Prospecção da acarofauna e controle do ácaro alaranjado Dolichotetranychus floridanus Banks 1900 (Prostigmata: Tenuipalpidae) em abacaxizeiro.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS
RENATO DE ALMEIDA SILVA
PROSPECÇÃO DA ACAROFAUNA E CONTROLE DO ÁCARO ALARANJADO
Dolichotetranychus floridanus BANKS 1900 (PROSTIGMATA: TENUIPALPIDAE) EM
ABACAXIZEIRO
RIO LARGO
2019
1
RENATO DE ALMEIDA SILVA
PROSPECÇÃO DA ACAROFAUNA E CONTROLE DO ÁCARO ALARANJADO
Dolichotetranychus floridanus BANKS 1900 (PROSTIGMATA: TENUIPALPIDAE) EM
ABACAXIZEIRO
Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Proteção de Plantas, área de
concentração Entomologia/Acarologia, do
Centro de Ciências Agrárias – CECA, da
Universidade Federal de Alagoas – UFAL,
como requisito parcial para obtenção do título
de Mestre em Proteção de Plantas.
Orientador: Profº. Drº. Edmilson Santos Silva
Co-orientadora: Profª. Draª. Roseane Cristina
Predes Trindade
RIO LARGO
2019
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4
“Nunca deixe que lhe digam,
que não vale a pena acreditar
no sonho que se tem”
Renato Russo
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A Deus Pela Força e Coragem
A meus pais e irmãos
DEDICO!
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AGRADECIMENTOS
Agradeço à Deus pela força, coragem, persistência, determinação, saúde, por tudo!
Agradeço ao meu Pai, Arlindo Lopes da Silva (in memorian) deixo aqui uma singela
homenagem para você, que hoje brilha no céu como uma estrela e, está me vigiando e
guardando como um anjo, me vendo conquistar, e poder realizar mais um objetivo de minha
vida, espero tê-lo deixado feliz PAI, guardo você em minha lembrança e não esquecerei a
pessoa que foste para mim, eu te amo.
A minha Mãe, Maria de Almeida Silva, pela pessoa forte, batalhadora, esperançosa,
dedicada, incentivadora. Te agradeço pela vida, cuidado, todo o amor e afeto que dedicaste a
mim atenção, por me incentivar sempre e proporcionar a vida que tive.
Agradeço aos meus irmãos, Adrielli de Almeida Silva Liberato, José Willian de
Almeida Silva, Lucas de Almeida Silva e cunhado, Carlos Eduardo dos Santos Liberato pelo
cuidado de sempre, e incentivo sempre dado, espero poder retribuir-lhes da mesma forma.
Aos meus afilhados Davi de Almeida Liberato e Maria Beatriz de Almeida Mendes,
pelas alegrias que me proporcionaram.
Agradeço ao amigo Diego Soares da Rocha, um cara a quem eu tenho um afeto muito
grande, uma pessoa que tem o poder de alegrar aqueles que convive, um verdadeiro amigo a
quem eu tenho grande admiração e hoje posso dizer que nossa amizade vai além de amigos,
posso dizer que você é um verdadeiro irmão.
Agradeço a Swamy Rocha Siqueira Abreu Tavares, quem tive o prazer de conhecer e
nos tornarmos grandes amigos, uma pessoa de uma alegria contagiante a quem posso chamar
de amiga, quero agradecer por todos os conselhos, pela ajuda nos experimentos, nas escritas,
pelas brincadeiras, descontrações, por todos os trabalhos que me ajudou, pela companhia, por
entrar em minha vida e torna-la mais alegre.
Agradeço ao meu orientador Prof. Drº Edmilson Santos Silva pelo cuidado, orientações,
paciência que teve por mim todo esse tempo, pela inspiração na área e por me acolher como
seu orientado.
Agradeço aos componentes da banca Profª. Drª. Mariana Oliveira Breda e Drª. Mércia
Elias Duarte, pelas correções, sugestões, elogios, realizadas durante a defesa deste trabalho.
7
Agradeço ao amigo Me. Emanuel Júnior Pereira da Silva, que tive a oportunidade de
conhecer no PPG em Proteção de Plantas, cujo, a gente pode construir uma amizade forte.
Agradeço ainda, a uma amiga de tempos, Ane Caroline da Silva Santos, uma pessoa que
Deus colocou em minha vida pra somar desde a graduação, que sempre torceu e me incentivou
a continuar e conseguir conquistar esse sonho.
Agradeço a Jânio Pedro Vieira da Silva um cara que sempre torceu, me incentivou e
vibrou junto comigo durante o período da pesquisa, elaboração e defesa deste trabalho.
Agradeço a Lídia Rafaele Almeida da Silva, uma colega de Laboratório e do PPGPP,
que me incentivou, ajudou, contribuiu e vibrou comigo ao término deste trabalho.
Aos amigos do PPG em Proteção de Plantas, Vanessa Fernandes, Karen Menezes,
Elmadã Pereira, Leonara Evangelista, Erasmo Ribeiro, por conseguirmos ultrapassar as
barreiras e conquistar esse título.
Agradeço aos componentes do Laboratório de Entomologia e Acarologia (LEA) da
UFAL – Campus de Arapiraca, Ávyla Régia, Francisco Guilherme, André Lucas, José Junio,
Maria Claudiane, Aline Lourenço, Jussara Nayane, Eduardo Otávio, Rodolfo de Lira, e demais
componentes do Laboratório.
Agradeço aos primos e amigos Amanda Soares, Letícia Lopes, Josefa da Conceição,
Carlos Anderson, Priscila Lopes, José Henrique, Paulo Wagner, Daniel Bruno estes que
colecionei durante toda a vida e que torceram por mim.
Agradeço a toda a minha família em nome dos meus avós, Cantalice Lopes da Silva e
Euclides Oliveira da Silva, por serem a base de minha família.
Agradeço as Instituições, Universidade Federal de Alagoas – UFAL e Centro de
Ciências Agrarias – CECA, pela oportunidade de me proporcionarem e me tornar o profissional
que hoje me torno.
Aos professores do PPG em Proteção de Plantas pelo conhecimento repassado.
A CAPES, pela bolsa e incentivo a pesquisa.
8
RESUMO GERAL
A cultura do abacaxi é de grande importância para produtores em função da rentabilidade por
área. Para a região do Agreste Alagoano por movimentar a economia de diversos municípios
como de Arapiraca que algumas localidades são produtoras da fruta, a exemplo do distrito de
Poção, onde este fruto e cultivado em grande escala, especialmente por produtores de baixa
renda. Sua origem é das Américas e se dispersou por todo Brasil, e cultivado em todas as
regiões, em função da sua expansão é atacado por algumas doenças e pragas que reduzem sua
produção, entre elas destaca-se o ácaro alaranjado do abacaxizeiro (Dolichotetranychus
floridanus (Prostigmata: Tenuipalpidae), responsável por perdas econômicas para os
produtores, pois, se instala na bainha das folhas formando colônias e ao se alimentar do
conteúdo celular produz portas de entrada para patógenos como o fungo Fusarium subglutinans
que é a doença mais danosa da cultura. Os objetivos deste trabalho foram realizar levantamento
sobre a fauna de ácaros encontrados em mudas de abacaxizeiro; bem como realizar o controle
de D. floridanus com acaricidas, em mudas, observando-se o efeito dos produtos químicos sobre
os ácaros predadores, associados. Para o levantamento foram realizadas coletas de mudas
durante 12 meses, coletando-se três (3) mudas em cinco (5) pontos diferentes da mesma área,
sendo três (3) áreas distintas, o material coletado foi levado ao laboratório de Entomologia e
Acarologia da UFAL Campus de Arapiraca, triado e os ácaros encontrados durante a pesquisa
foram feitas lâminas e identificados. Para o tratamento das mudas, foram realizados dois
experimentos, em dois momentos distintos, o primeiro realizado no Distrito de Poção e o
segundo no Polo Tecnológico Agroalimentar de Arapiraca, foram utilizados os produtos
químicos Pirate®, Ortus®, Abamectin®, Lorsban®, utilizando estes numa dose de 50mL/50L,
e para Orthene® e Kumulus®, 75g/50L, seguindo as recomendações. Para as avaliações, as
mudas plantadas foram retiradas do solo e embaladas em sacos de papel e plástico e
transportadas para o Laboratório supracitado, onde se sucederam as avaliações. Durante o
período de levantamento foram encontrados os seguintes táxons D. floridanus, Tyrophagus sp.
Amblyseius sp. e Oribatida. Já no controle do ácaro alaranjado em mudas o tratamento que
proporcionou melhor resultado para o primeiro experimento foi o Lorsban®, controlando D.
floridanus após dois dias da aplicação dos tratamentos. Para o segundo experimento o
tratamento que teve um melhor desempenho foi o Ortus®, que conseguiu controlar 24,75% do
total de ácaros observados durantes os testes, ainda para este experimento foram encontrados
os seguintes gêneros Amblyseius sp. e Tyrophagus sp., e ainda os táxons das famílias
Cheletidae, Dinychidae, Rhodacaridae e Laelapidae, ficado evidente que nas condições testadas
os produtos em questão são seletivos, pois não foram afetados pelos produtos testados.
PALAVRAS-CHAVE: Abacaxi. Fauna de ácaros. Defensivos Agrícolas.
9
ABSTRACT
The pineapple crop is of great importance for producers in terms of profitability by area.
Moving the economy of various cities in region of Agreste Alagoano, the example of Arapiraca
that some localities are producers of the fruit, such as the district of Poção, where this fruitful
is grown on a large scale, especially by low-income producers. Its origin is of the Americas and
has dispersed throughout Brazil, is cultivated in all regions, due to its expansion is attacked by
some diseases and pests that reduce its production, among them the orange mite of the pineapple
(Dolichotetranychus floridanus) (Prostigmata: Tenuipalpidae), responsible for economic losses
to the producers, because it is installed in the leaf sheath forming colonies and when feeding of
the cellular content produces entrance doors for pathogens such as the fungus Fusarium
subglutinans which is the most harmful disease of the crop. The objectives of this work were to
perform a survey on the fauna of mites found in pineapple seedlings; as well as to carry out the
control of D. floridanus in seedlings with acaricides observing the effect of the chemical
products on the associated predatory mites. Were collected seedlings for 12 months, three (3)
seedlings were collected in five (5) different points in the same area, with 3 different áreas, the
collected material was taken to the laboratory, sorted and the mites found during the research
were made slides and identified demonstrating the fauna present in this culture. For the
treatment of the seedlings, two experiments were carried out, in two different moments, the first
one held in the Poção District and the second in Technological AgroFood Pole, were used the
chemicals product Pirate®, Ortus®, Abamectin®, Lorsban®, using these in a dose of
50mL/50L, and for Orthene® e Kumulus®, 75g/50L, followed by recommendations. For the
evaluations, the seedlings planted were removed from the soil and packed in the bags paper and
plastic and transported to the Laboratory of Entomology and Acarology - UFAL, where the
evaluations were carried during the survey period the following taxa were found, D. floridanus,
Tyrophagus sp. Amblyseius sp. and Oribatida. In the control of seedlings, the treatment that
obtained a better result for the first experiment was Lorsban®, controlling D. floridanus two
days after the application of treatments for the second experiment the treatment which had a
better average performance was the Ortus®, which managed to control 24.75% of total mites
observed during the tests still for this experiment were verified the next generals Amblyseius
sp. e Tyrophagus sp., and the families Cheletidae, Dinychidae, Rhodacaridae and Laelapidae,
were not affected by the agrochemicals tested.
