Interferência de plantas daninhas na cultura do feijão em sistemas de plantio direto e convencional

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROTEÇÃO DE PLANTAS

RAIMUNDO NONATO GOMES JUNIOR

Interferência de plantas daninhas na cultura do feijão em sistemas de plantio direto e
convencional

Rio Largo
2016

Gomes Junior, Raimundo Nonato.
Interferência de plantas daninhas e na cultura do feijão
(Phaseolus vulgaris L.) em diferentes manejos de solo. /
Raimundo Nonato Gomes Junior. – Rio Largo, 2016.
107 f.: il.
Tese (Doutorado em Proteção de Plantas ) – Universidade
Federal de Alagoas.
Orientadora: Prof.a Dra. Lígia Sampaio Reis.
Co-orientador:
Co-orientador:
1. Phaseolus vulgaris. 2. Plantas daninhas. 3. Sistemas de plantio
I.Título.

RAIMUNDO NONATO GOMES JUNIOR

INTERFERÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO FEIJÃO EM
SISTEMAS DE PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL

Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em
Proteção de Plantas da Universidade Federal de
Alagoas, como parte das exigências para obtenção
do grau de Doutor em Ciências: Proteção de Plantas.

Orientadora: Profa. Dra. Ligia Sampaio Reis
Co-Orientador: Prof. Dr. Abel Washingthon de Albuquerque

Rio Largo
2016

Folha de Aprovação

RAIMUNDO NONATO GOMES JUNIOR

INTERFERÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DO FEIJÃO EM
SISTEMAS DE PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL

Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em
Proteção de Plantas da Universidade Federal de
Alagoas, como parte das exigências para obtenção
do grau de Doutor em Ciências: Proteção de Plantas.

____________________________________________
Profª. Dra. Ligia Sampaio Reis
Orientadora

__________________________________
Prof. Dr. Paulo Vanderlei Ferreira

______________________________
Prof. Dr. Renan Cantalice de Souza

____________________________________________
Dra. Tamara Claudio de Araujo Gomes

A minha vó, Melchiades Virgulina de Lacerda in
memoriam, pelo exemplo de vó à ser seguido,
sabedoria, dedicação, orientação, incentivo, minha
eterna gratidão.
Aos meus pais, irmãos, esposa e filhas ofereço.

Ofereço!

BIOGRAFIA DO AUTOR

RAIMUNDO NONATO GOMES JUNIOR, Filho de Severino Vieira Junior e Judith Gomes
Junior, nasceu em 10 de outubro de 1959, em Delmiro Gouveia, Estado de Alagoas, casado
com Renilda Leonardo Firmino, tendo como filhas: Rayza, Rayanna e Raynara Uchoa Gomes.
Iniciou seus estudos na sua cidade natal, fêz o 2º grau em Maceió. Em agosto de 1979
ingressou na Universidade Federal de Viçosa em Minas Gerais, onde recebeu o Diploma de
Engenheiro Agrônomo em julho de 1983. Em 1987, iniciou o curso de Metrado em
Agronomia “Ciência do Solo” na Universidade Federal Rural de Pernambuco, e 1990 foi
diplomado. Em agosto de 1983, iniciou suas atividades profissionais como Engenheiro
Agrônomo da Usina Triunfo Agroindustrial, em 1984 ingressou no IAA/Planalsucar e em
1990 na Universidade Federal de Alagoas, atuando como Professor nos cursos de Agronomia
e Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias desta Universidade. Em julho de 2012, iniciou o
curso de Doutorado em Proteção de Plantas , também nesta Instituição.

AGRADECIMENTOS

A DEUS, por me tornar apto a desenvolver este e outros trabalhos e certo que ele me
guiará nas tomadas de decisões.
Aos meus pais a, minha esposa e as minhas filhas pelo apoio e incentivo durante todo
período de estudos;
À Universidade Federal de Alagoas – UFAL, onde realizei meus estudos de
doutorado;
À Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Proteção de Plantas do CECAUFAL, Prof.ª Dra. Iraíldes Assunção, pela seriedade e dedicação na condução do curso;
À Professora Dra. Ligia Sampaio, pelo incentivo, amizade, determinação e valiosa
orientação no decorrer do curso;
Ao Prof. Dr. Paulo Vanderlei Ferreira, pela oportunidade concedida para a realização
deste curso e pela orientação, principalmente na parte de estatística;
Ao Prof. Dr. Abel Washigton de Albuquerque pelo apoio orientação e incentivo.
Ao Engº Agrônomo Dr. Jorge Luiz Chavier, pelas orientações, na elaboração do
projeto desta tese, apoio na execução e orientação geral;
Ao Prof. Dr. Laurício Endres, por ceder o laboratório de Fisiologia Vegetal para
análise de área foliar;
Ao Prof. Dr. Gilson Moura, e toda equipe do Setor de Solos do CECA-UFAL pelo
apoio no laboratório e no campo;
Aos Professores do Curso de Pós-Graduação em Proteção de Plantas do Centro de
Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas CECA-UFAL, que contribuíram com
os seus conhecimentos para a minha formação;
Aos Colegas de turma, pela amizade, companheirismo e incentivo;
Aos componentes do Setor de Melhoramento Genético de Plantas do CECA-UFAL,
pela colaboração em todas às etapas do experimento;
Ao funcionário do CECA-UFAL, Luiz Leão da Silva, pela ajuda na condução do
experimento no campo;
Aos funcionários do Setor de Mecanização Agrícola deste Centro, na pessoa de
Agnésio, que não mediu esforços no momento de preparo de solo para implantação deste
experimento;
Aos funcionários da Secretaria de Pós-Graduação deste Centro, pela maneira atenciosa
como sempre nos atenderam;

E a todos que de alguma forma contribuíram direta ou indiretamente, para a realização
deste trabalho.

LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Médias mensais de Precipitação Pluvial (mm) e Temperatura do ar (°C) dos anos
de 2014 e 2015.

Dados da Estação Agrometeorológica, Rio Largo – AL

CECA/UFAL, 2016 ...................................................................................................
............................................................................................................................. 277
Figura 2 - Croqui do experimento, Rio Largo – AL CECA/UFAL, 2016Erro! Indicador não
definido.9

Figura 3 - Rendimento de grãos de feijão em função dos períodos de controle (no limpo) e
convivência (no mato) com as plantas daninhas, no PC, em 2014. Rio Largo -.
CECA/UFAL, 2016 ............................................................................................... 44

Figura 4 - Rendimento de grãos de feijão em função dos períodos de controle (no limpo) e
convivência (no mato) com as plantas daninhas, no plantio direto, em 2014. Rio
Largo -. CECA/UFAL, 2016 ................................................................................. 45

Figura 5 - Rendimento de grãos de feijão em função dos períodos de controle (no limpo) e
convivência (no mato) com as plantas daninhas, no PC, em 2015. Rio Largo -.
CECA/UFAL, 2016. .............................................................................................. 46

Figura 6 - Rendimento de grãos de feijão em função dos períodos de controle (no limpo) e
convivência (no mato) com as plantas daninhas, no plantio direto, em 2015. Rio
Largo -. CECA/UFAL, 2016. ................................................................................ 47

Figura 7 - Massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca de folhas (MSF) e massa seca de
caule (MSC) do feijoeiro, em diferentes épocas de coleta, nos sistemas de PC
(PC) e plantio direto (PD) nos anos de 2014 e 2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL,
2016 ....................................................................................................................... 60

Figura 8 - Taxa de crescimento da cultura (TCC) de feijoeiro, em diferentes épocas de coleta
(DAE),

sob

dois

sistemas

de

plantio.

Rio

Largo-AL.

CECA/UFAL,

2016..........................................................................................................................61

Figura 9 - Índice de área foliar (IAF) de feijoeiro, em diferentes épocas de coleta (DAE), sob
dois sistemas de plantio. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ............................. 622

Figura 10 - Taxa de assimilação líquida (TAL) de feijoeiro, em diferentes épocas de coleta
(DAE), sob dois sistemas de plantio. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ..... 622

Figura 11 - Efeito do período de controle de plantas daninhas na massa seca da parte aérea
(MSPA), do feijoeiro, em diferentes épocas de coleta, nos anos de 2014 e 2015.
Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ................................................................... 666

Figura 12 - Efeito do período de convivência com as plantas daninhas na massa seca da parte
aérea (MSPA), do feijoeiro, em diferentes épocas de coleta, nos anos de 2014 e
2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ......................................................... 698

Figura 13 - Efeito do período de convivência com plantas daninhas na área foliar (AF), do
feijoeiro, em diferentes épocas de coleta, nos anos de 2014 e 2015. Rio Largo-AL.
CECA/UFAL, 2016. .............................................................................................. 71

LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Análise química e física do solo da área experimental. Rio Largo-AL,
CECA/UFAL, 2016. ............................................................................................ 28

Tabela 2 - Espécies de plantas daninhas nos sistemas de plantio direto (PD) e PC (PC) na
cultura do feijão em 2014. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. .......................... 35

Tabela 3 - Densidade de plantas daninhas das espécies que apresentaram os maiores valores
no PC (PC) e direto (PD) 60 dias após a emergência (DAE) em 2014 e 2015. Rio
Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ............................................................................ 37

Tabela 4 - Massa Seca da Parte Aérea (MSPA) das principais espécies de plantas daninhas
infestantes da cultura do feijão aos 10, 20, 30, 40, 50 e 60 DAE, nos sistemas de
plantio direto (PD) e PC (PC) em 2014. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ..... 39

Tabela 5 - Massa Seca da Parte Aérea (MSPA) das principais espécies de plantas daninhas
infestantes da cultura do feijão aos 10, 20, 30, 40, 50 e 60 DAE, nos sistemas de
plantio direto (PD) e PC (PC) em 2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.Erro!
Indicador não definido.2

Tabela 6 - Valores de F das análises de variância da massa seca da parte aérea-MSPA (g m-2)
em 2014 e 2015, em função dos sistemas de PC (PC) e direto (PD) e dos
diferentes períodos de avaliação das plantas daninhas. Rio Largo-AL.
CECA/UFAL, 2016 ...................................................................................................
............................................................................................................................... 42

Tabela 7 - Massa seca da parte aérea (MSPA) do total das plantas daninhas a cada 10 dias do
ciclo da cultura do feijão, em 2014 e 2015, nos sistemas de PC (PC) e plantio direto
(PD). Rio Largo -. CECA/UFAL, 2016. .................................................................. 42

Tabela 8 - Produtividade e massa de cem grãos (MCG) de feijão, de feijoeiro submetido a
diferentes períodos de controle e convivência com plantas daninhas, nos sistemas

de PC (PC) e plantio direto (PD) nos anos de 2014 e 2015. Rio Largo-AL.
CECA/UFAL, 2016. .............................................................................................. 48

Tabela 9 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa
(AbuR), massa seca relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das
plantas daninhas,

no

PC da cultura do feijão em 2014. Rio Largo-AL.

CECA/UFAL, 2016. .............................................................................................. 52

Tabela 10 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa
(AbuR), matéria seca relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das
principais plantas daninhas, no plantio direto da cultura do feijão em 2014. Rio
Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ............................................................................ 52

Tabela 11 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa
(AbuR), matéria seca relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das
principais plantas daninhas, no PC da cultura do feijão em 2015. Rio Largo-AL.
CECA/UFAL, 2016. .............................................................................................. 54

Tabela 12 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa
(AbuR), matéria seca relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das
principais plantas daninhas, no plantio direto da cultura do feijão em 2015. Rio
Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. .......................................................................... 558

Tabela 13 - Densidade de plantas daninhas aos 50 DAE (dias após emergência), nos
tratamentos sem capinas em 2014 e 2015 nos sistemas de plantio direto e
convencional. Rio Largo-AL, CECA/UFAL, 2016. ........................................... 63
Tabela 14 - Valores de F das análises de variância da massa seca da parte aérea-MSPA (g m-2)
em cada período de avaliação do ciclo do feijoeiro, em função dos sistemas de PC

(PC) e direto (PD) e dos diferentes períodos controle das plantas daninhas, em
2014 e 2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ............................................... 63

Tabela 15 - Efeito dos sistemas de PC (PC) e direto (PD) dentro de cada período de avaliação
em relação à massa seca da parte aérea (MSPA) do feijoeiro nos anos de 2014 e
2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ........................................................... 64
Tabela 16 - Valores de F das análises de variância da área foliar (cm-2 planta) em cada período
de avaliação do ciclo do feijoeiro, em função dos sistemas de PC (PC) e direto
(PD) e dos diferentes períodos controle das plantas daninhas, em 2014 e 2015. Rio
Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ............................................................................ 67

Tabela 17 - Efeito dos sistemas de PC (PC) e direto (PD) dentro de cada período de avaliação
em relação à área foliar (AF) do feijoeiro nos anos de 2014 e 2015. Rio LargoAL. CECA/UFAL, 2016. ....................................................................................... 67

Tabela 18 - Valores de F das análises de variância da área foliar (AF) em cada período de
avaliação do ciclo do feijoeiro, em função dos sistemas de PC (PC) e direto (PD)
e dos diferentes períodos de convivência com as plantas daninhas, em 2014 e
2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016. ......................................................... 70

Tabela 19 - Efeito dos sistemas de PC (PC) e direto (PD) dentro de cada período de avaliação
em relação à área foliar (AF) do feijoeiro nos anos de 2014 e 2015. Rio LargoAL. CECA/UFAL, 2016. ....................................................................................... 70

SUMÁRIO
1

INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 177

2

REVISÃO DE LITERATURA....................................................................................... 20

2.1

Interferência de Plantas Daninhas ..................................................................... 2020

2.2

Plantio Convencional – PC e Plantio direto – PD no controle de plantas daninhas .. 23

3

MATERIAL E MÉTODOS ............................................................................................ 26

3.1

Características do Local do Experimento: ............................................................ 26

3.2

Descrição do Experimento: ..................................................................................... 28

3.3

Caracteres Avaliados das Plantas Daninhas: ...................................................... 311

3.4

Caracteres Avaliados do Feijoeiro ......................................................................... 32

4

RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................... 35

4.1
Períodos de Interferência de Plantas Daninhas na Cultura do Feijão (Phaseolus
vulgaris L.) Cultivado nos Sistemas de Plantio Direto e Convencional: ........................... 35
4.2 Fitossociologia de Plantas Daninhas na Cultura do Feijão nos Sistemas de Plantio
Direto e Convencional ............................................................................................................ 49
4.3
Análise do Crescimento do Feijão Sob a Interferência de Plantas Daninhas nos
Sistemas de Plantio Direto e Convencional: ......................................................................... 57
5

CONCLUSÃO ................................................................................................................. 72

REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 74

RESUMO

A cultura do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) destaca-se, por sua importância na
alimentação humana. A baixa produtividade do feijão no Nordeste mostra a necessidade
de mudanças no sistema de produção atual. Entre os diversos fatores que contribuem para
baixa produtividade do feijoeiro, destaca-se a interferência das plantas daninhas. A
adoção de medidas de controle cultural, como o sistema de plantio direto, pode diminuir a
população das plantas daninhas com a consequente redução da necessidade de capinas ou
de aplicação de herbicidas. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo
obter informações relativas à interferência das plantas daninhas no crescimento e
produtividade do feijoeiro nos sistemas plantio direto e convencional nas condições
ambientais dos Tabuleiros Costeiros. Foram realizados dois experimentos, sendo o
primeiro conduzido em 2014 e o segundo em 2015. O ensaio foi instalado em faixas, no
delineamento experimental em blocos casualizados com quatro repetições. Nas parcelas
foram incluídos os sistemas de plantio direto e plantio convencional e nas subparcelas
foram considerados os sete períodos de controle (0, 10, 20, 30, 40, 50 e 60 dias após a
emergência (DAE), a partir dos quais as plantas daninhas foram controladas e sete
períodos de convivência, (0, 10, 20, 30, 40, 50 e 60 dias após a emergência - DAE), a
partir dos quais as plantas daninhas conviveram com a cultura. Foram identificadas 43
espécies e 19 famílias botânicas de plantas daninhas nos dois sistemas de plantio. As
espécies que apresentaram maior índice de valor de importância - IVI foram: Ageratum
conyzoides, Digitaria sanguinalis, Galinsoga parviflora, Cyperus rotundos, Emilia
fosbergii, Richardia brasiliensis e Eleusine indica. As monocotiledôneas apresentaram
maior IVI no plantio convencional, enquanto que nas dicotiledôneas o IVI foi maior no
plantio direto. A espécie Ageratum conyzoides L. (Mentrasto) apresentou a maior
capacidade de competição com a cultura do feijoeiro nos dois sistemas de plantio,
enquanto que a Digitaria sanguinalis (Capim colchão) foi mais importante no sistema
plantio convencional. Por fim, o sistema plantio direto foi superior ao plantio
convencional em termo de controle de plantas daninhas, no aumento dos indicadores de
crescimento e da produtividade do feijão cultivado nas condições pedoclimáticas dos
tabuleiros costeiros.
Palavras-chave: Cobertura do solo. Planta daninha. Período de interferência.

