José P Silva

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
UFAL

CECA

JOSÉ PEDRO DA SILVA

AVALIAÇÃO DE GENÓTIPOS DE BATATA-DOCE (Ipomoea batatas (L.) Lam.)
PARA USO NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL.

Trabalho de conclusão de
curso apresentado ao Centro
de Ciências Agrárias como
parte

dos

obtenção

requisitos
do

título

para
de

Engenheiro Agrônomo.

RIO LARGO
ALAGOAS - BRASIL
2009
1

JOSÉ PEDRO DA SILVA

Trabalho de conclusão de
curso apresentado ao Centro
de Ciências Agrárias como
parte

dos

obtenção

requisitos
do

título

para
de

Engenheiro Agrônomo.

APROVADO em 10 de dezembro de 2009

_____________________________________________
Eng. Agrônomo, Mestrando Carlos Jorge da Silva
(Avaliador)
________________________________________
Profª. Drª. Rosa Cavalcante Lira
(Co-Orientadora)

_____________________________________
Prof. Dr. Paulo Vanderlei Ferreira
(Orientador)

i2

Aos meus pais
José Agustinho da Silva (In memoriam)
&
Carmelita Jorvina da Silva
OFEREÇO

Aos meus familiares:
Irmãos, tios, primos & sobrinhos
DEDICO

3ii

AGRADECIMENTOS
À Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e ao Centro de Ciências Agrárias
(CECA) pelo cumprimento do seu papel social na formação de profissionais capazes e
atuantes em Alagoas e em outros Estados do Brasil.
Aos amigos, companheiros (as) e todos os membros do Grupo Agroecológico
Craibeiras (GAC), pela grande contribuição para minha formação Sócio-econômica e
cultural, além do grande conhecimento adquirido em Agroecologia.
Aos companheiros de equipe do Setor de Melhoramento Genético de Plantas do
CECA: Carlos Jorge da Silva, Ronaldo Bernardino dos Santos Júnior e Alonso Barros da
Silva Júnior que participaram diretamente na execução desse trabalho.
Aos companheiros e amigos do Setor de Melhoramento Genético de Plantas do
CECA: Lucas da Silva Santos, Samuel de Souza França e Anderson Tenório pela união do
grupo e o companheirismo de todos.
Aos professores da Escola Agrotécnica Federal de Satuba (EAFS), em especial a
professora Telma Aguiar, professor Jonas de Melo e ao Senhor Fernando Rodrigues Leite,
pelo apoio e incentivo nos momentos de dificuldades.
A Pró-Reitoria Estudantil (PROEST) e a Residência Universitária Alagoana
(RUA), pelo período de vivência e aprendizagem em minha vida acadêmica.
Aos Doutorandos Caroline de Almeida Cavalcanti, José Antonio da Silva Madalena
e Jorge Luis Xavier Lins Cunha, por compartilharem com os demais membros da equipe as
suas experiências adquiridas ao longo de suas vidas acadêmicas e profissionais.
Ao Professor Dr. José Edmar de Lira, pelo apoio e apresentação aos meus futuros
orientadores e pelas observações em minha vida acadêmica.
Aos Professores: M. Sc. Jair Tenório Cavalcante, M. Sc. Afrânio César de Araújo e
a

Dr . Rosa Cavalcante Lira, pelas orientações e apoio na execução do trabalho.
Em especial ao professor Dr. Paulo Vanderlei Ferreira, por conceder-me a
oportunidade de fazer parte da sua equipe e pelo exemplo de companheirismo, humildade,
respeito e amizade.

4iii

SUMÁRIO
RESUMO

iv

1 – INTRODUÇÃO

01

2 - REVISÂO DE LITERATURA

03

2.1 - Descrição geral da cultura da batata-doce

03

2.2 - Utilização de batata-doce a alimentação animal

06

3 - MATERIAL E MÉTODOS

09

3.1 – Local e ano do experimento

09

3.2 - Delineamento estatístico

10

3.3 - Tratos culturais

10

3.4 - Avaliação da produção

10

3.5 - Avaliação da composição química

10

3.6 - Análise estatística

10

4 - RESULTADOS E DISCUSSÃO

12

5 – CONCLUSÃO

16

6 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

17

iv
5

LISTA DE TABELAS
Pag.
Tabela 1 - Análise química do solo da área experimental do CECA/UFAL
antes da instalação do experimento. Rio Largo-AL, 2007.

23

Tabela 2 - Médias da produção total das raízes e da matéria seca de genótipos
de batata-doce. Rio Largo-AL, 2007.

15

Tabela 3 - Médias e coeficientes de variação da análise bromatológica de 14
genótipos de batata-doce. Rio Largo- AL, 2007.

