes,
six species of Fusarium belonging to four different complexes were identified: F.
proliferatum, F. verticillioides, F. pseudocircinatum (C. fujikuroi); F. oxysporum (C.
oxysporum); Fusarium sp. (C. incarnatum-equiseti) and F. lunatum (C. dimerum). The
species F. verticillioides and F. lunatum were the most aggressive. This is the first report
of these species associated with the brown spot on the small forage palm in the world.
Key-words: Nopalea cochenillifera. Diseases of the Palm. Nectriaceae. Bayesian
Inference.

LISTA DE FIGURAS

.

Figura 1

Árvore filogenética de inferência Bayesiana baseada em sequências
concatenadas dos genes EF1-α e RPB2. Neonectria ramulariae
(CBS_18236) foi utilizada como grupo externo. Os isolados provenientes
desse estudo estão marcados em negrito...............................................p.26

Figura 2:

Figura 2: Características morfoculturais das espécies de Fusarium. AI,
BI, CI, DI, EI e FI- Características das colônias. AII- Microconídio em
falsa cabeça em monofiálide. AIII- Microconídio em cadeia. BIIMicroconídio em falsa cabeça em monofiálide. BIII- Macroconídio e
microconídio. CII- Microconídio em cadeia. CIII- Macroconídio. DIIMacroconídio e clamidósporo. DIII- Microconídio. EII- Macroconídio.
EIII- Microconídio. FII- Microconídio. FIII- Clamidósporos............p.28

Figura 3:

Figura 3: Teste de agressividade realizado com as espécies de Fusarium
identificadas no presente estudo. 1- F. verticillioides 2- F.
pseudocircinatum 3- F. proliferatum 4- F. oxysporum 5- Fusarium sp. 6F. lunatum, a,b,c- Testemunhas...........................................................p.30

LISTA DE TABELAS

Tabela 1:

Identificação dos isolados obtidos da COUFAL e suas
procedências........................................................................................p.21

Tabela 2:

Descrição dos primers utilizados para identificação das espécies do
gênero Fusarium..................................................................................p.22

Tabela 3:

Sequências de Fusarium spp. obtidas no banco de dados não redundante
Genbank...............................................................................................p.22

Tabela 4:

Caracterização morfocultural das espécies de Fusarium e teste de
agressividade........................................................................................p.29

Sumário
1. INTRODUÇÃO GERAL ........................................................................................... 10
2.REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................... 12
2.1 Cultura da Palma forrageira ...................................................................................... 12
2.1.1 Taxonomia e origem .............................................................................................. 12
2.1.2 Descrição botânica e fisiológica ............................................................................ 12
2.1.3 Importância socioeconômica ................................................................................. 14
2.1.4 Aspectos fitossanitários da cultura ........................................................................ 14
2.2 Gênero Fusarium ...................................................................................................... 16
3. MATERIAL E MÉTODOS ........................................................................................ 21
3.1 Obtenção dos Isolados .............................................................................................. 21
3.2 Caracterização molecular ......................................................................................... 21
3.3 Caracterização morfocultural....................................................................................23
3.4 Teste de Agressividade ............................................................................................. 24
4. RESULTADOS .......................................................................................................... 25
4.1 Caracterização molecular ......................................................................................... 25
4.2 Caracterização Morfocultural....................................................................................27
4.3 Teste de Agressividade ............................................................................................. 30
5. DISCUSSÃO .............................................................................................................. 30
6. CONCLUSÃO ............................................................................................................ 35
REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 36

10

1. INTRODUÇÃO GERAL
No Brasil, mais especificamente na região Nordeste, a palma forrageira (Nopalea
cochenillifera Salm-Dyck e Opuntia fícus-indica L.) é plantada quase que exclusivamente
para a alimentação animal, principalmente nos longos períodos de estiagem (VICTOR et
al., 2017). Sua produção gira em torno de 3,5 milhões de toneladas, sendo a região
Nordeste a maior produtora nacional, especialmente pela predominância do clima
semiárido com baixa umidade do ar e volume reduzido de chuvas, propício para a
condução da cultura. Nesta região os estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e
Alagoas apresentam respectivamente, as maiores produções (IBGE, 2017; VICTOR et
al., 2017).
A cultura é atacada por uma série de microrganismos que são responsáveis por
muitas doenças que podem comprometer seu potencial produtivo. Estas doenças resultam
em podridões em cladódios e raízes além de manchas nos cladódios (mancha escamosa e
mancha marrom) (SOUZA et al., 2010; BARBOSA et al., 2012; FLORES-FLORES et
al., 2013; FEIJÓ, 2016).
A mancha marrom é considerada a principal doença da palma forrageira miúda no
nordeste brasileiro e caracteriza-se por apresentar manchas de coloração preta nos
cladódios, com bastante esporulação na superfície da lesão podendo se estender de uma
face a outra, exibindo perfurações devido à queda do tecido infectado. As manchas podem
coalescer, formando grandes áreas necrosadas podendo causar queda dos cladódios
(SWART, 2003; SANTOS et al., 2006; LIMA et al, 2011; BARBOSA et al., 2012;
CONFORTO et al., 2016). O gênero Fusarium tem sido frequentemente associado à
doença (FLORES-FLORES et al., 2013; FEIJÓ, 2016).
O gênero Fusarium é um importante membro da família Nectriaceae, e suas
espécies são consideradas cosmopolitas podendo infectar uma ampla gama de hospedeiro
de importância econômica como: banana (Musa spp.), feijoeiro (Phaseolus vulgares L.),
algodoeiro (Gossypium hirsutum L.), tomate (Solanum lycopersicum L.), pínus (Pinus
spp.), maracujazeiro (Passiflora edulis Sims), milho (Zea mays L.), baunilha (Vanilla
planifólia Andrews), pitaya (Hylocereus undatus Haw), manga (Mangifera indica L.),
aspargo (Aspargus officinalis L.), sorgo (Sorghum bicolor (L.) Moench), arroz (Oryza
sativa L.), beterraba (Beta vulgaris L.), cebola (Allium cepa L.) (LESLIE et al., 1990;
HIROSHI KIMATI et al., 1997; ELMER 2001; MICHEREFF et al., 2005; LESLIE,

11

SUMMERELL 2006; ARAÚJO, 2008; CÂNDIDA et al., 2009; DISSANAYAKE et al.,
2009; CARMO et al., 2017; CAO et al., 2018;).
A identificação das espécies desse gênero foi durante muito tempo resolvida
apenas com o uso de caracteres morfológicos (WOLLENWEBER, REINKING, 1935;
BOOTH, 1971; NELSON et al., 1983), mas nos anos 90, o uso de métodos baseados em
sequencias de DNA, deixou claro que as classificações feitas apenas com dados
morfológicos subestimavam a verdadeira diversidade de espécies (KAVAS et al., 2009).
Desde então, muitos marcadores moleculares passaram a ser utilizados como as
regiões ITS-rDNA, IGS, LSU e os genes EF1-α, RPB1, RPB2, CAM e β-tub sendo EF1α e RPB2 os mais informativos (O’DONNELL et al., 1998; O’DONNELL et al., 2008;
GEISER et al., 2004; HYDE et al., 2014). Essa abordagem revolucionou a taxonomia de
Fusarium, reclassificando as espécies que antes eram representadas por seções, em
complexos (O’Donnell, 2000, 2004). Atualmente são conhecidos 15 complexos de
espécies de Fusarium. e dentre estes os complexos oxysporum e fujikuroi são os mais
importantes (AOKI et al., 2014). Contudo, no caso da palma forrageira ainda não foram
determinadas as espécies de Fusarium associadas à doença no Brasil.
Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi identificar e caracterizar espécies
de Fusarium associadas à mancha marrom da palma forrageira miúda no Nordeste do
Brasil.

