Geandre G Albuquerque
GEANDRÉ GOMES DE ALBUQUERQUE.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Curso de Agronomia
PERFIL DOS FEIRANTES E ASPECTOS DO PROCESSO DE
COMERCIALIZAÇÃO DE HORTÍCOLAS NA FEIRA LIVRE DE UNIÃO
DOS PALMARES.
GEANDRÉ GOMES DE ALBUQUERQUE
Trabalho de Conclusão de Curso para
obtenção de título de Bacharel em
Engenharia Agronômica, pelo Centro de
Ciências Agrárias – CECA, da Universidade
Federal de Alagoas - UFAL.
Maceió, Al.
Fev.2011
i
GEANDRÉ GOMES DE ALBUQUERQUE
PERFIL DOS FEIRANTES E ASPECTOS DO PROCESSO DE
COMERCIALIZAÇÃO DE HORTÍCOLAS NA FEIRA LIVRE DE UNIÃO
DOS PALMARES.
Orientador: Prof. Dr. André Maia Gomes Lages
Trabalho de Conclusão de Curso para
obtenção de título de Bacharel em
Engenharia Agronômica, pelo Centro de
Ciências Agrárias – CECA, da Universidade
Federal de Alagoas - UFAL.
Maceió, AL.
Fev.2011
ii
GEANDRÉ GOMES DE ALBUQUERQUE
PERFIL DOS FEIRANTES E ASPECTOS DO PROCESSO DE
COMERCIALIZAÇÃO DE HORTÍCOLAS NA FEIRA LIVRE DE UNIÃO
DOS PALMARES.
Trabalho de Conclusão de Curso, aprovado em: 11 de fevereiro de 2011.
Banca Examinadora:
Prof. Dr. André Maia Gomes Lages (Orientador)
Prof. M. Sc. Jakes Halan de Queiroz Costa
Prof. M. Sc. Cícero Adriano Vieira dos Santos
iii
DEDICATÓRIA
A Deus, nosso pai todo poderoso.
À minha querida esposa Anne Rose e meus
filhos Marcus Vinícius e Luis Eduardo.
À minha querida mãe Josefa e meu pai José
André.
Aos professores do CECA/UFAL.
Aos Colegas de Turma.
iv
AGRADECIMENTOS
Meus agradecimentos primeiramente a Deus pela inteligência e sabedoria que me
concedeu, à minha esposa, filhos e a meus pais pela dedicação.
Aos meus queridos professores do CECA pela sua contribuição no meu aprendizado
e formação acadêmica.
Aos Professores André Maia Gomes Lages, Jakes Halan de Queiroz Costa, Cícero
Vieira dos Santos e Iêdo Teodoro.
A todos os meus colegas de turma que me acompanharam em toda a trajetória de
minha formação.
v
Há grandes homens que fazem com que
todos
se
sintam
pequenos.
Mas
o
verdadeiro grande homem é aquele que faz
com que todos se sintam grandes.
(Chestert).
vi
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Localização do município de União dos Palmares................................. 12
Figura 2. Distribuição dos feirantes entrevistados, por faixa etária, em 2010........ 21
Figura 3. Distribuição dos feirantes
entrevistados, segundo o gênero, em
2010........................................................................................................................ 21
Figura 4. Distribuição dos feirantes entrevistados, por grau de instrução, em
2010........................................................................................................................ 22
Figura 5. Distribuição dos entrevistados, conforme tempo de experiência como
feirante, em 2010.................................................................................................... 22
Figura 6. Distribuição dos feirantes entrevistadas, por estado civil, em 2010....... 23
Figura 7. Feirantes entrevistados, conforme a composição familiar, em
2010........................................................................................................................ 23
Figura 8. Distribuição dos feirantes entrevistados, por renda familiar, em 2010... 24
Figura 9. Quantidade comercializada de pimentão, por semana, pelos feirantes
entrevistados, em 2010.......................................................................................... 24
Figura 10. Preço de compra do pimentão, conforme os feirantes entrevistados,
em 2010.................................................................................................................. 25
Figura 11. Quantidade de alface comercializada semanalmente pelos feirantes
entrevistados, em 2010.......................................................................................... 26
Figura 12. Preço de compra de alface, conforme os feirantes entrevistados, em
2010....................................................................................................................... 26
vii
Figura 13. Quantidade de coentro comercializada pelos feirantes entrevistados,
por semana, em 2010............................................................................................. 27
Figura 14. Preço de compra do coentro, conforme os feirantes entrevistados,
em 2010.................................................................................................................. 28
Figura 15. Origem do coentro comercializado pelos feirantes entrevistados, em
2010........................................................................................................................ 28
Figura 16. Quantidade de cebolinha comercializada, por semana, pelos
feirantes entrevistados, em 2010........................................................................... 29
Figura 17. Preço de aquisição da cebolinha, conforme os feirantes
entrevistados, em 2010.......................................................................................... 30
Figura 18. Local de produção das cebolinhas comercializadas na feira de União
dos Palmares, em 2010.......................................................................................... 30
viii
ALBUQUERQUE, Geandré Gomes de. Perfil dos feirantes e aspectos do
processo de comercialização de hortícolas na feira livre de União dos
Palmares. Rio Largo; CECA/UFAL, 2011. 37p. (Trabalho de Conclusão de Curso).
