Aécio F. Santos

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
UNIDADE ACADÊMICA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
CECA

UFAL

AVALIAÇÃO DE FAMÍLIAS NA SELEÇÃO DE INDIVÍDUOS DE
CANA-DE-AÇÚCAR SUBMETIDOS A AMBIENTE ADENSADO E CONTROLADO

AÉCIO FERREIRA DOS SANTOS

Rio Largo
Estado de Alagoas
2011

AVALIAÇÃO DE FAMÍLIAS NA SELEÇÃO DE INDIVÍDUOS DE
CANA-DE-AÇÚCAR SUBMETIDOS A AMBIENTE ADENSADO E CONTROLADO

Autor: Aécio Ferreira dos Santos

Orientador: Geraldo Veríssimo de Souza Barbosa

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a
Unidade

Acadêmica

Centro

de

Ciências

Agrárias como parte dos requisitos para
obtenção do título de Engenheiro Agrônomo.

Rio Largo
Estado de Alagoas
2011

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
COORDENAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

UFAL

CECA
ATA DE REUNIÃO DE BANCA EXAMINADORA DE DEFESA DE
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Aos 09 (nove) dias do mês de fevereiro do ano de 2011, às 10h00min (dez) horas, sob a
Presidência do Professor MSc. GERALDO VERÍSSIMO DE SOUZA BARBOSA, em sessão
pública na sala de reunião do PMGCA, na Unidade Acadêmica Centro de Ciências Agrárias,
Campus Delza Gitaí, km 85 da BR 104 Norte, Rio Largo-AL, reuniu-se a Banca Examinadora
de defesa do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado “AVALIAÇÃO DE
FAMÍLIAS NA SELEÇÃO DE INDIVÍDUOS DE CANA-DE-AÇÚCAR
SUBMETIDOS A AMBIENTE ADENSADO E CONTROLADO” do aluno AÉCIO
FERREIRA DOS SANTOS, requisito obrigatório para conclusão do Curso de Agronomia,
assim constituída: Prof. MSc. Geraldo Veríssimo de Souza Barbosa, FIT/CECA/UFAL
(Orientador), Prof. Dr. Marcelo de Menezes Cruz, FIT/CECA/UFAL e Eng. Agrônomo MSc.
João Messias dos Santos, PMGCA/CECA/UFAL. Iniciados os trabalhos, foi dado a cada
examinador um período máximo de 30 (trinta) minutos para a arguição ao candidato.
Terminada a defesa do trabalho, procedeu-se o julgamento final, cujo resultado foi o seguinte,
observada a ordem de arguição: Prof. MSc. Geraldo Veríssimo de Souza Barbosa, nota ____
(_____), Prof. Dr. Marcelo de Menezes Cruz, nota ____ (_____) e Eng. Agrônomo MSc. João
Messias dos Santos, nota _____(______). Apuradas as notas, o candidato foi considerado
APROVADO, com média final de ____ (_______). Na oportunidade o candidato foi
notificado do prazo máximo de 30 (trinta) dias, a partir desta data de defesa, para entregar a
Coordenação do Trabalho de Conclusão de Curso, a versão final corrigida com as alterações
sugeridas pela Banca do trabalho hoje defendido, em 4 (quatro) vias, impressas e
encadernadas e uma cópia digitalizada em CD, sem o que está avaliação se tornará sem efeito,
passando o aluno a ser considerado reprovado. Nada mais havendo a tratar, os trabalhos foram
encerrados para a lavratura da presente ATA, que depois de lida e achada conforme, vai
assinada por todos os membros da Banca Examinadora, pela coordenadora do Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC) e pela coordenadora do Curso de Agronomia do Centro de
Ciências Agrárias, da Universidade Federal de Alagoas. Rio Largo/AL, 09 de fevereiro de
2011.
1ºExaminador __________________________________________________________
Prof. MSc. Geraldo Veríssimo de Souza Barbosa (Orientador)

2ºExaminador __________________________________________________________
Prof. Dr. Marcelo de Menezes Cruz

3ºExaminador__________________________________________________________
Eng. Agrônomo MSc. João Messias dos Santos

Coordenadora do TCC____________________________________________________
Profª. Drª. Roseane Cristina Prédes Trindade

Coordenadora do Curso de Agronomia_______________________________________
Profª. Drª. Leila de Paula Rezende

Aos meus queridos e amados irmãos,
Aline e Ailton.
A minha companheira, amiga e namorada,
C. Patrícia de França.

OFEREÇO

Aos meus pais, José Ferreira dos Santos Sobrinho e
Ailtan Ferreira dos Santos, por sempre estarem
presentes na minha vida me apoiando e dando-me
forças.

DEDICO

AGRADECIMENTOS

A Deus, o todo poderoso, pelo alcance desta graça em minha vida e por sempre me dar
forças para lutar em pró dos meus objetivos.
Em especial, ao professor Geraldo Veríssimo de Souza Barbosa, pelas oportunidades
cedidas a minha pessoa, tanto no PMGCA - Programa de Melhoramento Genético da Canade-açúcar, quanto na monitoria da disciplina Estatística e Experimentação Agropecuária,
sendo estas decisivas em meu aprendizado.

A equipe de pesquisadores do PMGCA, agrônomos (Marcelo de Menezes Cruz, João
Messias dos Santos, Antônio Jorge de Araújo Viveiros, Antônio José Rosário de Sousa,
Antônio Maria Cardoso Rocha, Carlos Alberto Guedes Ribeiro, Francisco Sampaio Filho,
José Lopes Cavalcante Ferreira e Paulo Pedro da Silva) e técnicos (Adeilson Mascarenhas de
Oliveira Silva, Antônio Carlos Alves de Amorim, Edimundo Leobino da Silva, Edinaldo
Martins da Silva, Gilmar Odilon da Silva, Haroldo Oliveira Guedes, José Cícero Pereira, José
Roberto Pedrosa Santiago, José Venício Correa da Silva, Eduardo Jorge G. de Almeida,
Petrônio Walquírio de Barros e Sally Rose Barros Vieira), pelas inúmeras contribuições no
desenvolvimento desta pesquisa e pelos conhecimentos passados a minha pessoa durante meu
período de convívio no PMGCA.

As amigas, Maura Cristina da Silva e Edileuza Cupertino da Silva, pela amizade e
companheirismo.

Aos colegas Wéliton Tenório, Bruno Fernando, Tony Wesley, Igor Costa, Gabriel
Lyra, Lucas Henrique, Magno Luis, Rômulo Pimentel, Benigno França, Carlos Renato e João
Câncio, pelo convívio e amizade.

Aos companheiros (as) Carlos Assis Diniz, Cícero Sebastião dos Santos Júnior e
Támires Maria Cavalcante da Silva, pela dedicação e esforço durante a condução dos
trabalhos de campo.

Ao professor Iêdo Teodoro, pelo apoio de campo no desenvolvimento desta pesquisa.

A todos os demais professores do CECA – Centro de Ciências Agrárias, pelos
conhecimentos transmitidos no decorrer do curso.

A todos os colegas do CECA, pelo convívio e amizade.

Enfim, a todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para minha formação
acadêmica.

SUMÁRIO
Página
LISTA DE TABELAS ......................................................................................................... VIII
LISTA DE FIGURAS............................................................................................................. IX
RESUMO.................................................................................................................................. X
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 12
2. REVISÃO DE LITERATURA .......................................................................................... 14
2.1. Características botânicas da cana-de-açúcar .................................................................. 14
2.2. Melhoramento genético da cana-de-açúcar ................................................................... 14
2.2.1. Métodos de seleção empregados na fase T1 ........................................................... 14
3. MATERIAL E MÉTODOS ............................................................................................... 17
3.1. Ensaio 1: Seleção de plântulas de cana-de-açúcar submetidas a ambiente adensado.... 17
3.2. Ensaio 2: Seleção de clones de cana-de-açúcar provenientes de plântulas submetidas a
ambiente controlado .............................................................................................................. 19
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................................................... 21
4.1. Ensaio 1: Seleção de plântulas de cana-de-açúcar submetidas a ambiente adensado.... 21
4.2. Ensaio 2: Seleção de clones de cana-de-açúcar provenientes de plântulas submetidas a
ambiente controlado .............................................................................................................. 25
5. CONCLUSÕES................................................................................................................... 30
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 31
APÊNDICE ............................................................................................................................. 34

VIII

LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Frequência de famílias com semeio das cariopses e com germinação das cariopses,
de acordo com o ano de realização dos cruzamentos. .............................................................. 22

Tabela 2. Frequência de plântulas selecionadas e famílias com plântulas selecionadas, de
acordo com o ano de realização dos cruzamentos e teste do Qui-quadrado (X²). ..................... 24

Tabela 3. Frequência de plântulas selecionadas e famílias com plântulas selecionadas,
oriundas de cariopse provindas de cruzamentos realizados em 2007 na EFCSO/UFAL e
EFCD/UFRPE, e teste do Qui-quadrado (X²). .......................................................................... 24