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2.REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Cultura da Palma forrageira

2.1.1 Taxonomia e origem

A palma forrageira (Nopalea cochenillifera) pertence à família cactaceae, Divisão
Embryophyta,

Sub-divisão

Angiospermea,

Classe

Dicotyledoneae,

Sub-classe

Archiclamideae e Ordem Opuntiales. Esta família tem aproximadamente 178 gêneros e
cerca de 2000 espécies já descritas (TAYLOR et al., 2002). Dentre estes, os gêneros
Opuntia e Nopalea, são os mais utilizados como forrageiras (SILVA et al., 1990).
Seu centro de origem é no México (SANGLARD, MELO, 2015), sendo
introduzida no Brasil pelos portugueses no século XIX, trazidas das Ilhas Canárias, com
o objetivo da multiplicação da Cochonilha do Carmim [Dactylopius coccus Costa
(Homóptera, Dactylopiidae)] para a produção do corante carmim, considerado de grande
valor comercial na época (ARAÚJO et al., 2005; NUNES, 2011). Contudo, o cultivo da
palma com este objetivo não obteve sucesso, e a partir de então a palma passou a ser
cultivada como planta ornamental e em seguida como forrageira (SANTOS et al., 2006).
Durante o século XX, mais especificamente durante a seca de 1932, a palma foi
introduzida e disseminada no nordeste brasileiro, desde o Piauí à Bahia (Ceará, Rio
Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe) através do primeiro programa
governamental de difusão da cultura da palma forrageira (LIMA et al., 2001).
Atualmente, existem dois bancos de germoplasma de palma no Brasil. Um
localizado na Estação Experimental de Arcoverde (PE), na Empresa Pernambucana de
Pesquisa Agropecuária (IPA), com aproximadamente 1400 acessos de diferentes
materiais, e certa de 200 destes acessos foram introduzidos do México, África do Sul,
Argélia, EUA, Chile, entre outros (SANTOS et al., 1999; SANTOS et al., 2006). O outro
banco de germoplasma está localizado no município de Santana do Ipanema e é mantido
pela Secretaria de Agricultura do Estado de Alagoas, possuindo cerca de 40 acessos entre
os gêneros Opuntia e Nopalea. No Brasil existe a predominância de três cultivares para
fins forrageiros, a Gigante ou Graúda, a Redonda e a Miúda ou Doce (SEAGRI, 2018).

2.1.2 Descrição botânica e fisiológica

13

A cultivar gigante (O. fícus -indica), também conhecida como Graúda, Santa ou
Azeda, apresenta porte médio, caule ereto e pouco ramificado. As raquetes são grandes e
seu peso pode variar de 1,0 a 2,0 kg com 40 a 50 cm de comprimento. As flores são
hermafroditas e apresentam coloração amarelada, o fruto é uma baga ovoide com a
mesma coloração das flores, mudando de cor para o roxo quando maduro. É considerada
uma cultivar resistente à seca e altamente produtiva. Entretanto, o seu valor nutricional é
baixo em relação as outras cultivares, apresentando uma menor aceitabilidade aos animais
(SANTOS et al., 1997; FARIAS et a., 2005; SILVA; SANTOS,2006).
A cultivar redonda (Opuntia sp.) também conhecida como orelha de onça, é
originária da palma gigante. É uma planta de porte médio e caule bastante ramificado
lateralmente. Os cladódios têm forma ovoides e arredondado, pesando em média de 1,8 a
2,0 kg e cerca de 4,0 cm de comprimento. É uma cultivar bastante resistente a seca, com
alto rendimento e com uma boa aceitação para os animais em relação a cultivar gigante,
porém é suscetível à cochonilha-do-carmim (SILVA; SANTOS, 2006; VASCONCELOS
et al., 2009; LOPES et al., 2012).
A cultivar miúda ou doce (N. cochenilifera), tem porte pequeno e caule
ramificado, os cladódios apresentam-se de forma obovada com coloração verde brilhante,
pesando cerca de 350 g e 25 cm de comprimento. As flores são vermelhas e os frutos
apresentam coloração arroxeada. Essa cultivar é mais nutritiva e palatável para os
animais, se comparada com as cultivares gigante e redonda, no entanto, tem uma menor
resistência à seca. É mais exigente em relação à fertilidade do solo e umidade,
necessitando de uma temperatura noturna mais amena. Apresenta uma menor
produtividade de massa verde, porém em relação a produção de matéria seca é maior
quando comparada com a O. fícus-indica. A grande vantagem em relação as outras
cultivares é a resistência a cochonilha-do-carmim (SANTOS et al., 1990;
ALBUQUERQUE, 2000; SANTOS et al., 2001; VASCONCELOS et al., 2009;).
A ampla distribuição da palma nas regiões áridas e semiáridas do mundo é devido
à sua fisiologia, sendo considerada uma planta xerófila. Cada órgão da planta é adaptado
com uma extrema eficiência no aproveitamento de água, apresentando um metabolismo
denominado de Ácido Crassuláceo (CAM), que tem a capacidade de absorver e aproveitar
a água, através dos seus estômatos, em seus processos fisiológicos mais vezes do que uma
planta de mecanismo C3 (CAVALCANTE et al., 2014).

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2.1.3 Importância socioeconômica

O Brasil possui uma produção de 3.581.469,148 toneladas de palma forrageira
produzidas em aproximadamente 126.925 propriedades, localizadas nas regiões
semiáridas dos estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do
Norte, Ceará e Minas Gerais (IBGE, 2017).
A produção da palma na região semiárida, vem crescendo para fins forrageiro
depois da primeira intervenção governamental. A partir disso, a cultura passou a ser
cultivada pelos criadores da bacia leiteira, devido aos períodos prolongados de estiagem
na região, principalmente em Pernambuco, Alagoas, Ceará e Paraíba (SANTOS et al.,
2006). Em Alagoas a palma forrageira é a segunda cultura mais cultivada, sendo superada
apenas pela cana-de-açúcar.
Uma das principais atividades desenvolvida no Nordeste brasileiro, é a
agropecuária. Porém, ela é prejudicada devido aos longos períodos de seca e curtos
períodos de chuva, o que contribui para a baixa produtividade dos animais. A falta de
forragem disponível para os animais, faz com que os produtores optem por alimentos
alternativos, o que gera maiores investimentos. Com isso, a palma forrageira aparece
como a principal alternativa de alimento para os rebanhos de bovinos, caprinos e suínos
(OLIVEIRA et al., 2010; SANTOS et al., 2012).
Além de servir como forrageira, a palma pode ser utilizada de muitas formas: na
alimentação humano (verdura, fruta fresca ou processada), na medicina (fabricação de
medicamentos), na indústria de cosméticos (fabricação de shampoos e antitranspirantes),
na fabricação de adesivos, fibras para artesanato, fabricação de papel, fabricação de
corantes, em ornamentação (SANTOS et al., 2012).
Apesar de estudos e pesquisas mostrarem um aumento na produtividade da palma
forrageira com o uso de um manejo adequado para a cultura, verifica-se no campo uma
queda na produção, em função de danos provocados por pragas e principalmente pela
ocorrência de doenças (SOUZA et al., 2010).