ABSTRACT
The common bean (Phaseolus vulgaris L.) stands out for its importance in human nutrition.
The low productivity of beans in the Northeast of Brazil shows the need of changing in the
current production system. Among the various factors that contribute to low productivity of
bean, it stands out the weed interference. The adoption of cultural control such as no-till
system can decrease the population of weeds by reducing the critical period of interference
and consequently reducing the need for hoeing or herbicide application. Based on the above
considerations, this study aimed to evaluate the weed community and his interference in
common bean grown in no-tillage and conventional tillage systems associated with control
strategies weed. Two experiments were carried out, the first one in 2014 and the second in
2015. They were carried out in a randomized strip block design with four replications. In the
plots were located the tillage systems (no-tillage and conventional tillage) and in the subplots
the seven control periods (0, 10, 20, 30, 40, 50 and 60 days after emergence - DAE), in which
the weeds were controlled and seven periods of coexistence, (0, 10, 20, 30, 40, 50 and 60 days
after emergence - DAE), in which the weed coexisted with the crop. 43 species and 19 plant
families of weeds were identified. The species with the highest importance of value index IVI were: Ageratum conyzoides, Digitaria sanguinalis, Galinsoga parviflora, Cyperus
rotundos, Emilia fosbergii, Richardia brasiliensis and Eleusine indica. The monocotyledons
presented higher IVI in the conventional tillage, while in the dicotyledons the IVI was higher
in no - tillage. The monocotyledons presented higher IVI in the conventional tillage
(Mentrasto) presented a greater capacity of competition with a bean crop in both tillage
systems, since the sanguinary Digital was most important in conventional planting system.
The species Ageratum conyzoides L. presented the greatest capacity of competition with the
bean crop in the two systems, while the Digitaria sanguinalis was more important in the
conventional tillage. Finally, the no-tillage system was superior to the conventional with
respect to weed control, increasing the growth and productivity indicators of the common
bean cultivated under the Coastal Plains soil conditions.
Keywords: Crop covers. Period of interference. Weed.

17

1

INTRODUÇÃO

A cultura do feijão (Phaseolus vulgaris L.) é desenvolvida em aproximadamente 100
países, com elevado número de espécies e variedades, mas a falta de real conhecimento do seu
mercado e ao pequeno consumo entre os países do primeiro mundo, limita a expansão do
comércio internacional, tornando-o de pouca expressão, uma vez que quase todos os países
produtores são também grandes consumidores. Desta forma, torna-se pequeno o excedente
exportável, fato que gera um comércio internacional bastante restrito (CONAB, 2014).
Até 2009, o Brasil foi o maior produtor de feijão do mundo, mas a partir daí perdeu o
posto para a Índia e Myanmar, passando a ser o terceiro maior produtor. Outros grandes
produtores são: China, EUA e o México (CONAB, 2014).
O Brasil é o principal produtor do Mercosul com produção média de feijão de 3,2
milhões de toneladas anuais, seguido da Argentina, com 350,0 mil toneladas, Paraguai, com
56,0 mil toneladas e Uruguai com 3,5 mil toneladas. O Brasil se destaca como o maior
produtor e consumidor, com participação superior a 90% na produção e no consumo. O
consumo médio no período 2009/10 a 2013/14, foi em torno de 3,5 milhões de toneladas por
ano, e as importações na ordem de 260,1 mil toneladas anuais, com a maior parte, de feijão
comum preto de origem Argentina e Chinesa (CONAB, 2014).
Conforme dados da CONAB (2014) na safra 2013/2014 o Brasil produziu 3.511,1 mil
toneladas de feijão com uma produtividade de 1.051 kg ha-1. O Nordeste produziu 780,6 mil
toneladas com produtividade de 462 kg ha-1 e Alagoas produziu 16,4 mil toneladas com
produtividade de 390 kg ha-1 (37% da média brasileira). Esta produtividade é considerada
baixa, principalmente pelo fato do pequeno uso de sementes certificadas e pelo manejo
inadequado da cultura (CABRAL et al., 2011).
O feijão, em conjunto com o arroz, é um prato quase obrigatório na dieta dos
brasileiros, na composição da cesta básica, o produto se destaca por suas qualidades
nutricionais. O feijão é excelente fonte de proteínas e carboidratos, além de possuir baixo teor
de gordura. É um vegetal rústico, de resistência a estresses hídricos e ciclo curto de produção.
É preponderante na dieta das populações de baixa renda e ingrediente de pratos típicos das
diversas regiões do Brasil, como a feijoada, que utiliza feijão preto, e do baião de dois, prato
típico do Nordeste. O feijão continua sendo base da alimentação da maioria da população que
possui deficiência alimentar e destaca-se por ser um produto de alta expressão
socioeconômica (CARBONELL et al., 2010; CARNEIRO; SENA, 2010 ; CONAB, 2014 ).

18

O cultivo de feijão no Brasil, e principalmente no Nordeste, é feito, sobretudo, por
agricultores familiares e o consumo, em torno dos 17 kg hab-1 ano-1 é regionalizado e difere
quanto à cor e ao tipo de grão (CARNEIRO; SENA, 2010). Em Alagoas a participação da
agricultura familiar na produção de feijão equivale a 92% (FRANÇA et al., 2009).
Apesar de sua importância na dieta alimentar, tem sido constatada uma redução no
consumo per capita de feijão no Brasil nos últimos 40 anos em torno de 1% ao ano nesse
período (FERREIRA e WANDER, 2009). Os autores atribuem o decréscimo no consumo de
feijão à elasticidade de renda negativa do produto. Ou seja, à medida que a renda da
população aumenta, o consumo diminui. Outro motivo é a demora no preparo do feijão, tendo
em vista que, nos dias atuais, as pessoas dispõem de menos tempo para as atividades
domésticas devido a inserção da mulher no mercado de trabalho (CARNEIRO; SENA, 2010).
A abertura comercial observada no Brasil, a partir da década de 1990, evidenciou a
ineficiência da cadeia produtiva do feijão. Os agricultores não primavam pela qualidade do
produto, pois não sofriam pressões externas. Com isso, não houve a preocupação em se
formar um mercado bem estruturado, sendo a produção de feijão feita, geralmente, em
pequenas propriedades rurais. Utilizavam-se técnicas de plantio com pouca tecnologia, o que
resultava em baixa produtividade nessas lavouras. Apesar de algumas instituições terem
desenvolvido novas técnicas de plantio e melhorado a qualidade dos grãos, os produtores não
assimilaram essas mudanças, permanecendo a baixa qualidade do produto (CARNEIRO;
SENA, 2010).
No Brasil, foram verificadas perdas de 56 a 80% na produtividade de grãos do feijoeiro
provocada por plantas daninhas (KOZLOWSKI et al., 2002; SALGADO et al., 2007;
BARROSO et al., 2010 BRESSANIN et al., 2013). Além disso, os custos do seu controle são
elevados. Em média, 20% a 30% do custo total de produção da cultura do feijoeiro se refere
ao controle de plantas daninhas (SILVA et al., 2000). Portanto, o manejo de plantas daninhas
é um componente importante no sistema de produção do feijão, demandando soluções
sustentáveis que levem à otimização da produção com redução nos custos, o que virá com o
manejo integrado de plantas daninhas.
Diversos métodos de controle de plantas daninhas vêm sendo utilizados na cultura do
feijão, dentre os quais merecem destaque as capinas mecânicas por meio de enxadas e o
controle químico. No entanto, devido ao elevado custo e à carência de mão de obra, tem-se
verificado nos últimos anos a utilização de estratégias como a cobertura morta, que afeta a
germinação de sementes e emergência das plantas infestantes. Sendo a estratégia, de cobertura
morta, determinada pelo uso da própria vegetação dessecada, que funciona como barreira

19

física, alterando a luminosidade e temperatura do solo, principais elementos no controle da
dormência (THEISEN e VIDAL, 1999; MATEUS et al., 2004).
Pouco se sabe acerca dos períodos de interferência das plantas daninhas na cultura do
feijão para as diversas condições pedoclimáticas dos Tabuleiros Costeiros, especialmente
quando se trata da cultivar IAC- Alvorada. Diante disso, o presente trabalho teve como
objetivo obter informações relativas à interferência das plantas daninhas no crescimento e
produtividade do feijoeiro nos sistemas plantio direto e convencional nas condições
ambientais dos Tabuleiros Costeiros.

20

2

REVISÃO DE LITERATURA

2.1

Interferência de Plantas Daninhas

As culturas agrícolas estão sujeitas aos fatores ambientais, de natureza biótica ou
abiótica, sendo um dos principais fatores bióticos a presença das plantas daninhas
(KOZLOWSKI et al., 2002). Segundo Shaw (1956), citado por VITORINO (2013), planta
daninha é toda e qualquer planta que ocorre onde não é desejada. Um conceito mais voltado
às atividades agropecuárias é exaltado na definição proposta por Blanco (1972), citado por
VITORINO (2013), que define como planta daninha, “toda e qualquer planta que germine
espontaneamente em áreas de interesse humano e que, de alguma forma, interfira
prejudicialmente nas atividades agropecuárias do homem”.
De acordo com Gürsoy e Ozaslan (2014), muitos fatores afetam a incidência das plantas
daninhas. Em revisão de literatura realizada por esses autores, conclui-se que o
comportamento das plantas daninhas e a sua interação com culturas sob sistemas de cultivos
conservacionistas tendem a ser complexos e não são totalmente compreendidos. Portanto,
uma estratégia eficaz de controle é começar com a correta identificação de monitoramento
efetivo das comunidades de plantas daninhas.
É importante salientar que os efeitos negativos observados na produtividade, no
crescimento e no desenvolvimento de uma cultura, devidos à presença de plantas daninhas,
não devem ser atribuídos exclusivamente à competição imposta por estas, mas resultante das
pressões ambientais de ação direta (competição, alelopatia, interferência na colheita e outras).
A este efeito global denominou-se “interferência”, referindo-se, portanto, ao conjunto de
ações que recebe uma determinada cultura em decorrência da presença da comunidade
infestante num determinado local. Para isso é necessário conhecer os fatores que influenciam
nessa interferência (KOZLOWSKI et al., 2002; SALGADO et al., 2007; BRESSANIN et al.,
2013).
No balanço da interferência entre a comunidade infestante e a cultura, destaca-se o
período em que a comunidade infestante e as plantas cultivadas estão competindo pelos
recursos do ambiente. Pitelli e Durigan (1984) propuseram os conceitos de período anterior à
interferência - PAI, período total de prevenção à interferência - PTPI e período crítico de
prevenção à interferência - PCPI. O PAI é conceituado como o período, a partir da
emergência ou do plantio, em que a cultura pode conviver com a comunidade infestante antes
que a sua produtividade ou outras características sejam alteradas negativamente. O PTPI é o

21

período, a partir da emergência ou do plantio, em que a cultura deve ser mantida livre da
presença da comunidade infestante, para que a produtividade e qualidade da produção ou
outras características não sejam alteradas negativamente. O PCPI é o período em que o
controle da vegetação infestante deve ser realizado obrigatoriamente, situando-se entre os
limites superiores do PAI e do PTPI. De acordo com Knezevic et al. (2002), o PCPI é um
componente chave no controle de plantas daninhas. Esses autores preconizam que é o período
no ciclo de crescimento da cultura em que plantas daninhas devem ser controladas para evitar
perdas de rendimento. Pitelli (1985) definiu como o período determinante em que o controle
efetivo das plantas daninhas deve ser realizado.
A determinação da intensidade de interferência entre plantas daninhas e a cultura é
obtida avaliando-se os períodos críticos de interferência, as quais são variáveis de acordo com
as condições edafoclimáticas de cada região e com as características das plantas daninhas e da
cultura (PITELLI; PITELLI, 2004).
Segundo Knezevic et al. (2002), as relações de interferência de plantas daninha podem
variar muito. Consequentemente, é necessário definir uma quantidade mínima de dados a
serem coletados em estudos do PCPI. As variáveis importantes normalmente utilizadas em
experimentos para esta finalidade incluem: rendimento das culturas na maturidade fisiológica,
composição das espécies de plantas daninhas, densidade de plantas daninhas e a data de
emergência da cultura. Além disso, medidas frequentes da biomassa de plantas daninhas e
variáveis ambientais como: precipitação pluvial, temperatura média do ar, dentre outros.
Esses dados são suficientes para a extrapolação dos resultados para outras condições e podem
ajudar os produtores a ajustar o PCPI, espacial e temporalmente.
Vários fatores são responsáveis pela alteração do grau de interferência das plantas
daninhas, entre estes, o sistema de cultivo, a composição da comunidade infestante e o
período de interferência (KOZLOWSKI et al., 2002; JAKELAITIS et al., 2003; SILVA et al.,
2009).
A determinação da intensidade de interferência entre plantas daninhas e a cultura é
obtida avaliando-se os períodos críticos de interferência, as quais são variáveis de acordo com
as características das plantas daninhas, da cultura e com as condições edafoclimáticas de cada
região (BORCHARTT et al., 2011).
O grau de interferência entre plantas cultivadas e comunidades infestantes depende das
manifestações de fatores ligados: 1) À comunidade infestante (composição específica,
densidade e distribuição); 2) À própria cultura (espécie ou variedade, espaçamento e
densidade de plantio) e 3) À época e extensão da convivência, podendo ser alterado pelas

22

condições de solo, clima e manejo. O manejo de plantas daninhas altera a cronologia natural
dos eventos, favorecendo a utilização de recursos pela planta cultivada, gerando menor
intensidade de interferência na produtividade econômica. Geralmente, quanto menor o
período de convivência entre cultura e plantas daninhas, menor será o grau de interferência.
Contudo, uma infestação moderada de plantas daninhas poderá ser tão danosa à cultura
quanto uma infestação pesada, dependendo da época de seu estabelecimento, entre outros
fatores (SILVA et al., 2005; SILVA et al., 2009).
Segundo Ronchi et al. (2010), o modo correto de interferir na competição entre as
plantas daninhas e a cultura seria neutralizá-la nos períodos em que as plantas daninhas
competem efetivamente e prejudicam a produção, sendo estes períodos considerados
adequados; mesmo porque, sob certas condições, a cultura e as plantas daninhas podem
conviver por ao menos um períodos sem que ocorram prejuízos significativos à produção
A identificação da dinâmica populacional das plantas daninhas torna-se uma ferramenta
muito importante na escolha e definição do método adequado de manejo ou auxiliar na
escolha de um herbicida adequado para o seu controle, devido ao fato de as comunidades de
plantas daninhas modificarem sua composição e densidade populacional em função do
manejo utilizado (ERASMO et al., 2004).
Uma das formas de se analisar o impacto que os sistemas de manejo e as práticas
agrícolas exercem sobre a dinâmica de crescimento e a ocupação de comunidades infestantes
é a utilização de índices fitossociológicos (PITELLI, 2000). Estes índices comparam as
populações de plantas daninhas em um determinado tempo e espaço, tendo como base,
principalmente, a determinação das espécies mais importantes que ocorrem nas áreas de
produção agrícola, por meio da determinação de índices como densidade, densidade relativa,
frequência, frequência relativa, abundância, abundância relativa e índice de valor de
importância (PITELLI, 2000; CARVALHO, 2007).
A presença de plantas daninhas interfere no crescimento, desenvolvimento e
produtividade do feijoeiro, principalmente por ser uma cultura de ciclo curto. O que direta ou
indiretamente influenciam não só a sua produtividade, como também o sistema de produção
empregado.
A análise de crescimento pode ser empregada na avaliação dos efeitos dos fatores
ambientais e do manejo sobre as plantas, pois descreve as mudanças na produção vegetal em
função do tempo, o que não é possível com o simples registro da produtividade final
(BENICASA, 2003; ANDRADE et al., 2005). Os estudos da análise de crescimento de
plantas baseiam-se no fato de que cerca de 90% da MS acumulada ao longo do seu

23

desenvolvimento resulta da atividade fotossintética; e o restante, da absorção de nutrientes
minerais. Dessa forma, é possível avaliar o crescimento final da planta como um todo e a
contribuição dos diferentes órgãos no crescimento total das plantas (BENICASA, 2003).
Portanto, a análise de crescimento gera conhecimentos que podem facilitar a tomada de
decisões relativas ao manejo da cultura (POHL et al., 2009).
Urchei et al, (2000) analisando o crescimento do feijoeiro em dois sistemas de cultivo,
verificaram que no PD a cultura aumentou a produção de matéria seca total, o índice de área
foliar, a taxa de crescimento da cultura, a taxa de crescimento relativo, a taxa assimilatória
líquida e a duração da área foliar em relação ao PC. Esses autores concluíram que a análise de
crescimento é um instrumento adequado para avaliar o desenvolvimento do feijoeiro.