17

iii

v6

RESUMO
SILVA, J. P, DA AVALIAÇÃO DE GENÓTIPOS DE BATATA-DOCE (Ipomoea
batatas (L.) Lam.) PARA USO NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL. (Trabalho de
conclusão de curso).
O presente trabalho foi conduzido no período de agosto de 2007 a julho de 2008
no município de Rio Largo – Alagoas, na área experimental do Centro de Ciências
Agrárias da Universidade de Federal de Alagoas (CECA-UFAL), localizado no Campus
Delza Gitaí, BR 104 Norte, km 85, tendo como objetivo avaliar a produção e composição
química de tubérculos de 14 genótipos de batata-doce para uso na alimentação animal.
Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados com 14 genótipos e 02 (duas)
repetições. Aos 130 dias após o plantio, na ocasião da colheita, foi avaliado a produção
total dos tubérculos (em t/ha-1) e determinadas às produções de matéria natural e matéria
seca (em t/ha-1), e a composição química: Percentagem de Matéria Seca (MS),
Percentagem de Proteína Bruta (PB), Percentagem de Matéria Mineral (MM), Percentagem
de Fibra em Detergente Neutro (FDN) e Percentagem de Fibra em Detergente Ácido
(FDA). A produção total dos tubérculos e de Matéria Seca variou de 4,53 a 19,28 t/ ha-1 e
1,52 a 5,98 t/ ha-1, para, respectivamente, os clones 04 e 06. A percentagem de MS variou
de 30,64, para o clone 14, a 36,01%, para a cultivar R. de Penedo; a percentagem de PB
variou de 1,86 , para o clone 03, a 3,49%, para o clone 14; a percentagem de MM variou
de 1,80, para clone 09, a 2,66%, para o clone 14; a percentagem de FDN variou de 15,43,
para o clone 02, a 23,84%, para o clone 04; a percentagem de FDA variou de 1,38, para o
clone 13, a 2,25%, para clone 01. O clone 06 apresentou a maior produção total de
tubérculos, apesar de não diferir dos clones 10 e 14 e da cultivar Sergipana. O clone 03 e a
cultivar Rainha de Penedo apresentaram as maiores produções de MS, apesar de diferirem
apenas do clone 14. Os clones 02 e 03 e a cultivar Rainha de Penedo apresentaram as
maiores porcentagens de MS, apesar de diferirem apenas do clone 14. Por outro lado, o
clone 14 apresentou a maior porcentagem de PB, apesar de diferir apenas do clone 03. As
porcentagens de Matéria Mineral, Fibra em Detergente Neutro e Fibra em Detergente
Ácido foram semelhantes entre os genótipos avaliados.
Palavras-chave: (Nutrição Animal, Melhoramento de Plantas, Seleção e Genótipos).
vi7

1 - INTRODUÇÃO
A batata-doce (Ipomoea batatas (L.) Lam.) é considerada uma das doze mais
importantes culturas do mundo (BARRERA, 1989). É uma hortaliça tuberosa muito
popular e cultivada em todo território brasileiro. A planta é rústica, de ampla adaptação,
alta tolerância à seca e de fácil cultivo. Considerando todas as hortaliças, a batata-doce é a
quarta em área cultivada no País, superada apenas pela batatinha, cebola e melancia. Os
maiores produtores brasileiros são os estados do Rio Grande do Sul (em torno 30% da
produção), Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Norte e Paraná
(MIRANDA et al., 1995). Quanto à produtividade, o Brasil apresenta um rendimento
médio em torno de 11,045 t/ha-1 (IBGE, 2008), sendo considerado baixo, visto que a
produtividade obtida pelo CNPH-EMBRAPA, em Brasília, é em torno de 25 a 30 t/ha-1 em
ciclo de 4-5 meses (SILVA e LOPES, 1995).
Essa hortaliça se constitui num alimento muito importante na dieta alimentar, tanto
humana quanto animal, sendo fonte de energia, minerais e vitaminas. Comparando-se seu
valor nutritivo com outras raízes e tubérculos, observa-se que em teores de calorias e
carboidratos, é superada apenas pela mandioca; proteína é superada apenas pelo inhame e o
cará; gordura é superada apenas pela mandioca e a cenoura; vitamina A, é superada apenas
pela cenoura; é ainda uma das mais ricas em vitamina B2, juntamente com a mandioca,
cenoura, nabo e a mandioquinha-salsa; é a mais rica em vitamina C e fósforo; é uma das
mais ricas em cálcio, ao lado da mandioca em ferro superada apenas a cenoura (SILVA e
LOPES, 1995).
Quanto à sua utilização na alimentação humana, os tubérculos podem ser
consumidos diretamente, cozidos, assados ou fritos; seus brotos e as ramas, últimos 10 a 15
cm, sob a forma de empanados. Na indústria, é matéria prima para a produção de doces
(marrom-glacê), pães, álcool e um amido de alta qualidade, empregado na fabricação de
tecidos, papel, cosméticos, adesivos e glucose (SILVA e LOPES, 2004).
Em Alagoas os pecuaristas dispõem de poucas alternativas que podem ser
praticadas a baixo custo e com viabilidade comprovada. O setor pecuário pouco tem
utilizado a tecnologia de ponta para o seu desenvolvimento, principalmente nas regiões
semi-áridas onde as práticas mais simples não se encontram totalmente difundidas, levando
a criação de animais nessas regiões a se tornar uma atividade de alto risco, dadas as suas
precariedades; refletindo em uma atividade pouco desenvolvida com baixos índices
8