RESUMO
O objetivo do trabalho foi traçar o perfil dos feirantes que comercializam produtos
hortícolas na feira livre União dos Palmares e identificar e descrever aspectos do
processo de comercialização de hortícolas na feira livre de União dos Palmares. O
trabalho envolveu levantamento bibliográfico e uma pesquisa de campo realizada
junto a feirantes que comercializam pimentão, alface, coentro, cebolinha. Os dados
de campo foram coletados utilizando-se questionário com perguntas fechadas
pertinentes ao perfil do feirante e comercialização dos produtos. Foi constatado que
64% dos entrevistados são do gênero feminino, que 79% ainda não concluíram o
ensino fundamental e 79% estão casados. Todo o pimentão comercializado é
oriundo de Itabaiana, toda a alface é produzida em Lajedo/Pe, 84% do coentro e
69% da cebolinha são originados de Canhotinho/Pe.
Os feirantes entrevistados
residem no próprio município e em sua maioria adquire os produtos junto a
atacadista que atua na região. A indicação é de que os preços finais dos produtos
pesquisados ficam encarecidos por não haver produção local suficiente para atender
a demanda.
Palavras-chave: feirantes, comercialização agrícola, perfil.
ix
SUMARIO
INTRODUÇÃO................................................................................................... 10
2. REVISÃO DE LITERATURA.........................................................................
11
2.1. O município de União dos Palmares..........................................................
11
2.2 Algumas considerações sobre comercialização e feira livre.......................
14
2.2.1 Comercialização.......................................................................................
14
2.2.2 Feira livre..................................................................................................
17
MATERIAL E MÉTODOS..................................................................................
20
RESULTADOS .................................................................................................
21
CONCLUSÃO....................................................................................................
32
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................
33
ANEXO..............................................................................................................
35
10
1. INTRODUÇÂO
A produção de alimentos e sua respectiva comercialização são praticas
inerentes à própria vida em sociedade, fluindo de forma diferenciada considerandose entre outros aspectos os hábitos, costumes, tradição e cultura de cada país ou
localidade. A feira livre é local em que, tradicionalmente, produtores rurais e agentes
de intermediação oferecem seus produtos aos consumidores. É um espaço em que
a competição e a concorrência são uma constante, num ambiente em que ocorrem
relações socioeconômicas e culturais.
Estudos realizados no Brasil, nas duas últimas décadas, indicam um
crescimento significativo de supermercados em relação à comercialização de frutas,
verduras e legumes. Entretanto, não se observa o desaparecimento das feiras livres
no cenário nacional. Em que pese os mesmos oferecerem uma serie de vantagens
aos consumidores, tais como ambiente fechado, climatizado, bem iluminado,
diversidade de formas de pagamentos, etc, as feiras livres continuam sendo objeto
de uso por grande parte da população tendo em vista a oferta de produtos frescos e
com preços normalmente um pouco mais baixos que os ofertados nos
supermercados. Faz parte da vida dos municípios brasileiros à existência da feira
livre com ocorrência mínima de um dia por semana.
No município de União do Palmares a feira livre acontece em quatro dias da
semana, sendo oferecidos à população local os mais diversos e variados produtos
por feirantes residentes do próprio município ou oriundo de outros, destacando-se a
comercialização de frutas, legumes e verduras (FLV) – itens comumente utilizados
pelas famílias locais na preparação dos seus alimentos.
As frutas, verduras e legumes comercializadas na aludida da feira são
oriundas em sua maioria de outros municípios alagoanos ou de outros estados da
federação, fato que concorre para encarecendo o produto final em função dos custos
de transporte e armazenamento.
Este trabalho teve como objetivo traçar o perfil dos feirantes que
comercializam hortaliças na feira livre de União dos Palmares e, identificar e
descrever aspectos do processo de comercialização de hortícolas na citada feira
livre.
11
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1. O município de União dos Palmares
O município de União dos Palmares está situado na parte norte-oriental do
Estado de Alagoas (figura 1). Têm uma área correspondente a 326 quilômetros
quadrados, distando 76,8 quilômetros de Maceió. Limita-se ao Norte, com os
municípios de São José da Laje e Ibateguara; ao Sul, com Branquinha; a Leste com
Joaquim Gomes; e a oeste, com Santana do Mundaú (ALAGOAS, 2004).
União dos Palmares e os municípios de Chã Preta, Ibateguara, Pindoba,
Santana do Mundaú, São José da Laje, e Viçosa situam-se na Mesorregião do Leste
Alagoano e formam a Microrregião Serrana dos Quilombos1 (BRASIL, 1990).