2.2

Plantio Convencional – PC e Plantio direto – PD no controle de plantas daninhas

O sistema convencional - PC baseia-se em operações de preparo de solo com arados e
grades, processo através do qual o material vegetal é incorporando ao solo, propiciando
condições adequadas à implantação das culturas (SILVA

et

al., 2007). Entretanto, o

revolvimento do solo é ineficiente no controle de plantas daninhas de propagação vegetativa,
como a tiririca (Cyperus rotundus) e grama-seda (Cynodon dactylon), que se propagam
vegetativamente. Bilalis et al. (2012) ao estudar variantes de dois sistemas de manejo de solo,
verificaram que apenas no PD essas espécies foram controladas de forma efetiva. No PC,
contudo, ao terem suas estruturas reprodutivas divididas e incorporadas ao solo, as ervas são
multiplicadas, aumentando ainda mais a infestação e dificultando o controle após a
implantação da cultura (FREITAS et al., 2010).
O PD é um sistema de manejo conservacionista fundamentado na mobilização mínima
do solo, numa faixa estreita da superfície do terreno para o plantio, na manutenção de palhada
sobre o solo, no controle químico de plantas daninhas e na necessidade da sucessão e rotação
de culturas. É um sistema menos impactante ao ambiente, pois reduz as perdas de solo por
erosão hídrica e eólica, reduz o assoreamento e a eutrofização de represas, rios e riachos,
melhora as características físicas do solo, elevando sua capacidade de infiltração e retenção de
água, e o teor de matéria orgânica (AGNES et al., 2004; FREITAS et al., 2005). Entretanto, o
não revolvimento do solo e a cobertura morta, indispensáveis em áreas de PD promovem
modificações

na

dinâmica

CHRISTOFFOLETI, 2008).

populacional

das

plantas

daninhas

(GOMES

JR.

e

24

Segundo Silva et al. (2009), quando se compara o PD com métodos convencionais de
preparo do solo, no primeiro ocorre a maior concentração de sementes de plantas daninhas
próximo à superfície, enquanto nos métodos convencionais, as sementes são distribuídas no
perfil do solo. Por isso, no PD há decréscimo, com o passar dos anos, do banco de sementes
do solo por indução de germinação ou perda de viabilidade, ainda mais considerando que
nesse sistema ocorrem alterações na física, química e biologia do solo e interferência na
penetração de luz, umidade e na temperatura do solo. Tomaz (2008) deduziu que o sistema
PD pode reduzir a infestação de plantas daninhas devido ao efeito físico e da liberação de
substâncias alelopáticas da cobertura morta e do não revolvimento do solo, que alteram as
condições de germinação das sementes e a emergência das plântulas.
Silva et al. (2005) verificaram em estudo realizados na cultura do feijão, que a
interferência de plantas daninhas no PD reduziu a densidade relativa e a frequência relativa da
espécie Cyperus rotundus. Além disso, a cobertura morta causa impedimento físico à
emergência de plantas daninhas e, durante a sua decomposição, pode produzir substâncias
alelopáticas que inibem a germinação das sementes das plantas daninhas (COBUCCI, 2004).
A utilização da cobertura morta é um dos princípios nos quais se baseia o sistema PD na
palha, sendo uma prática conservacionista, e que vem sendo utilizado em larga escala em
culturas como soja e milho. De acordo com Bilalis et al. (2012), o PD pode afetar emergência
e o crescimento das plantas daninhas. Oliveira et al. (2001) verificaram que presença da palha
na superfície do solo pode reduzir a densidade da população de plantas daninhas, e em
culturas de verão, como soja, feijão e milho, semeadas no sistema PD sobre coberturas
densas, de lenta decomposição e com ação alelopática, pode reduzir ou até mesmo dispensar o
uso de herbicidas.
Outros autores como Buzatti e Santos (1999), Theisen et al. (2000) e Correia et al.
(2006) mencionaram que a cobertura morta exerce forte influência sobre a germinação das
plantas daninhas. Essas influências, segundo esses autores, são deordem física, química e
biológica. A influência física dificulta ou até mesmo inibe a germinação das sementes
fotoblásticas positivas, mediante a redução da radiação solar, principalmente através do
próprio impedimento da cobertura, que faz com que a planta que germine não tenha energia
suficiente para passar pela camada de palha. A influência química trata-se da liberação de
substâncias químicas denominadas aleloquímicos, liberados pelos tecidos e órgãos das plantas
mortas. Esses aleloquímicos vão atuar sobre o banco de sementes de algumas plantas
daninhas, impedindo sua germinação. Segundo Moura Filho, (2009), a influência biológica

25

ocorre devido à presença de micro-organismos, fungos e bactérias, que podem inviabilizar a
germinação de algumas espécies de plantas daninhas.
O efeito do PD na redução da densidade de plantas daninhas foi observado também por
Jakelaitis et al. (2003) na cultura do milho e Cunha et al. (2014), na cultura do pimentão que
verificaram alta densidade de Cyperus rotundos no sistema de PC. Da mesma forma, Pereira
(1996), avaliando as características da comunidade infestante na cultura da soja, em um
Nitossolo do município de Botucatu-SP, concluiu que o PD, sempre apresentou menor
quantidade de plantas daninhas, em relação ao PC principalmente das espécies pertencentes à
família Poaceae (monocotiledôneas).

26

3

MATERIAL E MÉTODOS

3.1

Características do local do experimento

Os experimentos foram realizados numa área de relevo plano típica dos Tabuleiros
Costeiros em um solo classificado como Argissolo Amarelo Distrocoeso, textura
média/argilosa, de onde foram retiradas amostras de solo para análise química e física na
camada de 0-20 cm de profundidade, cujos resultados estão na Tabela 1. Para atender a
necessidade do PD foi escolhida uma área com capim braquiária (Brachiaria decumbens),
com fitomassa aérea seca de 5,6 t ha-1.
Os experimentos foram conduzidos em duas épocas: de abril a setembro de 2014 e de
junho a outubro de 2015, em uma área do Centro de Ciências Agrárias da Universidade
Federal de Alagoas, localizado no Campus Delza Gitaí, BR 104 Norte, km 85, Rio Largo –
Alagoas. O município está situado a uma altitude de 9 o 27 ’S, longitude de 35 o 27 ’W e uma
altitude média de 127 m acima ser do nível do mar, com temperaturas médias de máxima
29oC e mínima de 21oC, e pluviosidade média anual de 1.267,7 mm(CENTENO; KISHI,
1994).
Os dados meteorológicos (pluviosidade e temperatura), referentes aos anos de 2014 e
2015 estão na Figura 01.

27

Figura 1 - Médias mensais de Precipitação Pluvial (mm) e Temperatura do ar (°C) dos anos de
2014 e 2015. Dados da Estação Agrometeorológica, Rio Largo – AL CECA/UFAL, 2016

Fonte: Elaborada pelo autor (2016)

A precipitação pluvial total e acumulada no período de junho a setembro em 2014 foi
de 1.467,6 mm e 579,5 mm, respectivamente. Em 2015 os valores foram de 1.433,3 mm para
precipitação total e 503,7 mm para precipitação acumulada de julho a setembro. A
temperatura média do ar no período de condução do experimento foi de 23,2ºC em 2014 e de
23,0ºC em 2015.

28

Tabela 1 - Análise química e física do solo da área experimental. Rio Largo-AL, CECA/UFAL,
2016.
Características químicas
P
K+
Ca2+
Mg2+
Al+3
-3
-3
mg dm
------------cmol dm de solo----------3
0,11
2,6
1,2
0,08
Características físicas
Areia grossa
Areia fina
Areia total
Silte
Argila
(g kg -1)
454
280
734
61
205
Fonte: Laboratório Central Analítica – Maceió- AL. Coletado em 12/06/2014.
pH
água
6,2

3.2

Mat. Org.
g dm-3
1,18

Descrição do Experimento

Os experimentos foram instalados em faixas no delineamento experimental em blocos
casualizados com quatro repetições. Os tratamentos foram compostos de parcelas com PD e
PC e, nas subparcelas, períodos de controle e de convivência, constituídas de sete períodos
iniciais de controle das plantas daninhas (sem controle e controle até 10, 20, 30, 40, 50 e 60
dias após a emergência - DAE) e sete períodos iniciais de convivência da cultura com as
plantas daninhas (sem convivência e convivência até, 10, 20, 30, 40, 50 e 60 dias após a
emergência), conforme a Figura 02.

29

Figura 2 - Croqui do experimento, com quatro blocos (BI, BII, BIII e BIV) e dois
sistemas de manejo (PD e PC), Rio Largo – AL CECA/UFAL, 2016

PD
BIV
PC

PD
BIII
PC

PD
BII
PC

PD
BI
PC
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

As unidades experimentais foram compostas por seis fileiras de feijão com seis metros
de comprimento de feijão cultivar IAC- Alvorada espaçadas entre si de 0,5m, com uma área
de 18,0 m² (3m x 6m). Foi considerado como área útil as duas linhas centrais, com área de 5
m² (1m x 5m), descartando-se 0,5m de cada extremidade.
Em julho de 2014, foram delimitadas as parcelas de PD e PC, definidas por sorteio.
Nas parcelas sorteadas para PC, o solo foi preparado por meio de uma aração e duas
gradagens, sendo a última, realizadas no dia anterior à semeadura do feijão. Nas parcelas
sorteadas para PD, foi feita a dessecação da vegetação de cobertura com 1,90 kg ha-1 do
herbicida glifosato 480 agripec 15 dias antes do sulcamento e semeadura do feijão.

30

A cobertura morta, composta pela palhada da braquiária foi quantificada por meio de
amostragens utilizando o método do quadrado inventário de 0,25 (m²), levadas à estufa com
circulação forçada de ar a 65°C até massa constante e uniformizada para aproximadamente
6,0 t ha-1 de massa seca.
O controle das formigas (saúvas) foi feito com aplicação de formicida pó na
formulação

Diehl-0(9-isopropil-4-metil-6-pirimidil)

fosforotionato:

diazinon

(50g/kg).

Aplicando-se nos orifícios abertos no solo (olheiros), utilizando-se uma polvilhadeira
específica.
O sulcamento foi feito no espaçamento de 0,5m utilizando-se semeadora para PD de
três linhas Vence Tudo Panther modelo SA 7.300. A adubação foi feita com base na análise
química do solo (Tabela 1). Utilizou-se as doses de 20 kg de N ha-1 na forma de sulfato de
amônia, 60 kg de P2O5 ha-1 na forma de superfosfato triplo e 50 kg de K2O ha-1 na forma de
cloreto de potássio. Foi feita toda em fundação, manualmente distribuída no sulco de
semeadura e incorporada com enxada. O feijão foi semeado manualmente em 08/07/2014,
sendo 15 sementes por metro linear (300.000 sementes ha-1) da cultivar IAC- Alvorada. A
cobertura foi feita com uso de enxada.
As subparcelas foram mantidas livres da competição por meio de capinas semanais,
até cada período de controle ou após cada período de convivência com as plantas daninhas, no
PC através de capinas com enxada e manual nas parcelas com PD.
Em agosto de 2015 instalou-se o segundo experimento, mantendo-se os tratamentos,
PD e PC nas parcelas e os tratamentos (períodos de controle e convivência) nas subparcelas.
O preparo da área foi feito com grade aradora nas parcelas sorteadas para PC por meio de uma
aração e duas gradagens, sendo a última realizada no dia anterior à semeadura do feijão. Nas
parcelas sorteadas para PD, foi feita a dessecação da vegetação de cobertura desenvolvida na
entre safra do feijão com 1,90 kg ha-1 do herbicida glifosato 480 agripec, 15 dias antes do
sulcamento e semeio do feijão.
A cobertura morta, composta pela palhada da braquiária e outras plantas, foi
quantificada por meio de amostragens utilizando o método do quadrado inventário de 0,25
(m²), levadas à estufa com circulação forçada de ar a 65°C até massa constante e uniformizada
para aproximadamente 4,0 t ha-1 de massa seca.
O sulcamento, adubação, semeio, capinas e controles de pragas foram realizados
repetindo-se os mesmos procedimentos do ano anterior.

31

3.3

Caracteres Avaliados das Plantas Daninhas

As avaliações da comunidade de plantas daninhas foram realizadas ao final dos
períodos de convivência (10, 20, 30, 40, 50 e 60 DAE). Na coleta das plantas daninhas
utilizou-se o método do quadrado inventário de 0,25 (m²), (0,5m x 0,5m), o qual foi lançado
de forma aleatória, em dois locais na área útil de cada parcela. Em cada amostra, as plantas
daninhas foram coletadas rente ao solo, identificadas quanto ao nome comum e determinando
o número de indivíduos de cada planta (espécie). Logo após, as plantas foram levadas à estufa
de circulação forçada de ar a 65º C por (72 horas), até obtenção da massa seca constante.
A seguir foi feita a identificação da comunidade infestante de plantas daninhas quanto
a espécie e família e a pesagem de cada espécie. Com estes dados foram determinados
(número de plantas m-2) e a massa seca da parte aérea em (g. m-2), por espécie e do total de
plantas.
O estudo fitossociológico foi realizado aos 60 DAE. Para cada sistema de cultivo,
foram coletadas 32 amostras, utilizando o método do quadrado inventário de 0,25 (m²), onde
todas as plantas daninhas foram coletadas ao nível do solo e separadas por espécie, contadas
e, posteriormente, levadas à estufa com circulação forçada de ar a 65°C, até massa constante,
para obtenção da massa seca.
A partir da contagem das espécies presentes, foram calculados os seguintes índices
fitossociológicos: densidade (Den), densidade relativa (Der), frequência (Fre); frequência
relativa (FrR); abundância (Abu); abundância relativa (AbR); massa seca relativa expressa em
porcentagem (MsR), e o Índice de valor de importância (IVI), calculado em função da
frequência, densidade, abundância e massa seca relativas, conforme modelo adaptado por
Nascimento et al. (2011).
Para o cálculo das variáveis foram utilizadas as seguintes fórmulas:

Frequência (Fre) =

Nº de parcelas que contém a espécie
Nº total de amostras utilizadas

(1)

Densidade (Den) =

Nº de total de indivíduos por espécie
Área total coletada

(2)

Abundância (Abu) =

Nº de total de indivíduos por espécie
Nº total de parcelas contendo a espécie

(3)

32

Frequência relativa (FrR) =

Frequência da espécie x 100
Frequencia total de todas as espécies

Abundância relativa (AbR) =

Densidade relativa (DeR) =

(4)

Abundância da espécie x 100
Abundância total de todas as espécies

(5)

Densidade da espécie x 100
Densidade total das espécies

(6)

Massa seca da espécie x 100
Massa seca total de todas as espécies

(7)

Massa seca relativa (MsR) =

Índice de valor de importância (IVI) = FrR + DeR + AbuR + MsR

3.4

(8)

Caracteres Avaliados do Feijoeiro

Em cada subparcela foram realizadas avaliações do feijoeiro na emergência e aos 10,
20, 30, 40, 50 e 60 DAE. Foram coletadas quatro plantas, sendo duas em cada bordadura
interna. As plantas foram cotadas rente ao solo e levadas para o laboratório onde foi feita a
separação das folhas caule flores e vagens. A área foliar foi determinada através de um
medidor de área foliar, fabricado pela LI-COR, modelo LI-3100. As partes foram levadas à
estufa com circulação forçada de ar, a 65 °C, até massa constante para determinação da massa
da matéria seca.
Com estes dados foram determinadas as seguintes características: área foliar, índice de
área foliar, massa seca de folhas, de caule, de vagens e massa seca da parte aérea, razão de
área foliar, razão de peso foliar e as taxas de crescimento absoluto, de crescimento relativo e
de assimilação líquida.
O índice de área foliar (IAF) foi determinado a partir da área foliar (AF) total de cada
planta e da área de solo explorada (AES), sendo esta equivalente a 0,36m2. (equação 1).
Onde:

IAF =

AF
AES

(1)

33

A Taxa de crescimento absoluto (TCA) representa a massa seca acumulada por
intervalo de tempo, conforme Benincasa, (2003) (equação 2)

TCA =

MS n − MS n −1
Tn − Tn −1

(2)

Em que, MSn é a massa seca acumulada até a avaliação n; MSn-1 é a massa seca
acumulada até a avaliação n-1; Tn é o número de dias após o tratamento, por ocasião da
avaliação n; Tn-1 é o número de dias após o tratamento, por ocasião da avaliação n-1.
A Taxa de crescimento relativo (TCR) expressa o crescimento da planta em um
intervalo de tempo, em relação à massa seca acumulada no início desse intervalo, (equação3)

TCR =

ln MS n − ln MS n −1
Tn − Tn −1

(4)

A taxa de assimilação líquida (TAL) expressa a taxa de fotossíntese líquida, em termos
de massa seca produzida é obtida pela equação:

TAL =

MS n − MS n−1 ln AFn − ln AFn−1
*
Tn − Tn−1
AFn − AFn−1

(4)

AFn é área foliar por ocasião da avaliação n; AFn-1 é área foliar por ocasião da
avaliação n-1.
No final do ciclo da cultura (60 DAE), foi feita a colheita arrancando-se o feijão das
duas linhas centrais que foi seco ao ar livre, debulhado e pesado.
Os dados referentes à produtividade do feijão foram analisados separadamente dentro
de cada grupo (períodos de controle e de convivência com plantas daninhas). Os resultados de
Interferência foram submetidos a Analise de Variância, e análise regressão adaptada ao
modelo não-linear Sigmoidal de Boltzman, utilizando programas estatísticos, conforme Kuva
et al. (2000), usando a equação a seguir:
y=

( P1 − P 2)
+ P2
1 + e ( x − x0 ) / dx

onde:
Y = produtividade do feijão em função dos períodos de controle ou convivência;
X = limite superior do período de controle ou convivência (dias);

(1)

34

P1 = produtividade máxima obtida no tratamento mantido no limpo durante todo o ciclo;
P2 = produtividade mínima obtida no tratamento mantido em convivência com as plantas
daninhas durante todo o ciclo;
Xo = limite superior do período de controle ou convivência, que corresponde ao valor
intermediário entre a produtividade máxima e a mínima; e
Dx = velocidade de perda ou ganho de produtividade (tangente no ponto Xo).
Daí foi obtida uma curva de regressão, cujo gráfico indica a produtividade do feijão,
em função de dias do ciclo agrícola da cultura. Os limites dos períodos de interferência
(período anterior à interferência, período total de prevenção à interferência e período crítico
de prevenção à interferência foram estimados tolerando-se 5% de perdas na produtividade
obtida nas parcelas mantidas no limpo durante todo o ciclo
As análises de variância dos experimentos 1 e 2, em faixas no delineamento em blocos
casualizados para as variáveis massa seca e área foliar do feijoeiro, seguiram as
recomendações de Ferreira (2000). As médias de sistema de plantio para as referidas variáveis
foram avaliadas pelo teste F a 5% e a 1% de probabilidade. Para avaliação do efeito das
plantas daninhas os dados dentro de cada grupo (períodos de controle e de convivência com
plantas daninhas) foi usada a regressão polinomial.