Tabela 4. Frequência de clones selecionados, descartados e mortos ....................................... 27

Tabela 5. Frequência de clones selecionados e famílias com clones selecionados, de acordo
com o tipo de cruzamento e teste do Qui-quadrado (X²)........................................................... 27

Tabela 6. Frequência de clones selecionados, percentagem de clones selecionados e teste de
Scott-Knott para agrupamento de média de número de colmos por touceira, das famílias que
tiveram acima de cinco clones selecionados. ........................................................................... 28

Tabela 7. Frequência de clones selecionados, percentagem de clones selecionados e teste de
Scott-Knott para agrupamento de média de número de colmos por touceira, dos genitores
femininos que tiveram acima de cinco clones selecionados..................................................... 29

Tabela 8. Frequência de clones selecionados, percentagem de clones selecionados e teste de
Scott-Knott para agrupamento de média de número de colmos por touceira, dos genitores
masculinos que tiveram acima de cinco clones selecionados................................................... 29

IX

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Caixas de plástico contendo substrato com o semeio das cariopses. Aplicação de
fungicida (A). Cobertura com plástico (B) ............................................................................... 18

Figura 2. Plântulas nas garrafas pet (A). Distribuição no campo das garrafas pet com as
plântulas (B) ............................................................................................................................. 19

Figura 3. Ilustração das caixas com oito dias após o semeio das cariopses. Caixa sem
germinação das cariopses (A). Caixa com baixa germinação das cariopses (B). Caixa com alta
germinação das cariopses (C) ................................................................................................... 21

Figura 4. Ilustraçã da escala de notas (notas 1 e 2 DPP ou PP baixos; 3 DPP ou PP
intermediários; 4 e 5 DPP ou PP altos) para as variáveis: densidade populacional de plântulas
(A) e porte das plântulas (B)..................................................................................................... 22

Figura 5. Notas de densidade populacional de plântulas (DPP), relacionadas com as notas de
porte das plântulas (PP). DPP relacionada com os valores médios de PP das famílias,
correlação e regressão linear (A). DPP relacionada com a média geral de PP em cada
densidade (B) ............................................................................................................................ 23

Figura 6. Notas de densidade populacional de plântulas (DPP), relacionadas com o percentual
de plântulas selecionadas (PPS). DPP relacionada com os valores médios de PPS das famílias,
correlação e regressão linear (A). DPP relacionada com a média geral de PPS em cada
densidade (B). ........................................................................................................................... 25

Figura 7. Ilustração de clones selecionados e do sistema radicular de um clone submetido a
ambiente controlado (substrato em garrafa pet). Clone oriundo do cruzamento RB92579 x ?
(A e B). Clone oriundo do cruzamento SP77-5181 x RB00509 (C). Sistema radicular de um
clone dentro da garrafa pet (D e E). Sistema radicular de um clone fora da garrafa pet (F) .... 26

X

RESUMO

SANTOS, A.F. AVALIAÇÃO DE FAMÍLIAS NA SELEÇÃO DE INDIVÍDUOS DE
CANA-DE-AÇÚCAR SUBMETIDOS A AMBIENTE ADENSADO E CONTROLADO.
Rio Largo-AL: CECA/UFAL, 2011. 44 p. (Trabalho de conclusão de curso).

O presente trabalho teve o objetivo de avaliar famílias na seleção de indivíduos de
cana-de-açúcar submetidos a ambiente adensado e controlado. A pesquisa foi conduzida no
período de janeiro a dezembro de 2010 nas instalações do PMGCA/CECA/UFAL, Rio LargoAL. Foram realizados dois ensaios, onde no primeiro avaliou-se a seleção de plântulas de
cana-de-açúcar submetidas a ambiente adensado e no segundo, a seleção de clones
provenientes de plântulas de cana-de-açúcar submetidas a ambiente controlado. No ensaio 1
foram utilizados 3.355 g de cariopses oriundas de 322 cruzamentos (famílias) realizados na
Estação de Floração e Cruzamentos de Devaneio (EFCD) e Estação de Floração e
Cruzamentos Serra do Ouro (EFCSO) nos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009. Essas cariopses
foram semeadas no período de janeiro a fevereiro de 2010. O semeio se deu em caixas de
plástico, contendo substrato formado por duas partes de terra preta, uma de polpa de coco e
uma de torta de filtro da fabricação do açúcar. Aos oito dias após o semeio (DAS), observouse a germinação. Aos 60 DAS, avaliaram-se as famílias, através da atribuição de notas de 1 a
5 para as variáveis Densidade Populacional de Plântulas (DPP) e Porte das Plântulas (PP).
Aos 90 DAS, realizou-se a seleção e contagem do total de plântulas. As plântulas
selecionadas foram repicadas para recipientes de volume igual a 2L (substrato em garrafa
pet), e no mês de junho de 2010 submetidas para o ensaio 2. No ensaio 2 os 1.753 indivíduos,
oriundos de 214 famílias (119 Multiparental – MP e 95 Bi-Parental – BP), foram distribuídos
no campo no espaçamento de 1,0 m entre linhas de pet, e de 0,4 m entre pet. No mês de
dezembro de 2010 avaliaram-se os indivíduos, através da seleção de clones e da contagem do
número de touceiras mortas e do número de colmos por touceira (NCT) dos clones
selecionados. Os dados obtidos foram submetidos ao emprego da estatística descritiva,
correlação e regressão linear, teste do Qui-quadrado (X²) e teste de Scott-Knott. Os resultados
indicaram que: considerando os anos de 2007, 2008 e 2009, houve redução no percentual de
famílias com germinação das cariopses com o aumento do tempo de armazenamento das
sementes; em altas comunidades, as plântulas tiveram menor desenvolvimento, o que resultou
diminuição do percentual de seleção; houve diferença significativa para o número de plântulas

XI

selecionadas nos diversos anos, sendo que as cariopses do ano de 2006 proporcionaram maior
percentual de plântulas selecionadas (4,2%), seguidas pelas de 2007 (3,5%), 2008 (1,9%) e
2009 (1,3%); a origem das cariopses, EFCSO ou EFCD, não influenciou na proporção de
plântulas selecionadas e famílias com plântulas selecionadas; foram selecionados 234 clones
com características vantajosas, provenientes de 82 famílias, que foram plantados seus rebolos,
para participar da fase T1; o tipo de cruzamento (BP ou MP) não influenciou na proporção de
clones selecionados e famílias com clones selecionados; as famílias: RB92606 x ?, RB92579
x ?, RB92606 x SP77-5181, SP81-3250 x RB99386, RB931556 x RB965688, RB745464 x
RB991530, H60-3875 x ? e Q107 x ? contribuíram com maior número de clones selecionados
para participar da fase T1 do PMGCA/UFAL; os genitores RB92606 e RB92579 originaram
maior número de clones selecionados e devem ser utilizados com maior frequência em futuros
cruzamentos e recombinações, visando à seleção do maior número de clones promissores.

Palavras Chave: cana-de-açúcar, cruzamentos genéticos, métodos de seleção, genótipos.

1. INTRODUÇÃO

A crescente demanda mundial por energia renovável vem estimulando o Brasil a
aumentar anualmente sua produção de cana-de-açúcar, matéria-prima para a produção de
açúcar e geração de energia limpa: etanol e eletricidade, que contribuem na preservação do
meio ambiente e no crescimento econômico do país.
O aumento da produção de cana no Brasil deve-se a expansão de novas áreas e,
principalmente, ao uso de novas tecnologias, com relevância para variedades mais produtivas
e adaptadas as mais diversas condições edafoclimáticas. A tolerância e resistência a pragas e
doenças também são características importantes nessas variedades, visto que, no século XX a
infecção dos canaviais brasileiros por doenças provocou drástica redução na produtividade de
cana e, consequentemente, na produção de açúcar. Diante deste acontecimento, surgiu o
interesse pela criação de variedades no país, sendo que as primeiras foram desenvolvidas a
partir da década de 30 pelos programas das variedades das siglas CB (Campos Brasil), do
Ministério de Agricultura, sediado em Campos - Rio de Janeiro e IAC (Instituto Agronômico
de Campinas), em São Paulo (ANDRADE, 1985).
No final da década de 60 foram criados mais dois programas de melhoramento
genético da cana-de-açúcar: o das variedades das siglas SP (São Paulo, da COPERSUCAR) e
RB (República do Brasil, do IAA-PLANALSUCAR). Na década de 90, com a extinção do
PLANALSUCAR, criou-se a RIDESA (Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do
Setor Sucroalcooleiro) que incorporou seus acervos físico, tecnológico e de recursos humanos
(ROCHA et al., 1999).
A RIDESA atualmente é constituída por dez universidades, das quais fazem parte a
Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Universidade Federal Rural de Pernambuco
(UFRPE); Universidade Federal de Viçosa (UFV); Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar); Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro (UFRRJ); Universidade Federal de Sergipe (UFS); Universidade Federal do Piauí
(UFPI); Universidade Federal de Goiás (UFG); Universidade Federal de Mato Grosso
(UFMT). O objetivo principal dessa rede é obter variedades com características vantajosas em
produtividade agroindustrial e tolerância aos principais estresses – pragas, doenças, seca,
geada, salinidade e florescimento (DAROS et al., 2010).
O Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar (PMGCA/UFAL), que é
conduzido pelo Centro de Ciências Agrárias (CECA), inicia suas atividades com a escolha
12