zootécnicos, o que tem se refletido diariamente na produção animal, que é determinada
pela quantidade de forragem ingerida e seu valor nutritivo avaliado pela composição
química, digestibilidade e qualidade do rebanho.
A alimentação animal é responsável por até 70% dos custos de produção. Porém, a
estacionalidade das forragens dificulta à produção animal nos trópicos, sendo necessária a
busca por novas alternativas. Neste contexto, a batata-doce apresenta-se como alternativa
devido a sua composição química.
Quanto à sua utilização na alimentação animal, os tubérculos e as ramas são
destinados á alimentação de bovinos e suínos, seja “in natura” ou como silagem (apenas as
ramas). Os tubérculos apresentam teor de energia útil de 15% de NDT ou 1.097 Kcal de
ED/kg. A batata-doce, à semelhança da mandioca, apresenta teor elevado de água, cerca de
68%. Dos 32% de matéria seca, aproximadamente 28,5% são extrativos não nitrogenados,
especialmente amido e em menores quantidades de sucrose. Seu teor protéico é muito
baixo. Contudo, apresenta, diferentemente de outros alimentos tipicamente energéticos,
elevado teor de caroteno, mais precisamente 40 mg/kg. No seu estado natural, a batatadoce vale cerca de 25% a 39% do valor do milho, porém, em termos comparáveis de
matéria seca, o seu valor é de cerca de 87% do valor do milho, tomado como padrão.
Quanto às ramas, apresentam um valor nutritivo muito semelhante a uma forrageira de
qualidade média, podendo a proteína variar muito conforme a idade da planta, solo e
condições climáticas (ANDRIGUETTO et al., 1997).
Considerando-se estes fatos e a extrema necessidade do estado de Alagoas em
melhorar os seus índices zootécnicos, fez-se um estudo no sentido de avaliar o potencial
produtivo e o valor nutritivo de tubérculos de 14 genótipos, sendo 02 variedades
comerciais e 12 clones, de batata-doce como alternativa na alimentação animal.

9

2 - REVISÃO DE LITERATURA
2.1-DESCRIÇÃO GERAL DA CULTURA DA BATATA-DOCE.

A batata-doce (Ipomoea batatas (L.) Lam.), tem sua origem muito discutida, no
entanto a maioria dos pesquisadores indicam ser de origem americana (BRAGA, 1976).
Pertence a classe das Dicotiledôneas, família das Convolvuláceas, gênero Ipomoea e
espécie Ipomoea batatas (L.) Lam. (BARRERA, 1989). A Família convolvulácea agrupa
em torno de 50 gêneros e mais de 1000 espécies, sendo que, somente a batata-doce tem
cultivo com expressão comercial (EMBRAPA, 2004). Considerada uma cultura herbácea
de crescimento rasteira, rústica e adaptada as mais diversas condições de cultivo. Segundo
PINTO (1995), é uma planta hexaplóide, que apresenta o número de cromossomos
2n=6x=90.
A batata-doce é uma planta vivaz de caule delicado, que armazena reserva em suas
raízes verdadeiras e adventícias, herbáceo de hábito prostrado. O caule é cilíndrico e
ligeiramente achatado e esverdeado com espessura geralmente variando entre 05 a 08 mm
(FILGUEIRA, 2005).
O sistema radicular é amplo e complexo, sendo formado por raízes superficiais que
se encontram até 10 centímetros do solo, originária nos nós e nas ramas. Também há uma
raiz principal que se aprofunda no solo podendo até chegar a 90 cm, e com raízes laterais,
são ativas na absorção de nutrientes e um número pequeno de raízes secundárias e laterais,
sendo que algumas dessas últimas se transformam em raízes tuberosas. Os tubérculos têm
conformação alongada ou ovóide podendo ser liso ou rugoso de tamanho variando de
acordo com o caráter varietal (FILGUEIRA, 2005).
As ramas são longamente pecioladas, alternas, cordiformes, ovais inteiras ou com
03 a 07 lóbulos ou seguimentos. A inflorescência é do tipo cimosa, com três a nove,
sépalas ovais, oblongas ou obtusas (PRATA, 1983).
Para o bom desenvolvimento, a cultura requer temperaturas elevadas em especial
diurnas e não toleram geadas e é cultivada numa faixa entre 40° de latitude norte e 40° ao
sul em altitudes de até 2700 m acima do nível do mar. Para seu bom desenvolvimento
vegetativo, a cultura exige temperaturas acima de 24°C, sendo prejudicada em

