Efeito letal de produtos alternativos sobre os ácaros Tenuipalpus pacificus (Baker) e Brevipalpus californicus (Banks) (Prostigmata: Tenuipalpidae).

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS-CECA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS

RODOLFO DE LIRA SILVA

EFEITO LETAL DE PRODUTOS ALTERNATIVOS SOBRE OS ÁCAROS
Tenuipalpus pacificus (Baker) E Brevipalpus californicus (Banks) (Prostigmata:
Tenuipalpidae)

RIO LARGO, AL
2019

Rodolfo de Lira Silva

Efeito letal de produtos alternativos sobre os ácarosTenuipalpus pacificus
(Baker) e Brevipalpus californicus (Banks) (Prostigmata: Tenuipalpidae)

Dissertação apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Proteção de Plantas,
do Centro de Ciências Agrárias, da
Universidade Federal de Alagoas, como
parte dos requisitos para obtenção do
título de Mestre em Proteção de Plantas.
Orientador: Prof. Dr. Edmilson S. Silva

RIO LARGO, AL
2019

AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradeço a Deus por ter me concedido saúde para conseguir
alcançar meus objetivos.
Ao professor Dr. Edmilson Santos Silva pela confiança, orientação e ensinamentos.
A todos do laboratório de Entomologia/Acarologia da Universidade Federal de
Alagoas, Campus de Arapiraca, principalmente Emanuel Junior Pereira da Silva,
Lídia Rafaele Almeida da Silva e Renato de Almeida Silva.
A todos os professores do Programa de Pós-Graduação em Proteção de Plantas.
À turma de mestrado 2017 pelo agradável convívio, em especial Elmadã Pereira
Gonzaga, Karen Oliveira de Menezes, Valdeir Nunes Carvalho e Vanessa
Fernandes Soares.
A Anderson Sabino pela disponibilidade em ajudar na análise estatística.
À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela
concessão da bolsa de estudos.
À minha familia, principalmente minha mãe (Valdemira de Lira Silva) pelo apoio,
convívio e dedicação, meu pai (Cosmo Azevedo Silva) e irmã (Roberta de Lira Silva
Salgueiro).

Obrigado a todos!

RESUMO

O ácaro Tenuipalpus pacificus Baker, é uma das pragas mais importantes de
orquídeas no mundo. Alimenta-se sugando o conteúdo das células, causando morte
celular progredindo para lesões nas folhas, fazendo com que estas apresentem
manchas prateadas, em seguida amarronzadas, com aspecto enferrujado. O ácaro
Brevipalpus californicus Banks, é um ácaro que ataca batata-doce, causando
amarelecimento e necrose em folhas e ramos das plantas infestadas. O controle dos
ácaros planos, T. pacificus e B. californicus consiste em métodos quarentenários,
biológicos, resistência de plantas e métodos químicos, sendo este último o principal
causador de prejuízos socioeconômicos e ambientais, visto a inexistência de
produtos fitossanitários registrados para as respectivas culturas no controle dos
ácaros mencionados. Por isto, objetivou-se testar produtos alternativos no controle
de T. pacificus e B. californicus. Para tal, obteve-se plantas de: Phalaenopsis sp., e
batata-doce Ipomoeae batatas L., estas foram obtidas em floricultura e plantios de
batata respectivamente, no município de Arapiraca-AL, São Sebastião-AL e Feira
Grande-AL. Em seguida, foram realizados três experimentos com produtos
alternativos, (dois em orquídea e um em batata-doce). Utilizou-se como tratamentos
a calda sulfocálcica (3 mg/L); Cal hidratada (3 mg/L); Óleo de soja (5 ml/L);
Detergente neutro (5 ml/L) e Detergente + óleo de soja (10 ml/L); e, como tratamento
controle, água deionizada. Discos de folha de Phalenopsis e batata-doce medindo 1
cm de diâmetro, foram imersos durante cinco segundos nas caldas, colocados para
secar a temperatura ambiente por 30 min. Foram utilizadas 25 repetições para cada
tratamento, totalizando 150 parcelas experimentais em delineamento inteiramente
casualizado. Para o estudo do efeito residual, foram transferidas um total de 150
fêmeas adultas das duas espécies citadas em período reprodutivo, 01 espécime por
arena, que, em seguida, foram vedadas com filme plástico transparente. As arenas
foram mantidas em B.O.D. (25 ± 2 ºC) com 12 horas de fotofase e UR ± 70%. As
avaliações foram feitas com 24, 48, 72, 96, 120 e 144 horas. Após a avaliação dos
ácaros mortos, as médias de mortalidade foram submetidas a análise de variância e
comparadas entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Para determinação
das CL50, CL90 e CL99 foi selecionado o produto de maior eficiência. Os dados foram
submetidos à análise de Probit, utilizando o programa estatístico SAS 9.1. Os
produtos: calda sulfocálcica, óleo de soja, detergente + óleo de soja, após 48 horas
do início das pulverizações, foram os mais letais que causaram mortalidade de 64,
68 e 80%, conseguindo reduzir a população de T. pacificus em orquídea. Em batatadoce, os produtos: calda sulfocálcica, cal hidratada, detergente + óleo de soja foram
mais tóxicos, causando mortalidade de 32%, 40% e 48% na avaliação com 96 horas.
Palavras-Chave: Ácaros planos. Phalaenopsis. Ipomoeae batatas L.

ABSTRACT
The mite Tenuipalpus pacificus Baker, is one of the most important pests of orchids
in the world. It feeds by sucking the contents of cells, causing cell death progressing
to lesions on the leaves, making them exhibit silver spots, then strung up, with rusty
look. The mite Brevipalpus californicus Banks, is an mite that attacks sweet potatoes,
causing yellowing and necrosis in leaves and branches of infested plants. Control of
the plane mites, T. pacificus and B. californicus consists of quarentenary, biological,
plant resistance and chemical methods, the latter being the main cause of socioeconomic and environmental losses, since the lack of phytosanitary products
registered for the respective crops in the control of the mites mentioned. Therefore,
the objective of this study was to test alternative products in the control of T. pacificus
and B. californicus. For this, we obtained plants of: Phalaenopsis sp., and sweet
potato Ipomoeae potatoes L., these were obtained in floriculture and potato
plantations respectively, In the municipality of Arapiraca, São Sebastião and Feira
Grande-AL. Next, three experiments were carried out with alternative products, (two
in orchid and one in sweet potato). It was used as treatments the Sulfocalcia syrup (3
mg/L); Hydrated lime (3 mg/L); Soybean oil (5 ml/L); Neutral Detergent (5 ml/L) and
detergent + soybean oil (10 ml/L), as a control treatment, deionized water.
Phalenopsis leaf discs and sweet potato measuring 1 cm in diameter, were immersed
for five seconds in the Caldas, placed to dry the room temperature for 30
min.Twenty-five replications were used for each treatment, totaling 150 experimental
plots in a completely randomized design. To study the residual effect, a total of 150
adult females of the two species mentioned in the reproductive period were
transferred, 01 specimen per arena, which were then sealed with transparent plastic
film. The arenas were kept in B.O.D. (25 ± 2 º C) with 12 hours of photophase and
RH ± 70%. The evaluations were made with 24, 48, 72, 96, 120 and 144 hours. After
the evaluation of the dead mites, the mortality averages were subjected to analysis of
variance and compared with each other by the Tukey test at 5% of probability. For
determination of LC50, LC90 and CL99 was selected the most efficient product. The
data were submitted to Probit analysis using the SAS 9.1 statistical program.
Products: sulfocalcide syrup, soybean oil, detergent + soybean oil, after 48h of the
start of spraying, were the most efficient causing mortality of 64%, 68% and 80%,
reducing the population of T. pacificus in an orchid. In sweet potato, the products:
sulfocalcite syrup. In potato, the products: sulfocalcide syrup, hydrated lime,
detergent + soybean oil were more efficient, causing mortality of 32%, 40% and 48%
in the evaluation with 96 hours.
Key words: Planes mites. Phalaenopsis. Ipomoeae potatoes L.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Ácaro Tenuipalpus pacificus: detalhe do gnatossoma e palpos (A);
conjunto de setas flageladas (B).
27
Figura 2 - Ácaro Tenuipalpus pacificus: injúria em folha de Phalaenopsis (A);
destaque das manchas escuras e esverdeadas no limbo foliar (B)
30
Figura 3 - Ácaro Brevipalpus californicus

31

Figura 4 - Ácaro Brevipalpus californicus: região ventral genital (A); opistossoma
dorsal posterior (B)
32
Figura 5 - Ácaro Brevipalpus californicus: ramos de batata-doce infestados (A);
amarelecimento de folhas de Ipomoea batatas L. (B)
33
Figura 1 - Unidades experimentais (arenas) utilizadas nos bioensaios com produtos
alternativos
57
Figura 2 - Planta de Phalaenopsis sp., utilizada para multiplicar os Tenuipalpus
pacificus
57

LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Percentagens médias de ácaros Tenuipalpus pacificus mortos,
precedidas do Erro Padrão (±) ao longo do período de avaliação e de acordo com os
tratamentos utilizados em orquídea Phalaenopsis. Arapiraca, 2018.
58
Tabela 2 – Análise de Probit para determinação das concentrações letais (CL50 e
CL90 e CL99) do produto alternativo calda sulfocálcica em condições de laboratório
(25 ± 2°C; U. R 70 ± 10%).População de ácaros provenientes de orquídea
Phalaenopsis. Arapiraca, 2019.
61
Tabela 3 – Percentagens médias de Brevipalpus californicus mortos, precedidas do
Erro Padrão (±) ao longo do período de avaliação e de acordo com os tratamentos
utilizados em batata-doce Ipomoea batatas L. Arapiraca, 2019.
72

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................13
2 REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................................15
2.1 Orchidaceae Juss. (Orquídeas) .........................................................................15
2.1.1Características botânicas ............................................................................................. 15
2.1.2 Classificação ............................................................................................................... 15
2.1.3 Distribuição geográfica ................................................................................................ 16
2.1.4 Aspectos ecológicos das orquídeas ............................................................................ 16
2.1.5 Importância e produção ............................................................................................... 17
2.1.6 Pragas que ocorrem em orquídeas ............................................................................. 18

2.2 Batata-doce Ipomoea batatas L .........................................................................19
2.2.1 Características botânicas ............................................................................................ 19
2.2.2 Classificação ............................................................................................................... 19
2.2.3 Distribuição geográfica ................................................................................................ 20
2.2.4 Aspectos ecológicos da batata-doce ........................................................................... 20
2.2.5 Importância e produção ............................................................................................... 21
2.2.6 Pragas que ocorrem na batata-doce ........................................................................... 21

2.3 Os ácaros: classificação e características gerais ...........................................22
2.3.1 Ordem Trombidiformes ................................................................................................ 23
2.3.2 Subordem Prostigmata ................................................................................................ 23

2.4 Principais famílias de ácaros fitófagos ............................................................24
2.4.1 Tetranychidae (Acari: Prostigmata: Tetranycoidea) ..................................................... 24
2.4.2 Eriophyidae (Acari: Prostigmata: Eriophyoidea) .......................................................... 25
2.4.3 Tenuipalpidae (Acari: Prostigmata: Tetranycoidea) ..................................................... 25

2.5 O gênero Tenuipalpus Donnadieu ....................................................................27
2.5.1 Tenuipalpus pacíficos Baker........................................................................................ 27

2.5.2 Distribuição geográfica ................................................................................................ 29
2.5.3 Plantas hospedeiras .................................................................................................... 30
2.5.4 Danos e impacto econômico ....................................................................................... 30

2.6 O gênero Brevipalpus Donnadieu ..................................................................... 31
2.6.1 Brevipalpus californicus Banks .................................................................................... 32
2.6.2 Distribuição geográfica ................................................................................................ 33
2.6.3 Danos e impacto econômico ....................................................................................... 34
2.6.4 Plantas hospedeiras .................................................................................................... 35

2.7 Produtos alternativos utilizados no controle de pragas ................................ 36
2.7.1 Calda Sulfocálcica ....................................................................................................... 36
2.7.2 Cal virgem hidratado ................................................................................................... 37
2.7.3 Detergente liquido ....................................................................................................... 38
2.7.4 Óleo de soja ................................................................................................................ 39

REFERÊNCIAS ...........................................................................................................40
3 Controle alternativo do ácaro Tenuipalpus pacificus (Baker) em
Phalaenopsis sp
RESUMO .....................................................................................................................54
ABSTRACT ................................................................................................................. 55
3.1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................56
3.2 MATERIAL E MÉTODOS .....................................................................................57
3.2.1 Local e coleta de material ............................................................................................ 57
3.2.2 Produtos alternativos utilizados ................................................................................... 57
3.2.3 Delineamento experimental ......................................................................................... 57
3.2.4 Análise estatística........................................................................................................ 59

3.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................ 59
3.4 CONCLUSÕES ..................................................................................................... 63
REFERÊNCIAS ...........................................................................................................64

4 Controle alternativo do ácaro Brevipalpus californicus (Baker) em batatadoce, Ipomoeae batatas L.
RESUMO .....................................................................................................................68
ABSTRACT ................................................................................................................. 69
4.1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................70
4.2 MATERIAL E MÉTODOS .....................................................................................71
4.2.1 Local e coleta de material ............................................................................................ 71
4.2.2 Produtos alternativos utilizados ................................................................................... 71
4.2.3 Delineamento experimental ......................................................................................... 72
4.2.4 Análise estatística........................................................................................................ 72

4.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO............................................................................ 73
4.4 CONCLUSÕES ..................................................................................................... 76
REFERÊNCIAS ...........................................................................................................76

13

1 INTRODUÇÃO

Ácaros Tenuipalpidae (Trombidiformes: Prostigmata: Tetranychoidea) são
caracterizados pelo corpo achatado, movimentos lentos, tamanho reduzido, medindo
entre 0,1 e 0,3 mm de comprimento, coloração vermelha ou esverdeada
dependendo do habito alimentar (WELBOURN et al., 2003).

Os gêneros

Tenuipalpus e Brevipalpus são os mais importantes, pois neles se encontram o
maior número de espécies fitófagas.

