Carlo H C Lira

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO CONTROLE DE PLANTAS
DANINHAS DA CANA-DE-AÇÚCAR (Saccharum spp.) NAS USINAS
COOPERADAS EM ALAGOAS

CARLOS HUMBERTO CASADO DE LIRA

Trabalho
de
conclusão
de
curso
apresentado a Unidade Acadêmica Centro
de Ciências Agrárias como parte dos
requisitos para obtenção do título de
Engenheiro-Agrônomo.

RIO LARGO
ALAGOAS
MAIO DE 2011
1

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
COORDENAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

UFAL

CECA

ATA DE REUNIÃO DE BANCA EXAMINADORA DE DEFESA DE TRABALHO DE
CONCLUSÃO DE CURSO
Aos 19 (dezenove) dias do mês de Maio do ano de 2011, às 09h00min (nove) horas,
sob a Presidência do (a) Professor (a) Guilherme Bastos Lyra, em sessão pública
na sala do PMGCA, do Centro de Ciências Agrárias, km 85 da BR 104 Norte, Rio
Largo-AL, reuniu-se a Banca Examinadora de defesa do Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC) intitulado ―PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO CONTROLE DE
PLANTAS DANINHAS DA CANA-DE-AÇÚCAR (Saccharum spp.) NAS USINAS
COOPERADAS EM ALAGOAS‖ do aluno Carlos Humberto Casado de Lira, sob
matrícula 2006G0438, requisito obrigatório para conclusão do Curso de Agronomia,
assim constituída: Profº. Dr, Guilherme Bastos Lyra, CECA/UFAL (orientador); Engº
Agrônomo Franklin Alves dos Anjos; Profº. M Sc. Iedo Teodoro, CECA/UFAL; foi
dado a cada examinador um período máximo de 30 (trinta) minutos para a argüição
ao candidato. Terminada a defesa do trabalho, procedeu-se o julgamento final, cujo
resultado foi o seguinte, observada a ordem de argüição: Profº. Dr, Guilherme
Bastos Lyra, nota 8,5 (oito e meio), Engº Agrônomo Franklin Alves dos Anjos, nota
8,5 (oito e meio), Profº. M Sc. Iedo Teodoro, nota 8,5 (oito e meio). Apuradas as
notas, o candidato foi considerado APROVADO, com média final de 8,5 (oito e
meio). Na oportunidade o candidato foi notificado do prazo de máximo 30 (trinta)
dias, a partir desta data de defesa, para entregar a Coordenação do Trabalho de
Conclusão de Curso, a versão final corrigida com as alterações sugeridas pela
Banca do trabalho hoje definido, em 4 (quatro) vias, impressas e encadernadas e
uma cópia digitalizada em CD. Nada mais havendo a tratar, os trabalhos foram
suspensos para a lavratura da presente ATA, que depois de lida e achada conforme,
vai assinada por todos os membros da Banca Examinadora, pela coordenadora do
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e pela coordenadora do Curso de
Agronomia do Centro de Ciência Agrárias, da Universidade Federal de Alagoas.

1º Examinador

_____________________________________________
Profº Dr. Guilherme Bastos Lyra (Orientador)

2º Examinador

_____________________________________________
Profº. M Sc. Iedo Teodoro

3º Examinador

_____________________________________________
Engº Agrônomo Franklin Alves dos Anjos

Coordenadora do TCC __________________________________________
Profª Drª Roseane Cristina Prédes Trindade

Coordenadora do Curso de Agronomia _____________________________
Profª Drª Leila de Paula Rezende

2

DEDICATÓRIA
Dedico a Deus a cima de todos e de tudo.
A meus pais, Mônica Casado e Luis Napoleão Casado, por sempre me
incentivarem a buscar o conhecimento.
A meus irmãos, Monique, Luca e Tetê e meu cunhado Sergio por nunca
me abandonarem.
A meus avós, Maria Benedita Casado, Benaris Luna, José Casado e
Carlos Humberto Cavalcante por estarem sempre presentes.
A toda minha Família: Tios, Primos e Sobrinhos por sempre me darem
força.
A meus companheiros de sala e Amigos Carlos Renato, João Câncio e
Osvaldo Gameleira, por tudo que aconteceu nesse período.
A meus Amigos em especial Daniel Vilela, Bruno Vilella, Olavo Bastos,
Arnaldo Cansanção, Dyego Nunes, Rodrigo Aroucha, Rodrigo Costa, Gustavo
Pereira e Victor Lira por sempre estarem ao meu lado.