10

temperaturas inferiores a 10 °C, sendo que em regiões ou em épocas de clima quente, a
batata-doce produz raiz com maior teor de açúcar (MIRANDA et al., 1995).
A cultura prefere solos de textura leve com boa drenagem (PRATA, 1983). A
batata-doce se desenvolve em qualquer tipo de solo, desde franco arenoso até os mais
argilosos (Podzóicos), mas, os solos mais leves e soltos, bem estruturados, com alta e
média fertilidade, são cruciais para produção de raízes mais uniformes e pouca aderência
na superfície, melhorando a aparência e facilitando a colheita (MIRANDA et al., 1995).
O preparo do solo é de suma importância para o crescimento da cultura. Sendo
importantíssimo fazer uma análise física e química do solo para realização das correções e
aplicações de calcários necessários, de acordo com a demanda da cultura, o que deve ser
feito aos noventa dias de antecedência ((OLIVEIRA et al., 2005).
As necessidades de adubação mineral na cultura da batata-doce são, em ordem
decrescente; Potássio, Nitrogênio, Fósforo Cálcio e Magnésio. Vários experimentos
realizados no Brasil e no exterior, indicam que para a produção de 13 a 15 t.ha-1 de raízes,
a batata-doce extrai do solo cerca de 60 a 113 kg de nitrogênio; 20 a 45,7 kg de Fósforo
(P2O5); 100 a 336 kg de Potássio (K2O); 31 a 35 kg de Cálcio (CaO) e 11 kg.ha-1 de
Magnésio. Para a produção de 30 t. ha-1 de raízes, a cultura extrai 129 kg de Nitrogênio; 50
kg de (P2O5) e 25 kg. ha -1 de (K2O) (MIRANDA et al., 1995).
Levando em consideração as condições climáticas, de forma generalizada, podem
ser recomendados os meses de novembro, dezembro e janeiro como as melhores épocas de
plantio nos estados do Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. Já no Norte e Nordeste,
aconselha-se realizar o plantio no período chuvoso (MIRANDA et al., 1995).
A propagação da batata-doce pode ocorrer de diferentes formas: como de sementes
botânicas, de batatas, de ramas, de enraizamentos de folhas destacadas e de cultura de
tecidos (SANTOS, 2006).
O plantio pode ser feito com uma ou duas ramas por cova, enterrando de 03 a 04
nós, ou enterrá-las em forma de U. Entretanto, para utilizar tais métodos é fundamental
fazer um estudo para os custos de produção (OLIVEIRA et al., 2006).
O espaçamento da cultura pode variar em da cultivar, finalidade de produção, do
tipo de fertilidade natural do solo, da adubação que se pretende fazer, do local e época de
plantio, dos equipamentos no plantio, colheita e tratos culturais. O espaçamento geralmente
varia entre as leiras de 1,00 a 0,8 m e de 0,25 a 0,40 m entre plantas. O espaçamento entre
11

plantas é o que exerce maior influência na produção e no peso médio das batatas
(SOARES et al., 2002).
Os principais tratos culturais são capinas e amontoas. Devendo a plantação ficar
livre de plantas daninhas para produzir bem, principalmente até os 45 dias após o plantio,
que é o período em que ocorre maior competição (OLIVEIRA et al., 2005).
A cultura da batata-doce é resistente à seca, ou seja, resistência ao estresse hídrico,
mas é recomendável fazer irrigações nos períodos de escassez de chuvas. O período crítico
para a sobrevivência é os primeiros 40 dias, mas na primeira semana, após o plantio, se
requer maiores atenções para que haja sobrevivência das estacas, devendo o solo ser
mantido úmido através de irrigações leves e freqüentes para evitar a desidratação do
material até que ocorra o enraizamento (MIRANDA et al., 1995).
A batata-doce é uma cultura considerada rústica, por apresentar grande resistência
às pragas e doenças, ser de fácil cultivo, por permitir uma colheita prolongada, ser
protetora do solo, ser mecanizável, por apresentar pouca resposta à aplicação de
fertilizantes, por crescer em solos pobres e degradados, e ainda por apresentar tolerância à
seca (MIRANDA et al., 1995).
De acordo com GALLO et. al. (1978), as principais pragas da cultura da batatadoce são: Broca-da-raiz Euscepes postfaicatus (Coleóptera, Curculionidae), Broca-docoleto megastes pulsialis (lepidoptera,