As médias de temperatura do município são superiores a 20ºC durante todo
o ano, sendo mais elevadas em novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, e mais
baixas em junho, julho e agosto. Os meses de março a agosto concentram as
maiores precipitações pluviométricas, quando cai em torno de 70% do total anual de
chuvas. Os 30% restantes distribuem-se nos outros seis meses. As chuvas
correspondem ao período outono-inverno do hemisfério sul. O clima do tipo tropical
é quente e úmido (As’); segundo a classificação de Wladimir Köppen (COSTA,
2006).
Segundo Costa (2006), o relevo do município integra o Planalto da
Borborema, que se estende do Rio Grande do Norte ao norte de Alagoas. É uma
área cristalina, muito trabalhada por processos erosivos no Período Terciário. As
formas do relevo têm estágios diferenciados de evolução, provenientes de
movimentos tectônicos e de alterações climáticas.
1
União dos Palmares é a cidade-pólo da microrregião.
12
Figura 1 - Localização do município de União dos Palmares
Fonte: LGA/IGDEMA/UFAL, 2009
Conforme a Enciclopédia Municípios de Alagoas (2006); “União dos
Palmares, localizado às margens de uma rodovia federal e no caminho da estrada
de ferro que liga Maceió a Recife, é um município com base agrícola, mas com um
núcleo urbano que atrai atividades comerciais e de serviço dos municípios vizinhos”.
Apesar do destaque na paisagem de grandes canaviais e de pastos para a pecuária
bovina, a produção agrícola é diversificada: abacaxi, fava, feijão, mandioca e milho.
13
A produção de banana vem perdendo expressão devido a doenças que
afetam as plantações e a problemas de comercialização, fazendo com que esta se
processe por atravessadores, que revendem os frutos em feiras de Arapiraca, em
Maceió e também em Pernambuco. As culturas de abacaxi, fava, feijão, mandioca e
milho estão em declínio, mas outras, voltadas para o mercado não, como: a batata
doce, a laranja e a manga. A produção de cana-de-açúcar é direcionada para a
“Usina” Laginha, localizada no próprio, cujo proprietário mantém próxima uma
reserva de Mata Atlântica (ENCICLOPEDIA MUNICIPIOS DE ALAGOAS, 2006).
Os indicadores sociais têm nível equivalente, ou aproximado, aos atribuídos,
em geral, aos municípios de Alagoas, ou mesmo aos demais Estados da região
Nordeste. Assim, segundo ALAGOAS (2004), o Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH) de União dos Palmares correspondeu a 0.600, abaixo um pouco do atribuído
ao Estado de Alagoas (0.633), o segundo maior da microrregião e o 34º no ranking
estadual. A taxa de mortalidade por mil nascidos vivos correspondeu em 2000, a
24,43, a menor da microrregião e bem inferior a de Pindoba, a maior, com 108,11.
Conforme a enciclopédia Municípios de Alagoas (2006), em 2003, o Produto
Interno Bruto Municipal (PIB), per capita, de União dos Palmares (2.491) foi inferior
ao de Alagoas (3.505), ao do Nordeste (4.306) e ainda mais, ao do Brasil (8.694).
Segundo a contagem populacional do IBGE, em 2010, o município de União
dos Palmares possui 62.410 habitantes, ocupando, quantitativamente, a 5ª
colocação no Estado. No ano de 2010, dos 62.410 residentes, 76,42% moravam na
zona urbana e 23,58% na zona rural. Sua densidade demográfica, em 2010, era
estimada em 191,41 hab/Km².
No período compreendido entre os anos 1980/2010 a variação relativa de
crescimento populacional no município foi de aproximadamente 16%. Conforme
pode ser visto na tabela 01, na década de 70 a população rural constituía o dobro da
população urbana.
Esta, nos últimos 30 anos, aumentou em aproximadamente 126% o seu
contingente populacional, fazendo com que o grau de urbanização do município
atingisse 64,6% no ano 2000. Em 2010 passou para 76,42%.
14
Tabela 01. União dos Palmares/AL. População Total, Urbana e Rural. Grau de Urbanização do
Município. 1970-2007.
Ano
Total
Urbana
Rural
Grau de
Urbanização
1970
51 532
16 753
34 779
32,50%
1980
52 702
22 466
30 236
42,62%
1991
57 425
34 040
23 385
59,27%
2000
58 620
37 869
20 751
64,60%
2007
60 619
45 253
15 366
74,00%
2010
62 401
47 691
14 710
76,42%
Fonte: IBGE/SEPLAN-SUPEGI, anuário Estatístico de Alagoas, 2007.
À exemplo de outros municípios brasileiros a área urbana de União dos
Palmares vem crescendo em decorrência, principalmente, do processo de migração
rural. O resultado desta migração pode ser vista nos bairros Roberto Correia de
Araújo (antigo Terrenos), Vaquejada, Mutirão e Padre Donald, locais em que parte
de seus moradores trabalha no corte da cana da própria região (TENÓRIO;
CAMPOS; PÉRICLES, 2006).
2.2 Algumas considerações sobre comercialização e feira livre
2.2.1 Comercialização
De acordo com Hoffman et al. (1992), comercialização é o conjunto das
operações ou funções realizadas no processo de levar os bens e serviços desde o
produtor até o consumidor final. Consiste no processo de transferência das matérias
primas agrícolas e alimentos desde o produtor até o consumidor.