dos genitores para as hibridações realizadas a cada ano na Estação de Floração e Cruzamento
Serra do Ouro. Obtêm-se, então, sementes botânicas (cariopses), que germinadas dão origem
a milhares de plântulas, que formam a primeira fase de seleção T1. A seleção de indivíduos
com características vantajosas é realizada em cana-soca, onde apenas cerca de 1% dos clones
passa para a fase seguinte – T2 (BARBOSA et al., 2002).
Na fase T1 de seleção de híbridos de cana-de-açúcar, diversas formas e estratégias são
adotadas pelos programas de melhoramento genético, tendo destaque: seleção massal ou
individual, seleção de famílias, seleção entre e dentro de famílias e o plantio em “bunch” –
molho (BRESSIANI, 2001; OLIVEIRA, 2007; SOUZA et al., 2010). O tempo necessário
para obtenção de uma nova variedade através desses métodos de seleção é de, no mínimo,
doze anos de estudo e pesquisa.
Visando otimizar o tempo na identificação de indivíduos superiores e com isso obter
variedades com oito anos de estudo, o PMGCA/UFRPE faz uso do sistema simplificado de
seleção (SSS), no qual consiste em: semear cariopses em ambiente adensado em caixas de
plástico; selecionar indivíduos destaques neste ambiente; repicar as plântulas selecionadas
para ambiente controlado (garrafas pet) e transferir para o campo; selecionar clones; e
multiplicar via colmo para fase subsequente, chamada de T1 colmo (PMGCA/UFRPE, 2009).
Os resultados do SSS estão sendo promissores, por isso outros estudos devem ser
desenvolvidos aplicando essa metodologia.
A obtenção de sucesso na seleção depende da escolha dos genitores a serem adotados
nos cruzamentos e recombinações e os melhores genitores terão ainda mais chance de gerar
populações melhoradas, aumentando assim, a probabilidade de encontrar clones superiores
(OLIVEIRA et al., 2007).
O presente trabalho teve o objetivo de avaliar famílias na seleção de indivíduos de
cana-de-açúcar submetidos a ambiente adensado e controlado.

13

2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1. Características botânicas da cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar é uma planta monocotiledônea, alógama e semi-perene,
provavelmente originária das regiões da Indonésia e Nova Guiné. Pertence à família Poaceae,
tribo Andropogoneae e gênero Saccharum. Seus atuais cultivares são híbridos
interespecíficos, sendo que nas constituições genéticas participam principalmente as espécies
S. officinarum e S. spontaneum. Trata-se de uma planta de reprodução sexuada, porém,
quando cultivada comercialmente, é multiplicada assexuadamente, por propagação vegetativa.
É caracterizada pela inflorescência do tipo panícula, flor hermafrodita, caule em crescimento
cilíndrico composto de nós e entrenós, e folhas alternas, opostas, presas aos nós dos colmos,
com lâminas de sílica em suas bordas, e bainha aberta (SILVA et al., 2010).

2.2. Melhoramento genético da cana-de-açúcar

O melhoramento genético da cana-de-açúcar tem início na escolha dos genitores e
obtenção de sementes pela hibridação, através da qual são geradas anualmente populações
segregantes de grande variabilidade genética, formadas por milhares de plântulas. O número
de plântulas varia de acordo com o programa, e depende de fatores técnicos e econômicos. As
plântulas obtidas são posteriormente submetidas à seleção, onde se visa isolar os fenótipos
desejados que, levados à experimentação em ensaios regionais, possibilitam a indicação de
novas variedades comerciais (SOUZA et al., 2010). Segundo Barbosa et al. (2002) o processo
de melhoramento divide-se nas etapas de hibridação, seleção (T1, T2 e T3), experimentação,
curva de maturação, testes de doenças, multiplicação e liberação de variedade.

2.2.1. Métodos de seleção empregados na fase T1

Dentre as formas e estratégias adotadas para a seleção na fase T1, têm-se a seleção
massal ou individual, seleção de famílias, seleção entre e dentro de famílias, plantio em
“bunch” (molho) e o sistema simplificado de seleção. Bressiani (2001), Oliveira (2007),
PMGCA/UFRPE (2009) e Souza et al. (2010) caracterizam esses métodos:

14

Seleção massal ou individual: as plantas são selecionadas apenas de acordo com seus
valores fenotípicos. É o método mais simples para operar e, em muitas circunstâncias, produz
a resposta mais rápida. É o mais recomendado, exceto quando houver boas razões para se
preferir outro método. A avaliação é visual e com base em características indiretas de
produção, ou seja, caracteres secundários que estão correlacionados com a produção final em
tonelada de açúcar por hectare. É o caso dos caracteres estatura de plantas, diâmetro de
colmos, número de perfilhos e o Brix (%) cana - teor de sólidos solúveis no caldo da cana.

Seleção de famílias: progênies inteiras são selecionadas ou rejeitadas como unidade,
de acordo com seu valor fenotípico médio. Valores individuais não são considerados, a não
ser pelo fato de que eles determinam a média das famílias. A circunstância principal sob a
qual a seleção de famílias é preferida ocorre quando o caráter selecionado apresenta baixa
herdabilidade.

Seleção entre e dentro de famílias: na sua estrutura tradicional, consiste em escolher as
melhores plantas dentro das melhores famílias. Neste caso, o critério da seleção dentro de
famílias baseia-se no desvio de cada indivíduo em relação ao valor médio da família à qual
pertence.

Plantio em “bunch”(molho): é recomendado quando se dispõe de um grande número
de indivíduos de um cruzamento não testado previamente, uma vez que permite na mesma
área à avaliação de muitos colmos simultaneamente. Esse método consiste no plantio das
plântulas em molhos formados por 5 a 10 delas, esperando-se que a seleção natural elimine as
inferiores, pela competição, embora isso pareça questionável, uma vez que não se sabe se esse
efeito pode de fato ocorrer nesses “bunchs” heterogêneos. As principais desvantagens deste
método são: impossibilidade de selecionar mais de um colmo por molho, já que a mistura
impede identificações individuais; impossibilidade de avaliar o perfilhamento, que é
correlacionado positivamente com a capacidade de brotação e a produção.

Sistema simplificado de seleção (SSS): consiste em: semear cariopses em ambiente
adensado (substrato em caixas de plástico); selecionar indivíduos destaques entre 60 a 90 dias
após o semeio (DAS); repicar para ambiente controlado (garrafas pet com substrato

15

homogêneo) e transferi-las para o campo; selecionar e multiplicar os clones via colmo entre
240 a 270 DAS para a fase subsequente, chamada de T1 colmo.
Alguns programas de melhoramento da cana-de-açúcar no mundo têm praticado
rotineiramente seleção de famílias antes da obtenção dos clones, sobretudo para caracteres
cuja herdabilidade baseada nas médias de famílias tem sido superior à herdabilidade com
plantas individuais, como a produção de colmos (BARBOSA e SILVEIRA, 2010).
No entanto, os programas que fazem parte da RIDESA têm adotado o método de
seleção massal ou individual e tem alcançando bons resultados, pois nessas últimas quatro
décadas, foram liberadas 78 variedades RB, que atualmente ocupam cerca de 60% de área
cultivada no Brasil (DAROS et al., 2010).
Apesar desse êxito, têm ocorrido mudanças nas metodologias para seleção de
indivíduos superiores na fase inicial de obtenção de clones RB. O PMGCA/UFRPE a partir de
2007 adotou também o SSS, uma inovação que vem demonstrando resultados promissores e
por isso poderá ser empregado nos próximos anos pelas demais universidades da RIDESA.

16

3. MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi realizada no período de janeiro a dezembro de 2010, nas instalações do
PMGCA/CECA/UFAL, Rio Largo-AL (9°29’S, 35°49’W, 127 m), com clima caracterizado
como tropical chuvoso, com período chuvoso de abril a agosto, estação seca de setembro a
março, e pluviosidade anual média de 1.152,2mm (SOUZA et al., 2003).
No desenvolvimento deste estudo foram realizados dois ensaios, onde no primeiro
avaliou-se a seleção de plântulas de cana-de-açúcar submetidas a ambiente adensado e no
segundo, a seleção de clones de cana-de-açúcar provenientes de plântulas submetidas a
ambiente controlado. Apresenta-se, a seguir, a metodologia dos dois casos.