3

AGRADECIMENTOS
A Professora e amiga Geine Branco por sempre acreditar no meu
potencial.
A todos os funcionários e Professores que passaram pela minha carreira
Acadêmica, em especial agradeço ao meu orientador, Professor Dr. Guilherme
Bastos Lyra pela paciência e conselhos dados.

4

SUMÁRIO
DECICATÓRIA...............................................................................................

3

AGRADECIMENTOS......................................................................................

4

SUMÁRIO.......................................................................................................

5

LISTA DE FIGURAS.......................................................................................

6

RESUMO........................................................................................................

7

1 INTRODUÇÃO............................................................................................

8

2 REVISÃO DE LITERATURA......................................................................

10

3 MATERIAL E MÉTODOS...........................................................................

13

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES...............................................................

14

4.1. HERBICIDAS

14

4.2. QUANTIDADE DE HERBICIDAS

15

4.3. PRINCIPAIS HERBICIDAS UTILIZADOS

16

5 CONCLUSÕES..........................................................................................

23

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................

24

5

LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Quantidade de herbicidas utilizados entre os anos de 2004 a
2009 nas unidades cooperadas à CRPAAA.

15

Figura 2: Principais ingredientes ativos (%) utilizados pelas cooperadas
da CRPAAA no período de 2004 a 2009.

16

Figura 3: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2004.

17

Figura 4: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2005.

18

Figura 5: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2006.

19

Figura 6: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2007.

20

Figura 7: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2008.

21

Figura 8: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2009.

22

6

RESUMO

LIRA, C. H. C. Produtos químicos utilizados no controle de plantas
daninhas na cana-de-açúcar (Saccharum spp.) nas usinas cooperadas em
Alagoas. Rio Largo, AL: CECA/UFAL, 2011 (Trabalho de Conclusão de Curso).

O objetivo deste trabalho foi identificar e quantificar os herbicidas
utilizados na Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de
Alagoas e observar quais os Ingredientes ativos mais utilizados no controle de
plantas daninhas. O trabalho foi realizado com base nos dados técnicos e
econômicos da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de
Alagoas (CRPAAA), situada na Rua Sá e Albuquerque, 235, bairro Jaraguá no
município de Maceió no Estado de Alagoas, contendo informações sobre as
áreas cultivadas nas quais foram realizadas o uso de herbicidas para o controle
de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar no período de 2004 a 2009
nas 11 unidades produtoras. Com este trabalho conclui-se que a quantidade de
herbicidas utilizados no controle de plantas daninhas vem aumentando com o
passar dos anos, sem haver alterações significativas nos principais
ingredientes ativos mais utilizados no decorrer dos anos observados.