No gênero Tenuipalpus as espécies

Tenuipalpus orchidofilo Moraes e Freire, 2001; Tenuipalpus pacificus Baker, 1943 e
Tenuipalpus orchidarum Parfitt, 1954 (Prostigmata: Tenuipalpidae) são pragas de
orquídeas cultivadas em regiões tropicais e subtropicais da biosfera (MORAES;
FREIRE, 2001; WILDANIYAH; PUTRA; SUPUTA, 2018).
No gênero Brevipalpus as espécies são consideradas como pragas de
plantas por serem vetoras de vírus às culturas, especialmente, B. californicus Banks,
1904; e B. phoencis Geijskes, 1939, (CHILDERS; FRENCH; RODRIGUES, 2003b).
A importância socioeconômica de ambas as espécies se deve à transmissão de
vírus, a primeira espécie é vetora de Rhabdovirus, orchid fleck virus (OFV), e a
segunda espécie é vetora de Citrus leprosis virus, nuclear type (CiLV-N) (KONDO;
MAEDA; TAMADA, 2003; RODRIGUES; CHILDERS, 2013). Geralmente estes vírus
causam o amarelecimento e a necrose das folhas de orquídeas, citros e batatadoce, perfazendo em prejuízos econômicos pela redução na produtividade e morte
das plantas afetadas (CHILDERS; RODRIGUES, 2011).
Observa-se importância econômica de T. pacificus em orquídeas cultivadas
em campo, viveiros comerciais e casas de vegetação, tendo como hospedeiro
principal as espécies das famílias Orchidaceae e Polypodiaceae (DENMARK, 1968).
As orquídeas têm importância socioeconômica no comércio de ornamentais, através
do mercado internacional de flores gerando faturamento de milhões de dólares por
ano (JUNQUEIRA; PEETZ, 2014). Esta espécie de ácaro causa danos em
orquídeas, através da descoloração das folhas, que se tornam prateadas, em
seguida amarronzadas e com aspecto enferrujado (VEIGA; FLECHTMANN, 1980).
Ocorre o amarelecimento das folhas e a necrose de tecidos foliares, seca das folhas,
provocando a queda destas e a morte da planta (LABANOWSKI; SOIKA, 2011).
Altas infestações prejudicam a reprodução das plantas, inibindo a emergência de

14

botões florais e a disponibilidade de flores em qualquer época, reduzindo a beleza e
a atratividade (CATING; HOY; PALMATEER, 2010).
A

espécie

da

batata-doce

Ipomoea

batatas

L.,

tem

importância

socioeconômica, por ser fonte de nutrientes, especialmente, carboidratos, minerais e
proteínas (ANDRADE JUNIOR et al., 2012). Os problemas fitossanitários reduzem a
produtividade da batata-doce, devido ao ataque dos ácaros fitófagos B. californicus.
O controle químico tem sido o método mais utilizado pelos agricultores, na cultura da
batata-doce, sendo aplicados produtos fitossanitários não registrados pelo MAPA
(SILVA et al., 2017), para a cultura da batata-doce, visando o controle de B.
californicus (AGROFIT, 2019).
O uso inadequado de acaricida causa a resistência e a ressurgência de T.
pacificus e B. californicus promovendo uma possível pressão seletiva sobre a
população destes organismos (DENHOLM; DEVONSHIRE; HOLLOMON, 1991).
Além disso, a toxicidade elevada e o amplo espectro de ação dos acaricidas não
seletivos promovem o efeito residual de longo alcance, causando a mortalidade de
ácaros predadores, além de contaminar o ambiente, homem e animais, causando
intoxicações, perfazendo em prejuízos econômicos e sociais (AQUINO; ASSIS,
2005; NASRALA NETO; LACAZ; PIGNATI, 2014).
Diante do exposto, a busca por produtos alternativos que atendam aos
requisitos

de

segurança,

seletividade

aos

inimigos

naturais

das

pragas,

biodegradabilidade, baixo custo para o produtor e aplicabilidade em programas de
manejo integrado de pragas (MIP) é cada vez mais requisitado para uma produção
sustentável (MUTEIA, 2014; CASTILHOS; GRÜTZMACHER; COATS, 2018). Por
isto, é fundamental a busca por produtos que possuam baixo custo ao produtor,
sejam inócuos ao homem, predadores e meio-ambiente e realizar testes com os
mesmos verificando seus efeitos acaricidas (MOREIRA et al., 2005). Neste sentido,
levanta-se a hipótese de que os produtos alternativos como: cal virgem hidratada,
calda sulfocálcica, detergente neutro e óleo de soja, testados no presente trabalho
têm efeito acaricida sobre as espécies T. pacificus em Phalaenopsis sp., e B.
californicus em batata-doce. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo testar
produtos alternativos no controle de T. pacificus e B. californicus em Phalaenopsis e
batata-doce I. batatas L.

15

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Orchidaceae Juss. (Orquídeas)
2.1.1Características botânicas

Orquídeas são plantas ornamentais com caule herbáceo ou rizomatoso,
podendo se transformar em um órgão de armazenamento de água e nutrientes,
denominado

pseudobulbo

(LORENZI;

SOUZA,

1999).

Possuem

folhas

morfologicamente distintas, podendo ter formas lineares, lanceoladas, oblongas e
ovais (CAMPOS, 2008). As flores das orquídeas são hermafroditas, estando
dispostas isoladamente ou inflorescências do tipo racemoso (CABRAL; PANSARIN,
2016). As flores contêm três sépalas e três pétalas, sendo a pétala central chamada
de labelo (TERÃO; CARVALHO; BARROSO, 2005). A caracterização de espécies
da Família Orchidaceae, é realizada, através da disposição e morfologia dos
apêndices externos (pétalas e sépalas) (GONÇALVES; LORENZI, 2007).
O sistema radicular é composto por raízes aéreas, e subterrâneas chamadas
tuberoides (BRITO; CRIBB, 2005). O fruto das orquídeas se chama capsula, cada
capsula contém milhares de sementes (LORENZI; SOUZA, 2008). As sementes de
orquídeas não contêm tecidos nutritivos (endosperma e cotilédone), portanto, não
armazenam energia (GONÇALVES; LORENZI, 2011). Fungos em simbiose com as
orquídeas fornecem a energia necessária para a nutrição e germinação da semente
(SHIKARI; DIAZ, 2012).
2.1.2 Classificação
Orquídeas são Angiospermas, e estão inseridas na Classe Liliopsida, Ordem
Aparagales e Família Orchidaceae (CHASE et al., 2015). Orchidaceae foi descrita
por Jussieu em 1789 (DRESSLER, 1993). São plantas que têm o maior número de
espécies descritas dentre as monocotiledôneas, sendo aproximadamente 800
gêneros e pouco mais de 26.500 espécies válidas (PINHEIRO; COZZOLINO, 2013;
APG

IV,

2016).

No

Brasil,

encontram-se

cerca

de

240

gêneros

com

aproximadamente 2.500 espécies (RÊGO; AZEVEDO, 2017). Rodrigues (2011) e
Thiers (2013) relatam os gêneros de orquídeas, entre eles: Aerides sp., Brassavola
R.Br., Bulbophyllum sp., Cattleya Lindl., Coelogyne sp., Dendrobium sp., Laelia

16

Lindl., Oncidium Sw., Epidendrum L., Sophronitis Lindl., Zygopetalum Hook.;
Catasetum Rich, Phalaenopsis sp., e Oncidium sp., (DRESSLER, 1993; APG III,
2009). Phalaenopsis reúne entre 50 e 55 espécies válidas, entre os quais,
destacam-se: (Phalaenopsis amabilis Lindl.), (Phalaenopsis hybridus Hort.),
(Phalaenopsis schilleriana Reichb. f.), e (Phalaenopsis stuartiana Reichb. f.)
(LORENZI; SOUZA, 2008).
2.1.3 Distribuição geográfica
Orquídeas encontram-se mundialmente nas regiões tropicais e subtropicais,
em países das Américas, África, Ásia e Oceania, exceto em zonas polares árticas,
tendo, portanto, distribuição cosmopolita (BATISTA; BIANCHETTI; PELLIZZARO,
2005).
No Brasil as orquídeas podem ser encontradas em todos os biomas, existindo
espécies terrícolas e epífitas, estas, podem ser observadas sobre a superfície em
regiões campestres, ou estando fixadas em troncos de árvores, próximo de matas
ciliares e florestas de galeria (ABREU; MENINI NETO; KONNO, 2011; BARROS et
al., 2018).
Os gêneros Aerides sp., e Dendrobium sp., possuem uma diversidade de
espécies encontradas na Amazônia e Cerrado, entre elas: (Aerides falcata Lindl. e
Paxton), (Aerides jansonii Rolfe), (Dendrobium phalaenopsis Sw.) (GONÇALVES;
SAMPAIO; BARROS, 2015). Orquídeas do gênero Cyrtopodium sp., (Cyrtopodium
cardiochilum Raddi), (Cyrtopodium cristatum Lindl.); e Epidendrum sp., (Epidendrum
secundum, Jacq.), encontram-se na Mata atlântica, principalmente em florestas
ombrófilas e campos de altitude nas regiões Centro-oeste, Sudeste e Sul do Brasil
(WANGLER; BARBERENA; LOPES, 2015). Na Catinga é observado espécies do
gênero Cattleya sp., (Cattleya labiata Lindl.), (Cattleya granulosa Lindl.), estas
plantas, adaptam-se em meio a vegetação decídua em regiões litorâneas, com
chuvas irregulares e períodos de estiagem (MENEZES, 2002).
2.1.4 Aspectos ecológicos das orquídeas
As orquídeas têm hábitos distintos, sendo denominadas epífitas, por serem
encontradas fixando suas raízes sobre galhos de árvores e arbustos (TERÃO;
CARVALHO; BARROSO, 2005). As orquídeas epífitas são plantas herbáceas, estas
modificam as raízes aéreas em estruturas caulinares intumescidas que se

17

denominam pseudobulbos, os quais servem como órgão de reserva (SOUZA;
LORENZI, 2008).
Orquídeas terrestres são plantas perenes, estas se encontram no solo, em
regiões campestres, próximo de mata ciliar e ambientes naturais de florestas
(PINHEIRO; COZZOLINO, 2013). Estas plantas se diferenciam pela estrutura do
caule que é mais lenhoso ou lignificado, também pela morfologia das folhas e
disposição das nervuras (SOUZA; LORENZI, 2008). Orquídeas terrestres têm caules
contendo rizomas, estas plantas também formam tubérculos subterrâneos
(GONÇALVES; LORENZI, 2007).
As espécies rupícolas são encontradas em ambientes rochosos, vegetando
sobre pedras e areia (TERÃO; CARVALHO; BARROSO, 2005). Além disso, existem
espécies saprófitos e aclorofilados, estas últimas não realizam fotossíntese,
absorvendo nutrientes, através de matéria orgânica (BRITO; CRIBB, 2005).
2.1.5 Importância e produção
Espécies do gênero Vanilla sp., principalmente (Vanilla planifolia Jacks) a
Baunilha é utilizada pela indústria alimentícia, na aromatização de bolos, sorvetes,
balas e doces (CAMPOS, 2008; CANTUARIA et al., 2018). Os caules de
(Dendrobium densiflorum Lind), são utilizados na dieta de populações da Ásia
oriental, principalmente chineses, por ter em sua composição, ésteres e ácidos
aromáticos simples, tendo uso medicinal, por suas propriedades anticancerígenas
(FAN et al., 2001; CHEN et al., 2008). Outro exemplo é o salepo, um tipo de farinha
extraído das raízes tuberosas de algumas orquídeas endêmicas da Turquia, consiste
em um liquido adocicado, que tem consistência gelatinosa, este vem sendo utilizado
como espessante para sorvetes e afrodisíaco (ROBERTS; DIXON, 2008).
As orquídeas têm importância socioeconômica no comércio de ornamentais,
através do mercado de flores de corte e venda de mudas de orquídeas envasada
(JUNQUEIRA; PEETZ, 2011). As espécies dos gêneros Catleya, Dendombrium,
Phalaenopsis e Oncidium são as mais utilizadas nesta atividade econômica
(CAMPOS, 2008). O Brasil está entre os maiores exportadores de flores no mundo,
depois de Equador, Colômbia, China e Índia (IBRAFLOR, 2018). O setor gera
faturamento de aproximadamente 8 bilhões de reais, com a venda de
aproximadamente 2 milhões de plantas e mudas de orquídeas anualmente, em

18

exposições como a Expoflora (maior exposição de flores na América Latina) em
Holambra, São Paulo, e através do mercado internacional de orquídeas com a
exportação desta ornamental para países norte americanos e União Europeia
(IBRAFLOR, 2018; JUNQUEIRA; PEETZ, 2014).
2.1.6 Pragas que ocorrem em orquídeas
Entre as práticas de manejo cultural inadequadas, que favorece a ocorrência
de pragas em orquídeas, estão: falta de água causando o estresse hídrico em
orquídeas, utilização de substrato ou recipiente inadequado, compactação do
substrato em vasos e recipientes, adubação química em excesso, aplicação de
agrotóxicos não seletivos, causando a infestação de Arthropodes em orquídeas,
entre eles, insetos e ácaros, reduzindo o crescimento e a produtividade (GOWLAND
et al., 2011; SHIKARI; DIAZ, 2012).
Insetos da Ordem Coleoptera, (besouros) são relatados em orquídeas, entre
eles: Diorymerellus lepagei Monte, 1942; Diorymerellus minenses Monte, 1942;
Diabrotica speciosa Germ.; e Mordelistena cattleyana Champion, 1913, (SHIKARI;
DIAZ, 2012).
Dentre as espécies de cochonilhas relatadas em orquideas, segundo Wolff et
al. (2008) destacam-se: Diaspis boisduvalii Sing, 1869; Parlatoria proteus Curtis,
1843;

Pseudoparlatoria

parlatorioides

Comstock,1883;

Chrysomphalus

fícus

Ash,1880; e Niveaspis cattleyae Lepage, 1942 (GALLO et al., 2002).
Segundo Sangma; Pradhan; Singh (2018) espécies de pulgões são relatadas
infestando orquídeas, entre os quais, destacam-se: Cerataphis lataniae Boisduval,
1867; Cerataphis orquidearum Westwood, 1879; Macrosiphum luteum Buckton,1876;
e Myzus persicae Sulzer, 1776.
Os ácaros da família Tenuipalpidae e Tetranychidae, estão entre as pragas
relatadas em orquídea (MORAES; FLECHTMANN, 2008). Segundo Cating; Hoy;
Palmateer (2010), Wildaniyah; Putra; Suputa (2018) os ácaros-planos-vermelhos, B.
californicus, B. phoenicis, B. oncidii Baker, 1949, T. orchidarum, T. orchidofilo e T.
pacificus (Prostigmata: Tenuipalpidae) são relatados em orquídeas, podendo ser
encontrados em toda parte aérea dessa ornamental. Da família Tetranychidae, o
ácaro rajado Tetranychus urticae Koch, 1836; e o ácaro vermelho Tetranychus
mexicanus Mc., Gregor, 1950 (Prostigmata: Tetranychidae) também são relatados
causando danos em orquídeas (MEENA et al., 2013).

19

2.2 Batata-doce Ipomoea batatas L.

2.2.1 Características botânicas
A batata-doce é uma planta hortícola com características de caule herbáceo,
hábito prostrado e rastejante, atingindo em média 3m de comprimento, e folhas
largas com pecíolos longos (SIMÃO-BIANCHINI, 1998; EMBRAPA, 2008). O ciclo
da batata-doce é composto por uma etapa vegetativa e reprodutiva (SIMÃOBIANCHINE, 2001). Na etapa reprodutiva ocorre o florescimento com a emergência
de flores hermafroditas e a produção de frutos do tipo cápsula deiscente com 2 a 4
sementes (FILGUEIRA, 2007).
O sistema radicular é composto por raízes laterais e adventícias, que se
concentram entre 8-10 cm de profundidade, próximo a superfície do solo, estas são
originárias dos nós nas ramas (MIRANDA et al., 1995). Também há uma raiz axial
mais profunda, atingindo 80 cm (FILGUEIRA, 2007). Essas raízes secundárias
absorvem nutrientes, acumulando fotossintatos, tornando-se raízes tuberosas
(EMBRAPA, 2008).
2.2.2 Classificação
A espécie tipo da batata-doce (Ipomoea batatas L.) é uma dicotiledônea, que
se insere na Classe das Magnoliopsida, Ordem Solanales, Família Convolvulaceae e
Gênero Ipomoea (SIMÃO-BIANCHINI, 2001). Convolulaceae foi descrita por Jussieu
em 1789 (SIMÃO-BIANCHINI, 1991). Possui cerca de 55 gêneros e mais de 1.900
espécies descritas (JUDD et al., 2009). Os gêneros Convolvulus L., Cuscuta L.,
Jacquemontia Choisy, e Ipomoea L., são os mais relatados (MILLER; RAUSHER;
MANOS, 1999; SIMÃO-BIANCHINI, 2001). O gênero Ipomoea é o que tem o maior
número de espécies (aproximadamente 600 descritas), entre os quais, (Ipomoea
alba L.), (Ipomoea aquatica forsk), (Ipomoea argentea Choisy), (Ipomoea batatas L.),
(Ipomoea carnea Jacq), (Ipomoea horsfalliae Hook), (Ipomoea indica Burm.)
(Ipomoea nil L.), (Ipomoea rosea Choisy) (SIMÃO-BIANCHINI, 1998; FERREIRA;

20

MIOTTO, 2009).
2.2.3 Distribuição geográfica
A batata doce é cultivada mundialmente, em regiões tropicais, subtropicais e
temperadas na América, África, Ásia e Oceania (CARDOSO et al., 2005; EMBRAPA,
2008). Tendo prevalência em países subdesenvolvidos, onde mais de 90% da
produção de batata é obtida, em 111 países, entre eles: África do Sul, Angola
Argentina, Brasil, Bolívia, China, Colômbia, Índia, Moçambique, Nigéria, Suriname e
Venezuela (FAOSTAT, 2019). Essa planta é cultivada em solos montanhosos e de
alta altitude, entre 2.500 e 3.000m, como o Himalaia na China e a cordilheira dos
Andes, entre o Peru e a Colômbia, além disso, a batata tolera a escassez de água e
condições climáticas adversas, entre elas, altas temperaturas e estiagem, podendo
ser cultivada na região amazônica, regiões desérticas e costa do pacifico no Chile e
Estados Unidos (EMBRAPA, 2008).