2.1.4 Aspectos fitossanitários da cultura

Alguns estudos com relação a problemas fitossanitários já foram desenvolvidos
na cultura, como pesquisas com intuito de identificar e caracterizar os agentes
fitopatogênicos que estão associados a doenças da palma forrageira que podem causar

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podridões e manchas nos cladódios (SANTOS et al., 2006; SOUZA et al., 2010;
FLORES-FLORES et al., 2013; FEIJÓ, 2016; OLIVEIRA et al., 2018; SANTIAGO et
al., 2018).
Dentre as podridões em cladódios, podem ser citadas: Podridão de Fusarium
comumente associada às espécies F. solani e F. oxysporum (GRANATA, 2001;
MENEZES et al., 2005; SANTOS et al., 2006; SANTIAGO et al., 2018), Podridão Negra
associada ao fungo Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griffon & Maubl.(FRANCO e
PONTE, 1980; PONTE et al., 1983; BARBERA et al., 2001; COELHO, 2006; SOUZA
et al., 2010), Podridão de Macrophomina que está diretamente associada ao fungo
Macrophomina phaseolina (Tass.) (GRANATA, 2001), Podridão do pé, frequentemente
associada a Phytophthora cactorum (Leb. E Cohn) Schroet. e P. nicotianae (Breda da
Hahn) e Pythium aphanidermatum (CACCIOLA; MAGNANO, 1988; GRANATA,
2001; FEIJÓ et al., 2016) e Podridão de esclerócio causada pelo fungo Sclerótium rolfsii
(Sacc.) (BARBOSA et al., 2012).
Dentre as manchas de cladódios que ocorrem na cultura da palma forrageira, temse a mancha negra, a mancha escamosa e a mancha marrom. A mancha negra é
frequentemente relatada no México em O. fícus-indica e sua etiologia está associada a
muitos gêneros fúngicos como Alternaria, Colletotrichum, Curvularia, Fusarium e
Pseudocercospora (MÉNDEZ-GALLEGOS et al., 2009; SOUZA et al., 2010;
BARBOSA et al., 2012; FLORES-FLORES et al., 2013). A mancha escamosa, como é
conhecida no Brasil, está associada a Neoscytalidium hyalinum (C.K. Campb. & J.L.
Mulder) e já foi relata tanto em O. fícus-indica como em Nopalea cochenillifera
(referência),. Porém, recentemente foi identificada a espécie Neofusicoccum batangarum
(Crous, Slippers & A.J.L. Phillips) causando uma doença conhecida como cancro
escabroso em Opuntia fícus-indica na Sicília, doença essa, com sintomatologia idêntica
à da mancha escamosa (SOUZA et al., 2010; BARBOSA et al., 2012; SCHENA et al.,
2018).
A mancha marrom, conhecida anteriormente no Brasil como mancha de alternaria,
foi relatada pela primeira vez no município de São Bento do Una - PE no ano de 2001,
com 70% de incidência em palma miúda. Existem relatos de ocorrência desta doença no
estado de Alagoas, Pernambuco e Paraíba (LIMA et al., 2011; BARBOSA et al., 2012).
os sintomas da doença caracterizam-se por manchas de coloração preta nos cladódios, de
formas circulares ou elípticas, medindo 1,0-3,0cm de diâmetro com abundante
esporulação na superfície da lesão. As lesões podem se estender de uma face a outra da

16

raquete, exibindo perfurações devido à queda do tecido infectado. As manchas podem
coalescer, formando grandes áreas necrosadas e causando queda dos cladódios (SWART;
SWART, 2003; SANTOS et al., 2006).
O principal agente etiológico da doença até então era Alternaria tenuissima (Nees
et T. Nees) Wiltshire, mas estudos recentes relatam outros patógenos associados a mancha
marrom com, Colletotrichum spp., N. batangarum (SWART; SWART, 2003; SANTOS
et al., 2006; CONFORTO et al., 2016; OLIVEIRA et al., 2018). Estudos realizados por
Feijó, (2016), relataram que além do gênero Alternaria os gêneros Colletotrichum,
Diaporthe,

Fusarium,

Lasiodiplodia,

Macrophomina

Neofusicoccum

e

Neopestalotiopsis, estão associados a mancha marrom nos estados de Alagoas e
Pernambuco. Esse mesmo autor ainda deixa claro que os isolados pertencentes ao gênero
Fusarium foram os mais agressivos nos testes de patogenicidade.

2.2 Gênero Fusarium

O gênero Fusarium, foi descrito inicialmente por Link em 1809 (LINK, 1809) e
atualmente pertence a família Nectriaceae, ordem Hypocreales e classe Sordariomycetes
(INDEX FUNGORUM, 2018). A primeira revisão sobre as espécies de Fusarium foi
realizada por Wollenweber e Reinking (1935), a qual foi intitulada como “Die Fusarien”
em que descreveram 65 espécies, 55 variedades e 22 formae speciales, sendo agrupadas
em 16 seções, e a partir de então, mais de 1000 espécies já foram descritas (CABRAL,
2011).
Este gênero representa um dos grupos mais importantes de fungos ascomicetos
(KVAS et al., 2009). Está distribuído em todo mundo, podendo ser encontrado no deserto,
no ártico em regiões alpinas (BURGESS et al., 1997). Este grupo fúngico tem capacidade
de infectar uma ampla gama de hospedeiro podendo colonizar tanto a parte vegetativa
como a parte reprodutiva das plantas, mostrando uma diversificação em relação aos
sintomas causados, fato que dificulta o manejo da doença (MILANESI, 2009; NAYAKA
et al., 2011). Algumas plantas de importância econômica são: soja (Glycine max L.),
algodão (Gossypium hirsutum), feijão (Phaseolus vulgares), arroz (Oryza sativa), banana
(Musa spp.), tomate (Solanum lycopersicum), milho (Zea mays), sorgo (Sorghum bicolor)
e alface (Lactuca sativa L.) (FADOHAN et al., 2003; BARRIOS et al., 2005; VAN
HOVE et al., 2011; LIEW et al., 2016; KELLY et al., 2017).

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Algumas espécies de Fusarium são produtoras de micotoxinas (tricotocenos,
fumosinas, zearalenona, moniliformina e ácido fusárico), que ocasionam danos em
sementes, cereais e outros produtos vegetais no período de pré e pós colheita (CHANG,
2014). O acúmulo dessas micotoxinas nos grãos pode acarretar, no caso de ingeridas,
doenças severas, agudas e até mesmo crônicas em seres humanos e animais (MULÉ et
al., 2004).
O gênero Fusarium, inclui espécies que podem produzir três tipos de esporos: os
macroconídios, microconídios e clamidósporos. Os macroconídios são hialinos, podendo
ser produzidos em conidióforos ou em esporodóquios, variando de acordo com o tipo de
espécie, podendo apresentar cerca de 3 a 5 septos transversais com uma célula apical e
basal nas suas extremidades, chegando a ser uma característica de grande importância na
sua taxonomia. Os microconídios podem ser produzidos em fiálides sobre as hifas
apresentando diferentes formatos e sem septos. Produz também estruturas de resistências
chamadas de clamidósporos, que são capazes de permanecer inativas no solo durante
muito tempo, até que as condições de infecção sejam favoráveis para o desenvolvimento
do patógeno (HAWKSWORTH et al., 1995; MILANESI, 2009).
A taxonomia de Fusarium foi durante muito tempo resolvida apenas por
caracteres fenotípicos na identificação e diferenciação de espécies (WOLLENWEBER e
REINKING, 1935; BOOTH, 1971; NELSON et al., 1983). Porém, nos anos 90 com o uso
de métodos baseados em sequências de DNA, ficou claro que as classificações feitas com
o uso de apenas dados morfológicos subestimavam a verdadeira diversidade de espécies
desse gênero (KAVAS et al., 2009).
Devido à alta taxa de variabilidade presente neste gênero, é necessário para a
identificação de espécies o uso de mais de uma região genômica (AOKI et al., 2014). De
acordo com a literatura, os autores citam as regiões ITS-rDNA, IGS, LSU e os genes
EF1-α, RPB1, RPB2, CAM e β-tub como sendo os marcadores moleculares utilizados
para auxiliar na identificação deste grupo fúngico (O’DONNELL et al., 2009; AL-SADI
et al., 2014; CASTELLÁ, 2014; KOYYAPPURATH et al., 2016; HAWA et al. 2017;
JACOBS et al., 2018). Porém, os genes mais utilizados são EF1-α por ser um gene de
cópia única, altamente informativo entre as espécies, apresentando baixa taxa de mutação,
tendo assim, uma efetiva função de DNA barcoding para esse gênero (O’DONNELL et
al., 1998; GEISER et al., 2004; HYDE et al., 2014) juntamente com o RNA polymerase
II (RPB2), que é um gene bastante informativo e confiável, apresentando uma boa
resolução topológica nas árvores filogenéticas geradas (O’DONNELL et al., 2008).