35

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1

Períodos de Interferência de Plantas Daninhas na Cultura do Feijão (Phaseolus

vulgaris L.) Cultivado nos Sistemas de manejo Convencional e Plantio Direto

No primeiro ano, a comunidade infestante foi composta por 41 espécies, entre
dicotiledôneas e monocotiledôneas, distribuídas em 17 famílias, da seguinte forma:
Asteraceae, com nove espécies, sendo a família de maior expressão seguida por Poaceae, com
seis espécies, Euphorbiaceae e Solonaceae com quatro espécies, Amarantaceae, Cyparaceae,
Fabaceae, Malvaceae e Rubiaceae com duas espécies cada e as demais: Brassicaceae,
Boraginaceae, Commelinaceae, Convovulaceae, Loganiacea, Molluginaceae, Turneraceae e
Verbenaceae, com uma espécie cada (Tabela 2). No segundo ano a comunidade infestante foi
composta por 40 espécies, distribuídas em 18 famílias. A diferença em relação a 2014 foi o
aparecimento de picão (Bidens pilosa) da família Compositae e beldroega (Portulaca
oleracea L.) da família Portulacaceae e o não aparecimento de trapoeraba, malva e balãozinho
das famílias Commelinaceae, Malvaceae e Solanaceae respectivamente.

Tabela 2 - Espécies de plantas daninhas nos sistemas Plantio Convencional (PC) e Plantio Direto
(PD) e na cultura do feijão em 2014. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
(Continua)
Família

Nome científico

Nome comum

Ano

Asteraceae
Asteraceae
Asteraceae
Asteraceae
Asteraceae
Asteraceae
Asteraceae
Asteraceae
Asteraceae
Poaceae
Poaceae
Poaceae
Poaceae
Poaceae
Poaceae
Euphorbiaceae
Euphorbiaceae
Euphorbiaceae

Acanthospermum australe
Conyzia bonariensis
Eclipta Alba
Emilia coccinea
Acanthospermum hispidum
Ageratum conyzoides
Galinsoga parviflora
Tridax procubens
Centratherum punctatum
Brachiaria decumbens
Panicum maximum
Digiaária ssp
Eleusine indica
Eragrostis plana
Cenchrus echinatus
Chamaesyce hyssopifolia
Chamaesyce hirta
Croton lobatos

Amor de negro
Buva
Eclipta
Falsa serralha
Federação
Mentrasto
Picão branco
Erva de touro
Perpétua
Braquiaria
Capim sempre verde
Capim colchão
Capim-pé-de-galinha
Capim amargoso
Carrapicho
Burra leiteira
Erva-de-santa-luzia
Erva-de-rola

2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15

Sistema de
plantio
PC e PD
PC e PD
PC
PC e PD
PC e PD
PC e PD
PC e PD
PC e PD
PD
PC e PD
PC e PD
PC e PD
PC e PD
PC
PC e PD
PC e PD
PC
PC e PD

36

Tabela 3 - Espécies de plantas daninhas nos sistemas Plantio Convencional (PC) e Plantio Direto (PD) e
na cultura do feijão em 2014. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.

(Conclusão)
Euphorbiaceae
Phyllanthus tenellus
Solanaceae
Physalis angulata
Solanaceae
Solannum paniculatum
Solanaceae
Solanum americanum.
Solanaceae
Solanum capsicoides
Amarantaceae
Alternanthera philoxeroides
Amarantaceae
Amaranthus deflexus
Cyperaceae
Cyperus iria
Cyperaceae
Cyperus rotundus.
Fabaceae
Desmodium tortuosum
Fabaceae
Acassia plumosa
Malvaceae
Sida rhombifolia
Malvaceae
Sida sp
Rubiaceae
Richardia brasiliensis
Rubiaceae
Spermacoce verticillata
Brassicaceae
Cleome affinis
Boraginaceae
Heliotropium indicum
Commelinaceae
Commelina benghalensis
Compositae
Bidens pilosa
Convovulaceae
Merremia cissoides
Loganiaceae
Spigelia anthelmia
Molluginaceae
Mollugo verticillata
Portulacaceae
Portulaca oleracea
Turneraceae
Turnera subulata
Verbenaceae
Priva bahiensis
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

Quebra pedra
Balãozinho
Jurubeba
Maria pretinha
Gogóia
Bredo d’água
Caruru
Tiririca-de-brejo
Tiririca
Carrapicho-beiço-de-boi
Unha de gato
Guaxuma
Malva
Poaia branca
Vassourinha de botão
Mussambê
Crista-de-galo
Trapoeraba
Picão
Jitirana
Spigélia
Capim fino
Beldroega
Chanana
Pega-pega

2014/15
2014
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014
2014/15
2014/15
2014/15
2014/15
2014
2015
2014/15
2014/15
2014/15
2015
2014/15
2014/15

PC e PD
PC e PD
PC
PC e PD
PC
PC e PD
PC e PD
PC e PD
PC e PD
PD
PD
PC e PD
PC
PC e PD
PD
PC e PD
PC e PD
PD
PC
PD
PD
PC e PD
PC
PC e PD
PD

Em relação às classes botânicas, foi observado que houve uma predominância de
eudicotiledôneas em torno de 78% e 22% de monocotiledôneas no primeiro ano. No segundo
ano ocorreram 80% de eudicotiledôneas e 20% de monocotiledôneas. A maior riqueza em
plantas da classe eudicotiledôneas também foi verificada em estudos sobre interferência de
plantas daninhas por vários autores (SALGADO et al., 2007; NEPOMUCENO et al., 2007;
DUARTE, 2009; FREITAS et al., 2009; BARROSO et al., 2012; BANDEIRA, 2015).
O predomínio das famílias Asteraceae e Poaceae tem sido observado por vários
autores (CARDOSO et al., 2013; BANDEIRA, 2015). Para Oliveira e Freitas (2008), a
família das Poaceae e Asteraceae são as duas principais famílias de plantas daninhas
existentes no Brasil. Segundo Maciel et al. (2010), várias espécies da família Poaceae são
perenes e produzem grande quantidade de sementes, aumentando seu poder de disseminação e
colonização de diferentes ambientes. Já a família Asteraceae vem sendo relatada como uma
das mais numerosas em diversidade de plantas daninhas em diversas culturas (VITORINO,

37

2013). Espécies desta família têm grande capacidade de produção e disseminação de
sementes. Segundo Lorenzi (2006), as espécies de Asteraceae estão entre as primeiras plantas
daninhas que surgem no campo após o preparo do solo para plantio, o que confirma o seu
potencial de desenvolvimento.
Considerando-se a distribuição das espécies nos dois sistemas de plantio, verificou-se
que oito espécies avaliadas estavam presentes somente no PC (citar as espécies), e outras oito
(citar as espécies), somente no PD (Tabelas 2). Espécies da família Fabaceae só foram
observadas no PD. Pereira (1996), em avaliação de plantas daninhas em sistema de plantio
direto e convencional verificou a predominância da espécie Mucuna aterrima (Fabaceae) no
PD, o que se deve provavelmente à localização da maior parte das sementes próximas à
superfície do solo no plantio direto.
Na Tabela 3 são apresentados os valores de densidade das espécies de plantas
daninhas encontradas em convivência com a cultura do feijão. De uma forma geral, verificouse uma menor densidade de plantas daninhas no plantio direto em relação ao plantio
convencional, principalmente as espécies: Digitaria sanguinalis, Cyperus rotundos e Eleusine
indica (monocotiledônea).
Tabela 3 - Densidade de plantas daninhas das espécies que apresentaram os maiores valores no
Plantio Convencional (PC) e Plantio Direto (PD) 60 dias após a emergência (DAE) em 2014 e
2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
Plantas daninhas

2014
PC

Ageratum conyzoides
91,13
Digitaria sanguinalis
30,75
Cyperus rotundos
23,25
Emilia fosbergii
7,88
Eleusine indica
7,75
Galinsoga parviflora
7,50
Richardia brasiliensis
5,50
Brachiaria decumbens
8,25
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

PD
(Plantas m-2)
21,0
7,88
0,38
12,5
0,50
9,63
5,13
1,50

2015
PC
57,00
13,38
18,88
0,38
10,38
1,38
3,00
1,13

PD
44,75
1,25
8,25
2,00
2,63
1,88
6,00
4,00

Silva et al. (2005), em estudo da interferência de plantas daninhas na cultura do feijão,
observaram que o plantio direto reduziu a densidade relativa e a frequência relativa da espécie
Cyperus rotundos. Pereira (1996), em estudos de plantas daninhas na cultura da soja em
Nitossolo, também observou que o plantio direto, sempre apresentou menor quantidade de
plantas daninhas, em relação ao plantio convencional, sobretudo nas espécies da família
Poaceae. Esse fato também foi constatado por Velini e Negrissoli (2000), em estudo com
plantas daninhas na cultura da cana de açúcar, no qual as espécies da família Poaceae

38

apresentaram maior sensibilidade aos efeitos da palha. Outros autores também verificaram
essa redução proveniente da ação do plantio direto, tais como Jakelaitis et al. (2003) na
cultura do milho e Cunha et al. (2014), na cultura do pimentão.
A espécie Ageratum conyzoides se destacou por apresentar a maior densidade nos dois
anos de condução do experimento, tanto no plantio convencional, como no plantio direto,
seguida das espécies Digitaria sanguinali e Cyperus rotundos. Laca-Buendia et al. (1989), em
estudo realizado em Minas Gerais, consideraram essas espécies, por sua abundância, como as
mais importantes para a cultura do feijão.
De acordo com Correia et al. (2006), a composição específica e as densidades
populacionais das comunidades infestantes sofrem influência do sistema de produção com
cobertura morta. Esses autores presumem que isso ocorre devido à barreira física imposta pela
palhada, que impede a passagem de luz, reduzindo a germinação de sementes de plantas
daninhas fotoblásticas positivas e a emergência de plântulas de espécies que não conseguem
transpor a cobertura morta. Segundo Favero et al. (2001), a palhada pode atuar, ainda, por
efeitos químicos, por meio de alterações na relação C/N do solo e pela ação alelopática.
Os dados de massa de matéria seca da parte aérea das plantas daninhas encontram-se
nas Tabelas 4. No final do ciclo da cultura do feijão, as plantas daninhas ainda continuavam
aumentando a massa de matéria seca da parte aérea, nos dois anos de condução do
experimento, nos dois sistemas de cultivo, não se verificando a consequente senescência
dessas plantas. De fato, o feijão, por ser uma cultura de ciclo curto, completou seu ciclo antes
das plantas daninhas, que continuaram desenvolvendo seu ciclo fenológico. Vários autores
têm relatado que várias plantas daninhas relacionadas nesse trabalho apresentam períodos de
máximo acúmulo de matéria seca acima ou em torno de 100 DAE como é o caso da Richardia
brasiliensis, variando de 106 a 111 DAE (Pedrinho Junior et al., 2004) e a Digitaria insularis
variando de 98 a 105 DAE (Machado et al., 2006).
.

39

Tabela 4 - Massa de matéria seca da parte aérea (MSPA) das principais espécies de plantas
daninhas infestantes da cultura do feijão aos 10, 20, 30, 40, 50 e 60 DAE, cultivado nos sistemas
Plantio Direto e Plantio Convencional em 2014 e 2015 no município de Rio Largo - AL.
Plantas daninhas

Ageratum conyzoides
Digitaria sanguinalis
Galinsoga parviflora
Brachiaria decumbens
Eleusine indica
Richardia brasiliensis
Emilia fosbergii
Cyperus rotundos

Ageratum conyzoides
Digitaria sanguinalis
Galinsoga parviflora
Brachiaria decumbens
Eleusine indica

Sistema
de plantio

10

20

Dias após emergência (DAE)
30
40
50
(g m-2)

60

PC

2014
0,08
1,09

3,34

7,88

14,51

30,22

PD

0,00

0,18

0,66

2,19

7,09

12,96

PC

0,13

0,40

2,36

6,80

34,48

83,10

PD

0,00

0,00

0,28

1,50

4,99

8,63

PC

0,00

0,18

0,83

2,90

13,54

32,76

PD

0,02

0,18

0,42

1,82

7,64

25,77

PC

0,05

0,92

4,40

9,24

16,82

31,64

PD

0,00

0,00

0,09

1,56

3,38

10,96

PC

0,08

0,23

0,50

2,60

6,40

14,32

PD

0,00

0,00

0,04

0,34

0,76

2,22

PC

0,19

0,81

2,66

3,30

4,08

11,22

PD

0,00

0,07

0,12

2,44

4,36

13,48

PC

0,00

0,41

0,80

2,06

4,41

7,275

PD

0,01

0,29

0,38

4,02

12,72

31,86

PC

3,21

4,41

7,40

8,35

6,98

5,35

PD

2,05

2,84

5,24

4,08

1,64

0,39

PC

0,36

2015
2,86

7,71

15,25

19,56

35,51

PD

0,20

2,06

4,24

15,16

21,59

48,48

PC

0,11

0,37

2,96

7,16

11,15

29,18

PD

0,04

0,12

0,40

0,73

1,46

3,93

PC

0,03

0,42

0,96

2,87

4,34

11,45

PD

0,08

0,40

1,91

7,09

10,18

23,89

PC

0,03

0,30

0,56

1,76

2,23

4,83

PD

0,08

0,38

1,43

6,10

10,65

35,42

PC

0,17

0,86

2,41

7,50

14,82

35,38

PD

0,04

0,10

0,59

2,02

3,92

11,42

PC

0,08

0,26

1,52

3,58

4,63

11,41

PD

0,09

0,58

2,23

6,56

7,08

18,38

PC

0,02

0,21

0,36

0,47

0,30

0,28

PD

0,06

0,37

0,56

1,10

1,26

3,09

PC

0,20

1,20

2,88

6,93

5,58

8,84

PD
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

0,00

0,30

0,63

0,99

1,30

3,29

Richardia brasiliensis
Emilia fosbergii
Cyperus rotundos

Nos dois anos do estudo verificou-se pouca acumulação de massa seca até aos 40 DAE
aumentando a partir daí para a maioria das espécies de plantas daninhas. Comportamento
semelhante foi verificado em trabalhos com as espécies Rottboelia exaltata (Carvalho et al.,

40

2005), Digitaria insularis (Machado et al., 2006) e Brachiaria plantaginea (Carvalho, 2007).
Scholten et al. (2011), em estudo com várias espécies de plantas daninhas na cultura do
feijoeiro, verificaram que, até os 30 DAE da cultura, a massa seca das plantas daninhas foi
insignificante. O crescimento lento das plantas daninhas até 40 DAE do feijoeiro equivale ao
período de pouca interferência destas no desenvolvimento da cultura. Machado et al., (2006)
sugere a possibilidade do uso de cultivares de feijão de tenham crescimento inicial rápido,
grande área foliar e que cubram rapidamente o solo, de forma a exercer um bom controle
cultural destas espécies, sobretudo no plantio direto.
No plantio direto, verificou-se um menor acúmulo de MSPA de plantas daninhas na
fase inicial da cultura do feijão. Isso se deu devido ao efeito físico da palhada dificultando a
entrada de luz, diminuindo a germinação e a emergência das plantas daninhas. Esse resultado
pode ser corroborado por Theisen e Vidal (1999) e Mateus et al. (2004), que verificaram que a
palhada atuou como barreira física à emergência das plantas daninha. Freitas et al. (2009)
também observou esse efeito ao estudar a Interferência de plantas daninhas na cultura do
feijão caupi.
No primeiro ano do estudo, no plantio direto, o acúmulo de massa seca foi maior para a
espécie Emilia fosbergii que atingiu 31,86 g m-2 aos 60 DAE do feijoeiro. A seguir as
espécies

Galinsoga

parviflorae,

Richardia

brasiliensis

e

Ageratum

conyzoides.