3.1. Ensaio 1: Seleção de plântulas de cana-de-açúcar submetidas a ambiente adensado

Este estudo foi realizado entre janeiro e maio de 2010, sendo trabalhadas 322 famílias
de cana-de-açúcar provindas de cruzamentos dos tipos Bi-Parental (BP) e Multiparental (MP),
realizados nos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009. Esses cruzamentos deram origem a 3.355 g
de cariopses, sendo 1.315,98 g oriundas da Estação de Floração e Cruzamento de Devaneio
(EFCD) - Pernambuco e 2.039,02 g da Estação de Floração e Cruzamento Serra do Ouro
(EFCSO) - Alagoas.
A pesagem e a separação das cariopses foram feitas no Laboratório de Produção de
Plântulas, utilizando-se uma balança com capacidade para 400 ± 0,01 g.
Todo material depois de pesado e separado foi semeado no período de janeiro a
fevereiro de 2010 em área coberta com telha tendo 50% de luminosidade. O semeio se deu em
caixas de plástico, de tamanho 40 x 30 x 15 cm, contendo uma camada de 10 cm de substrato,
formado por duas partes de terra preta, uma de fibra de coco e uma de torta de filtro da
fabricação do açúcar. Após o semeio, aplicou-se o fungicida Triadimenol na dosagem de 1
mL por litro e cobriu-se as caixas com plástico transparente para evitar a perda de umidade
(Figura 1). O plástico foi removido oito dias após o semeio (DAS), e nessa oportunidade
descartaram-se as caixas que não ocorreram germinação das cariopses. Naquelas onde ocorreu
germinação, aplicou-se imediatamente adubo foliar sobre as plântulas, com o produto West
Garden (N, S, Mg, Cu e Ca), na proporção de 5 mL por litro. Aos 15 DAS, as caixas com as
plântulas foram transferidas para área de aclimatação e aos 30 e 50 DAS aplicou-se sulfato de

17

amônio. Durante o desenvolvimento deste ensaio procedeu-se a irrigação dessas plântulas em
dias alternados.
A

B

Figura 1. Caixas de plástico contendo substrato com o semeio das cariopses. Aplicação de
fungicida (A). Cobertura com plástico (B).

Aos 60 DAS realizou-se a avaliação das famílias, por meio da atribuição de notas para
as variáveis: densidade populacional de plântulas (DPP) e porte das plântulas (PP), através da
observação visual feita por duas pessoas. Adotou-se uma escala de notas para quantificar
essas características: 1 e 2 - DPP ou PP baixos; 3 - DPP ou PP intermediários; 4 e 5 - DPP ou
PP altos.
As plântulas foram adubadas novamente com sulfato de amônio aos 74 DAS.
Aos 90 DAS fez-se a contagem do total de plântulas e a seleção baseada nas
características agronômicas: desenvolvimento das plântulas (porte e diâmetro) e ausência de
doenças. As plântulas selecionadas foram repicadas para recipientes de volume igual a 2L
(garrafa pet) contendo o mesmo substrato das caixas.
Os dados obtidos foram analisados, conforme segue:
•

Estatística descritiva para os dados de frequência de famílias com semeio das
cariopses e com germinação das cariopses, de acordo com o ano de realização dos
cruzamentos.

•

Teste do Qui-quadrado (X²) para os dados de frequência de plântulas selecionadas e
famílias com plântulas selecionadas, de acordo com a origem e o ano dos
cruzamentos.

•

Correlação e regressão linear para os dados de DPP, PP e percentual de plântulas
selecionadas (PPS). Para a correlação e regressão linear foram fixados os valores
de nota de DPP, relacionando-os, com as médias de nota do PP e do PPS.
18

3.2. Ensaio 2: Seleção de clones de cana-de-açúcar provenientes de plântulas submetidas
a ambiente controlado

No desenvolvimento deste trabalho, no mês de junho de 2010, foram utilizadas 1.753
plântulas selecionadas do Ensaio 1 e repicadas para garrafa pet com substrato homogêneo
(ambiente controlado), provindas de 214 famílias de cana-de-açúcar (119 do tipo MP e 95
BP). As plântulas nas garrafas pet foram para o campo, no espaçamento entre linhas de pet de
1,0 m e de 0,4 m entre pet, conforme a Figura 2.
B

A

1,0 m

0,4 m

Figura 2. Plântulas nas garrafas pet (A). Distribuição no campo das garrafas pet com as
plântulas (B).

Em agosto de 2010 eliminou-se o colmo principal de todas as touceiras de cana,
devido ao aparecimento de brotações laterais e, em seguida fez-se a adubação química com 5
g por garrafa pet da formulação 12-20-20. A partir de outubro realizou-se a irrigação das
touceiras de cana em dias alternados.
Em dezembro de 2010, procedeu-se a seleção visual dos clones, com base nas
principais características agronômicas, perfilhamento, altura do colmo, diâmetro do colmo,
ausência de raiz aérea, rachadura, brotação lateral e ocamento. Nessa ocasião contou-se o
número de touceiras mortas e o número de colmos por touceira dos clones selecionados.
Os dados obtidos foram analisados, conforme segue:
•

Estatística descritiva para os dados de frequência de clones selecionados,
descartados e mortos.

•

Teste do Qui-quadrado (X²) para os dados de frequência de clones selecionados e
famílias com clones selecionados, de acordo com o tipo de cruzamento.
19

•

Teste de Scott-Knott considerando o delineamento inteiramente ao acaso com
número diferente de repetições, para agrupar médias de números de colmos por
touceira (NCT), das famílias, dos genitores femininos e masculinos, que tiveram
acima de cinco clones selecionados.

20

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. Ensaio 1: Seleção de plântulas de cana-de-açúcar submetidas a ambiente adensado

A Figura 3 ilustra caixas com oito dias após o semeio das cariopses. Observa-se que
em algumas caixas não houve germinação das cariopses e em outras, ocorreu alta germinação,
conforme mostra a Figura 3.
A

B

C

Figura 3. Ilustração das caixas com oito dias após o semeio das cariopses. Caixa sem
germinação das cariopses (A). Caixa com baixa germinação das cariopses (B).
Caixa com alta germinação das cariopses (C).

Verifica-se na Tabela 1 que os maiores percentuais de famílias com germinação das
cariopses ocorreram nos grupos de cruzamentos provindos de 2006 e 2009, e os menores, nos
de 2007 e 2008. Com exceção dos cruzamentos oriundos de 2006, observou-se um aumento
no percentual de famílias com germinação das cariopses, do ano 2007 para o de 2009.
Smith e Berjak (1995) afirmam que a perda de potencial germinativo pode ocorrer, em
maior ou menor grau dependendo da espécie, devido à deterioração das sementes, processo
que ocorre a partir da maturidade fisiológica e de fatores ambientais, especialmente
temperatura e umidade. No entanto, a ausência de germinação das cariopses de 96 famílias,
pode ter sido provocada por algum fator ambiental e/ou intrínseco da própria semente que
deve ter ocorrido durante o período de exposição ao ambiente.

21

Tabela 1. Frequência de famílias com semeio das cariopses e com germinação das cariopses,
de acordo com o ano de realização dos cruzamentos.
Ano do cruzamento
2006
2007
2008
2009
Total

Com semeio das cariopses
2
184
68
68
322

Famílias
Com germinação das cariopses
2
115
49
60
226

%
100
62,5
72,1
88,2
70,2

A Figura 4 ilustra os aspectos do DPP e PP aos 60 DAS com as respectivas notas para
essas variáveis.
A

B

1

5

4

3

2

2

3

4

5

1

Figura 4. Ilustração da escala de notas (notas 1 e 2 DPP ou PP baixos; 3 DPP ou PP
intermediários; 4 e 5 DPP ou PP altos) para as variáveis: densidade populacional de
plântulas (A) e porte das plântulas (B).
Verificou-se haver correlação negativa e significativa (r = -0,2919; p<0,00001) entre
as variáveis DPP e PP. Na Figura 5A encontra-se a dispersão dos dados e a regressão linear.
Evidencia-se haver redução da média de PP com o aumento da média de DPP, pois em baixa
DPP a média de PP foi de 3,5 e em alta DPP, de 2,7 (Figura 5B).
De acordo com Zanine e Santos (2004), numa comunidade de plantas pode existir a
competição intraespecífica e interespecífica por recursos do meio (luz, água, nutrientes, CO2,
etc.), o que resulta em prejuízos. Guilherme (2000) relata que a redução considerável do
crescimento de plantas é um dos prejuízos causado pela competição espacial entre grupo de
22

plantas que ocupam o mesmo local em um determinado período de tempo. Então, a redução
do PP pode ser atribuída a maior competição intraespecífica ocorrida em altos DPP.
6

6
PP = 3,8988 - 0,1938*DPP; r = -0,2919; (p < 0,00001)

B

5

5

4

4

Nota de PP

Nota de PP

A

3
2
1
0

3
2
1

0

1

2

3

4

Nota de DPP

5

6

0

1

2

3

4

5

Nota de DPP

Figura 5. Notas de densidade populacional de plântulas (DPP), relacionadas com as notas de
porte das plântulas (PP). DPP relacionada com os valores médios de PP das
famílias, correlação e regressão linear (A). DPP relacionada com a média geral de
PP em cada densidade (B).

