Construção e caracterização de clones infecciosos dos Begomovírus Bean golden mosaic virus E Macroptilium yellow spot virus

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
PROTEÇÃO DE PLANTAS

MAYRA MACHADO DE MEDEIROS FERRO

CONSTRUÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE CLONES INFECCIOSOS DOS
BEGOMOVÍRUS Bean golden mosaic virus E Macroptilium yellow spot virus

Rio Largo - AL
2019

MAYRA MACHADO DE MEDEIROS FERRO

CONSTRUÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE CLONES INFECCIOSOS DOS
BEGOMOVÍRUS Bean golden mosaic virus E Macroptilium yellow spot virus

Tese de Doutorado apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Proteção de Plantas do Centro
de Ciências Agrárias da Universidade Federal de
Alagoas como requisito parcial para obtenção do
grau de Doutora em Proteção de Plantas.
Orientadora: Prof. Dra. Iraildes Pereira Assunção
Coorientador: Dr. Roberto Ramos Sobrinho
Coorientador: Prof. Dr. Tatsuya Nagata

Rio Largo - AL
2019

AGRADECIMENTOS

A Deus, acima de tudo, por sempre me guiar em todos os momentos da minha trajetória e por
dar-me coragem para enfrentar todos os desafios;
Aos meus queridos pais, Benedito Ferro e Rosangela Ferro, pelo amor, incentivo e apoio em
todas as horas;
Aos meus irmãos Mayara Ferro e Madson Ferro por sempre estarem ao meu lado;
A todos familiares e amigos que contribuíram para meu crescimento;
Aos professores Drs. Iraildes Assunção e Gaus Silvestre pela oportunidade, confiança,
orientação, indentivos, paciência, pelo apoio durante toda minha jornada desde a graduação,
ensinamentos que foram fundamentais para minha formação. Serei sempre grata;
Ao Dr. Roberto Ramos pela amizade, pelos ensinamentos, orientação, por sempre acreditar na
minha capacidade, paciência e apoio durante minha trajetória no mestrado e doutorado. Serei
sempre grata;
Ao professor Dr. Tatsuya Nagata pelo acolhimento, oportunidade, ensinamentos, orientação,
pela paciência nas discussões, compreensão nas horas de dificuldade e pelo exemplo de
profissionalismo. Serei sempre grata;
A Dra. Sarah Cavalcanti pela amizade, confiança depositada em mim, apoio de sempre e pelos
ensinamentos. Serei sempre grata;
A todos os companheiros que fazem ou fizeram parte do Laboratório de Fitopatologia
Molecular e Virologia Vegetal pela amizade, ajuda mútua e ensinamentos durante todo esse
período;
A todos os companheiros do Departamento de Biologia Celular – UnB, pela receptividade, pela
amizade, ensinamentos, risos diários, amei conhecê-los;
A todos os professores do Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas CECA-UFAL
pelos conhecimentos passados, que contribuíram para a minha formação;
A todos os meus colegas do Programa de Pós-graduação em Proteção de Plantas do CECAUFAL;
À CAPES pela bolsa de doutorado concedida, o que me permitiu adquirir inúmeros
conhecimentos incluindo os fundamentais para a realização desse trabalho;
A todos aqueles que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho.

Obrigada!

RESUMO GERAL

Os feijoeiros (Phaseolus spp.) são de grande importância socioeconômica em regiões tropicais
e subtropicais e estão entre os itens mais tradicionais da culinária brasileira, apresentando notável valor
nutricional. O gênero Begomovirus (família Geminiviridae) está entre o grupo de patógenos mais
prejudiciais que infectam essas culturas, sendo considerado fator limitante em áreas produtoras.
Os begomovírus possuem DNA circular de fita simples, são transmitidos por um complexo de
espécies crípticas da mosca-branca Bemisia tabaci, com hospedeiros não-cultivados atuando
como reservatórios desses vírus. Bean golden mosaic virus (BGMV) e Macroptilium yellow
spot virus (MaYSV) são as duas espécies de maior importância econômica infectando feijoeiros
no Brasil. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo a obtenção de clones
infecciosos a partir de isolados de BGMVe MaYSV usando a técnica de Gibson Assembly
(GA), e a determinação da gama de hospedeiros de MaYSV. Clones dos componentes DNA-A
e DNA-B de BGMV (173AL) e MaYSV (100AL) foram usados para aplicação da metodologia
de construção de clones infecciosos por GA. Alíquotas das reações de GA foram utilizadas para
transformar células eletrocompetentes de Escherichia coli DH10B, a ligação dos fragmentos
virais em vetor binário pJL-89 foi confirmada por digestão enzimática e sequenciamento. DNA
plasmidial das contruções confirmadas foi utilizado para transformação de Agrobacterium
tumefaciens (cepa GV3101), e a infectividade dos clones de cada espécie viral foi testada
individualmente via agroinoculação em plantas de feijão comum ‘cv. Pérola’, as quais foram
monitoradas por 30 dias para observação do aparecimento de sintomas. DNA total foi extraído
a partir de amostras foliares (infectadas sistemicamente) coletadas aos 15 e 30 dias após
agroinfiltração (daa), e utilizado como template para detecção viral utilizando primers espécieespecíficos. As plantas agroinoculadas com os clones infecciosos apresentaram sintomas de
mosaico amarelo severo 15 daa, enquanto as plantas controle (agroinoculadas com pJL-89 sem
insertos virais) foram assintomáticas. Ambos os componentes genômicos DNA-A e DNA-B de
BGMV e MaYSV foram detectados em folhas infectadas sistemicamente. Gibson Assembly
mostrou ser uma técnica rápida e útil para a construção de clones infecciosos de fitovírus com
DNA circular. Nos testes de gama de hospedeiros, dentre as espécies testadas, foi constatada a
infecção viral nas espécies P. vulgaris, N. benthamiana e S. lycopersicum. Sintomas de mosaico
e subdesenvolvimento foram observados apenas em feijão-comum.

Palavras-chave: Gibson Assembly, clone infeccioso, geminivírus.

ABSTRACT

Bean plants (Phaseolus spp.) are of great socioeconomic importance in tropical and subtropical
regions and are among the most traditional Brazilian culinary items, presenting remarkable
nutritional value. The genus Begomovirus (family Geminiviridae) is among the group of most
harmful pathogens that infect these crops, being considered a limiting factor in producing areas.
Begomoviruses have single-stranded circular DNA and are transmitted by a complex of cryptic
species of Bemisia tabaci, with noncultivated hosts acting as reservoirs of these viruses. Bean
golden mosaic virus (BGMV) and Macroptilium yellow spot virus (MaYSV) are the two most
economically important species infecting beans in Brazil. In this context, the present study
aimed to obtain infectious clones from BGMVe MaYSV isolates using the Gibson Assembly
(GA) technique, and to determine the host range of MaYSV. Clones of the DNA-A and B-DNA
components of BGMV (173AL) and MaYSV (100AL) were used to apply the methodology for
constructing infectious clones by GA. Aliquots of the GA reactions were used to transform
Escherichia coli DH10B electrocompetent cells, binding of the viral fragments into pJL-89
binary vector was confirmed by enzymatic digestion and sequencing. Plasmid DNA from the
confirmed constructs was used for transformation of Agrobacterium tumefaciens (strain
GV3101), and the infectivity of the clones of each viral species was tested individually via
agroinoculation in common bean 'cv. Pérola ', which were monitored for 30 days to observe the
appearance of symptoms. Total DNA was extracted from leaf samples (systemically infected)
collected at 15- and 30-days post agroinfiltration (dpa), and used as template for viral detection
using species-specific primers. Inoculated plants with infectious clones showed symptoms of
severe yellow mosaic 15 daa, whereas control plants (agroinoculated with pJL-89 without viral
inserts) were asymptomatic. Both genomic DNA-A and B-DNA components of BGMV and
MaYSV were detected in systemically infected leaves. GA has been shown to be a rapid and
useful technique for the construction of infectious clones of plant viruses with circular DNA.
For the host range experiments, among the analyzed species, viral infection was verified in the
species P. vulgaris, N. benthamiana and S. lycopersicum. Symptoms of mosaic and stunting
were observed only in common bean.

Key words: Gibson Assembly, infectious clone, geminiviruses.

LISTA DE FIGURAS

Revisão de literatura
Figura 1 – Organização genômica dos begomovírus................................................................ 15
Figura 2 - Etapas da reação de Gibson Assembly.................................................................... 17
Capítulo 1
Figura 1 - Strategy to construct dimeric agroinfectious clone of BGMV into pJL-89 binary
vector ........................................................................................................................................ 46
Figura 2 - Agroinoculation tests using infectious clone of BGMV.......................................... 47
Fugura suplementar 1 - PCR-GA approach for construction of infectious clones of circular
DNA plant viruses as begomoviruses…………………………………………………………48
Capítulo 2
Figura 1 - Estratégia para construção do clone agroinfeccioso dimérico de MaYSV em vetor
binário pJL-89. ......................................................................................................................... 62
Figura 2 - Padrão eletroforético das reações de digestão com BamHI (DNA-A) e SpeI (DNAB) dos clones de MaYSV...........................................................................................................63
Figura 3 - Teste de agroinoculação usando o clone infeccioso de MaYSV...............................63
Figura 4 - Sintomas observados em plantas de P. vulgaris agroinoculadas com o clone
infeccioso de MaYSV................................................................................................................64
Figura 5 - Padrão eletroforético da confirmação da infecção viral via PCR em plantas de N.
benthamiana..............................................................................................................................64

LISTA DE TABELAS
Capítulo 1
Table 1 - Primer sequences used for amplification of BGMV DNA-A and DNA-B genomic
components and pJL-89 binary vector………………………………………………………...44
Capítulo 2
Tabela 1 - Sequências de primers usados para amplificação dos componentes genômicos DNAA e DNA-B de MaYSV e do vetor binário pJL89......................................................................60
Tabela 2 - Avaliação da infecção de plantas agroinoculadas com clone infeccioso de
MaYSV.....................................................................................................................................61

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO GERAL ...................................................................................................... 9
2 REVISÃO DA LITERATURA ......................................................................................... 11
2.1 A cultura dos feijoeiros ...................................................................................................... 11
2.2 A família Geminiviridae ..................................................................................................... 12
2.3 O gênero Begomovirus.... ................................................................................................... 13
2.4 Métodos utilizados para identificação de espécies de begomovírus e construção de clones
infecciosos................................................................................................................................ 15
2.5 Organização genômica e papel desempenhado pelas proteínas dos Begomovirus............ 17
2.6 Diversidade de Begomovirus infectando feijoeiros e Macroptilium lathyroides................. 20
REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 23
3 CAPÍTULO I: NEW APPROACH FOR THE CONSTRUCTION OF AN INFECTIOUS
CLONE OF A CIRCULAR DNA PLANT VIRUS USING GIBSON ASSEMBLY............... 35
ABSTRACT..............................................................................................................................37
MANUSCRIPT.........................................................................................................................38
REFERENCES..........................................................................................................................41
4 CAPÍTULO II: CONSTRUÇÃO DE CLONE INFECCIOSO E DETERMINAÇÃO DA
GAMA

DE

HOSPEDEIROS

DO

BEGOMOVÍRUS

Macroptilium

yellow

spot

virus...........................................................................................................................................49
RESUMO..................................................................................................................................50
ABSTRACT..............................................................................................................................51
4.1 INTRODUÇÃO................................................................................................................ 52
4.2 MATERIAL E MÉTODOS..............................................................................................53
4.2.1 Isolado viral e obtenção dos clones de MaYSV...............................................................53
4.2.2 Construção de clone infeccioso de MaYSV por Gibson Assembly..................................53
4.2.3 Ensaios de agroinfiltração do clone infeccioso de MaYSV..............................................54
4.2.4 Determinação da gama de hospedeiros de MaYSV..........................................................55
4.3 RESULTADOS ................................................................................................................. 55
4.3.1 Confirmação da construção do clone infeccioso de MaYSV por Gibson Assembly. ..... 55
4.3.2 Infectividade do clone infeccioso de MaYSV ................................................................. 56
4.3.3 Determinação da gama de hospedeiros de MaYSV ........................................................ 56
4.4 DISCUSSÃO ..................................................................................................................... 56
4.5 CONCLUSÃO................................................................................................................... 59
4.6 REFERÊNCIAS................................................................................................................ 65