KEY WORDS: Pineapple. Mite Fauna. Pesticides.
10
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1
Esquema de abacaxizeiro com a disposição das mudas tipo
filhote.
13
Figura 2
Mudas do tipo filhote separadas para plantio.
Figura 3
Ácaro alaranjado do abacaxizeiro (Dolichotetranychus
floridanus)
34
Figura 4
Ácaro predador da família Phytoseiidae, pertencente ao
gênero Amblyseius sp.
35
Figura 5
Área de implantação do experimento, no povoado Poção,
localizado as margens da AL 220, Zona Rural do Município 42
de Arapiraca - AL
Figura 6
Figura 7
Figura 8 A e B
Figura 9
Figura 10 (A e B)
32
Experimento em campo nas dependências do Polo
Tecnológico Agroalimentar de Arapiraca, localizado na Rua
Severino José da Silva, Zona Rural de Arapiraca.
43
Imersão das mudas nos respectivos tratamentos em baldes
com 50 L de água mais o produto químico.
46
Mudas sendo plantadas em covas nas referidas parcelas e
blocos, conforme o sorteio, na área experimental 1, Poção
AL.
Montagem do segundo experimento em campo com mudas
de abacaxizeiro tratadas acaricidas químico.
46
47
Base das folhas com sintomas do ataque do ácaro alaranjado
(cloróticos e necróticos) (A). Imagem do ácaro alaranjado
obtida com microscópio estereoscópico com aumento de 40
X, (B).
48
11
LISTA DE TABELAS
Tabela 1
Tabela 2
Tabela 3
Tabela 4
Tabela 5
Tabela 6
Tabela 7
Tabela 8
Quantitativo de diferentes espécimes de ácaros encontrados em
diferentes campos de produção de abacaxi amostrados na região de
Poção, Arapiraca, Alagoas (2017-2018).
Classificação e identificação dos Ácaros encontrados nos abacaxizeiros
coletados no Agreste de Alagoas, no período de Agosto de 2017 a
Agosto de 2018.
Agrotóxicos e suas recomendações técnicas.
Quantificação e Classificação de táxons de ácaros coletados na parte
basal das folhas de mudas de abacaxizeiro, no período de maio.
33
34
45
49
Ácaros vivos encontrados nas mudas de abacaxizeiro após o tratamento
com os acaricidas.
50
Número (Médias ± EP) de colônias do ácaro alaranjado vivo em
tecido com clorose. Laboratório de Entomologia/Acarologia da
Universidade Federal de Alagoas Campus de Arapiraca.
52
Número (Médias ± EP) de colônias do ácaro alaranjado vivo em
tecido com necrose. Laboratório de Entomologia/Acarologia da
Universidade Federal de Alagoas Campus de Arapiraca, Maio.
52
Médias de mortalidade dos ácaros com os tratamentos.
53
12
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 13
2 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 14
2.1 ASPECTOS GERAIS DA CULTURA DO ABACAXI ............................................. 14
2.2 PRINCIPAIS ENTRAVES FITOSSANITÁRIOS .................................................... 16
2.3 ÁCAROS........................................................................................................................ 19
2.4 ÁCARO ALARANJADO (Dolichotetranychus floridanus BANKS) ........................ 20
2.5 MÉTODOS DE CONTROLE UTILIZADOS NA CULTURA ................................ 21
2.6 DOENÇAS ASSOCIADAS AO ABACAXI ............................................................... 22
2.7 CONTROLE DE DOENÇAS ...................................................................................... 23
2.7.1 Controle Químico ................................................................................................... 23
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 25
3 LEVANTAMENTO DA ÁCAROFAUNA ASSOCIADA A MUDAS DE ABACAXI
NO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA – AL ........................................................................... 31
RESUMO................................................................................................................................. 31
ABSTRACT ............................................................................................................................ 32
3.1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 33
3.2 MATERIAL E MÉTODOS ......................................................................................... 34
3.2.1 Levantamento: coleta do material ........................................................................ 34
3.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................. 35
3.4 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 39
4 CONTROLE QUÍMICO DO ÁCARO ALARANJADO (Dolichotetranychus
floridanus BANKS 1900) DO ABACAXIZEIRO ................................................................ 41
RESUMO................................................................................................................................. 41
ABSTRACT ............................................................................................................................ 42
4.1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 43
4.2 MATERIAL E MÉTODOS ......................................................................................... 44
4.2.1 Coleta dos dados ..................................................................................................... 48
4.2.2 Identificação dos ácaros ......................................................................................... 49
4.2.3 Análise estatística ................................................................................................... 49
4.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................. 50
4.3.1 Identificação dos ácaros ......................................................................................... 50
4.3.2 Efeito dos tratamentos químicos sobre o ácaro alaranjado ............................... 51
4.4 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 55
13
1 INTRODUÇÃO
É uma cultura onde seus produtos são utilizados para diferentes finalidades,
principalmente, em geral em comercio alimentício. É uma planta classificada como
Bromeliaceae, é originária da América do Sul, provavelmente das regiões Sul e Sudeste do
Brasil, Argentina e Uruguai. Tailândia, Brasil e Filipinas, onde são notados como os principais
países produtores desse fruto (PONCIANO et. al., 2006). A dispersão dessa cultivar por vários
países americanos começou com o intercâmbio entre tribos; contudo, com o descobrimento da
América, se tornou conhecido mundialmente, quando foi levado para a Europa, Ásia e África e
se disseminou pelos vários países rapidamente (CTENAS; QUAST, 2000).
O abacaxizeiro (Ananas comosus (L.) Merril) é uma planta tropical originária de regiões
climáticas quentes e secas ou com períodos de chuvas desiguais. Até poucos anos, essa cultura
era cultivada em áreas recém-desmatadas e por isso, ganhou status de planta rústica levando ao
produtor à consciência de que, seu cultivo não era exigente de tratos culturais. Contudo, com a
experiência de muitos anos, observou-se que a produção de abacaxi em larga escala demandava
de cuidados mais rebuscados e frequentes (SATO et al. 2001). Com isto, algumas tecnologias
foram empregadas para o cultivo como a forma de plantio e a indução da planta aoh
florescimento, mas a questão da fitossanidade ainda é insipiente, trazendo ao produtor grandes
perdas de produção ou do valor cosmético dos frutos.
Nas regiões semiáridas outras pragas são observadas atacando a cultura e são
consideradas importantes do ponto de vista econômico e agrícola para o abacaxi, são as
anteriormente citadas e ainda são vistas, a broca do fruto, Thecla basalides (Hübner 1837), a
broca do talo Castnia invaria volitans (Walker, 1854) e o ácaro alaranjado Dolichotetranychus
floridanus (SANCHES, et al. 2001).
As pragas anteriormente citadas são encontradas em quase todas as regiões produtoras de
abacaxi. O ataque das mesmas deixa a planta vulnerável à infestação por patógenos
principalmente o que causa a murcha do abacaxizeiro, importante doença da cultura. Existe
trabalho na literatura que teve como resultado que a cultivar Pérola tem certo grau de tolerância
a essa enfermidade, contudo quando infectada sua produção é bastante reduzida (SANCHES,
et al. 2001).
Uma alternativa viável para o controle de pragas agrícolas é a utilização de agentes
controle biológico como ácaros predadores, fungos entomopatogênicos, fazer uso de extratos
14
vegetais, e ainda usar acaricidas, além de fazer o controle das pragas com controle físico sendo
eliminados os restos culturais infestados pelas pragas através de fogo. Alguns ácaros da família
Phytoseiidae são considerados os principais inimigos naturais de ácaros fitófagos pragas, sendo
utilizados em programas de controle biológico (CB) em todo o mundo (MORAES et al., 1986;
MORAES, 1991; MORAES, 2002). Porém, para a região Agreste de Alagoas não há relatos na
literatura das espécies de ácaros que estão associadas à cultura e principalmente se os produtos
que são utilizados na atualidade são seletivos aos mesmos.
Sendo assim, diante dos problemas já observados utilizar acaricidas para fazer o controle
do ácaro D. floridanus, visto que não existe relato de agrotóxicos para o controle da praga na
cultura e os produtores, ainda assim utilizarem pelo fato de observarem seus cultivos estarem
sendo afetados por esses organismos, pensou-se em fazer um levantamento da acarofauna
presente no cultivo, e realizar o controle de D. floridanus com acaricidas, visando o efeito
seletivo destes aos ácaros predadores na cultura
procuram por solução rápida e de reduzido custo para o produtor, o que leva ao agente
causal a adquirir uma resistência e também trazer outros malefícios para o solo como para a
cultura. Levando em consideração os problemas expostos os objetivos deste trabalho foram:
realizar levantamento da fauna de ácaros encontrados em mudas de abacaxizeiro; bem como
realizar o controle de D. floridanus com acaricidas, em mudas, observando-se o efeito dos
produtos químicos sobre os ácaros predadores associados.
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 ASPECTOS GERAIS DA CULTURA DO ABACAXI
Segundo dados do IBGE de 2017, no que se relaciona a produção de abacaxi no Nordeste
a região obteve um percentual de produção de 39,5% da produção total do Brasil, em Alagoas
a produção total girou em torno de 54.840.800 frutos, com uma área plantada de 2.812 há para
o estado, e uma média de frutos por hectare de 19.580 frutos.
O abacaxizeiro (A. comosus) é uma planta classificada dentro das monocotiledôneas,
considerada uma planta herbácea perene, está classificada como Bromeliacea, estas plantas
podem ser agrupadas de acordo com seus hábitos, são observados dois grupos distintos: as que
crescem sobre outras plantas e que são denominadas de epífitas, e as que conseguem se
desenvolver no solo à custa das próprias raízes, são as terrestres. Os abacaxizeiros estão
15
descritos nos gêneros Ananas e Pseudananas, evidenciando ainda algumas características das
epífitas (REINHARDT et. al., 2000).
O gênero Ananas é largamente distribuído nas regiões tropicais por intermédio da espécie
Ananas comosus (L.) Merril, a qual estão todas as cultivares de abacaxi que são plantadas nesta
região. O fruto é constituído por cerca de 100 a 200 pequenas bagas ou frutilhos fundidos e
interligados entre si sobre o eixo central também conhecido popularmente como coração. Possui
uma polpa de cor esbranquiçada, amarela ou laranja-avermelhada, em média o peso dos frutos
gira em torne de um quilo (GIACOMELLI, 1981).
A planta é composta por um caule (talo) grosso e curto, onde, as folhas se inserem ao seu
redor, as folhas possuem forma de calha, são estreitas e rígidas, no caule também se inserem as
raízes axilares, logo abaixo está o sistema radicular que é do tipo fasciculado (em cabeleira), é
muito superficial e fibroso, são encontradas em geral com uma profundidade de 30 centímetros,
são raras as vezes que atingem uma grande profundidade podendo chegar a 60 centímetros
partindo da superfície do solo. O abacaxizeiro adulto, em suas variedades comerciais medem
em torno de 1,00 m à 1,20 m de altura, e entre 1,00 m e 1,50 m de diâmetro. As mudas, ou
também conhecidas por rebentos, se desenvolvem a partir de gemas axilares dispostas no caule,
conhecidas por rebentões, e no pedúnculo, são chamadas de filhotes (REINHARDT et al., 2000)
são plantas mais vigorosas e que após a produção do fruto são capazes de produzir entre 15 e
20 mudas do tipo filhote (Fig. 1).