As 226 famílias que apresentaram germinação das cariopses deram origem a 80.590
plântulas, sendo selecionadas 1.753 plântulas (2,2%), provenientes de 214 famílias (94,7% ),
conforme Tabela 2. Cabral (2005) encontrou em nove séries da fase T1 do PMGCA/UFAL,
uma variação da taxa de seleção entre 0,41 a 2,17% de indivíduos selecionados. Em outros
programas de melhoramento genético o percentual de seleção de indivíduos na fase inicial
tem sido em torno de 2% (COPERSUCAR, 1992; PMGCA/UFSCar, 1996; PMGCA/UFRPE,
2009). Sendo assim, fica claro que a taxa de seleção de indivíduos na fase inicial do
melhoramento é inferior a 2,2%, podendo raramente, em algumas circunstâncias, ser superior.
Visualiza-se ainda na Tabela 2, que o resultado do teste do Qui-quadrado (X²) mostrou
haver diferença significativa em relação ao número de plântulas selecionadas (p < 0,0001),
quando estas foram obtidas de cariopses oriundas de cruzamentos realizados nos diversos
anos. No entanto, para famílias com plântulas selecionadas, não houve diferença significativa
(p < 0,9792). As cariopses geradas de cruzamentos feitos em 2006 proporcionaram 4,2% de
plântulas selecionadas, seguidas, em ordem decrescente, pelas cariopses de 2007 (3,5%), 2008
(1,9%) e 2009 (1,3%). A proporção de famílias com plântulas selecionadas foi acima de 90%
para todos os anos no qual foram gerados os cruzamentos. O ano do cruzamento exerceu
23

influência sobre a proporção de plântulas selecionadas, provavelmente isto ocorreu por conta
de fatores ambientais e/ou diversidade genética dos parentais envolvidos.

Tabela 2. Frequência de plântulas selecionadas e famílias com plântulas selecionadas, de
acordo com o ano de realização dos cruzamentos e teste do Qui-quadrado (X²).
Ano do
Cruzamento
2006
2007
2008
2009
Total
Teste X²

Total
4.458
20.938
16.556
38.638
80.590

Plântulas
Selecionadas
187
734
317
515
1.753
393,71
(p < 0,0001)

%
4,2
3,5
1,9
1,3
2,2

Total
2
115
49
60
226

Famílias
Com plântulas selecionadas
2
109
46
57
214
0,19
(p < 0,9792)

%
10
94
93
95
94

A Tabela 3 apresenta a frequência de plântulas selecionadas e famílias com plântulas
selecionadas de acordo com a origem das cariopses e o resultado do teste do Qui-quadrado
(X²) para as cariopses do ano de 2007, evidenciando-se não haver diferenças significativas
para ambas as características. A proporção de plântulas selecionadas foi 3,5% e de famílias
com plântulas selecionadas 94,8%.

Tabela 3. Frequência de plântulas selecionadas e famílias com plântulas selecionadas,
oriundas de cariopses provindas de cruzamentos realizados em 2007 na
EFCSO/UFAL e EFCD/UFRPE, e teste do Qui-quadrado (X²).
Plântulas
Total Selecionadas %
EFCSO/UFAL 2.634
106
4,0
EFCD/UFRPE 18.304
628
3,4
Total
20.938
734
3,5
2,40
Teste X²
(p < 0,1216)

Origem

Total
8
107
115

Famílias
Com plântulas selecionadas
8
101
109
0,47
(p < 0,4915)

%
100
94,4
94,8

A Figura 6 mostra a dispersão de DPP e PPS, com a aplicação da regressão linear. Os
resultados indicaram haver correlação negativa e significativa (r = -0,5647; p < 0,00001). Os
maiores percentuais de plântulas selecionadas foram encontrados em comunidades com
24

valores de nota de DPP igual a 1. Neste contexto, destacaram-se as famílias Co62175 x
RB951520 (50,0%), IAC82 - 3092 x ? (50%), LAICA94-813 x ? (45%), RB931566 x ?
(44,4%), RB92579 x RB991555 (44,4%), NI-030 x ? (40,0%), NI-013 x ? (38,5), RB931556
x RB965688 (37,5%), RB855536 x ? (36,9%), RB92579 x RB931580 (36,4%), RB957712 x
? (33,3%) e RB872552 x ? (30,0%), que tiveram os maiores PPS. Além disso, o percentual
médio de plântulas selecionadas nessa situação foi cinco vezes maior que em comunidades
com notas de DPP acima de 1.
60
50

70

PPS = 17,4099 - 4,0983*DPP; r = -0,5647; (p < 0,00001)

A

60
50

40

40

30

PPS

PPS

B

20

30
20

10

10

0
-10

0
0

1

2

3

4

5

Nota de DPP

6

-10

1

2

3

4

5

Nota de DPP

Figura 6. Notas de densidade populacional de plântulas (DPP), relacionadas com o percentual
de plântulas selecionadas (PPS). DPP relacionada com os valores médios de PPS das
famílias, correlação e regressão linear (A). DPP relacionada com a média geral de
PPS em cada densidade (B).

4.2. Ensaio 2: Seleção de clones de cana-de-açúcar provenientes de plântulas submetidas
a ambiente controlado

As Figuras 7A e 7B ilustram exemplos de clones selecionados oriundos do cruzamento
RB92579 x ? e a Figura 7C do cruzamento SP77-5181 x RB00509, evidenciando alto
perfilhamento e bom desenvolvimento (diâmetro e altura) de colmos.
As Figuras 7D, 7E e 7F detalham o sistema radicular de um clone dentro e fora da pet.
Na garrafa pet os orifícios para drenagem de água foram tão pequenos que não permitiram a
passagem de raiz para o solo. Com isso, o sistema radicular dos clones ficou dentro de um
ambiente homogêneo, onde o suprimento de água e nutriente para a planta restringiu-se aos
fornecidos pelo substrato. Desta forma, o ambiente teve pouca influência sobre o

25

desenvolvimento do clone, podendo-se afirmar que aqueles selecionados expressaram os
potenciais genéticos dos genitores.
A

C

B

E

D

F

Figura 7. Ilustração de clones selecionados e do sistema radicular de um clone submetido a
ambiente controlado (substrato em garrafa pet). Clone oriundo do cruzamento
RB92579 x ? (A e B). Clone oriundo do cruzamento SP77-5181 x RB00509 (C).
Sistema radicular de um clone dentro da garrafa pet (D e E). Sistema radicular de
um clone fora da garrafa pet (F).

Do total de clones submetidos ao campo em garrafa pet foram selecionados 234
(13,4%), descartados 1.410 (80,4%) e 109 (6,2%) morreram (Tabela 4). O percentual de
clones selecionados foi abaixo do que é relatado pelo PMGCA/UFRPE (PMGCA/UFRPE,
2009), mas isso pode ser justificado pela existência de alguns fatores, tais com população
inicial, tipos de parentais envolvidos, época de desenvolvimento da pesquisa, tipo de substrato
usado, dentre outros.
Os 234 clones selecionados provieram de 82 famílias, com isso obteve-se taxas de
seleção de 13,4% e 38,4% respectivamente, para clones selecionados e famílias com clones
selecionados. O maior percentual de clones selecionados (14,4%) e famílias com clones
26

selecionados (44,2%) foi proporcionado pelos cruzamentos BP, e o menor, pelos MP. Apesar
disso, o teste do Qui-quadrado (X²) indicou não haver diferença significativa para o número de
clones selecionados (p < 0,2341) e famílias com clones selecionados (p < 0,1131) para o tipo
de cruzamento - Tabela 5. Resultados esses semelhantes aos de Santos et al (2008), que
observou não haver diferença significativa na proporção de clones selecionados na fase T1 do
PMGCA/UFAL, entre os cruzamentos MP e BP, quando aplicou seleção massal individual.
Contudo, ressalta-se que os dois tipos de cruzamentos são de grande importância para
o melhoramento genético da cana-de-açúcar, pois tanto os cruzamentos BP, quanto os MP, já
contribuíram com o desenvolvimento de importantes variedades cultivadas no Brasil, com é o
caso da RB72454 (CP53-76 x ?); RB867515 (RB72454 x ?); RB92579 (RB75126 x
RB72199); RB98710 (SP81-3250 x RB93509) (DAROS et al., 2010).