9

1 INTRODUÇÃO GERAL
Phaseolus vulgaris (feijão comum) e P. lunatus (feijão-fava) são hortaliças pertencentes
à família Fabaceae, e apresentam elevada importância socioeconômica (CARNEIRO, 2005). O
Brasil é um importante produtor mundial de feijão. No ano de 2018, o país produziu cerca de
2,9 milhões de toneladas de feijão plantadas em uma área de 2,9 milhões de hectares, com a
região Nordeste produzindo cerca de 560 mil toneladas (IBGE, 2018). Dentre os fatores que
proporcionam a queda de produtividade na cultura do feijoeiro, destacam-se as begomoviroses,
as quais provocam perdas econômicas que podem variar de 40% a 100% (QUINTELA et al.,
2008).
A família Geminiviridae engloba vírus cujo genoma é constituído por DNA circular de
fita simples (ssDNA) encapsidado em partícula geminada de morfologia quasi-icosaédrica
(BROWN et al., 2012). A família é composta pelos gêneros Becurtovirus, Begomovirus,
Capulavirus,

Curtovirus,

Eragrovirus,

Grablovirus,

Mastrevirus,

Topocuvirus,

Turncurtovirus, separados por características como gama de hospedeiros, tipo de inseto vetor,
organização genômica e relacionamento filogenético (VARSANI et al, 2014; 2017). O gênero
Begomovirus possui um (monopartido) ou dois (bipartido) componentes genômicos conhecidos
como DNA-A e DNA-B, são transmitidos por um complexo de espécies crípticas da moscabranca Bemisia tabaci (BARBOSA et al., 2014; NAVAS-CASTILLO et al., 2011) e infectam
plantas dicotiledôneas. No DNA-A encontram-se os genes envolvidos na replicação e
encapsidação da progênie viral, enquanto no DNA-B encontram-se os genes responsáveis pelos
movimentos intra e intercelular (LAZAROWITZ, 1992). Geralmente, ambos os componentes
são requeridos para a infecção sistêmica do hospedeiro (BROWN et al., 2012; 2015).
Diversas espécies de begomovírus têm sido relatadas infectando hospedeiras
leguminosas cultivadas, sendo Bean golden mosaic virus (BGMV) e Macroptilium yellow spot
virus (MaYSV) os de maior importância econômica no Brasil (FAUQUET et al., 2008; LIMA
et al., 2013; RAMOS-SOBRINHO et al., 2014). Além de infectarem plantas cultivadas, os
begomovírus também infectam hospedeiras não-cultivadas pertencentes à família Fabaceae
como Macroptilium lathyroides (MORALES; ANDERSON, 2001). As espécies Macroptilium
yellow mosaic virus (MaYMV-[JM]), Macroptilium yellow mosaic Florida virus (MaYMFV),
Macroptilium mosaic Puerto Rico virus (MaMPRV) e MaYSV são vírus descritos a partir de
Macroptilium e são capazes de infectar sistemicamente plantas de feijão comum e feijão-fava
(AMARAKOON et al., 2008; IDRIS et al., 2003; LIMA et al., 2013; RAMOS-SOBRINHO et
al., 2014).

10

No Brasil, o BGMV foi inicialmente descrito em 1960 no Estado de São Paulo, não
sendo relatada importância econômica (COSTA, 1975). Posteriormente, este vírus foi
identificado como pertencente ao gênero Begomovirus, passando a ter grande relevância já na
década seguinte, sobretudo em função da forte expansão de lavouras de soja e populações do
inseto vetor (INOUE-NAGATA; LIMA; GILBERTSON, 2016). O BGMV foi considerado
durante muito tempo como o único begomovírus de importância econômica em feijoeiros no
Brasil, levando a aprovação do feijão comum transgênico Embrapa 5.1 resistente ao BGMV
(ARAGÃO et al., 2013). Entretanto, estudos sugerem a emergência do MaYSV como um dos
principais begomovírus em campos de cultivo no Nordeste do Brasil, indicando que BGMV já
não é mais o único begomovírus de relevância econômica para os feijoeiros (RAMOSSOBRINHO et al., 2014).
Devido à grande importância dos begomovírus descritos em feijoeiros, faz-se necessário
a realização de estudos adicionais para uma melhor compreensão da interação
vírus/hospedeiro/vetor. A obtenção de clones infecciosos tem se mostrado fundamental para
avaliação do processo infeccioso dos diferentes vírus isoladamente ou em infecções mistas.
Além disso, auxilia programas de melhoramento genético de plantas cultivadas visando
resistência. Portanto, o presente estudo teve como objetivo a obtenção de clone infeccioso a
partir de isolados de BGMV e MaYSV, usando a técnica de Gibson Assembly, e a determinação
da gama de hospedeiros de MaYSV.

11

2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 A cultura dos feijoeiros
A família Fabaceae possui cerca de 727 gêneros e 19.325 espécies amplamente
distribuídas em todo o mundo, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais (LEWIS et
al., 2005). Com origem tanto nos Andes como na Mesoamérica, Phaseolus é um dos principais
gêneros dentro dessa família, sendo constituído por cerca de 55 espécies, das quais cinco são
cultivadas: Phaseolus vulgaris (feijão comum), P. lunatus (feijão-fava), P. coccineis (ayocate),
P. acutifolius (tepari) e P. polyanthus (petaco) (CARNEIRO, 2005). No Brasil, a espécie mais
amplamente cultivada é P. vulgaris, porém P. lunatus é também bastante utilizada na
alimentação humana e animal, fornecendo proteína vegetal e diminuindo a dependência quase
exclusiva dos feijões do grupo Carioca (VIEIRA, 1992; PEGADO et al., 2008).
Espécies do gênero Phaseolus fornecem componentes fundamentais na dieta humana
como proteínas (é a principal fonte deste nutriente em populações de baixa renda), ferro, cálcio,
magnésio, zinco, vitaminas (sobretudo do complexo B), carboidratos e fibras. Trata-se de um
dos mais tradicionais alimentos presentes na culinária brasileira, apresentando notável valor
nutricional e socioeconômico (MESQUITA et al., 2007).
A produção mundial de feijões situa-se em torno de 31,4 milhões de toneladas,
ocupando uma área de 36,4 milhões de hectares (FAO, 2017). Segundo dados do IBGE, no ano
de 2018, o Brasil produziu cerca de 2,9 milhões de toneladas de feijão, plantados em uma área
de 2,9 milhões de hectares, sendo os principais estados produtores Paraná, Minas Gerais e
Bahia. No mesmo ano, a região Nordeste produziu cerca de 560 mil toneladas (IBGE, 2018).
O rendimento médio da produção nacional de fava em grão, no ano de 2015, foi de 217 kg/ha
e na região Nordeste foi de 215 kg/ha (IBGE, 2015).
Existem diversos agentes fitopatogênicos que podem incidir na cultura dos feijoeiros e
provocar perdas na qualidade e rendimento. As begomoviroses, por exemplo, provocam perdas
econômicas que podem variar de 40% a 100%, dependendo da cultivar, estádio de infecção da
planta, população do vetor, presença de hospedeiros alternativos e condições ambientais
(MORALES, 2010; QUINTELA et al., 2008).

12

2.2 A família Geminiviridae
A família Geminiviridae é composta pelos gêneros Becurtovirus, Begomovirus,
Capulavirus,

Curtovirus,

Eragrovirus,

Grablovirus,

Mastrevirus,

Topocuvirus,

Turncurtovirus. Essa divisão é baseada em características como gama de hospedeiros, tipo de
inseto vetor, organização genômica e relacionamento filogenético (VARSANI et al, 2014;
2017; ZERBINI et al., 2017). Os geminivírus possuem genoma constituído por DNA circular
de fita simples (ssDNA), com tamanho variando entre 2,6 a 5,2 kb e encapsidados em partículas
geminadas de morfologia quasi-icosaédrica (BROWN et al., 2012; 2015). A maioria dos
gêneros da família é monopartido, com exceção do Begomovirus que pode possuir um ou dois
(bipartidos) componentes genômicos. Cada partícula geminada possui uma única molécula de
ssDNA e, no caso dos Begomovirus bipartidos, dois vírions contendo os diferentes
componentes genômicos (DNA-A e DNA-B) são necessários para o estabelecimento da
infecção sistêmica da planta hospedeira (BROWN et al., 2012; 2015).
Esta família de vírus infecta plantas mono e dicotiledôneas, sendo frequentemente
responsáveis por perdas de rendimento em culturas economicamente importantes (INOUENAGATA; LIMA; GILBERTSON, 2016), além de infectar plantas ornamentais e
daninhas/silvestres (HANLEY-BOWDOIN et al., 2013). Vários geminivírus causam impacto
econômico e social em diferentes continentes. Por exemplo, os begomovírus Bean golden
mosaic virus (BGMV) e Bean golden yellow mosaic virus (BGYMV) têm importância em
feijoeiros nas Américas; Beet curly top virus (BCTV; Curtovirus) em beterraba açucareira na
América do Norte e Oriente Médio; Tomato yellow leaf curl virus (TYLCV; Begomovirus)
infecta tomateiros na Europa, África, Ásia, América Central, Caribe, Estados Unidos e
Austrália; African cassava mosaic virus (ACMV; Begomovirus) causa prejuízos em mandioca,
e Maize streak virus (MSV; Mastrevirus) em milho na África; Wheat dwarf virus (WDV;
Mastrevirus) em trigo na Europa; Cotton leaf curl virus (CLCuV; Begomovirus) em algodoeiro
na Ásia (HANLEY-BOWDOIN et al., 2013; SCHUBERT et al., 2014; INOUE-NAGATA;
LIMA; GILBERTSON, 2016), com algumas espécies sendo capazes de provocar perdas de até
100% (LEGG; FAUQUET, 2004; SHEPHERD et al., 2010; SATTAR et al., 2013).
Os geminivírus são transmitidos por insetos que se alimentam do floema, incluindo
diferentes espécies de cigarrinhas, moscas-brancas do complexo de espécies crípticas Bemisia
tabaci, membracídeos e afídeos (INOUE-NAGATA; LIMA; GILBERTSON, 2016). Os
gêneros Eragrovirus e Grablovirus são os únicos membros da família onde os vetores
permanecem desconhecidos (VARSANI et al., 2014; 2017). Os sintomas típicos de infecções

13

causados por geminivírus incluem deformação foliar, enrolamento, amarelecimento, nanismo,
mosaico e/ou estriações (VARSANI et al., 2017).
2.3 O gênero Begomovirus
Dentre os geminivírus, o gênero Begomovirus (espécie tipo Bean golden yellow
mosaic virus - BGYMV) é aquele que conta com o maior número de espécies (VARSANI et
al., 2014). Atualmente são reconhecidas 388 espécies pelo International Comitee on Taxonomy
of Viruses – ICTV (http://www.ictvonline.org/virusTaxonomy.asp), enfatizando assim a
importância desse gênero dentro da família (BROWN et al., 2015). Este gênero inclui os mais
importantes vírus nas regiões tropicais e subtropicais, são transmitidos por um complexo de
espécies crípticas de Bemisia tabaci (Homoptera: Aleyrodidae) (BROWN et al., 2012; 2015;
NAVAS-CASTILLO; FIALLO-OLIVÉ; SÁNCHEZ-CAMPOS, 2011) e infectam plantas
dicotiledôneas (STANLEY et al., 2005; FARIA et al., 2000).
Baseado na organização genômica, diversidade genética e distribuição geográfica, os
begomovírus são divididos em dois grupos: begomovírus do “Velho Mundo” (VM) (Europa,
África, Ásia e Austrália) e do “Novo Mundo” (NM) (Américas). Os begomovírus do VM
apresentam um ou dois componentes genômicos e frequentemente estão associados a moléculas
de ssDNA satélites denominados alfassatélites (anteriormente DNA-1) e betassatélites
(anteriormente DNA β) (FAUQUET; STANLEY, 2005; ZHOU et al., 2013; LOZANO et al.,
2016; ROSARIO et al., 2016) (Figura 1).
O primeiro begomovírus relatado em associação com um betassatélites foi o Ageratum
yellow vein virus (AYVV). Desde então, vários outros begomovírus têm sido reportados e,
devido ao número crescente de relatos de betassatélites, um sistema de classificação e
nomenclatura foi proposto para estes componentes (BRIDDON et al., 2008), no qual já se
observam listadas 61 espécies no ICTV. Nenhum betassatélite foi detectado em associação com
vírus nativos do NM, apesar das tentativas de detecção direcionadas especificamente para estas
moléculas enquanto se investigava alfassatélites (ROMAY et al., 2010; ROSARIO et al., 2016).
A maioria dos begomovírus encontrados no NM apresenta dois componentes genômicos
denominados DNA-A e DNA-B, com relatos de ocorrência de associação a alfassatélites
(PAPROTKA; METZLER; JESKE, 2010; ROMAY et al., 2010). Os poucos begomovírus
monopartidos nativos do NM são: Tomato leaf deformation virus (ToLDeV; SÁNCHEZCAMPOS et al., 2013; MELGAREJO et al., 2013), Tomato mottle leaf curl virus (ToMoLCV;
VU et al., 2015) e Tomato severe leaf curl virus (ToSLCV; GILBERTSON et al., 2015). No