Figura 1. Esquema de abacaxizeiro com a disposição das mudas tipo filhote.
Fonte: Cunha, et al. 1993.
16
O abacaxizeiro é considerado uma planta bem adaptada aos solos ácidos, sendo a faixa
de pH de 4,5 a 5,5 a mais recomendada para o seu cultivo. É uma planta que exige quantidades
de nutrientes que a maioria dos solos cultivados não consegue suprir integralmente (exceção
para alguns solos virgens, recém-desmatados ou em pousio prolongado). Este nível elevado
onde exigências resulta na quase obrigatoriedade da prática da adubação, nos plantios com fins
econômicos (REINHARDT et al., 2000).
A cultura do abacaxi é explorada principalmente por pequenos e médios agricultores e é
uma das frutas mais apreciadas pela população brasileira. A cultura aceita vários consórcios,
principalmente com culturas anuais de autoconsumo, como feijão, feijão de corda (caupi),
mandioca, arroz, amendoim, entre outras. Além disso, o abacaxi também pode ser consorciado
com outras frutíferas e com café. Mas é observado que não é possível se fazer um consórcio do
abacaxizeiro com o milho, pois o milho é hospedeiro da gomose ou fusariose, principal doença
causadora de prejuízos a cultura (BRASIL – MAPA).
É considerada a terceira frutifera mais cultivada na região tropical do mundo, e o Brasil
é um dos principais produtores mundiais da mesma. No estado de São Paulo o abacaxi é uma
das principais frutas cultivadas, e destaca-se por sua importância econômica e social, pois em
algumas regiões é a principal fonte de renda para os produtores. Contudo é uma cultura que
requer tratos culturais em suas condições edafoclimáticas, com isso, para se fazer o plantio do
abacaxizeiro, tem que se observar a qualidade do solo pois é exigente de um solo bastante fértil
(SILVA et al., 2009). A irrigação tem sido cada vez mais utilizada nas regiões de clima tropical,
para suprir a falta de agua que ocorre nessas localidades, complementando, assim, a falta que
ocorre nas estações mais secas, e que a planta demanda de um maior cuidado, devido os índices
pluviométricos serem menores (SILVA et al., 2017).
2.2 PRINCIPAIS ENTRAVES FITOSSANITÁRIOS
Uma vez introduzida numa determinada região, a praga pode assumir importância
econômica bastante elevada uma vez que, de maneira geral, no novo habitat não existem
inimigos naturais e sob condições ambientais favoráveis pode ocorrer a multiplicação acentuada
da praga, resultando em perdas elevadas na produção (MATOS et al., 2009). Dentre as pragas
que são relatadas como importantes para a cultura é possível verificar alguns lepidópteros como
brocas do fruto e do talo.
17
Dentre as principais pragas de importância econômica da cultura do abacaxizeiro
destaca-se as lepidobrocas como as brocas-do-fruto Thecla basalides (LYCAENIDAE).
(Geyer, 1837) e Strymon megarus (Gogart. 1824) (LYCAENIDAE) e a broca do talo (Castnia
invaria volitans (Lamas, 1995) (CASTNIIDAE), a cochonilha Dysmicoccus brevipes, vetor do
vírus causador da murcha associada à cochonilha (“pineapple mealybug wilt vírus”), o ácaro
alaranjado, Dolichotetranychus floridanus, também responsável pela abertura de entrada para
patógenos, sendo o mais importante o fungo causador da fusariose, estes organismos continuam
sendo veiculados em mudas contaminadas o que compromete a produtividade da área (MATOS
et al., 2009)
Dos problemas observados, que acometem a cultura, um dos mais observados, e que,
foi tratado como dos mais sérios a cultura é o ataque da broca-do-fruto-do-abacaxi, T. basalides.
Esse organismo é incluído por agricultores e por técnicos como causador de danos de grande
importância para à cultura e produzindo altas despesas econômicas e sociais para o controle
dessas pragas (LORENZATO, 1996).
No Brasil, há várias décadas, a broca-do-fruto (T. basalides), é considerada como
principal praga causando sérios danos a cultura do abacaxizeiro, principalmente observado em
cultivos que os tratos culturais de fitossanidade são mais precarizados, nesses locais foram
observados cerca de 96% da infestação pela praga (COLLINS, 1960; SAMPAIO, 1979;
SANCHES, 1981). Essa espécie de inseto está disseminada nas principais regiões produtoras
de abacaxi, o que muitas vezes, está causando danos econômicos para os produtores
(LORENZATO, 1996).
Strymon megarus, também conhecida como broca-do-fruto, e também considerada
como uma das principais pragas dos plantios de abacaxi do Brasil, chegando a causar danos
atingindo uma porcentagem de até 80% quando não foi possível realizar o controle preciso
desse organismo, essa praga possui uma gama muito reduzida de hospedeiros, encontrando-se
em algumas espécies nativas de abacaxizeiro, além de também ser encontradas em algumas
espécies de Bromeliaceas (SANCHES, 2005). Quando se utiliza de uma área recém desmatada,
para se fazer o plantio dessa monocultura observa-se um desequilíbrio ambiental e com isso um
aumento do número de S. megarus (FAZOLIN, 2001).
Outro artrópode comumente observado na cultura do abacaxi broca-do-talo C. invaria
volitans (Crammer, 1775) (LEPIDOPTERA: CASTNIIDAE), também conhecida como brocado-olho, broca-do-caule, broca-gigante e lepidobroca, além de atacar o abacaxi, pode também
18
ser encontrada em pseudocaule de bananeira e outras musáceas no Amazonas e no Pará
(GALLO et al., 2002).
A ocorrência dessa praga está restrita a regiões produtoras do Norte e Nordeste
brasileiro. Essa espécie tem sua incidência maior nos meses de junho e agosto. As lagartas
atacam o talo da planta do abacaxi, formando enormes galerias, destruindo os tecidos e
provocando o seu definhamento; ataca as folhas seccionadas na região basal (WARUMBY,
1991). Adultos de C. invaria volitans, são mariposas de hábito diurno que voam nas horas mais
quentes do dia. São de cores vistosas, amarela e vermelha, antenas filiformes, com a porção
apical dilatada, ocelos presentes e abdome com órgão odorífero desenvolvido (BORROR;
DELONG, 1969).
Um outro inseto de grande importância para a cultura do abacaxi é a cochonilha (D.
brevips, Cockerell, 1893), também conhecida por “cochonilha-da-raiz”, “piolho-branco”,
“pulgão branco” e etc, responsável por causar sérios prejuízos para os produtores, no que se
refere aos danos diretos e indiretos interligados a essa cultura e inseto, ela também é
reconhecida como uma das principais pragas para a abacaxicultura, este organismo é observado
em todos os países onde essa cultura é plantada (FERREIRA, 2015).
As cochonilhas, de maneira geral, são artrópodes inseridos na classe Insecta, são
classificados como insetos sugadores, pois se alimentam pela sucção da seiva, normalmente são
encontradas vivendo em colônias, em abacaxizeiros na base das folhas e nas raízes. Contudo,
conforme o aumento populacional desses organismos, também é possível verificar a presença
das cochonilhas nos frutos, nas cavidades florais e na parte superior das folhas e mudas
(GIACOMELLI, 1981).
A cochonilha-do-abacaxizeiro (D. brevips) é encontrada em relação de simbiose por
protocooperação com várias espécies de formigas-doceiras, as quais se nutrem de uma
substância adocicada produzida pelas cochonilhas. Em troca, as formigas protegem as colônias
das intempéries e dos inimigos naturais, cobrindo-as com terra e restos orgânicos e servindolhes de agentes de dispersão (FERREIRA, 2015).
Por fim, diante dos vários problemas que podem acometer o desenvolvimento de
plantas, ainda são vistos várias espécies de ácaros que também são responsáveis por causar
danos de elevado potencial a diferentes culturas, sejam plantas cultivadas, ornamentais, ou até
mesmo, as plantas espontâneas, quando são utilizadas como uma segunda opção para o caso da
19
ausência de seu hospedeiro preferencial, utilizarem dessa alternativa para perpetuação da
espécie.
2.3 ÁCAROS
O conhecimento da acarofauna associada a plantas silvestres é básico para futuros estudos
de manejo de agroecossistemas, pois essas plantas podem servir como reservatórios para ácaros
fitófagos, além de abrigarem espécies ainda desconhecidas de inimigos naturais que poderiam
se tornar disponíveis como agentes de controle biológico de pragas agrícolas.
Em diversos países da Europa e na América do Norte seu controle é frequentemente
realizado através de liberações periódicas de ácaros predadores da família Phytoseiidae
(HELLE; SABELIS, 1985). A partir do final da década de 1950, os ácaros fitoseídeos passaram
a ser extensivamente reconhecidos como eficientes predadores de ácaros fitófagos
(McMURTRY et al., 1970).
Alguns dos predadores mais comumnete encontrados na família de ácaros Phytoseiidae
e Stigmaeidae são os predadores mais comuns em folhas de seringueira no sudoeste e centrooeste do Brasil, sendo a maior diversidade apresentada pelos fitoseídeos (FERLA; MORAES,
2006).
Os ácaros estão classificados dentro do filo Arthropoda, inseridos no subfilo dos
Chelicerata por apresentarem uma estrutura denominada de quelícera, ainda, se encontram
agrupados dentro da classe Arachnida e por fim na subclasse Acari. No entanto, essa subclasse
ainda é dividida em duas superordens, onde, são classificados como Parasitiformes e
Acariformes, e compostas por seis ordens, com um número aproximado de 400 famílias. As
ordens Opilioacarida, Holothyrida, Ixodida e Mesostigmata estão inseridas dentro da
superordem dos Parasitiformes, já as ordens Trombidiformes e Sarcoptiformes foram
classificados dentro da superordem dos Acariformes (KRANTZ; WALTER, 2009).
Os ácaros são artrópodes que habitam quase todos os ambientes, corriqueiramente
encontrados nos ambientes terrestres e aquáticos. São organismos de vida livre ou parasitas,
alimentando-se de animais, vegetais, fungos, musgos, alimentos e fibras armazenadas, restos
animais e vegetais, excrementos e até mesmo outros ácaros (QUEIROZ; FLECHTMANN,
2011).
20
Algumas espécies de ácaros são tidas dentro da acarologia e da agricultura como de maior
importância por causarem sérios danos a lavoura e prejuízos para os produtores, algumas
famílias como Tetranychidae, Tenuipalpidae, Eriophyidae e Tarsonemidae, são consideradas
mais importantes para a Acarologia do ponto de vista como praga de culturas, sendo a primeira
uma das principais causadoras de perdas para os produtores, na família Tenuipalpidae podemos
destacar duas espécies de grande importância para as culturas de citros e abacaxi como,
Brevipalpus phoenicis (Geijskes 1936), Dolichotetranychus floridanus, respectivamente, o
primeiro atacando principalmente citros, e acarretando uma das serias doenças para a cultura
que é a leprose dos citros e o segundo, sendo um ácaro específico da abacaxicultura, e
responsável por facilitar a entrada de patógenos e elevar os índices de fusariose, não sendo
registrado esse organismos em outras culturas (MORAES; FLECHTMANN, 2008).