Comportamento semelhante foi verificado por Silva et al. (2005) em estudo no qual as
espécies Galinsoga parviflorae e Richardia brasiliensis apresentaram maior importância
relativa no plantio direto em relação aos preparos com uso de grade e arado.
No segundo ano, no plantio direto, a espécie Ageratum conyzoides se destacou na
produção de MSPA. Mesmo sendo uma planta de mecanismo fotossintético tipo C3, mas que
por sua elevada prolificidade, apresentou uma alta densidade (57 plantas m-2), superando em
MSPA as plantas de mecanismo fotossintético tipo C4. Pode-se verificar ainda que esta
espécie apresentou um elevado acúmulo de massa seca a partir de 30 DAE da cultura,
enquanto nas demais espécies esta elevação só ocorreu a partir dos 40 DAE. Isso mostra a
capacidade de interferência desta espécie na cultura do feijoeiro, que neste período se
encontrava na fase de florescimento e frutificação.
No primeiro ano, no plantio convencional, a espécie Digitaria sanguinalis apresentou o
maior acúmulo de massa de matéria seca, atingindo 83,1 g m-2 aos 60 DAE do feijoeiro,
seguida pelas espécies Brachiaria decumbens, Galinsoga parviflorae e Ageratum conyzoides.
Observou-se que as espécies com maior acúmulo de massa seca são da família Poacea, que
por se tratar de plantas com mecanismo fotossintético tipo C4, são mais competitivas em boas

41

condições de luminosidade. Essa característica pode explicar o vigoroso crescimento
vegetativo destas espécies.
No segundo ano, no PC, as espécies: Ageratum conyzoides, Eleusine indica e Digitaria
sanguinalis apresentaram os maiores acúmulos de massa seca, chegando a 35,51, 35,38 e
29,18 g m-2 respectivamente aos 60 DAE do feijoeiro, seguidas pelas espécies: Galinsoga
parviflorae, Richardia brasiliensis e Cyperus rotundos. Entre as três espécies que se
destacaram, apareceu Ageratum conyzoides que é uma planta de mecanismo fotossintético
tipo C3, mas que por sua elevada prolificidade, apresentou uma alta densidade (57 plantas m2

), superando em MSPA as plantas de mecanismo fotossintético tipo C4. Pode-se verificar que

esta espécie apresentou um elevado acúmulo de massa seca a partir de 30 DAE da cultura,
enquanto nas demais espécies esta elevação só ocorreu a partir dos 40 DAE. Isso mostra a
capacidade de interferência desta espécie na cultura, que neste período está na fase de
florescimento e frutificação.
A curva de crescimento da espécie Cyperus rotundos (tiririca), diferencia-se das demais,
apresentando na primeira amostragem (10 DAE) MSPA de 3,21 g m-2, mas teve um baixo
crescimento ao longo do ciclo do feijão, chegando aos 60 DAE com uma massa seca
semelhante à encontrada na primeira avaliação (5,35 g m-2). O valor elevado de massa seca
aos 10 DAE em relação às demais espécies, provavelmente é devido à dimensão dos seus
tubérculos, os quais armazenam grande quantidade de reservas nutricionais, o que lhe oferece
vantagens em relação às outras espécies na emergência. No entanto, por apresentar baixo
porte, com o decorrer do tempo é sombreada pela cultura ou por outras plantas daninhas o que
dificulta seu crescimento. Resultados semelhantes foram verificados em estudos
desenvolvidos por Silva et al. (2005) e Barroso et al. (2012)
A avaliação global dos valores de MSPA das plantas daninhas e os valores do teste F da
análise de variância encontram-se na Tabela 05. Nos dois anos do estudo, pode-se verificar
que houve diferenças significativas entre os sistemas de cultivo, entre os períodos de
avaliação e para as interações entre esses fatores.

42

Tabela 5 - Valores de F das análises de variância da massa seca da parte aérea-MSPA (g m-2)
em 2014 e 2015, em função dos sistemas Plantio Direto (PD) e Plantio Convencional (PC) em
diferentes períodos de avaliação das plantas daninhas. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016
Causas de variação
Ano

Sistemas de
plantio(A)

Períodos
de avaliação(B)

Interação AxB

49,83**

75,27**

9,34**

2015
36,54**
393,72**
** - significativo a 1% de probabilidade pelo teste F .
Fonte: Elaborada pelo autor(2016).

11,02**

2014

Nos dois anos do estudo, pode-se verificar que houve diferença significativa entre os
sistemas de produção, entre os períodos de avaliação e também que houve interação
significativa entre os fatores (Tabela 06).
Tabela 6 - Massa seca da parte aérea (MSPA) do total das plantas daninhas a cada 10 dias do
ciclo da cultura do feijão, em 2014 e 2015, nos sistemas Plantio Direto (PD) e Plantio
Convencional (PC). Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
Ano

2014

Sistema de
plantio

Dias após emergência (DAE)
(g m-2)
30
40
50

10

20

60

PC

2,66 a

5,30 a

26,68 a

67,67 a

125,43 a

266,20 a

PD

0,53 a

1,06 a

3,62 a

9,96 a

26,10 b

134,08 b

PC

5,50 a

15,25 a

21,45 a

48,06 a

77,97 a

156,16 a

2015
PD
1,13 a
6,50 a 20,32 a
43,69 a
62,80 a
114,71 b
Médias seguidas da mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

No primeiro ano, a MSPA das plantas daninhas foi superior no PC em relação ao PD a
partir de 50 dias, variando de 2,66 g m-2 aos 10 DAE a 266,2 g m-2 no final do ciclo da cultura
(60 DAE) no PC e de 0,53 g m-2 aos 10 DAE a 134,08 g m-2 aos 60 DAE no PD (Tabela 7).
Em média, o PD reduziu a MSPA das plantas daninhas em 2,8 vezes em relação ao PC,
chegando a 4,8 vezes, aos 40 DAE, período crítico de florescimento e frutificação do feijão.
No segundo ano os valores de MSPA das plantas daninhas foram superiores no PC em relação
ao PD somente na última avaliação (60 DAE), variando de 5,50 g m-2 aos 10 DAE a 156,46 g
m-2 aos 60 DAE, no PC e de 1,13 g m-2 aos 10 DAE a 114,71 g m-2 aos 60 DAE, no PD.
Observa-se que a MSPA das plantas daninhas apresentou valores menores no segundo
ano a partir dos 50 DAE, o que pode ter sido em função da pluviosidade ter sido menor neste
ano, no final do ciclo da cultura. Neste ano, o sistema de PD apresentou maiores valores de

43

MSPA das plantas daninhas em relação ao ano anterior até os 50 DAE, que pode ter sido em
função da menor cobertura do solo resultante da quantidade de palhada ter sido inferior neste
ano (4,0 t ha-2).
Os resultados da produtividade do feijão nos dois anos de condução do experimento e
nos dois sistemas de cultivo em função dos períodos de controle e convivência podem ser
analisados observando-se as Figuras 3, 4, 5 e 6. Comparando as produções obtidas na
ausência total das plantas daninhas com as obtidas na presença destas durante todo o ciclo da
cultura, nota-se que no primeiro ano a redução média no rendimento do feijão foi de 22% no
PC e 13 % no PD. No segundo ano a redução foi de 40% no PC e 31% no PD.
Perdas maiores de rendimento do feijoeiro por interferência de plantas daninhas, foram
verificadas por outros autores: 71% por Kozlowski et al. (2002) no Paraná, 67% por Salgado
et al. (2007) em São Paulo e 90% por Freitas et al. (2009) no Rio Grande do Norte. Perdas
semelhantes foram observadas por Borchartt et al. (2011) em Rondônia (35,78%) e por
Scholten et al. (2011) em São Paulo (de 42 a 63%), em diferentes espaçamentos.
Nas Figuras 03, 04, 05 e 06 são apresentadas as curvas ajustadas de rendimento de
grãos de feijão em função dos períodos de controle e convivência nos dois anos de condução
do experimento e nos dois sistemas de manejo (PD e PC). Para cada ano e sistema de manejo,
as duas curvas obtidas a partir das análises de regressão pelo modelo sigmoidal de Boltzmann,
representam os rendimentos obtidos no grupo de convivência, que define o período anterior à
interferência e os rendimentos obtidos no grupo de controle, que define o período total de
prevenção da interferência. Com esses rendimentos foi possível calcular os períodos críticos
de prevenção da interferência de acordo com as equações em que x corresponde a quando, em
dias, termina o PAI e inicia o PCPI, considerando Y equivalente a 95% da produtividade
máxima.
No primeiro ano, no PC, os valores de x correspondem a 16 e 28 dias, para o grupo de
convivência e grupo de controle, respectivamente (Figura 03). No PD esses valores foram de
28 e 30 dias (Figura 04). Assim, o período crítico de prevenção da interferência para a cultura
do feijão, neste ano, corresponde ao período compreendido entre os dias 16 e 28 após a
emergência no PC e entre 28 e 30 dias no PD. Verificou-se que neste ano, um período curto
de interferência das plantas daninhas, no sistema PD. Kozlowski et al. (2002), avaliando a
interferência de plantas daninhas na cultura do feijão em sistema PD, observaram um PCPI de
28 a 49 DAE.

44

Figura 3 - Rendimento de grãos de feijão em função dos períodos de controle (no limpo) e
convivência (no mato) com as plantas daninhas, no PC, em 2014, evidenciando o período
anterior a interferência (PAI), o período total de participação na interferência (PTPI) e o
período crítico de participação na interferência (PCPI). Rio Largo -. CECA/UFAL, 2016.

PAI(16 DAE)
PTPI(28 DAE)
PCPI(16-28 DAE)

PC Contr. Y=((298,96)/(1+EXP(X-22)/-4,93))+1082,7
PC Conv. Y=((298,7)/(1+EXP(X-22)/4,9926))+1079,4
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

45

Figura 4 - Rendimento de grãos de feijão em função dos períodos de controle (no limpo)
e convivência (no mato) com as plantas daninhas, no Plantio Direto (PD), em 2014,
evidenciando o período anterior a interferência (PAI), o período total de participação
na interferência (PTPI) e o período crítico de participação na interferência (PCPI).
Rio Largo -. CECA/UFAL, 2016.

PD Conv.

Y=((216,6)/(1+EXP(X-30)/3,6076))+1396

PD Contr. Y=((216,56)/(1+EXP(X-28)/-3,593))+1396
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

No segundo ano, no PC, os valores de x correspondem a 19 e 44 dias, para o grupo de
convivência e grupo de controle, respectivamente (Figura 05). No PD esses valores foram de
15 e 37 dias (Figura 06). Assim, o período crítico de prevenção da interferência (PCPI) para a
cultura do feijão, neste ano, corresponde ao período compreendido entre os dias 19 e 44 após
a emergência no PC e entre 15 e 37 dias no PD.
Os valores encontrados para o PCPI dependem das características de cada
agroecossistema, como: comunidade infestante, condições climáticas, fertilidade e manejo do
solo, entre outras. Assim, para cultura do feijão, este período variou nos dois anos de
condução do experimento e nos dois sistemas de plantio.

46

Figura 5 - Rendimento de grãos de feijão em função dos períodos de controle (no limpo)
e convivência (no mato) com as plantas daninhas, no Plantio Convencional - PC, em
2015, evidenciando o período anterior a interferência (PAI), o período total de
participação na interferência (PTPI) e o período crítico de participação na interferência
(PCPI). Rio Largo -. CECA/UFAL, 2016.

PC Contr. Y=((347,27)/(1+EXP(X-33)/-5,759))+520,9
PC Conv. Y=((347,7)/(1+EXP(X-30)/5,7867))+521,72
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

Em outros trabalhos de avaliação do PCPI em feijoeiro, encontraram os seguintes
intervalos de dias após emergência: 28 a 49 por Kozlowski et al. (2002) , 17 a 25 por Salgado
et al. (2007) , 11 a 35 por Freitas et al. (2009) e de 4 a 18 por Borchartt et al. (2011). Scholten
et al. (2011), em estudo de interferência de plantas daninhas na cultura do feijoeiro
verificaram período anterior a interferência variando de 23 a 27 DAE.

47

Figura 6 - Rendimento de grãos de feijão em função dos períodos de controle (no limpo)
e convivência (no mato) com as plantas daninhas, no Plantio Direto (PD), em 2015,
evidenciando o período anterior a interferência (PAI), o período total de participação na
interferência (PTPI) e o período crítico de participação na interferência (PCPI). Rio
Largo -. CECA/UFAL, 2016.

PD Conv. Y=((440,7)/(1+EXP(X-27)/7,2569))+1007,3
PD Contr. Y=((438,02)/(1+EXP(X-25)/-7,316))+1017
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

No primeiro ano, nos tratamentos com diferentes períodos de controle das plantas
daninhas a produtividade média de grãos foi de 1.269,97 kg ha-1 no PC e 1.532,55 kg ha-1 no
PD (Tabela 07). Nos tratamentos com diferentes períodos de convivência com as plantas
daninhas a produtividade média de grãos foi de 1.195,23 kg ha-1 no PC e 1.540,65 kg ha-1 no
PD. No segundo ano, nos tratamentos com diferentes períodos de controle das plantas
daninhas a produtividade média de grãos foi de 602,52 kg ha-1 no PC e 1.118,10 kg ha-1 no
PD, enquanto nos tratamentos com diferentes períodos de convivência com as plantas
daninhas a produtividade média de grãos foi de 575,99 kg ha-1 no PC e de 1003,64 kg ha-1 no
PD. Nunes et al. (2006), em Neossolo Quartzarênico no Estado de Minas Gerais, obtiveram
produtividade de 588 kg ha-1 no PD tendo como planta de cobertura Brachiaria decumbens.

48

Tabela 7 - Produtividade e massa de cem grãos (MCG) de feijão, de feijoeiro submetido a
diferentes períodos de controle e convivência com plantas daninhas, nos sistemas Plantio
Direto (PD) e Plantio Convencional (PC) nos anos de 2014 e 2015. Rio Largo-AL.
CECA/UFAL, 2016.
Ano

Tratamentos

Produtividade (Kg
ha-2)

F

Massa de 100
grãos (g)

F

Controle no PC
Controle no PD

1.269,97 a
1.532,55 b

27,2*

19,78 a
21,09 b

24,91 **

Convivência no PC
Convivência no PD

1.195,23 a
1.540,65 b

27,4*

19,63 a
20,56 a

1,69ns

602,52 a
1.118,10 b

125,4**

20,44 a
21,46 b

9,74*

575,99 a
1003,64 a

153,9**

20,30 a
21,04 a

1,79ns

2014

Controle no PC
Controle no PD
2015
Convivência no PC
Convivência no PD
1

As médias com letras diferentes indicam diferença significativa pelo teste F
* - significativo a 5% de probabilidade; ** - significativo a 1% de probabilidade;
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

ns - não significativo

Verificou-se diferença significante na produtividade média de grãos, apresentando
médias superiores no PD em relação ao PC, nos dois anos do estudo, com controle de plantas
daninhas nos períodos iniciais de seu desenvolvimento e nos tratamentos com convivência
com as plantas daninhas, com diferenças maiores no segundo ano, quando ocorreu déficit
hídrico na segunda metade do ciclo da cultura. Tem sido observado no solo em PD um
aumento no conteúdo de água (SALTON e MIELNICZUK, 1995), na condutividade
hidráulica saturada (SIDRAS et al., 1984) e na estabilidade de agregados do solo
(CARPENEDO e MIELNICZUK, 1990), bem como uma diminuição das temperaturas
máximas do solo (BRAGAGNOLLO e MIELNICZUK, 1990). Estes fatores podem ter
contribuído para as melhores produtividades obtidas no PD.
Em relação às características agronômicas do feijão, verificou-se diferença
significativa na massa de 100 grãos (Tabela 07), apresentando médias superiores no PD em
relação ao PC, nos dois anos do estudo, quando ocorreu controle de plantas daninhas nos
períodos iniciais de seu desenvolvimento. Onde a cultura conviveu nos períodos iniciais com
as plantas daninhas não se observou diferença significante.
A massa de 100 grãos apresentou médias de: 21,09 g no PD e 19,78 g no PC em 2014
e de 21,46g no PD e 20,44 g no PC em 2015. Ribeiro et al., (2004) verificaram valores de
massa de 100 grãos de feijões variando de 21,67 a 47,17 g em diferentes cultivares de
feijoeiro. Borchartt et al. (2011), em estudo com feijão-comum (carioca) encontraram valores

49

de massa de 100 grãos de 24,50 g nos tratamentos em que houve convivência com plantas
daninhas e 25,65 g nos tratamentos em que houve controle. Barroso et al. (2012) não
verificaram diferença significante na massa de 100 grãos do feijão em função dos diferentes
períodos de controle e convivência com plantas daninhas.
Com relação ao efeito do sistema de manejo na qualidade dos grãos de feijão, Nunes et
al. (2006), observaram efeito significativo do PD com valor de massa de 100 grãos de 22,3 g
no PD e 20,6 g da testemunha sem cobertura vegetal.