14

início da década de 1990, o TYLCV, um begomovírus monopartido nativo do VM, foi
introduzido na República Dominicana e, atualmente encontra-se presente em toda América
Central, Caribe e Estados Unidos (NAHKLA et al., 1994; DUFFY; HOLMES, 2007).
Alfassatélites foram identificados no Brasil e na Venezuela associados aos begomovírus
bipartidos Cleome leaf crumple virus (ClLCrV), Euphorbia mosaic virus (EuMV) e Melon
chlorotic mosaic virus (MeCMV), sendo esses os primeiros relatos de alfassatélites associados
a begomovírus ocorrendo naturalmente no NM (PAPROTKA; METZLER; JESKE, 2010;
ROMAY et al., 2010). Recentemente, DNAs satélites foram detectados em mosca-branca com
a abordagem VEM (vector enabled metagenomics) na Guatemala e em Porto Rico, sendo
demonstradas associações entre begomovírus e alfassatélites, o que sugere que a distribuição
destas moléculas está bem difundida pelo continente americano (ROSARIO et al., 2016).
Moléculas de DNAs satélites associadas a begomovírus monopartidos do VM foram
relatadas interferindo na replicação do vírus auxiliar, na maioria das vezes atenuando os
sintomas, porém em alguns casos, induzindo a manifestação de sintomas mais severos
(ROOSSINCK; SLEAT; PALUKAITIS, 1992). Briddon; Stanley (2006) afirmam que as
funções dos satélites ainda não são claras, pois variam dependendo do vírus auxiliar. Entretanto
parecem estar associados à virulência do patógeno, exercendo função na supressão do
silenciamento gênico da planta, com a proteína βC1, codificada pelo betassatélite, sendo
responsável por essa função (CUI et al., 2005). Foi demonstrado ainda que begomovírus
distintos quando interagem com um mesmo DNA satélite produzem os mesmos sintomas nas
plantas infectadas (MANSOOR et al., 2003), indicando que os satélites de DNA podem atuar
como fatores de patogenicidade. A associação de alfassatélites com begomovírus (com ou sem
betassatélites) não apresenta uma relação direta com o desenvolvimento de sintomas na planta
hospedeira, porém, em alguns casos pode resultar na atenuação dos sintomas (ZHOU et al.,
2013).
Uma nova classe de DNAs satélites foi descrita associada a begomovírus bipartidos do
NM infectando plantas não-cultivadas (família Malvaceae) em Cuba (FIALLO-OLIVÉ et al.,
2012). Moléculas semelhantes foram detectadas em adultos de mosca-branca ultilizando a
abordagem VEM no sul da Flórida (WfVEM-Sat) (NG et al., 2011), porém a estrutura do
genoma não foi descrita em detalhes (FIALLO-OLIVÉ et al., 2012). O nome proposto para a
classe foi deltassatélites (LOZANO et al., 2016) que inclui ToLCV-Sat, primeiro DNA satélite
associado ao begomovírus Tomato leaf curl virus (DRY et al., 1997), os satélites relatados em
Cuba (que juntamente com os satélites da Flórida são chamados de deltassatélites do NM)

15

(FIALLO-OLIVÉ et al., 2016) e os DNAs satélites associados a sweepovírus infectando
convovuláceas na Espanha e Venezuela (LOZANO et al., 2016; FIALLO-OLIVÉ et al., 2016).
Os begomovírus causam sintomas extremamente variáveis, dependendo principalmente
da espécie viral, da planta hospedeira e da fase da cultura em que a infecção se estabeleceu
(PICÓ; DIAZ; NUEZ, 1996). Porém, frequentemente observa-se nanismo, deformação foliar,
uma combinação de mosaico/mosqueado de verde-claro a amerelo-dourado, amarelecimento
venal ou intervenal, e pontos amarelos nas folhas (INOUE-NAGATA; LIMA; GILBERTSON,
2016).

Figura 1. (a) Organização genômica dos begomovírus encontrados no VM e NM. (b) DNAs
satélites associados a begomovírus. Fonte: SATTAR et al., 2013; FIALLO-OLIVÉ et al., 2016.
2.4 Métodos utilizados para identificação de espécies de begomovírus e construção de
clones infecciosos

O método mais seguro para identificação de espécies de begomovírus tem sido a
determinação da sequência completa de nucleotídeos do DNA-A. Critérios para demarcação de
espécies dentro do gênero Begomovirus foram revisados (BROWN et al., 2015), ficando
estabelecido o limiar (para demarcação de espécies) de ≥91% de identidade para sequências
nucleotídicas do DNA-A em comparações pareadas utilizando-se o programa Sequence

16

Demarcation Tool (SDT; MUHIRE; VARSANI; MARTIN, 2014). Em 2004, Inoue-Nagata e
colaboradores desenvolveram um método simples para clonagem de genomas completos de
begomovírus baseado na amplificação dos componentes genômicos por círculo rolante (rollingcircle amplification - RCA) seguido por digestão com enzima de restrição e ligação ao vetor
plasmidial. Este método tem facilitado os procedimentos de clonagem e rápido de
sequenciamento de um grande número de isolados (MAR et al. 2017; RAMOS-SOBRINHO et
al., 2014; ROCHA et al., 2013; SILVA et al., 2012).
Por outro lado, na investigação da biologia viral, tem sido utilizada a tecnologia de
clones infecciosos, uma ferramenta poderosa que facilita estudos de diferentes viroses
isoladamente ou em infecções mistas controladas, e uma melhor compreensão da interação
vírus/hospedeiro/vetor (BREWER et al., 2018). Clones infecciosos de vírus de plantas têm uma
ampla gama de aplicabilidade e a utilização dessas técnicas tem permitido a realização de
estudos de variabilidade genética, epidemiologia molecular, além de fornecer suporte a
programas de melhoramento genético de espécies cultivadas.
Uma abordagem mais convencional para obtenção de clones diméricos de begomovírus
leva em consideração as técnicas de DNA recombinante e restrição enzimática
(BURAGOHAIN et al., 1994), gerando construções correspondentes a 1,5 cópias do genoma,
contendo duas origens (ori) de replicação. A ori duplicada permite a liberação do genoma
completo na célula e a recuperação do genoma viral intacto (NAGATA; INOUE-NAGATA,
2015).
Em 2008, Ferreira e colaboradores descreveram um procedimento mais simples para
construir clones agro-infecciosos de isolados de begomovírus, o qual baseia-se na geração de
duas unidades do genoma por digestão enzimática parcial dos concatâmetos produzidos pela
reação da DNA polimerase phi-29. Esse método é amplamente utilizado (FERREIRA et al.,
2008; WU et al., 2008; NAGATA; INOUE-NAGATA, 2014; BANG et al., 2014), no entanto,
a digestão enzimática parcial requer ajustes adicionais na concentração adequada da enzima e
do DNA alvo, exigindo um maior tempo de execução e, em muitos casos, não sendo bemsucedida.
Recentente, foi empregada a técnica de Gibson Assembly (GA) para construção de clone
infeccioso de BGMV, em vetor binário pJL-89, capaz de infectar eficientemente Phaseolus
vulgaris (FERRO et al., 2019). GA é um método de clonagem molecular usado para montar
eficientemente moléculas de DNA em uma única reação isotérmica, pela ação combinada de
três enzimas: uma T5 exonuclease, uma DNA polimerase de alta fidelidade e uma DNA ligase
(GIBSON et al., 2009) (Figura 2). Essa abordagem pode ser mais eficiente que a clonagem

17

convencional e acelerar o desenvolvimento de clones infecciosos de muitos begomovírus num
vetor binário.

Figura 2. Etapas da reação de Gibson Assembly. Fonte: Gibson Assembly® Cloning Kit, NEW
ENGLAND BIOLABS.
2.5 Organização genômica e papel desempenhado pelas proteínas dos Begomovirus
O genoma da maioria dos Begomovirus descritos no NM apresenta dois componentes
denominados DNA-A e DNA-B. Cada componente é encapsidado separadamente em partículas
geminadas sendo necessárias as duas moléculas de DNA para que a infecção ocorra. Ambos
apresentam um comprimento semelhante de aproximadamente 2,6 kb, não apresentando
homologia de sequência, exceto por uma região intergênica com cerca de 200 pb, a região
comum (RC). A RC é altamente conservada entre dois componentes de uma determinada
espécie viral (acima de 90% de identidade). A partir desta região, os genes virais divergem nos
sentidos virais e complementar (LAZAROWITZ, 1992; PILARTZ; JESKE, 2003) e nela está
localizada uma sequência de nove nucleotídeos (5’-TAATATT↓AC-3’) conservada entre todos
os geminivírus, onde se encontra o domínio funcional da origem de replicação (OROZCO;
HANLEY-BOWDOIN, 1996), além de promotores da síntese dos mRNAs virais
(LAZAROWITZ, 1992; LAZAROWITZ et al., 1992; FONTES et al., 1994). Entretanto, vale
salientar que um nonanucleotídeo não usual (5’-TAGTATTAC-3’) foi relatado no begomovírus
Malvaviscus yellow mosaic virus (MYMV), obtido a partir de hospedeiros ornamentais da

18

família Malvaceae (LIMA et al., 2011). Este nonanucleotídeo é clivado durante o início da
replicação viral e se localiza num contexto de 30 nucleotídeos capazes de formar uma estrutura
em forma de grampo. Embora a sequência de 30 nucleotídeos varie entre espécies de
geminivírus, a estrutura em forma de grampo está sempre presente, sendo considerado um
elemento conservado estruturalmente (FARIA; ZERBINI, 2000).
A transcrição é bidirecional tanto no DNA-A, que possui genes envolvidos na replicação
e encapsidação viral, quanto no DNA-B, que possui genes envolvidos na movimentação do
vírus na planta (TIMMERMANS; DAS; MESSING, 1994; BROWN, 1997; FARIA et al.,
2000) (Figura 1).
No componente DNA-A, um gene é transcrito no sentido viral denominado CP (Coat
Protein) que codifica para a proteína da capa proteica, e quatro no sentido complementar Rep,
TrAP, Ren e C4, que codificam, respectivamente para a proteína associada à replicação
(Replication associated Protein - Rep), a proteína da transcrição (Trans-Acting Protein - TrAP),
uma proteína que aumenta a replicação do genoma viral (Replication Enhancer - REn) e uma
proteína envolvida na supressão do silenciamento gênico (C4) (FARIA; ZERBINI, 2000).
A função da CP está relacionada com a proteção do genoma contra degradação,
aquisição do vírus e transmissão pelo inseto vetor, infectividade e movimento sistêmico. Nos
begomovírus monopartidos, a CP também tem a função de transportar o DNA viral do núcleo
para o citoplasma e do citoplasma para o núcleo (LIU et al., 1999), função exercida pela NSP
nos begomovírus bipartidos (NOUEIRY; LUCAS; GILBERTSON, 1994). Essa proteína é
determinante da especificidade da transmissão do vírus e na interação entre o vírus e a planta
hospedeira, parece ainda estar associada com o desenvolvimento de sintomas (GARDINER et
al., 1998). A CP dos begomovírus se liga à proteína GroEL (sintetizada por endossimbiontes
no intestino das moscas-brancas vetoras) e à proteína codificada pela própria mosca-branca
HSP16 (heat shock protein 16; OHNESORGE; BEJARANO, 2009; RANA et al., 2012). Estas
interações podem estabilizar o vírion durante a passagem pelo intestino e/ou facilitar sua
transferência através do epitélio do intestino para a hemolinfa (HANLEY-BOWDOIN et al.,
2013). As duas hipóteses são compatíveis com dados que mostram que diferentes isoformas de
GroEL, sintetizadas por diferentes endossimbiontes, afetam a eficiência de transmissão
(GOTTLIEB et al., 2010; HANLEY-BOWDOIN et al., 2013). Foi experimentalmente
demonstrado que a troca do gene CP do African cassava mosaic virus (ACMV), um
begomovírus transmitido por mosca-branca, pelo correspondente do Beet curly top virus
(BCTV), um curtovírus transmitido por cigarrinha, resultou na alteração da especificidade do
inseto vetor (BRIDDON et al., 1990). Uma outra proteína sintetizada no sentido viral é a