18

Essa abordagem revolucionou a taxonomia de Fusarium reclassificando as
espécies, que antes eram representadas por seções, em complexos (O’Donnell, 2000,
2004). De acordo com Hyde et al., 2014, existem quinze complexos de espécies de
Fusarium já descritos: Complexo fujikuroi, Complexo nisikadoi, Complexo oxysporum,
Complexo redolens, Complexo burgessii, Complexo babinda, Complexo concolor,
Complexo sambucinum, Complexo nelsonii, Complexo incarnatum-equiseti, Complexo
tricinctum, Complexo lateritium, Complexo buharirum, Complexo solani e Complexo
dimerum. Dentre estes, os complexos fujikuroi, oxysporum, incarnatum-equiseti e
dimerum, são considerados importantes por acomodar espécies que infectam cactáceas,
além de algumas delas produzirem micotoxinas (O’DONNELL et al., 2009; AOKI et al.,
2014).
O complexo de espécie fujikuroi (FFSC) é composto por aproximadamente 60
espécies biológicas e filogenéticas formalmente descritas, que antigamente pertenciam a
seção Liseola (KVAS et al., 2009). O complexo recebe esse nome referente ao teleomorfo
Gibberella fujikuroi (Sawada) Wollenw, tendo atualmente 11 espécies com a fase
sexuada conhecida, entre elas F. verticillioides (Saccardo & Neirenberg) cujo teleomorfo
é Gibberella moniliformes (Winelland), F. proliferatum (Matsushima & Neirenberg) com
teleomorfo G. intermedia (Kuhlman) Sumuels, Nirenberg & Seifert) e F. subglutinans
(Wollenweber & Reinking) com teleomorfo G. subglutinans (Nelson, Toussoun &
Marasmas) (KVAS et al., 2009).
As espécies que pertencem a este complexo foram agrupadas de acordo com a
semelhança nos caracteres morfológicos, sendo eles, os microconídios produzidos em
cadeias ou em falsas cabeças de formato obovoide, ausência de clamidósporos e
macroconídios contendo de 2 a 3 septos (LESLIE, SUMMERELL 2006; JACOBS et al.,
2010). Além disso, estão presentes espécies patogênicas a culturas de importância
econômica como, F. fujikuroi responsável por causar a doença Bakanae no arroz, F.
verticillioides, F. proliferatum, F. subglutinas, F. temperatum e F. musae causando
podridão em gramíneas e em frutos, F. sacchari causando a doença “pokkah boeng” na
cultura da cana-de-açúcar, como também a produção de micotoxinas referente a estes
fungos (VAN HOVE et al., 2001; PSJ, NIAS 2012).
As espécies do complexo oxysporum (FOSC) causam podridão e murcha vascular
em diversos hospedeiros de importância econômica (O'DONNELL et al., 2008). Porém,
devido a especificidade patogênica e virulência em relação aos hospedeiros, foi criado
um sistema taxonômico dividido em formae speciales e raças, sendo reconhecido e

19

relatado mais de 150 formae speciales e raças destacando assim a importância desse
complexo (ARMSTRONG, 1981; BOOTH, 1997; O´DONNELL et al., 1999). Alguns
hospedeiros de importância econômica já relatados são: Fusarium oxysporum f.sp.
cubense, causador do mal-do-panamá em bananeira (HIROSTI KIMATI et al., 1997);
Fusarium oxysporum f.sp. phaseoli, agente da murcha-do-fusário do feijoeiro
(CÂNDIDA et al., 2009); Fusarium oxysporum f.sp. vasinfectum, causador da Fusariose
do algodoeiro (ARAÚJO, 2008); Fusarium oxysporum f.sp. lycopersici, causador da
murcha-do-tomateiro (MICHEREFF et al., 2005). Esta espécie ainda não possui o
teleomorfo conhecido, sendo o complexo composto de uma espécie grupo, no qual precisa
ser melhor estudada e classificada de maneira adequada (LESLIE; SUMMERELL, 2006).
O complexo incarnatum-equiseti (FIESC) é composto por aproximadamente 30
espécies sendo divido em dois clados (equiseti e incarnatum). No clado equiseti, as
espécies foram descritas de acordo com as características morfológicas e moleculares
sendo nomeado três espécies, F. scirpi, F. lacertarum e F. equiseti, que é considerada
umas das principais espécies pertencentes a este complexo, principalmente por produzir
micotoxinas (PFENNING; MARTINS 2000). Já no clado incarnatum, devido a
taxonomia e nomenclatura inconsistente, ainda não foi nomeado nenhuma espécie, por
apresentarem um elevado nível de espécies crípticas e extrema similaridade morfológica,
com isso as espécies deste clado são descritas como Fusarium sp. (O’DONNEL et al.,
2009; CABAÑES et al., 2014). Essas espécies já foram relatas causando podridão em
plantas de casuarina (Casuarina equisetifolia L.), sorgo (Sorghum bicolor), palma (N.
cochenillifera) e entre outras (CABAÑES et al., 2014).
O complexo dimerum (FDSC) acomoda algumas espécies já descritas com base
em análises multilocus, entre elas F. dimerum, F. lunatum, F. penzigii e F. delphinoides.
Essas espécies apresentam semelhanças por causarem doenças em plantas como também
em humanos e animais, exceto F. lumatum que é relatada causando doenças apenas em
plantas do gênero Opuntia e Gymnocalycium (SCHROERS et al., 2009).
O gênero Fusarium também está presente em hospedeiros que pertence à família
cactaceae, sendo um dos patógenos que mais ocasiona danos à cultura (SANTIAGO et
al., 2018). De acordo com a literatura já foram relatadas F. fujikuroi, F. lacertarum, F.
proliferatum, F. solani e F, oxysporum causando podridão em pitaya na Malásia (HAWA
et al., 2017), palma miúda no Brasil (SANTIAGO et al., 2018), pitaya amarela na Malásia
(HAWA et al., 2013), Carnegiea gigantea no Arizona e Opuntia sp. na Florida (BOOTH,
ALCORN, 1959; MILLER, 1997), palma gigante no Brasil e em Echinocactus grusonii

20

na Itália (POLIZZI et al., 2004, DE SOUZA et al., 2010) respectivamente. F. lunatum
causando mancha em Opuntia dillenii no Haiti e em palma gigante no México
(BENJAMIN, SLOT, 1969; FLORES-FLORES et al., 2013). F. opuntiarum infectando
plantas de Opuntia sp. na Argentina (FARR, 1973). F. verticillioides em Phyllocactus
hybridus na Itália (O'DONNELL et al., 1998). Essas espécies além de causar perdas na
produção também são relatadas em outras culturas como produtoras de micotoxinas
(SANTIN et al., 2000; AOKI et al., 2014).