7

1. INTRODUÇÃO
A cultura da cana-de-açúcar (Saccharum spp.) é uma das mais
importantes do agronegócio brasileiro. Na safra 2009/2010 área de 7,4 milhões
de hectares de área plantada e produziu 604 milhões de toneladas de cana,
isso torna o Brasil o maior produtor mundial. Estima-se que na safra 2010/2011
a área possa alcançar 8 milhões de hectares, aumentando em 9,2% com
relação a safra anterior. Estima-se que seja processado aproximadamente 664
milhões de toneladas, representando acréscimo de 9,9% em relação à safra
2009/2010 (CONAB, 2010). Sua matéria prima é utilizada na produção
de açúcar, etanol e mais recentemente, biodiesel.
O Estado de Alagoas, com área cultivada de aproximadamente 500 mil
hectares sendo o 5º maior produtor nacional representando em média 5,7% da
cana-de-açúcar plantada no Brasil, obteve produção de 24,5 milhões de
toneladas na safra 09/10, gerando 2,1 milhões de toneladas de açúcar e 623
milhões de litros de etanol (SINDAÇÚCAR-AL, 2010). Atualmente o estado de
Alagoas tem implantado entre usinas e/ou destilarias 24 unidades em atividade
(MAPA, 2010). Dessas, 11 são associadas à Cooperativa Regional dos
Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas, essas unidades são responsáveis
por aproximadamente 40% da produção total do estado.
Tem-se investido muito em tecnologias que visam maximizar a
produtividade e diminuir a perda de produção. Dentre estes investimentos está
a irrigação, para suprir a escassez de chuva, a utilização de variedades mais
adaptadas a cada região, tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas,
visando o controle de pragas e plantas daninhas e a agricultura de precisão,
minimizando os custos de produção e diminuindo os volumes de fertilizantes,
herbicidas. Quanto mais se investir para diminuir as variáveis que afetam
diretamente a produtividade, melhor será a qualidade e a quantidade da
produção.

8

A infestação de plantas daninhas é um dos principais fatores bióticos
presentes no agroecossistema da cana-de-açúcar capaz de interferir no
desenvolvimento e na produtividade da cultura (Kuva, M.A. 2003). Um conceito
amplo de planta daninha é dado por Shaw (1956), que as enquadra como "toda
e qualquer planta que ocorre onde não é desejada". A competição é a forma
mais conhecida de interferência direta das plantas daninhas na cultura da
cana-de-açúcar. Os recursos que mais são passíveis de competição são os
nutrientes minerais essenciais, a luz, a água e o espaço (Pitelli, R.A. 1985). A
presença única ou conjunta desses componentes de interferência negativa
poderá causar reduções qualitativa e quantitativa na cana-de-açúcar colhida,
além de diminuir o número de cortes economicamente viáveis (Lorenzi, 1988).
Atualmente, o principal método de controle das plantas daninhas é o
químico através da aplicação de herbicidas, tanto na condição de pré como de
pós-emergência destas plantas, sendo prática bastante difundida em todo o
país (Christoffoleti & Carvalho, 2007). Para o controle de plantas daninhas são
utilizados herbicidas, que devido ao grande número de espécies, custo do
produto, eficiência da aplicação, dentre outros fatores que se apresentam das
mais variadas formas, sendo necessário ter o conhecimento teórico de qual
produto a ser recomendado e o comportamento do mesmo sobre as plantas
daninhas fornecendo ao produtor informações precisas para tomada de
decisão de qual produto mais adequado para os diversos ambientes e
situações de cultivo.
Este trabalho tem como objetivo analisar a quantidade de produtos
químicos utilizados no controle de ervas daninhas na cultura da cana-de-açúcar
pela Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool do estado de
Alagoas, nos anos 2004 a 2009, fazendo comparativos e demonstrando quais
produtos estão sendo mais utilizados.

9

2. REVISÃO DE LITERATURA
Estima-se que cerca de 1.000 espécies de plantas daninhas habitam o
agroecossistema da cana-de-açúcar, nas distintas regiões produtoras do
mundo (Arevalo, 1979).
A flora infestante das lavouras canavieiras é bastante específica se
comparada à de outras culturas. O número de espécies é menor e constituído,
geralmente, de plantas muito diferentes, ainda que separadas no espaço
apenas por estradas. Os efeitos microclimáticos, as interações de natureza
química (alelopáticas) entre as plantas daninhas e a cultura e o uso contínuo
de determinados insumos – como adubos, corretivos e herbicidas – são os
principais responsáveis pela composição da flora infestante (Lorenzi, 1988).
O grau de interferência das plantas daninhas na cultura depende de
diversos fatores relacionados à comunidade infestante, à própria cultura, à
época e duração do período de convivência (Pitelli, 1985; Constantin, 1993;
Kuva et al., 2000). O período crítico da cultura da cana-de-açúcar em relação à
concorrência de plantas daninhas é, em média, até 90 dias após a emergência
(Kuva et al., 2003, 2001). O controle químico é mais eficiente nesse período
através da utilização de herbicidas em pré-emergência, em área total logo após
o plantio e/ou em pós-emergência, com aplicação dirigida ou em área
total, conforme seletividade do herbicida (Mascarenhas et al., 1995).
Muitos são os métodos descritos para o controle das plantas daninhas
na cultura de cana-de-açúcar, seja ele manual, mecânico, cultural, biológico,
porém, observa-se que, na prática o controle químico, é o mais predominante,
quer seja por sua melhor operacionalidade, assim como, melhor eficiência de
controle, caracterizando melhor custo beneficio. Futino & Silveira (1991), a
participação dos defensivos agrícolas, no custo operacional total da cultura da
cana-de-açúcar é 8%, por isso é o mais utilizado por pequenos, médios e
grandes produtores. No mercado há herbicidas que são utilizados na pré ou
pós-emergência, que controlam as plantas daninhas em estágios iniciais ou
muito desenvolvidas.