Afirma-se freqüentemente que o objetivo da comercialização é a satisfação
dos desejos e das necessidades dos consumidores. O processo de comercialização
visa levar os serviços e bens produzidos até o consumidor, entregando-os no lugar
adequado, no momento certo, na forma e quantidade desejada (HOFFMANN et al.,
1992).
15
Cabe a comercialização transmitir aos produtores uma demanda existente
de bens e serviços, bem como as mudanças nesta demanda, ampliar esta demanda
através da promoção e satisfazer esta demanda, através da entrega do produto ao
consumidor (HOFFMANN et al., 1992).
Conforme Hoffmann et al. (1992), define-se mercado como: “o agregado
composto de um ou mais compradores e de um ou mais vendedores que discutem a
formação de preço de produtos ou serviços e efetuam operações de troca entre si”.
Para Hoffmann et al. (1992), a comercialização cria um fluxo organizado de
bens e serviços, cuja origem é de distintos e dispersos dos locais de produção e cujo
fim são também dispersos pontos de consumo.
O mercado primário se caracteriza pela concentração dos produtos, e é
constituído pelos mercados do interior. Os diversos tipos de intermediários e
cooperativas ali adquirem as mercadorias dos produtos e as reúnem nos centros
consumidores (HOFFMANN et al., 1992).
O mercado em que participam os produtores é chamado mercado local. O
mercado terminal (mercado atacadista central) constitui o ponto de maior
concentração do fluxo de produtos, onde termina o movimento de concentração e se
inicia a dispersão ou distribuição dos mesmos. Representam um ponto de
estrangulamento no fluxo de mercadorias e nele se efetuam as grandes trocas e
serviços. Localizam-se geralmente nos grandes centros e nele predominam os
grandes atacadistas. O mercado secundário se caracteriza pela distribuição dos
produtos até o consumidor final (HOFFMANN et al, 1992).
Para Hoffmann et al. (1992), canal de comercialização é o caminho
percorrido pela mercadoria desde o produtor até o consumidor final. É a seqüência
de mercados pelos quais passa o produto, sobe ação dos diversos intermediários,
até atingir a região de consumo.
A comercialização atende as exigências do mercado, através da produção
de valores econômicos. Entende-se por comercialização o desempenho de todas as
atividades necessárias ao atendimento das necessidades e desejos dos mercados,
planejando a disponibilidade da produção, efetuando transferência de propriedade
16
de produtos, provendo meios para sua distribuição. Por mercado imagina-se uma
esfera dentro da qual operam as forças construtoras do preço, e na qual a
transferência de propriedade tende a ser acompanhada pelos deslocamentos reais
dos produtos atingidos (BRANDT, 1979)
De acordo com Brandt (1980), é conveniente considerar o sistema de
comercialização como mecanismos primário para a coordenação das atividades de
produção, distribuição e consumo. Sob este prisma, a comercialização inclui as
atividades de intercâmbio associados com a transferência de direitos de propriedade
de um produto, manipulação dos produtos e arranjos institucionais que facilitam
essas atividades. Muitas das decisões comerciais importantes, tomadas por
executivos de empresas rurais e industriais, incluem planejamento da produção em
relação às operações de mercado.
Para Hoffmann et al. (1992) canal de comercialização é o caminho
percorrido pela mercadoria desde o produtor até o consumidor final. É a seqüência
de mercados pelos quais passa o produto, sob a ação de diversos intermediários,
até atingir a região de consumo.
Hoffmann et al. (1992) verificou que em algumas situações o produtor vende
diretamente ao consumidor. Neste caso constata-se a existência de um menor tipo
de canal de comercialização.
Hoffmann et. al. (1992), afirmam que, quanto maior o numero de operações
necessárias à comercialização e quanto maior o número de pessoas envolvidas
maior será a complexidade e o comprimento do canal de comercialização
A venda a intermediário também é importante, e é praticada por número
semelhante de produtores (65,7% de produtores, do total pesquisado), tal fato reflete
as dificuldades de organização dos produtores para comercializar seus produtos em
conjunto. Apesar das restrições existentes (de ordem fiscal e sanitária) no processo
de comercialização, a venda direta ao consumidor é realizada por 34,3% de
produtores e a entrega direta ao varejo é praticada por 22,8% dos produtores
(SIMÕES et al., 2003).
17
Para Simões et al. (2003), na grande maioria dos casos, a adoção dessas
formas diferenciadas de comercialização ocorreu por iniciativa dos próprios
produtores, seja como uma ação mais planejada visando conquistar uma fatia do
mercado local ou, dependendo do produto e da qualidade/quantidade do mesmo,
como alternativa mais vantajosa de comercialização; ou como ultimo recurso para
obter uma renda ao menos suficiente para sustento da família.
A participação de intermediários é bastante significativa, com efeitos
negativos nos preços recebidos pelos produtores. Mas, em certos momentos e no
caso de alguns produtos, é a falta de um comprador que se constitui no problema
principal, pois a maioria não possui infra-estrutura de armazenamento na
propriedade (SIMÕES et al., 2003).