21

3. MATERIAL E MÉTODOS
O trabalho foi realizado no Laboratório de Fitopatologia Molecular do Centro de
Ciências Agrárias (CECA) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) localizado no
km 85 da BR 101 Norte (9º27’54.71” S – 35º49’39.27” O), no município de Rio Largo,
Alagoas, Brasil.

3.1 Obtenção dos Isolados

Foram obtidos 26 isolados patogênicos de Fusarium associados à mancha marrom
da palma forrageira miúda da Coleção de Culturas de Fitopatógenos da Universidade
Federal de Alagoas (COUFAL), localizado no Laboratório de Fitopatologia Molecular do
Centro de Ciências Agrarias da UFAL (Tabela 1). Tais culturas foram depositadas no ano
de 2016.

Tabela 1: Identificação dos isolados obtidos da COUFAL e suas procedências.
LOCALIDADES
Arapiraca/AL
Branquinha/AL
Cacimbinhas/AL
Estrela de Alagoas/AL
Olho D’Água do Casado/AL
Bom Conselho/PE
Lajedo/PE
São João/PE

CÓDIGO DOS ISOLADOS
COUFAL0205 e COUFAL0206
COUFAL0207
COUFAL0208
COUFAL0209, COUFAL0210, COUFAL0211,
COUFAL0212, COUFAL0213 e COUFAL0214
COUFAL0215
COUFAL0216, COUFAL0217 e COUFAL0218
COUFAL0219, COUFAL0220 e COUFAL0221
COUFAL0222, COUFAL0223, COUFAL0224,
COUFAL0225, COUFAL0226, COUFAL0227,
COUFAL0228, COUFAL0229 e COUFAL0230

No estado de Alagoas foram obtidos 11 isolados em diferentes zonas: Zona da
Mata (Branquinha), Agreste (Arapiraca, Cacimbinhas e Estrela de Alagoas) e Sertão
(Olho D’Água do Casado) e no estado de Pernambuco foram obtidos 15 isolados em
três municípios do Agreste (Bom Conselho, São João e Lajedo).
3.2 Caracterização molecular
Para caracterização molecular foi realizado a extração de DNA genômico,
seguindo o protocolo CTAB adaptado de Doyle & Doyle (1987). As amplificações foram
realizadas por PCR utilizando inicialmente os pares de primers EF1/EF2 que direcionam

22

à amplificação do gene EF-1α, para realização de uma análise prévia da diversidade de
espécies existente entre todos os isolados. Posteriormente, foram selecionados alguns
isolados representativos para concluir a filogenia utilizando os primers 5F2/7CR
específicos para o gene RPB2 (Tabela 2). Os produtos amplificados foram enviados para
purificação e sequenciamento na empresa Macrogen (Seul, Coreia do Sul).

Tabela 2: Descrição dos primers utilizados na identificação das espécies de Fusarium.
Gene
Primer
Sequência (5’-3’)
Referência
TEF-1α
RPB2

EF1
EF2
5f2
7cr

ATGGGTAAGGARGACAAGAC
GGARGTACCAGTSATCATG
GGGGWGAYCAGAAGAAGGC
CCCATRGCTTGYTTRCCCAT

O´ Donnell et al. 1998
O’Donnell et al. 2013

As sequências de nucleotídeos obtidas, foram montadas com o Software Codon
Code Aligner v. 6.0.2, e analisadas visualmente. O arranjo dos nucleotídeos em posições
ambíguas, foram corrigidos por comparação das sequências nos sentidos senso e antisenso. Inicialmente as análises foram feitas com o algoritmo BLASTn. Sequências de
referência para várias espécies foram obtidas no GenBank e utilizadas para construção da
árvore filogenética (Tabela 3). As sequências foram alinhadas usando o algoritmo
MUSCLE (EDGAR, 2004) no programa MEGA v.6 (TAMURA et al., 2013). A análise
de Inferência Bayesiana (BI) para os conjuntos de dados concatenados (EF1-α e RPB2),
foram realizadas empregando o método da cadeia de Markov Monte Carlo (MCMC), no
portal CIPRES (MILLER et al., 2010) usando MrBayes v. 3.2.3 (RONQUIST et al.,
2012). As árvores foram visualizadas e editadas no programa FigTree v. 1.4
(ztree.bio.ed.ac.uk/software/figtree).

Tabela 3: Sequências de Fusarium spp. obtidas no banco de dados não redundante
Genbank.
ESPÉCIES
Nº de acesso
Nº de acesso do GenBank
da cultura
EF-1 α
RPB2
Fusarium circinatum
NRRL_25331
AF160295
JX171623
Fusarium dimerum
CBS 108944
EU926334
KM232363
F. dimerum
NRRL 36140
HM347133
HM347218
Fusarium delphinoides
C26
KU711775
KU604380
F. delphinoides
NRRL_36160
HM347134
HM347219
Fusarium equiseti
NRRL_20697
GQ505594
JX171595
F. equiseti
NRRL_13402
GQ505592
JX171566
Fusarium foetens
NRRL 38302
KU171723
KU171703
Fusarium fujikuroi
NRRL_13566
AF160279
JX171570
F. fujikuroi
CBS130402
KU711677
KU604261

23

continuação tabela 3...
ESPÉCIES
Fusarium guttiforme
Fusarium inflexum
Fusarium lacertrum
F. lacertarum
Fusarium lunatum
F. lunatum
F. lunatum
F. lunatum
F. lunatum
Fusarium mangiferae
F. mangiferae
Fusarium oxysporum
F. oxysporum
F. oxysporum
F. oxysporum
F. oxysporum
F. oxysporum
Fusarium pseudocircinatum
F. pseudocircinatum
F. pseudocircinatum
F. pseudocircinatum
Fusarium penzigii
F. penziggi
Fusarium proliferatum
F. proliferatum
F. proliferatum
F. proliferatum
Fusarium sacchari
F. sacchari
F. sacchari
Fusarium subglutinans
F. subglutinans
Fusarium sp.
Fusarium sp.
Fusarium sp.
Fusarium sp.
Fusarium sp.
Fusarium sp
Fusarium sp
Fusarium thapsinum
Fusarium verticillioides
F. verticillioides
F. verticillioides
F. verticillioides
F. verticillioides
F. verticillioides

Nº de acesso
da cultura
NRRL 22945
NRRL_20433
NRRL_52753
NRRL 20423
NRRL_36168
CMM1288
COUFAL0209
COUFAL0213
COUFAL0227
MUCL_56003
NRRL_25226
CBS135560
CBS135561
CBS_463.91
BRIP28044
COUFAL0206
COUFAL0228
NRRL_25034
MICMW_324a
COUFAL0219
COUFAL0220
CBS_317_34
NRRL 20711
CBS138981
NRRL_43667
NRRL 22944
COUFAL0221
NRRL_25033
NRRL 52733
NRRL_13999
NRRL_54158
NRRL 22016
NRRL_26417
NRRL_32175
NRRL 34005
NRRL_43297
COUFAL0210
COUFAL0211
COUFAL0222
NRRL_22045
CBS135545
NRRL 22172
NRRL 25117
COUFAL0205
COUFAL0207
COUFAL0216

Nº de acesso do GenBank
EF-1 α
RPB2
AF160297
JX171618
AF008479
JX171583
JF740828
JF741154
GQ505593
JX171581
JX171648
KY549627
MK301290
MK301291
MK301292
LT574958
LT575039
AF160281
JX171622
KU711709
KU604317
KU711710
KU604316
KU711712
KU604315
KX434919
KX434989
MK301279
MK301280
JF740710
JF741040
KX870040
MK301286
MK301285
EU926324
KM232362
HM347132
HM347217
KT716210
KT716196
EF452998
EF470037
AF160280
JX171617
MK301281
JF740709
JF741039
JF740812
JF740987
AF160278
JX171580
HM347131
HM347216
HM057336
JX171599
GQ505598
GQ505776
GQ505609
GQ505787
GQ505629
GQ505807
GQ505657
GQ505835
MK301287
MK301288
MK301289
AF160270
JX171600
KX584417
KU604229
AF160262
EF470122
JF740743
JF741071
MK301282
MK301283
MK301284