19

AV2/V2, que em begomovírus monopartidos do VM funciona como proteína do movimento
(POORNIMA-PRIYADARSHINI et al., 2011), além de atuar supressora de silenciamento
gênico (CHOWDA-REDDY et al., 2008; ZHANG et al., 2012).
O produto do gene Rep é uma enzima com propriedades de ligação a ácidos nucléicos,
de endonucleases e absolutamente necessária para a replicação. A função da proteína Rep é de
se ligar ao sítio de iniciação da replicação viral (5’-TAATATT//AC-3’) e cortar uma das fitas
de DNA iniciando a replicação por círculo rolante (rolling circle replication – RCR) (FONTES;
LUCKOW; HANLEY-BOWDOIN, 1992). A fita de ssDNA circular recém-sintetizada pode
ser convertida em dsDNA para entrar num novo ciclo de replicação ou encapsidada em vírions
após a síntese da proteína capsidial (HANLEY-BOWDOIN et al., 2013). A Rep ainda está
ligada à regulação gênica, uma vez que sua ligação à origem de replicação reprime a expressão
de genes no sentido complementar (incluindo sua própria expressão) (EAGLE; OROZCO;
HANLEY-BOWDOIN, 1994), mas aparentemente não reprime a expressão de genes no sentido
viral (SHIVAPRASAD et al., 2005).
A proteína TrAP, codificada pelo gene trap, é um fator de transcrição, que atua nos
promotores de genes de sentido viral (CP e NSP) em begomovírus bipartidos. Portanto, os
transcritos correspondentes a estes genes só são observados na célula após a expressão de trap
(SUNTER; BISARO, 1992). Outra função pode ser a de interagir e inativar Kinases, como
adenosina kinase (ADK) e SNF1, enzimas envolvidas na defesa do hospedeiro (SUNTER;
SUNTER; BISARO, 2001). A TrAP ainda está envolvida na supressão de silenciamento gênico
transcricional (TGS) e pós-transcricional (PTGS) (VANITHARANI et al., 2004; WANG et al.,
2005; RAJA et al, 2008).
A proteína REn, codificada pelo gene REn, é um fator de amplificação da replicação
viral. Embora não seja essencial para que a replicação ocorra, o acúmulo de DNA viral é muito
maior quando esta proteína está presente (ZERBINI; CARVALHO; MACIEL-ZAMBOLIM,
2002). Estudos envolvendo mutações nesta proteína têm mostrado retardamento e atenuação de
sintomas (ELMER et al., 1988; ETESSAMI et al., 1991). Há a possibilidade de que a REn
direcione a Rep para o domínio de ligação Rep/DNA viral no local de clivagem no início da
replicação (LAZAROWITZ et al., 1999).
A C4 é responsável por suprimir a resposta do hospedeiro à ação da Rep (ROJAS et al,
2005; STANLEY et al, 2005), além disso é um importante fator na determinação dos sintomas,
estando comprometida no controle do ciclo celular, podendo se envolver com outras proteínas
virais e interagir com proteínas relacionadas com o processo de ubiquitinação pelo hospedeiro
na tentativa de garantir o avanço da infeção (CASTILLO et al., 2004; EINI et al., 2009;

20

LOZANO-DURAN; BEJARANO, 2011; LOZANO-DURÁN et al., 2011; SÁNCHEZDURÁN et al., 2011; ZHANG et al., 2011). Em begomovírus monopartidos atua no movimento
célula-à-célula em conjunto com outras proteínas como CP e V2 (ROJAS et al., 1998; ROJAS
et al., 2001).
A C5 codifica uma proteína que aparentemente não tem papel essencial no ciclo da
infecção viral para alguns begomovírus ou isolados virais (KHEYR-POUR et al., 2000;
FONTENELLE et al., 2007; MELGAREJO et al., 2013), mas sua ausência em mutantes
ocasionou sintomas menos severos (MELGAREJO et al., 2013). Um estudo mais detalhado
com o Mungbean yellow mosaic India virus (MYMIV; LI et al., 2015) revelou o papel
multifuncional desta proteína, que pode atuar no desenvolvimento de sintomas, na supressão
do TGS e do PTGS, e na indução de uma resposta similar a de hipersensibilidade
(hipersensitive-like response – HLR).
No componente DNA-B, no sentido viral, o gene NSP codifica uma proteína que realiza
o transporte do DNA através do envelope nuclear (Nuclear Shuttle Protein - NSP). A NSP se
liga ao DNA viral formando o complexo NSP-ss/dsDNA, que é transportado para o citoplasma,
onde interage com a MP, que direciona o complexo para a periferia da célula vegetal para ser
transportado

à

célula

adjacente

(SANDERFOOT;

LAZAROWITZ,

1995;

1996;

SANDERFOOT; INGHAM; LAZAROWITZ, 1996). No sentido complementar, o gene MP
(Moviment Protein - MP) tem funções de movimento célula-a-célula através do mecanismo de
aumento do limite de exclusão dos plasmodesmas (NOUEIRY; LUCAS; GILBERTSON,
1994). A MP de Squash leaf curl virus (SqLCV) interage com o retículo endoplasmático de
células procambiais (células vasculares imaturas) para formar túbulos que conectam uma célula
a outra, sugerindo que o complexo NSP-ssDNA viral pode ser transportado através de tais
estruturas (WARD et al., 1997).

2.6 Diversidade de Begomovirus infectando feijoeiros e Macroptilium lathyroides
Os begomovírus têm emergido como um dos principais fitopatógenos, particularmente
nas regiões tropicais e subtropicais do mundo (MORALES, 2010), prejudicado importantes
culturas como feijão (Phaseolus vulgaris), mandioca (Manihot esculenta), algodão (Gossypium
sp.), tabaco (Nicotiana tabacum) e tomate (GRAHAM; MARTIN; ROYE, 2010). No Brasil, o
feijoeiro e tomateiro são as culturas mais severamente afetadas (FARIA; MAXWELL, 1999;
ZERBINI et al., 2005).

21

Begomovírus que infectam feijoeiros (Phaseolus spp.) são distribuídos através das
Américas e considerados fator limitante para a produtividade dessa cultura (MORALES, 2010).
Diversas espécies já foram relatadas naturalmente infectando esses hospedeiros: Bean calico
mosaic virus (BCaMV), Bean dwarf mosaic virus (BDMV), Bean golden yellow mosaic virus
(BGYMV), Sida micrantha mosaic virus (SiMMV), Tobacco leaf curl Cuba virus (TbLCCuV),
Sida golden mosaic virus (SiGMV), Common bean severe mosaic virus (CBSMV), Common
bean mottle virus (CBMoV), Bean golden mosaic virus (BGMV) e Macroptilium yellow spot
virus (MaYSV), sendo os dois últimos de maior importância econômica no Brasil (FAUQUET
et al., 2008; FERNANDES-ACIOLI et al., 2011; SILVA et al., 2012; LIMA et al., 2013;
RAMOS-SOBRINHO et al., 2014; LEYVA et al., 2016; DURHAM et al., 2010; CHANGSIDORCHUK et al., 2017).
O primeiro begomovírus relatado no Brasil, o BGMV, foi observado infectando P.
vulgaris na década de 1960 (COSTA, 1975). O mosaico dourado do feijoeiro foi a primeira
doença causada por esse grupo de vírus que atingiu níveis epidêmicos no NM, os quais foram
associadas ao aumento das populações de mosca-branca que se desenvolveram em áreas com
plantio de soja (INOUE-NAGATA; LIMA; GILBERTSON, 2016). Surtos epidêmicos do
BGMV em plantios de feijoeiros foram, durante muito tempo, impulsionados por populações
nativas da mosca-branca B. tabaci espécie New World (NW, antigo biótipo A). Após introdução
da B. tabaci espécie Middle East-Asia Minor 1 [MEAM1, nativa do Velho Mundo (antigo
biótipo B)] no país, mesmo com o deslocamento da espécie NW, surtos de BGMV continuaram
a ser relatados, indicando que ambas espécies crípticas de B. tabaci são vetores eficientes na
transmissão do BGMV (INOUE-NAGATA; LIMA; GILBERTSON, 2016).
Além de plantas cultivadas, muitas espécies de plantas silvestres/daninhas têm sido
relatadas como hospedeiras de Begomovirus (IDRIS et al., 2003; JOVEL et al., 2004; FIALLOOLIVE et al., 2013; MUBIN et al., 2010), principalmente dentro das famílias Malvaceae,
Euphorbiaceae e Fabaceae (MORALES; ANDERSON, 2001; ASSUNÇÃO, 2006; TAVARES
et al.. 2012; SILVA et al., 2011, 2012; FIALLO-OLIVÉ; ZERBINI; NAVAS-CASTILLO,
2015). Alguns begomovírus descritos a partir Macroptilium lathyroides (espécie silvestre
leguminosa comumente encontrada em associação com campos de cultivo de feijoeiros) como
Macroptilium yellow mosaic virus (MaYMV-[JM]), Macroptilium yellow mosaic Florida virus
(MaYMFV), Macroptilium mosaic Puerto Rico virus (MaMPRV) e MaYSV são capazes de
infectar sistemicamente plantas de feijão comum e feijão-fava (AMARAKOON et al., 2008;
IDRIS et al., 2003; LIMA et al., 2013; RAMOS-SOBRINHO et al., 2014). O primeiro relato
de MaYSV ocorreu em 2009, infectando Macroptilium lathyroides, nos estados de Sergipe e

22

Paraíba (SILVA et al., 2012). Este mesmo vírus já foi descrito em outras hospedeiras
leguminosas não-cultivadas como Calopogonium mucunoides, Canavalia sp. (SILVA et al.,
2012) e, mais recentemente, em Desmodium glabrum (FONTENELE et al., 2016). É também
conhecido que M. lathyroides pode servir como hospedeiro alternativo para BGMV e BGYMV,
begomovírus de grande importância econômica na cultura dos feijoeiros (BRACERO;
RIVERA; BEAVER, 2003; RAMOS-SOBRINHO et al., 2014). No Brasil, outros begomovírus
infectando M. lathyroides foram relatados como Soybean chlorotic spot virus (SoCSV, COCO
et al., 2013), vírus inicialmente descrito em soja, Macroptilium yellow net virus (MaYNV) e
Macroptilium yellow vein virus (MaYVV) (SILVA et al., 2012; RAMOS-SOBRINHO et al.,
2014).
Análises de populações brasileiras de BGMV e MaYSV mostraram que a variação
genética entre os isolados de cada uma das espécies de begomovírus é similar em ambos
hospedeiros cultivados (P. vulgaris e P. lunatus) e não-cultivados (M. lathyroides), indicando
que os hospedeiros (a priori) não afetam a variabilidade genética desses vírus. Por outro lado,
resultados sugerem que a distribuição geográfica dos hospedeiros influencia na estrutura
genética de subpopulações do BGMV, mas não de MaYSV (RAMOS-SOBRINHO et al.,
2014). O alto grau de variabilidade genética nas populações de MaYSV, em comparação com
as populações de BGMV, foi atribuído aos numerosos eventos de recombinação em MaYSV.
Finalmente, MaYSV foi o begomovírus mais frequentemente encontrado em hospedeiras
leguminosas cultivadas no estado Alagoas em 2011, indicando uma possível substituição de
BGMV por MaYSV (RAMOS-SOBRINHO et al., 2014).
Acreditava-se que BGMV era o único begomovírus de importância econômica em
feijoeiros no Brasil, levando a aprovação do feijão comum transgênico Embrapa 5.1 resistente
ao BGMV, no qual resistência é devido ao silenciamento de RNA (BONFIM et al., 2007;
ARAGÃO et al., 2013). Entretanto, resultados mais recentes sugerem a emergência do MaYSV
como um dos principais begomovírus em campos de cultivo no Nordeste do Brasil, indicando
que BGMV já não é mais o único begomovírus de relevância econômica para os feijoeiros. É
importante salientar que a utilização da cultivar transgênica representa apenas uma estratégia
para o manejo de infecções por BGMV, não sendo resistente a outros vírus que infectam feijão,
incluindo Cowpea mild mottle virus (carlavírus transmitido por mosca-branca) e,
possivelmente, MaYSV e SiMMV (INOUE-NAGATA; LIMA; GILBERTSON, 2016). Esses
surtos contínuos de begomovírus demonstram que o manejo eficaz da doença continua sendo
um desafio.