2.2.4 Aspectos ecológicos da batata-doce
A batata-doce forma uma boa cobertura da superfície, evitando a erosão
(RÓS; TAVARES-FILHO; BARBOSA, 2013). O sistema radicular ajuda a fixar as
partículas do solo, protegendo da degradação pela ação rápida do intemperismo e
radiação solar, conservando as propriedades físicas, químicas e biológicas
(ANDRADE JUNIOR et al., 2012). As raízes da batata-doce promovem aeração e
drenagem do solo, no qual retém água e nutrientes (RÓS, 2017).
O plantio direto utilizando as ramas e raízes da batata-doce ajudam a reverter
a baixa produtividade da cultura da batata em solos compactados, através da
retenção do carbono atmosférico, permitindo o retorno da matéria orgânica perdida
(PEREIRA JUNIOR, et al., 2008). As práticas convencionais de agricultura,
utilizando tratores e maquinas de arado tem eliminado o carbono do solo,
removendo a camada de húmus da superfície, no qual inibe a atividade de insetos e
anelídeos, além de fungos e bactérias decompositores da matéria orgânica (RÓS;
TAVARES-FILHO; BARBOSA, 2013).
Por isso é importante que o agricultor após a colheita, reaproveite ou reutilize
os ramos e raízes da batata-doce, para que estes sejam decompostos e revolvidos
pelo solo, acumulando nutrientes, para serem utilizados por outras plantas em

21

plantio consorciado, devolvendo o carbono para o solo, reduzindo também gases de
efeito estufa, principalmente o óxido nitroso (N2O) (RÓS, 2017).
Os restos vegetais da batata-doce servem de cobertura para o solo,
recuperando a matéria orgânica e melhorando a infiltração da água (ANDRADE
JUNIOR et al., 2012). Protegendo o solo do assoreamento de encostas e
remanescentes de rios (PEREIRA JUNIOR, et al., 2008). Além disso, reduz a
poluição do ambiente, devido reduzir a necessidade de uso de herbicidas e
fertilizantes, evitando o excesso de nitrogênio em ecossistemas terrestres e
aquáticos (AMARO et al., 2017).
2.2.5 Importância e produção
A batata-doce é um alimento quase que indispensável na mesa do
consumidor, por ser fonte de energia e nutrientes, entre eles: amido, carboidratos,
fibras alimentares, proteínas, minerais e vitaminas A B e C (ANDRADE; JUNIOR et
al., 2012). Além disso, a batata-doce é rica em ferro, cálcio e carotenoides
(MINETTO et al., 2018). As ramas de batata podem ser utilizadas na alimentação de
bovinos (silagem), pois têm alto teor energético, consistindo em fonte de proteína
bruta para o gado de corte (MONTEIRO, 2008; VIANA et al., 2011). A batata
também é matéria prima importante na produção industrial de farinha, bolos, doces,
flocos, fécula e álcool (MIRANDA et al., 1989).
A China é o maior produtor mundial de batata-doce, atingindo 96 milhões de
toneladas por ano (FAOSTAT, 2019). O Brasil está entre os 20 maiores produtores
mundiais de batata-doce, sendo o maior produtor desta hortaliça na América do Sul
(FAOSTAT, 2019). No Brasil em 2016, teve uma produção anual de 776.285 t.,
obtidas em uma área plantada 54.123 ha, atingindo produtividade média de 14.515
Kg/há (IBGE, 2017). Os estados brasileiros maiores produtores de batata-doce são:
Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo
(EMBRAPA, 2008). O estado de Alagoas em 2016 produziu 27.420 t. em uma área
de 3.045 ha, obtendo um rendimento médio de 10.182 Kg/ha (IBGE, 2017).

2.2.6 Pragas que ocorrem na batata-doce
Excesso de umidade no solo, condições climáticas desfavoráveis, como altas
temperaturas e estiagem, ausência do manejo cultural e fitossanitário, através da

22

contaminação de material de propagação vegetativa (ramas e raízes), plantas
espontâneas (hospedeiros alternativos de pragas) e excesso de fertilizantes,
resultam no ataque de artrópodes, entre eles, insetos e ácaros fitófagos na cultura
da bata-doce (EMBRAPA, 2008).
Aguiar-Menezes (2002), Bottega; Rodrigues; Peixoto (2009) elenca os
insetos-praga que ocorrem na batata-doce, broca-da-batata-doce Euscepes
postfasciatus, Fairmaire 1885, (Coleoptera: Curculionidae); e a broca-das-hastes
Megastes pusialis, Snellen, 1875 (Lepidoptera: Pyralidae), (MIRANDA et al., 1995).
Pragas secundarias também são relatadas na batata, segundo Miranda et al.,
(1989) larva-arame Conoderus sp, (Coleoptera: Elateridae); as vaquinhas Diabrotica
speciosa,

Germar,

1824;

Diabrotica

bivittula

Kirsch,

1883;

Sternocolaspis

quatuordecimcostata, Orl. e Maricone, 1954; e o negrito Typophorus negritus
Fabricius, 1801(Coleoptera, Chrysomelidae), são relatadas causando danos as
folhas e raízes da batata (GUIMARÃES et al., 2014).
O ataque de ácaros na cultura da batata-doce é pouco relatado, porém
algumas

espécies

estão

presentes

na

cultura

causando

injurias,

especialmente:Tetranychus ludeni Zacher, 1913; Tetranychus desertorum Banks,
1900 e T. urticae (Prostigmata: Tetranychidae) (CASTRO et al., 2012; SILVA et al.,
2017). O ácaro branco Polyphagotarsonemus latus Banks, 1904 (Prostigmata:
Tarsonemidae) e os ácaros-planos-vermelhos B. phoenicis e B. californicus
(Prostigmata: Tenuipalpidae) também ocorrem ocasionalmente na batata-doce
(MIRANDA et al., 1995).

2.3 Os Ácaros: classificação e características gerais

Ácaros pertencem ao filo Arthropoda, subfilo Chelicerata, classe Arachnida e
subclasse Acari (KRANTZ et al., 2009). São organismos de tamanho reduzido,
variando de cerca de 0,8 milímetros a 3 centímetros, têm corpo indiviso, ou seja, não
segmentado,

apêndices

articulados

e

exoesqueleto

externo

(MORAES;

FLECHTMANN, 2008). Estes artrópodes têm um gnatossoma, onde se localizam os
palpos e queliceras. Além disso, exibem padrões morfológicos distintos, havendo
espécies que se diferenciam pelo formato do corpo, podendo ser ovoides, achatada
e vermiforme (KRANTZ et al., 2009).
A região completa do corpo dos ácaros chama-se idiossoma. Cada região do

23

corpo recebe denominações especificas (MORAES; FLECHTMANN, 2008). O
gnatossoma é a região anterior do corpo dos ácaros, onde se encontra o aparelho
bucal, palpos e quelíceras (EVANS; CROMROY; OCHOA, 1998). A região em que
se introduzem os dois pares anteriores de pernas recebe o nome de propodossoma.
Os dois pares posteriores constituem o metapodossoma, que é uma região anterior
ao último par de pernas chamado de opistossoma (AGUIAR-MENEZES et al., 2007).
Geralmente os ácaros adultos têm quatro pares de pernas, exceto no primeiro
estágio do desenvolvimento (a larva) que tem apenas três pares de pernas (EVANS;
CROMROY; OCHOA, 1998).
Segundo Krantz et al. (2009) existem diferenças na quantidade de pernas dos
ácaros quando jovens e mesmo os adultos, sendo esta característica determinada
na larva, primeiro estágio de desenvolvimento, que são observados apenas três
pares de pernas, surgindo o quarto par assim que passa para o segundo instar
(Protoninfa), exceto para os microácaros (Eriophyoidea) que têm apenas dois pares
em qualquer instar. Sendo estas aderidas ou localizadas na região latero-ventral do
idiossoma (MORAES; FLECHTMANN, 2008).

2.3.1 Ordem Trombidiformes

Segundo Krantz et al. (2009) a ordem Trombidiformes é formada por duas
subordens: Prostigmata e Sphaerolichida existem cerca de 40 superfamílias
(WALTER et al., 2009; REZENDE et al., 2012). A ordem Trombidiformes possui
cerca de 491 espécies distribuídas em mais de 50 famílias (LIU; ZANG, 2016).

2.3.2 Subordem Prostigmata

Essa subordem é considerada bastante diversificada e tem aproximadamente
36 superfamílias, incluindo ácaros-praga e espécies de fitoseideos em ecossistemas
terrestre e aquático (KRANTZ et al., 2009; ZAREI; HAJIZADEH; KHANJANI, 2015).
Havendo espécies que se alimentam de matéria orgânica decomposta (saprófagos)
o ácaro da farinha, Tyrophagus putrescentiae Schrank, 1781 (MINEIRO; MORAES,
2002). E outros que são ectoparasitas de animais e insetos (carrapatos Ixodidae e
Argasidae), ácaro da galinha Ornithonyssus bursa Berlese, 1888 (AGUIAR-

24

MENEZES et al., 2007).
Estes ácaros têm idiossoma subdividido, próximo do propodossoma, entre o
terceiro e quarto par de pernas, sendo separadas pelo sulco sejugal (EVANS;
CROMROY; OCHOA 1998). Interno ao gnatossoma encontra-se as quelíceras que
podem ser queladodenteadas (MESA et al., 2009). Os estigmas, quando presentes,
localizam-se junto a base das quelíceras. As pernas são fundidas, podendo ter
tricobótrios (MORAES; FLECHTMANN, 2008).
2.4 Principais famílias de ácaros fitófagos
Ácaros fitófagos se alimentam exclusivamente de plantas. Existe uma
diversidade de ácaros-praga, distribuídos mundialmente em regiões tropicais e
subtropicais. Destacando-se espécies das famílias Tetranychidae, Eriophyidae,
Tenuipalpidae (MORAES; FLECHTMANN, 2008). Estes organismos têm importância
econômica, pois utilizam estiletes quelicerais, onde perfuram as células epidérmicas,
sugando o conteúdo celular, retirando nutrientes das plantas hospedeiras,
resultando em problemas fitossanitários que comprometem a produtividade das
culturas (GUEDES et al., 2007).
2.4.1 Tetranychidae (Acari: Prostigmata: Tetranycoidea)
Tetranychidae é a maior família de ácaros dentro da superfamilia
Tetranychoidea, com aproximadamente 1.300 espécies válidas, pertencentes a 71
gêneros (MIGEON; DORKELD, 2011).
Os gêneros Tetranychus, Eotetranychus, Oligonychus e Panonychus, reúnem
as principais pragas exóticas de plantas cultivadas (PASCHOAL, 1970). Espécies de
ácaros fitófagas importantes pertencem ao gênero Tetranychus. Destacando-se:
Tetranychus evansi Baker e Pritchard, 1960; Tetranychus bastosi Tuttle, Baker e
Sales, 1977; T. urticae; Tetranychus cinnabarinus Boisduval, 1867; T. desertorum e
T. mexicanus (FERRAGUT; LUQUE; PEKAS, 2013).
Uma das características de tetraniquideos consiste na formação de teia sobre
as plantas, o qual reduz a capacidade fotossintética das culturas, pela diminuição da
transpiração das folhas (NICASTRO; SATO; SILVA, 2010). A teia produzida protege
os ácaros da chuva, permitindo a fuga do ataque de ácaros predadores (ESTEVES
FILHO et al.,2010).
As espécies T. urticae e T. mexicanus são polífagos, sendo relatado em mais

25

de 600 espécies de plantas diferentes: Annona muricata, (graviola), A. squamosa
(pinha), Gerbera jamesonii (Adlam) (gérbera), Citrus sp., Gossypium hirsutum (L)
(algodão), Manihot esculenta (Crantz), (mandioca), Zea mays (L) (milho), Vigna
unguiculata. (L). (Feijão) (MORAES; FLECHTMANN, 2008; BERNARDI et al., 2010;
SATO et al., 2011). Tetranychus evansi também é uma espécie fitofaga de
importância econômica, que difere das espécies anteriores, porque é uma praga
mais restrita as plantas da família Solanaceae, podendo citar, Solanicum
lycumpersicum (L.) (tomate) (NAVAJAS et al., 2012; TEODORO et al., 2015).
2.4.2 Eriophyidae (Acari: Prostigmata: Eriophyoidea)
A Família Eriophyidae tem 3.442 espécies válidas, pertencentes a 301
gêneros (HAN; ZUO; HONG, 2015). Os principais ácaros pragas relatados na família
Eriophyfidae são caracterizados pela coloração branca ou amarelado, tamanho do
corpo reduzido e de formato distendido, possuindo dois pares de pernas em
qualquer fase de desenvolvimento (MORAES; FLECHTMANN, 2008; LIMA et al.,
2017).
O ácaro-da-necrose-do-coqueiro Aceria guerrerones Keifer, 1965 e o ácaroda-mancha-anelar

Amrineus

cocofolius

Flechtmann,

1994

(Prostigmata:

Eriophyidae), estão entre as principais espécies de eriofideos, ambas as espécies,
tem como hospedeiros plantas da família Arecaceae (Palmaceae), principalmente
palmeiras de importância econômica, como é o caso do coqueiro Cocos nucifera
(L.), dedenzeiros, Elaeis guineensis (Jacq.) Indaiá-do-cerrado Attalea geraensis
(Barb., e Rodr.) (FERREIRA; ARAÚJO; SARRO, 2001; TEODORO et al., 2014;
TEODORO et al., 2015).
2.4.3 Tenuipalpidae (Acari: Prostigmata: Tetranycoidea)
A família Tenuipalpidae (Acari: Prostigmata: Tetranycoidea) foi descrita por
Berlese em 1913 (WELBOURN et al., 2003). Compreendem ácaros pequenos e
corpo achatado, sendo chamados de ácaros-planos ou falsos ácaros da teia (EVANS
et al., 1998; XU; ZHANG, 2018). Os ácaros Tenuipalpidae, têm movimentos lentos e
coloração distinta, dependendo do habito alimentar, variando de verde a vermelha
(MORAES; FLECHTMANN, 2008; BEARD; SEEMAN; BAUCHAN, 2014). Têm
distribuição mundial, sendo encontrados em regiões tropicais e subtropicais da
biosfera (MESA et al., 2009). Tenuipalpidae contém aproximadamente 1100

26

espécies válidas, pertencentes a 38 gêneros (MITRA; ACHARYA; GHOSH, 2018).
As características taxonômicas para ácaros Tenuipalpidae se distinguem
através do formato do corpo, comprimento relativo e posição de setas dorsais,
quetotaxia de setas das pernas, palpo e opistossoma (WELBOURN et al., 2003;
BEARD et al., 2012). O número de segmentos dos palpos é utilizado na
caracterização de diversos gêneros (MESA-COBO, 2005).
Ácaros da família Tenuipalpidae pertencem a Classe Arachnida, Subclasse
Acari, Superordem Acariformes, Ordem Trombidiformes, Subordem Prostigmata
Superfamília Tetranychoidea (KRANTZ et al., 2009).
A Superfamília Tetranychoidea tem um par de peças bucais longas, contendo
estiletes em forma de J (BAKER; TUTTLE, 1987). Tenuipalpidae diferem das demais
famílias da superfamília Tetranychoidea, devido à ausência de uma garra no
penúltimo segmento dos palpos (SAFDARKHANI; ASADI; SEEMAN, 2018). Outra
característica morfológica é a ausência do dorso na região do metapodosoma
(MESA; VALENCIA, 2013).
A família Tenuipalpidae contém uma diversidade de espécies fitófagas,
estando entre as principais: Tenuipalpus haveae Baker, 1945, este ácaro é uma
praga-chave da seringueira (Hevea brasiliensis Muell) (CASTRO et al., 2017).
Tenuipalpus pacificus tem como hospedeiros plantas ornamentais, destacando-se as
famílias Orchidaceae e Polypodiaceae (WILDANIYAH; PUTRA; SUPUTA, 2018).
Dolichotetranychus floridanus Banks, 1990, ataca preferencialmente plantas da
família

Bromeliaceae,

incluindo

o

abacaxizeiro

Ananas

comosus

(L.)