Tabela 4. Frequência de clones selecionados, descartados e mortos.
Clones
Selecionados
Descartados
Mortos
Total

Frequência
234
1.410
109
1.753

%
13,4
80,4
6,2
100

Tabela 5. Frequência de clones selecionados e famílias com clones selecionados, de acordo
com o tipo de cruzamentos e teste do Qui-quadrado (X²).
Tipo de
Cruzamento Total
MP
977
BP
776
Total
1.753
Teste X²

Clones
Selecionados
122
112
234
1,42
(p < 0,2341)

%
12,5
14,4
13,4

Total
119
95
214

Famílias
Com clones selecionados
40
42
82
2,51
(p < 0,1131)

%
33,6
44,2
38,3

Dentre as famílias selecionadas, verifica-se que nove cruzamentos contribuíram com
mais de cinco clones para as fases subsequentes (Apêndice), sendo que os formados pelas
combinações RB92606 x ?, RB92579 x ? e RB92606 x SP77-5181 foram as mais importantes
(Tabela 6). Detectou-se ainda que o cruzamento RB92579 x ? apresentou maior média de
NCT (7,5). Essa média não diferiu estatisticamente da média do cruzamento RB92606 x ?
27

(5,6), pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro. Silva (2010) afirma que as
famílias formadas pelos cruzamentos RB92606 x ? e RB92579 x ? selecionaram no campo da
Usina Santo Antônio, na fase T1 da série RB06 do PMGCA/UFAL, clones superiores para a
característica NCT. Portanto, evidencia-se a alta capacidade de seleção desses cruzamentos.

Tabela 6. Frequência de clones selecionados, percentagem de clones selecionados e teste de
Scott-Knott para agrupamento de média de número de colmos por touceira, das
famílias que tiveram acima de cinco clones selecionados.
GF
RB92579
RB931556
SP81-3250
RB745464
RB92606
RB92606
RB92579
Q107
H60-3875

GM
?
RB965688
RB99386
RB991530
?
SP77-5181
RB825548
?
?

Clones selecionados
14
7
8
6
29
13
9
6
6

%
5,9
2,9
3,4
2,5
12,
5,5
3,8
2,5
2,5

Número de colmos por touceira
7,5a
6,7a
6,0a
6,0a
5,6a
5,1a
4,3b
3,8b
3,5b

GF = Genitor Feminino; GM = Genitor Masculino; ? = Genitor Masculino Desconhecido. Valores médios de
número de colmos por touceira das famílias, seguidos da mesma letra, não diferem entre si pelo teste de ScottKnott a 5% de probabilidade de erro.

Entre os genitores femininos trabalhados, a RB92606 e a RB92579 contribuíram para
as fases subsequentes com maior número de clones selecionados. Com isso, percebe-se a alta
capacidade de seleção desses parentais. Fato esse corroborado por Silva (2010), que relata os
dois genitores como sendo os responsáveis pela seleção de grande quantidade de clones RB
na fase T1 do PMGCA/UFAL. Ressalta-se também, que eles apresentaram respectivamente
médias de 6,1 e 5,4 NCT, as quais foram semelhantes estatisticamente. Além disso, observouse que não houve diferença significativa entre as médias de NCT desses genitores e a média
de NCT da RB931556, que selecionou clones com maior NCT (6,7) - Tabela 7.
Na Tabela 8 o teste de agrupamento de médias discriminou a formação de dois grupos,
um apresentando os genitores masculinos com médias menores de NCT, formado pelos
genótipos RB97303 (4,7), RB825548 (4,3) e RB92579 (3,7), e o outro com médias maiores
de NCT, formados pelos parentais RB965688 (6,2), RB991530 (6,0), RB99386 (5,8) e SP775181 (5,6).

28

Dos sete genitores masculinos referidos na Tabela 8, merecem destaques a SP77-5181,
RB965688, RB99386 e RB825548 por terem selecionado maior número de clones para as
fases subsequentes.

Tabela 7. Frequência de clones selecionados, percentagem de clones selecionados e teste de
Scott-Knott para agrupamento de média de número de colmos por touceira, dos
genitores femininos que tiveram acima de cinco clones selecionados.
Genitor feminino
RB931556
RB92579
RB745464
RB92606
SP81-3250
RB863129
SP77-5181
Q107
H60-3875

Clones selecionados
7
24
10
42
13
6
6
6
6

%
2,99
10,26
4,27
17,95
5,56
2,56
2,56
2,56
2,56

Número de colmos por touceira
6,7a
6,1a
5,6a
5,4a
5,3a
5,1a
4,5b
3,8b
3,5b

Valores médios de número de colmos por touceira dos genitores femininos, seguidos da mesma letra, não
diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro.

Tabela 8. Frequência de clones selecionados, percentagem de clones selecionados e teste de
Scott-Knott para agrupamento de média de número de colmos por touceira, dos
genitores masculinos que tiveram acima de cinco clones selecionados.
Genitor masculino
RB965688
RB991530
RB99386
SP77-5181
RB97303
RB825548
RB92579

Clones selecionados
10
6
9
17
6
9
6

%
4,27
2,56
3,85
7,26
2,56
3,85
2,56

Número de colmos por touceira
6,2a
6,0a
5,8a
5,6a
4,7b
4,3b
3,7b

Valores médios de número de colmos por touceira dos genitores masculinos, seguidos da mesma letra, não
diferem entre si pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro.

Esses resultados muito contribuirão para o PMGCA/UFAL/RIDESA decidir na
escolha dos melhores genitores a serem cruzados anualmente na Serra do Ouro. De outra
parte, novas avaliações de semeio de cariopses em ambiente adensado e repicagem de
plântulas para ambiente controlado devem ser realizadas, para o melhor entendimento desse
sistema de seleção.
29

5. CONCLUSÕES
Diante dos resultados obtidos, pode-se concluir que:

- Considerando os anos de 2007, 2008 e 2009, houve redução no percentual de
famílias com germinação das cariopses com o aumento do tempo de armazenamento das
sementes.

- Em altas comunidades, as plântulas tiveram menor desenvolvimento, o que resultou
diminuição do percentual de seleção.

- Houve diferença significativa para o número de plântulas selecionadas nos diversos
anos, sendo que as cariopses do ano de 2006 proporcionaram maior percentual de plântulas
selecionadas (4,2%), seguidas pelas de 2007 (3,5%), 2008 (1,9%) e 2009 (1,3%).

- A origem das cariopses, EFCSO ou EFCD, não influenciou na proporção de
plântulas selecionadas e famílias com plântulas selecionadas.

- Foram selecionados 234 clones com características vantajosas, provenientes de 82
famílias, que foram plantados seus rebolos, para participar da fase T1.

- O tipo de cruzamento (BP ou MP) não influenciou na proporção de clones
selecionados e famílias com clones selecionados.

- As famílias: RB92606 x ?, RB92579 x ?, RB92606 x SP77-5181, SP81-3250 x
RB99386, RB931556 x RB965688, RB745464 x RB991530, H60-3875 x ? e Q107 x ?
contribuíram com maior número de clones selecionados para participar da fase T1 do
PMGCA/UFAL.

- Os genitores RB92606 e RB92579 originaram maior número de clones selecionados
e devem ser utilizados com maior frequência em futuros cruzamentos e recombinações,
visando à seleção do maior número de clones promissores.

30

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, J.C. Escorço histórico de antigas variedades de cana-de-açúcar. Maceió:
Associação dos plantadores de cana de Alagoas, 1985.

BARBOSA, G.V.S.; CRUZ, M.M.; SOARES, L.; ROCHA, A.M.C.; RIBEIRO, C.A.G.;
SOUSA, A.J.R.; FERREIRA, J.L.C.; BARRETO, E.J.S.; SILVA, W.C.M.; SANTOS, A.V.P.
A brief report on sugarcane breeding program in Alagoas, Brazil. Crop breeding and
applied biotechnology, Brasília, v.2, n.4, p. 613-616, 2002.

BARBOSA, M.H.P.; SILVEIRA, L.C.I. Melhoramento genético e recomendações de
cultivares. In: SANTOS, F.; BORÉM, A.; CALDAS, C. (org.). Cana-de-açúcar: bioenergia,
açúcar e álcool – tecnologias e perspectivas. Viçosa - MG, 2010. p. 313-332.

BRESSIANI, J.A. Seleção sequencial em cana-de-açúcar. 2001. 159 p. Tese (Doutorado em
Agronomia) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo,
Piracicaba-SP.

CABRAL, F.F. Resultados de nove anos de seleção de clones de cana-de-açúcar RB
(República do Brasil) da fase T1. 2005. 21p. TCC (Graduação em Agronomia) – Centro de
Ciências Agrárias, Universidade Federal de Alagoas, Rio Largo-AL.

COPERSUCAR. Censo varietal quantificado 1994. Piracicaba, 1995.

DAROS, E.; OLIVEIRA, R.A.; ZAMBON, J.L.C.; FILHO, J.C.B. Catálogo nacional de
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OLIVEIRA, R.A.; BESPALHOK FILHO, J.C.; DAROS, E.; ZAMBON, J.L.C.; RESENDE,
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PROGRAMA

DE

MELHORAMENTO

GENÉTICO

DA

CANA-DE-

AÇÚCAR/UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO. Inovações na fase
de seleção: sistema simplificado de seleção. Trabalho apresentado na Reunião Técnica da
RIDESA, Aracajú, 2009.