2.3 LEVANTAMENTO DA ACAROFAUNA
O estudo da fauna acarina associada a plantas se reveste de grande importância, pois,
vários Estados do Brasil associada a fatores climáticos das novas regiões em que foram
introduzidas, tem propiciado a associação de várias espécies de ácaros com essas plantas
(FERES, 2000).
A cenário de regiões tropicais é formada por um agrupamento de áreas cultivadas e não
cultivadas, e repetidamente, manejos de sistemas agrícolas de forma intensa como
monocultivos ficam isolados de hábitats naturais, como os fragmentos de florestas (KLEIN;
STEFFAN-DEWENTER; TSCHARNTKE, 2003; TILMAN et al., 2001). Tal isolamento,
geralmente influencia na riqueza de espécies, a abundância e a estrutura de comunidades de
vários organismos em cultivos agrícolas adjacentes, o que, por sua vez, afeta negativamente os
serviços ambientais relacionados à biodiversidade (DEBINSKI; HOLT, 2000).
Sendo os ácaros, um vasto grupo de organismos, mas que possuem poucas informações
registradas e disponíveis para estudo, realizar levantamento da acarofauna, sejam em plantas
cultivadas, ou em solos, ou até mesmo de ácaros que se alimentam de outros organismos como
outros ácaros, pequenos insetos, ovos de insetos, isso se faz necessário, pois a ausência de
informações que constem os organismos que estão fazendo moradia.
2.4 ÁCARO ALARANJADO (Dolichotetranychus floridanus BANKS)
O ácaro alaranjado (D. floridanus) ou ácaro-plano-da-base-das-folhas, é um aracnídeo de
tamanho muito diminuto, chega a medir cerce de 0,30 à 0,37 mm de comprimento, podendo
21
ser vistos a olho nu devido a sua coloração alaranjada, ocorre um dimorfismo sexual entre eles
pois o macho em sua região opistossomal é bem afilada, enquanto que a fêmea e mais
arredondada, a fêmea é maior e mais larga que o macho, apresentando uma leve constrição na
região mediana do seu corpo entre o prossoma e o metapodossoma (SANCHES,
FLECHTMANN, 1982).
Dolichotetranychus floridanus é caracterizado como um tenuipalpidae, por apresentar
corpo suavemente achatado de modo dorso-ventralmente, pernas anteriores e posteriores
levemente afastadas, pertence a superfamília Tetranychoidea, possuindo como principal
característica a base do estigma em formato de cabo de guarda-chuva.
Ao se instalar na axila das folhas, forma colônias, se reproduz, causa danos a planta
quando a parasita, provocando lesões nas folhas onde está habitando causando morte em partes
da epiderme foliar e facilitando o acesso para a entrada de patógenos (SANCHES et al., 2001).
O ácaro alaranjado causando essas lesões criavam um ambiente propício, e assim favorecendo
os contágios das folhas pelos fungos (VERZIGNASSI, 2009).
Encontrado nas regiões aclorofiladas (base das folhas) causando lesões nessas áreas,
nomeadas inicialmente como cloróticas, e evoluindo posteriormente para lesões necróticas, os
danos são mais verificados em mudas jovens, provenientes de viveiros de produção de mudas,
que foram produzidas através da secção do talo (MATOS et al., 2000, 2009; Sanches, 1999).
Quando observado em mudas tipo "filhote", epresentarem suas folhas basais externas
secas e amareladas, seria comum a presença de colônias de D. floridanus, entretanto, quando
as referidas folhas estavam ainda verdes, como o restante da muda, era rara a presença do
mesmo (SANCHES; FLECHTMANN, 1982).
2.5 MÉTODOS DE CONTROLE UTILIZADOS NA CULTURA
Os principais controles utilizados para evitar a disseminação da fusariose, se faz por meio
das várias práticas para reduzir ao máximo a presença da praga. Sendo uma doença altamente
destrutiva, afetando os tecidos vegetais tanto da planta quanto da inflorescência e fruto, para
isso tais como: utilizar mudas, comprovadamente, sadias para a instalação de novos plantios;
eliminar os restos culturais de plantios anteriores, principalmente naqueles onde a incidência
da fusariose foi elevada; inspecionar, periodicamente, o plantio e erradicar todas as plantas com
sintomas da doença; realizar a indução floral em períodos que possibilitem o desenvolvimento
22
da inflorescência sob condições ambientais desfavoráveis à ocorrência da doença (baixa
precipitação pluvial e altas temperaturas); pulverizar as inflorescências desde o seu
aparecimento no olho da planta até o fechamento das últimas flores. O produto recomendado é
o Benomyl, a eficiência do controle está condicionada à perfeita cobertura do fruto em
desenvolvimento (REINHARDT et al., 2000).
2.6 DOENÇAS ASSOCIADAS AO ABACAXI
Muitas doenças são responsáveis pela redução da produção, a fusariose, resinose , é uma
das principais doenças, e é causada pelo fungo Fusarium subglutinans, presente principalmente
nas regiões produtoras, vista principalmente em regiões com alta pluviosidade, ou onde, haja a
prática de irrigação, um desequilíbrio fisiológico da planta que é tratado como uma seria doença
para a cultura, porém não é de origem parasitária mas causa sérios danos a cultura,
principalmente em regiões com alta incidência de radiação solar, principalmente no período de
formação do fruto. Por fim, a podridão-negra é uma outra doença que acomete a cultura,
causando apodrecimento dos fruto pós-colheita, sendo causada por Thielavipsis paradoxa
(REINHARDT et al., 2000).
Há um permanente esforço da pesquisa em relação aos trabalhos de prospecção e
domesticação de novas cultivares ou seleções clonais de abacaxizeiro e outras fruteiras nativas
da região Amazônica e do Cerrado (FERREIRA et al, 2010; SPIRONELLO, 2010;), além do
melhoramento genético por meio da hibridação (CABRAL et al., 2009), visando a gerar
genótipos resistentes à fusariose causada pelo fungo F. subglutinans, apresentando folhas lisas
e frutos de qualidade superior (VENTURA et al., 2009; CABRAL; MATOS, 2009). Outras
estratégias incluem a introdução e avaliação de cultivares em regiões produtoras (SAMPAIO
et al., 2011), assim como a seleção de espécies e híbridos ornamentais visando a alcançar outros
mercados (SOUZA et al., 2007).
A fusariose é uma das principais doenças que acomete os plantios de abacaxizeiro nas
regiões que cultivam no Brasil, essa doença foi primariamente constatada em áreas cultivadas
com a variedade Smooth Cayenne, em 1964, observadas nos primeiros plantios em São Paulo.
A dispersão do patógeno se dá pela capacidade de infectar o material a ser plantado, isso
possibilitou que a fusariose conseguisse se dispersar rapidamente para as demais regiões
também consideradas como muito produtoras no país. Introduzida na Bolívia acidentalmente
na região de Santa Cruz de la Sierra em 1992 por intermédio de mudas infectadas
23
(REINHARDT et al., 2000). Segundo estes mesmos autores, o trânsito de mudas infectadas de
uma região para outra é o que facilita a disseminação da doença, a presença de artrópodes como
as próprias brocas que atacam as plantas de maneira geral que entram em contato com o solo,
planta ou inflorescência, e ainda em estações com alta incidência de chuva, os respingos de
agua, irá facilitar na dispersão do agente causal F. subglutinans.
Há um permanente esforço da pesquisa em relação aos trabalhos de prospecção e
domesticação de novas cultivares ou seleções clonais de abacaxizeiro e outras fruteiras nativas
da região Amazônica e do Cerrado (FERREIRA et al, 2010; SPIRONELLO, 2010;), além do
melhoramento genético por meio da hibridação (CABRAL et al., 2009), visando a gerar
genótipos resistentes à fusariose causada pelo fungo Fusarium subglutinans f. sp. ananas,
apresentando folhas lisas e frutos de qualidade superior (VENTURA et al., 2009; CABRAL;
MATOS, 2009). Outras estratégias incluem a introdução e avaliação de cultivares em regiões
produtoras (SAMPAIO et al., 2011), assim como a seleção de espécies e híbridos ornamentais
visando a alcançar outros mercados (SOUZA et al., 2007).
2.7 CONTROLE DE DOENÇAS
2.7.1 Controle Químico
Quando aplicados de forma exagerada e desordenada os produtos químicos acarretam
numa maior resistência dos ácaros aos acaricidas indicados, alguns autores trazem algumas
pesquisas testando outros acaricidas como é o caso de Chiavegato; Yamashita (1984) que
testaram o agroquímico avermectin, um inseticida acaricida de contato do grupo da avermectina
da classe III como medianamente tóxico. que testaram a ação acaricida de cyhexatin, Talstar
bifentrin e binapacril, obtendo bons resultados (VELOSO et al., 1988).
Produtos como o Cyhexatin, Azycyclotin, Bromopropilato, Fenpyroximate e Meothrin,
em alguns estudos se mostraram eficientes no controle de Brevipalpus phoenicis em plantios
de café (PAPA, 1997, OLIVEIRA., REIFF, 1998a). No entanto, os mesmos produtos não
possuíram uma atividade seletiva para os ácaros benéficos a cultura, ou seja, os ácaros
predadores (REIS et al., 1998; REIS et al., 1999).
Devido o número de registros de acaricidas ser muito reduzido, a utilização de produtos
químicos deve ser cuidadosa para que não afete a qualidade de vida do aplicador, nem a
segurança alimentar dos consumidores desses produtos, e tampouco, a qualidade do próprio
24
produto. Observações foram verificadas e constataram que o controle de pragas se mostrou mais
eficaz quando aplicados com pulverizadores motorizados, provavelmente pelo fato de ocorrer
uma maior penetração do produto (FADINI, et al., 2004).
25
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31
3
LEVANTAMENTO DA ÁCAROFAUNA ASSOCIADA A MUDAS DE ABACAXI
NO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA – AL
RESUMO
Em função da escarces de informações precisas na literatura sobre pragas na cultura do abacaxi
e em especial, para a fauna de ácaros que poderia ser encontrada na mesma. Por isto, realizar
levantamento da fauna de ácaros da cultura, classificar e/ou identificar os ácaros ali presentes
se faz necessário para atualizar os dados nas bases eletrônicas, as quais devem trazer os
possíveis ácaros ali associados. Com isso, o objetivo deste trabalho foi realizar um
levantamento populacional do ácaro-alaranjado em mudas de abacaxizeiro e também observar
os ácaros predadores associados com o D. floridanus. Para o levantamento, a localidade
determinada para a pesquisa foi o Distrito de Poção, pertencente ao município de Arapiraca
com maior produção de abacaxi do estado de Alagoas. Durante o levantamento as coletas se
deram de maneira mensal, onde foram estudadas três (3) áreas distintas, e nessas áreas foram
coletadas três (3) mudas de abacaxi em cinco (5) pontos diferentes de cada área, totalizando 45
plantas por coleta mensal. As amostras coletadas foram ensacadas em sacos de papel e de
plástico, e em seguida encaminhadas ao Laboratório de Entomologia e Acarologia da UFAL,
cujo material foi triado e os ácaros encontrados armazenados em eppendorf até a confecção das
laminas, posteriormente os ácaros foram confeccionados sobre lâminas de microscopia em
meio de Hoyer e a identificação se deu por meio de chaves dicotômicas e apostilas
especializadas para a identificação das espécies. Após a identificação dos ácaros foram
destacados os seguintes táxons presentes na cultura, Dolichotetranychus floridanus, como o
principal ácaro encontrado nas mudas avaliadas, não sendo encontrados outros ácaros fitófagos,
Também foram encontrados com outros ácaros associados ao ácaro alaranjado como,
Amblyseius sp., Tyrophagus sp., e Oribatídeos.