23

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35

3 CAPÍTULO I:
NEW APPROACH FOR THE CONSTRUCTION OF INFECTIOUS CLONES OF A
CIRCULAR DNA PLANT VIRUS USING GIBSON ASSEMBLY

PUBLICADO - JOURNAL OF VIROLOGICAL METHODS

36

1

New approach for the construction of infectious clones of a circular DNA plant virus using

2

Gibson Assembly

3
4

Ferro, M.M.M.1, Ramos-Sobrinho, R.2*, Xavier, C.A.D.3, Zerbini, F.M.3, Lima, G.S.A.1,

5

Nagata, T.2, Assunção, I.P.1

6
7

1

8

Largo, AL, 57100-000, Brazil

9

2

Setor de Fitossanidade/Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Alagoas, Rio

Departamento de Biologia Celular, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade de Brasília,

10

Brasília, DF, 70910-900, Brazil

11

3

12

36570-900, Brazil

Departamento de Fitopatologia/BIOAGRO, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG,

13
14

*Corresponding authors: R. Ramos-Sobrinho, e-mail: robertorsobrinho@gmail.com

15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25

Declarations of interest: none.

37

26

ABSTRACT

27

Viruses belonging to the genus Begomovirus (family Geminiviridae) have circular single-strand

28

DNA genome encapsidated into quasi-icosahedral particles, being transmitted by whiteflies of

29

the Bemisia tabaci complex. Biological and molecular properties of begomoviruses have been

30

studied efficiently with infectious clones, with dimeric constructions of genome components

31

being required for clone infectivity. However, current approaches employing enzymatic

32

digestion and ligation to binary vectors are laborious, mostly due to many cloning steps or

33

partial digestion by restriction enzyme. Here, an infectious clone of the bipartite begomovirus

34

Bean golden mosaic virus (BGMV) was obtained using PCR and Gibson Assembly (GA).

35

Common bean (Phaseolus vulgaris) seedlings displayed severe yellow mosaic and stunt

36

symptoms 15 days after agroinoculation with DNA-A and DNA-B of BGMV. The approach

37

based on PCR-GA protocol is a fast and useful tool to obtain infectious clones of a circular

38

DNA plant virus.

39
40

Keywords: Geminiviridae, seamless cloning, Gibson Assembly, begomovirus, infectious

41

clones

42
43
44
45
46
47
48
49
50

38

51

Viruses belonging to the genus Begomovirus (family Geminiviridae) infect cultivated

52

and wild plants in tropical and subtropical regions, causing serious economic losses (Navas-

53

Castillo et al., 2011; Rojas et al., 2018). Bipartite begomoviruses have two genomic

54

components known as DNA-A and DNA-B, while the genomes of monopartite begomoviruses

55

resemble the DNA-A segment. Both mono and bipartite are transmitted by whitefly cryptic

56

species into the sibling group Bemisia tabaci (Homoptera: Aleyrodidae) (Zerbini et al., 2017).

57

Bean golden mosaic virus (BGMV) is among the main begomoviruses infecting leguminous

58

plants, being considered the most important constraints to crops into the genus Phaseolus in

59

Brazil (Rojas et al., 2018).

60

The conventional approach to construct infectious clones of begomoviruses employs

61

restriction enzymes to generate more than one copy of the viral genome which contain two

62

replication origins (v-ori) (Buragohain et al., 1994; Bang et al., 2014; Nagata and Inoue-Nagata,

63

2015). The duplicated v-ori allow the release of the full-length viral genome, improving the

64

infectivity of the genomic components after agroinoculation (Stenger et al., 1991; Nagata and

65

Inoue-Nagata, 2015). A method based on rolling circle amplification (RCA) of viral genomes

66

followed by partial digestion with endonucleases has been described and largely used to obtain

67

infectious clones into the genus Begomovirus (Ferreira et al., 2008; Wu et al., 2008; Bang et

68

al., 2014; Nagata and Inoue-Nagata, 2015). Unfortunately, the partial enzymatic digestion

69

requires a laborious process of adjustments in conditions of the target DNA and enzyme

70

concentrations. Here, a new and simple approach to obtain infectious clones of begomoviruses

71

employing PCR-Gibson Assembly (GA) is described.

72

For this study, DNA-A and DNA-B genomic components of the begomovirus BGMV

73

isolate 173 AL (GenBank accession KJ939749 for DNA-A, MH925107 for DNA-B; Ramos-

74

Sobrinho et al., 2014), previously cloned into pBluescript KS+plasmid vectors were used as

75

PCR templates.

39

76

For geminivirus infectious clone assembly, it is necessary dimeric constructions

77

(containing at least two replication origins) for each genome segment. For this purpose, primers

78

were designated to amplify two slightly different units (1 and 2) with 20-22 nucleotides (nt)

79

overlap region between units 1 and 2, and 20 nt overlap between genome segments and plasmid

80

(Fig. 1, Table 1). Primer pairs BGMV-A-U1-For/BGMV-A-U1-Rev or BGMV-A-U2-

81

For/BGMV-A-U2-Rev were used to amplify units 1 and 2 of the BGMV DNA-A (Fig. 1a),

82

respectively, while BGMV-B-U1-For/BGMV-B-U1-Rev or BGMV-B-U2-For/BGMV-B-U2-

83

Rev were used for BGMV DNA-B (Fig. 1b). Primer pair pJL89-Nos-For/pJL89-no35S-Rev

84

was used to amplify the pJL-89 binary vector (Lindbo, 2007) excluding the 35S region of the

85

vector. DNA-A and DNA-B components were individually amplified using the Q5® High-

86

Fidelity DNA Polymerase (New England BioLabs, Ipswich, USA). Amplified fragments were

87

analyzed by electrophoresis using agarose gel (1%), individually purified using Gel Band

88

Purification Kit (GE Healthcare, Uppsala, Sweden), and treated with DpnI restriction enzyme

89

for degradation of methylated plasmid DNA used as template. Dimers of DNA-A and DNA-B

90

were assembled using Gibson Assembly® Cloning Master Mix (New England BioLabs)

91

following the manufacturer´s protocol. Briefly, 2.5 µL of pJL-89 amplified product (40 ng/µL),

92

2.2 µL of units 1 and 2 (DNA-A or DNA-B; 50 ng/µL), 1.0 µL of 10X CutSmart buffer, 1.1 µL

93

of ultrapure H2O, and 1.0 µL of DpnI were mixed and incubated at 37 ºC for 1 h, and then 10.0

94

µL of GA master mix was added and incubated at 50 ºC during 1h (an illustration for the PCR-

95

GA approach is shown in Supplementary Fig. 1). Finally, GA products were dialyzed during

96

15 min using VSWP 0.025 µm cellulose membrane (Merck-Millipore, Darmstadt, Germany),

97

and used to transform electrocompetent cells of Escherichia coli DH10B strain.

98

Colonies of transformed E. coli DH10B were grown on Luria-Bertani (LB) medium at

99

37 ºC for 18 h, and plasmid DNA was extract using the Wizard® Plus SV Minipreps DNA

100

Purification System (Promega, Madison, USA). In order to confirm the cloning process,

40

101

assembled plasmid DNA were individually digested with BamHI (DNA-A) or SpeI (DNA-B)

102

(Fig. 1). For DNA-A, fragments of about 3.0 and 6.9 kb, corresponding to the second copy of

103

the viral genome (unit 2) plus part of the binary vector (~0.4 kb) and the first copy of the viral

104

insert (unit 1) plus vector (~4.3 kb) were obtained. For DNA-B, fragments of 9.9 kb

105

corresponding to the linearized plasmid containing two copies (units 1 and 2) of the genomic

106

component plus the pJL-89 were obtained. Restriction enzyme sites used for cloning are shown

107

in Fig. 1. Viral inserts were sequenced at Macrogen Inc., and nucleotide sequences were

108

analyzed using the Geneious program (Kearse et al., 2012).

109

Constructions of DNA-A and DNA-B clones of BGMV (confirmed by enzymatic

110

digestion and sequencing) were used to transform Agrobacterium tumefaciens GV3101:pMP90

111

strain (background C58; pTiC58DT-DNA), and infectivity was tested by agroinfiltration

112

according to the protocol described in Hou et al. (1998). For agroinoculation of both viral

113

components, DNA-A and DNA-B A. tumefaciens GV3101 cultures were adjusted to an OD of

114

0.5 and mixed in equal volumes. Then, 0.5 mL of these mixed cultures were used to

115

agroinoculate 10 day-old seedlings of common bean (Phaseolus vulgaris L.) cv. ‘Pérola’ at four

116

sites approximately 1 cm below the shoot apex. Control plants were agroinoculated with A.

117

tumefaciens GV3101 containing empty pJL-89 vector. Inoculated plants were kept into

118

whitefly-proof cages at 25 ± 2 oC and photoperiod of 12 h during 30 days post agroinfiltration

119

(dpa). Symptoms of severe yellow mosaic and stunting were observed in inoculated plants 15

120

dpa (Fig. 2a). No symptoms were observed in the control plants (Fig. 2b).

121

In order to confirm viral infection, systemically infected leaf samples were collected at

122

15 and 30 dpa. Total DNA was extracted from each sample according to Doyle and Doyle

123

(1987), and used as templates for BGMV detection using the primer pairs BGMV-A-U2-

124

For/BGMV-A-U2-Rev or BGMV-B-U1-For/BGMV-B-U1-Rev, specific to the DNA-A and

41

125

DNA-B, respectively (Table 1). Expected fragments of about 2.6 kb (DNA-A or DNA-B) were

126

observed only from symptomatic plants in both sampling times (Fig. 2c and d).

127

Although the construction of infectious clones is a laborious process, this procedure has

128

been successfully used to better-understand the biological and molecular characteristics of

129

viruses and their interactions with plant hosts, with the single-step GA being a method used to

130

easy assembly of DNA molecules into an isothermal reaction (Gibson et al., 2009). Here, it has

131

been shown that this approach can be used to construct infectious clones of circular DNA plant

132

viruses as begomoviruses.

133
134

Acknowledgments

135

The authors wish to thank Dr. Alice Inoue-Nagata (Embrapa) for the support during plant

136

inoculation assays. M.M.M.F. was a CAPES doctoral fellowship. G.S.A.L. was supported by

137

CNPq grants (431109/2016-8). T.N. is research fellow of CNPq (CNPq 306377/2014-4). I.P.A.

138

was supported by CAPES/FAPEAL grants (60030000022/2014).

139
140

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189
190
191
192
193
194
195
196
197

44

198

Table 1. Primer sequences used for amplification of BGMV DNA-A and DNA-B genomic

199

components and pJL-89 binary vector.