pyralidae), Vaquinha ou bicho do alfinete -

Diabratica speciosa (coleoptera,chrysomelidae), Gorgulho da batata-doce – Cylas spp.,
(Coleoptera, Brentida).
Quanto às doenças, as principais são: Fungos - Mal-do-pé ( Plenodomus destruens),
Sarna (monilochaetes infuscons) e Podridão- mole (Rhizopus sp); Bactérias - Streptomyces
ipomoea e Podridão mole nas raízes – (Erwinia chrysanthemi); vírus - Mosaico (Sweet
potato vein mosaic vírus) e Nematóides - Meloidogyne utilizam-se das plantas como
hospedeiras (CARVALHO, 1990).
A colheita deve ser realizada aos 90 dias, mas geralmente ocorre entre 110 e 165
dias, podendo variar em função do local, da cultivar, espaçamento, adubação e a utilização
(FILGUEIRA, 2005).
Quando comparada com culturas como arroz, banana, milho e sorgo, a batata-doce
é mais eficiente em quantidade de energia líquida produzida por unidade de área e por
unidade de tempo, por isso produz grande volume de raízes em um ciclo relativamente
curto, a um custo baixo, durante o ano inteiro (EMBRAPA, 2004).
12

2.2 – UTILIZAÇÃO DE BATATA-DOCE A ALIMENTAÇÃO ANIMAL.
A alimentação é o fator mais importante na produção animal, sendo responsável por
70% do custo final da produção. A maioria das rações produzidas para os animais é
formulada à base de milho e farelo de soja. Estes ingredientes têm custo relativamente alto
na formulação, devido às oscilações de preço no mercado, em conseqüência da competição
existente com a alimentação humana e pelo não acompanhamento do crescimento da
produção desses grãos, havendo sempre uma maior procura. A manutenção, ou o aumento
da produtividade na criação, exige dietas cada vez mais eficientes, com possível redução
dos custos durante o seu processamento (ALBINO, 1991).
De acordo com ALBINO (1991), o uso de alimentos não convencionais poderá
tornar as rações mais econômicas, desde que não afetem negativamente o desempenho dos
animais. Porém, é necessário conhecer as características dos alimentos, suas limitações
químicas ou físicas, para que possam ser utilizadas nas dietas alimentares. Subprodutos
industriais podem ser aproveitados na alimentação animal, diminuindo, assim, a inclusão
do milho e do farelo de soja nas rações.
Os nutrientes dos alimentos, determinados por meio de análise química, não são
totalmente disponíveis para os animais, porém, o desempenho destes animais é dependente
da disponibilidade dos nutrientes e da intensidade com que eles podem ser absorvidos e
utilizados. Um nutriente é disponível se puder ser usado para as funções metabólicas do
organismo ao chegar ao tecido vivo animal (ALBINO, 1991).
Segundo DAMONE (1996), o valor nutritivo de um alimento não pode ser
estimado exclusivamente pela sua composição em nutrientes, uma vez que este é o
resultado da combinação de vários fatores, como o equilíbrio entre seus constituintes,
somados às interações entre os mesmos, além das conseqüências deixadas pelo
processamento e armazenagem.
Alguns alimentos apresentam maior ou menor disponibilidade de nutrientes,
podendo haver variação considerável na digestibilidade entre diferentes amostras do
mesmo alimento. As proteínas e as fibras influenciam na digestibilidade dos nutrientes. A
disponibilidade deveria ser uma característica do alimento no qual ele está contido,
independente do animal que iria consumi-lo. Porém, há algumas interações animal
alimento que não podem ser ignoradas, pois influem na disponibilidade dos nutrientes. A
13