PALAVRAS-CHAVE: Ácaro-alaranjado, Dolichotetranychus floridanus, Abacaxizeiro.
32
ABSTRACT
Due to the lack of precise information in the literature on pests in the pineapple culture and in
particular, for mite fauna that could be found in the same. Therefore, perform survey of the mite
fauna of the crop, classify and / or identify the mites it is necessary to update the data in the
electronic databases which should bring the possible mites associated therein. With this, the
objective of this work was to carry out a population survey of the orange mite on pineapple
seedlings and also observe the predatory mites associated with the D. floridanus. For the survey,
the determined location for the survey was the District Poção, belonging to the municipality of
Arapiraca with the highest production of pineapple in the state of Alagoas. During the survey
the collections were given on a monthly basis, where three (3), different areas, and in those
areas were different areas, and in these areas three (3), Pineapple seedlings in five (5) different
points of each area, totaling 45 plants for the monthly collection. The collected samples were
bagged in paper and plastic bags, and then sent to the Laboratory of Entomology and Acarology
of UFAL, whose material was screened and the mites found stored in eppendorf, until the
preparation of the sheets, later the mites were made on microscopy sheets in the middle of Hoyer
and identification was given by means of dichotomous keys and specialized handouts for
species identification. After the identification of the mites, the following taxons were
highlighted in the culture, Dolichotetranychus floridanus, as the main mite found in the
evaluated seedlings, no other phytophagous mites being found. Also have been found with other
mites associated with the orange mite as Amblyseius sp., Tyrophagus sp., and Oribatídeos.
KEY-WORDS: Orange mite, Dolichotetranychus floridanus, Pineapple seedlings.
33
3.1 INTRODUÇÃO
O abacaxizeiro é considerado uma das plantas cultivadas mais rentáveis para os
agricultores, pois seu fruto é bastante apreciado no Brasil e no mundo, entretanto é conhecida
como uma cultura muito exigente em tratos culturais. Seu florescimento natural é irregular e
isso compromete seu período de produção. Os frutos produzidos, podem não atender aos
requisitos do mercado consumidor e com isto há uma queda da renda dos produtores. Outro
fator de aumento do custo da produção é a frequência de pragas e doenças que acometem a
mesma, tanto para o comércio local quanto para as exportações (VAILLANT et al., 2001). A
fusariose é a principal doença que acomete plantas e frutos de abacaxi, e associado a esta
doença, um dos principais vetores desse patógeno, está o ácaro alaranjado (Dolichotetranychus
floridanus) ou ácaro plano da base das folhas do abacaxizeiro.
Os ácaros são encontrados em praticamente todos os ambientes terrestres e apresentam
importância, tanto pelos danos que algumas espécies causam ao homem, animais e plantas,
como pelos aspectos positivos que outras espécies apresentam, atuando como predadores de
pragas agrícolas e auxiliares no processo de decomposição de matéria orgânica (ROGGIA,
2007).
Além dos ácaros de importância agrícola, existem os ácaros predadores que são
importantes na regulação de populações de ácaros fitófagos em diversas culturas (TAYLOR,
2012). Estudar o comportamento desses ácaros e a população existente no ambiente onde se
inserem é de fundamental importância para a coleta de dados de levantamento.
Estando os ácaros entre os organismos que são capazes de explorar os mais diversos
habitats possíveis, tendo em vista que um grande número desses ácaros é notado em plantas
cultivadas, alimentando-se do conteúdo celular das plantas e causando danos as mesmas,
reduzindo a área fotossintética, ocorrendo baixa na produção de seus derivados, causando
prejuízos para os produtores. Realizar levantamento da fauna de ácaros em mudas de
abacaxizeiro, foi necessário, por ser estas o principal meio de propagação e dispersão dessa
espécie vegetal. Uma vez que a propagação se dá principalmente pelo uso dessas mudas como
“sementes” para novos plantios, realizando-se um levantamento de como esses ácaros estão
dispostos, é possível anteceder danos e perdas que seriam provocados no decorrer do cultivo.
Além disto, outros ácaros poderão estar associados ao ácaro alaranjado do abacaxizeiro e a
planta, tendo um papel fundamental nas interações ecológicas presentes. Portanto, o objetivo
34
deste trabalho foi realizar um levantamento populacional do ácaro-alaranjado em mudas de
abacaxizeiro e também observar os ácaros predadores associados com o D. floridanus.
3.2 MATERIAL E MÉTODOS
3.2.1 Levantamento: coleta do material
O local escolhido para o levantamento foi o Povoado Poção, município de Arapiraca,
localizado nas margens da AL - 220. As coletas foram realizadas mensalmente no período de
um ano, entre os meses de agosto de 2017 a agosto de 2018. As amostragens foram feitas em
três campos com plantio de abacaxizeiro. Para as coletas o modelo utilizado foi em zig-zag, em
cada campo foram removidas mudas do tipo filhote (plantas jovens) da planta adulta em cinco
pontos diferentes de cada área, totalizando 45 plantas por coleta, sendo observadas um total de
530 plantas.
As mudas do tipo filhote (Fig. 2) advindas da planta maior ou planta - mãe, foram
retiradas, e colocadas em sacos de papel, e envoltos por saco de plástico, estando devidamente
identificados com a área da coleta e todos os dados necessários. Após a coleta em campo, o
material coletado foi levado em caixa térmica de isopor, resfriada com gelo reutilizável do tipo
Gelo-x®, a fim de que reduzisse a temperatura interna diminuindo com isto, o metabolismo dos
ácaros, evitando a morte ou fuga dos mesmos.
Figura 2. Mudas do tipo filhote separadas para plantio.
Fonte: Silva, R. A., 2019.
35
Todo material foi analisado no Laboratório de Entomologia e Acarologia do Campus de
Arapiraca e os ácaros encontrados foram coletados com o auxílio de pincel de cerdas finas,
mantidos em álcool 70º até a montagem das lâminas para posterior secagem do material e
identificação dos espécimes encontrados durante o período do levantamento.
Os ácaros encontrados foram montados em lâminas para microscópia com meio de Hoyer
(MORAES; FLECHTMANN, 2008), e cobertos por lamínula. Em seguida, o material foi posto
à secagem em estufa a 55 ºC durante sete dias, após este período as lâminas foram vedadas com
esmalte e etiquetadas, para que fosse possível a classificação e identificação das espécies
encontradas. A classificação e identificação ocorreu utilizando-se Microscópio estereoscópico
com contraste de fases e baseando-se em chaves dicotômicas especializadas, não-publicadas,
as quais foram cedidas pelos monitores do curso de taxonomia de ácaros realizado pela Escola
Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ – USP).
3.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Ao longo do levantamento foram identificados espécimes das famílias Phytoseiidae,
Acaridae, Tenuipalpidae, e a subordem Oribatida (Tab. 1). Os resultados obtidos no presente
trabalho são corroborados pela pesquisa de Sanches et al. (1981), diferenciando apenas pela
presença de oribatídeos.
Tabela 1. Quantitativo de diferentes espécimes de ácaros encontrados em diferentes campos de
produção de abacaxi amostrados na região de Poção, Arapiraca, Alagoas (20172018).
Ácaros
Área
Tenuipalpidae
Acaridae
Phytoseiidae
Oribatida
1
345
5
2
3
2
483
2
3
5
3
62
11
2
9
Total de espécimes
890
18
7
17
Fonte: Silva, R. A., 2018.
Observa-se na tabela 2, que houve um número significativo de espécies e espécimes
durante o período estudado, ao longo das coletas os produtores não deixaram de usar
agroquímicos a exemplo do fungicida Nativo®. Um fator que pode ter interferido na riqueza
de espécies de D. floridanus e outras espécies benéficas é a morfologia, disposição e integridade
36
das folhas das plantas, por apresentarem uma folha justaposta a outra não restando
espaçamentos maiores para a entrada de ácaros de maior porte, o que pode ter dificultado uma
multiplicação de espécimes que não fossem adaptadas a tal ambiente.
Tabela 2. Classificação e identificação dos Ácaros encontrados nos abacaxizeiros coletados no
Agreste de Alagoas, no período de Agosto de 2017 a Agosto de 2018.
ORDEM/SUBORDEM
FAMÍLIA
GÊNERO/ESPÉCIE
Astigmata
Acaridae
Tyrophagus sp.
Mesostigmata
Phytoseiidae
Amblyseius sp.
Prostigmata
Tenuipalpidae
Dolichotetranychus
floridanus
Oribatida
-
-
Fonte: Silva, R. A., 2018.
Com relação aos ácaros fitófagos encontrados durante o período de levantamento da
população acarina, somente foi constatada a presença de D. floridanus (Fig. 3) em uma
quantidade média de quase dois ácaros por planta (1,67 ácaro por planta) visto que este número
é baixo mas ainda que se alimente facilita a entrada de patógenos pelas aberturas feitas. Porém,
como se trata de estudo das mudas de abacaxi e que ainda não haviam tido contato com o solo,
é constatada uma infestação inicial, ainda que mínima nas plantas, isto ainda carece de
tratamento para não haver infestações posteriores do cultivo.
Figura 3. Ácaro alaranjado do abacaxizeiro (Dolichotetranychus floridanus).
Fonte: Silva, R. A., 2019.
37
Quanto aos predadores, apenas os da família Phytoseiidae foram observados, os quais
foram identificados como pertencente ao gênero Amblyseius (Fig. 4). As espécies deste gênero
são consideradas promissoras para o controle biológico (McMURTRY, 2010). A presença
destes ácaros na área estudada é um fator positivo, onde foi observado uma redução
populacional do ácaro alaranjado. Apesar de ser o único gênero de Phytoseiidae encontrado
em associação com o ácaro alaranjado do abacaxizeiro, não foram encontrados na literatura, até
o presente momento pesquisas que evidenciassem a predação de D. floridanus por Amblyseius.
Figura 4: Ácaro predador da família Phitoseiidae, pertencente ao gênero Amblyseius sp.
Fonte: Silva, R. A., 2019.