200
201
202
203
204
205
206
207
208
209
210
211
212
213
214
215
216

Name
BGMV-A-U1-For
BGMV-A-U1-Rev

Sequence (5’ – 3’)
AACATGGTGGAGCACGACACTCTACGTTGTACATCTTGAA
AACGTAGAGGATCCACTTCACACAACGACC

BGMV-A-U2-For
BGMV-A-U2-Rev

TGTGAAGTGGATCCTCTACGTTGTACATCT
GAACGATCGGGGAAATTCGAACTTCACACAACGACCAGAA

DNA-A

BGMV-B-U1-For
BGMV-B-U1-Rev

AACATGGTGGAGCACGACACTGAGCGTGTTTTTGAAATCC
AACACGCTCAACTAGTTGCGGAACTGAAAT

DNA-B

BGMV-B-U2-For
BGMV-B-U2-Rev

GTTCCGCAACTAGTTGAGCGTGTTTTTGAA
GAACGATCGGGGAAATTCGATGCGGAACTGAAATAGACGG

DNA-B

pJL89-Nos-For
pJL89-no35S-Rev

TCGAATTTCCCCGATCGTTC
GTGTCGTGCTCCACCATGTT

pJL-89

Target
DNA-A

45

217

List of figures

218

Fig. 1. Strategy to construct dimeric agroinfectious clone of BGMV into pJL-89 binary vector.

219

(a) DNA-A genomic component; viral inserts (first and second units) are represented by grey

220

rectangles; primer-pairs containing overlap sequences are indicated by grey arrows. (b) DNA-

221

B genomic component; viral inserts (first and second units) are represented by grey rectangles;

222

primer-pairs containing overlap sequences are indicated by grey arrows. BamHI (DNA-A) and

223

SpeI (DNA-B) restriction sites are represented by dotted rectangles.

224
225

Fig. 2. Agroinoculation tests using infectious clone of BGMV. (a) common bean cv. ‘Pérola’

226

displaying yellow mosaic symptoms; (b) symptomless control plant; (c) BGMV DNA-A

227

detection from symptomatic plants 15 dpa (lanes 1-5) and 30 dpa (lanes 6-10); no amplification

228

fragment was observed from control plants (lanes 11 and 12); (d) BGMV DNA-B detection

229

from symptomatic plants 15 dpa (lanes 1-5) and 30 dpa (lanes 6-10); no amplification fragment

230

was observed from control plants (lanes 11 and 12).

231
232

Supplementary Fig. 1. PCR-GA approach for construction of infectious clones of circular

233

DNA plant viruses as begomoviruses. Grey color represents the plasmid vector where a full-

234

length copy of the viral genomic component (indicated in green) was inserted; binary plasmid

235

vector is represented by dark color; blue and yellow represent the two slightly different viral

236

units (amplified from the monomeric clone) containing overlapping regions required for GA.

237
238
239
240
241

46

242

243
244
245
246
247
248

Fig. 1.

47

249
250

251
252
253
254
255
256
257
258
259
260

Fig. 2.

48

261
262

263

Supplementary Fig. 1.

49

4 CAPÍTULO II
CONSTRUÇÃO DE CLONE INFECCIOSO E DETERMINAÇÃO DA GAMA DE
HOSPEDEIROS DO BEGOMOVÍRUS Macroptilium yellow spot virus

50

1

Construção de clone infeccioso e determinação da gama de hospedeiros do begomovírus

2

Macroptilium yellow spot virus

3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
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24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40

RESUMO
O gênero Begomovirus (família Geminiviridae) inclui vírus com genoma composto por uma ou
duas moléculas de DNA fita simples, são transmitidos por um complexo de espécies crípticas
de Bemisia tabaci e infectam plantas dicotoledôneas. Dentre os principais problemas
fitossanitários que afetam a cultura dos feijoeiros, destacam-se as begomoviroses, que podem
causar até 100% de perdas. No Brasil, Bean golden mosaic virus (BGMV) e Macroptilium
yellow spot virus (MaYSV) são os begomovírus de maior importância econômica para os
feijoeiros. A emergência do MaYSV como um dos principais begomovírus em campos de
cultivo de feijoeiros no Nordeste do Brasil ressalta a importância de melhor compreender a
biologia desta espécie viral. Portanto, o objetivo do presente estudo foi a obtenção de clone
infeccioso de MaYSV, utilizando-se o método PCR-GA, e a determinação da sua gama de
hospedeiros. Clones dos componentes DNA-A e DNA-B de MaYSV (isolado 100AL) foram
utilizados para construção de clones infecciosos via Gibson Assembly (GA). Alíquotas das
reações de GA foram utilizadas para transformar células eletrocompetentes de Escherichia coli
DH10B, e a ligação dos fragmentos virais em vetor binário pJL-89 foi confirmada por digestão
enzimática e sequenciamento. DNA plasmidial das contruções confirmadas foi utilizado para
transformação de Agrobacterium tumefaciens (cepa GV3101), e a infectividade dos clones foi
testada via agroinoculação em plantas de feijão comum ‘cv. Pérola’. DNA total foi extraído a
partir de amostras foliares (infectadas sistemicamente) coletadas aos 15 e 30 dias após
agroinfiltração (daa), e utilizado como template para detecção viral utilizando primers espécieespecíficos. As plantas agroinfiltradas com o clone infeccioso apresentaram sintomas de
mosaico amarelo severo 15 daa, enquanto as plantas controle (pJL-89 sem insertos virais) foram
assintomáticas. Ambos os componentes genômicos DNA-A e DNA-B de MaYSV foram
detectados em folhas infectadas sistemicamente. Este é o primeiro relato da construção de um
clone agroinfeccioso do begomovírus Macroptilium yellow spot virus usando Gibson
Assembly. Nos testes de gama de hospedeiros, o clone infeccioso de MaYSV, foi capaz de
infectar sistemicamente e causar sintomas de mosaico e subdesenvolvimento em P. vulgaris.
Palavras-chave: Geminivírus, Macroptilium lathyroides, Gibson Assembly, MaYSV.

51

41
42

ABSTRACT

43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67

The genus Begomovirus (family Geminiviridae) includes viruses with a genome composed of
one or two single-stranded DNA molecules, are transmitted by a complex of cryptic Bemisia
tabaci species and infect dicotyledonous plants. Among the major phytosanitary problems that
affect bean culture, begomoviruses stand out, which can cause up to 100% losses. In Brazil,
Bean golden mosaic virus (BGMV) and Macroptilium yellow spot virus (MaYSV) are the
begomovirus of major economic importance for the leguminous. The emergence of MaYSV as
one of the main begomoviruses in bean fields in Northeast Brazil highlights the importance of
better understanding the biology of this viral species. Therefore, the objective of the present
study was to obtain an infectious clone of MaYSV, using the PCR-GA method, and the
determination of its host range. Clones of the DNA-A and DNA-B components of MaYSV
(isolated 100AL) were used to construct infectious clones by Gibson Assembly (GA). Aliquots
of the GA reactions were used to transform Escherichia coli DH10B electrocompetent cells,
and binding of the viral fragments into pJL-89 binary vector was confirmed by enzymatic
digestion and sequencing. Plasmid DNA from the confirmed constructs was used for
transformation of Agrobacterium tumefaciens (strain GV3101), and the infectivity of the clones
was tested by agroinoculation in common bean 'cv. Pérola'. Total DNA was extracted from leaf
samples (systemically infected) collected at 15- and 30-days post agroinfiltration (dpa), and
used as template for viral detection using species-specific primers. Inoculated plants with the
infectious clone showed symptoms of severe yellow mosaic and stunting 15 dpa, whereas
control plants (pJL-89 without viral inserts) were asymptomatic. Both genomic DNA-A and BDNA components of MaYSV were detected in systemically infected leaves. This is the first
report of the construction of an agroinfectious clone of begomovirus Macroptilium yellow spot
virus using Gibson Assembly. For the host range experiments, the MaYSV infectious clone
was able to infect systemically and cause mosaic and stunting symptoms in P. vulgaris.

68

Keywords: Geminiviruses, Macroptilium lathyroides, Gibson Assembly, MaYSV.

69
70
71
72
73
74
75
76
77
78

52

79

4.1 INTRODUÇÃO

80
81

A família Geminiviridae possui vírus com genoma de DNA circular de fita simples

82

encapsidados em partículas geminadas de morfologia quasi-icosaédrica, e inclui nove gêneros

83

estabelecidos com base na organização genômica, filogenia, inseto-vetor e gama de hospedeiros

84

(VARSANI et al., 2014, 2017; ZERBINI et al., 2017). O gênero Begomovirus é considerado o

85

mais importante economicamente e maior em número de espécies, as quais possuem genomas

86

monopartidos ou bipartidos, conhecidos como DNA-A e DNA-B, e são transmitidas por um

87

complexo de espécies crípticas de Bemisia tabaci (BROWN et al., 2015; NAVAS-CASTILLO

88

et al., 2011; ROJAS et al., 2005).

89

Dentre as espécies de begomovírus que infectam leguminosas, Bean golden mosaic

90

virus (BGMV) e Macroptilium yellow spot virus (MaYSV) são consideradas as mais

91

importantes no Brasil (RAMOS-SOBRINHO et al., 2014). Além de plantas cultivadas,

92

Macroptilium lathyroides, planta não-cultivada encontrada comumente em associação com

93

feijoeiros, tem sido relatada como hospedeira dos begomovírus Macroptilium yellow mosaic

94

virus, Macroptilium yellow mosaic Florida virus, Macroptilium mosaic Puerto Rico virus e

95

MaYSV, os quais são capazes de infectar sistemicamente plantas de feijão comum (Phaseolus

96

vulgaris) e feijão-fava (P. lunatus) (AMARAKOON et al., 2008; IDRIS et al., 2003; SILVA et

97

al., 2012; LIMA et al., 2013; RAMOS-SOBRINHO et al., 2014). É também conhecido que M.

98

lathyroides pode servir como hospedeiro alternativo para Bean golden yellow mosaic virus e

99

BGMV, begomovírus de grande importância econômica na cultura dos feijoeiros nas américas

100

(BRACERO; RIVERA; BEAVER, 2003; RAMOS-SOBRINHO et al., 2014). Dada a

101

emergência do MaYSV como um dos principais begomovírus em campos de cultivo de

102

feijoeiros no Nordeste do Brasil, é crucial o melhor entendimento da biologia desta espécie

103

viral.

104

A técnica de construção de clones infecciosos permite a elucidação de vários aspectos

105

da replicação viral e interação vírus/hospedeiro/vetor, bem como auxiliar no screening de

106

variedades resistentes em programas de melhoramento genético de espécies cultivadas.

107

Diversas estratégias para a construção de clones infeciosos de begomovírus têm sido relatadas

108

(BURAGOHAIN et al., 1994; FERREIRA et al., 2008; NAGATA; INOUE-NAGATA, 2015;

109

STENGER et al., 1991), sendo recentemente descrita uma abordagem rápida empregando PCR

110

e Gibson Assembly (PCR-GA) (FERRO et al., 2019). No presente trabalho, um clone

111

infeccioso de MaYSV foi obtido através de PCR-GA, o qual foi infectivo em plantas de

112

Phaseolus vulgaris cv. ‘Pérola’.

53

113

4.2 MATERIAL E MÉTODOS

114

4.2.1 Isolado viral e obtenção dos clones de MaYSV

115
116

Os componentes genômicos DNA-A e DNA-B de MaYSV (isolado 100AL; número de

117

acesso GenBank KJ939861), previamente clonados em vetor plasmidial pBluescript KS+

118

(RAMOS-SOBRINHO et al., 2014), foram utilizados para construção de clones infecciosos via

119

PCR-GA (FERRO et al., 2019).