10

A eficiência do controle químico com herbicidas está relacionada a
diversos fatores, sendo muito importante o conhecimento das características
estruturais da planta. Hess e Falk (1990) ressaltam a diversidade morfológica
da epiderme foliar, em várias espécies, indicando que topografia, grau e tipo de
cera epicuticular, tricomas e estômatos influenciam a deposição dos herbicidas
sobre a superfície da folha.
A penetração dos herbicidas através dos tecidos vegetais é fundamental
para eficiência do produto no controle de plantas daninhas. Os herbicidas
podem penetrar nas plantas pelas suas estruturas aéreas (folhas, caule, flores
e frutos) e subterrâneas (raízes, rizomas, estolões e tubérculos), e pelas
estruturas jovens (radículas e caulículos) e também através das sementes
(Silva et al., 2000).
Conforme Pitelli (1985), as plantas daninhas, via de regra, são dotadas
de elevada agressividade na ocupação dos solos nús, mas são muito sensíveis
à presença de outras plantas no ambiente comum. Assim, uma ocupação
eficiente do solo por parte da planta cultivada é um dos mais importantes
fatores atuantes no estabelecimento e crescimento da comunidade infestante.
Esta ocupação eficiente deve ser considerada no tempo e no espaço, onde a
rotação de culturas envolvendo espécies de inverno e de verão constitui prática
fundamental para evitar o ciclo das plantas daninhas no período de entressafra
e proporcionar mudança de condições no ambiente da lavoura, não permitindo
que se formem grandes infestações.
A eficácia dos herbicidas depende de diversos fatores, podendo citar:
as características físico-químicas do produto, a dose empregada, a idade e a
fisiologia da planta daninha, o estágio fenológico da cana, as técnicas de
aplicação, as condições climáticas durante e algumas horas após a aplicação,
bem como as propriedades físicas e químicas do solo, no caso de aplicação de
herbicida pré-emergente (Laca-Buendia,1982; Procópio et al., 2003; Rodrigues
e Almeida, 1995; Souza, 1985).

11

O uso de dosagens reduzidas satisfaz tanto às necessidades ecológicas
quanto as de redução de custo de produção (Carey et al., 1992; Prostko e
Meade, 1993). Por outro lado o agricultor deve assumir o risco do controle
inadequado em decorrência de erros de aplicação e condições climáticas
desfavoráveis, quando os herbicidas são aplicados em dosagens menores que
as recomendadas (Griffin e Baker, 1990).
Freitas (2004) obteve o resultado no controle de Rottboellia exaltata
acima de 90% nas duas épocas de avaliações (22 e 88 DAA) foi obtido com os
tratamentos trifloxysulfuron+ametrina (37 + 1.465 g ha-1), MSMA+diuron
(2,88+1,12 kg ha-1) e diuron+paraquat (300+600 g ha-1). Os resultados
alcançados com trifloxysulfuron+ametrina (37+ 1.465 g ha-1) assemelham-se
aos encontrados por Moreno (1996), que relata excelente controle de R.
exaltata ao se utilizar herbicida do grupo químico das sulfoniluréias.