24

Giberela xylarioides
NRRL25486
AY707136
JX171630
Neonectria ramulariae*
CBS_182.36
DQ789721
DQ789793
* Outgroup; TEF-1α = Translation elongation factor 1-α; RPB2 = RNA polymerase II.
Isolados obtidos neste estudo estão destacados em negrito.
3.3 Caracterização morfocultural
Para caracterização cultural, discos de meio de cultura contendo estruturas do
patógeno foram retirados das bordas das colônias cultivadas por sete dias e transferidos
para placas de Petri contendo BDA sintético. Os tratamentos foram mantidos em
incubadora BOD a 25°C ± 1°C e fotoperíodo de 12 horas. O delineamento experimental
foi o inteiramente casualizado com cinco repetições, sendo a repetição constituída por
uma placa de Petri. Foram realizadas avaliações diárias do crescimento micelial das
colônias (mm) em duas direções diametricamente opostas no fundo externo das placas,
com auxílio de um paquímetro digital, durante sete dias. Também foram observadas a
coloração das colônias e o aspecto do micélio aéreo. Os dados obtidos foram utilizados
para calcular o índice de crescimento micelial (ICM, mm/dia), utilizando a fórmula: ICM
= Σ(D-Da)/N, sendo: ICM = índice de velocidade de crescimento micelial, D = diâmetro
médio atual da colônia Da = diâmetro médio da colônia do dia anterior e N = número de
dias após a inoculação.
Para caracterização morfológica foi utilizado o meio BDA e agar-água (AA) para
induzir a esporulação das espécies e mantidos em incubadora BOD a 25°C ± 1°C e
fotoperíodo de 12 horas por 10 dias. 50 conídios (macroconídios e microconídios) de cada
espécie foram mensurados por imagens capturadas por câmera digital (Olympus IX2SLP) acoplada a microscópio óptico com aumento de 400x, projetada em monitor de
computador, através do software Cellsenses Standard (SAMSUNG SDC-415®). As
características morfológicas foram baseadas no Manual de Identificação de Fusarium de
Leslie e Summerell (2006).
3.4 Teste de Agressividade
No teste de agressividade foram utilizados cladódios sadios de palma forrageira
miúda. Estes, foram tratados com solução de hipoclorito de sódio a 1% por cinco minutos,
lavados em água destilada esterilizada (ADE) e secos à temperatura ambiente. Com o
auxílio de uma agulha esterilizada realizou-se ferimentos nos cladódios e em seguida,
foram depositados discos de BDA contendo estruturas do patógeno de cada espécie
(cultivados por sete dias) sobre os pontos de inoculação. Nas testemunhas utilizou-se

25

apenas discos de BDA sem estruturas do patógeno. Posteriormente, os cladódios foram
acondicionados separadamente em sacos plásticos contendo um chumaço de algodão
umedecido com ADE para proceder a câmara úmida de 48h. Após o período de câmara
úmida os cladódios foram retirados dos sacos plásticos e mantidos em BOD a 25 ± 1 ° C
e fotoperíodo de 12 horas durante até sete dias. O delineamento utilizado foi inteiramente
casualizado com três repetições, sendo cada repetição representada por um cladódio com
quatro ferimentos (além da testemunha). Aos sete dias foram feitas medições das lesões
em duas direções diametricamente opostas com auxílio de um paquímetro digital. As
médias de severidade para cada espécie foram submetidas à análises de variação pelo
teste de Tukey a 5% de probabilidade.
4. RESULTADOS
4.1 Caracterização molecular
Para as análises filogenéticas selecionou-se o seguinte modelo evolutivo que
foram calculados de acordo com Akaike Information Criterion (AIC): GTR+I+G para
fator de elongação (EF-1α) e para RNA polymerase II subunit (RPB2), respectivamente.
A espécie Neonectria ramulariae (CBS 182.36) foi utilizada como outgroup.
Através de uma análise prévia utilizando o gene EF-1α foi possível identificar seis
espécies, dentre os 26 isolados, pertencentes ao gênero Fusarium que estão inseridas em
quatro complexo distintos: fujikuroi, oxysporum, incarnatum-equiseti e dimerum (dados
não mostrados). A partir dessas análises selecionou-se 14 isolados que as sequencias do
gene RPB2 determinados visando complementar a filogenia.
Na árvore de Inferência Bayesiana com base nos dados concatenados (EF-1α e
RPB2), foi possível confirmar os resultados obtidos a partir da análise prévia, onde foram
observados clados bem suportados dentro de cada complexo. No complexo fujikuroi, três
isolados agruparam com F. verticillioides (COUFAL0205, COUFAL0207 e
COUFAL0216), dois isolados com a espécie F. pseudocircinatum (COUFA-0219 e
COUFAL0220) e um isolado se agrupou com F. proliferatum (COUFAL0221). No
complexo oxysporum, dois isolados agruparam com F oxysporum (COUFAL0206 e
COUFAL0228). No complexo incarnatum-equiseti três isolados (COUFAL0214,
COUFAL0210 e COUFAL0211) agruparam com Fusarium sp. que está inserido no clado
incarnatum. Já no complexo dimerum três isolados agruparam com F. lunatum
(COUFAL0209, COUFAL0213 e COUFAL0227) (Figura 1).

26

Figura 1: Árvore filogenética de inferência Bayesiana baseada em sequências
concatenadas dos genes EF1-α e RPB2. Neonectria ramulariae (CBS_18236) foi
utilizada como grupo externo. Os isolados provenientes desse estudo estão marcados em
negrito.

27

As seis espécies identificadas (F. verticilioides, F. pseudocircinatum, F.
proliferatum, F. oxysporum, Fusarium sp. e F. lunatum) estavam presentes entre os
municípios do agreste pernambucano. Em Alagoas, apenas quatro das seis espécies foram
identificadas (F. verticilioides, F. oxysporum, F. lunatum e Fusarium sp.) distribuídas
entre os municípios das zonas da mata, agreste e sertão.
4.2 Caracterização Morfocultural
Os isolados das espécies de Fusarium apresentaram-se heterogêneos quanto à
coloração da colônia em meio de cultura BDA sintético. Houve variação nos valores de
índice de crescimento micelial, tamanho e forma dos macroconídios e microconídios
entre as espécies identificadas. Não foi observado formação de macroconídios para as
espécies F. verticillioides e F. lunatum. Como também, houve ausência de clamidósporos
para as espécies F. proliferatum, F. pseudocircinatum, Fusarium sp. e F. verticillioides
(Figura 2 e Tabela 4).

28

Figura 2: Características morfoculturais das espécies de Fusarium. AI, BI, CI, DI, EI e FI- Características das colônias. AII- Microconídio em
falsa cabeça em monofiálide. AIII- Microconídio em cadeia. BII- Microconídio em falsa cabeça em monofiálide. BIII- Macroconídio e
microconídio. CII- Microconídio em cadeia. CIII- Macroconídio. DII- Macroconídio e clamidósporo. DIII- Microconídio. EII- Macroconídio.
EIII- Microconídio. FII- Microconídio. FIII- Clamidósporos.

29

Tabela 4: Caracterização morfocultural das espécies de Fusarium e teste de agressividade.
Espécie

Microconídio (µm)
Comp.
Larg.

Forma

Macroconídio (µm)
Comp.
Larg.