Entre o agricultor e o consumidor final existe um conjunto de agentes
intermediários que colocam o produto onde, quando e na forma que o consumidor
desejar. Quando estes intermediários exercem suas atividades, eles incorrem uma
série de despesas como salários, alugueis, impostos, depreciação, etc., os quais são
definidos como custos de comercialização. Estes custos de comercialização são
difíceis de medir porque envolvem o levantamento sistemático de todas as
atividades envolvidas por cada um dos intermediários (MARQUES; AGUIAR,1993).
2.2.2 Feira livre
As feiras livres são ainda imprescindíveis para o abastecimento da
população e têm conseguido a concorrência de modernos supermercados, não
existindo tecnologia ou eficiência nos caixas de supermercados que substituam o
contato direto entre vendedores e compradores (LEITE et al., 2009).
Já Martins, Margarido e Bueno (2007) produziram estudo em que
compararam e analisaram a freqüência do local de compra de frutas, legumes e
verduras no início dos anos 80 e final da década de 1990 pelos paulistanos nos dois
principais equipamentos de venda desses produtos: feiras livres e supermercados.
Os resultados mostraram que as feiras livres ainda são o principal equipamento
varejista de venda desses produtos, embora tenham perdido, em média, 35,76% de
participação nas vendas de frutas, legumes e verduras (FLV); em contrapartida os
18
supermercados apresentaram aumento médio de 432,01% nas vendas no período
analisado.
Conforme Martins, Margarido e Bueno (2007) pode-se observar que a
estrutura de compra dos consumidores está diretamente relacionada ao rápido
processo de mudanças econômicas e sociais do País ocorridas nos últimos anos.
Martins, Margarido e Bueno (2007) afirmam também que embora
aparentemente, a tendência seja de redução da participação das feiras livres na
comercialização de frutas, legumes e verduras (FLV), com o conseqüente aumento
da aquisição desses produtos pelos consumidores junto aos supermercados, as
feiras livres ainda permanecem na liderança de venda de FLV, tendo como virtude o
frescor e a diversidade de produtos e também conta com a tradição para se manter
viva na comercialização de FLV na cidade de São Paulo ainda por um longo tempo.
No contexto globalizado onde as grandes superfícies de varejo imperam no
comércio de mercadorias, inclusive no setor de FLV, as feiras livres têm resistido ao
tempo, tornando-se uma paisagem constante tanto nos pequenos como nos grandes
centros urbanos, apresentando-se como uma alternativa ao sistema mercadológico
excludente e inibidor do desenvolvimento da economia local (SILVA, 1996 citado por
GODOY; ANJOS, 2007).
As feiras livres representam um fenômeno social que assegura a
possibilidade de construção de uma sociedade diferenciada, baseada na democracia
autêntica, com ênfase na autonomia de seus membros (RICOTTO, 2002 citado por
GODOY; ANJOS, 2007).
Conforme Godoy e Anjos (2007) muito embora o elevado número de
pessoas envolvidas neste sistema de comercialização e a importância que este setor
possui, do ponto de vista das articulações com os sistemas de produção e com os
produtores, é muito raro o desenvolvimento de pesquisas nesta área. No entanto, a
maioria das pesquisas, quando existem, orienta-se num sentido exclusivamente
mercadológico, relevando aspectos econômicos, sociais e culturais que envolvem os
feirantes e o público consumidor.
19
Para o consumidor a feira representa um espaço onde impera a honestidade
e a qualidade, sobretudo biológica, dos alimentos. Percebe-se, no entanto, que o
público consumidor tem diminuído sistematicamente nos últimos anos, cabe neste
aspecto ações no sentido de promover o esclarecimento da população, bem como o
incentivo ao consumo dos produtos orgânicos, estratégia esta que é desenvolvida
com muita intensidade e eficiência pelas grandes superfícies de varejo locais
(GODOY; ANJOS, 2007).
20
3. MATERIAL E MÉTODOS
Pesquisa descritiva com feirantes do Município de União dos Palmares
mediante aplicação de questionário por meio de entrevistas pessoais e precedida de
levantamento bibliográfico sobre o tema central.
Na pesquisa, o universo escolhido foi o dos feirantes que atuam na feira livre
do município e que comercializam pimentão, alface, coentro e cebolinha. Foram
localizados e contactados 22 feirantes, dos quais oito não responderam. Os catorze
feirantes, que contribuíram, foram bastante dedicados ao ajudarem na pesquisa e
responderam com sinceridade todos os itens do questionário.
O questionário utilizado neste trabalho foi construído para atender a
demanda de projeto de pesquisa sobre possibilidades de instalação de cinturão
verde em União dos Palmares, coordenado pelo professor orientador, também
objeto de uso por Oliveira (2011). O questionário continha questões objetivas e
fechadas pertinentes ao perfil dos feirantes sobre aspectos inerentes ao processo de
comercialização e a aplicação ocorreu entre os dias 8 e 29 de dezembro de 2010, no
período matutino. Os dados obtidos foram tabulados em planilha eletrônica cujos
resultados são apresentados em ilustrações, objeto de análise.