12

3. MATERIAL E MÉTODOS
A Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas
(CRPAAA) foi fundada em 10 de março de 1944, cujo objetivo é a
comercialização da produção de açúcar, álcool, mel rico, melaço e derivados,
de suas associadas. Atualmente seu quadro de associados é composto por 11
unidades produtoras; sendo 08 unidades com fábricas de produção de açúcar e
álcool (usinas com destilarias anexas), 01 unidade com fábrica de produção de
açúcar (usina sem destilaria) e 01 unidade com fábrica de produção de álcool
(destilaria) e 01 unidade com a indústria inativa.
As unidades produtoras associadas produziram na safra 2008/2009 um
total de 10.540.735 toneladas de cana, 3.266.698 sacas de açúcar cristal
―standard‖ para o mercado externo, 1.293.510 sacas de Açúcar Extra e
Refinado para o mercado externo, 11.555.111 sacas de açúcar do tipo VHP
para o mercado externo, 136.950 m³ de álcool anidro carburante e 141.617 m³
de álcool hidratado carburante que representa participação de 34,72% da cana,
35,51% de açúcar e de 35,15% de álcool da produção do Estado (Acioli, F.L.
2010).
O trabalho foi realizado com base nos dados técnicos e econômicos da
Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas
(CRPAAA), situada na Rua Sá e Albuquerque, 235, bairro Jaraguá no
município de Maceió no Estado de Alagoas, contendo informações sobre as
áreas cultivadas nas quais foram realizadas o uso de herbicidas para o controle
de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar nos anos de 2004 a 2009.
As unidades produtoras que compõe a CRPAAA são: Usina Capricho, Usina
Paisa, Destilaria Porto Alegre, Usina Porto Rico, Usina Santa Clotilde, Usina
Santa Maria, Usina Seresta, Usina Sinimbú, Usina Sumaúma, Usina Triunfo e
Usina Terra Nova.

13

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 HERBICIDAS
Há diversas marcas comerciais, empresas e nomes de herbicidas, um
jeito de unificar todas as marcas é utilizando o nome do ingrediente ativo.
Tabela 1 – Ingredientes ativos utilizados na Cooperativa Regional dos
Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas, com Produto Comercial, Classe
Toxicológica e Dose recomendada.
Ingrediente Ativo

Produto Comercial (p.c.)

Classe Toxicológica¹

Dose do
p.c. / ha
1,0 - 3,5L
1,0 - 4,0L
1,0 - 6,0L
4,0 - 8,0L
5,0L
1,75 - 2,0Kg
1,0 - 2,0Kg
50 - 125mL
3,0 - 3,5L
2,0 - 4,0Kg
2,0 - 6,0L
1,5 - 3,0kg
2,0 - 3,5Kg
2,0 - 3,0L
0,75 - 2,0L
250 - 350g
0,5 - 2,5L
0,5 - 6,0L
150g
140 - 175g
0,5 - 2,0L
80 - 300g
0,3 - 0,4L
3,0 - 4,0L
2,5 - 4,0L
2,0 - 5,0L
1,5 - 3,0L
2,0 - 3,5L
1,5 - 2,0L
1,2 - 1,6L
1,5 - 2,5L
3,0 - 6,0L