F. verticillioides
F. pseudocircinatum
F. proliferatum
F. oxysporum
Fusarium sp.

6.10-4.08
9.02-3.44
9.78-3.77
13.19-7.02
15,49-10.65

2.46-1.20
3.77-1.64
4.53-1.60
5.06-1.70
7.25-2.26

Obovoide
Oval
Obovoide e elíptico
Obovoide e elíptico
Obovoide

75.81-24.74
59.76-34.93
55.93-26.40
29.08 -17,64

6.66-2.83
5.91-2.43
6.91-2.26
4.37-2.88

Nº de
septos
3a4
3
3a4
3

F. lunatum

9.90-6.56

4.42-2.04

Alantoide

-

-

-

1

Clamidósporos; 2 Índice de crescimento micelial; 3Diâmetro das lesões.

a,b

As letras referem-se ao Teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Forma

Cmd1

Falcado
Falcado
Falcado
Falcado

+
-

I.C.M2
(mm/dia)
10.33
7.38
7.99
7.48
9.60

-

+

7.85

Coloração da
Colônia
Verso/Reverso
Púrpura/Rosa
Púrpura/Rosa claro
Rosa/Amarelo
Rosa claro/Púrpura
Rosa/Salmão
Alaranjado/
Alaranjado

D. L.3
(mm)
10,87a
11,8a
11,18a
12,5a
19,5b
19,43b

30

4.3 Teste de Agressividade
As espécies identificadas apresentaram diferentes níveis de agressividade aos sete
dias após a inoculação. Os sintomas consistiram em lesões circulares e necróticas, que
podiam ser observados na parte adaxial dos cladódios. Nenhum sintoma foi observado
nas testemunhas (Figura 3). As espécies F. verticillioides, F. pseudocircinatum, F.
proliferatum e F. oxysporum não diferiram estatisticamente quando testados ao nível de
5% de probabilidade, porém as espécies Fusarium sp. e F. lunatum diferiram das demais
sendo consideradas as mais agressivas (Tabela 4).

Figura 3: Teste de agressividade realizado com as espécies de Fusarium identificadas no
presente estudo. 1- F. verticillioides 2- F. pseudocircinatum 3- F. proliferatum 4- F.
oxysporum 5- Fusarium sp. 6- F. lunatum, a,b,c- Testemunhas.
5. DISCUSSÃO

Muitas regiões genômicas podem ser utilizadas na identificação de espécies do
genero Fusarium porém os genes EF1-α (considerado o barcoding) e RPB2 são as mais
precisas para este fim (O’DONNELL et al., 2008; HYDE et al., 2014). Baseando-se
nesses genes o presente estudo identificou seis espécies pertencentes a quatro complexos
distintos: fujikuroi (FFSC), complexo oxysporum (FOSC), complexo incarnatum-equiseti
(FIESC) e complexo dimerum (FDSC).
No complexo fujikuroi (FFSC) foram identificadas três espécies F. proliferatum,
F. verticillioides e F. pseudocircinatum. A espécie F. proliferatum já foi relatada
causando mancha foliar em tomateiro na China (GÃO et al., 2016), podridão em sementes
de aveia na Hungria (MOLNAR O. 2016), podridão em bulbos de alho na Espanha,
Carolina do Norte e Índia (PALMERO et al., 2010; RAVI SANKAR et al., 2012;
QUESADA-OCAMPO et al., 2014;), podridão basal da cebola na Finlândia
(HAAPALAINEN et al., 2016,), podridão no alho e cebola na Argentina

31

(SALVALAGGIO et al., 2013), podridão em frutos de pimenta em Trindade
(RAMPERSAD et al., 2011). No Brasil há relatos apenas em milho no estado de
Pernambuco (BARROS, 2013).
A espécie F. verticillioides foi descrita pela primeira vez associado a doenças em
animais (SHELDON, 1904). A partir daí, foi relatada em muitas espécies vegetais no
mundo, sendo verificado com maior ocorrência na cultura do milho causando podridão
no colmo, raiz e deterioração nos grãos armazenados (AGRIOS, 2005; DORN et al,
2009). Em países como França, Espanha e Itália, essa espécie é frequentemente relatada
em grãos de milho (FADOHAN et al., 2003), mas já foi relatada também na América do
Norte causando doenças em milheto e gramas nativas (LESLIE et al., 2004). No Brasil
essa espécie foi latada em gengibre (MOREIRA et al., 2015), milho (BARROS, 2013) e
em café (PFENNING; MARTINS 2000), pinus (MACIEL et al., 2017).
A espécie F. pseudocircinatum causa doenças em muitas culturas de importância
econômica no mundo como: malformação da manga (Mangifera indica L.) na República
Dominicana, Austrália, México e Brasil (FREEMAN et al., 2014; GARCÍA-LÓPEZ et
al., 2016; LIEW et al., 2016; (MACHADO, 2013)), murcha em acácia koa (Acacia koa
A. Gary) no Hawaii (SHIRAISHI et al., 2012), podridão da haste da baunilha (Vanilla
planifólia) na Indonésia (PINARIA et al., 2010), cancro em citros (Citrus spp.) na Grécia,
Itália e Espanha (SANDOVAL-DENIS et al., 2018), podridão de pós-colheita em frutos
de banana na Guatemala (TARNOWSKI et al., 2010).
Em cactácea, há relatos de F. proliferatum causando podridão do caule em pitaya
(Hylocereus polyrhizus) na Malásia (HAWA et al., 2013) e de F. verticillioides causando
doença em Phyllocactus hybridus na Itália (O'DONNELL et al., 1998). Contudo, este é o
primeiro relato destas espécies (F. proliferatum, F. verticillioides e F. pseudocircinatum)
infectando palma forrageira miúda.
As espécies pertencentes ao complexo oxysporum (FOSC) apresentam
similaridades por causarem murcha vascular em seus hospedeiros (O'DONNELL et al.,
2008). Este estudo identificou a espécie F. oxysporum, que de acordo com Mycobank
database (2019), apresenta ampla gama de hospedeiro, sendo relatado em mais de 600
gêneros botânicos no mundo. Em cactáceas, essa espécie já foi relatada causando murcha
em Astrophytum myriostigma na Itália (GARIBALDI et al., 2016), podridão seca em
Astrophytum ornatum no México (QUEZADA-SALINAS et al., 2017), podridão de
Fusarium em plantas de Zygocactus e Rhipsalidopsis na Alemanha (GERIACH, 1972),
podridão da base em Zygocactus truncatus nos Estados Unidos (MOORMAN et al.,