PROGRAMA

DE

MELHORAMENTO

GENÉTICO

DA

CANA-DE-

AÇÚCAR/UNIVERSIDADE FEDERAL SÃO CARLOS. Relatório técnico. Araras, 1996.

ROCHA, A.M.C; FERREIRA, J.L.C.; BARBOSA, G.V.S.; CRUZ, M.M.; MATSUOKA, S.
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SANTOS, A.F.; SILVA, W.T.; NASCIMENTO, B.F.C.; ALMEIDA; B.F.A.; SANTOS,
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32

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33

APÊNDICE – Percentagem de plântulas selecionadas em ambiente adensado, percentagem de clones selecionados e médias de número de colmos
por touceira (NCT) em ambiente controlado, de acordo com a família de cana-de-açúcar (genitores feminino e masculino) e o ano da realização do
cruzamento.
Ano do
Plântulas na caixa
Clones na pet
Genitor
Cruzamento
Feminino
Masculino
Total Selecionados
%
NCT
Total
Selecionadas
%
2006
RB92579
?
14
18,6
7,5
1052
75
7,1
75
2006
RB92606
?
24
21,4
5,5
3406
112
3,3
112
2007
RB92606
?
5
27,7
5,8
1305
18
1,4
18
2007
RB92606
SP77-5181
13
38,2
5,1
322
34
10,6
34
2007
SP77-5181
RB92606
1
16,7
4
53
6
11,3
6
3,5
2007
H60-3875
?
6
40,0
83
15
18,1
15
2007
SP89-1115
?
2
15,4
6,5
293
13
4,4
13
2007
RB00512
RB92579
2
50,0
4,5
289
4
1,4
4
2007
RB925211
?
1
25,0
3
192
4
2,1
4
2007
Q107
?
6
50,0
3,8
97
12
12,4
12
2007
RB982749
?
0
0,0
1023
15
1,5
15
5,6
2007
RB863129
?
5
16,1
575
31
5,4
31
2007
RB935903
?
2
10,5
6,5
917
19
2,1
19
2007
RB865131
?
0
0,0
141
17
12,1
17
5
2007
RB872552
?
1
7,14
1136
14
1,2
14
2007
RB942991
?
5
17,8
5,4
289
28
9,7
28
2007
NI-018
?
0
0,0
10
1
10
1
2007
NI-017
?
0
0,0
50
13
26
13
2007
RB9340
?
42
0
0,0
2007
NI-015
?
0
0,0
691
5
0,7
5
2007
NI-034
?
1
11,1
5
642
9
1,4
9
3
21,4
2007
RB963034
?
5,7
64
14
21,9
14
? - Genitor masculino desconhecido.
34

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Genitor
Cruzamento
Feminino
Masculino
2007
RB982517
?
2007
RB872552
?
2007
NI-016
?
2007
SP80-1816
?
2007
RB972784
?
2007
RB935903
?
2007
Q72
?
2007
LAICA98-208
?
2007
CP51-22
?
2007
NI-030
?
2007
RB92533
?
2007
C323-68
?
2007
RB943066
?
2007
RB972697
?
2007
RB942849
?
2007
RB982749
?
?
2007
LAICA00-301
2007
RB963030
?
2007
RB962975
?
2007
RB942898
?
2007
RB932520
?
2007
NI-033
?
? - Genitor masculino desconhecido.

Plântulas na caixa
Total
Selecionadas
30
7
698
2
21
2
590
10
155
9
77
11
597
5
541
6
15
3
10
4
12
2
749
5
33
5
31
8
250
6
319
5
51
11
64
9
284
11
126
7
361
2
126
5

%
23,3
0,3
9,5
1,7
5,8
14,3
0,8
1,1
20,0
40,0
16,7
0,7
15,2
25,8
2,4
1,6
21,6
14,1
3,9
5,6
0,6
4,0

Total
7
2
2
10
9
11
5
6
3
4
2
5
5
8
6
5
11
9
11
7
2
5

Clones na pet
Selecionados
%
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
1
20,0
0
0,0
0
0,0
1
16,7
0
0,0
4
36,4
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0

NCT

5

10
4,5

35

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Genitor
Cruzamento
Feminino
Masculino
2007
C323-68
?
2007
RB835870
?
2007
RB972616
?
2007
RB931611
?
2007
RB942991
?
2007
RB952511
?
2007
RB972773
?
2007
RB953180
?
2007
RB855536
?
2007
RB972704
?
2007
NI-009
?
2007
NI-025
?
2007
RB972810
?
2007
RB982613
?
2007
RB972697
?
2007
RB896387
?
2007
NI-027
?
2007
NI-013
?
2007
RB931530
?
2007
RB867515
?
2007
RB942898
?
2007
RB943161
?
? - Genitor masculino desconhecido.

Plântulas na caixa
Total Selecionadas
%
456
1
0,2
37
8
21,6
32
8
25,0
94
4
4,3
79
10
12,7
173
5
2,9
284
14
4,9
292
9
3,1
72
13
18,1
303
0
0,0
55
10
18,2
49
5
10,2
11
3
27,3
91
8
8,8
118
4
3,4
46
3
6,5
57
9
15,8
13
5
38,5
170
5
2,9
211
4
1,9
273
5
1,8
125
9
7,2

Total
1
8
8
4
10
5
14
9
13
10
5
3
8
4
3
9
5
5
4
5
9

Clones na pet
Selecionados
%
0
0,0
1
12,5
2
25,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
1
7,1
0
0,0
0
0,0
1
1
0
4
1
1
1
1
1
1
3
4

10,0
20,0
0,0
50,0
25,0
33,3
11,1
20,0
20,0
25,0
60,0
44,4

NCT
4
4

3

4
6
4,8
4
4
7
4
4
6
3,7
3,5

36

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Genitor
Cruzamento
Feminino
Masculino
2007
RB855113
?
2007
RB942849
?
2007
RB962790
?
2007
LAICA94-813
?
2007
SP78-4667
?
2007
RB982517
?
2007
RB92596
?
2007
RB962975
?
2007
RB952836
?
2007
RB957712
?
2007
RB9336
?
2007
IAC91-2218
?
2007
RB91524
?
2007
RB813804
?
2007
NI-029
?
2007
RB962932
?
?
2007
LAICA01-601
2007
RB982849
?
2007
RB931611
?
2007
RB963331
?
2007
RB963240
?
2007
CP69-1062
?
? - Genitor masculino desconhecido.

Plântulas na caixa
Total
Selecionadas
%
231
4
1,7
137
4
2,9
55
7
12,7
11
5
45,5
165
8
4,8
455
4
0,9
216
8
3,7
128
4
3,1
13
3
23,1
105
6
5,7
64
6
9,4
336
0
0,0
172
1
0,6
27
2
7,4
124
0
0,0
76
7
9,2
21
3
14,3
19
4
21,1
17
2
11,8
54
3
5,6
9
2
22,2
96
1
1,0

Total
4
4
7
5
8
4
8
4
3
6
6

Clones na pet
Selecionados
%
0
0,0
1
25,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
1
12,5
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0

1
2

0
0

0,0
0,0

7
3
4
2
3
2
1

0
0
0
0
0
0
0

0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0

NCT
5

6

37

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Genitor
Cruzamento
Feminino
Masculino
2007
RB972631
?
2007
RB83102
?
2007
PO861107
?
2007
SP85-3877
?
2007
RB972722
?
2007
VAT90-186
?
2007
RB963314
?
2007
B8008
?
2007
RB91527
?
2007
LAICA00-307
?
2007
IAC91-2195
?
2007
RB9364
?
2007
IAC91-2195
?
2007
RB93509
?
2007
RB931569
?
2007
RB931598
?
2007
RB962963
?
2007
RB92585
?
2007
RB72454
?
2007
IAC82-3092
?
2007
IAC82-3092
?
2007
RB931566
?
? - Genitor masculino desconhecido.

Plântulas na caixa
Total
Selecionadas
%
181
0
0,0
100
1
1,0
63
5
7,9
169
1
0,6
50
7
14
18
2
11,1
23
2
8,7
73
1
1,4
118
10
8,5
35
3
8,6
33
3
9,1
22
2
9,1
50
10
20
62
4
6,5
30
7
23,3
50
3
6
67
2
3
61
5
8,2
52
5
9,6
72
3
4,2
10
5
50
9
4
44,4

Total
1
5
1
7
2
2
1
10
3
3
2
10
4
7
3
2
5
5
3
5
4

Clones na pet
Selecionados
%
1
1
0
2
0
0
0
4
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0

100,0
20,0
0,0
28,6
0,0
0,0
0,0
40,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0

NCT
4
3
4

4,8

38

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Cruzamento
Genitor
Feminino
Masculino
2007
PO861104
?
2007
SP84-7017
?
2007
RB911524
?
2007
RB9353
?
2007
RB931569
?
2007
CP69-1062
?
2007
Q138
?
2008
RB745464
RB98710
2008
IAC93-7009
RB92579
2008
RB97301
RB98710
2008
F150
RB991534
2008
RB97303
SP79-2313
2008
H64-1881
RB965906
2008
SP77-5181
RB00509
2008
RB99386
SP81-3250
2008
SP81-3250
RB99386
2008
CB38-22
RB845210
2008
RB745464
RB991530
2008
RB997984
SP79-1011
2008
RB935912
RB925404
2008
RB997627
SP79-2313
2008
RB97301
RB991530
? - Genitor masculino desconhecido.