120
121

4.2.2 Construção de clone infeccioso de MaYSV por Gibson Assembly

122
123

Para a construção de clone infeccioso de geminivírus, é necessário clonar duas unidades

124

(dímero) de cada segmento do genoma (no mínimo duas origens de replicação) no mesmo

125

plasmídeo. Para isto, primers foram desenvolvidos para amplificar duas unidades do genoma

126

(1 e 2) com 20-22 nucleotídeos (nt) de sobreposição entre as unidades 1 e 2, e 20 nt sobrepostos

127

entre os segmentos genômicos e o vetor plasmidial (Figura 1; Tabela 1). Os pares de primers

128

MaYSV_A-U1_For/MaYSV_A-U1_Rev e MaYSV_A-U2_For/MaYSV_A-U2_Rev foram

129

utilizados para amplificar as unidades 1 e 2 do DNA-A de MaYSV, respectivamente, enquanto

130

MaYSV-B-U1-For/MaYSV-B-U1-Rev

131

ultilizados para o DNA-B de MaYSV (Tabela 1). O vetor binário pJL-89 (LINDBO, 2007) foi

132

amplificado com os primers pJL89_Nos_For/pJL89_no35S_Rev (Tabela 1).

e

MaYSV-B-U2-For/MaYSV-B-U2-Rev

foram

133

Clones do DNA-A e DNA-B foram utilizados, individualmente, como molde para as

134

reações de amplificação com a enzima Q5® High-Fidelity DNA Polymerase (New England

135

BioLabs, Ipswich, USA). Os fragmentos amplificados foram analisados em gel de agarose a

136

1%, individualmente purificados usando Gel Band Purification Kit (GE Healthcare, Uppsala,

137

Sweden) e tratados com a enzima DpnI para degradação do DNA plasmidial metilado usado

138

como molde. Posteriormente, os dímeros do DNA-A e DNA-B foram montados usando Gibson

139

Assembly® Cloning Master Mix (New England BioLabs) segundo o protocolo descrito pelo

140

fabricante. Resumidamente, 2,5 µL do vetor pJL-89 purificado em gel (40 ng\µL), 2,2 µL das

141

unidades 1 e 2 do genoma viral purificados em gel (DNA-A ou DNA-B; 50 ng\µL), 1 µL do

142

Tampão 10X CutSmart, 1,1 µL de H2O ultrapura, e 1,0 µL de DpnI foram misturados e

143

incubados a 37ºC por 1h. Aos 10 µL totais da reação foram adicionados 10 µL do mix GA

144

(volume total de 20 µL) e incubados a 50ºC por 1 h. Após a incubação, a reação foi dialisada,

145

por 15 minutos, utilizando uma membrana de celulose (VSWP, 0.025 µm) (Merck-Millipore,

146

Darmstadt, Germany).

54

147

Alíquotas das reações de GA (2 µL) foram usadas para transformação de células

148

eletrocompetentes de E. coli (cepa DH10B). Colônias bacterianas foram repicadas para meio

149

Luria-Bertani (LB) líquido e incubadas a 37ºC por 18 horas. Após incubação, as culturas foram

150

submetidas à extração de DNA plasmidial com KIT Wizard® Plus SV Minipreps DNA

151

Purification System (Promega, Madison, USA). Para a confirmação do processo de clonagem,

152

DNA plasmidial foi digerido com as enzimas BamHI (DNA-A) e SpeI (DNA-B), e também

153

sequenciados na Macrogen, Inc. (Seul, Coréia do Sul). As sequências nucleotídicas dos

154

possíveis clones infecciosos foram analisadas utilizando o software Geneious (KEARSE et al.,

155

2012).

156
157

4.2.3 Ensaios de agroinfiltração do clone infeccioso de MaYSV

158
159

As construções dos clones do DNA-A e DNA-B de MaYSV (confirmadas por digestão

160

enzimática e sequenciamento) foram usadas para transformação de Agrobacterium tumefaciens

161

cepa GV3101:pMP90 (background C58; pTiC58DT-DNA), e a infectividade testada por

162

agroinfiltração de acordo com o protocolo descrito em Hou et al. (1998). Os ensaios foram

163

realizados em casa de vegetação no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de

164

Alagoas (CECA/UFAL). Para a agroinoculação de ambos os componentes virais, as culturas

165

de A. tumefaciens GV3101 do DNA-A e DNA-B foram ajustadas para uma OD600 de 0,5 e

166

misturadas em volumes iguais. Em seguida, 0,5 mL dessas culturas em mistura foram utilizadas

167

para agroinocular mudas de feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) cv. ‘Pérola’, com 10 dias de idade,

168

em quatro locais aproximadamente 1 cm abaixo do ápice da parte aérea. Plantas controle foram

169

agroinfiltradas com A. tumefaciens GV310 contendo vetor pJL-89 vazio (sem inserto viral). As

170

plantas agroinfiltradas foram mantidas em gaiolas com proteção de tela anti-mosca-branca a 25

171

± 2 oC e fotoperíodo de 12 h.

172

DNA total foi individualmente extraído a partir amostras foliares coletadas aos 15 e 30

173

dias após agroinfiltração (daa) (DOYLE; DOYLE, 1987), e utilizado como molde para detecção

174

de MaYSV usando os pares de primers específicos MaYSV-Det_1137_For/MaYSV-

175

Det_1427_Rev (DNA-A) ou MaYSV-B_Det_1311_For/MaYSV-B_Det_1640_Rev (DNA-B)

176

(Tabela 1). As reações de PCR foram realizadas em um volume final de 15 µL, contendo 1,5

177

µL de tampão 10X PCR, 1,2 µL da mistura de dNTPs a 10 mM, 1 µL de cada oligonucleotídeo

178

a 10 μM, 10 ng do DNA molde, e uma unidade de Taq DNA Polymerase, completando-se o

179

volume com H2O ultrapura. As condições de termociclagem consistiram em uma desnaturação

180

inicial de 94ºC por 3 minutos e 35 ciclos de desnaturação a 94ºC por 45 segundos, anelamento

55

181

a 55ºC por 30 segundos e extensão a 72ºC por 90 segundos, seguindo de uma extensão final a

182

72ºC por 10 minutos. Os produtos amplificados foram analisados em gel de agarose a 1% sob

183

luz UV.

184
185

4.2.4 Determinação da gama de hospedeiros de MaYSV

186
187

O clone infeccioso dos componentes DNA-A e DNA-B de MaYSV foi agroinoculado

188

pelo método de punção com agulha (HOU et al., , 1998) em plantas das famílias Solanaceae

189

(Solanum lycopersicum ‘Cruz Cada Paulista’, Capsicum annuum ‘Casca Dura Ikeda’ e

190

Nicotiana benthamiana) e Fabaceae (Glycine max ‘Davis’, Phaseolus vulgaris ‘Pérola’, P.

191

lunatus ‘G51’ e Macroptilium lathyroides). Em Nicotiana benthamiana, três folhas jovens

192

foram agroinfiltradas na face abaxial com seringas sem agulhas. As culturas de A. tumefaciens

193

GV3101 do DNA-A e DNA-B foram ajustadas para uma OD600 de 0,5, misturadas em volumes

194

iguais e, em seguida, 0,5 mL da solução foi utilizada para agroinocular cinco mudas de cada

195

espécie testada. Plantas controle foram agroinoculadas com culturas de A. tumefaciens (cepa

196

GV3101) contendo vetor pJL-89 vazio (sem DNA viral). As plantas foram mantidas em gaiolas

197

com proteção de tela anti-mosca-branca, com o surgimento de sintomas sendo monitorado por

198

30 daa, e a infecção viral confirmada via PCR usando primers específicos (Tabela 1).

199
200

4.3 RESULTADOS

201
202

4.3.1 Confirmação da construção do clone infeccioso de MaYSV por Gibson Assembly

203
204

Dímeros com aproxidamente 9,9 kb em comprimento (2,6 kb para cada unidade

205

genômica viral e 4,7 kb para o vetor pJL-89) foram obtidos para ambos componentes DNA-A

206

e DNA-B de MaYSV (isolado 100AL) utilizando a abordagem de Gibson Assembly (Figura 1a

207

e b). Digestão das construções para o componente DNA-A com a endonuclease BamHI mostrou

208

a presença de dois fragmentos, um de 3,0 kb, correspondente a unidade 2 do genoma viral (2,6

209

kb) mais 0,4 kb do vetor pJL-89, e outro de aproximadamente 6,9 kb, correspondente a unidade

210

1 do genoma viral (2,6 kb) mais 4,3 kb do vetor binário pJL-89. Para o componente DNA-B,

211

após digestão com SpeI, foi observada a presença de um fragmento com aproximadamente 9,9

212

kb, correspondente à soma das unidades 1 e 2 do genoma viral (2,6 kb cada) e o vetor binário

213

pJL89 (4,7 kb) (Figura 2a e b). Adicionalmente, construções foram confirmadas através de

214

sequenciamento Sanger do DNA plasmidial.

56

215

4.3.2 Avaliação da infectividade do clone de MaYSV

216
217

As plantas de feijão-comum cv. ‘Pérola’ agroinoculadas com as construções diméricas

218

de MaYSV apresentaram sintomas de mosaico dourado 15 daa, enquanto plantas agroinfiltradas

219

com Agrobacterium contendo apenas vetor pJL-89 vazio (sem inserto viral) não demonstraram

220

sintomas de infecção viral 30 daa (Figura 3a e b). Folhas sistêmicas (não inoculadas), a partir

221

de plantas sintomáticas, foram PCR positivas para ambos componentes genômicos DNA-A

222

(840 pb) e DNA-B (320 pb) aos 15 e 30 daa. As plantas controle foram PCR negativas em

223

ambos tempos de amostragem (Figura 3c e d).

224
225

4.3.3 Determinação da gama de hospedeiros de MaYSV

226
227

Sintomas de infecção viral como mosaico e subdesenvolvimento foram observados em

228

plantas de feijão-comum (Figura 4). O componente genômico DNA-A foi detectado, via PCR,

229

em folhas de feijão-comum infectadas sistemicamente (não inoculadas) a partir de quatro das

230

cinco plantas inoculadas. Já o DNA-B foi detectado em três das cinco plantas inoculadas.

231

Apesar de assintomáticas, DNA-A e DNA-B foram detectados em cinco e quatro das cinco

232

plantas de N. benthamiana inoculadas, respectivamente (Figura 6). Em S. lycopersicum, foi

233

detectado apenas o componente genômico DNA-A em uma das cinco plantas inoculadas, sem

234

sintoma sendo observado. As plantas de G. max, P. lunatus, M. lathyroides e C. annuum não

235

apresentaram sintomas de infecção viral, e testaram negativas para ambos componentes

236

genômicos (Tabela 2).

237
238

4.4 DISCUSSÃO

239
240

No Brasil, desde a década de 1970, o Bean golden mosaic virus (BGMV) tem sido um

241

importante patógeno infectando Phaseolus spp. (COSTA, 1976; FARIA e MAXWELL, 1999;

242

FARIA et al., 2000), causando perdas de produção entre 40 e 100% (MORALES, 2010). Além

243

do BGMV, outras espécies de begomovírus como MaYSV e Sida micrantha mosaic virus

244

(SimMV) foram relatadas infectando feijoeiros e hospedeiras leguminosas não-cultivadas no

245

Brasil (FERNANDES-ACIOLI et al., 2011; SILVA et al., 2012; RAMOS-SOBRINHO et al,

246

2014; INOUE-NAGATA; LIMA; GILBERTSON, 2016). O primeiro relato de MaYSV ocorreu

247

em 2009, infectando Macroptilium lathyroides, nos estados de Sergipe e Paraíba (SILVA et al.,

248

2012), sendo posteriormente descrito em outras hospedeiras leguminosas cultivadas e não-

57

249

cultivadas nos estados de Alagoas e Pernambuco (FONTENELE et al. 2016; RAMOS-

250

SOBRINHO et al. 2014). Em 2011, MaYSV foi o begomovírus mais frequentemente

251

encontrado em hospedeiras leguminosas cultivadas no estado Alagoas, indicando uma possível

252

substituição do BGMV como principal begomovírus em feijoeiros (RAMOS-SOBRINHO et

253

al., 2014). Esta situação pode já estar consolidada para o estado de Alagoas e, provavelmente,

254

para outros estados da região Nordeste. Em contraste, MaYSV não foi descrito em lavouras de

255

feijão-comum em áreas produtoras situadas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, onde BGMV

256

foi o begomovírus prevalente (RAMOS-SOBRINHO et al. 2014).