(FLECHTMANN, 1976). O ácaro vermelho Raoiella indica Hirst, 1924, é uma praga
severa de Aricáceas (Palmaceae) e espécies distintas de palmeira, principalmente o
coqueiro Cocus nucifera (L.), (FLECHTMANN; ETIENNE, 2004; MELO et al., 2018).
As espécies citadas encontram-se sobre a superfície inferior e superior das
folhas das plantas hospedeiras, se alimentando da face abaxial do limbo (MORAES;
FLECHTMANN, 2008). Os danos às plantas hospedeiras em fase vegetativa,
acontece através da descoloração das folhas, causando o amarelecimento e a
necrose dos tecidos (UECKERMANN et al., 2018).
Os tenuipalpideos se reproduzem sexuadamente, produzindo fêmeas,
enquanto machos são produzidos assexuadamente, através de partenogênese
arrenotoca (MITRA; ACHARYA; GHOSH, 2018). Em algumas espécies como por
exemplo, B. phoenicis, a reprodução é por partenogênese telitoca com fêmeas

27

gerando fêmeas diploides (RODRIGUES; CHILDERS, 2013). Os machos são
encontrados em um número inferior ao das fêmeas nas colônias e são gerados
através de partenogênese arrenótoca, podendo haver a feminilização destes
organismos, devido à presença de simbiontes bacterianos do Gênero Cardinium
(WEEKS; MAREC; BREEUWER, 2001; GROOT; BREEUWER, 2006).
Sobre o ciclo de vida destes ácaros, passam pelos estágios de ovo, larva,
protoninfa, deutoninfa e adulto, além de estágios de crisálida, (protocrisalida e
deutocrisalida), que não se locomovem (sésseis), porém são fisiologicamente ativos
(KRANTZ et al., 2009).
2.5 O gênero Tenuipalpus Donnadieu
O gênero Tenuipalpus foi descrito por Donnadieu em 1875, tendo
aproximadamente 300 espécies válidas (MESA et al., 2009). No gênero Tenuipalpus
fazem parte espécies fitófagos, pragas de orquídeas, entre eles: Tenuipalpus
orchidarum, T. orchidofilo e T. pacificus (WILDANIYAH; PUTRA; SUPUTA, 2018).
Segundo Safdarkhani; Asadi; Seeman (2018) o gênero Tenuipalpus é
classificado em dois grupos de espécies com base no número de setas
dorsolaterais: o grupo caudatus com sete pares de setas dorsolaterais no
opistossoma (f2 presente) e o grupo protéico com seis pares de setas dorsolaterais
(f2 ausente) (CASTRO et al., 2016).
As principais caraterísticas taxonômicas para classificação de Tenuipalpus
são: forma do corpo, comprimento relativo e posição de setas dorsais; quetotaxia e
forma de setas das pernas e do palpo (XU; ZHANG, 2018). Tenuipalpus são
caracterizados pela região do opistossoma entre o III e o IV pares de pernas, mais
estreito que a região anterior (KRANTZ et al., 2009). Palpos com segmentos,
margem do opistossoma com um par de setas flageladas e placas genital e ventral
fundidas (MESA; MORAES; OCHOA, 2006; KHANJANI; KHANJANI; SEEMAN,
2013).

2.5.1 Tenuipalpus pacíficus Baker
Tenuipalpus pacificus foi descrito por Baker, nos EUA, com espécimes
coletados em Phalaenopsis stuartiana em 1943 (DENMARK, 1968). Os ácaros
adultos (machos e fêmeas), têm corpo achatado e cor alaranjada (BHASKAR;

28

MALLIK; SRINIVASA, 2013). Medem entre 0,2 e 0,3 mm de comprimento por 0,2
mm de largura (VEIGA; FLECHTMAN, 1980). As fêmeas de T. pacificus têm
manchas escuras avermelhada no dorso e estrias longitudinais nesta região
(LABANOWSKI; SOIKA, 2011). O macho adulto, tem a mesma aparência geral que
a fêmea, porém de tamanho menor e mais estreito (MORAES; FREIRE, 2001).
A espécie T. pacificus está classificado na Ordem Trombidiformes, Subordem
Prostigmata, Superfamília Tetranychoidea, Família Tenuipalpidae e Gênero
Tenuipalpus (KRANTZ et al., 2009). As principais características taxonômicas deste
gênero são: forma, comprimento relativo, posição de setas dorsais; quetotaxia e
forma de setas das pernas e do palpo (MORAES; FREIRE, 2001).

Os ácaros

tenuipalpídeos são conhecidos pela forma do corpo, sendo denominado de ácaros
planos, porque têm o corpo achatado (WELBOURN et al., 2003; MESA et al., 2009).
Tenuipalpus pacificus são caracterizados pela forma e ornamentação dorsal
do corpo (posição e disposição de estrias longitudinais), número e tamanho de
segmentos dos palpos, número e quetotaxia das setas e posição das placas ventrais
(BEARD et al., 2012).
O corpo dos ácaros é estreito nas extremidades (atrás do quarto par de
pernas), nesta região existe um par de setas longas, próximo da extremidade
posterior (LABANOWSKI; SOIKA, 2011). Como observa-se na Figura 1 A, o palpo
contém três segmentos e o terceiro segmento terminal do palpo é reduzido, com
uma seta curta e reta e uma seta mais longa e levemente curvada (MORAES;
FREIRE, 2001). O ácaro T. pacificus têm 4 pares de setas não-flageladas na região
do histerossoma e um par de setas flageladas caudalmente (BHASKAR; MALLIK;
SRINIVASA, 2013) (Fig. 1 B).
Figura 1- Ácaro Tenuipalpus pacificus: detalhe do gnatossoma e palpos (A); conjunto de
setas flageladas (B).

A

B

29

Fonte: FERREIRA, V. A. 2018.

O podosoma é largo e opistossoma estreito, contendo dois pares de setas
metapodossomais medioventrais anteriores, com o par interno mais curto que o par
externo (HATZINIKOLIS, 1986). O ácaro tem dois pares de setas metapodossomais
medioventrais posteriores, com o par interior muito mais longo que o par externo
(LABANOWSKI; SOIKA, 2011). Tenuipalpus pacificus possui um par de setas na
placa ventral e dois pares de setas na placa genital (MORAES; FREIRE, 2001).
Tenuipalpus pacificus se reproduzem sexuadamente, produzindo fêmeas,
enquanto machos são produzidos assexuadamente, através de partenogênese
arrenotoca (MORAES; FLECHTMANN, 2008). Sobre o ciclo de vida de T. pacificus
passa pelas fases de ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto (GONDIM JUNIOR;
OLIVEIRA, 2001; DENMARK, 2009). As fêmeas de T. pacificus iniciam a postura
uma semana após a fecundação, e ovipositam entre 18 a 23 ovos, isoladamente e
em dias alternados, próximo das nervuras central e secundária das folhas (VEIGA;
FLECHTMANN, 1980; XU; ZHANG, 2018). Os ovos são cilindricos, alongados e de
coloração alaranjada (JENÕ; PAL, 2016). Após cerca de 20 dias ocorre a eclosão
das larvas hexápodas, estas passam por três ecdises, completando-se o ciclo entre
25 e 31 dias a temperatura de 28°C (XU; ZHANG, 2018).
2.5.2 Distribuição geográfica
Tenuipalpus pacificus, encontra-se mundialmente em regiões tropicais e
subtropicais em quase todos os continentes, exceto em regiões polares, tendo,
portanto, distribuição cosmopolita (MESA et al., 2009). Após ser registrado pela
primeira vez nos Estados unidos em 1943, o ácaro T. pacificus se disseminou por
regiões do hemisfério sul, sendo registrado no Sudeste asiático e Oceania, em
seguida se espalhando para a América Central e do Sul, pelo intercambio de
material vegetal (bulbos, rizomas, tubérculos) e a importação de mudas de
orquídeas não certificadas, em viveiros comerciais, onde não havia um manejo
fitossanitário (DENMARK, 1968; CARVALHO; RODRIGUES; SANTOS, 2016).
A espécie T. pacíficus é uma das principais pragas de Phalaenopsis
cultivadas em ambiente natural e viveiros comerciais de vários países, entre os
quais se destacam: África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia,
Equador, Estados Unidos, Filipinas, Índia, Indonésia, Inglaterra, Java, Panamá,

30

Paraguai, Polônia e Tailândia (SÁ; MORAES, 2001).
O ácaro foi registrado no Brasil na década de 1970, por Veiga e Flechtmann
(1980) no estado do Pernambuco e posteriormente no Pará, em pteridófitas
(samambaias e avencas), cultivados em vaso em viveiros comerciais e casa de
vegetação.
2.5.3 Plantas hospedeiras
Tenuipalpus pacificus é uma espécie polífago, praga de ornamentais e
frutíferas, tendo como hospedeiro plantas das famílias Orchidaceae e Polypodiaceae
(WILDANIYAH; PUTRA; SUPUTA, 2018). Dentre os gêneros de orquídeas, que tem
espécies hospedeiros de T. pacificus estão: Aerides sp., Calanthe sp., Cattleya sp.;
Cypripedium sp.; Dendrobium sp.; Epidendrum sp., Grammatophyllum sp., Oncidium
sp.; Phalaenopsis sp., Saccolabium sp., (PRITCHARD, 1951).
O ácaro T. pacificus ataca fruteiras nos Estados Unidos e Canadá, sendo
relatado em plantas da família Rosaceae, gêneros Malus Borkh e Pyrus L. Vitis sp.,
(macieira, pereira e videira); além de Rosa L. (roseiras); Prunus (ameixeira, cerejeira
e pessegueiro), Morus L., (amoreira) e plantas da Família Curcubitaceae Cucumis
melo L. (melão) (SÁ; MORAES, 2001; CARVALHO; RODRIGUES; SANTOS, 2016).
2.5.4 Danos e impacto econômico
Altas infestações de T. pacificus, em espécies de Phalaenoplis causam danos
as plantas em fase vegetativa e reprodutiva, pois o ataque dos ácaros, causam a
morte dos folíolos e folhas senescentes, além de inibir a emergência de botões
florais e a disponibilidade de flores em qualquer época, reduzindo a beleza e a
atratividade (MORAES; FREIRE, 2001; JENÕ; PAL, 2016).
Os ácaros adultos e formas imaturas encontram-se sobre a face superior e
inferior das folhas, e com o auxílio de estiletes quelicerais, perfuram as células
epidérmicas, sugando o conteúdo celular, removendo a clorofila da superfície foliar,
o qual reduz a capacidade fotossintética da planta (AGUILAR; MURILLO, 2008).
Como observa-se na Figura 1 A, as áreas lesionadas, têm manchas
prateadas, em seguida amarronzadas, estas surgem a partir da base das folhas,
margeando as nervuras central e secundaria e se espalhando por toda a folha
(VEIGA; FLECHTMANN, 1980; BHASKAR; MALLIK; SRINIVASA, 2013). O ataque
de T. pacificus causa a descoloração das folhas, através de manchas escuras e

31

esverdeadas do limbo foliar (WILDANIYAH; PUTRA; SUPUTA, 2018) (Fig. 2 B).
Figura 2- Ácaro Tenuipalpus pacificus: injúria em folha de Phalaenopsis sp., (A); destaque das
manchas escuras e esverdeadas no limbo foliar (B).

A

B

Fonte: SILVA, R. L. 2018

As lesões alimentares, causado pelo ataque de T. pacificus, começam na
área apical das folhas, e se estende em direção as margens, sendo observadas
lesões na parte média da lâmina, em seguida colonizando toda a folha
(LABANOWSKI; SOIKA, 2011). O ácaro causa a clorose e necrose da superfície
adaxial da folha, em seguida ocasionando a morte dos folíolos, gemas e
posteriormente a seca da planta (CATING; HOY; PALMATEER, 2010).