4.2

Fitossociologia de Plantas Daninhas na Cultura do Feijão nos Sistemas Plantio

Direto e Plantio Convencional

Nas Tabelas 08, 09, 10 e 11 são apresentados os índices fitossociológicos das espécies
de plantas daninhas encontradas no grupo de convivência com a cultura do feijão nos sistemas
PC e PD, 60 dias após a emergência do feijão, em 2014 e 2015. A ordem segue o índice de
valor de importância (IVI) que indica qual espécie tem maior influência dentro de uma
comunidade.
Tabela 8 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa (AbuR), massa seca
relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das plantas daninhas, no Plantio
Convencional - PC da cultura do feijão em 2014. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
(Continua)
ESPÉCIES DE
PLANTAS DANINHAS
Ageratum conyzoides

Fre

Den

Abu
24,300

FreR
%
11,858

DenR
%
45,223

AbuR
%
25,533

MsR
%
10,827

0,938

91,125

Digitaria sanguinalis

0,781

Cyperus rotundos

IVI
93,441

30,750

9,840

9,881

15,261

10,339

28,587

64,068

0,656

23,250

8,857

8,300

11,538

9,307

1,839

30,985

Galinsoga parviflora

0,719

7,500

2,609

9,091

3,722

2,741

11,616

27,170

Brachiaria decumbens

0,375

8,250

5,500

4,743

4,094

5,779

11,058

25,674

Panicum maximum

0,500

4,250

2,125

6,324

2,109

2,233

11,884

22,550

Eleusine indica

0,500

7,750

3,875

6,324

3,846

4,072

4,926

19,168

Emilia fosbergii

0,719

7,875

2,739

9,091

3,908

2,878

2,502

18,379

Richardia brasiliensis

0,625

5,500

2,200

7,905

2,730

2,312

3,861

16,808

Cenchrus echinatus

0,188

2,500

3,333

2,372

1,241

3,502

3,543

10,658

Alternanthera
philoxeroides
Croton lobatus

0,219

2,000

2,286

2,767

0,993

2,402

3,598

9,759

0,313

2,375

1,900

3,953

1,179

1,996

2,343

9,470

Acanthospermum australe

0,219

1,625

1,857

2,767

0,806

1,951

1,594

7,118

Cyperus iria

0,094

1,250

3,333

1,186

0,620

3,502

0,225

5,534

Tridax procumbens

0,094

0,625

1,667

1,186

0,310

1,751

0,367

3,614

50

Tabela 8 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa (AbuR), massa seca
relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das plantas daninhas, no Plantio
Convencional - PC da cultura do feijão em 2014. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
(Conclusão)
Chamaesyce hyssopifolia

0,125

0,625

1,250

1,581

0,310

1,313

0,2 80

3,485

Phyllanthus niruri

0,063

0,500

2,000

0,791

0,248

2,101

0,052

3,192

Cleome affinis

0,125

0,500

1,000

1,581

0,248

1,051

0,122

3,002

Sida rhombifolia

0,094

0,500

1,333

1,186

0,248

1,401

0,092

2,927

Physalis angulata

0,094

0,500

1,333

1,186

0,248

1,401

0,034

2,868

Amaranthus deflexus

0,094

0,500

1,333

1,186

0,248

1,401

0,016

2,851

Solanum capsicoides

0,031

0,250

2,000

0,395

0,124

2,101

0,071

2,691

Sida sp

0,063

0,375

1,500

0,791

0,186

1,576

0,050

2,603

Solannum paniculatum

0,063

0,250

1,000

0,791

0,124

1,051

0,284

2,249

Chamaesyce hirta

0,063

0,250

1,000

0,791

0,124

1,051

0,093

2,058

Conyza canadensis

0,031

0,125

1,000

0,395

0,062

1,051

0,052

1,560

Heliotropium indicum

0,031

0,125

1,000

0,395

0,062

1,051

0,049

1,557

Solanum americanum

0,031

0,125

1,000

0,395

0,062

1,051

0,021

1,529

Eclipta alba

0,031

0,125

1,000

0,395

0,062

1,051

0,011

1,519

Eragrostis plana

0,031

0,125

1,000

0,395

0,062

1,051

0,004

1,512

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

No PC, no primeiro ano, observa-se que a espécie Ageratum conyzoides apresentou um
IVI de 93,44, o maior entre as espécies de plantas daninhas (Tabela 9). Os fatores que mais
contribuíram para o IVI dessa espécie foram, a densidade relativa e a abundância relativa,
indicando que houve um elevado número de plantas m-2 e uma elevada concentração da
espécie na área experimental.

A segunda espécie com maior IVI (64,07) foi Digitaria

sanguinalis que se destacou por apresentar os valores mais elevados de massa seca relativa
indicando um elevado acúmulo de matéria seca até os 60 DAE. O terceiro maior IVI (30,99)
foi da espécie Cyperus rotundos, que apresentou a densidade relativa como principal fator
contribuinte. A seguir as espécies Galinsoga parviflora, Brachiaria decumbens e Panicum
maximum com valores de IVI de, 27,17, 25,67 e 22,55 respectivamente, todos tendo como
principal fator de contribuição a massa seca relativa. As demais espécies apresentaram valores
de IVI abaixo de 20 no PC, em 2014 (Tabela 9).
Índices de valor de importância elevados foram verificados em outros trabalhos para as
espécies Ageratum conyzoides, (Macedo et al., 2003) Digitaria sanguinalis (Gomes et al.,
2010), Cyperus rotundos (Silva et al., 2005; Gomes et al., 2010), Galinsoga parviflora
(SILVA et al., 2005).

51

A espécie Cyperus rotundos apresentou baixa massa seca relativa e elevados valores
densidade relativa. Resultados semelhantes foram obtidos por Jakelaitis et al. (2003) e Silva et
al.(2005). Isso se deve à alta infestação promovida pela espécie nos tratamentos com preparo
convencional, associada ao reduzido acúmulo de biomassa na parte aérea de cada indivíduo
da espécie. Alta densidade de Cyperus rotundos no sistema PC foi verificado por Cunha et al.
(2014) e Bilalis et al. (2012).
No PD, no primeiro ano, observa-se que a espécie Ageratum conyzoides L. apresentou
maior IVI (59,8), valor bem inferior ao apresentado no PC (Tabela 09). O fator que mais
contribuiu para o IVI dessa espécie foi a densidade relativa, indicando, assim, que houve um
elevado número de plantas m-2.

A segunda espécie com maior IVI (56.72) foi Emilia

fosbergii que se destacou por apresentar os valores mais elevados de matéria seca relativa,
indicando um elevado acúmulo de massa seca. A espécie Galinsoga parviflorae apresentou o
terceiro maior valor de IVI (48,79), tendo como maior fator de contribuição a massa seca
relativa. As espécies Panicus maximum, Digitaria sanguinalis e Richardia brasiliensis com
valores de IVI de 31,09, 30,86 e 28,05 respectivamente completam o grupo de espécies de
plantas daninhas com IVI maior que 20 no PD, em 2014. As espécies Cyperus rotundos e
Eleusine indica apresentaram valores de IVI muito baixos no PD (3,71 e 5,9,
respectivamente) em relação aos apresentados no PC (Tabelas 9 e 10).

52

Tabela 9 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa (AbuR), matéria
seca relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das principais plantas daninhas, no
sistema Plantio Direto da cultura do feijão em 2014. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
ESPÉCIES DE PLANTAS
DANINHAS

Fre

Den

Abu

FreR
%

DenR
%

MsR
%

IVI

26,54

Abu
R
%
10,54

Ageratum conyzoides

0,88

21,00

6,00

13,59

9,12

59,80

Emilia fosbergii

0,63

12,50

5,00

9,71

15,80

8,79

22,42

56,72

Galinsoga parviflora

0,88

9,63

2,75

13,59

12,16

4,83

18,20

48,79

Panicum maximum

0,44

5,75

3,29

6,80

7,27

5,77

11,25

31,09

Digitaria sanguinalis

0,41

7,88

4,85

6,31

9,95

8,52

6,08

30,86

Richardia brasiliensis

0,47

5,13

2,73

7,28

6,48

4,80

9,49

28,05

Cenchrus echinatus

0,34

3,50

2,55

5,34

4,42

4,47

3,80

18,03

Brachiaria decumbens

0,28

1,50

1,33

4,37

1,90

2,34

7,72

16,33

Amaranthus deflexus

0,16

1,75

2,80

2,43

2,21

4,92

0,99

10,55

Priva bahiensis

0,22

1,88

2,14

3,40

2,37

3,77

0,47

10,00

Acanthospermum australe

0,13

1,25

2,50

1,94

1,58

4,39

1,58

9,49

Cleome affinis

0,25

1,25

1,25

3,88

1,58

2,20

0,85

8,51

Chamaesyce hyssopifolia

0,22

1,00

1,14

3,40

1,26

2,01

0,44

7,11

Alternanthera philoxeroides

0,13

0,63

1,25

1,94

0,79

2,20

1,80

6,73

Cyperus iria

0,09

0,50

1,33

1,46

0,63

2,34

1,70

6,13

Eleusine indica

0,13

0,50

1,00

1,94

0,63

1,76

1,57

5,90

Phyllanthus niruri

0,16

0,63

1,00

2,43

0,79

1,76

0,52

5,50

Commelina benghalensis

0,06

0,38

1,50

0,97

0,47

2,64

0,50

4,58

Desmodium tortuosum

0,09

0,38

1,00

1,46

0,47

1,76

0,66

4,35

Tridax procumbens

0,06

0,38

1,50

0,97

0,47

2,64

0,05

4,13

Croton lobatus

0,09

0,38

1,00

1,46

0,47

1,76

0,08

3,76

Cyperus rotundos

0,09

0,38

1,00

1,46

0,47

1,76

0,02

3,71

Physalis angulata

0,03

0,13

1,00

0,49

0,16

1,76

0,22

2,62

Heliotropium indicum

0,03

0,13

1,00

0,49

0,16

1,76

0,20

2,60

Sida rhombifolia

0,03

0,13

1,00

0,49

0,16

1,76

0,16

2,56

Spigelia anthelmia

0,03

0,13

1,00

0,49

0,16

1,76

0,06

2,46

Merremia aegyptia

0,03

0,13

1,00

0,49

0,16

1,76

0,03

2,43

Conyza bonariensis

0,03

0,13

1,00

0,49

0,16

1,76

0,02

2,42

Solanum americanum

0,03

0,13

1,00

0,49

0,16

1,76

0,01

2,41

Centratherum punctatum

0,03

0,13

1,00

0,49

0,16

1,76

0,00

2,40

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

As espécies da classe eudicotledônea mostraram comportamento diferenciado em
relação aos sistemas de cultivo, principalmente, Emilia fosbergii, Galinsoga parviflorae e
Richardia brasiliensis que apresentaram maior IVI no PD, enquanto as monocotiledôneas:

53

Digitaria sanguinalis, Cyperus rotundos, Brachiaria decumbens e Eleusine indica
apresentaram maior IVI nos tratamentos com preparo convencional do solo.
Trabalhos desenvolvidos por Velini e Negrissoli (2000) e Pereira e Velini (2003),
estudando a dinâmica de populações de plantas daninhas constataram que, em geral, as
espécies de plantas daninhas pertencentes à família Poaceae (monocotiledôneas) apresentaram
maior sensibilidade aos efeitos da palha. Neste trabalho, essa tendência foi confirmada.
Silva et al. (2005), em estudo de fitossociologia de plantas daninhas na cultura do
feijão observaram maior importância relativa das espécies Brachiaria plantaginea e Cyperus
rotundos no PC e das espécies Galinsoga parviflorae e Richardia brasiliensis no PD.
No segundo ano, no sistema PC, observa-se que a espécie Ageratum conyzoides.
Apresentou IVI de 103,7 (Tabela 11). Os fatores que mais contribuíram para o IVI dessa
espécie foram a densidade relativa e a abundância relativa, repetindo o resultado observado
em 2014. Em segundo lugar aparece a espécie Cyperus rotundos com valor de IVI de 51,26,
tendo a densidade relativa como principal fator de contribuição. Em terceiro lugar as espécies
Eleusine indica e Digitaria sanguinalis, com IVI de 34,72 e 32,16 respectivamente
completam as espécies com IVI maior que 20. Estas espécies apresentaram como fator que
mais contribuiu para o IVI, a matéria seca relativa, indicando um elevado acúmulo de matéria
seca. As demais espécies encontradas, não apresentaram IVI expressivo (Tabela 10).

54

Tabela 40 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa (AbuR), matéria
seca relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das principais plantas daninhas,
no Plantio Convencional - PC da cultura do feijão em 2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL,
2016.
ESPÉCIES DE
PLANTAS DANINHAS
Ageratum conyzoides

Fre

Den

Abu
46,23

FreR
%
7,10

DenR
%
43,22

AbuR
%
31,35

MsR
%
22,03

0,93

171,71

Cyperus rotundos

1,00

Eleusine indica

103,70

83,29

20,82

7,65

20,96

14,12

8,53

51,26

0,79

28,29

9,00

6,01

7,12

6,10

15,48

34,72

Digitaria sanguinalis

0,82

28,71

8,74

6,28

7,23

5,93

12,72

32,16

Richardia brasiliensis

0,75

10,86

3,62

5,74

2,73

2,45

5,33

16,25

Cenchrus echinatus

0,54

7,57

3,53

4,10

1,91

2,40

7,19

15,59

Galinsoga parviflora

0,64

5,00

1,94

4,92

1,26

1,32

5,48

12,97

Acanthospermum australe

0,43

6,29

3,67

3,28

1,58

2,49

5,00

12,35

Cleome affinis

0,75

5,29

1,76

5,74

1,33

1,19

1,85

10,11

Brachiaria decumbens

0,57

5,57

2,44

4,37

1,40

1,65

2,64

10,07

Mollugo verticillata

0,71

7,57

2,65

5,46

1,91

1,80

0,55

9,72

Eclipta alba

0,32

4,57

3,56

2,46

1,15

2,41

2,44

8,46

Heliotropium indicum

0,54

3,00

1,40

4,10

0,76

0,95

1,13

6,93

Croton lobatos

0,61

3,71

1,53

4,64

0,93

1,04

0,30

6,92

Alternanthera
philoxeroides
Bidens pilosa

0,43

4,86

2,83

3,28

1,22

1,92

0,21

6,63

0,04

1,00

7,00

0,27

0,25

4,75

0,57

5,84

Cyperus iria

0,25

2,43

2,43

1,91

0,61

1,65

1,31

5,48

Panicum maximum

0,14

0,86

1,50

1,09

0,22

1,02

2,83

5,16

Phyllanthus niruri

0,32

2,86

2,22

2,46

0,72

1,51

0,34

5,02

Emilia fosbergii

0,36

2,57

1,80

2,73

0,65

1,22

0,21

4,81

Conyza canadensis

0,32

2,29

1,78

2,46

0,58

1,21

0,39

4,63

Amaranthus deflexus

0,36

2,14

1,50

2,73

0,54

1,02

0,21

4,49

Solanum americanum

0,29

1,14

1,00

2,19

0,29

0,68

0,17

3,32

Solannum paniculatum

0,18

0,71

1,00

1,37

0,18

0,68

0,89

3,11

Solanum capsicoides

0,18

0,86

1,20

1,37

0,22

0,81

0,29

2,69

Eragrostis plana

0,07

0,57

2,00

0,55

0,14

1,36

0,52

2,56

Portulaca oleracea

0,11

0,71

1,67

0,82

0,18

1,13

0,21

2,33

Acanthospermum hispidum

0,11

0,43

1,00

0,82

0,11

0,68

0,66

2,26

Priva bahiensis

0,11

0,71

1,67

0,82

0,18

1,13

0,02

2,15

Spigelia anthelmia

0,14

0,57

1,00

1,09

0,14

0,68

0,05

1,97

Chamaesyce hyssopifolia

0,07

0,29

1,00

0,55

0,07

0,68

0,21

1,50

Turnera ulmifolia

0,07

0,29

1,00

0,55

0,07

0,68

0,20

1,50

Desmodium tortuosum

0,07

0,29

1,00

0,55

0,07

0,68

0,02

1,32

Merremia aegyptia

0,04

0,14

1,00

0,27

0,04

0,68

0,03

1,02

Tridax procumbens

0,04

0,14

1,00

0,27

0,04

0,68

0,02

1,01

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

IVI

55

No segundo ano, no sistema PD, observou-se que a espécie Ageratum conyzoides L.
apresentou IVI de 119,81, o maior verificado nos dois anos do experimento (Tabela 11), tendo
como fatores que mais contribuíram para o IVI dessa espécie a densidade relativa e a
abundância relativa.