21
4 - RESULTADOS
A feira Livre de União dos Palmares funciona normalmente quatro dias da
semana (segunda, quarta, sexta e sábado) envolvendo a participação de feirantes
que oferecem os mais diversos e variados produtos: frutas, verduras, legumes,
tubérculos, carne, peixe, condimentos, etc, utilizando cerca de 700 metros
quadrados. São cerca de 230 feirantes, que obviamente competem com outros
agentes de intermediação, como supermercados, mercadinhos, quitandas e
hortifruti.
De acordo com dados levantados junto à população estudada (figura 2) foi
constatado que 36% dos feirantes têm idade entre 31 e 40 anos de idade, 22% com
idade inferior a 30 anos e, 21% com idade entre 41 e 50 anos.
Figura 2. Distribuição dos feirantes entrevistados, por faixa etária, em 2010.
Em relação ao gênero foi verificado que 64% dos feirantes entrevistados são
do gênero feminino enquanto que 46% do gênero masculino (figura 3)
22
Figura 3. Distribuição dos feirantes entrevistados, segundo o gênero, em 2010.
Pode-se observar que os feirantes entrevistados em relação ao grau de
instrução, com 79% possuem ensino fundamental incompleto, 14% não possuem
nenhum grau de instrução e 7% possuem ensino médio completo (figura 4).
Ensino fundamental incompleto
Ensino médio completo
Analfabeto
14%
7%
79%
Figura 4. Distribuição dos feirantes entrevistados, por grau de instrução, em 2010.
Em relação à experiência foi constatado que 37% dos feirantes entrevistados
tem entre 1 a 5 anos de experiência (pouca experiência) , 21% tem entre 11 a 15
anos e as demais faixas conseguiram iguais valores de 14% (figura 5).
23
1 ano a 5 anos
6 a 10 anos
11 a 15 anos
16 a 20 anos
acima 20 anos
14%
37%
14%
21%
14%
Figura 5. Distribuição dos entrevistados, conforme tempo de experiência como
feirante, em 2010.
Constatou-se que o estado civil dos feirantes entrevistados era o seguinte:
79% são casados(as), 14% solteiros(as) e 7% separados(as) (figura 6).
Casado(a)
Separado(a)
Solteiro(a)
14%
7%
79%
Figura 6. Distribuição dos feirantes entrevistadas por estado civil, em 2010.
As famílias dos entrevistados apresentam as seguintes composições (figura
7): Em 29% elas são formadas por apenas duas pessoas, em 22% por 3 membros e
em 21% por 5 membros. Cabe registrar que cerca de 40% das famílias não foi
constatada a presença de menores, são formadas, exclusivamente por marido e
mulher ou pai/mãe e filho(a) adulto(a).
24
Figura 7. Feirantes entrevistados, conforme a composição familiar, em 2010.
De acordo com dados contidos na figura 8, a seguir, 64% dos entrevistados
auferem uma renda familiar de até 1 salário mínimo, 29% uma renda familiar
correspondente entre 1 e 2 salários mínimos e, 7% não informaram.
Figura 8. Distribuição dos feirantes entrevistados, por renda familiar, em 2010.
Todos os entrevistados registraram que a atividade principal é a de feirante,
a agricultura é apresentada por todos como a atividade secundária.
PIMENTÃO
Segundo coleta de dados nas entrevistas com os feirantes, foram obtidos os
seguintes resultados: 50% dos feirantes comercializão um cento de pimentão por
semana, 29% dois centos do mesmo, 14% três centos e 7% abaixo de um cento
(figura 9).
25
Abaixo de 1 cento
1 cento
2centos
3 centos
7%
14%
29%
50%
Figura 9. Quantidade comercializada de pimentão, por semana, pelos feirantes
entrevistados, em 2010.
Dos dados obtidos nas entrevistas com os feirantes, observou-se os
seguintes resultados: 43% dos feirantes compram a R$ 20,00 o cento do produto,
36% compram a R$ 18,00 o cento do mesmo, 14% compram a R$ 17,00 o cento e
7% compram a R$ 16,00 o cento do mesmo (figura 10).
R$ 16
R$ 17
R$ 18
R$ 20
7%
14%
43%
36%
Figura 10. Preço de compra do pimentão, conforme os feirantes entrevistados, em 2010.
Foi constatado que todos os pimentões comercializados pelos feirantes
entrevistados são oriundos de Itabuna/BA e vendidos aos feirantes pelo mesmo
intermediário.
26
O Pimentão teve uma quantidade média vendida de 133 unidades,
semanalmente, com preço médio de venda a R$ 0,50, variando, em média, de R$
0,56, no início da feira e R$ 0,44, no final da feira.
A maioria dos entrevistados não soube informar a quantidade destinada ao
autoconsumo familiar. Mesma prática foi observada em relação à quantidade de
perdas e sobras. Mas os feirantes informaram que o produto vem com “injuria
sofridas no transporte, principalmente”.