2.6 O gênero Brevipalpus Donnadieu
O gênero Brevipalpus Donnadieu 1875 possui aproximadamente 280
espécies descritas (MESA et al., 2009). Três espécies de Brevipalpus são relatadas
como importantes pragas agrícolas, relacionadas com a transmissão de vírus as
culturas, B. phoenicis, B. obovatus e B. californicus (CHILDERS; RODRIGUES;
WELBOURN, 2003; NAVIA et al., 2013).
Brevipalpus phoenicis transmite o vírus Citrus leprosis vírus nuclear type
(CiLV-N) e tipo citoplasmático cytoplasmic type (CiLV-C), causador da doença
leprose em citros, é vetor do vírus Coffee ringspot (CoRSV) que causa a doença
mancha-anular em cafeeiros (KUBO et al., 2010; RODRIGUES; CHILDERS, 2013;
TASSI et al. 2017). Brevipalpus californicus é vetor do vírus Orchid fleck vírus (OFV),
causador da doença mancha em orquídea (KONDO et al., 2006; KITAJIMA;
NOVELLI; ALBERTI, 2014). Brevipalpus obovatus ocorre em plantações de
maracujá, Passiflora edulis (Sims), sendo vetor do vírus Passion Fruit Green Spot
(PFGSV),

que

causa

a

doença

pinta

verde

do

maracujá

(NORONHA;

32

CAVALCANTE, 2011).
A divisão do gênero Brevipalpus é feita com base no formato do corpo,
número de setas dorsais do opistossoma, número de solenideos no tarso da perna II
e número de segmentos e setas no palpo (WELBOURN et al., 2003). Brevipalpus
tem idiossoma oval, palpo com quatro segmentos, cinco ou seis pares de setas
dorsolaterais e placas genitais e ventrais separadas (MESA; VALENCIA, 2013;
BEARD et al., 2015).
2.6.1 Brevipalpus californicus Banks
Brevipalpus californicus foi descrito por Banks nos EUA em 1904 em
espécimes coletados em citros (DENMARK, 2009). Os ácaros possuem corpo
achatado, coloração alaranjado, com manchas vermelha-escura no dorso e tamanho
reduzido, medindo entre 0,2 e 0,3 mm de comprimento (Fig. 3) (WELBOURN et al.,
2003).
Figura 3- O ácaro Brevipalpus californicus

Fonte: SILVA, R. L. 2019

A espécie B. californicus está classificado na Ordem Trombidiformes,
Subordem Prostigmata, Superfamília Tetranychoidea, Família Tenuipalpidae e
Gênero Brevipalpus (KRANTZ et al., 2009).
As características morfológicas para diferenciar B. californicus de outras
espécies do gênero Brevipalpus, segundo Welbourn et al. (2003) são o padrão de
reticulação dorsal do histerossoma, padrão de reticulação dorsal e ventral do
opistossoma, número de setas dorsais, número de segmentos no palpo, quetotaxia
das pernas (número de solenideos no tarso da perna II (ômega)). Beard et al. (2012)
desenvolveram estudos taxonômicos, através da descrição do formato da
espermateca em B. californicus, auxiliando na identificação e diferenciação das

33

espécies de Brevipalpus.
É característica de B. californicus ter sete pares de setas laterais no
histerossoma (HALAWA; FAWZY, 2014). Brevipalpus californicus possui dois
solenideos no tarso II (BAKER, 1949; MONJARÁS-BARRERA et al., 2016). Os
palpos contem quatro segmentos na região do gnatossoma (MESA-COBO, 2005).
Como observa-se na Figura 4 A, placas ventral e genital separadas (UECKERMANN
et al., 2018). Brevipalpus californicus tem o par de setas f2 retido na região dorsal do
opistossoma (WELBOURN et al., 2003) (Fig. 4 B).
Figura 4- Ácaro Brevipalpus californicus: região ventral genital (A); opistossoma dorsal posterior (B).

A

B

Fonte: BEARD, J. J. 2012

As fêmeas de B. californicus depositam os ovos sobre as folhas, próximo das
nervuras em fendas, exuvias e cavidades nas folhas das plantas hospedeiras
(MESA-COBO, 2005). Os ovos são esféricos de coloração alaranjado-intenso, o
período de incubação varia de 8 a 15 dias, completando o ciclo de vida desses
ácaros entre 15 e 25 dias a temperaturas de 27°C (CHILDERS; FRENCH;
RODRIGUES, 2003a; BASTIANEL et al., 2006).
Segundo Childers et al. (2001) a reprodução de B. californicus ocorre por
partenogênese telitoca, com fêmeas gerando fêmeas diploides. Sobre o ciclo de
vida, B. californicus passa por quatro fases móveis: larva, protoninfa, deutoninfa e
adulto, e três imóveis chamados de crisalida: protocrisálida, deutocrisálida e
telocrisálida (CHILDERS; RODRIGUES, 2011; KITAJIMA; NOVELLI; ALBERTI,
2014). A larva tem coloração alaranjada e 3 pares de pernas, a fase de protoninfa
um pouco maior que a larva com 4 pares de pernas e a deutoninfa do mesmo
tamanho (WELBOURN et al., 2003).
2.6.2 Distribuição geográfica

34

Ácaros Brevipalpus, encontram-se nas regiões tropicais e subtropicais da
biosfera, em países das Américas, África, Ásia e Oceania, exceto em regiões
desérticas e polares árticas (MESA et al., 2009).
Segundo Childers e Rodrigues (2011) Brevipalpus californicus foi relatado na
Guatemala, com espécimes coletados em laranjeira doce Citrus sinensis (L.). Nos
Estados Unidos, o ácaro B. californicus, foi relatadado em citros, nos estados da
California, Florida e Texas (CHILDERS et al., 2003). Este ácaro é uma praga
importante de orquídeas, e ocorre ocasionalmente em plantios de batata-doce, em
países do hemisfério sul, entre eles: África do Sul, Angola, Argentina, Austrália,
Brasil, Colômbia, Congo, Coreia, Costa Rica, Egito, Guiana, Guatemala, Honduras,
Índia, Indonesia, Japão, Líbia, Malásia, Mauritânia, México, Moçambique, Nepal,
Papua Nova Guine, Paraguai, Senegal, Sri Lanka, Tailândia, Zimbábue e Venezuela
(KITAJIMA; RODRIGUES; FREITAS-ASTUA, 2010; RODRIGUES; CHILDERS,
2013).
2.6.3 Danos e impacto econômico
O ataque de B. californicus as plantas hospedeiras, causam lesões no caule,
folhas e frutos das plantas hospedeiras (CHILDERS; FRENCH; RODRIGUES,
2003a). Com o auxílio de estiletes, estes ácaros, perfuram as células epidérmicas do
tecido foliar, sugando todo o conteúdo celular, e ao mesmo tempo injetam saliva em
folhas senescentes, formando bolhas no caule, ramos e brotações das plantas
infestadas (BASTANIEL et al., 2006).
A espécie B. californicus transmite o vírus Citrus leprosis virus, nuclear type
(CiLV-N) em citros, e orchid fleck virus (OFV) em orquídeas, causando o
amarelecimento das folhas, como observa-se na Figura 5 B, e a necrose dos tecidos
(KONDO; MAEDA; TAMADA, 2003; KITAJIMA; CHAGAS; RODRIGUES, 2003). Nas
folhas ocorre manchas necróticas circulares de coloração marrom circundados por
um halo amarelo, podendo aparecer lesões corticosas nos ramos e folíolos
(CHILDERS; RODRIGUES, 2011).
Figura 5- Ácaro Brevipalpus californicus: ramos de batata-doce infestados (A); amarelecimento das
folhas de Ipomoea batatas L. (B).

35

A

B

Fonte: SILVA, R. L. 2019

No Brasil, o ácaro B. phoenicis e B. californicus geram prejuízos de em média
90 milhões de dólares anualmente com a compra de acaricidas para o controle
desse ácaro vetor da leprose em citros no sudeste do Brasil, principalmente no
sudoeste mineiro e em São Paulo, onde a área plantada é de aproximadamente
465.635 hectares, e a safra de laranja foi de 288,29 milhões de caixas em 2018
(FUNDECITRUS, 2019).

2.6.4 Plantas hospedeiras
Segundo Childers; Rodrigues e Welbourn (2003) Brevipalpus californicus
infesta em média 316 espécies de plantas (entre frutíferas e ornamentais), Miranda;
Navia; Rodrigues (2007) relataram B. californicus em espécies das famílias
Araleaceae (Schefflera arboricola Hayata) e Euphorbiaceae (Acalypha wilkesiana
Müll.), (Breynia nivosa Small).
Monjarás-Barrera et al. (2016) relataram a presença de B. californicus, em
espécies das famílias Rubiaceae e Rutaceae Citrus, Casimiroa sp., (Casimiroa
pubescens Ramirez) e Gardenia sp., (Gardenia jasminoides Ellis).
Denmark (2009) relata os gêneros de plantas hospedeiras de B. californicus,
entre eles: Anthurium sp., Antidesma sp., Citrus sp., Cocos sp., Croton sp.,
Euphorbia sp., Gardenia sp., Heliconia sp., Ligustrum sp., Lycaste sp., Hibiscus sp.,
Jacaranda sp., Magnolia sp., Malus sp., e Solanum sp.,
Kondo; Maeda; Tamada (2003), Kitajima; Rodrigues; Freitas-Astua (2010)
relataram os gêneros de orquídea que tem espécies hospedeiros de B. californicus,
entre eles: Angraecum sp.,orquídea-cometa (Angraecum sesquipedale Schltr);

36

Brassia sp., orquídea-brassica (Brassia koehlerorum Schltr.); Bulbophyllum sp.,
cigarra-verde (Bulbophyllum falcatum Lindl.); Cattleya sp., orquídea-Catleia (Cattleya
labiata Lindl.), (Cattleya walkeriana Gardner); Colmanara sp., conhecida por
orquídea colmanara (Colmanara wildcat carmela); Cymbidium sp., Orquídeacimbídio

(Cymbidium

dayanum

Swartz);

Dendrobium

sp.,

olhos-de-boneca,

(Dendrobium acaciifolium J.J.Sm.); Liparis sp., ―taquarinha-parasita‖ (Liparis
cogniauxiana Barros); Maxillaria sp.,; Oncidium sp., orquídea chuva-de-ouro
(Oncidium baueri Lindl.), (Oncidium rigbyanum Paxton); Phaius sp., orquídea da
terra, Phalaenopsis sp. mini orquídea, orquídea-borboleta (Phalaenopsis amabilis
Blume).

2.7 Produtos alternativos utilizados no controle de pragas

2.7.1 Calda Sulfocálcica

A calda sulfocálcica, têm gases tóxicos em sua composição, entre eles, o
sulfeto de hidrogênio (H2S) e o dióxido de enxofre (SO2) (ABOTT, 1945). Também
tem ácido sulfídrico, sulforoso e pantatênico, tendo, função acaricida, fungicida e
inseticida (PENTEADO, 2010). Este inseticida alternativo, quando aplicado sobre as
plantas reagem com a água e gás carbônico, sendo toxico para os ácaros, impedindo
que esses artrópodes completem o ciclo de vida, inibindo a formação de ovos,
eclosão de larvas e a formação de adultos (PATTARO, 2003; SOTO, 2013). O efeito
letal da calda sulfocalcica sobre os ácaros, deve-se a interferência na respiração
celular, inibição da fosforilação oxidativa, e transporte de elétrons, interrompendo a
síntese de energia e ATP (adenosina trifosfato) (IRAC, 2007).
Além disso, a calda ajuda a conservar a fertilidade do solo, oferecendo macro
e micronutrientes indispensáveis aos vegetais, (enxofre e polissulfetos de cálcio).
Ambos aumentam a capacidade fotossintética das plantas, garantindo nutrientes as
folhas e tornando as plantas resistentes ao ataque de ácaros fitófagos (ANDRADE;
NUNES, 2001).
A calda é preparada de acordo com a metodologia proposta por Guerra
(1985) e Penteado (2010), sendo a fabricação feita a quente, para isso necessita de
enxofre, cal virgem e água. Inicialmente esses compostos são dissolvidos em

37

recipiente de metal. A mudança de coloração da calda, de amarelo para vermelhopardo, indica que a calda está pronta. Depois disso, necessita deixar a calda em
descanso por um dia e em seguida coar o sobrenadante em peneira de nylon,
utilizando malha de aproximadamente 0,8 mm. Coletar somente o sobrenadante
com uma vasilha, recolhendo a parte liquida que deve ser rapidamente envasada em
recipientes bem vedados.
O areômetro de Baumê é utilizado para medir a densidade da calda, sendo
considerada ideal, em torno de 30 a 32º Baumê (1 a 2%). Os preparos de
quantidades menores da calda devem ser feitas reduções proporcionais nas
quantidades dos ingredientes (VENZON et al., 2010).
A calda sulfocalcica é utilizada no controle de Artrópodes, entre eles insetos e
ácaros fitófagos na citricultura e cafeicultura tendo efeito tóxico e residual. Andrade;
Pattaro; Oliveira (2011) avaliaram o efeito residual da calda sulfocálcica em frutos de
laranjeira infestados com B. phoenicis, pulverizados em campo, estes foram
protegidos com copos plásticos. Após um mês de aplicação no campo, os resíduos
da calda sulfocálcica ainda estavam presentes.
Teodoro et al. (2005) avaliaram o efeito do enxofre, utilizando a CL90, sobre o
ácaro fitoseideo I. zuluagai, e o ácaro fitófago Olyngonychus ilicis (McGregor)
(Prostigmata:Tetranychidae) em cafeeiro, realizando bioensaios em laboratório,
sendo que após sete dias de exposição do produto, os ácaros mortos, foram
estimados por taxa instantânea de

crescimento (ri), o ácaro I. zulugai foi mais

tolerante ás concentrações de 0,25 a 12,00 g/L de calda sulfocálcica, ao contrário
de O. ilicis, que teve a população extinta, utilizando a concentração de 0,04 e 1,36
g/L.
2.7.2 Cal virgem hidratado
A cal hidratada é uma substancia alcalina e altamente corrosiva (ANDRADE;
NUNES, 2001). Segundo Penteado (2010) para proceder a hidratação da cal virgem
deve-se colocar o produto em recipiente de metal ou tonel, em seguida adicionar
água e esperar por aproximadamente 24 horas, para que seja obtido o leite de cal.
Deve-se formar uma pasta pouco mole, que irá aquecer pela hidratação da cal,
havendo uma reação exotérmica. Após o resfriamento do pó, colocar 20 a 30 litros
de água, obtendo um leite de cal. A concentração sugerida para solanáceas de 3
mL/L (ANDRADE; NUNES, 2001).

38

2.7.3 Detergente liquido
A remoção de cera, o desalojamento de artrópodes e o afogamento são
mencionados como mecanismos letais em detergentes. Os detergentes contem
surfactantes, propriedades que diminuem a tensão superficial das soluções,
aumentando sua capacidade de molhar e lavar os artrópodes. Dessa forma sprays
podem desalojar formas móveis de ácaros fitófagos, removendo ninfas e adultos das
folhagens (CURKOVIC; ARAYA, 2004).
O deslocamento dos ácaros promove a morte, reduzindo as colônias. As
soluções de detergentes preenchem as traqueias, constituída de rede de condutos
que permite a troca direta de gases com os tecidos, causando afogamento e morte
de ácaros. Além disso, os detergentes causam Interferência no metabolismo celular
de ácaros, repelência, quebra e destruição das membranas biológicas celulares,
enzimáticas, desenvolvimento juvenil anormal, atividade cáustica, desacoplamento
da fosforilação oxidativa e disrupção do sistema nervoso (CURKOVIC, 2016).
O modo de ação dos detergentes líquidos contra ácaros fitófagos, também
ocorre através da remoção de cera da epicuticula (SANTIBÁÑEZ, 2010). A
epicuticula é composta de hidrocarbonetos e uma camada lipídica externa, no qual
são importantes na impermeabilização de T. pacificus evitando a desidratação
(CURKOVIC et al., 2013). Os tensoativos e surfactantes do detergente penetram
através da epicuticula, removendo a camada de lipídeos, e acarretando em perdas
de água, desidratação e morte dos ácaros (MEDEIROS et al., 2001 ; CURKOVIC et
al., 2019).
O controle de ácaros-praga, geralmente é obtido utilizando concentrações de
detergente, entre 0,5 e 2% (v/v) (CARPIO; CURCOVIK, 2018). Os estágios imaturos
de larvas e ninfas são mais suscetíveis ao efeito tóxico do detergente, exceto na
fase adulta e de ovo, onde são mais resistentes (CURKOVIC; DURÁN; FERRERA,
2013). Sendo constatada por Curkovic (2016) em trabalho de controle utilizando
surfactantes e detergentes SU 120 e Tecsa fruta, avaliou a inviabilidade de ovos de
T. urticae e mortalidade de fêmeas adultas. O primeiro produto foi significativamente
mais ativo causando maior mortalidade de ácaros (menor CL50) para ambos os
instares. Os ovos foram significativamente menos suscetíveis que os adultos a
ambos os detergentes.
Curkovic (2016) utilizou concentrações 0,25% em trabalhos de controle por

39

imersão dos ácaros Panonychus citri (Koch) (Prostigmata: Tetranychidae) e
Brevipalpus chilensis (Baker) (Prostigmata: Tenuipalpidae) causando mortalidade de
17% nas duas espécies citadas, após 24 horas de exposição ao produto.