concentração de nutrientes nos alimentos varia profundamente em razão de vários fatores,
como, exemplo, o ambiente em que os ingredientes foram produzidos (ALBINO, 1991).
Segundo ALBINO (1991), os vegetais, durante o seu desenvolvimento, retiram
nutrientes minerais do solo e na fase de maturação há translocação destes elementos para
as raízes tuberosas e sementes. Por outro lado, a concentração de nutrientes nos alimentos
varia profundamente em razão de vários fatores, como, por exemplo, o ambiente em que os
nutrientes são produzidos e interação com outros nutrientes.
Sendo assim, é sabido que a batata-doce é usualmente utilizada para alimentação
humana, porém, a utilização de ramas e tubérculos na alimentação animal é feita apenas de
modo bastante limitado, sendo que a maior parte das ramas são simplesmente descartadas
com o resíduo inaproveitável ou refugo. A batata-doce fornece em média para cada 100g
gramas: 116 calorias; 1,16 gramas de proteínas, 30,10 gramas de carboidratos e 0,32
gramas de lipídios.
Segundo ALMEIDA et al. (1967), a parte aérea da batata-doce pode ser utilizada na
alimentação animal na forma de forragem verde ou de silagem, por ser bastante rica em
proteínas; enquanto as raízes são pobres, podendo combinar as duas partes da planta,
obtendo uma mistura mais equilibrada e eficiente para os animais. As ramas de batata-doce
são ricas em amido, açúcares, minerais e vitaminas. A cultura possui alta porcentagem de
proteína bruta e digestibilidade, podendo ser utilizada como forragem (RIBEIRO FILHO,
1967).
As raízes apresentam elevada concentração de energia, Nutrientes Digestíveis
Totais (NDT) e são utilizadas na alimentação de bovinos, suínos, aves e outros animais
domésticos, cruas, cozidas ou desidratadas na forma de raspa. As raízes tuberosas podem
ser utilizadas sob diversas formas na alimentação animal e humana, e como matéria-prima
para a indústria na produção de pães, doces e amido de alta qualidade; podendo ainda ser
utilizada na produção de tecidos, papeis, cosméticos e adesivos (OLIVEIRA et al., 2006).

14

3 - METODOLOGIA
3.1 - Local e ano do experimento
O experimento foi conduzido no ano de 2007, na área experimental do Setor de
Melhoramento Genético de Plantas do Centro de Ciências Agrárias da Universidade
Federal de Alagoas, localizada na BR 104 Norte, km 85, Rio Largo - Alagoas, situada a
uma altitude de 09 o 27 ’S, longitude de 35 o 27 ’W e uma altitude média de 127 m acima
do nível do mar, com temperaturas médias de máxima 29 oC e mínima de 21 oC e
pluviosidade média anual de 1.267,7 mm (CENTENO e KISHI, 1994).
Foram avaliados 14 genótipos de batata-doce, sendo 12 clones, obtidos a partir de
sementes botânicas de populações de polinização livre, em novembro/97: CL-01, CL-03,
CL-04, CL-10, CL-11 e CL-12, da cultivar Copinha; CL-09, da cultivar Paulistinha
Branca; CL-13 e CL-14, da cultivar Roxa de Rama Fina ; CL-02, da cultivar Co Branca;
CL-06, cultivar 60 Dias; CL-08, cultivar Pixaim I, e duas cultivares provenientes do
município de Arapiraca, Alagoas: Rainha de Penedo e Sergipana.
3.2 - Delineamento estatístico:
Foi utilizado o delineamento experimental em blocos casualizados com 14
tratamentos (genótipos) e 02 repetições. As parcelas experimentais constituíram-se por três
leiras de 6,0m de comprimento com 0,30 m de altura cada, com 15 plantas por leira, no
espaçamento de 1,00m x 0,40m, considerando-se como área útil à fileira central, a qual
ocupou uma área de 4,4 m2.
3.3 - Tratos culturais:
O preparo do solo foi efetuado com duas gradagens, porém, antes da instalação do
experimento, realizou-se análise do solo (Tabela 1). Não foram aplicados corretivos e nem
tão pouco pelo adubos minerais, visto que o solo apresentou condições regulares de
fertilidade, e também com intuito de melhor caracterizar o cultivo na região.
Tabela 1 – Resultado da análise química do solo da área experimental do CECA/UFAL
antes da instalação do experimento.
pH
H2O
5,25