No segundo lugar aparece a espécies Brachiarai decumbens (29,18),

tendo a massa seca relativa como fator principal de contribuição e em terceiro lugar as
espécies Richardia brasiliensis, Cyperus rotundos e Galinsoga parviflorae, Brachiarai
decumbens e Cleome affinis com valores de IVI de 26,27, 25,82, 24,05 e 21,35
respectivamente. As demais espécies encontradas, não apresentaram IVI expressivo.
Observou-se também em 2015, que as espécies da classe monocotiledônea: Digitaria
sanguinalis, Cyperus rotundos e Eleusine indica apresentaram IVI mais baixo no PD em
relação ao PC, enquanto as espécies da classe eudicotiledônea: Emilia fosbergii, Galinsoga
parviflorae e Richardia brasiliensis apresentaram maior IVI no PD. Observa-se que neste
ano, a espécie Ageratum conyzoides apresentou maior IVI no sistema de PD em relação ao
convencional, seguindo a mesma tendência das principais eudicotiledôneas. Por outo lado, as
espécies da classe das monocotiledôneas apresentaram maior IVI no PC, seguindo a mesma
tendência do ano anterior. Resultados semelhantes foram verificados por (SILVA et al.,
2005).
Tabela 11 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa (AbuR), matéria
seca relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das principais plantas daninhas, no
sistema Plantio Direto da cultura do feijão em 2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
(Continua)
ESPÉCIES DE
PLANTAS DANINHAS
Ageratum conyzoides

Fre

Den

Abu
37,41

FrR
%
8,21

DenR
%
51,27

AbuR
%
31,59

MsR
%
28,74

0,96

144,29

Brachiaria decumbens

0,71

Richardia brasiliensis

IVI
119,81

11,86

4,15

6,08

4,21

3,50

15,39

29,18

0,79

17,57

5,59

6,69

6,24

4,72

8,62

26,27

Cyperus rotundos

0,82

26,00

7,91

6,99

9,24

6,68

2,91

25,82

Galinsoga parviflora

0,71

7,14

2,50

6,08

2,54

2,11

13,3

24,05

Cleome affinis

0,86

14,29

4,17

7,29

5,08

3,52

5,46

21,35

Emilia fosbergii

0,86

8,71

2,54

7,29

3,10

2,15

2,12

14,65

Eleusine indica

0,46

6,43

3,46

3,95

2,28

2,92

4,45

13,61

Croton lobatus

0,57

6,71

2,94

4,86

2,39

2,48

2,00

11,73

Cenchrus echinatus

0,36

5,14

3,60

3,04

1,83

3,04

2,94

10,84

Phyllanthus niruri

0,57

4,71

2,06

4,86

1,68

1,74

0,76

9,04

Digitaria sanguinalis

0,43

4,00

2,33

3,65

1,42

1,97

1,48

8,52

Solannum paniculatum

0,25

2,00

2,00

2,13

0,71

1,69

2,25

6,78

Acanthospermum australe

0,21

2,57

3,00

1,82

0,91

2,53

1,29

6,56

Mollugo verticillata

0,39

3,14

2,00

3,34

1,12

1,69

0,24

6,38

56

Tabela 11 - Índices fitossociológicos de frequência (Fre), densidade (Den), abundância (Abu),
frequência relativa (FreR), densidade relativa (DenR), abundância relativa (AbuR), matéria
seca relativa (MsR) e índice de valor de importância (IVI) das principais plantas daninhas,
no sistema Plantio Direto da cultura do feijão em 2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
(Conclusão)
Amaranthus deflexus

0,32

1,43

1,11

2,74

0,51

0,94

2,08

6,26

Heliotropium indicum

0,43

2,29

1,33

3,65

0,81

1,13

0,56

6,14

Alternanthera
philoxeroides
Turnera ulmifolia

0,11

1,29

3,00

0,91

0,46

2,53

0,61

4,51

0,25

1,57

1,57

2,13

0,56

1,33

0,21

4,23

Priva bahiensis

0,14

1,43

2,50

1,22

0,51

2,11

0,19

4,02

Solanum americanum

0,21

0,86

1,00

1,82

0,30

0,84

1,03

4,01

Scoparia dulcis

0,11

1,14

2,67

0,91

0,41

2,25

0,27

3,84

Chamaesyce hyssopifolia

0,18

1,29

1,80

1,52

0,46

1,52

0,15

3,65

Acanthospermum hispidum

0,14

0,57

1,00

1,22

0,20

0,84

1,17

3,43

Desmodium tortuosum

0,18

1,14

1,60

1,52

0,41

1,35

0,12

3,40

Panicum maximum

0,07

0,43

1,50

0,61

0,15

1,27

0,61

2,64

Cyperus iria

0,07

0,57

2,00

0,61

0,20

1,69

0,07

2,57

Conyza bonariensis

0,11

0,57

1,33

0,91

0,20

1,13

0,05

2,29

Centratherum punctatum

0,11

0,57

1,33

0,91

0,20

1,13

0,02

2,26

Eclipta alba

0,04

0,29

2,00

0,30

0,10

1,69

0,16

2,25

Tridax procumbens

0,04

0,29

2,00

0,30

0,10

1,69

0,05

2,14

Eragrostis plana

0,07

0,29

1,00

0,61

0,10

0,84

0,46

2,01

Chamaesyce hirta

0,07

0,29

1,00

0,61

0,10

0,84

0,09

1,64

Acassia plumosa

0,07

0,29

1,00

0,61

0,10

0,84

0,06

1,62

Merremia aegyptia

0,04

0,14

1,00

0,30

0,05

0,84

0,06

1,26

Sida rhombifolia

0,04

0,14

1,00

0,30

0,05

0,84

0,01

1,21

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

O IVI indica qual espécie tem maior influência dentro de uma comunidade. Assim, nos
dois anos em que foi realizado o estudo, nos sistemas de PC e direto, a espécie Ageratum
conyzoides foi a que apresentou maior IVI, podendo ser considerada a espécie daninha com
maior potencial para causar prejuízos à cultura do feijão, nas condições dos experimentos.
Esta espécie, nativa da América Tropical, conhecida como mentrasto, é invasora em cerca de
50 países (CASTRO et al., 2006). Está disseminada em todas as regiões agrícolas do país
infestando lavouras anuais e perenes. Uma única planta chega a produzir 40 mil sementes
(LORENZI, 2008).
O segundo maior IVI foi da espécie Digitaria sanguinalis, conhecida como capimcolchão que é uma gramínea de ciclo anual, bastante competitiva com os cultivos agrícolas e
que se reproduz por sementes (KISSMAN; GROTH, 2000), que possui grande capacidade

57

reprodutiva, podendo produzir 150 mil sementes por touceira (LORENZI, 2008). Esta planta
que infesta culturas anuais e perenes é considerada de alta nocividade para o feijoeiro
(COBUCCI, 2004).
A espécie Galinsoga parviflora apresentou o terceiro maior IVI dentro da comunidade
com valores mais elevados no PD em relação ao PC. Esta espécie possui sementes pequenas,
o que pode dificultar a emergência das plântulas no sistema de preparo convencional onde as
sementes são enterradas, proporcionando menores densidades.
A espécie Cyperus rotundos, que está entre as dez plantas daninhas mais importantes do
mundo (COBUCCI, 2004), apresentou o quarto maior IVI, sempre mais elevado no PC. Esta
espécie, mesmo com pouco acúmulo de matéria seca, apresentou elevados valores de
densidade e abundância. Esse comportamento da espécie se deve ao revolvimento do solo,
cujo efeito favorece a sua propagação e seu estabelecimento, em razão da quebra de
dormência pela divisão da cadeia de tubérculos e eliminação da dominância apical (SILVA et
al., 2005). Além disso por exudar aleloquímicos (MUNIZ et al. 2007), e por ser uma espécie
de rápido desenvolvimento em condições de alta luminosidade (SANTOS et al., 1997) pode
causar interferência na produtividade do feijoeiro, com redução no número de vagens por
planta e na massa dos grãos (BARROSO et al., 2010). No PD, a ausência de revolvimento
mecânico e o efeito da cobertura morta e da dessecação reduzem a brotação dos tubérculos.
Jakelaitis et al. (2003) verificou que o PD reduziu o número e a biomassa dos tubérculos e
aumentou a proporção de tubérculos dormentes da espécie, o que proporcionou redução de até
94% nas manifestações epígeas dessa espécie neste sistema.
As espécies Emilia fosbergii, Richardia brasiliensis, Brachiaria decumbens e Eleusine
indica apresentaram o 5º, 6º, 7º e 8º lugar em IVI, respectivamente, completando as oito
espécies de maior importância na comunidade de plantas daninhas nestes experimentos.
FIALHO et al. (2011), em estudo da fitossociologia das plantas daninhas nos sistemas
de plantio convencional e plantio direto, observaram que no sistema de PC as espécies
Brachiaria plantaginea e Cyperus rotundus apresentaram os maiores índices de valor de
importância.
4.3 Análise do Crescimento do Feijão Sob a Interferência de Plantas Daninhas nos
Sistemas de Plantio Direto e Plantio Convencional:

As principais espécies de plantas daninhas presentes nos tratamentos sem capinas
foram: mentrasto (Ageratum conyzoides), capim colchão (Digitaria sanguinalis), tiririca

58

(Cyperus rotundus), capim pé de galinha (Eleusine indica), falsa serralha (Emilia fosbergii),
picão branco (Galinsoga parviflora), poaia branca (Richardia brasiliensis) e capim braquiária
(Brachiaria decumbens).
Verificou-se que aos 50 DAE o sistema PD reduziu a densidade de plantas daninhas
em 59,81% em 2014 e em 38,81% em 2015 (Tabela 12).

Barroso et al. (2012), em estudo da

comunidade infestante na cultura do feijoeiro, observaram densidades variando de 83 a 100
plantas m-2. A menor infestação de plantas daninhas no PD ocorreu devido aos efeitos físicos
da cobertura morta, atuando como barreira física, impedindo a incidência de luz e diminuindo
a germinação e emergência das plantas infestantes (MATEUS et al., 2004).
Tabela 12 - Densidade de plantas daninhas aos 50 DAE (dias após emergência), nos tratamentos
sem capinas em 2014 e 2015 nos sistemas Plantio Direto (PD) e Plantio Convencional (PC). Rio
Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.

PC

Densidade de plantas1 daninhas
( plantas m -2)
245,63 a

PD

98,71 b

PC

78,58 a

Ano

Sistema de plantio

2014

Teste

F

CV
(%)

98,71**

14,67

2015

45,04**
18,66
PD
48,08 b
1
As médias com letras diferentes indicam diferença significativa pelo teste F no nível de 1% de probabilidade.
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

Mateus et al. (2004) verificaram redução na infestação de 56% de plantas daninhas em
solo coberto com 5 t ha-1 de palhada e 90% com 15 t ha-1 de palhada.
O sistema PD pode reduzir a infestação de plantas daninhas, em razão do efeito físico e
da liberação de substâncias alelopáticas da cobertura morta e do não revolvimento do solo,
que alteram as condições de germinação das sementes e a emergência das plântulas (TOMAZ,
2008; SILVA et al., 2009).
A palhada sobre a superfície atua como barreira física à emergência das plantas
daninhas (THEISEN et al., 2000), reduzindo a emergência de plântulas de espécies que não
conseguem transpor a cobertura morta e a passagem de luz, diminuindo a germinação de
sementes de plantas daninhas fotoblásticas positivas (CORREIA et al., 2006). Provoca
redução na taxa de germinação das sementes, também por criar as condições para instalação
de uma densa atividade biológica na camada superficial do solo, já que há uma grande
quantidade desses organismos que pode utilizar sementes e plântulas de ervas daninhas como

59

fontes de energia (PITELLI, 1997).
Nos dois anos e nos dois sistemas de plantio, convencional e direto, observou-se que a
massa seca da parte aérea (MSPA) teve um período inicial de crescimento lento até 25 DAE
em 2014 e 15 DAE em 2015; uma fase de crescimento rápido de 25 a 55 DAE em 2014 e de
15 a 50 DAE em 2015 e a fase final em que o crescimento foi menor, mas continuou
crescendo em 2014 e com decréscimo mais acentuado em 2015 (Figura 07). Em 2014 a
acumulação de massa seca ocorreu até a colheita, enquanto em 2015 o máximo de
acumulação foi aos 55 DAE. Gomes et al. (2000), observaram crescimento lento até 35 DAE,
rápido de 35 a 63-70 DAE e na fase final um decréscimo acentuado, diferente do que foi
observado neste trabalho. No primeiro ano em função de chuvas que caíram no final do ciclo,
a colheita foi feita com muitas folhas, principalmente no PD o que proporcionou crescimento
da massa seca na fase final do ciclo. Em 2015, na colheita havia poucas folhas,
principalmente no PC, com redução da massa seca da parte aérea no final do ciclo da cultura.

60

Figura 7- Massa seca da parte aérea (MSPA), massa seca de folhas (MSF) e massa seca de
caule (MSC) do feijoeiro, em diferentes épocas de coleta, nos sistemas Plantio Direto (PD) e
Plantio Convencional (PC) nos anos de 2014 e 2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016
250

2014
Plantio Convencional
Plantio Direto

MSPA (g m )

180
-2

-2

MSPA (g m )

200

210

150
100
50

150
120
90
60
30

0
0

10

20

30

40

50

0
0

60

Dias após emergência (DAE)

60

-2

30
20

20

30

40

50

60

2015
Plantio Convencional
Plantio Direto

50

MSF (g m )

-2

MSF (g m )

40

10

Dias após emergência (DAE)

2014
Plantio Convencional
Plantio Direto

50

10

40
30
20
10

0
0

60

0

10
20
30
40
50
60
Dias após emergência (DAE)

0

50

50
-2

30
20

20

30

40

50

60

2015
Plantio Convencional
Plantio Direto

60

MSC (g m )

40

10

Dias após emergência (DAE)

2014
Plantio Convencional
Plantio Direto

-2

MSC (g m )

2015
Plantio Convencional
Plantio Direto

40
30
20
10

10

0

0
0

10
20
30
40
50
60
Dias após emergência (DAE)

0

10

20

30

40

50

Dias após emergência (DAE)

60

.

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

A acumulação de massa nas folhas em 2014 atingiu o máximo aos 43 DAE no PC e aos
49 DAE no PD, enquanto, em 2015 o máximo ocorreu aos 41 DAE no PC e aos 43 DAE no
PD (Figura 07). Observou-se que o início da senescência das folhas no PD em 2014 ocorreu
seis dias após ter iniciado no PC.
A massa seca de caule (MSC) atingiu o máximo de acumulação aos 51 DAE no PC e
aos 53 DAE no PD em 2014 e de 45 DAE no PC e 47 DAE no PD em 2015 (Figura 03).
Pode-se observar que a MSC atingiu o ponto de máxima acumulação de 2 a 10 dias depois da
MSF.

61

A acumulação de massa seca no feijoeiro, ocorreu preferencialmente nas folhas,
depois nos ramos e posteriormente nas vagens corroborando com Costa et al. (1991) e Gomes
et al.(2000).
A máxima taxa de crescimento da cultura (TCC) ocorreu aproximadamente aos 50
DAE em 2014 nos dois sistemas de plantio, enquanto em 2015 ocorreu aos 42 e 48 DAE nos
sistemas PC e direto, respectivamente (Figura 08). Em estudo de acumulação de biomassa no
feijoeiro Gomes et al. (2000) observaram taxa máxima de crescimento variando de 49 a 56
dias após semeadura.

Figura 8 - Taxa de crescimento da cultura (TCC) de feijoeiro, em diferentes épocas de
coleta (DAE), sob dois sistemas de plantio. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
2015

2014

10

Plantio convencional
Plantio direto

Plantio convencional
Plantio direto

10
8
-1

TCC (g m dia )

6
4
2
0
10

6

-2

-2

-1

TCC (g m dia )

8

4
2
0

20

30

40

50

60

Dias após emergência (DAE)

-2
10

20

30

40

50

60

Dias após emergência (DAE)

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

No primeiro ano a TCC foi pouco afetada pelo sistema de plantio. Já no segundo ano
observa-se que a TCC foi maior no sistema PD. Urchei et al. (2000),

em análise do

crescimento do feijoeiro, verificaram maior TCC no PD, ficando o PC com valores
consideravelmente mais baixos.
Em ambos os anos e para os dois sistemas de plantio, os índices de área foliar (IAF)
foram crescentes até aproximadamente os 43 DAE, período de florescimento, com decréscimo
acentuado até o final do ciclo da cultura (Figura 09). Os valores de IAF em 2015 foram
superiores, principalmente no PD chegando a mais de 100% em relação a 2014. Comparando
o efeito do sistema de plantio no IAF, verificou-se que em 2015, este apresentou valores
maiores (3,7) no sistema PD (PD) em relação ao PC (1,9) concordando com Urchei et al.
(2000), que verificaram valores de IAF para o feijoeiro, variando de 4,19 a 5,13 no PD e de
1,96 a 3,26 no PC.