2.7.4 Óleo de soja
O óleo de soja é recomendado para o controle de ácaros, pulgões,
cochonilhas, lagartas em instares inicial (MICHEREFF FILHO, 2013).
Possui atividade inseticida devido a aderência sobre a cutícula de insetos
bloqueando os orifícios da traquéia matando o inseto e ácaros por asfixia devido ao
bloqueio do oxigênio para a respiração dos insetos e ácaros e ao efeito inseticida de
alguns de seus componentes, principalmente triglicerídeos (MOREIRA et al., 2005).
Pless; Deyton; Sams (1995) avaliaram o efeito do óleo de soja degomado no
controle do ácaro P. ulmi, este autor realizou pesquisa com as hastes e folhas da
macieira infestada, estas regiões das plantas foram imersas em solução
emulsificante, em concentrações de 2,5 e 5%, causando a mortalidade dos ácaros
em 93%.

40

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54

3 Controle alternativo do ácaro Tenuipalpus pacificus (Baker) em
Phalaenopsis sp.

RESUMO
Tenuipalpus pacificus Baker, é uma praga importante de orquídeas em regiões
tropicais e subtropicais, no Brasil, Estados Unidos, Polônia, Filipinas e Indonésia.
Por isto, o objetivo do presente estudo foi testar produtos alternativos no controle de
T. pacificus. Para tal, obteve-se plantas de Phalaenopsis sp., em floricultura no
município de Arapiraca-AL (9.7556° S, 36.6640° W). Foi estabelecida a criação de T.
pacificus em laboratório e a identificação taxonômica utilizando chaves dicotômicas.
Foram montados dois experimentos com produtos alternativos. Para o primeiro,
utilizou-se como tratamentos a calda sulfocálcica (3 mg/L); Cal hidratada (3 mg/L);
Óleo de soja (5 ml/L); Detergente neutro (5 ml/L) e Detergente + óleo de soja (10
ml/L); e, como controle, água deionizada. As parcelas experimentais foram
representadas por unidades experimentais (arenas) adaptadas com garrafa pet de
1,0 cm de diâmetro e 1,0 cm de profundidade e as avaliações ocorreram com 24, 48,
72, 96, 120 e 144 horas após sua montagem. Foram utilizadas 25 repetições para
cada tratamento, totalizando 150 parcelas experimentais em delineamento
inteiramente casualizado. Foram transferidas 150 fêmeas adultas de T. pacificus em
período reprodutivo, no total de 01 espécime por arena, que, em seguida, foram
vedadas com filme plástico transparente. As arenas foram mantidas em B.O.D. (25 ±
2 ºC) com 12 horas de fotofase e UR ± 70%. Utilizando o mesmo método, o segundo
experimento foi montado com base nos resultados obtidos no experimento anterior,
onde o tratamento mais eficiente sofreu diluições de 0,0, 0,3, 0,6, 0,9, 1,2 e 1,5 g/L
em água deionizada. Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância e as
médias comparadas pelo teste de Tukey (P = 0,05). Para tal, utilizou-se o programa
estatístico Assistat 7.7 beta. Análise de Probit foi realizada a fim de determinar as
concentrações letais (CL50, CL90 e CL99) do produto que proporcionaram maior
mortalidade, para tal usou-se o programa estatístico SAS 9.1. Em ambos
experimentos, foi verificada a presença de indivíduos mortos. A calda sulfocálcica,
possui efeito acaricida e fitotóxico sobre T. pacificus, após 72h de exposição ao
produto, causou mortalidade de 100% dos ácaros, seguido dos produtos alternativos
detergente + óleo de soja que em 72h obteve mortalidade de 92% e, também óleo
de soja com 80% dos ácaros mortos no terceiro dia de avaliação. Os produtos
detergente e cal hidratada foram menos eficientes, causando mortalidade de 72% e
100% somente após 120h de avaliação. A CL90 (1,24g/L) foi a mais eficiente, capaz
de causar 90% de mortalidade dos ácaros, após seis dias de avaliação.
Palavras-chave: Trombidiformes. Orquidicultura. Manejo integrado de pragas.

55

ABSTRACT
Tenuipalpus pacificus Baker, is an important pest of orchids in tropical and
subtropical regions, in Brazil, United States, Poland, Philippines and Indonesia.
Therefore, the aim of the present study was to test alternative products in the control
of T. Pacificus. For this, we obtained plants of Phalaenopsis sp., in Floriculture in the
municipality of Arapiraca-AL (9.7556° S, 36.6640° W). The creation of T. Pacificus in
the laboratory and the taxonomic identification using dichotomous keys was
established. Two experiments with alternative products were assembled. For the first
one, it was used as treatments the Sulffocalcia syrup (3 mg/L); Hydrated lime (3
mg/L); Soybean oil (5 ml/L); Neutral Detergent (5 ml/L) and detergent + soybean oil
(10 ml/L); And, as control, deionized water. The experimental plots were represented
by experimental units (arenas) Adapted with a pet bottle of 1.0 cm in diameter and
1.0 cm deep and the evaluations occurred with 24, 48, 72, 96, 120 and 144 hours
after its assembly. Twenty-five replications were used for each treatment, totaling 150
experimental plots in a completely randomized design. 150 adult females of T.
Pacificus were transferred in a reproductive period, in a total of 01 specimen per
arena, which were then sealed with a film transparent plastic. The arenas were
maintained in B.O.D. (25 ± 2 º C) with 12 hours of photophase and RH ± 70%. Using
the same method, the second experiment was assembled based on the results
obtained in the previous experiment, where the most efficient treatment has
undergone dilutions of 0,0, 0,3, 0,6, 0,9, 1,2 and 1,5 g/L in deionized water. The data
obtained were subjected to analysis of variance and the averages were compared by
Tukey test (P = 0.05). For this purpose, we used the statistical program Assistat 7.7
Beta. Probit analysis was performed in order to determine the lethal concentrations
(CL50, CL90 and CL99) of the product that provided higher mortality, the SAS 9.1
statistical program was used. In both experiments, the presence of dead individuals
was verified. The sulfocalcide syrup, has acaricide and phytotoxic effect on T.
Pacificus, after 72h of exposure to the product, caused mortality of 100% of the
mites, followed by alternative products detergent + soybean oil that in 72h obtained
mortality of 92% and also soybean oil with 80% of the mites killed on the third day of
evaluation. The detergent and hydrated lime products were less efficient, causing
mortality of 72% and 100% only after 120h of evaluation. The CL90 (1, 24g/L) was the
most efficient, capable of causing 95% mortality of the mites, after six days of
evaluation.
Keywords: Trombidiformes. Orchid farming. Integrated Pest Management.

56

3.1 INTRODUÇÃO

Tenuipalpus pacificus Baker 1943, foi registrada pela primeira vez em
orquídea Phalaenopsis stuartiana, classificada nos Estados Unidos (DENMARK,
1968). Esta espécie de ácaro tem corpo achatado, movimentos lentos, cor
alaranjada, como manchas escuras no dorso e estrias longitudinais, sendo
encontrado nas regiões tropicais e subtropicais, infestando orquídeas cultivadas em
viveiros comerciais e casas de vegetação (MESA et al., 2009; LABANOWSKI;
SOIKA, 2011).
Phalaenopsis é um gênero de plantas herbáceas, epífita e rizomatosa
(LORENZI; SOUZA, 2008). Existe uma diversidade de espécies híbridos, cujas flores
são de cores e formatos distintos, que variam entre branco, amarelo e rosa. O cultivo
de Phalaenopsis é de importância socioeconômica para os orquidófilos brasileiros,
que faturam em média 8 bilhões de reais anualmente, através do mercado de flores,
e muitas espécies serem comercializadas como planta envasada, gerando
empregos a população (IBRAFLOR, 2018).
Apesar da relevância para a economia brasileira, Phalaenopsis tem sua
produtividade limitada, devido ao ataque de T. pacíficus. Este ácaro se encontra na
superfície superior das folhas de Phalaenopsis, onde causam lesões devido sua
alimentação. Essas lesões se tornam prateadas e em seguida amarronzadas e com
aspecto enferrujado (WILDANIYAH; PUTRA; SUPUTA, 2018), com a evolução das
injúrias as folhas tornam-se amareladas e necrosadas, seguido da seca das folhas e
queda prematura, inibindo a emergência de folíolos, gemas e botões de flores,
posteriormente causando a morte da planta (LABANOWSKI; SOIKA, 2011) ou reduz
a beleza e atratividade característica da mesma, comprometendo a venda e
comercialização de mudas de orquídeas, cultivados em orquidários e floriculturas
(SHIRAKI; DIAZ, 2012).
Para reduzir os níveis populacionais de T. pacificus, abaixo do nível de dano
econômico é necessário utilizar métodos de controle, entre eles medidas
quarentenárias, biológicos, resistência de plantas e controle químico. Porém, o uso
incorreto de acaricidas sintéticos causa a resistência e a ressurgência de
populações de ácaros fitófagos, promovendo uma possível pressão seletiva nestes
organismos (DENHOLM; DEVONSHIRE; HOLLOMON, 1991).

57

Sob outro aspecto, percebe-se o alto custo financeiro dos acaricidas
sintéticos, sendo oneroso ao produtor de orquídeas (CATING; HOY; PALMATEER,
2010). Diante do exposto, a busca por produtos mais acessível que atendam aos
requisitos de segurança é necessária, pois os produtos alternativos, além de serem
inócuo ao homem, animais e meio-ambiente, têm seletividade aos inimigos naturais
das pragas, biodegradabilidade e aplicabilidade em programas de manejo integrado
de pragas (MIP) (SOUZA et al., 2012; SERRA et al., 2016). Por estes motivos, os
produtos alternativos são cada vez mais requisitados, para uma produção ecológica,
sustentável e que minimize os impactos ambientais (CASTILHOS; GRÜTZMACHER;
COATS, 2018).
Este trabalho teve como objetivo testar produtos alternativos no controle de T.
pacificus em orquídeas do gênero Phalaenopsis.

3.2 MATERIAL E MÉTODOS

3.2.1 Local e coleta de material
A pesquisa foi executada no laboratório de Entomologia/Acarologia da
Universidade Federal de Alagoas, localizado no Campus de Arapiraca- UFAL. As
mudas de Phalaenopsis utilizadas no experimento foram obtidas em floricultura do
município de Arapiraca-AL (9.7556° S, 36.6640° W).

3.2.2 Produtos alternativos utilizados
Foram utilizados como tratamentos cinco produtos alternativos: cal virgem
hidratada 3 mg/L, calda sulfocálcica (Sulfocal®), concentração de 3 mg/L, óleo de
soja 5 ml/L, detergente neutro liquido (Tróia®) na concentração de 5ml/L e a mistura
de óleo de soja + detergente neutro (10 ml/L) 1:1) e como controle água deionizada.

3.2.3 Delineamento experimental
As parcelas experimentais foram representadas por unidades experimentais
(arenas) confeccionadas com os aros de plásticos oriundos da região anterior de

58

garrafas pet (boca), tendo 1,0 cm de diâmetro e 1,0 cm, de profundidade. A base
das arenas foi feita utilizando-se disco de acrílico colado no aro retirado das garrafas
(Fig. 1). Após as arenas confeccionadas sua base foi coberta com papel filtro e
umedecido com água deionizada. Foram utilizadas 25 repetições para cada
tratamento, totalizando 150 parcelas experimentais em delineamento inteiramente
casualizados.
Figura 1 – Unidades experimentais (arenas)

Figura 2– Planta de Phalaenopsis utilizada

utilizadas no bioensaios com produtos alternativos.

para multiplicar os Tenuipalpus pacificus.

Fonte: SILVA, R. L., 2018

Fonte: SILVA, R. L., 2018

Para o estudo do efeito dos produtos sobre adultos, foram transferidos
somente fêmeas adultas em período reprodutivo. Planta de Phalaenopsis (Fig. 2) em
fase de florescimento e isenta de aplicação de pesticidas foi usada para
confeccionar discos foliares de 1 cm de diâmetro, os quais foram imersos durante
cinco segundos na solução de calda sulfocálcica, cal hidratada, detergente neutro e
óleo de soja, sob leve agitação, e colocados para secar a temperatura ambiente por
30 min. Em seguida a este procedimento, os discos foliares foram acomodados em
cada arena e para cada disco foliar foi transferido um (1) espécime adulto.
Posteriormente, as arenas experimentais foram vedadas com filme plástico
transparente, para evitar a fuga do ácaro e a desidratação do disco foliar. Todos os
tratamentos foram mantidos em B.O.D. (25 ± 2 ºC) com 12 horas de fotofase e UR ±
70% (ALVES, 2017). As avaliações dos tratamentos foram baseadas no número de
ácaros mortos, sendo realizadas diariamente ao longo das: 24, 48, 72, 96, 120 e 144

59

horas após a montagem do experimento.

3.2.4 Análise estatística
Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias
comparadas pelo teste de Tukey (P = 0,05). Para tal, utilizou-se o programa
estatístico Assistat 7.7 beta (CARVALHO et al., 2017). Análise de Probit foi realizada
a fim de determinar as concentrações letais (CL50, CL90 e CL99). Para tal, usou-se o
programa estatístico SAS 9.1 (SAS Institute Inc, 2003).
Para a determinação das concentrações letais (CL): CL50, CL90 e CL99, foi
selecionado o produto de maior eficiência. Para isso, o bioensaio foi conduzido nos
mesmos padrões experimentais utilizados nos testes de mortalidade. Utilizando
como tratamentos as concentrações 0,0; 0,3; 0,6; 0,9; 1,2; 1,5 g/L da calda
sulfocálcica e do controle. A avaliação foi realizada durante seis dias, verificando-se
diariamente a mortalidade dos ácaros.

3.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Todos os produtos testados causaram a mortalidade dos ácaros, porém a
calda sulfocálcica, cal hidratada, óleo de soja, detergente + óleo de soja tiveram
efeito tóxico sobre ácaros (Tab. 1). A calda sulfocálcica, após 24h do tratamento,
causou mortalidade de 44% dos ácaros. Esse resultado é estatisticamente
semelhante ao resultado obtido no tratamento que utilizou óleo de soja e detergente
+ óleo de soja.
Tabela 1 – Percentages médias de ácaros Tenuipalpus pacificus mortos, precedidas do Erro
Padrão (±) ao longo do período de avaliação e de acordo com os tratamentos utilizados em
orquídea Phalaenopsis, Arapiraca, 2018.
Tratamento
Calda
Sulfocálcica
Cal
hidratada
Detergente +
Óleo
Água
Detergente
Óleo de Soja

Período de avaliação em horas
72
96

120

144

80 ± 8,16 aA

100 ± 0 aA

-

-

-

16 ± 7,4bc C

24 ± 8,72 bC

60 ± 10 bcB

76 ± 8,72 abAB

84 ± 7,48 abAB

100 ± 0 aA

20 ± 8,1abc C

68 ± 9,52 aB

92 ± 5,54 aAB

96 ± 4 aA

96 ± 4 abA

100 ± 0 aA

0 ± 0c A
12 ± 6,63bc D
32 ± 9,52ab C

0 ± 0 bA
24 ± 8,72 bCD
64 ± 9,80 aB

0 ± 0 dA
44 ± 10,13 cBC
80 ± 8,16 abAB

0 ± 0 cA
68 ± 9,52 bAB
100 ± 0 aA

0 ± 0 cA
72 ± 9,16 bA
-

0 ± 0 cA
72 ± 9,16 bA
-

24

48

44 ± 10,1a B

Mesma letra minúsculas na coluna, os tratamentos não diferem estatisticamente entre si (5% de

60

probabilidade pelo teste de Tukey).
Mesma letra maiúscula na linha, o fator tempo não diferem estatisticamente entre si (5% de
probabilidade pelo teste de Tukey).

