Heloiza Maria Pires Santos

Qualificação

Alterações térmicas periféricas em equinos utilizados em equoterapia: associação exploratória com uma classificação comportamental acumulativa e comparação com a Horse Grimace Scale em um estudo piloto

Resumo

Objetivou-se investigar alterações fisiológicas e termográficas em equinos utilizados em equoterapia, considerando uma classificação comportamental acumulativa (CCA), e verificar sua correspondência com o escore total convencional da Horse Grimace Scale (HGS). Foram avaliados 20 equinos. A CCA foi definida pela ocorrência acumulativa de seis alterações faciais ao longo dos trechos de vídeo analisados, formando os grupos CCA+ e CCA−. Separadamente, as seis unidades de ação facial da HGS foram pontuadas de 0 a 2 e somadas em um escore total de 0 a 12, tratado como variável quantitativa. Os escores HGS foram comparados entre os grupos por teste exato de permutação baseado na estatística de Wilcoxon–Mann–Whitney. As variáveis fisiológicas e termográficas foram analisadas em relação ao baseline individual por modelos lineares mistos, considerando-se a CCA, o turno e sua interação como efeitos fixos e o animal como efeito aleatório. A magnitude das diferenças foi avaliada pelo g de Hedges, a multiplicidade foi controlada pelo procedimento de Benjamini–Hochberg e a discriminação exploratória dos grupos CCA+ e CCA− foi examinada por curvas ROC.Quatro animais (20,0%) foram classificados como CCA+ e 16 (80,0%) como CCA−. O escore total da HGS variou de 2 a 5 pontos, com média de 3,40 ± 1,10 e mediana de 4. Os escores não diferiram entre CCA+ e CCA− (U = 39,5; p bilateral exato = 0,574; correlação bisserial por postos = 0,234). Nas análises baseadas na CCA, as alterações entre M1 e M2 das temperaturas do joelho e do antebraço em vista cranial apresentaram efeitos nominais (p = 0,0077 e p = 0,0348) e grandes magnitudes de efeito (|g| = 2,16 e 1,50), mas não permaneceram estatisticamente significativas após o controle da multiplicidade. No turno vespertino, as respectivas AUCs foram 0,942 (IC95%: 0,769–1,000) e 0,894 (IC95%: 0,683–1,000). As temperaturas do joelho e do antebraço em vista cranial constituíram os principais candidatos termográficos para discriminar os grupos definidos pela CCA. Entretanto, a ausência de significância após o controle da multiplicidade, o pequeno número de animais CCA+ e a falta de diferença do escore HGS entre os grupos indicam que os achados são exploratórios e relativos à classificação acumulativa empregada, não representando validação de marcadores de dor ou estresse.

Palavras-chave

bem-estar equino; equoterapia; expressão facial; termografia infravermelha; dor; comportamento animal

Membros da Banca

Tobyas Maia de Albuquerque Mariz (Presidente)
UFAL
Danillo Marte Pereira (Externo(a) à Instituição)
UFMA
Henrique Nunes Parente (Externo(a) à Instituição)
UFMA
Informações da Sessão
Out 22
Data e Hora
Terça-feira, 14:00h
Candidato(a)
Heloiza Maria Pires Santos
Local
Centro de Ciências Agrárias – CECA / Plataforma Virtual Google Meet