Total
10
140
156
135
92
102
29
1034
58
916
435
1050
452
383
479
682
123
67
183
458
333
484

Plântulas na caixa
Selecionadas
2
1
4
0
3
3
3
7
13
15
14
8
7
10
4
13
16
11
9
6
2
5

%
20
0,7
2,6
0,0
3,3
2,9
10,3
0,7
22,4
1,6
3,2
0,8
1,5
2,6
0,8
1,9
13
16,4
4,9
1,3
0,6
1

Total
2
1
4
3
3
3
7
13
15
14
8
7
10
4
13
16
11
9
6
2
5

Clones na pet
Selecionados
%
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
3
0
2
3
1
2
1
2
5
0
8
3
6
2
1
0
0

0,0
100,0
0,0
28,6
23,1
6,7
14,3
12,5
28,6
50,0
0,0
61,5
18,7
54,5
22,2
16,7
0,0
0,0

NCT

5,3
5,5
3
7
3
4
6,5
4,6
6
5,7
6
4
9

39

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Genitor
Cruzamento
Feminino
Masculino
2008
SP77-5181
CB38-22
2008
RB845210
RB00509
2008
RB955466
RB855127
2008
SP83-2847
RB99386
2008
RB931565 IAC86-2210
2008
H64-1881
RB92579
2008
SP79-2313
RB997627
2008
SP79-2313
RB97303
2008
SP81-3250
RB97303
2008
RB845231
RB00512
2008
RB931565
SP79-1011
2008
RB925404
RB935912
2008
RB991530
RB931556
2008
RB931556
RB965688
2008
RB997627
SP81-3250
2008
RB92579
RB00512
2008
H64-1881
RB845231
2008
RB997627
SP83-2847
2008
RB845222
F150
2008
RB745464
RB965688
2008
SP81-3250
RB997627
2008
RB845231 IAC93-7009

Plântulas na caixa
Total
Selecionadas
%
370
4
1,1
257
4
1,6
357
1
0,3
617
5
0,8
322
2
0,6
603
6
1
626
9
1,4
528
7
1,3
627
11
1,8
422
8
1,9
300
6
2
391
0
0,0
60
9
15
72
16
22,2
333
7
2,1
238
9
3,8
245
0
0,0
217
5
2,3
284
14
4,9
18
5
27,8
274
6
2,2
141
4
2,8

Total
4
4
1
5
2
6
9
7
11
8
6

Clones na pet
Selecionados
%
0
0,0
0
0,0
0
0,0
1
20,0
0
0,0
1
16,7
1
11,1
0
0,0
3
27,3
0
0,0
0
0,0

NCT

4
4
4
4,3

9
16
7
9

0
7
2
1

0,0
43,7
28,6
11,1

6,7
5,5
3

5
14
5
6
4

1
4
2
2
1

20,0
28,6
40,0
33,3
25,0

4
5,3
4,5
4
4

40

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Genitor
Cruzamento
Feminino
2008
SP77-5181
2008
RB97301
2008
RB97303
2008
RB946016
2008
IAC93-7009
2008
RB991530
2008
SP83-2847
2008
RB97303
2008
RB955466
2008
RB845210
2008
RB00509
2008
RB955466
2009
WHITE PARARIA
2009
RB92579
2009
H64-1881
2009
RB935686
2009
RB955970
2009
RB011715
2009
SP93-3500
2009
RB93509
2009
RB00516
2009
RB93509
? - Genitor masculino desconhecido.

Masculino
RB955466
RB965688
SP83-2847
RB9623
RB845231
RB745464
RB97303
SP81-3250
SP77-5181
RB955466
RB845210
RB845210
?
RB825548
RB845210
RB955970
RB935686
RB971758
RB863129
SP77-5181
RB971758
RB9364

Plântulas na caixa
Total
Selecionadas
321
3
297
2
245
1
180
2
139
5
64
2
141
10
190
0
137
1
113
7
250
3
40
3
1687
20
1631
58
3383
2
2244
1
1006
37
1405
16
939
24
1147
18
2417
11
360
5

%
0,9
0,7
0,4
1,1
3,6
3,1
7,1
0,0
0,7
6,2
1,2
7,5
1,2
3,6
0,1
0,04
3,7
1,1
2,6
1,6
0,5
1,4

Total
3
2
1
2
5
2
10
1
7
3
3
20
58
2
1
37
16
24
18
11
5

Clones na pet
Selecionados
%
0
0,0
1
50,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
3
30,0
0
2
0
0
0
9
0
1
3
2
2
4
1
0

0,0
28,6
0,0
0,0
0,0
15,5
0,0
100,0
8,1
12,5
8,3
22,2
9,1
0,0

NCT
6

5

6,5

4,3
4
3,3
5
3,5
7,5
5

41

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Genitor
Cruzamento
Feminino
Masculino
2009
RB91537
RB98710
2009
SP81-3250 RB865513
2009
RB971534 SP80-1816
2009
RB98710
B70710
2009
Co62175
RB951520
2009
RB863129 SP93-3500
2009
RB98710
SP83-2847
2009
RB735200 SP81-3250
2009
Co62175
RB865230
2009
RB961003
?
2009
RB865513 SP81-3250
2009
RB93509
BJ7504
2009
RB98710
RB91537
2009
RB93509
RB98710
2009
RB751194 RB863129
2009
RB966922
Q107
2009
RB00516
?
2009
RB991555
RB92579
2009
H64-1881
?
2009
SP92-1788
?
2009
RB92579
H64-1881
2009
RB961012
?
? - Genitor masculino desconhecido.

Plântulas na caixa
Total Selecionadas
%
1056
1
0,1
1377
3
0,2
484
7
1,4
15
3
20,0
10
5
50,0
1000
8
0,8
500
20
4,0
1008
2
0,2
178
22
12,4
1468
4
0,3
566
3
0,5
209
0
0,0
481
21
4,4
210
7
3,3
308
5
1,6
249
7
2,8
322
16
5,0
607
8
1,3
1196
1
0,1
971
2
0,2
170
17
10,0
242
13
5,4

Total
1
3
7
3
5
8
20
2
22
4
3
21
7
5
7
16
8
1
2
17
13

Clones na pet
Selecionados
%
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
1
12,5
2
10,0
0
0,0
1
4,5
0
0,0
0
0,0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0

4,8
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0

NCT

3
6
4

5

42

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Genitor
Cruzamento Feminino Masculino
2009
RB961012 RB941019
2009
H64-1881 CP88-1540
2009
RB92606 RB946022
2009
RB75126
?
2009
RB98710 SP91-1049
2009
RB92579 RB865152
2009
RB91539
?
2009
Co62175
?
2009
RB863129 RB953265
2009
RB92579
BADILA
2009
F160
RB855536
2009
RB93509 RB931011
2009
RB91514 RB011681
2009
H64-1881
RB92579
2009
RB961003 RB971755
2009
SP80-1816 RB98710
2009
Q131
?
2009
RB93509
Co62175
2009
RB92579 RB991555
2009
BJ7504
RB93509
2009
VAT90-212 RB855035
2009
H64-1881
?
? - Genitor masculino desconhecido.

Plântulas na caixa
Total Selecionadas
%
221
7
3,2
690
1
0,1
494
3
0,6
395
9
2,3
224
14
6,3
215
11
5,1
394
12
3,0
828
4
0,5
455
9
2,0
183
6
3,3
93
5
5,4
556
0
0,0
60
5
8,3
807
1
0,1
412
11
2,7
330
2
0,6
627
5
0,8
178
2
1,1
37
9
24,3
187
1
0,5
754
1
0,1
245
14
5,7

Total
7
1
3
9
14
11
12
4
9
6
5
5
1
11
2
5
2
9
1
1
14

Clones na pet
Selecionados
%
1
14,3
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
3
25,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1

0,0
0,0
0,0
0,0
20,0
0,0
0,0
0,0
0,0
7,1

NCT
7

3,3

3

3

43

APÊNDICE – Continuação...
Ano do
Cruzamento
Genitor
Feminino
Masculino
2009
RB72454
SP70-1143
2009
RB951575
RB931011
2009
RB92579
RB931580
2009
RB72454
Co62175
2009
SP80-1816
RB971534
2009
RB931003
RB98347

Total
399
40
11
71
511
375

Plântulas na caixa
Selecionadas
2
4
4
4
0
2

%
0,5
10,0
36,4
5,6
0,0
0,5

Total
2
4
4
4
2

Clones na pet
Selecionados
%
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0
0,0
0

NCT

0,0

44