2,4D
2,4D+PICLORAN

U 46 D, DMA 806
I
Dontor
I
Tordon
I
AMETRINA
Metrimex, Gesapax
III
AMETRINA+CLOMAZONE
Sinerge
II
AMETRINA+TRIFLOXYSULFURON Krismat
II
AMICARBAZONE
Dinamic
II
CARFENTRAZONE ETILICO
Aurora
II
CLOMAZONE
Gamit
III
DIURON
Karmex
III
Herburon
III
DIURON+HEXAZINONA
VelparK, DemolidorBR
I
Advance, Jump
III
DIURON+PARAQUAT
Gramocil
II
FLUAZIFOP-P-BUTYL
Fusilade
II
FLUMIOXAZIN
Flumyzin
III
FLUROXYPIR
Plenum
II
GLIFOSATO
Roundup, SucessoBR
IV
HALOSULFURON
Sempra
III
IMAZAPIC
Plateau
III
IMAZAPIR
Contain
III
ISOXAFLUTOLE
Provence
II
MESOTRIONA
Callisto
III
METRIBUZIN
Sencor
IV
MSMA
Volcane
III
OXYFLUORFEN
Goal, Galigan
II
PARAQUAT
Gramoxone
II
PENDIMETALINA
Herbadox
II
S-METACLORO
Dual Gold
I
SULFENTRAZONE
Boral
IV
TEBUTHIURON
Combine, FortalezaBR
III
TRIFLURALINA
Premerlin, Trifluralina Nortox
II
1. Classe Toxicológica: I. Muito Tóxico; II. Tóxico; III. Mediamente Tóxico; IV. Pouco Tóxico.
(respectivamente, faixas vermelha, amarela, azul e verde)

14

4.2 QUANTIDADE DE HERBICIDAS UTILIZADOS
Na Figura 1 são apresentados à quantidade total de herbicidas utilizados
no controle de plantas daninhas nos anos de 2004 a 2009. Nessa figura
observa-se o crescente aumento da utilização de herbicidas, destacando o
aumento de quase 28% no ano de 2008 em relação ao ano anterior. O ano de
2008 foi marcado por uma crise no setor sucroalcooleiro, causando uma
diminuição acentuada no preço do açúcar, média anual R$ 31,48 por saca de
50KG, provocando uma diminuição no uso de herbicida pelas unidades
produtoras. Tendo reflexo direto no ano de 2009, registrou queda de 16% no
uso de herbicidas pela CRPAAA.

Figura 1: Quantidade de herbicidas utilizados entre os anos de 2004 a
2009 nas unidades cooperadas à CRPAAA.

15

4.3 PRINCIPAIS HERBICIDAS UTILIZADOS
A soma dos anos 2004 a 2009 foram utilizados 3.313.264 Kg/L de
herbicidas pela CRPAAA. A Figura 2 mostra os principais ingredientes ativos
utilizados em valores percentuais. Nesse período foi observado que cinco
produtos representam mais de 60% dos herbicidas utilizados, destacando-se o
Glifosato como sendo o herbicida de maior representatividade 573 mil litros. Os
demais

produtos

em

ordem

decrescente

de

consumo

foram:

Diuron+Hexazinona, com o consumo de 495 mil litros, 2,4D Amina+Picloran
com 342 mil litros, Metribuzin com 305 mil litros e Tebuthiuron com 281 mil
litros.

Figura 2: Principais ingredientes ativos (%) utilizados pelas cooperadas
da CRPAAA no período de 2004 a 2009.

16

No ano de 2004 foram utilizados 384.841 Kg/L de herbicida pela
CRPAAA. A Figura 3 mostra os principais Ingredientes Ativos utilizados em
valores percentuais no ano de 2004. No referido ano, quatro dos cinco produtos
mais utilizados na soma dos anos se repetiram, porém, como foi um ano com
precipitação pluvial acima da média o Diuron teve grande representatividade,
com 42 mil litros, pois devido a sua baixa solubilidade, conseguiu controlar as
plantas daninhas e não percolar. Outro destaque foi o Metribuzin, herbicida
bastante versátil. Podendo ser utilizado em pré e pós-emergência da planta
daninha nos cultivos de inverno ou verão, sendo utilizados 51 mil litros do
mesmo. O Diuron+Hexazinona, Glifosato e 2,4D Amina+Picloran foram
utilizados 65, 62 e 44 mil litros, respectivamente.

Figura 3: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2004.