ALFACE
As entrevistas com os feirantes revelaram que: 43% dos feirantes
comercializam até 100 pés de alface, por semana, 43% dos feirantes comercializam
de 101 a 200 pés e 14% de 201 a 300 pés, por semana (figura 11).
até 100 pés
101 a 200 pés
201 a 300 pés
14%
43%
43%
Figura 11. Quantidade de alface comercializada semanalmente pelos feirantes
entrevistados, em 2010.
Os dados coletados com os feirantes revelam as seguintes informações:
50% dos feirantes entrevistados compram o pé de alface a R$ 0,50, 36% dos
mesmos compram a R$ 0,40, 7% compram a R$ 0,30 e 7% produzem a alface que
vendem (figura 12).
27
R$ 0,30
R$ 0,40
7%
R$ 0,50
Produtor local
7%
36%
50%
Figura 12. Preço de compra de alface, conforme os feirantes entrevistados, em 2010.
Foi averiguado que toda alface comercializada pelos feirantes entrevistados,
é oriunda de Lajedo/PE, com exceção de um produtor local que produz apenas pra
si mesmo e vende na feira.
A alface teve uma quantidade, média, vendida de aproximadamente 143
pés, semanalmente, com preço médio de venda a R$ 0,68, variando, em média, de
R$ 0,81, no inicio da feira e R$ 0,56, no final da feira.
A maioria dos entrevistados não soube informar a quantidade destinada ao
autoconsumo familiar. Mesma prática foi observada em relação à quantidade de
perdas e sobras. Quanto às perdas os feirantes informaram que o produto apresenta
problemas provocados pelo transporte, principalmente.
COENTRO
Os dados coletados em entrevistas com os feirantes revelaram que: 43%
dos feirantes comercializam até 100 molhos de coentro, por semana, 29% dos
feirantes comercializam de 201 a 300 molhos, 21% dos feirantes vendem de 101 a
200 molhos e 7% não vendem este produto por semana (figura 13).
28
até 100 molhos
101 a 200 molhos
201 a 300 molhos
7%
Não vende este produto
43%
29%
21%
Figura 13. Quantidade de coentro comercializada pelos feirantes entrevistados, por
semana, em 2010.
De acordo com dados levantados junto à população estudada (figura 14) foi
constatado que 53% dos feirantes entrevistados compram o molho do coentro a R$
0,30, que 23% deles adquirem a R$ 0,25 e 8% são produtores.
R$ 0,25
R$ 0,30
R$ 0,33
R$ 0,50
Produtor local
8%
23%
8%
8%
53%
Figura 14. Preço de compra do coentro, conforme os feirantes entrevistados, em 2010.
De acordo com as entrevistas junto aos feirantes (figura 15), constatou-se:
84% dos feirantes entrevistados compram o coentro de intermediários que trazem de
29
Lajedo/PE, 8% compram do intermediário que traz de Arapiraca/AL e 8% é
produzido e comercializado pelo produtor local.
Canhotinho/PE Arapiraca/AL Produtor local
8%
8%
84%
Figura 15. Origem do coentro comercializado pelos feirantes entrevistados, em 2010.
O Coentro obteve uma quantidade média vendida de 158 molhosk,
semanalmente, com preço médio de venda a R$ 0,41, variando, em média, de R$
0,48, no inicio da feira e R$ 0,33, no final da feira.
A maioria dos entrevistados não soube informar a quantidade destinada ao
autoconsumo familiar. Mesma prática foi observada em relação à quantidade de
perdas e sobras. Os feirantes informaram que as perdas são provenientes do
transporte.
CEBOLINHA
Os dados coletados junto aos feirantes entrevistados revelam que 57% dos
feirantes comercializam de 1 a 100 molhos de cebolinha, por semana, 36% vendem
de 101 a 200 molhos e 7% não comercializam o produto (figura 16).
30
1 a 100 molhos
101 a 200 molhos
Não vende o produto
7%
36%
57%
Figura 16. Quantidade de cebolinha comercializada por semana, pelos feirantes
entrevistados, em 2010.
Observou-se também que 53% dos feirantes da pesquisa adquirem o
produto a R$ 0,30, o molho, 23% compram a R$ 0,25, 8% a R$ 0,33, 8% a R$ 0,50
e 8% são produtores locais (figura 17).
R$ 0,25
R$ 0,30
R$ 0,33
R$ 0,50
Produtor local
8%
23%
8%
8%
53%
Figura 17. Preço de aquisição da cebolinha, conforme os feirantes entrevistados, em 2010.
Como pode ser observado nos dados coletados junto aos feirantes (figura
18),
69%
da
cebolinha
adquirida
pelos
entrevistados
são
oriundos
de
Canhotinho/PE, 15% são de Arapiraca/AL, 8% de Branquinha/AL e 8% de
produtores locais que as comercializam eles mesmos.
31
Canhotinho/PE
Branquinha/AL
Arapiraca/AL
Produtor local
8%
15%
8%
69%
Figura 18. Local de produção das cebolinhas comercializadas na feira de União dos
Palmares, em 2010.