Fonte: SILVA, R. L., 2019.

A calda sulfocálcica teve efeito acaricida no controle de T. pacificus, isto se
deve as propriedades químicas da calda, composta de substancias tóxicas aos
ácaros, como enxofre, cálcio e sulfetos (PENTEADO, 2010). Foi utilizada uma
preparação comercial da calda, que quando dissolvida em água quente promoveu
uma reação entre o óxido de cálcio (CaO) (da cal virgem) e o enxofre (S), estas
substancias são alcalinas e corrosivas, causando morte dos ácaros pelo calor
(PENTEADO, 2000; ANDRADE; NUNES, 2001).
No período de 24 horas após a aplicação da calda sulfocálcica, foi observado
mortalidade de 44%, esse aumento da mortalidade dos ácaros logo nas primeiras
horas, corrobora com Casarin (2010) em avaliação da toxicidade da calda
sulfocálcica sobre o ácaro Iphiseiodes zuluagai (Acari: Phytoseiidae) com
mortalidade de 41,7%. Houve um aumento do efeito tóxico da calda sulfocálcica nas
primeiras horas após aplicação da calda, isto se deve ao contato da solução da
calda sulfocálcia com gás carbônico atmosférico, ar e temperatura, pois nessa
reação o enxofre precipita liberando gases tóxicos, entre eles, gás sulfídrico (H2S) e
sulfuroso (SO2) causando a morte dos ácaros expostos aos resíduos (THUELER,
2006; BEERS et al., 2009).
Até o terceiro dia após a aplicação, os tratamentos calda sulfocálcica, cal
hidratada, óleo de soja e detergente + óleo de soja, foram seguidamente tóxicos aos
ácaros testados não diferindo estatisticamente. Apesar dos resultados obtidos com
as soluções de detergente + óleo de soja serem semelhantes estatisticamente aos
outros tratamentos, a calda sulfocálcica foi o tratamento que matou mais rapido,
100% dos ácaros testados em 72 h de aplicação do produto (Tab. 1)., concordando
com os trabalhos de Holb et al. (2003) e Beers et al. (2009) que avaliaram o efeito
da calda sulfocalcica sobre o ácaro Panonychus ulmi (Koch) em macieira com
período de maior toxicidade entre 24 e 72h após a pulverização das plantas,
causando 90% de mortalidade dos ácaros. O efeito tóxico da calda sulfocálcica se
deve a ação de polissulfetos de cálcio (CaSx), porque após a calda sulfocálcica ser
pulverizada na folha ocorre reações em contato com água e gás carbônico,
estimulados pela ação de polissulfetos de cálcio tendo efeito fumegante a

61

Artrhopoda, causando mortalidade dos ácaros testados (PENTEADO, 2010).
Soto; Pallini; Venzon (2013) avaliaram o efeito da calda sulfocalcia sobre o
ácaro rajado T. urticae, em plantios de tomate orgânico, utilizando concentrações
entre (5 e 23% CL90) em bioensaio conduzido em laboratório, reduzindo a população
destes organismos em apenas 23,44% no final da avaliação. A resistência do ácaro
rajado a calda sulfocalcica, segundo os autores, deve-se a pulverização inadequada
de acaricidas em anos sucessivos, entre eles: dimetoato, cihexatin e propargite, em
tomateiro, e diferentes espécies hortícolas, possibilitando que os ácaros sobre
pressão de seleção, se tornem resistentes.
A calda sulfocálcica é indicada no controle de B. phoenicis na citricultura e
cafeicultura, tendo efeito tóxico, fumegante e acaricida (VENZON et al., 2008;
ANDRADE et al., 2011). Apesar de ser comprovada a eficiência da calda
sulfocalcica, não se recomenda o seu uso frequente, pois existe a possibilidade da
população dos ácaros sobre pressão de seleção, tornarem-se resistentes (FRANCO
et al., 2007; CASARIN, 2010). O ciclo biológico curto dos ácaros e a reprodução por
partenogênese promovem o aumento da resistência em novas gerações desses
organismos, necessitando a aplicação de maiores concentrações da calda
(COSTELLO et al., 2007).

No presente estudo, a calda sulfocálcica teve efeito

tóxico sobre T. pacificus, utilizando concentrações baixas, corroborando com
Venzon et al. (2008) que utilizaram concentrações da calda sulfocálcica entre 0,5 e
1,5% no controle do ácaro-vermelho Oligonychus ilicis (McGregor) em experimento
realizado em laboratório, causando mortalidade em 95% da população.
A partir do terceiro dia (72h) todos os tratamentos diferiram da testemunha.
Somente no quarto dia (96h) o óleo de soja proporcionou 100% de mortalidade nos
ácaros.
Barbosa et al. (2002) e Moreira et al. (2005) relatam a aderência de
substâncias de origem lipídica, como ácidos graxos, principalmente triglicerídeos,
estes reduzem a oviposição de Artrópodes, inibindo a eclosão de larvas. O acumulo
de gorduras insaturadas sobre a cutícula de artrópodes, aparentemente pode afetar
o estímulo de setas sensoriais do idiossoma em regiões das pernas dos ácaros
como a tíbia e o tarso, são prejudicadas pela concentração de ácidos graxos e
gorduras insaturadas nessas regiões (OLIVEIRA; OLIVEIRA; MELO, 2003).
A alta mortalidade de T. pacificus quando foi utilizada a concentração de
0,5%, corrobora com o trabalho de Moran et al. (2003) em que avaliaram o efeito do

62

óleo de soja (TNsoy1) em spray, pulverizados em macieira no controle de P. ulmi em
concentrações de 0,5 e 2% (v/v) os autores verificaram que as concentrações do
produto, causaram a mortalidade, reduzindo a população de P. ulmi em 94% nas
folhas infestadas, após sete dias de exposição ao produto.
O detergente é um emulsificante que se adere nas setas da epicuticula,
dissolve-se dentro das células epidérmicas, interferindo no metabolismo celular de
ácaros, através da quebra e rompimento das membranas biológicas celulares,
enzimáticas, além de fosforilação e disrupção do sistema nervoso, causando
desidratação, paralisia e morte de Artrópodes (RIPA et al., 2006; CURKOVIC, 2016).
No quinto dia de avaliação (120h) não houve incremento de mortalidade de
ácaros nos tratamentos que ainda tinham ácaros vivos. O detergente causou uma
mortalidade menor que os outros produtos testados, atingindo o máximo de 72% de
ácaros mortos, concordando com Curkovic; Durán; Ferrera (2013) avaliaram o efeito
de dois detergentes, SU 120 e TecsaFruta, sobre o ácaro B. chilensis (Baker)
(Prostigmata: Tenuipalpidae) utilizando concentrações entre 0,1 e 1,5 v/v, após o
término da avaliação, o tratamento TecsaFruta causou o desalojamento de 20% de
ácaros adultos, e o tratamento SU 120 causou mortalidade de B. chilensis em 90%.
Detergente + óleo de soja causaram a mortalidade dos ácaros em 96% em
quatro dias de exposição do produto. Possivelmente isto ocorreu, porque o óleo de
soja contém lecitinas, que é um emulsificante, que possui afinidade com tensoativos
e surfactantes presentes nos detergentes líquidos. Estas propriedades misturadas
causaram interferência na respiração celular, através da inibição enzimática,
desidratação, em seguida, paralisia e morte dos ácaros (VICENTINI et al., 2015).
Os tratamentos calda sulfocálcica, detergente + óleo de soja e solução de
óleo de soja não diferiram estatisticamente entre si. Apenas no sexto dia (144h)
detergente + óleo de soja e cal hidratada alcançam a mortalidade total dos ácaros
testados. A cal hidratada é composta de óxido de cálcio e magnésio (ANDRADE;
NUNES, 2001). Os hidróxidos de cálcio e magnésio são substâncias alcalinas, que
em contato com a água promovem o efeito caustico, causando a mortalidade dos
ácaros pelo calor (VENZON et al., 2008; FERNANDES; LEITE; MOREIRA, 2008).
Devido ao produto a base de calda sulfocálcica ter tido maior eficiência, sendo
o que causou maior mortalidade em T. pacíficos, determinou-se os valores de suas
concentrações letais, estas foram estabelecidas como parâmetros de escolhas as
CL50 e (0,60 g/L) e CL90 (1,24g/L).

63

Tabela 2 – Análise de Probit para determinação das concentrações letais (CL50 e CL90 e
CL99) do produto alternativo calda sulfocálcica em condições de laboratório (25 ± 2°C; U.R
70 ± 10%).População de ácaros provenientes de orquídea Phalaenopsis. Arapiraca, 2019.
CL50
CL90
CL99
INCLINAÇÃO
X2
P
IC (95%)
IC (95%)
IC (95%)
± EP
0,60g
(0,49 – 0,69)

1,24g
(1,03 – 1,67)

2,25g
(1,67 – 3,80)

2,63

0,45

4,03 ± 0,62

Fonte: SILVA, R. L., 2019.

A eficiência da calda sulfocálcica, no controle de ácaros-praga está
relacionada com a dosagem do produto, conhecimentos fenológicos da cultura e
biológicos da praga, pois concentrações menores tiveram efeito tóxico e acaricida
sobre T. pacificus (MARULANDA; BURITICA; SOTO, 2018). Para o controle de
ácaros fitófagos em cafeeiro e hortaliças em sistemas de cultivo orgânico, as doses
de calda sulfocálcica variam entre 2 a 4% a uma densidade de 28 a 32º Baumé
(PENTEADO, 2000; THUELER, 2006). Neste trabalho a CL90 (1,24g/L) foi capaz de
causar 90% de mortalidade após seis dias de avaliação.
Marsaro Junior et al. (2012) avaliaram o efeito do enxofre no controle dos
ácaros fitoseideos Euseius concordis (Chant) e Galendromus annectens (DeLeon)
causando mortalidade de 85% após quatro dias de exposição ao produto. O efeito
tóxico e acaricida da calda sulfocalcica, também foi comprovado por Thueler et al.
(2014) em aplicação da calda sobre o ácaro vermelho O. ilicis e no fitoseideo I.
zuluagai em cafeeiro, determinando a CL95 3,67 ml/L para O. ilicis sendo estimado
por taxa instantânea de crescimento (ri), no qual houve redução na população de O.
ilicis, causando mortalidade entre 80 e 90% após sete dias de exposição ao produto.

3.4 CONCLUSÕES
Todos os produtos testados causaram elevada letalidade aos ácaros.

A calda sulfocálcica foi numericamente mais eficiente na mortalidade dos ácaros em
relação ao fator tempo.

64

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68

4 Controle alternativo do ácaro Brevipalpus californicus (Banks) em batatadoce, Ipomoeae batatas L.

RESUMO
Brevipalpus californicus (Banks) é considerado uma praga que infesta plantios de
batata-doce em regiões tropicais e subtropicais. Por isto, o objetivo deste trabalho foi
testar produtos alternativos no controle de B. californicus. Para tal, obteve-se plantas
de batata-doce Ipomoeae batatas L. em plantios no município de Feira Grande (9°
54′ 0″ S, 36° 40′ 40″ W) e São Sebastião-AL (23.8063° S, 45.4017° W). Em seguida,
foram transportados para o laboratório de Entomologia e Acarologia da UFAL, no
Campus de Arapiraca, onde foi realizada a triagem e identificação taxonômica dos
ácaros, utilizando chaves dicotômicas especializadas. Para isto, utilizou-se como
tratamentos a calda sulfocálcica (3mg/L); Cal hidratada (3 mg/L); Óleo de soja
(5ml/L); Detergente neutro (5ml/L) e Detergente + óleo de soja (10ml/L); e, como
controle, água deionizada. As parcelas experimentais foram representadas por
unidades experimentais (arenas) adaptadas com garrafa pet de 1,0 cm de diâmetro
e 1,0 cm de profundidade e as avaliações realizadas com 24, 48, 72, 96, 120 e 144
horas após sua montagem. Foram utilizadas 25 repetições para cada tratamento,
totalizando 150 parcelas experimentais em delineamento inteiramente casualizado.
Foram transferidas 150 fêmeas adultas de B. californicus em período reprodutivo, no
total de 01 espécime por arena, que, em seguida, foram vedadas com filme plástico
transparente. Após o período de avaliação, foi verificada a presença de indivíduos
mortos. Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância e as médias
comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância. Entre 24 e 48h (primeiro e
segundo dia), não houve diferença estatística entre os tratamentos, após 96h (quarto
dia) os produtos calda sulfocálcica e detergente + óleo de soja não diferem
estatisticamente, causando mortalidade de 32 e 40%. A calda sulfocálcica e
detergente + óleo de soja continua sendo os produtos mais eficientes, possuindo
efeito fitotóxico e acaricida sobre B. californicus, em 120h (quinto dia), ambos
produtos obtiveram 100% de mortalidade dos ácaros. Detergente e óleo de soja
foram menos eficientes, estes causaram mortalidade de 100% dos ácaros somente
em 144h (sexto dia).
Palavras chave: Ácaro-praga. Bataticultura. Manejo ecológico de pragas.

69

ABSTRACT
Brevipalpus californicus (Banks) is considered a plague that infits sweet potato
plantations in tropical and subtropical regions. Therefore, the objective Ff this work
was to test alternative products in the control of B. Californicus. For this, it was
obtained plants of sweet potato Ipomoeae potatoes L. In plantations in the
municipality of Feira Grande (9° 54′ 0″ S, 36° 40′ 40″ W) and São Sebastião-AL
(23.8063° S, 45.4017° W). They were then transported to the entomology and
Acarology Laboratory of UFAL, at the Arapiraca Campus, where taxonomical
screening and identification using specialized dichotomous keys. For this, It was used
as treatments the sulfocalcia syrup (3mg/L); Hydrated lime (3 mg/L); Soybean oil
(5ml/L); Neutral Detergent (5ml/L) and detergent + soybean oil (10ml/L); and, as
control, deionized water. The experimental plots were represented by experimental
units (arenas) adapted with a pet bottle of 1.0 cm in diameter and 1.0 cm in depth
and the evaluations performed with 24, 48, 72, 96, 120 and 144 hours after its
assembly. Twenty-five repetitions were used to each treatment, totaling 150
experimental plots in a completely randomized design. 150 adult females of B.
Californicus were transferred in reproductive period, in a total of 01 specimen per
arena, which were then sealed with transparent plastic film. After the evaluation
period, it was the presence of dead individuals was verified. The data obtained were
subjected to analysis of variance and the averages compared by the Tukey test at
5% of significance. Between 24 and 48h (first and second day), there was no
statistical difference between treatments, after 96H (fourth day) the products
sulfocalcide syrup and detergent + soybean oil do not differ statistically, causing
mortality of 32 and 40%. Sulfocalic syrup and detergent + soybean oil remain the
most efficient products, possessing phytotoxic and acaricide effect on B. Californicus,
in 120h (fifth day), both products obtained 100% mortality from the mites. Detergent
and soybean oil were less efficient, these caused mortality of 100% of the mites only
in 144h (sixth day).
Keywords: Mite-prague. Potatoes. Ecological Pest Management.