Os ácaros Amblyseius são amplamente distribuídos no Brasil, sendo um importante
predador, principalmente, na parte aérea das plantas. Contudo, podem ter encontrado nos
abacaxizeiros um ambiente favorável como temperaturas elevadas e alta umidade, uma vez que
entre as bainhas das folhas é propício para o desenvolvimento de algumas espécies que se
adaptam a um ambiente com maior umidade em função do acúmulo de água. Outro fato, é a
presença do D. floridanus, e uma possível falta de competitividade, já que, não houve
diversidade de predadores coletados. Apesar de não serem encontrados estudos relacionados a
associação desse gênero de Phytoseiidae com o ácaro alaranjado. Pesquisa realizada por
Carrillo (2014), comprovam a eficiência do Amblyseius sp. na predação de ácaros da família
Tenuipalpidae, este autor obteve redução da população do Raoiella indica (Hirst 1924) em até
55%, mostrando o potencial do Amblyseius como um agente de controle biológico.
Ainda com relação a eficiência deste gênero ao se testar os efeitos biológicos do
Amblyseius swirskii ao se alimentar de Eotetranychus frosti (McGregor 1952) (Tetranychidae)
38
e Cenopalpus irani (Dosse 1971) (Tenuipalpidae), Bazgir et al. (2018), observaram que o
predador se desenvolveu bem em ambos, o que é uma condição inédita, já que pode haver a
redução populacional de dois ácaros fitófagos de uma só vez sem que haja perda do potencial
biológico do predador.
Os espécimes da família Acaridae foram identificados como Tyrophagus sp. Estes já são
usualmente encontrados no solo, sua presença nas plantas de abacaxi pode estar ralacionada
com a possibilidadade de se encontrar fungos fitófagos ali presentes, já que o D. floridanus ao
se alimentar gera ferimentos que são utilizados como porta de entrada para estes patógenos,
uma vez, que este astigmata tem hábitos alimentares diversos, e entre eles, o micógafo. Porém,
estudos devem ser realizados para o aprofundamento quanto a este gênero no abacaxizeiro, uma
vez que o Tyrophagus putrescentiae (Schrank 1781) já foi estudado por Serpa et al. (2004),
como um possível predador de formas adultas de Aedes aegypti (Linnaeus 1762) e
A.
Albopictus (Skuse 1894), que se alimentavam do conteudo interno do inseto e utilizavam seu
corpo como abrigo para as fêmeas grávidas, abrindo novas possibilidades quando se trata de
estar associado com um ácaro fitófago, desta maneira, estudos voltados ao hábito predativo de
T. putrescentiae ácaros sobre pragas agrícolas devem ser realizados.
A baixa diversidade de espécies fitófagas pode estar relacionado com a alta taxa de
liguinificaçao das folhas de abacaxi, o que poderia dificultar a alimentação de uma espécie que
não fosse especializada em se alimentar desde tipo de planta. Ao contrário do D. floridanus que
tem evidencia da sua especificidade com o abacaxizeiro, pois até então não existem registros
do mesmo em outras espécies vegetais. O que leva a crer que este possa possuir alguma
especialização para esta fonte alimentar.
Além disto, ressalta-se que a integridade das folhas ao caule traz uma especificidade, pois
uma folha se sobrepõe a outra deixando espaços minusculos entre si que apenas um ácaro com
o corpo achatado dorso-ventralmente possui uma facilidade maior para adentrar nos espaços
interfoliares, encontrando um ambiente propício para se reproduzir e formar novas colônias,
gerando com isto, uma injúria direta a planta e consequente indireta por facilitar a entrada e
“abrir porta de entrada” ao se alimentar e deixar espaços para contaminantes como patógenos.
Moraes e Flechtmann (2008), observavam que era escassa informações sobre a biologia de D.
floridanus, mas, puderam observar que as colônias dos acaros eram vistas ao redor das áreas
necrosadas, observando-se com isso o cescimento da área necrosada.
39
Sabe-se que uma alta densidade populacional de ácaros fitófagos possibilita alguns
problemas de ordem fitossanitário atribuídos em função do ataque dos mesmos. O ácaro
alimenta-se de conteúdo celular das regiões axilares das folhas às quais são tenras. Com isso,
causa danos no tecido epidérmico da planta, o que propicia a instalação de fungos e bactérias.
Comumente é encontrado nas superfícies inferiores das folhas, em coroas isoladas que são
armazenadas para plantio posteriormente, no solo, na base ou no próprio tronco da planta
(DEFESA VEGETAL, 2014). O ácaro D. floridanus, tem sua maior incidência populacional
em período seco e quente (MORAES; FLECHTMANN, 2008). Temperaturas elevadas e a
umidade relativa do ar superior a 45% são mais favoráveis ao desenvolvimento do ácaro
(DEFESA VEGETAL, 2014). Na região da pesquisa, a temperatura favorece ao aumento
populacional do D. floridanus, além da irrigação por gotejo que é outro fator que irá contribuir
para tal, pois eleva a umidade específica na base da planta. Apesar de ter sido encontrada uma
pequena população de ácaros nas mudas pesquisadas, este são suficientes para povoar todo
cultivo, expandindo-se para as demais plantas do pomar (DEFESA VEGETAL, 2014).
As espécies de ácaros de solo encontradas nas plantas avaliadas podem estar relacionadas
com a migração destes, afim de se dispersarem, garantindo com isto a sobrevivência da espécie.
Pois, instintivamente os mesmos tendem a explorar novas plântulas (mudas) e estas servirão de
novos sistemas para sua colonização. O número reduzido de espécimes tanto de ácaros
predadores quanto de Oribatida, poderá estar relacionado ao longo período de monocultivo,
com a cultura do abacaxi, na área sem que houvesse nenhum tipo de manejo para recuperação
da mesma. Esta condição foi estudada por Rovedder et al. (2009) onde ao ser feito levantamento
de oribatídeos em áreas com degradação e posteriormente levantamento na área recuperada
houve um aumento da população deste táxon. As condições edafoclimáticas também
influenciam diretamente na população destes ácaros, temperaturas elevadas e baixa população
de fungos e matéria orgânica no solo acabam reduzindo as taxas reprodutivas (WEHNER et al.,
2014).
3.4 CONCLUSÃO
Quatro diferentes táxons de ácaros foram encontrados em mudas de abacaxi.
Foi possível identificar Dolichotetranychus floridanus e Amblyseius sp.
40
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41
4
CONTROLE QUÍMICO DO ÁCARO ALARANJADO (Dolichotetranychus
floridanus BANKS 1900) DO ABACAXIZEIRO
RESUMO
Apesar do ácaro alaranjado (Dolichotetranychus floridanus) ser um invertebrado de grande
importância como praga na cultura do abacaxi, ainda se depara com a falta de informações na
literatura relacionada ao controle químico do mesmo. Este artrópode é classificado como um
dos responsáveis pela infestação uma das principais doenças da mesma a fusariose. Com isto,
objetivou-se tratar quimicamente mudas de abacaxi infestadas com o ácaro fitófago D.
floridanus com acaricidas e verificar a ação desses produtos sobre as populações de ácaros
predadores associados ao ácaro-alaranjado. O trabalho foi realizado em dois momentos
distintos, o primeiro no Distrito de Poção, e o segundo no polo Tecnológico Agroalimentar de
Arapiraca. As mudas utilizadas para os testes foram provenientes do distrito mencionado. No
primeiro experimento foram utilizadas 120 mudas por tratamento, sendo 5 tratamentos
totalizando 600 mudas, e no segundo experimento foram utilizadas 80 mudas por tratamento
totalizando 400 mudas. Para os experimentos foram utilizados os produtos: primeiro Lorsban® Orthene®, Abamectin®, e Pirate®, e para o segundo Abamectin®, Pirate®, Ortus®
e Kumulos. Para a montagem dos experimentos foram utilizadas as dosagens de 50mL/50L
para os produtos líquidos, e 75g/50L para Orthene® e Kumulos®. As mudas foram imersas em
cada calda por cinco minutos, e após essa imersão foram retiradas e colocadas para secar até o
momento do Plantio em campo, as mudas foram postas em DBC e DIC, respectivamente. Para
o primeiro experimento, as avaliações foram feitas em 2, 4, 8, 16 dias após o tratamento. No
segundo experimento as avaliações ocorreram em 2, 4, 15 e 30 dias após os tratamentos, foram
retiradas 1 muda de cada repetição totalizando 25 mudas analisadas. A análise do material
coletado foi realizada no Laboratório de Entomologia e Acarologia, os ácaros mortos foram
contabilizados e os ácaros predadores vivos que estavam associados ao D. floridanus,
armazenados em frascos de polietileno com álcool 70% para confecções de lâminas. O
tratamento que efetivou melhor efeito no primeiro experimento foi o Lorsban®, este produto
possibilitou a mortalidade de 100% dos ácaros após o segundo dia de avaliação. Para o segundo
experimento, o Ortus® proporcionou uma média de 24,75% do total de ácaros mortos pelos
tratamentos, foi possível observar e coletar ácaros predadores vivos de alguns táxons. Contudo,
para ambos experimentos o produto Lorsban® foi capaz de controlar o D. floridanus nas mudas
com colônias de ácaros em ferimentos cloróticos e necróticos.
PALAVRAS-CHAVE: Defensivos agrícolas, ácaros associados, Tenuipalpidae.
42
ABSTRACT
Although the orange mite (Dolichotetranychus floridanus) is an invertebrate of great
importance as a pest in the pineapple culture, still faces the lack of information in the literature
related to the chemical control of the same. This arthropod is classified as one of those
responsible for infestation one of the main diseases of the same to fusariose. With this, the
objective was to chemically treat pineapple seedlings pineapple seedlings infested with the
phytophagous mite D. floridanus with acaricides and to verify the action of these products on
the populations of predatory mites associated with the orange mite. The work was carried out
in two distinct moments, the first one in the District of Poção, and the second at the Arapiraca
Technological Agro-Food Center. The seedlings used for the tests came from the district
mentioned. In the first experiment 120 seedlings treatment were used, being 5 treatments
totaling 600 seedlings, and in the second experiment were used 80 seedlings per treatment
totaling 400 seedlings. For the experiments the products were used: first - Lorsban® Orthene®,
Abamectin®, and Pirate® and for the second the Abamectin®, Pirate®, Ortus® and Kumulos.
For the assemblage of the experiments the dosages of 50mL / 50L were used for the liquid
products , and 75g/50L for Orthene® and Kumulos®. The seedlings were immersed in each
syrup for five minutes, and after this immersion were removed and placed to dry until the time
of field planting the seedlings were placed in DBC and DIC, respectively. For the first
experiment, the evaluations were done at 2, 4, 8, 16 days after treatment. In the second
experiment the evaluations occurred in 2, 4, 15 and 30 days after the treatments, 1 seedling was
removed from each replicate totaling 25 analyzed seedlings. The analysis of the collected
material was performed at the Laboratory of Entomology and Acarology, dead mites were
counted and live predatory mites that were associated with D. floridanus, stored in polyethylene
bottles with 70% alcohol for confection of sheets. The treatment that had the best effect in the
first experiment was the Lorsban®, this product allowed the mortality of 100% of the mites
after the second day of evaluation. For the second experiment, the Ortus® provided an average
of 24,75 of total mites killed by treatments, it was possible to observe and collect live predatory
mites from some taxa. However, for both experiments the product Lorsban® was able to control
the D. floridanus in the seedlings with colonies of mites in chlorotic and necrotic wounds.
KEY-WORDS: Agricultural defenses, associated mites, Tenuipalpidae.