A Cebolinha obteve uma quantidade média vendida de 117 molhos,
semanalmente, com preço médio de venda a R$ 0,40, variando, em média, de R$
0,48, no inicio da feira e R$ 0,33, no final da feira.
A maioria dos entrevistados não soube informar a quantidade destinada ao
autoconsumo familiar. Mesma prática foi observada em relação à quantidade de
perdas e sobras. De acordo com os feirantes as perdas estão relacionadas com o
transporte do produto até a feira.
Em relação ao transporte do produto foi constatado que todos os feirantes
pagam frete que ficou, em média, de R$ 11,93. Pagam, em média, o imposto a
prefeitura pelo local utilizado na feira o valor de R$ 5,00 e alguns feirantes pagam
aluguel de bancas que custa R$ 5,00, em cada dia de feira.
32
5 – CONCLUSÃO
O pimentão, a alface, o coentro e a cebolinha comercializados na feira livre
de União de Palmares são, em sua maioria, oriundos de outros municípios e
comercializados junto aos feirantes por um agente de intermediação que opera no
atacado, encarecendo o preço final do produto para o consumidor final.
O feirante, em sua maioria, é do gênero feminino, casado, idade entre 19 e
67 anos, com ensino fundamental incompleto, renda média mensal em torno de um
salário mínimo.
Apenas um feirante é produtor rural e pratica, obviamente, preços vigentes
no mercado.
33
6 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BRANDT, S. A. Comercialização Agrícola. Piracicaba: LIVROCERES, 1980. 195p.
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e Microrregiões- Estado de Alagoas, 1990.
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ENCICLOPÉDIA MUNICÍPIOS DE ALAGOAS. Maceió: Instituto Arnon de Mello,
2006.
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supermercados e Feiras livres na cidade de São Paulo. Informações Econômicas,
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34
OLIVEIRA, Silvio Serafim. Cinturão verde e sua viabilidade no município de
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Curso).
SANDRONI, P. Novíssimo dicionário de economia. São Paulo: Editora Best
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SIMÕES, A. C.; SANT´ANA, Antonio Lazaro; TARSITANO, M. A. A. Estratégias de
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SIMONSEN, R.C. História econômica da Brasil: 1500/1820. 7. ed. São Paulo:
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TENÓRIO, Douglas Apratto; CAMPOS, Rochana; PÉRICLES, Cícero. Enciclopédia
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TODARO, M. Introdução à economia. Uma visão para o terceiro mundo. Rio de
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WOORTMANN, K. Migração, família e campesinato. Revista Brasileira de Estudos
de População. Jan./Jun. 1990, P.35-5.
35
ANEXO
36
QUESTIONÁRIO SOBRE COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM FEIRAS LIVRES DE ALAGOAS.
Este trabalho tem por objetivo subsidiar o pesquisador na elaboração do seu trabalho
acadêmico. A sua colaboração sincera é de fundamental importância. Os dados serão
trabalhados no agregado e a identidade preservada. Agradecemos pelo apoio conferido.
Data da Coleta Dezembro/ 2010 Local: União dos Palmares
Resp.p/ Coleta _______________________________________________________
Nome*:
Endereço:
Telefone*:
Idade:
Sexo:
Grau de Instrução:
Experiência na atividade:
Estado Civil:
Composição Familiar:
N° Maiores:
N° Menores:
Renda Familiar(Em salários mínimos):
( ) Até 1 s.m
( ) De 1 a 2 s.m ( ) De 2 a 5 s.m ( ) De 5 a 10 s.m
(
) De 10 a 20 s.m (
) Mais de 20 s.m
Atividade Principal:
Renda atividade principal(R$):
Aposentado:
Renda Mensal da Feira:
Especificação
Aquisição
Unidade de medida (kg):
Quantidade Semanal:
Preço de Compra R$:
origem do Produto:
Local(município) medido
por km:
Fornecedor
( ) Produtor direto
( ) Intermediário
Venda
Unidade de medida
(kg)
Quantidade por feira
Preço R$
Começo da feira R$
Final da feira R$
Autoconsumo
Quantidade gasta
Pimentão
Outras atividades:
Renda outras atividades(R$):
Valor Aposentadoria:
Percentual da Feira:
Alface
Produtos
Coentro
Cebolinha
37
Sobras
Quantidade das sobras
Destino das sobras
Perdas
Quantidade por feira
Motivo da perda
( ) Transporte
( ) Apodrecimento
Destino das perdas
Custos R$
Embalagem
Transporte(tipo)
(
) Próprio
(
) Paga frete
Se for próprio quanto gasta em quilometragem e combustível: __________________________________
Se for frete quanto gasta por dia:e por peso e dimensão:
Armazenamento
Taxas
Impostos
Mão-de-Obra
Membros da família
que trabalham na feira
(
) Mulher
(
) Filhos
(
) Outros
Paga algum salário ao
membro da família
(
) Sim
(
) Não
Contratada
Número de
funcionários:
Valor pago ao
funcionário:
Receita
% Receita Total