MO
%

P

H+Al
-3

Al

Ca+Mg

K

Na

SB

T

-3

mg.dm

---------------------Cmolc.dm ----------------------------

17,67

4,20

0,11

4,70

0,12

0,05

4,87

m

V

----%-----9,07

2,21

53,7

15

As leiras foram formadas com 0,30 m de altura, espaçadas de 1,00 m, por meio de
sulcador tratorizado. Na ocasião do plantio utilizaram-se ramas novas de até 90 dias,
sadias, medindo cerca de 0,40m e com 08 a 10 entrenós, dos quais 03 a 04 foram
enterrados no topo das leiras e espaçamento de 0,40m. Não tendo sido necessária a
utilização de irrigação suplementar, visto que a época do plantio coincidiu com o período
chuvoso da região.
As parcelas experimentais foram mantidas livres de ervas daninhas, através de
capinas, manual à enxada, onde também foram efetuados amontoas de acordo com o
desenvolvimento das raízes tuberosas.
Foram coletadas onze plantas da fileira central, descartando-se duas de cada lado
da bordadura. A colheita foi realizada manualmente, com o uso de enxadas, após a coleta,
o material foi lavado para retirada do excesso de solo contido nas raízes, após foram
pesadas e retiradas as amostras padrões de 750g para cada clone e foram levadas para
estufas a temperaturas de 65°c durante 72 horas.
3.4 - Avaliação da produção:
Aos 130 dias após o plantio, na ocasião da colheita, foi avaliada a produção total
dos tubérculos (em t/ha-1) e a produção de matéria seca (em t/ha-1). Essa, por sua vez, foi
determinada levando-se em consideração a produção de matéria verde (em t/ha-1) de cada
tratamento e o percentual correspondente de Matéria Seca desses tratamentos.
3.5 - Avaliação da composição química:
A coleta das amostras dos diferentes genótipos de batata-doce (tubérculos) foi
realizada na área útil de cada parcela. As amostras foram submetidas à pré-secagem a
65°C, durante 72 horas, em estufa de ventilação forçada e posteriormente foram moídas e
armazenadas em frascos de vidros. Logo após, o material foi enviado ao laboratório de
Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE) para as seguintes análises bromatológicas: porcentagem de Matéria
Seca (MS), porcentagem de Proteína Bruta (PB), porcentagem de Matéria Mineral (MM) e
porcentagem de Fibra em Detergente Neutro (FDN) e porcentagem de Fibra em Detergente
Ácido (FDA) (SILVA, 2002).
16

3.6 - Análise Estatística:
As análises da variância e as comparações entre médias de genótipos de batata-doce
pelo teste de Tukey, no nível de 5% de probabilidade, foram feitas através do programa
computacional SISVAR (FERREIRA, 2003), seguindo as recomendações de FERREIRA
(2000).

17

4 - RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise de variância revelou a existência de diferenças significativas pelo teste F
no nível de 1% de probabilidade para a produção total de tubérculos (t.ha-1) e produção de
matéria seca (t.ha-1) (Tabela 2). O coeficiente de variação para PTT foi um pouco superior
a 20%, contudo CAVALCANTE et al. (2006) afirmam que é comum encontrarem altos
valores de CV nas variáveis relacionadas a órgãos e/ou estruturas subterrâneas, devido ao
fato do controle do ambiente ter sido dificultado. Por outro lado, o coeficiente de variação
para PMS apresentou uma ótima precisão experimental, segundo FERREIRA (2000).
Quanto à comparação dos genótipos de batata-doce pelo teste de Tukey, no nível
de 5% de probabilidade, tem-se: a produção total dos tubérculos (PTT) e a produção de
matéria seca (PMS) variaram de 4,53 a 19,28 t/ha-1 e 1,52 a 5,98 t/ha-1, para,
respectivamente, os clones 04 e 06. Contudo, o clone 06 apresentou a maior PTT, apesar
de não diferir dos clones 10 e 14 e da cultivar Sergipana; enquanto que o clone 03 e a
cultivar Rainha de Penedo apresentaram as maiores PMS, apesar de diferirem
estatisticamente apenas do clone 14.
Tabela 2 - Médias da produção total dos tubérculos (PTT) e da produção de matéria seca
(PMS) de genótipos de batata-doce em Rio Largo- AL, no ano de 2007.
Genótipos
Clone 01
Clone 02
Clone 03
Clone 04
Clone 06
Clone 08
Clone 09
Clone 10
Clone 11
Clone 12
Clone 13
Clone 14
Rainha de Penedo
Sergipana
Médias
CV (%)
F (2/)

PTT (t.ha-1) 1/
9,92ab
9,67ab
5,07a
4.53a
19,28c
9.05ab
9,17ab
10,62abc
6,48ab
9,41ab
6,48ab
14,62bc
9,91ab
15,25bc
10,06
21,92
6,59**

PMS (t.ha-1)
3,46ab
3,48ab
1,82b
1,52ab
5,98ab
3,24ab
3,26ab
3,54ab
2,38ab
3,23ab
2,31ab
4,48ª
3,56b
5,13ab
2,75
3,77
3,92**

1/: Médias com a mesma letra em cada coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de
probabilidade.
2/: (**) Significativo no nível de 1% de probabilidade.