43
4.1 INTRODUÇÃO
O abacaxizeiro (Ananas comosus (L.) Merril) é uma planta tropical muito apreciada pelo
seu sabor e odor agradáveis. Sua propagação é realizada por mudas que crescem
vegetativamente sob o fruto e quanto atingem determinado tamanho os produtores retiram da
planta mãe e direcionam imediatamente para o plantio, realizando com isto um novo ciclo.
Neste momento, os agricultores não fazem inspeção de pragas nas mudas apenas um controle
superficial de mudas visivelmente doentes. Com isto, disseminam algumas pragas que se
instalam nas mudas desde sua origem, mantendo-se na planta imperceptivelmente. Assim,
tratos fitossanitários das mudas antes de serem definitivamente plantadas evitariam uma série
de problemas com os ataques de pragas e associados a estes, algumas doenças que limitam a
produção de frutos.
As pragas do abacaxizeiro necessitam de um controle constante, principalmente por
apresentarem dificuldades para atingir os ácaros por onde exploram a planta. Esse controle se
faz necessário pois o mercado consumidor desses produtos é exigente e requer frutos sem
defeitos, o que somente pode ser alcançado como um gasto energético associado a insumos
utilizados no controle desses problemas iniciais (FADINI et al., 2004). Desta forma, fazer o
controle químico do ácaro-alaranjado D. flordanus, se faz necessário pois, o mesmo e
responsável por causar lesões nas bases das folhas e facilitar a entrada de patógenos como o
fungo Fusarium subglutinans.
Entre as principais táticas de controle de pragas agrícolas, a aplicação de produtos
químicos é uma das principais, porém, conhecer o produto e a dose a ser aplicada, bem como o
período ideal da aplicação, é de fundamental importância para o manejo integrado de pragas
(MIP). Com isto, diminui os impactos ambientais gerados, especialmente sobre os inimigos
naturais das pragas e também para o meio ambiente, evitando contaminações do solo e da água,
além de dirimir o excesso de produtos nas plantas cultivadas ou resíduos nos produtos. Outro
fator é evitar a pressão de seleção da praga para não gerar populações resistentes das pragas a
determinado produto (SILVA et al., 2013). Por isto, fazer uso de produtos fitossanitários que
suavizem o ataque de pragas agrícolas, é de fundamental importância, principalmente quando
se trata de diferentes acaricidas ou doses (ALBURQUEQUE et al., 2003). No contexto do uso
exacerbado de agrotóxicos pode-se inferir que esta ação é quando não ordenada causa a
contaminação do homem (ALVES et al., 2000).
44
Neste trabalho objetivou-se testar a eficiência de 6 acaricidas sendo eles: Abamectin®,
Kumulus®, Lorsban®, Orthene®, Ortus®, e Pirate®, no controle do acaro D. floridanus, em
mudas de abacaxizeiro, e observar se houve mortalidade dos ácaros predadores presentes na
cultura.
4.2 MATERIAL E MÉTODOS
Os experimentos foram feitos em dois momentos e em duas áreas distintas com a
finalidade de observar a presença de ácaros predadores que eram vistos associados se
alimentando do ácaro alaranjado.
Na área experimental 1 o experimento foi conduzido no Distrito Poção, localizado as
margens da Al-220, zona rural do município de Arapiraca-AL (Fig. 5), e foram utilizados os
seguintes produtos fitossanitários: Lorsban, Orthene, Abamectim e Pirate. O segundo
experimento foi conduzido no Polo Tecnológico Agroalimentar de Arapiraca, as margens da
rodovia Drº Geraldo Cavalcante Cajueiro em Vila Bananeiras, foi conduzido nesse local e foi
denominada de área experimental 2, os produtos utilizados para este experimento foram Ortus,
Abamectin, Pirate e Kumulus,
Figura 5. Área de implantação do experimento, no Povoado Poção, localizado as margens da
Al-220, zona rural do município de Arapiraca-AL.
Fonte: Barros, P. H. L.
No experimento 1, as mudas foram coletadas com dois (2), quatro (4), oito (8) e dezesseis
(16) dias após o plantio das mudas no solo. Já no experimento 2 (Fig. 6), as mudas foram
coletadas em dois (2), quatro (4), quinze (15) e trinta (30) dias após o plantio das mudas no
solo. Para ambos as mudas foram coletadas em sacos plásticos e levadas ao laboratório de
entomologia e acarologia da Ufal Campus de Arapiraca, o material foi triado e verificados se
houve morte dos ácaros alaranjados e se houve mortalidade dos ácaros predadores associados
ao D. floridanus.
45
Figura 6. Experimento em campo nas dependências do Polo Tecnológico Agroalimentar de
Arapiraca, localizado na Rua Severino José da Silva, Zona Rural de Arapiraca.
Fonte: Silva, R. A.
No preparo das soluções utilizaram-se 10 baldes com capacidade para 100 L nos quais
foram adicionados 50 litros de água mais a dosagem específica de cada produto (Tab. 3), sendo
elas: 50mL/50L (Abamectin®), 50g/50L (Orthene®), 75mL/50L (Lorsban®), 50mL/50L
(Pirate®), e o controle que utilizou-se água. Para cada tratamento foram utilizadas 120 mudas
do tipo filhote, totalizando 600 mudas.
Para o segundo experimento foram utilizados alguns dos mesmos produtos químicos
como o Pirate® e Abamectin®), os quais foram utilizadas as mesmas dosagens para ambos
experimentos, não foi possível utilizar alguns produtos do primeiro experimento pois na época
não foi possível encontra-los no comercio varejista de Arapiraca, então foram substituídos por
outros acaricidas, as dosagens foram seguidas as mesmas do primeiro experimento, mantendose um padrão para ambos.
Após o preparo das soluções, as mudas foram separadas de acordo com cada tratamento
a ser recebido e imersas em seus respectivos tratamentos. Nestes, permaneceram por 5 minutos
para uma melhor ação dos produtos. Em seguida, foram colocadas na posição vertical ao redor
dos baldes até secar, possibilitando a concentração do produto na base das folhas de cada muda,
local de maior concentração dos ácaros (Fig. 7; A e B) para o primeiro experimento. Desta
mesma forma foi feito com o segundo experimento, onde as mudas foram tratadas com as
mesmas dosagens, e diluídas em 50 L de água, após a imersão das mudas foram retiradas e
postas para secar, até o momento do plantio, sendo esse no segundo local.
46
Tabela 3. Agrotóxicos e suas recomendações técnicas.
Nome
Modo
comercial
ação
de Dosagem recomendada
fabricante
Toxicidade
Periculosidade ambiental
75 a 100 mL p.c./100L água
Nichino
II - Altamente tóxico
II - Produto muito perigoso
1 L p.c. ha
Basf
III – Mediana- mente tóxico
II - Produto muito perigoso
0,45 a 0,6 L p. c. ha
Nortox
III – Mediana-mente toxico
III – Produto perigoso
0,5 a 0,75 kg p.c. ha
Arysta
III Mediana-mente tóxico
II - Produto muito perigoso
Ingrediente
ativo
Orthus 50 SC
Contato,
Fenpiroxymate
Ingestão
Pirate
Contato,
Chlorfenapyr
Ingestão
Abamax
Contato,
Abamectina
Ingestão
Orthene 750
BR
Acephate
Contato,
Ingestão,
Lifescience
Sistêmico
Lorsban
Contato,
Chlorpyrifos
Ingestão
Kumulus
Contato
100 a 150 mL/100L
Nufarm
I – Extrema-mente toxico
II - Produto muito perigoso
500g/p.c. 100L de
Basf
III Medianamente tóxico
III – Produto perigoso
Enxofre
Fonte: Silva, R. A., 2019
47
Figura 7. Imersão das mudas nos respectivos tratamentos em baldes com 50 L de água mais o
produto químico no experimento 1 na área experimental 1 em Poção-AL.
Fonte: Barros, P. H. L.
Fonte: Barros, P. H. L.
Após esse período de secagem, as mudas foram plantadas (Fig. 8 A) do experimento 1,
obedecendo a demarcação de cada tratamento, sendo distribuídas 30 mudas por cada repetição,
para o primeiro tratamento (Fig. 8 B). Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados,
constando de cinco tratamentos e quatro repetições, sendo cada repetição constituída por 30
mudas. A área total utilizada para o plantio foi de 253 m².
Figura 8. Mudas sendo plantadas em covas nas referidas parcelas e blocos, conforme o
sorteio na área experimental 1, Poção-AL.
Fonte: Barros, P. H. L.
Fonte: Barros, P. H. L.
O Plantio do segundo experimento (Fig. 9) o foi realizado com 16 mudas para cada
parcela de tratamento, totalizando 25 parcelas, onde foram feitos 5 tratamentos e 5 repetições
de cada parcela, totalizando 400 mudas para o experimento, a área utilizada foi de 400 m2 (Fig.
9).
48
Figura 9. Montagem do experimento 2 em campo com mudas de abacaxizeiro tratadas com
acaricidas químico na segunda área experimental.
Fonte: Silva, R. A.
4.2.1 Coleta dos dados
Foram realizadas quatro avaliações para verificar a eficácia dos produtos testados no
controle do ácaro alaranjado. Para o primeiro experimento estas avaliações se deram da seguinte
forma, 2º, 4º, 8º e 16º dias após o tratamento (DAT). Para o segundo experimento as avaliações
se deram em 2, 4, 15 e 30 dias após a aplicação dos tratamentos.
No primeiro experimento, para cada repetição foram retiradas quatro mudas das covas,
totalizando oitenta mudas por avaliação. Já no segundo experimento, foi retirado cinco mudas
de cada tratamento, totalizando 25 mudas avaliadas, estas foram colocadas em embalagens de
papel tipo grafite devidamente identificadas e encaminhadas ao laboratório para análise. Neste,
as folhas das mudas foram desprendidas de sua base (Fig.10 A) e analisadas em microscópio
estereoscópio. As avaliações consistiram na quantificação das colônias de D. floridanus (Fig.
10 B). sobre ferimentos caracterizados como cloróticos ou necróticos, e também o número de
ácaros mortos pelos tratamentos.
49
Figura 10. Base das folhas com sintomas do ataque do ácaro alaranjado (cloróticos e
necróticos) (A). Imagem do ácaro alaranjado obtida com microscópio
estereoscópico com aumento de 40 X, (B).
Fonte: Silva, R. A.
Fonte: Silva, R. A.
Os ácaros encontrados que não pertenciam ao gênero Dolichotetranychus, foram
coletados com o auxílio de pincel de cerdas finas e colocados em frascos de polietileno com
etanol a 70%, para posteriores montagens em lâminas, utilizando-se meio de Hoyer (MORAES;
FLECHTMANN, 2008). Em seguida, as lâminas foram colocadas em estufa a 55ºC por um
período de sete dias, e posteriormente lutadas com esmalte incolor e etiquetadas para posterior
classificação e identificação.
4.2.2 Identificação dos ácaros
As identificações ocorreram no Laboratório de Entomologia/Acarologia da
Universidade Federal de Alagoas, Campus de Arapiraca. Para tanto, utilizou-se chaves
dicotômicas especializadas, microscópios ópticos de contraste de fases. Após as identificações,
as lâminas foram armazenadas em caixas apropriadas e depositadas do Laboratório de
Entomologia/Acarologia da Universidade Federal de Alagoas Campus de Arapiraca.