257

A construção de clones infecciosos dos begomovírus que ocorrem em feijoeiros no

258

Brasil é fundamental para ampliar as pesquisas de caracterização molecular e biológica,

259

identificar a gama de hospedeiros desses patógenos, além de auxiliar programas de

260

melhoramento genético visando resistência contra infecção viral. Para o gênero Begomovirus,

261

a obtenção de clones infecciosos tem sido comumente realizada pela abordagem de RCA

262

(rolling circle amplification) e posterior digestão enzimática (FERREIRA et al., 2008; WU et

263

al., 2008; NAGATA; INOUE-NAGATA, 2015; BANG et al., 2014). Entretanto, um método

264

rápido e eficiente baseado em PCR e Gibson Assembly (PCR-GA) foi recentemente publicado

265

(FERRO et al., 2019), o qual foi empregado para a construção do clone agroinfeccioso de

266

MaYSV relatado no presente estudo.

267

GA combina a ação de três enzimas em uma única reação: T5 exonuclease, DNA

268

polimerase e DNA ligase termoestáveis (GIBSON et al., 2009). Esse método de clonagem foi

269

utilizado com sucesso para montar o genoma de Mycoplasma genitalium (GIBSON et al.,

270

2009), o genoma mitocondrial de camundongo (GIBSON et al., 2010), e produzir diferentes

271

construções para análise de genes em Trypanosoma brucei (McALLASTER et al., 2016). A

272

técnica foi ainda aplicada para montar os genomas do Dengue virus (DENV), West nile

273

virus (WNV)

274

(SIRIDECHADILOK et al., 2013; VANDERGAAST et al., 2014; SUHARDIMAN et al.,

275

2015).

e

Porcine

reproductive

and

respiratory

syndrome

virus (PRRSV)

276

O procedimento de clonagem GA também tem sido utilizado para a construção de clones

277

infecciosos de vírus de plantas com genoma de RNA. Bordat et al. (2015) utilizaram GA para

278

construir um clone infeccioso a partir do cDNA do potivírus Lettuce mosaic virus (LMV). A

279

mesma estratégia foi empregada na obtenção de clones infecciosos do Tomato blistering mosaic

280

virus (Tymovirus, BLAWID; NAGATA, 2015), Bean rugose mosaic virus (Comovirus,

281

BIJORA et al., 2017), Cowpea mild mottle virus (CPMMV; CARVALHO et al., 2017) e do

282

polerovírus Beet chlorosis virus (WETZEL et al., 2018).

58

283

A infectividade das construções diméricas do MaYSV (isolado 100AL) foi confirmada

284

em plantas de feijão-comum cv. ‘Pérola’, com sintomas sendo semelhante aos observados em

285

condições de campo (RAMOS-SOBRINHO et al., 2014). Além disso, MaYSV foi capaz de

286

infectar sistemicamente plantas de tomate e N. benthamiana. Em feijão-comum, os sintomas

287

ocorreram apenas em plantas onde foram detectados DNA-A e DNA-B, ressaltando a

288

importância da presença de ambos os componentes genômicos para o estabelecimento da

289

infecção sistêmica na planta hospedeira (BROWN et al., 2012; 2015). Por outro lado, estudos

290

demonstraram que o isolado do begomovírus bipartido Tomato chlolorotic mottle virus

291

[ToCMV-(MG-Bt1)] foi capaz de infectar sistemicamente e induzir sintomas em N.

292

benthamiana e tomateiro na ausência do DNA-B (GALVÃO et al., 2003; FONTENELLE et

293

al., 2007). Curiosamente, o clone infeccioso do MaYSV não foi capaz de infectar P. lunatus,

294

planta hospedeira original do isolado 100AL, e Macroptilium lathyroides, reservatório natural

295

dessa virose (SILVA et al., 2012; LIMA et al., 2013; RAMOS-SOBRINHO et al., 2014). Estes

296

dados indicam uma melhor adaptação do MaYSV em P. vulgaris, podendo ser responsável pela

297

predominância do MaYSV em plantações de feijoeiros no Nordeste do Brasil. Resultados

298

similares foram observados para o begomvírus Soybean chlorotic spot virus (SoCSV), o qual

299

foi descrito inicialmente em soja, porém induz sintomas mais severos em P. vulgaris que em

300

Glycine max, sua planta hospedeira natural (COCO et al., 2013). O BGMV provoca sintomas

301

devastadores em feijoeiros (seus hospedeiros naturais), porém sintomas mais leves em soja, não

302

comprometendo a produtividade desta cultura (FERNANDES et al., 2009).

303

Os componentes genômicos DNA-A e DNA-B foram detectados na maioria das plantas

304

de N. benthamiana agroinoculadas, porém não foram observados sintomas de infecção durante

305

o período de avaliação. Já em S. lycopersicum, foi detectado apenas o componente genômico

306

DNA-A em uma das plantas testadas, não sendo observado nenhum sintoma de infecção viral.

307

Estes dados sugerem que a gama de hospedeiros de MaYSV seja restrita a membros da família

308

Fabaceae, já que essa virose foi descrita apenas em leguminosas (SILVA et al., 2012; RAMOS-

309

SOBRINHO et al., 2014; FONTENELE et al., 2016). Resultados similares foram observados

310

para o begomovírus Tomato rugose mosaic virus (ToRMV), o qual apresenta a gama de

311

hospedeiros restrita a plantas da família Solanaceae (FERNANDES et al., 2006). Foi também

312

demonstrada a capacidade de outros begomovírus infectarem mais de uma família botânica

313

como Tomato yellow spot virus (ToYSV), Tomato chlorotic mottle virus (ToCMoV),

314

Passionfruit severe leaf distortion virus (PSLDV) e SoCSV (CALEGARIO et al., 2007;

315

RIBEIRO et al., 2007; FERREIRA et al., 2010; COCO et al., 2013). No teste de gama de

316

hospedeiros, observou-se ainda uma baixa taxa de infectividade do agroclone de MaYSV em

59

317

hospedeiras leguminosas como Macroptilium lathyroides e P. lunatus, sendo necessária a

318

utilização de outros métdos de inoculação antes de uma conclusão definitiva sobre a

319

infectividade de MaYSV nessas hospedeiras. Finalmente, o clone infeccioso descrito no

320

presente estudo pode ser útil para estudos de interações vírus-planta-vetor, e caracterização de

321

genes virais.

322
323

4.5 CONCLUSÕES

324
325

Este é o primeiro relato da construção de um clone agroinfeccioso do begomovírus

326

Macroptilium yellow spot virus, o qual é biologicamente ativo em plantas de feijão-comum (P.

327

vulgaris), N. benthamiana e tomate (S. lycopersicum). O isolado 100AL de MaYSV apresentou

328

melhor adaptação em P. vulgaris, onde foram observados sintomas e infecção sistêmica, que

329

em M. lathyroides e P. lunatus, consideradas reservatórios naturais dessa espécie viral.

330

Entretanto, os testes de gama de hospedeiros devem ser repetidos antes de uma conclusão

331

definitiva.

332
333
334
335
336
337
338
339
340
341
342
343
344
345
346
347
348
349

60

350

Tabela 1. Sequências de primers usadas para para amplificação dos componentes genômicos

351

DNA-A e DNA-B de MaYSV e do vetor binário pJL89.

352

353

Nome
MaYSV_A-U1_For
MaYSV_A-U1_Rev

Sequência (5’ – 3’)
AACATGGTGGAGCACGACACTCTACGTTGTACATCTTGAA
AACGTAGAGGATCCACTTCACACAACGACC

DNA-A

MaYSV_A-U2_For
MaYSV_A-U2_Rev

TGTGAAGTGGATCCTCTACGTTGTACATCT
GAACGATCGGGGAAATTCGAACTTCACACAACGACCAGAA

DNA-A

MaYSV-B_U1_For
MaYSV-B_U1_Rev

AACATGGTGGAGCACGACACTGAGCGTGTTTTTGAAATCC
AACACGCTCAACTAGTTGCGGAACTGAAAT

DNA-B

MaYSV_B-U2_For
MaYSV-B_U2_Rev

GTTCCGCAACTAGTTGAGCGTGTTTTTGAA
GAACGATCGGGGAAATTCGATGCGGAACTGAAATAGACGG

DNA-B

pJL89_Nos_For
pJL89_no35S_Rev

TCGAATTTCCCCGATCGTTC
GTG TCG TGC TCC ACC ATG TT

pJL-89

MaYSV_A_Det_308_For
MaYSV_A_Det_1149_Rev

GGAGGTGGAGGTCCAAAAA
TCTGGGACGACATATTTAGT

DNA-A

MaYSV-B_Det_1311_For
MaYSV-B_Det_1640_Rev

GTTGTTTATTATTTCCAAGCATTG
TCTATAGGAGTCAGCTCAAAT

DNA-B

Alvo

61
354

Tabela 2. Avaliação da infecção de plantas agroinoculadas com clone infeccioso de MaYSV.

355
Espécie, ‘cultivar’
Phaseolus vulgaris ‘Pérola’

356
357
358
359
360
361
362
363
364
365
366
367
368
369
370
371

MaYSV (DNA-A)
Plantas
infectadas/agroinoculadas
4/5

Glycine max ‘Davis’
0/5
Macroptilium lathyroides
0/5
P. lunatus ‘G51’
0/4
Nicotiana benthamiana
5/5
Solanum lycopersicum ‘Cruz Kada Paulista’
1/5
Capsicum annuum ‘Casca Dura Ikeda’
0/5
* DNA-A (detecção com primer para o DNA-A);
DNA-B (detecção com primer para o DNA-B);
Controle (plantas agroinoculadas somente com o vetor pJL-89).

MaYSV (DNA-B)
Plantas
infectadas/agroinoculadas
3/5

Controle (DNA-A e B)
Plantas
infectadas/agroinoculadas
0/5

0/5
0/5
0/4
4/5
0/5
0/5

0/5
0/5
0/4
0/5
0/5
0/5

Sintomas
Mosaico e
subdesenvolvimento

Sem sintomas aparentes
-

62

372
373

Figura 1. Estratégia para construção do clone agroinfeccioso dimérico de MaYSV em vetor

374

binário pJL-89. (a) componente genômico DNA-A; inserções virais (primeira e segunda

375

unidades) são representadas por retângulos cinzas; pares de iniciadores contendo sequências de

376

sobreposição são indicados por setas cinzas. (b) componente genômico DNA-B; inserções

377

virais (primeira e segunda unidades) são representadas por retângulos cinzas; pares de

378

iniciadores contendo sequências de sobreposição são indicados por setas cinzas. Os sítios de

379

restrição de BamHI (DNA-A) e SpeI (DNA-B) são representados por retângulos tracejados.

63

380
381

Figura 2. Padrão eletroforético das reações de digestão para confirmação da clonagem. (a)

382

Perfil da digestão do clone com BamHI para o componente DNA-A de MaYSV (b) Perfil da

383

digestão do clone com SpeI para o componente DNA-B de MaYSV.

384

385
386
387

Figura 3. Teste de agroinfiltração usando o clone infeccioso de MaYSV. (a) feijão comum cv.

388

‘Pérola’ exibindo sintomas de mosaico dourado; (b) planta controle assintomática; (c) detecção

389

do DNA-A de MaYSV a partir de plantas sintomáticas 15 daa (linhas 1-4) e 30 daa (linhas 5-

390

8); nenhum fragmento de amplificação foi observado nas plantas controle (linhas 9 e 10); (d)

391

detecção do DNA-B de MaYSV a partir de plantas sintomáticas 15 daa (linhas 1-4) e 30 daa

392

(linhas 5-8); nenhum fragmento de amplificação foi observado nas plantas controle (linhas 9 e

393

10).

64

394
395
396

Figura 4. Sintomas observados em plantas de P. vulgaris agroinoculadas com o clone

397

infeccioso de MaYSV. (a) feijão comum cv. ‘Pérola’ exibindo sintomas de mosaico e

398

subdesenvolvimento; (b) planta controle assintomática.

399

400
401
402

Figura 5. Padrão eletroforético em gel de agarose (1%) da confirmação da infecção viral via

403

PCR em plantas de N. benthamiana. M, marcador de comprimento (“1Kb plus DNA ladder”);

404

(a) 1-5, detecção do DNA-A de MaYSV; 6-10, plantas controle (pJL-89); (+), controle positivo;

405

(-), controle H2O; (b) 1-5, detecção do DNA-B de MaYSV; 6-10, plantas controle (pJL-89);

406

(+), controle positivo; (-), controle H2O.

407
408
409
410
411
412
413
414
415

65

416
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450
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