18

Os resultados obtidos neste trabalho em relação à produção total de tubérculos
corroboram os resultados obtidos por outros autores (CAVALCANTE et al., 2009), aonde
o clone 06 vem se destacando em relação aos demais genótipos.
Também vale ressaltar que a produtividade de tubérculos dos clones 06 e 14 e da
cultivar Sergipana foram superiores à média nacional.
Na Tabela 3, a análise de variância revelou a existência de diferenças significativas
pelo teste F apenas para a porcentagem de matéria seca (MS) e a porcentagem de proteína
bruta (PB), nos níveis de 1 e 5% de probabilidade, respectivamente. Apenas o coeficiente
de variação para porcentagem de matéria seca foi superior a 20%, contudo, conforme já
visto, CAVALCANTE et al. (2006) afirmam que é comum encontrarem altos valores de
CV nas variáveis relacionadas a órgãos e/ou estruturas subterrâneas, devido ao fato do
controle do ambiente ter sido dificultado. Os demais coeficientes de variação
apresentaram, em média, uma boa precisão experimental, segundo FERREIRA (2000).
Quanto à comparação dos genótipos de batata-doce pelo teste de Tukey, no nível
de 5% de probabilidade, tem-se: a percentagem de MS variou de 30,64, para o clone 14, a
36,01%, para a cultivar R. de Penedo; a percentagem de PB variou de 1,86 , para o clone
03, a 3,49%, para o clone 14; a percentagem de MM variou de 1,80, para clone 09, a
2,66%, para o clone 14; a percentagem de FDN variou de 15,43, para o clone 02, a
23,84%, para o clone 04; a percentagem de FDA variou de 1,38, para o clone 13, a 2,25%,
para clone 01. Os clones 02 e 03 e a cultivar Rainha de Penedo apresentaram as maiores
porcentagens de MS, apesar de diferirem apenas do clone 14. Por outro lado, o clone 14
apresentou a maior porcentagem de PB, apesar de diferir apenas do clone 03. As
porcentagens de Matéria Mineral, Fibra em Detergente Neutro e Fibra em Detergente
Ácido foram semelhantes entre os genótipos avaliados.
Os valores encontrados das análises bromatológicas dos tubérculos dos genótipos
de batata-doce são semelhantes aos observados em qualquer forrageira comumente
utilizada em ruminantes e são considerados satisfatórios para o fornecimento de energia,
estimular a mastigação e a produção de saliva e para o equilíbrio do ambiente ruminal
nestes animais (ANDRIGUETTO et al., 1997).

19

Tabela 3 – Médias da porcentagem de Matéria Seca (MS), porcentagem de Proteína Bruta
(PB), porcentagem de Matéria Mineral (MM), porcentagem de Fibra em
Detergente Neutro (FDN) e porcentagem de Fibra em Detergente Ácido (FDA)
de genótipos de batata-doce em Rio Largo- AL, no ano de 2007.
Genótipos
MS (%) 1/
Clone 01
34,90ab
Clone 02
35,92b
Clone 03
35,97b
Clone 04
33,68ab
Clone 06
31,05ab
Clone 08
35,78ab
Clone 09
35,55ab
Clone 10
33,32ab
Clone 11
35,47ab
Clone 12
34,95ab
Clone 13
35,36ab
Clone 14
30,64a
Rainha de Penedo
36,01b
Sergipana
33,68ab
Médias
34,66
CV (%)
34,42
F 2/ e 3/
3,89**

PB (MS) %
2,78ab
2,21ab
1,86a
2,23ab
2,67ab
2,09ab
2,09ab
2,21ab
2,09ab
2,33ab
2,10ab
3,49b
2,80ab
2,66ab
2,4
15,8
2,57*

MM (MS) %
2,35a
2,02a
1,86a
1,97a
1,99a
1,89a
1,80a
2,15a
1,85a
2,15a
2,19a
2,66a
2,08a
2,21a
2,08
13,53
1,30ns

FDN (MS) %
20,92a
15,43a
19,50a
23,84a
22,64a
19,59a
22,34a
17,59a
20,20a
20,48a
18,22a
21,39a
22,48a
22,54a
20,51
10,55
2,28ns

FDA (MS) %
2,25a
1,50a
1,96a
2,24a
1,95a
1,77a
1,63a
1,64a
1,82a
1,66a
1,38a
1,79a
1,71a
1,89a
1,8
14,75
1,76ns

1/: Médias com a mesma letra em cada coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de
probabilidade;
2/: * e ** = Significativo nos níveis de 5% e 1% de probabilidade, respectivamente;
3/: ns = Não significativo no nível de 5% de probabilidade.

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5 – CONCLUSÃO
Os resultados obtidos no presente trabalho permitiram as seguintes conclusões:
a) Os clones 06, 14 e 10 e a variedade Sergipana foram os mais produtivos para
produção total dos tubérculos.
b) O clone 03 e a cultivar Rainha de Penedo apresentaram as maiores produções de
MS.
c) Os clones 02 e 03 e a cultivar Rainha de Penedo apresentaram as maiores
porcentagens de MS.
d) O clone 14 apresentou a maior porcentagem de PB.
e) As porcentagens de Matéria Mineral, Fibra em Detergente Neutro e Fibra em
Detergente Ácido foram semelhantes entre os genótipos avaliados.
f) Os tubérculos de batata-doce pelas suas características são semelhantes a
qualquer forrageira comumente utilizada em ruminantes e poderão ser utilizados para o
fornecimento de energia, estimular a mastigação e a produção de saliva e para o equilíbrio
do ambiente ruminal nestes animais.

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6 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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