70

4.1 INTRODUÇÃO
Brevipalpus californicus (Banks) foi registrado pela primeira vez nos EUA em
1904 (DENMAKER, 2009). Este ácaro plano é caracterizado pela cor vermelhoalaranjado, corpo achatado e movimentos lentos (WELBOURN et al., 2003). Esta
espécie encontra-se mundialmente em regiões tropicais e subtropicais, sendo
relatado em mais de 316 espécies vegetais diferentes (CHILDERS; RODRIGUES;
WELBOURN, 2003; MESA et al., 2009).
A importância socioeconômica de B. californicus, deve-se aos danos
causados as plantas hospedeiras pela transmissão de vírus, entre eles um
Rhabdovirus, orchid fleck virus (OFV), e Citrus leprosis virus, nuclear type (CiLV-N),
causando o amarelecimento e a necrose das folhas de orquídeas, citros e batatadoce, perfazendo em prejuízos econômicos, através da redução na produtividade e
morte das plantas afetadas (KONDO; MAEDA; TAMADA, 2003).
A batata-doce (Ipomoea batatas L.) é uma dicotiledônea, Convolvulaceae
(FILGUEIRA, 2000), de conformação herbácea, caule rastejante, folhas com
pecíolos longos e raízes tuberosas (FIRON et al., 2009). É uma cultura perene,
porém cultivada como anual, com importância socioeconômica, devido as
propriedades alimentares e nutricionais da batata, consistindo em um alimento
quase que indispensável na mesa do consumidor, por ser fonte de amido (energia e
nutrientes), entre eles: carboidratos, minerais, proteínas e vitaminas do complexo B
(OLIVEIRA et al., 2013). As ramas e raízes podem ser aproveitadas na alimentação
de bovinos e suínos (FIGUEIREDO et al., 2012). Tendo também finalidade industrial,
pois a casca e a farinha da batata servem de matéria prima para confecção de
massas, pães, bolos e doces (REICHERT et al., 2012).
A batata-doce tem alta aceitação entre os agricultores, por ser uma cultura
resistente e cultivada especialmente em regiões de seca e estiagem prolongadas,
tendo uma boa adaptação em solos pobres em nutrientes (AMARO et al., 2017;
EMBRAPA, 2019). Os problemas fitossanitários têm sido um fator limitante na
produção de batata-doce, devido não existir produtos fitossanitários registrados no
MAPA, para a cultura, visando o controle de B. californicus (AGROFIT, 2019). Os
acaricidas químicos constituem estratégias de controle mais utilizadas pelos
agricultores, sendo constante a aplicação de acaricidas em dosagens não testadas,
causando a resistência de ácaros fitófagos, necessitando a aplicação de doses cada

71

vez maiores de agrotóxicos (FRANÇA; RITSCHEL, 2002; MORAES; FLECHTMANN,
2008).
A alta toxicidade dos agrotóxicos e o amplo espectro de ação de suas
moléculas têm reduzido a população de ácaros fitoseideos, aumentando a
ocorrência de B. californicus em plantações de batata (SILVA et al., 2017). Além
disso, os inseticidas têm alto custo, sendo oneroso ao agricultor, devido ao baixo
custo da batata-doce no comércio (FRANÇA; RITSCHEL, 2002).
Diante do exposto, a busca por produtos alternativos que atendam aos
requisitos de segurança é necessária, pois os produtos alternativos, além de serem
inócuo ao homem, animais e meio-ambiente, têm seletividade aos inimigos naturais
das pragas, biodegradabilidade e aplicabilidade em programas de manejo integrado
de pragas (MIP) (MICHEREFF FILHO et al., 2013). Por estes motivos, os produtos
alternativos são cada vez mais requisitados, para uma produção ecológica,
sustentável e que minimize os impactos ambientais (MEDEIROS et al., 2010).
Este trabalho teve como objetivo testar produtos alternativos no controle de B.
californicus na cultura da batata-doce I. batatas L.

4.2 MATERIAL E MÉTODOS
4.2.1 Local e coleta de material
A pesquisa foi executada no Laboratório de Entomologia/Acarologia da
Universidade Federal de Alagoas, localizado no Campus de Arapiraca- UFAL. O
material vegetal utilizado na pesquisa foi procedente de cultivos de batata-doce de
agricultores familiares dos municípios de Feira Grande (9° 54′ 0″ S, 36° 40′ 40″ W) e
São Sebastião-AL (23.8063° S, 45.4017° W). Coletaram-se ramos de batata-doce
infestados com ácaros nos municípios mencionados para iniciar uma criação em
laboratório. Com o estabelecimento da colônia em laboratório pode-se realizar os
tratamentos propostos. Para tal, também foi necessário a coleta de folhas de batata
isentas de ácaros, às quais foram levadas para o Laboratório com o intuito de iniciar
os experimentos. No laboratório as folhas sem ácaros foram lavadas em água de
torneira e postas a enxugar a água sobre as mesmas obtida por o procedimento em
questão.
4.2.2 Produtos alternativos utilizados

72

Foram utilizados como tratamentos cinco produtos alternativos: cal virgem
hidratada 3 mg/L, calda sulfocálcica, (Sulfocal®), concentração de 3 mg/L, óleo de
soja 5 mL/L, detergente liquido neutro (Tróia®) na concentração de 5mL/L e a
mistura de óleo de soja + detergente neutro (10 mL/L) 1:1) e como controle água
deionizada.

4.2.3 Montagem do bioensaio e delineamento experimental
O

experimento

foi

conduzido

em

unidades

experimentais

(arenas)

confeccionadas com a região anterior de garrafas pet (boca), tendo 1,0 cm de
diâmetro e 1,0 cm, de profundidade. A base das arenas foi feita utilizando-se disco
de acrílico colado no aro retirado das garrafas. Após as arenas confeccionadas sua
base foi coberta com papel filtro e umedecido com água deionizada. Foram
utilizadas

25

repetições

para

cada

tratamento,

totalizando

150

parcelas

experimentais em delineamento inteiramente casualizados.
Para o estudo do efeito dos produtos sobre os ácaros, foram transferidas
somente fêmeas adultas em período reprodutivo. Discos de folha de batata doce da
cultivar copinha, com 1 cm de diâmetro foram imersos durante cinco segundos em
solução de calda sulfocálcica, cal hidratada, detergente neutro e óleo de soja, sob
leve agitação, e colocados para secar a temperatura ambiente por 30 min.

Em

seguida a este procedimento, os discos foliares foram acomodados em cada arena e
para cada disco foliar foi transferido um (1) espécime. Posteriormente, as arenas
experimentais foram vedadas com filme plástico transparente, para evitar a fuga do
ácaro e a desidratação do disco foliar. Todos os tratamentos foram mantidos em
B.O.D. (25 ± 2 ºC) com 12 horas de fotofase e UR ± 70% (ALVES, 2017). As
avaliações dos tratamentos foram baseadas no número de ácaros mortos, sendo
realizadas diariamente ao longo das: 24, 48, 72, 96, 120 e 144 horas após a
montagem do experimento.

4.2.4 Análise estatística
Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias
comparadas pelo teste de Tukey (P = 0,05). Para tal, utilizou-se o programa

73

estatístico Assistat 7.7 beta (SILVA; AZEVEDO, 2014).

4.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A calda sulfocálcica nas duas primeiras avaliações (24 e 48 horas) causou
mortalidade dos ácaros estudados, não diferindo estatisticamente dos demais
tratamentos (Tab. 3).
Tabela 3 – Percentagens média de ácaros Brevipalpus californicus mortos, precedidas do
erro padrão (±), ao longo do período de avaliação e de acordo com os tratamentos utilizados
em batata-doce Ipomea batatas L. Arapiraca, 2019.
Período de Avaliação (horas)
Tratamento
Calda Sulfocálcica
Cal hidratada
Detergente +
Óleo
Água
Detergente
Óleo de Soja

24
8 ± 5,5 aD
0 ± 0 aD

48
16 ± 7,4 aCD
0 ± 0 aD

72
32 ± 9,5 aBC
24 ± 8,7 aC

96
40 ± 10 abB
48 ± 10,2 aB

120
100 ± 0 aA
64 ± 9,7 bAB

144
84 ± 7,4 aA

0 ± 0 aC

0 ± 0 aC

12 ± 6,6 abBC

32 ± 9,5 abB

100 ± 0 aA

-

0 ± 0 aA
0 ± 0 aC
0 ± 0 aC

0 ± 0 aA
0 ± 0 aC
0 ± 0 aC

0 ± 0 bA
16 ±7,4 abC
0 ± 0 bC

0 ± 0 cA
20 ± 8,1 bcC
8 ± 5,5 cC

0 ± 0 cA
48 ± 10,2 bB
68 ± 9,5 bB

0 ± 0 bA
100 ± 0 aA
100 ± 0 aA

Médias seguidas da mesma letra não diferem estatisticamente entre si a 5% de probabilidade pelo
teste de Tukey.
Mesma letra minúsculas na coluna, os tratamentos não diferem estatisticamente entre si (5% de
probabilidade pelo teste de Tukey).
Mesma letra maiúscula na linha, o fator tempo não diferem estatisticamente entre si (5% de
probabilidade pelo teste de Tukey).

Fonte: SILVA, R. L., 2019.

A calda sulfocálcica é composta de substancias alcalinas e altamente
corrosivas como a cal hidratada (óxido de cálcio) e o enxofre. O efeito acaricida da
calda, deve-se a estas substancias, gerando calor em contato com a epiderme
cuticular dos ácaros (GUERRA, 1985).

Em 72h a calda sulfocalcia, causou

mortalidade de 32%, não diferindo estatisticamente dos demais tratamentos.
Sobre o efeito tóxico da calda sulfocálcica a Arthropoda, Penteado (2000) cita
a importância da fotossíntese e da respiração celular, para o desenvolvimento das
reações celulares catalisadas por enzimas. Estes mecanismos fisiológicos dissolvem
e liberam polissulfetos de cálcio, produzindo enxofre coloidal, gás sulfuroso e
pentatiônico que irão atuar sobre os organismos causando morte ou interferência na
reprodução e na viabilidade de ovos (ABOTT, 1945; ANDRADE et al., 2010).
O efeito tóxico da calda sulfocálcica em B. californicus, deve-se as
propriedades químicas da calda, composta de óxido de enxofre e polissulfetos de

74

cálcio, sendo altamente tóxicos aos ácaros (PENTEADO, 2000). O presente estudo
concorda com Soto et al., (2010) que avaliaram o efeito do enxofre sobre o ácaro
fitófago Tetranychus evansi (Prostigmata: Tetranychidae) em experimento realizado
em laboratório. Após cinco dias de exposição ao produto, verificou-se que a
concentração entre 1 e 2%, CL95 foi a mais letal, causando mortalidade de 95% dos
ácaros.
O efeito tóxico da calda sulfocálcica em laboratório foi menor do que testes
realizados em campo e casa de vegetação, porque em condições protegidas, as
plantas não têm influência direta dos fatores climáticos ambientais, como
luminosidade, temperatura e oxigênio (BEERS et al., 2009). Estes componentes
abióticos, são necessários para estimular o metabolismo da planta e em seguida
gerar reações na folha, entre os polissulfetos de cálcio, água e gás carbônico
(PENTEADO, 2010). As reações produzem gás sulfídrico e sulfuroso que tem efeito
fumegante, e acaricida sobre insetos e ácaros (ABOTT, 1945; VENZON et al., 2013).
Venzon et al. (2006) avaliaram o efeito da calda sulfocálcica sobre o ácaro P.
latus sobre pimenteira em casa de vegetação, utilizando a concentração de 3 ml/L;
após seis dias da aplicação dos tratamentos, avaliou-se o número final de ácaros
mortos, sendo estimado através de taxa instantânea de crescimento populacional
(ri), obtendo valores negativos (ri= -0,2922), havendo uma redução da população de
P. latus entre 90 -100%. Andrade et al. (2010) avaliaram o efeito residual da calda
sulfocálcica em B. phoenicis em frutos de laranjeira contendo verrugose, no qual
reduziram a população dos ácaros fitófagos, abaixo do nível de dano econômico.
Venzon et al. (2012) avaliaram o efeito do enxofre sobre o ácaro branco P.
latus em pimenteira, e do ácaro predador A. herbicolus, utilizando a concentração de
9,5 mL/L. o valor foi medido através de taxa de crescimento instantânea, havendo
uma redução do crescimento populacional em P. latus. E a população do ácaro
predador A. herbicolus foi completamente extinta tendo, portanto, efeito acaricida
sobre esses ácaros.
No quarto dia de avaliação (96h) os tratamentos calda sulfocálcica e
detergente + óleo de soja foram os mais eficientes, causando mortalidade de 32 e
40%, não diferindo estatisticamente do detergente, apenas do óleo de soja e
testemunha. A calda sulfocálcica e detergente + óleo de soja, mataram mais rapido,
pois foram os únicos produtos que em 120 h causaram 100% de mortalidade dos
ácaros.

75

Oliveira et al. (2017) avaliaram o efeito do óleo de soja degomado sobre o
ácaro A. guerreirones (Acari: Eriophyidae) em coqueiro, utilizando (CL50: 3,04 ml/L),
causando mortalidade de 50%. O efeito tóxico e acaricida do óleo de soja deve-se
as propriedades químicas existentes em sua composição, entre eles: triglicerídeos,
ácidos graxos saturados e insaturados, (ácido palmítico e linoleico), estas
substancias têm cadeias de carbono e ligações químicas saturadas e insaturadas, o
efeito acaricida do óleo de soja, deve-se a presença dessas ligações químicas
saturadas e insaturadas e ao aumento das mesmas (SIMS et al., 2014).
A maleabilidade e aderência de substancias de origem lipídica, como
trigliceirideos e fosfolipideos, na epiderme cuticular de Artropodes, segundo Moreira
et al. (2005) e Meng et al. (2016) alteram o metabolismo das células nervosas,
promovendo o rompimento de membranas celulares, em seguida interrompendo as
sinapses nervosas, causando paralisia e morte dos ácaros. Além disso, ácidos
graxos tem interferência no sistema respiratório em insetos e ácaros, bloqueando os
orifícios da traqueia (espiraculos), causando morte de Artrópodes por asfixia.
Neste estudo foi aplicado detergente neutro na concentração de 0,5%,
causando mortalidade de 100% somente em 144h. Reza; Din; Parween (2010)
relatam que a aplicação de detergente, utilizando concentrações maiores que 2%
são mais eficazes, no que poderia ter causado o aumento da mortalidade de B.
californicus. Em experimento realizado em laboratório foi observado o efeito toxico
de dois detergentes comerciais (Quix e Nobla) sobre o ácaro fitófago Panonychus
citri (Mcgregor) (Prostigmata: Tetranychidae). Os detergentes citados foram
utilizados nas concentrações de 2 a 4 %. Ao término de avaliação, os percentuais de
mortalidade observados para os tratamentos foram, 31,7 e 91,3% respectivamente
(CURKOVIC; ARAYA, 2004).
A ação dos detergentes promove atividade cáustica em contato com a
epiderme cuticular de Artropodes, causando mortalidade de ácaros e insetos pelo
calor, a solução de detergente teve interferência no sistema nervoso e respiratório,
através desacoplamento da fosforilação oxidativa e disrupção do sistema nervoso,
causando paralisia e morte dos ácaros (SZUMLAS, 2002; CURCOVIK, 2016).
Detergente + óleo de soja causaram mortalidade em 100% dos ácaros após
96h. O efeito tóxico da solução de detergente + óleo de soja, deve-se a combinação
de proteínas lecitinas com tensoativos, estas substâncias se aderem sobre a
cutícula de Artropodes, bloqueando os orificios da traqueia, causando a mortalidade

76

destes organismos por asfixia, além de reduzir a oviposição de insetos e ácaros
(MOREIRA et al., 2005; MENG et al., 2016).
4.4 CONCLUSÕES
Os produtos testados causaram 100% de morte dos ácaros ao longo do
período de avaliação, exceto a cal hidratada.
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