62

Figura 9 - Índice de área foliar (IAF) de feijoeiro, em diferentes épocas de coleta (DAE),
sob dois sistemas de plantio. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
2014

2015
Plantio convencional
Plantio direto

3,5

3,0

3,0

1,5
1,0

-2

2,0

2,5

2

2,5

IAF (m m )

4,0

3,5
-2

4,0

2

IAF (m m )

Plantio convencional
Plantio direto

2,0
1,5
1,0

0,5

0,5

0,0
0

0,0

10
20
30
40
50
60
Dias após emergência (DAE)

0

10

20

30

40

50

60

Dias após emergência (DAE)

2014

2015

Plantio convencional
Plantio direto

Fonte:
Elaborada pelo autor (2016).
0,3

Plantio convencional
Plantio direto

0,4

A taxa de assimilação líquida (TAL) seguiu a tendência da TCC em 2014, atingindo o
-1

TCR (g g dia )

0,3

-1

-1

TCR (g g dia )

menor valor
aos 37 DAE e dois picos de máximo aos 20 e 52 DAE, enquanto em 2015 o
0,2
0,2

-1

máximo ocorreu aos 23 DAE e foi caindo até o final do ciclo da cultura (Figura 10). Não se
0,1

verificou
0,1efeito do sistema de plantio na TAL, nos dois anos de condução do experimento.
0,0

Figura 3 - Taxa de assimilação líquida (TAL) de feijoeiro, em diferentes épocas de coleta
0,0
-0,1
(DAE), sob10dois 20
sistemas
plantio.
30 de40
50 Rio60Largo-AL. CECA/UFAL,
10
20
30 2016.
40
50
60
Dias após emergência (DAE)

Dias após emergência (DAE)

2015

2014

12

Plantio convencional
Plantio direto

Plantio convencional
Plantio direto

12
10

TAL (g m dia )

-1

8

8
6

-2

-2

-1

TAL (g m dia )

10

6
4

4
2
0
-2
-4

2
10

20

30

40

50

Dias após emergência (DAE)

60

10

20

30

40

50

60

Dias após emergência (DAE)

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

Nos tratamentos dos diferentes períodos de controle das plantas daninhas, a massa
seca da parte aérea (MSPA) do feijoeiro apresentou diferença significativa entre os sistemas
de plantio a partir de 40 DAE, em 2014 e a partir de 20 DAE em 2015 com maiores valores

63

no PD (Tabelas 13 e 14). Urchei et al. (2000) verificaram maiores valores de massa seca total
do feijoeiro no PD a partir de 37 DAE. O melhor desenvolvimento da cultura no sistema PD
pode ter sido decorrente das alterações na física, química e biologia do solo (CRUZ et al.,
2004), do aumento da disponibilidade de água (URCHEI et al., 2000), pela menor incidência
de plantas daninhas (TREZZI; VIDAL, 2004, MATEUS et al., 2004). Por outro lado o efeito
do PD foi maior em 2015 proporcionando maior MSPA no feijoeiro, já a partir de 20 DAE e
apresentando, no final do ciclo da cultura (60 DAE) uma MSPA 104% maior que no PC, o
que pode ter sido em função da melhoria nas características físicas do solo, no PD do ano
anterior.

Tabela 13 - Valores de F das análises de variância da massa seca da parte aérea-MSPA (g m-2)
em cada período de avaliação do ciclo do feijoeiro, em função dos sistemas Plantio Direto (PD) e
Plantio Convencional (PC) e dos diferentes períodos controle das plantas daninhas, em 2014 e
2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.

Ano

2014

Períodos de
avaliação
(DAE)
0
10
20
30
40
50
60

Causas de variação
Sistemas de
plantio(A)

Períodos de
controle(B)

5,72ns
2,41ns
1,03ns
2,46ns
47,94**
29,93**
11,13**

0,78ns
1,61ns
1,72ns
1,56ns
-

-

Interação AxB
0,29ns
1,71ns
4,27ns
1,14ns
0,77ns
0,33ns
0,07ns

Regressão
dos períodos de
controle
15,68** (RL)
42,56** (RL)
28,61** (RL)

0
6,95ns
1,78ns
1,13ns
ns
ns
10
2,34
0,91
0,17ns
20
0,44*
0,62ns
0,63ns
2015
30
57,27*
1,51ns
2,43ns
40
14,11**
1,88ns
22,97** (RL)
50
44,67**
0,28ns
4,78** (RL)
60
40,84**
0,12ns
5,05** (RL)
* - significativo a 5% de probabilidade pelo teste F , ** - significativo a 1% de probabilidade pelo teste F
ns - não significativo, RL – regressão linear
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

64

Tabela 14 - Efeito dos sistemas Plantio Direto (PD) e Plantio Convencional (PC) em cada
período de avaliação em relação à massa seca da parte aérea (MSPA) do feijoeiro nos anos de
2014 e 2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
Ano

2014

Sistema de
plantio

0

10

PC
PD

0,97a
1,05a

5,14a
4,82a

Dias após emergência (DAE)1
20
30
40
50
(g m-2)
19,70a
49,98a
76,23a
159,86a
22,80a
57,68a
95,47b
187,68b

60
200,99 a
260,18 b

2015

PC
1,97a
8,62a
18,96a
49,37a
92,44a
113,99a
102,54 a
PD
1,53a 10,32a
24,08b
79,08b
135,37b
199,05b
209,46 b
1
Nas colunas, as médias de sistema de plantio em cada ano dentro de cada período de avaliação, com a mesma
letra não diferem entre si pelo teste F no nível de 5% de probabilidade.
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

Em relação ao efeito do controle das plantas daninhas na massa seca da parte aérea
(MSPA) do feijoeiro, verificou-se que, nos dois anos do estudo, foi significativo para
regressão linear, nas avaliações feitas aos 40, 50 e 60 DAE (Tabela 14).
Nos dois anos do estudo não houve interação significativa entre os sistemas de plantio
e os períodos de controle das plantas daninhas para MSPA do feijoeiro

65

Tabela 15 - Valores de F das análises de variância da massa seca da parte aérea-MSPA (g m-2)
em cada período de avaliação do ciclo do feijoeiro, em função dos sistemas Plantio Direto (PD) e
Plantio Convencional (PC) e dos diferentes períodos controle das plantas daninhas, em 2014 e
2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.

Ano

2014

Períodos de
avaliação
(DAE)
0
10
20
30
40
50
60

Causas de variação
Sistemas de
plantio(A)

Períodos de
controle(B)

5,72ns
2,41ns
1,03ns
2,46ns
47,94**
29,93**
11,13**

0,78ns
1,61ns
1,72ns
1,56ns
-

-

Interação AxB
0,29ns
1,71ns
4,27ns
1,14ns
0,77ns
0,33ns
0,07ns

Regressão
dos períodos de
controle
15,68** (RL)
42,56** (RL)
28,61** (RL)

0
6,95ns
1,78ns
1,13ns
ns
ns
10
2,34
0,91
0,17ns
20
0,44*
0,62ns
0,63ns
2015
30
57,27*
1,51ns
2,43ns
40
14,11**
1,88ns
22,97** (RL)
50
44,67**
0,28ns
4,78** (RL)
60
40,84**
0,12ns
5,05** (RL)
* - significativo a 5% de probabilidade pelo teste F , ** - significativo a 1% de probabilidade pelo teste F
ns - não significativo, RL – regressão linear
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

A Figura 11 evidencia as curvas ajustadas da MSPA em função dos dias em que houve
controle das plantas daninhas em cada coleta e nos dois anos do estudo.
As curvas de regressão mostram que nas coletas feitas aos 40, 50 e 60 DAE do
feijoeiro, o controle das plantas daninhas promoveu aumento significativo na MSPA do
feijoeiro de forma crescente a medida que aumentou o período de controle, de forma linear.
Aos 40 DAE a cultura estava na fase de frutificação, mas ainda com a presença de
muitas flores, principalmente em 2014 em função de chuvas frequentes no final do ciclo da
cultura. Em 2015 a pluviosidade foi baixa a partir dos 40 DAE o que intensificou a
competição com as plantas daninhas provocando a senescência das folhas e consequentemente
uma redução significativa na MSPA do feijoeiro a partir deste período.

66

Figura 4 - Efeito do período de controle de plantas daninhas na massa seca da parte aérea
(MSPA), do feijoeiro, em diferentes épocas de coleta, nos anos de 2014 e 2015. Rio LargoAL. CECA/UFAL, 2016.

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

A área foliar (AF) apresentou diferença significativa entre os sistemas de plantio aos
40, 50, e 60 DAE, em 2014 e aos 20, 30, 40, 50 e 60 DAE em 2015 (Tabela 16). Urchei et al.
(2000) observaram efeito significativo do sistema de plantio no índice de área foliar a partir
de 23 DAE até 79 DAE. O PD proporcionou maior área foliar em relação ao PC nos dois

67

anos do estudo, no entanto o efeito foi maior em 2015, com a área foliar no PD chegando, aos
50 DAE a ser 137,5% superior em relação ao PC (Tabela 17).
Tabela 5 - Valores de F das análises de variância da área foliar (cm-2 planta) em cada período de
avaliação do ciclo do feijoeiro, em função dos sistemas Plantio Direto (PD) e Plantio
Convencional (PC) e dos diferentes períodos controle das plantas daninhas, em 2014 e 2015. Rio
Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.

Ano

Causas de variação

Períodos de
avaliação
(DAE)

2012
2014

0
10
20
30
40
50
60

Sistemas de
plantio(A)

Períodos de
controle(B)

Interação
AxB

5,80ns
3,32ns
1,02ns
0,93ns
13,51**
29,45**
45,06**

0,52ns
2,02ns
1,13ns
1,29ns
-

0,17ns
2,07ns
0,59ns
1,29ns
0,65ns
2,83ns
1,90ns

Regressão
dos períodos de
controle
24,07** (RL)
27,09** (RL)
18,72** (RL)

0
0,21ns
3,27ns
5,9ns
ns
ns
10
3,77
1,29
0,17ns
20
34,48**
0,92ns
0,38ns
2012
30
36,81**
1,90ns
11,68* (RL)
2015
40
33,65**
1,40ns
10,72* (RL)
50
22,62**
1,19ns
5,69* (RL)
60
287,64**
0,42ns
8,43* (RL)
* - significativo a 5% de probabilidade pelo teste F , ** - significativo a 1% de probabilidade pelo teste F
ns - não significativo, RL – regressão linear.
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

Tabela 6 - Efeito dos sistemas Plantio Direto (PD) e Plantio Convencional (PC) em cada período
de avaliação em relação à área foliar (AF) do feijoeiro nos anos de 2014 e 2015. Rio Largo-AL.
CECA/UFAL, 2016.
Ano

2014

Sistema
de plantio

0

PC
PD

18,9a
17,4a

10
76,6a
72,6a

Dias após emergência (DAE)1
20
30
40
50
(cm2 planta-1)
277,9a
631,8a
757,2a
757,3a
288,5a
680,7a
971,6b
1.020,3b

60
424,8ª
613,1b

2015

PC
19,3a
108,3a
258,5a
977,3a
1.168,3a
559,5a
149,4ª
PD
19,6a
141,7a
450,5b
1.491,9b
1.895,9b
1.328,9b
343,4b
1
Nas colunas, as médias de sistema de plantio em cada ano dentro de cada período de avaliação com a mesma
letra não diferem entre si pelo teste F no nível de 5% de probabilidade.
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

De forma semelhante ao que ocorreu com a MSPA o efeito do controle das plantas
daninhas na área foliar do feijoeiro foi significativo, para regressão linear, somente a partir de
40 DAE em 2014 (Tabela 16). Em 2015 o efeito foi significativo a partir de 30 DAE.

68

As curvas de regressão mostram que em 2014 nas coletas feitas aos 40, 50 e 60 DAE
do feijoeiro, o controle das plantas daninhas promoveu aumento significativo na área foliar do
feijoeiro de forma crescente a medida que aumentou o período de controle, de forma linear.
Em 2015 o controle das plantas daninhas provocou aumento significativo na área foliar do
feijoeiro a partir dos 30 DAE, o que se verificou também aos 40, 50 e 60 DAE (Figura 12).
Nos dois anos do estudo não houve interação significativa entre os sistemas de plantio
e os períodos de controle das plantas daninhas para área foliar do feijoeiro.
Avaliando o efeito do ano do cultivo do feijoeiro, verificou-se que nas avaliações
feitas nos tratamento com períodos iniciais de controle, aos 10, 20, 30 e 40 DAE, a área foliar
foi superior em 2015 em relação a 2014, no entanto, foi inferior nas coletas realizadas aos 50
e 60 DAE. Provavelmente isso ocorreu em função da baixa pluviosidade no final do ciclo da
cultura em 2015, o que provocou antecipação na queda das folhas (Figura 01).

69

Figura 5 - Efeito do período de convivência com as plantas daninhas na massa seca da parte
aérea (MSPA), do feijoeiro, em diferentes épocas de coleta, nos anos de 2014 e 2015. Rio
Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.

Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

Nos tratamentos dos diferentes períodos de convivência com as plantas daninhas a
área foliar (AF) apresentou diferença significativa entre os sistemas de plantio nas avaliações
feitas aos 50, e 60 DAE, em 2014 e a partir dos 10 DAE em 2015 (Tabela 18). Urchei et al.
(2000) observaram efeito significativo do sistema de plantio no índice de área foliar a partir

70

de 23 DAE até 79 DAE. O PD proporcionou maior área foliar em relação ao PC nos dois
anos do estudo, no entanto o efeito foi maior em 2015, aparecendo a partir dos 10 DAE da
cultura e em todas as avaliações feitas com a área foliar no PD chegando, aos 50 DAE a ser
150,8% superior em relação ao PC (Tabela 19).

Tabela 7 - Valores de F das análises de variância da área foliar (AF) dentro de cada período de
avaliação do ciclo do feijoeiro, em função dos sistemas Plantio Direto (PD) e Plantio
Convencional (PC) e dos diferentes períodos de convivência com as plantas daninhas, em 2014 e
2015. Rio Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.

Ano

2014

Períodos de
avaliação
(DAE)
0
10
20
30
40
50
60

Causas de variação
Sistemas de
plantio(A)
6,83ns
4,04ns
3,27ns
0,04ns
1,43ns
28,25**
20,28**

Períodos de
convivência(B
)
0,78ns
1,50ns
1,10ns
2,28ns
-

-

Interação
AxB
0,46ns
1,42ns
2,87ns
0,24ns
1,24ns
0,69ns
1,19ns

Regressão
dos períodos de
convivência
-

10,16* (RL)
21,73** (RL)
36,91** (RL)

0
0,03ns
2,12ns
3,37ns
ns
ns
10
16,29**
3,74
0,54
20
188,40**
2,39ns
0,71ns
2015
30
52,07*
1,46ns
14,12* (RL)
40
36,98**
1,27ns
12,33* (RL)
50
20,57**
0,36ns
5,92* (RL)
60
11,15*
0,39ns
10,15*(RL)
* - significativo a 5% de probabilidade pelo teste F , ** - significativo a 1% de probabilidade pelo teste F
ns - não significativo, RL – regressão linear
Fonte: Elaborada pelo autor (2016).

O efeito da convivência com as plantas daninhas na área foliar do feijoeiro foi
significativo, para regressão linear, somente nas avaliações feitas a partir de 40 DAE em
2014, enquanto em 2015 o efeito foi significativo nas avaliações feitas a partir de 30 DAE da
cultura (Tabela 18).

71

Tabela 8 - Efeito dos sistemas Plantio Direto (PD) e Plantio Convencional (PC) dentro de cada
período de avaliação em relação à área foliar (AF) do feijoeiro nos anos de 2014 e 2015. Rio
Largo-AL. CECA/UFAL, 2016.
Sistema
de
plantio

Ano

2014

PC
PD

Dias após emergência (DAE)1
0

10

20

18,6a
17,4a

78,4ª
72,4ª

245,5a
300,9a

30

40

(cm2 planta-1)
607,7a
739,8a
619,5a
864,3a

50

60

669,8a
887,1b

427,3a
230,96b

2015

PC
18,2a
108,6ª
256,8a
950,4a
1037,9a
571,3a
135,6a
PD
18,4a
155,1b
477,3b
1523,2b
2004,6b
1432,9b
479,1b
1
Nas colunas, as médias de sistema de plantio em cada ano dentro de cada período de avaliação com a mesma
letra não diferem entre si pelo teste F no nível de 5% de probabilidade.
Fonte: Elaborado pelo autor (2016).

Nos dois anos a convivência com as plantas daninhas provocou redução significativa
na área foliar do feijoeiro. A medida que aumentou o período de convivência com as plantas
daninhas a área foliar decresceu de forma linear (Figura 13).

72

Figura 6 - Efeito do período de convivência com plantas daninhas na área foliar (AF), do
feijoeiro, em diferentes épocas de coleta, nos anos de 2014 e 2015. Rio Largo-AL.
CECA/UFAL, 2016.

Fonte: Elaborado pelo autor (2016).

73

5

1.

CONCLUSÃO

O sistema plantio direto foi superior ao plantio convencional em termo de controle de
plantas daninhas, no aumento dos indicadores de crescimento e da produtividade do
feijão cultivado nas condições pedoclimáticas dos Tabuleiros Costeiros.

2.

O sistema plantio direto reduziu o período crítico de interferência das plantas daninhas
em relação ao plantio convencional nos dois anos do estudo.

3.

A espécie Ageratum conyzoides L. (Mentrasto) apresentou a maior capacidade de
competição com a cultura do feijoeiro nos dois sistemas de plantio, enquanto que a
Digitaria sanguinalis (Capim colchão) foi mais importante no sistema plantio
convencional.

74

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