4.2.3 Análise estatística
A análise estatística do primeiro experimento foi realizada por aplicativo computacional
R®, em que foi feita análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey (P ≤ 0,05).
Já no segundo experimento não foi possível realizar uma análise estatística paramétrica ou não
paramétrica, pois não se tinha as informações sobre a população inicial, não se encaixando em
nenhuma forma estatística que evidenciasse diferença significativa entre os tratamentos.
50
4.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.3.1 Identificação dos ácaros
De acordo com os resultados obtidos verificou-se que além de D. floridanus, também
foram encontrados ácaros predadores das famílias Phytoseidae, Ascidae, Cheyletidae,
Stigmaeidae e outros de hábitos detritivoros (Astigmatina e Oribatida) (Tab.4). O destaque em
termos numéricos dos ácaros predadores encontrados é para Stigmaeidae, esse ácaro é
geralmente encontrado em matéria orgânica, folhedo e solo, realizando predação de organismos
edáficos especialmente outros ácaros. O fato de outras famílias de ácaros predadores não terem
sido encontrados em grande número de espécimes, possivelmente poderá ter relação com os
tratamentos que foram aplicados, ou também por estarem as mudas em uma condição vegetativa
inicial e sem contato com o solo, proporcionando poucas presas para seu desenvolvimento.
Tabela 4. Quantificação e Classificação de táxons de ácaros coletados na parte basal das folhas
de mudas de abacaxizeiro, no período de maio.
Táxon
Controle
Mesostigmata
Phytoseidae
3
Ascidae
1
Laelapidae
1
Dinychidae
1
Rhodacaridae
5
Prostigmata
Cheyletidae
10
Stigmaeidae
37
Astigmata
Acaridae
61
Oribatida
9
Total
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
128
Os espécimes de ácaros encontrados, geralmente localizavam-se na base das folhas das
mudas (axilas) do abacaxizeiro. Alguns destes ácaros como Cheyletidae, Stigmaeidae e
Phytoseiidae foram observados também, ao destacar as folhas, realizando predação do ácaro
51
alaranjado. Dentre os ácaros encontrados foi possível observar quatro ordens distintas como
descrito na tabela 5, a seguir.
Tabela 5. Ácaros vivos encontrados nas mudas de abacaxizeiro após o tratamento com os
acaricidas.
Ordem/
Família
Gênero
Astigmata
Acaridae
Tyrophagus sp.
Astigmata sp 1
-
-
Astigmata sp 2
-
-
Mesostigmata
Phytoseiidae
Amblyseius sp.
Laelapidae
Oloopictus sp.
Dinychidae
-
Cheyletidae
-
Tenuipalpidae
Dolichotetranychus floridanus
Subordem
Trombidiforme
Sarcoptiforme
Oribatida
Fonte: Silva, R. A.
4.3.2 Efeito dos tratamentos químicos sobre o ácaro alaranjado
Ao analisar os dados da Tabela 6, verifica-se que o inseticida/acaricida Lorsban®
causou maior mortalidade dos ácaros de colônias cloróticas, resultando no total controle já a
partir da 2º avaliação após o tratamento das mudas. Este fato está relacionado com a atuação do
produto que agiu desde o momento que as mudas foram tratadas, sendo o tratamento mais
eficiente e de efeito imediato sobre D. floridanus. Segundo Silva et al., 2009, que realizou um
trabalho e testou o produto chlorpyrifos (Lorsban), sobre populações de Astigmeus brasiliensis
Matioli, Ueckermann & Oliveira, detectaram que o mesmo afetou significativamente a
população desse ácaros, sendo classificados como moderadamente nocivos, o que pode ser
possível para explicar a mortalidade dos ácaros D. floridanus.
Realizado o tratamento feito à base de Abamectin®, foi possível observar uma redução
significativa dos ácaros somente a partir da terceira avaliação, com 8 dias da aplicação do
52
produto nas mudas. Esse resultado justifica-se pelo maior período do ácaro em contato com o
produto. Seguindo esta mesma tendência, os produtos Orthene® e Pirate®. Ferreira e Veiga
(2009), testaram o Acephate (Orthene) sobre populações de D. floridanus, e pôde-se observar
que este tratamento foi o que menos possuiu efeito sobre as populações deste acaro dentre os
acaricidas testados. Já no trabalho de Silva et al., em 2009, observaram que o Orthene
(Acephate) causou mortalidade de 48,2% em fêmeas de A. brasiliensis, sendo classificados
como levemente nocivos.
Childers et al. (2001) verificaram que os acaricidas abamectin e Pirate (chlorfenapyr)
foram altamente tóxicos ao Stigmaidae em condições de campo, resultado contrário ao que foi
encontrado nesta pesquisa. Até então não são observados dados em literaturas mais atuais, onde
pesquisadores tenham utilizado esses produtos no controle de D. floridanus, neste caso, há
registros da utilização do Abamectin® no controle do ácaro-da-necrose-do-coqueiro (Aceria
guerreronis) keifer, 1965, que possibilitou 96% de eficiência do produto contra esse ácaro
(MOREIRA et al., 2002), porém, quando observado os ácaros predadores Neoseiulus
californicus (MCGREGOR) (Acari: Phytoseiidae), o agrotóxico não proporcionou uma
seletividade sobre o predador (SILVA et al., 2012).
Como visto na tabela 3, o Pirate®, na primeira avaliação teve um resultado significativo
alcançando um número reduzido de colônias com ácaros vivos de 2,5 quando comparado aos
demais tratamentos. Martins et al., (2005), observaram que o tratamento utilizando o mesmo
acaricida no controle de Tetranychus urticae (KOCH,1836) na cultura do algodoeiro atingiu
um percentual de eficiência próximo de 80%. Na avaliação do segundo dia houve uma elevação
significativa na população de ácaros vivos, este fator pode estar relacionado à falta de controle
inicial da população, o que acarreta em uma variação de número de exemplares por avaliação.
Porém esta não é uma condição crítica, já que, esta avaliação não diferiu significativamente das
demais.
53
Tabela 6. Número (Médias ± EP) de colônias do ácaro alaranjado vivo em tecido com
clorose. Laboratório de Entomologia/Acarologia da Universidade Federal de Alagoas Campus
de Arapiraca.
Avaliações
Tratamentos
1ª
2ª
3ª
4ª
Abamectin
7 (±4.9) c
6 (±2.1) c
2.5 (±0.9) b
2.5 (±0.9) b
Orthene
4 (±1.4) b
2.5 (±0.9) b
2.5 (±0.9) b
1.5 (±0.5) a
Lorsban
4 (±1.4) b
0 (±0.0) a
0 (±0.0) a
0 (±0.0) a
Pirate
2.5 (0.9) a
9 (±3.2) d
3.5 (±1.2) c
2 (±0.7) b
Controle
2.5 (±0.9) a
5.5 (±1.4) c
9.5 (±3.4) d
3 (±1.1) b
*Médias seguidas pelas mesmas letras não diferenciam pelo teste de Tukey a 5%.
Fonte: Dados da pesquisa.
Na Tabela 7 são expressos valores referentes a quantidade de colônias necróticas com
ácaros vivos, nota-se que o Lorsban® atingiu semelhança estatistica em todas as avaliações,
sendo o mais efetivo no controle do ácaro alaranjado, possivelmente em decorrência de seu
princípio ativo agir nas enzimas do sistema nervoso.
Ao serem testados Abamectin® e Orthene®, observou-se que houve um melhor controle
após quatro dias do tratamento das mudas. No entanto, observou-se que na 3ª avaliação houve
um aumento no número de colônias com a presença de ácaros vivos, possivelmente pela
eliminação do produto da planta nesse período, em decorrência de algum fator externo como
precipitação ou irrigação.
Tabela 7. Número (Médias ± EP) de colônias do ácaro alaranjado vivo em tecido com
necrose. Laboratório de Entomologia/Acarologia da Universidade Federal de Alagoas Campus
Arapiraca, Maio.
Avalições
Tratamentos
1ª
2ª
3ª
4ª
Abamectim
7 (±2.5) b
2 (± 0.1) b
4 (±1.4) c
4 (±1.4) c
Orthene
9.5 (±3.6) c
0 (±0.0) a
3.5 (±1.2) b
1.5 (±0.5) b
Lorsban
3 (±1.1) a
0.5 (±0.2) a
1 (±0.4) a
0.5 (±0.2) a
Pirate
2 (±0.1) a
1 (±0.4) a
3.5 (±1.3) b
2 (±0.7) b
Controle
9.5 (±3.6) c
2 (±0.8) b
5 (±1.8) c
4 (±1.4) c
*Médias seguidas pelas mesmas letras não diferenciam pelo teste de Tukey a 5%.
Fonte: Dados da pesquisa.
54
Como observado na tabela 8, a média de mortalidade dos ácaros causada por
fenpiroximate (Ortus) foi de 24,75%, este que pode ser compara do ao trabalho de Esteves
Filho et al., (2008), onde testaram este acaricida sobre populações de T. urticae em várias
concentrações e obtiveram uma porcentagem de mortalidade para T. urticae de 84%
observando-se o produto com eficácia moderada no controle de D. floridanus, uma vez que foi
o produto que apontou maior mortalidade durante a pesquisa.
Para o tratamento utilizando o acaricida Kumulus, Veronez et al., (2012), testaram
diversos produtos fitossanitários de origem sintética e natural, evidenciando uma eficiência
intermediária para o extrato de louro onde obteve 55% de mortalidade média, e os demais
tratamento não possuíram um efeito significativo, incluindo o Kumulus, que não diferiu
significativamente da testemunha para o seu trabalho. Isso corrobora com os resultados obtidos
neste trabalho pois o tratamento com Kumulus alcançou uma media de 14,62 na mortalidade
de D. floridanus.
Tabela 8. Médias de mortalidade dos ácaros com os tratamentos.
PRODUTOS
Ortus
Pirate
Kumulus
Abamectin
Controle
(%) MORTOS
24,75
22,66
14,62
15,48
22,49
Fonte: Silva, R. A.
Analisados os dados, é possível destacar que não houve diferença entre os tratamentos,
observando-se que no tratamento controle também houve mortalidade da praga, de maneira
igualitária ao Ortus, que é um acaricida com maior propriedades de letalidade para D.
floridanus. É possível destacar que o tratamento controle teve elevado percentual de
mortalidade em função das mudas terem sido imergidas na água e mantida uma certa quantidade
de água em determinada condição.
Ainda são escassos os trabalhos cientificos que abordem diferentes métodos de controle
voltados ao ácaro-alaranjado, por isso, se faz necessário maiores pesquisas relacionadas para
essa espécie, uma vez que a mesma está relacionada a perdas significativas na produção do
abacaxi. Portanto entre as estratégias relacionadas ao controle de pragas e técnicas para uma
55
melhor produção do fruto, fazer o controle de mudas no pré-plantio pode ser uma alternativa
recomendada.
4.4 CONCLUSÃO
O inseticida – acaricida Losban® foi capaz de controlar o Dolicotetranychus floridanus
nas mudas com colônias de ácaros em ferimentos.
Foram encontrados na parte basal das folhas, outros Táxons de ácaros como: Astigmata,
Mesostigmata, Trombidiforme, Sarcoptiforme e Oribatida.
56
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