17

No ano de 2005 foram utilizados 413.300 Kg/L de herbicidas pela
CRPAAA. A Figura 4 mostra os principais ingredientes ativos utilizados em
valores percentuais no ano de 2005. Devido à redução na quantidade de
chuva, verificou-se um consumo maior de Ametrina. A mesma tem um
excelente controle de folhas largas, com baixa exigência de umidade e baixo
custo, sendo utilizado 56 mil litros. Outro produto bastante utilizado em reflexo
da baixa precipitação pluvial foi o Tebuthiuron. Ótimo graminicida, indicado
para período seco com um amplo espectro para controle de plantas daninhas e
alto poder residual, foram utilizados 50 mil litros. Foram utilizados 69 mil litros
de Glifosato, 55 mil litros de 2,4D Amina+Picloran e 45 mil litros de
Diuron+Hexazinona.

Figura 4: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2005.

18

No ano de 2006 foram utilizados 535.862 Kg/l de herbicidas pela
CRPAAA. A Figura 5 mostra os principais Ingredientes Ativos utilizados em
valores percentuais no ano de 2006. Em 2006 que se destacou foi o 2,4D
Amina+Picloran, herbicida recomendado para controle de folhas largas,
utilizado 70 mil litros do mesmo. O Glifosato, com um consumo de 100 mil
litros, seguido por Diuron+Hexazinona com o consumo de 75 mil litros,
Metribuzin com 51 mil litros e Tebuthiuron com 47 mil litros.

Figura 5: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2006.

19

No ano de 2007 foram utilizados 558.844 Kg/l de herbicidas pela
CRPAAA. A Figura 6 mostra os principais Ingredientes Ativos utilizados em
valores percentuais no ano de 2007. Em 2007, destacou-se novamente o
Diuron+Hexazinona, excelente mistura para o controle de folha larga pelo
Diuron e o controle de folha estreita pelo Hexazinona, conseguindo atingir um
amplo espectro de plantas daninhas, foram utilizados 95 mil litros. Destaque
também para Metribuzin, Glifosato, Tebuthiuron e 2,4D Amina+Picloran com
72, 78, 55 e 50 mil litros, respectivamente.

Figura 6: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2007.

20

No ano de 2008 foram utilizados 770.421 Kg/l de herbicidas pela
CRPAAA. A Figura 7 mostra os principais Ingredientes Ativos utilizados em
valores

percentuais

no

ano

de

2008.

Em

2008

o

acréscimo

de

aproximadamente 28% na quantidade de herbicidas. A maior oferta no
mercado foi devido à entrada dos genéricos no mercado nacional. Dando
destaque para o Paraquat, herbicida desfolhante de contato de rápido efeito
não seletivo a cana-de-açúcar, sendo utilizado 65 mil litros. Destacou-se
também o Glifosato, Diuron+Hexazinona, Diuron e Tebuthiuron com o consumo
de 119, 118, 84 e 80 mil litros, respectivamente.

Figura 7: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2008.

21

No ano de 2009 foram utilizados 649.996 Kg/l de herbicidas pela
CRPAAA. A Figura 8 mostra os principais Ingredientes Ativos utilizados em
valores percentuais no ano de 2009. Em 2009 teve como destaque o grande
consumo de Glifosato, herbicida sistêmico não seletivo a cana-de-açúcar,
utilizado no processo de dessecação de canavial para renovação do mesmo,
devido à grande quantidade de área renovada e ao baixíssimo preço no
mercado foram utilizados 145 mil litros de Glifosato. Também foi utilizado
Diuron+Hexazinona, Ametrina, 2,4D Amina+Picloran e Diuron com 97, 62, 59 e
47 mil litros, respectivamente.

Figura 8: Ingredientes ativos (%) mais utilizados pela CRPAAA no ano de
2009.

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5. CONCLUSÕES
Este trabalho permite as seguintes conclusões sobre a utilização de
herbicidas no controle de plantas daninhas nas unidades produtoras da
CRPAAA.
 Apesar das unidades de produção estarem sempre reduzindo custos, a
quantidade de herbicidas utilizados está sempre aumentando;
 Apesar de haver diferentes moléculas de ingredientes ativos, a maior parte
do consumo resume-se a 5 produtos;


Com o passar dos anos, as principais moléculas utilizados não mudam,
isso mostra que novos produtos precisam ser desenvolvidos para serem
aceitos pelas unidades produtoras pertencente à CRPAAA.

23

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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