32

1980), em Cereus peruvianus na Itália (GARIBALDI et al., 2011), e em frutos de pitaya
(Selenicereus megalanthus) na Colômbia (GONZALES et al., 2016), podridão seca em
Echinocactus grusonii na Inglaterra (HAZELGROVE et al., 1979), podridão em
Astrophytum myriostigma, Cereus marginatus var. cristata, C. peruvianus monstruosus
e C. peruvianus florida na Itália (BERTETTI et al., 2017). Em palma forrageira foi relata
causando podridões em O. fícus-indica e N. cochenillifera no Brasil (SOUZA et al., 2010;
SANTIAGO et al., 2018). Portanto, este é o primeiro relato de F. oxysporum associados
a mancha marrom em N. cochenillifera no mundo. Além de palma forrageira no Brasil,
essa espécie já foi relatada causando doenças em teca (Tectona grandis) (BORGES et al.,
2018), em yacon (Smallantus sonchifolius) mais conhecido como batata (MORAES et al.,
2017), em rosa sp. (BARGUIL et al., 2009), pinus (MACIEL et al., 2017) e em outras
culturas como citros, mandioca, feijão, arroz, tomate, sorgo (MENDES et al., 1998).
Os membros do complexo incarnatum-equiseti (FIESC) compreendem mais de
30 espécies filogeneticamente distintas que estão divididas em dois clados denominados
de Incarnatum e Equiseti (O’DONNELL et al. 2009, 20012). As espécies deste complexo
estão cada vez mais associados a doenças de plantas, além de causarem problemas de
saúde em humanos e animais (JACOBS et al., 2018). Nesse complexo, três isolados
agruparam no clado ircarnatum que possui espécies crípticas de extrema similaridade
morfológica e até então todas as espécies relatada dentro deste clado são nomeadas como
Fusarium sp., assim como nossos isolados (O’DONNEL et al., 2009; CABAÑES et al.,
2014). Dentre as espécies que compõem o complexo apenas F. lacertarum (clado
Equiseti) foi relatada em cactácea causando podridão em cladódios de Nopalea
cochenillifera no Brasil (SANTIAGO et al., 2018).
O complexo dimerum, apresenta grande importância uma vez que a maioria das
espécies causam doenças em humanos e vegetais, exceto a espécie F. lunatum,
identificado no presente estudo, que é relatada causando doenças apenas em plantas da
família cactaceae (Opuntia e Gymnocalycium) (SCHROERS et al., 2009). Em palma
forrageira, essa espécie (F. lumatum) foi relatada em O. fícus-indica (palma forrageira da
variedade gigante) no México, associada a mancha negra, doença de grande importância
nesse país (FLORES-FLORES et al., 2013). No entanto, essa é a primeira ocorrência de
F. lunatum no Brasil, além de ser o primeiro relato em N. cochenillifera.
Em relação às análises morfológicas, algumas espécies identificadas apresentaram
características semelhantes ao que já foram descritas na literatura (LESLIE,
SUMMERELL, 2006; IBRAHIM et al 2017; CHANG et al., 2018; SREEPURNA et al.,

33

2018). Já as espécies F. verticillioides e F. lunatum não produziram macroconídios
mesmo utilizando diferentes meios de cultura, características também observadas por
outros autores, que já relataram a dificuldade de produzir macroconídios para essas
espécies (LESLIE, SUMMERELL, 2006). Observou-se também ausência de
clamidósporos nas espécies F. verticillioides, F. pseudocircinatum, F. proliferatum e
Fusarium sp., sendo esses resultados similares aos de Leslie, Summerell (2006).
As variações observadas nas espécies em relação à coloração e crescimento das
colônias, corroboram com trabalhos para o gênero Fusarium (STUMPF, 2011; KUHEN
JÚNIOR et al., 2013; CARMO, 2017). Porém, alguns autores relatam que para este
gênero estas características são muito variáveis, podendo ser influenciadas pelas
condições de cultivo (VENNERE, 2004; RAHJOO et al., 2008)
Os isolados de Fusarium do presente estudo foram obtidos de três diferentes zonas
do semiárido nordestino: na Zona da mata, um isolado (F. verticillioides), no Agreste, 24
isolados (F. verticillioides, F. proliferatum, F. pseudocircinatum, Fusarium sp., F.
lunatum e F. oxysporum) e no Sertão, um isolado (F. lunatum). Com isso, é possível supor
que o clima dessas regiões provavelmente não influencie na diversidade de espécies
identificadas no presente estudo uma vez que houve ocorrência de mesmas espécies em
diferentes zonas. Porém, somente com um número maior de isolados das zonas da mata
e sertão para afirmar essa hipotese.
Em relação aos estados/municípios de coleta, foram identificadas quatro espécies
no estado de Alagoas e dentre estas F. verticilioides foi a mais prevalente. Em
Pernambuco as seis espécies estavam presentes e a mais prevalente foi F. lunatum. Foi
possível observar também maior distribuição das espécies nos municípios de Alagoas, já
em Pernambuco, as espécies identificadas em um município não eram observadas nos
outros. Em Bom Conselho apenas a espécie F. verticillioides, em São João, F. oxysporum,
F. lunatum e Fusarium sp. e por fim Lajedo onde identificamos as espécies F.
pseudocircinatum e F. proliferatum. Com isso, podemos supor também a necessidade de
uma amostragem maior para verificar a real diversidade de espécies não só nos estados
de Alagoas e Pernambuco, mas também em outros estados produtores da cultura.
As espécies F. oxysporum, F. proliferatum, F. verticillioides e Fusarium sp., já
foram relatadas em algumas culturas no Brasil, como alface, citros, feijão, mandioca, soja,
tomate (MENDES, 1998), milho (BARROS, 2013) e café (PFENNING, MARTINS
2000). E de acordo com dados do IBGE (2017), essas culturas estão distribuídas nos
municípios onde foram realizadas as coletas. Assim, levantamos a hipótese de que a

34

ocorrência dessas espécies, infectando palma forrageira, podem ser associadas à migração
do patógeno entre hospedeiros ou através de atividade antropogênica, contribuindo para
a diversidade de espécies encontradas nos estados de Alagoas e Pernambuco. Já a espécie
F. pseudocircinatum foi relatada no Brasil apenas em Petrolina/PE na cultura da manga,
porém, em Lajedo/PE (único local onde a espécie foi identificada) não há plantio
comercial de manga (IBGE, 2017) o que não significa dizer que esse hospedeiro não seja
encontrado no município servindo como fonte de inóculo para a palma forrageira. Já F.
lunatum, não foi relatada em nenhuma cultura no Brasil e isso, provavelmente, se deve a
escassez de estudos relacionados a doenças em cactáceas (únicos hospedeiros dessa
espécie até então) no país.
É possível supor também que a fonte de inóculo esteja presente nas áreas de coleta
na forma de clamidósporos, que são estruturas de resistência capazes de permanecer no
solo por longos períodos, porém mais estudos são necessários, direcionados ao histórico
de cultivo nessas áreas, introdução de material infectado e até mesmo rotação de culturas
com plantas hospedeiras das espécies de Fusarium aqui identificadas.
Algumas espécies identificadas neste trabalho como F. verticillioides, F.
proliferatum, F. pseudocircinatum e F. oxysporum, são capazes de produzir micotoxinas,
prejudiciais a humanos e animais (SANTIN et al., 2000; AOKI et al., 2014). E como os
produtores relatam que os cladódios com sintomas da doença (mancha marrom) são
fornecidos aos animais faz-se necessário estudos mais detalhados em relação estas
espécies uma vez que possam produzir toxinas capazes de agredirem os animais, podendo
inclusive levá-los à morte.
Por fim, esse estudo demonstra a importância do uso de marcadores moleculares
que sejam altamente informativos na identificação precisa das espécies de Fusarium.
Apesar da alta diversidade de espécies observada neste estudo, é possível que outras
espécies pertencentes ao gênero Fusarium estejam associadas a mancha marrom em
cladódios de N. cochenillifera. Portanto, estudos adicionais utilizando amostras
provenientes de outras localidades são necessários antes de uma conclusão definitiva
sobre a real diversidade de Fusarium associada a essa doença.

35

6. CONCLUSÃO

- As espécies F. verticillioides, F. proliferatum, F. pseudocircinatum, Fusarium sp., F.
lunatum e F. oxysporum estão associadas a mancha marrom da palma forrageira miúda
(Nopalea cochenillifera) nos estados de Alagoas e Pernambuco.

- Este é o primeiro relato das espécies F. verticillioides, F. proliferatum, F.
pseudocircinatum, Fusarium sp., F. lunatum e F. oxysporum causando mancha marrom
na palma forrageira miúda no mundo.

- As espécies F. verticillioides e F. lunatum foram mais prevalentes nos estados de
Alagoas e Pernambuco, respectivamente.

- As espécies Fusarium sp. e F. lunatum foram as mais agressivas.

36

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